Política e Resenha

MADRUGADA DE NÚMEROS: Datafolha mostra Lula em reação em São Paulo e Minas, enquanto o Rio e o DF não cedem

PLANTÃO · ÚLTIMAS NOTÍCIAS ANTES DA ELEIÇÃO

Cinco pesquisas conferidas durante a noite apontam um movimento real a favor de Lula entre duas rodadas, mas em SP e MG a diferença entre os dois candidatos ainda cabe na incerteza estatística.

Por Padre Carlos · Política e Resenha · sábado, 3 de outubro de 2026

Amadrugada não perdoa quem trabalha com números. Enquanto o país dormia, a redação do Política e Resenha ficou de plantão cruzando as cinco pesquisas Datafolha divulgadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal. Saiu dessa conferência o retrato mais movimentado das últimas semanas, a poucas horas do primeiro turno, marcado para este domingo, 4 de outubro.

Em São Paulo, a distância entre Flávio Bolsonaro e Lula no primeiro turno caiu de 5 para 1 ponto percentual. Em Minas Gerais, o presidente passou a liderar nos dois turnos. No Rio e no Distrito Federal, o quadro continuou do mesmo lado. Em Pernambuco, a vantagem de Lula segue enorme.

Nada disso é consagração de ninguém. É a fotografia de uma semana, tirada por uma única fonte, e é assim que ela será tratada aqui: com os números na mesa, a conta separada da opinião e o limite de cada leitura à vista.

O QUE OS DADOS MOSTRAM EM CINCO LINHAS

SP Lula sobe 5 p.p. no 1º turno (38%) e fica a 1 ponto de Flávio (39%). No 2º turno, 45% a 48%.
MG Lula lidera: 42% a 36% no 1º turno e 48% a 44% no 2º. A diferença do 2º turno passa de −2 para +4.
RJ Sem reação: Flávio 45%, Lula 38% no 1º turno; 51% a 42% no 2º.
DF Contramão: Flávio 44% (+3), Lula 35% (+1) no 1º turno; Lula cai 2 p.p. no 2º (39%).
PE Lula 61% a 25% no 1º turno e 65% a 29% no 2º. Base consolidada.

O painel completo

Antes das leituras, os números. Os valores atuais e os da pesquisa anterior (24 e 25 de setembro, conforme as matérias consultadas) estão na tabela-síntese e nos cinco gráficos abaixo. Quando um valor anterior foi calculado a partir de uma variação publicada, ele aparece com asterisco (*).

Tabela-síntese

Intenção de voto estimulada, em %. Entre parênteses, a pesquisa anterior. A diferença é Lula menos Flávio, em pontos percentuais (p.p.).

UF · campo · amostra 1º turno
Lula
1º turno
Flávio
Dif. 1º t.
ant. → atual
2º turno
Lula
2º turno
Flávio
Dif. 2º t.
ant. → atual
Em aberto 2º t.
(B/N + indec.)
Limitação
São Paulo
28–30/set · n=1.610 · ±2
38%
(33%) +5
39%
(38%) +1
−5 → −1 45%
(*41%) +4
48%
(*49%) −1
*−8 → −3 8% Dif. de 1 e 3 p.p. cabe na incerteza (±4,3 e ±4,7)
Minas Gerais
28/set–1/out · n=1.204 · ±3
42%
(39%) +3
36%
(37%) −1
+2 → +6 48%
(44%) +4
44%
(46%) −2
−2 → +4 8% Dif. 1º t. no limite (±5,0); 2º t. cabe (±5,4)
Rio de Janeiro
28/set–1/out · n=1.204 · ±3
38%
(38%) 0
45%
(44%) +1
−6 → −7 42%
(*42%) 0
51%
(*51%) 0
*−9 → −9 7% Variação de 1 p.p. é ruído; dif. acima da incerteza
Pernambuco
28/set–1/out · n=1.204 · ±3
61%
(60%) +1
25%
(24%) +1
+36 → +36 65%
(ant.: +1 p.p.)
29%
(ant.: n/d)
n/d → +36 7% 2º t. anterior só parcial; vantagem muito acima da incerteza
Distrito Federal
28–30/set · n=910 · ±3
35%
(34%) +1
44%
(41%) +3
−7 → −9 39%
(*41%) −2
51%
(*51%) 0
*−10 → −12 10% Menor amostra (910); dif. acima da incerteza

* Valor anterior calculado a partir do relato ou da variação publicada, até confirmação no relatório do instituto. n/d: não disponível. Percentuais do 2º turno podem somar 101 por arredondamento (SP e PE).

1. Primeiro turno: Lula e Flávio nas cinco unidades da Federação

Intenção de voto estimulada atual, em %. Barras partem do zero e usam a mesma escala (0 a 70%).

LulaFlávio Bolsonaro

São Paulo Lula
38%
Flávio
39%
Minas Gerais Lula
42%
Flávio
36%
Rio de Janeiro Lula
38%
Flávio
45%
Pernambuco Lula
61%
Flávio
25%
Distrito Federal Lula
35%
Flávio
44%

Leitura: só Minas e Pernambuco têm Lula à frente no primeiro turno. Em São Paulo, a diferença é de 1 ponto percentual a favor de Flávio.

2. Comparativo entre rodadas: antes e agora

Barra fina e clara é a pesquisa anterior; barra grossa é a atual. À direita, a variação em p.p.

Lula antesLula agoraFlávio antesFlávio agora

São Paulo Lula
33% → 38%
+5 p.p.
Flávio
38% → 39%
+1 p.p.
Minas Gerais Lula
39% → 42%
+3 p.p.
Flávio
37% → 36%
−1 p.p.
Rio de Janeiro Lula
38% → 38%
0 p.p.
Flávio
44% → 45%
+1 p.p.
Pernambuco Lula
60% → 61%
+1 p.p.
Flávio
24% → 25%
+1 p.p.
Distrito Federal Lula
34% → 35%
+1 p.p.
Flávio
41% → 44%
+3 p.p.

Leitura: a maior variação é a de Lula em São Paulo (+5 p.p.). Variações de 1 p.p., como as de Pernambuco e a de Flávio em São Paulo e no Rio, estão no terreno do ruído.

3. Segundo turno: Lula contra Flávio

Cenário de segundo turno atual, em %, separado do primeiro turno. Mesma escala (0 a 70%).

LulaFlávio Bolsonaro

São Paulo Lula
45%
Flávio
48%
Minas Gerais Lula
48%
Flávio
44%
Rio de Janeiro Lula
42%
Flávio
51%
Pernambuco Lula
65%
Flávio
29%
Distrito Federal Lula
39%
Flávio
51%

Leitura: Lula lidera o segundo turno em Minas (48% a 44%) e em Pernambuco (65% a 29%). Em São Paulo, Flávio tem 48% e Lula 45%.

4. Evolução da diferença entre os candidatos (Lula menos Flávio)

Em pontos percentuais. Barra à direita do eixo escuro favorece Lula; à esquerda, favorece Flávio. Barra clara é a pesquisa anterior; escura, a atual.

Favorece Lula (+)Favorece Flávio (−)

Primeiro turno

São Paulo
−5
−1
Minas Gerais
+2
+6
Rio de Janeiro
−6
−7
Pernambuco
+36
+36
Distrito Federal
−7
−9

Segundo turno

São Paulo
−8*
−3
Minas Gerais
−2
+4
Rio de Janeiro
−9*
−9
Pernambuco anterior: sem valor anterior publicado
+36
Distrito Federal
−10*
−12

Escala de −40 a +40 p.p. * Valor anterior calculado a partir do relato ou da variação publicada. Em Pernambuco, só o valor de Lula no 2º turno anterior foi informado; sem o de Flávio, a diferença anterior não é calculada. Leitura: em São Paulo e Minas a diferença se move a favor de Lula (+4 e +4 no 1º turno; +5 e +6 no 2º). No Rio e no DF, ela fica igual ou se afasta.

5. Aprovação e desaprovação do governo Lula

Valores atuais, em %. Os números de aprovação vêm do relato e não foram localizados nas matérias consultadas; tratar como informação não verificada.

AprovaDesaprova

São Paulo
antes: 41% / 56%
Aprova
44%
Desaprova
53%
Minas Gerais
antes: 46% / 51%
Aprova
49%
Desaprova
47%
Rio de Janeiro
antes: 42% / 54%
Aprova
42%
Desaprova
55%
Pernambuco
sem série anterior
Aprova
66%
Desaprova
31%
Distrito Federal
sem série anterior
Aprova
38%
Desaprova
57%

Leitura (se confirmados): Minas teria aprovação maior que a desaprovação (49% a 47%), e São Paulo teria melhorado o saldo de −15 para −9 p.p., ainda negativo. Rio e DF seguem com desaprovação de 55% ou mais. Aprovação do governo é outra pergunta, diferente de intenção de voto.

São Paulo e Minas: onde o movimento aparece

São Paulo: de 5 pontos de distância para 1

Observado. No primeiro turno, Flávio tem 39% (+1) e Lula 38% (+5, de 33%). No segundo turno, 48% a 45%; a pesquisa anterior, reconstruída a partir das variações publicadas, era 49% a 41%, ou seja, a diferença foi de −8 para −3 p.p.*. Entre os demais, Augusto Cury caiu de 7% para 5%, Caiado de 5% para 4%, Zema de 2% para 1%, e brancos e nulos de 6% para 4%.

Leitura política. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com cerca de 21,5% dos eleitores aptos. Uma disputa mais próxima ali pesa mais que o mesmo movimento em um estado pequeno. A queda de Cury, de Caiado, de Zema e de brancos e nulos coincide com a subida de Lula. É coincidência de números; a pesquisa não diz quem mudou de voto.

Limite. A margem de erro da diferença entre dois candidatos na mesma amostra é maior que a margem de cada um. Uma estimativa simples, sem considerar o desenho da amostra, dá cerca de ±4,3 p.p. para a diferença do primeiro turno e ±4,7 p.p. para a do segundo. Uma diferença de 1 ou de 3 pontos cabe com folga nesse intervalo. A pesquisa não mostra quem migrou de quem; o Flávio também subiu 1 ponto.

Minas Gerais: Lula passa à frente

Observado. No primeiro turno, Lula tem 42% (+3) e Flávio 36% (−1), a diferença sobe de +2 para +6 p.p. No segundo turno, 48% a 44%; antes era 44% a 46%, uma virada de −2 para +4 p.p. Zema tem 4%, Caiado 4% (+1), Cury 3% (−2) e Renan Santos 3% (+2). Brancos e nulos caíram de 5% para 3%, e os indecisos subiram de 3% para 4%.

Leitura política. Minas é o segundo maior eleitorado, com cerca de 10,3% do total. É o estado onde os três recortes apontam para o mesmo lado: primeiro turno, segundo turno e, segundo o relato, aprovação do governo (de 46% para 49%, com desaprovação de 51% para 47%).

Limite. A diferença do primeiro turno (6 p.p.) fica no limite da incerteza estimada (cerca de ±5,0 p.p.); a do segundo (4 p.p.) cabe na dela (cerca de ±5,4 p.p.). A mudança entre as duas rodadas não pode ser testada porque o tamanho da amostra anterior não foi levantado.

Os números desta madrugada autorizam falar em movimento, mas não em desfecho. Em duas rodadas dá para ver a direção do vento. Para saber se ele continua soprando, seria preciso uma terceira medição, e o tempo acabou.

Rio e Distrito Federal: os contrapontos

Rio de Janeiro: estabilidade

Observado. Flávio tem 45% (+1) e Lula 38% (estável); a diferença vai de −6 para −7 p.p. No segundo turno, 51% a 42%, sem alteração segundo o relato. Cury e Renan Santos têm 3% cada, e Caiado 2% (−1).

Leitura política. A reação vista em São Paulo e Minas não aparece aqui. O Rio responde por cerca de 8,1% do eleitorado nacional apto.

Limite. A variação de 1 ponto de Flávio é ruído. Já a diferença entre os dois (7 p.p. no primeiro turno, 9 no segundo) fica acima da incerteza estimada (cerca de ±5,1 e ±5,4 p.p.). O desempenho de Lula é de estabilidade, não de queda; segundo o relato, a desaprovação teria ido a 55%.

Distrito Federal: na contramão

Observado. Flávio tem 44% (+3) e Lula 35% (+1), com diferença de −7 para −9 p.p. Caiado tem 9%. No segundo turno, Flávio 51% e Lula 39%, queda de 2 pontos para Lula, e brancos e nulos em 8%.

Leitura política. O DF contraria a interpretação de avanço de Lula. Tem peso eleitoral menor que os demais, mas é o único dos cinco em que o movimento do segundo turno vai contra o presidente.

Limite. É a menor amostra do conjunto (910 entrevistas) e a de maior margem para a diferença (cerca de ±5,7 p.p. no primeiro turno e ±6,1 no segundo). Mesmo assim, as diferenças observadas ficam acima dela.

Pernambuco: base forte, pouco espaço

Observado. Lula tem 61% (+1) e Flávio 25% (+1) no primeiro turno; no segundo, 65% a 29%. A diferença é de +36 p.p. nas duas rodadas. Segundo o relato, a aprovação do governo seria de 66%.

Leitura política. A discussão aqui é outra. A vantagem é imensa e estável, e o estado já está perto do teto, de modo que mais alguns pontos de preferência mudam pouco o quadro nacional. Pernambuco representa cerca de 4,6% do eleitorado apto, e o que pode alterar o seu peso no resultado é o comparecimento, não a conversão de votos.

Limite. As variações de 1 ponto estão dentro do ruído, e o valor anterior do segundo turno foi informado de forma parcial (apenas Lula, +1 ponto). Nenhum dado das pesquisas diz algo sobre participação eleitoral.

O avanço continua? O que ninguém sabe

Duas rodadas permitem apontar uma movimentação. Não bastam para garantir que ela continue. Três distinções ajudam a não confundir o que se vê com o que se deseja ver:

Crescimento numérico não é mudança significativa. Entre duas pesquisas, Lula subiu 5 pontos em São Paulo e 3 em Minas. Sem as amostras anteriores, não dá para afirmar que a variação ultrapassa o erro amostral. O que dá peso ao quadro é a direção comum: SP e MG, nos dois turnos, andaram para o mesmo lado.

Liderança numérica não é vantagem estatística. Lula lidera em Minas e Flávio em São Paulo. Em ambos, a diferença entre os dois cabe, ou fica no limite, na incerteza estimada. A sobreposição das margens individuais não é o teste certo; o que importa é a margem da diferença.

Votos fora dos dois líderes não são votos de ninguém. No primeiro turno, 23% dos paulistas e 22% dos mineiros não estão com Lula nem com Flávio. Esse grupo reúne candidatos menores, brancos, nulos e indecisos, e a pesquisa não diz para onde ele iria. Também não se deduz transferência individual do fato de um candidato cair enquanto outro sobe.

Peso de cada estado no eleitorado apto (TSE, ref. 3 de agosto de 2026, total de 158,7 milhões). Barras de 0 a 25%.

São Paulo
21,5% · 34.104.226
Minas Gerais
10,3% · 16.377.659
Rio de Janeiro
8,1% · 12.857.000
Pernambuco
4,6% · 7.225.744
Distrito Federal não localizado na fonte consultada

Os cinco estados somados não representam o Brasil, e uma média simples das cinco pesquisas não estima o resultado nacional. Não há aqui probabilidade de vitória nem projeção de votos: isso exigiria um modelo e dados que este texto não tem.

As causas. O relato associa as oscilações a decisões sobre apostas e a episódios da campanha. Não verificamos a cronologia desses fatos, e as pesquisas não medem o que motivou a mudança de voto. Coincidência no tempo não é causalidade; tudo isso fica como hipótese não demonstrada. Também não reproduzimos boatos.

O tempo. As entrevistas foram feitas de 28 de setembro a 1º de outubro. A votação é no domingo. Pode ter havido movimento depois do campo, e a participação no dia da eleição também pesa.

Conclusão: os dados sustentam uma reação?

Sim, em parte. Entre as duas rodadas, os números sustentam uma reação de Lula em São Paulo (+5 p.p. no primeiro turno) e em Minas (+3, com virada no segundo turno). Essa reação aparece com mais força em Minas, onde os três recortes apontam na mesma direção, e em São Paulo, onde a diferença encolheu. No Rio ela não aparece, no Distrito Federal os números vão no sentido contrário, e em Pernambuco a vantagem já era enorme.

O que falta saber. Os valores originais e as amostras das rodadas anteriores, para testar se as mudanças são maiores que o erro; os dados de aprovação por estado em fonte primária; uma terceira medição depois do campo; e o comparecimento. Sem isso, o texto descreve um movimento e não prevê um resultado.

Na madrugada em que as cinco pesquisas chegaram, o Política e Resenha escolheu mostrar a conta inteira. O eleitor decide no domingo.

Fontes e nota metodológica

Pesquisas consultadas (Datafolha, encomendada por TV Globo e Folha de S.Paulo segundo as matérias; intenção de voto estimulada; entrevistas presenciais, confiança de 95%):

Eleitorado: TSE, total de eleitores aptos; números por estado reproduzidos pela Revista Fórum (ref. 3/8/2026). O Distrito Federal não constava na lista consultada.

Nota metodológica.

  • Verificado em matérias: campo, amostra, margem de erro, intenções de voto atuais e a maior parte das anteriores. O relatório original do Datafolha e os números de registro no TSE não foram localizados aqui; os registros divergem entre as matérias, por isso não são reproduzidos. Conferir no PesqEle/TSE.
  • Informação do relato, não verificada de forma independente: aprovação e desaprovação do governo por estado (SP 44/53, MG 49/47, RJ 42/55, PE 66/31, DF 38/57) e os valores anteriores de aprovação; também os valores do 2º turno anteriores no RJ e no DF.
  • Valores calculados a partir do relato ou das variações publicadas: 2º turno anterior em SP (41% e 49%), RJ, DF; diferença anterior em PE (2º turno) não calculada por falta do valor de Flávio.
  • Divergência encontrada: em Minas, brancos e nulos 3% e indecisos 4% no 1º turno nas matérias, contra 4% e 2% no relato. Adotamos as matérias. No 2º turno, em aberto 7% + 1% nas duas fontes.
  • Margem da diferença: estimada pela fórmula de amostra aleatória simples, 1,96 × √[(p₁ + p₂ − (p₁ − p₂)²) ÷ n]. Ignora o desenho amostral; o erro real pode ser maior. É um exercício ilustrativo.
  • Arredondamento: somas do 2º turno em SP e PE chegam a 101%.
  • Eleitorado: percentuais calculados sobre 158,7 milhões de aptos; eleitor apto não é comparecimento nem voto válido. Nenhuma conversão em votos foi feita.
  • Séries: há apenas duas rodadas por estado; nenhuma série temporal foi construída.

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Padre Carlos  — Teólogo, filósofo e colunista político — Política e Resenha