
por Padre Carlos
Nasceu entre serras, lá de Itambé, o menino,
com os olhos brilhando de sol e destino.
Mas foi nas Pedrinhas, de chão batido e fé,
que aprendeu que o amor é o maior catecismo.
Entre risos de rua e o sino da Catedral,
o pequeno coroinha acendia a esperança,
segurava o incenso como quem segura um ideal,
e o altar era já o espelho de sua bonança.
Filho da periferia, irmão dos humildes,
caminhou entre becos, rezas e sonhos,
e fez do Evangelho um gesto fecundo,
levando ternura aos cantos do mundo.
O tempo passou — mas não a pureza,
do olhar que um dia fitou o altar;
Padre Joselito, tua maior riqueza
é servir sem nunca deixar de amar.
Hoje, tua voz ecoa entre o povo,
não como quem prega, mas quem acolhe e sente.
Porque o Deus que moldou teu chamado novo,
habita o coração de quem é gente.
Das Pedrinhas ao céu, tua história ensina:
que a santidade nasce na esquina,
que a fé pode brotar da infância simples —
e que o altar começa, sempre,
no coração de um menino.




