Política e Resenha

ARTIGO – Haddad, Lula e a Guerra Silenciosa no PT: Quando o Mercado Escolhe seu Preferido

 

Padre Carlos

A política raramente grita quando está em ebulição. Ela sussurra. E quem sabe ouvir percebe que, por trás da aparente unidade do PT, uma disputa profunda começa a se desenhar entre dois polos históricos do partido: o PT de São Paulo e o PT da Bahia. Não se trata apenas de uma divergência regional, mas de uma batalha simbólica sobre o futuro do lulismo, da esquerda brasileira e da relação do partido com o poder econômico.

A pesquisa Atlas/Intel divulgada nesta semana caiu como uma pedra num lago aparentemente calmo. Embora reafirme a força eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, líder absoluto nos cenários de primeiro e segundo turnos, o levantamento revelou algo que incomoda, provoca e reorganiza forças internas: Fernando Haddad aparece como um substituto competitivo de Lula, vencendo nomes centrais da direita e do bolsonarismo, como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

E é justamente aí que o jogo começa a ficar mais interessante — e mais perigoso.

Haddad não surge apenas como um nome eleitoralmente viável. Ele aparece, sobretudo, como o candidato “palatável” para setores que nunca digeriram completamente Lula. Parte expressiva do sistema financeiro, analistas do mercado e velhas famílias da política nacional — entre elas, setores ligados ao clã Vieira Lima — enxergam no ministro da Fazenda um PT menos visceral, menos confrontacional, mais previsível e, portanto, mais controlável.

Não é casual que Haddad, mesmo descartando publicamente qualquer candidatura, seja testado como alternativa. Pesquisas não são neutras. Elas também constroem narrativas, sinalizam preferências e testam reações. O mercado, quando pesquisa, não pergunta apenas ao eleitor: ele fala consigo mesmo.

Os números impressionam. Haddad aparece com 41,5% contra 35,4% de Flávio Bolsonaro em um dos cenários. Em outro, vence Tarcísio de Freitas com folga: 42% contra 28,9%. Esses dados não significam apenas competitividade eleitoral. Eles indicam aceitação social, reconhecimento institucional e uma imagem de gestor responsável — atributos extremamente valorizados em tempos de instabilidade econômica e polarização política.

Mas é justamente isso que acende o sinal de alerta no PT da Bahia e em setores mais orgânicos do lulismo. Para esses grupos, Haddad representa o risco de uma “deslulização” do projeto político. Um PT mais técnico, mais moderado, menos popular, menos enraizado nas bases sociais que sempre sustentaram o partido. Um PT que conversa melhor com bancos do que com movimentos sociais.

A disputa, portanto, não é Lula versus Haddad — pelo menos não ainda. É algo mais profundo: é sobre quem herdará o capital simbólico do lulismo quando Lula, por idade ou circunstância, deixar o centro do palco. O PT paulista articula silenciosamente a ideia da sucessão racional, institucional, aceita pelo mercado e pela elite econômica. O PT baiano e seus aliados defendem a continuidade de um projeto político popular, com identidade, confronto e memória histórica.

Por ora, Lula fecha a porta. Diz que será candidato à reeleição. Haddad recua, nega, desconversa. Mas a política não se move apenas pelo que é dito em público. Ela se organiza nos bastidores, nas pesquisas encomendadas, nas colunas econômicas, nos encontros discretos e nos sorrisos calculados.

A luta interna do PT só está começando. E, como toda disputa de sucessão, ela será travada em silêncio, com números, sinais e movimentos aparentemente desconectados. Quem achar que essa pesquisa é apenas um retrato do momento não entendeu o jogo. Ela é, antes de tudo, um aviso: o mercado já escolheu seu preferido. Resta saber se o partido aceitará essa escolha ou se lutará para manter viva a alma do lulismo.

Na política, como na vida, nem sempre vence quem tem mais votos. Às vezes, vence quem consegue parecer menos ameaçador. E é exatamente aí que mora o perigo.

ARTIGO – Haddad, Lula e a Guerra Silenciosa no PT: Quando o Mercado Escolhe seu Preferido

 

Padre Carlos

A política raramente grita quando está em ebulição. Ela sussurra. E quem sabe ouvir percebe que, por trás da aparente unidade do PT, uma disputa profunda começa a se desenhar entre dois polos históricos do partido: o PT de São Paulo e o PT da Bahia. Não se trata apenas de uma divergência regional, mas de uma batalha simbólica sobre o futuro do lulismo, da esquerda brasileira e da relação do partido com o poder econômico.

A pesquisa Atlas/Intel divulgada nesta semana caiu como uma pedra num lago aparentemente calmo. Embora reafirme a força eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, líder absoluto nos cenários de primeiro e segundo turnos, o levantamento revelou algo que incomoda, provoca e reorganiza forças internas: Fernando Haddad aparece como um substituto competitivo de Lula, vencendo nomes centrais da direita e do bolsonarismo, como Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

E é justamente aí que o jogo começa a ficar mais interessante — e mais perigoso.

Haddad não surge apenas como um nome eleitoralmente viável. Ele aparece, sobretudo, como o candidato “palatável” para setores que nunca digeriram completamente Lula. Parte expressiva do sistema financeiro, analistas do mercado e velhas famílias da política nacional — entre elas, setores ligados ao clã Vieira Lima — enxergam no ministro da Fazenda um PT menos visceral, menos confrontacional, mais previsível e, portanto, mais controlável.

Não é casual que Haddad, mesmo descartando publicamente qualquer candidatura, seja testado como alternativa. Pesquisas não são neutras. Elas também constroem narrativas, sinalizam preferências e testam reações. O mercado, quando pesquisa, não pergunta apenas ao eleitor: ele fala consigo mesmo.

Os números impressionam. Haddad aparece com 41,5% contra 35,4% de Flávio Bolsonaro em um dos cenários. Em outro, vence Tarcísio de Freitas com folga: 42% contra 28,9%. Esses dados não significam apenas competitividade eleitoral. Eles indicam aceitação social, reconhecimento institucional e uma imagem de gestor responsável — atributos extremamente valorizados em tempos de instabilidade econômica e polarização política.

Mas é justamente isso que acende o sinal de alerta no PT da Bahia e em setores mais orgânicos do lulismo. Para esses grupos, Haddad representa o risco de uma “deslulização” do projeto político. Um PT mais técnico, mais moderado, menos popular, menos enraizado nas bases sociais que sempre sustentaram o partido. Um PT que conversa melhor com bancos do que com movimentos sociais.

A disputa, portanto, não é Lula versus Haddad — pelo menos não ainda. É algo mais profundo: é sobre quem herdará o capital simbólico do lulismo quando Lula, por idade ou circunstância, deixar o centro do palco. O PT paulista articula silenciosamente a ideia da sucessão racional, institucional, aceita pelo mercado e pela elite econômica. O PT baiano e seus aliados defendem a continuidade de um projeto político popular, com identidade, confronto e memória histórica.

Por ora, Lula fecha a porta. Diz que será candidato à reeleição. Haddad recua, nega, desconversa. Mas a política não se move apenas pelo que é dito em público. Ela se organiza nos bastidores, nas pesquisas encomendadas, nas colunas econômicas, nos encontros discretos e nos sorrisos calculados.

A luta interna do PT só está começando. E, como toda disputa de sucessão, ela será travada em silêncio, com números, sinais e movimentos aparentemente desconectados. Quem achar que essa pesquisa é apenas um retrato do momento não entendeu o jogo. Ela é, antes de tudo, um aviso: o mercado já escolheu seu preferido. Resta saber se o partido aceitará essa escolha ou se lutará para manter viva a alma do lulismo.

Na política, como na vida, nem sempre vence quem tem mais votos. Às vezes, vence quem consegue parecer menos ameaçador. E é exatamente aí que mora o perigo.

ARTIGO – Conquista na Rota da Europa: Diplomacia Econômica, Visão Estratégica e Oportunidade Histórica

 

 

(Padre Carlos)

O grande acordo firmado entre a União Europeia e o Mercosul recoloca o Brasil — e, de modo especial, as cidades médias com vocação produtiva — no centro de uma nova geopolítica do comércio internacional. Não se trata apenas de tarifas, exportações ou balança comercial. Trata-se de visão estratégica, articulação institucional e capacidade política de antecipar o futuro. Nesse contexto, a visita oficial do Cônsul-Geral de Portugal em Salvador, Ricardo Cortes, a Vitória da Conquista, acompanhada do vice-presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, Bruno Pena, assume um significado que vai muito além do protocolo.

Vitória da Conquista dá um passo firme ao se apresentar, de forma organizada e consciente, como um polo capaz de dialogar com o mercado europeu. O “velho continente”, como ainda o chamamos por tradição histórica, segue sendo um dos principais centros de consumo, investimento, tecnologia e inovação do mundo. Aproximar-se da Europa, neste momento de reconfiguração das relações econômicas globais, é compreender que desenvolvimento local hoje depende de inserção internacional inteligente.

A prefeita Sheila demonstra maturidade política e sensibilidade econômica ao investir na diplomacia institucional e comercial. Sua atuação revela compreensão clara de que o fortalecimento da produção local, do comércio regional e da economia sustentável passa necessariamente pela abertura de canais com mercados externos. Não é improviso; é planejamento. Não é marketing vazio; é política pública com foco em resultados concretos, emprego, renda e competitividade.

A presença de Wagner Alves nesse processo não é detalhe menor. Trata-se de um quadro técnico e estratégico, profundo conhecedor do mercado interno e externo, capaz de fazer a ponte entre o potencial produtivo local e as exigências do comércio internacional. Em tempos de globalização seletiva, quem domina as regras do jogo — certificações, logística, padrões ambientais e acordos multilaterais — faz a diferença entre ficar à margem ou ocupar espaço.

A visita do representante diplomático português simboliza mais do que laços históricos e culturais. Representa oportunidades reais de cooperação econômica, intercâmbio comercial, investimentos estrangeiros, parcerias empresariais e integração produtiva. Portugal, porta de entrada estratégica para a União Europeia, surge como parceiro natural nesse novo ciclo que se abre com o acordo União Europeia–Mercosul.

Fortalecer a produção local, ampliar o comércio exterior e dinamizar a economia regional não são slogans: são imperativos de sobrevivência econômica num mundo em transformação acelerada. Vitória da Conquista, ao receber autoridades internacionais e dialogar de igual para igual, sinaliza que está preparada para esse desafio.

O caminho é este: articulação institucional, visão de longo prazo, inteligência econômica e coragem política. Que esta visita não seja um ponto isolado, mas o início de uma política contínua de inserção internacional. O mundo está se reorganizando — e Conquista, corretamente, escolhe não ficar de fora.

ARTIGO – Conquista na Rota da Europa: Diplomacia Econômica, Visão Estratégica e Oportunidade Histórica

 

 

(Padre Carlos)

O grande acordo firmado entre a União Europeia e o Mercosul recoloca o Brasil — e, de modo especial, as cidades médias com vocação produtiva — no centro de uma nova geopolítica do comércio internacional. Não se trata apenas de tarifas, exportações ou balança comercial. Trata-se de visão estratégica, articulação institucional e capacidade política de antecipar o futuro. Nesse contexto, a visita oficial do Cônsul-Geral de Portugal em Salvador, Ricardo Cortes, a Vitória da Conquista, acompanhada do vice-presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, Bruno Pena, assume um significado que vai muito além do protocolo.

Vitória da Conquista dá um passo firme ao se apresentar, de forma organizada e consciente, como um polo capaz de dialogar com o mercado europeu. O “velho continente”, como ainda o chamamos por tradição histórica, segue sendo um dos principais centros de consumo, investimento, tecnologia e inovação do mundo. Aproximar-se da Europa, neste momento de reconfiguração das relações econômicas globais, é compreender que desenvolvimento local hoje depende de inserção internacional inteligente.

A prefeita Sheila demonstra maturidade política e sensibilidade econômica ao investir na diplomacia institucional e comercial. Sua atuação revela compreensão clara de que o fortalecimento da produção local, do comércio regional e da economia sustentável passa necessariamente pela abertura de canais com mercados externos. Não é improviso; é planejamento. Não é marketing vazio; é política pública com foco em resultados concretos, emprego, renda e competitividade.

A presença de Wagner Alves nesse processo não é detalhe menor. Trata-se de um quadro técnico e estratégico, profundo conhecedor do mercado interno e externo, capaz de fazer a ponte entre o potencial produtivo local e as exigências do comércio internacional. Em tempos de globalização seletiva, quem domina as regras do jogo — certificações, logística, padrões ambientais e acordos multilaterais — faz a diferença entre ficar à margem ou ocupar espaço.

A visita do representante diplomático português simboliza mais do que laços históricos e culturais. Representa oportunidades reais de cooperação econômica, intercâmbio comercial, investimentos estrangeiros, parcerias empresariais e integração produtiva. Portugal, porta de entrada estratégica para a União Europeia, surge como parceiro natural nesse novo ciclo que se abre com o acordo União Europeia–Mercosul.

Fortalecer a produção local, ampliar o comércio exterior e dinamizar a economia regional não são slogans: são imperativos de sobrevivência econômica num mundo em transformação acelerada. Vitória da Conquista, ao receber autoridades internacionais e dialogar de igual para igual, sinaliza que está preparada para esse desafio.

O caminho é este: articulação institucional, visão de longo prazo, inteligência econômica e coragem política. Que esta visita não seja um ponto isolado, mas o início de uma política contínua de inserção internacional. O mundo está se reorganizando — e Conquista, corretamente, escolhe não ficar de fora.

ARTIGO – Quando as Entrelinhas Falam Mais Alto: Geddel, Zé Ronaldo e o Xadrez da Política Baiana

 

Padre Carlos

A política raramente se revela pelo que é dito em voz alta. Ela se constrói, quase sempre, nas entrelinhas, nos gestos, nos encontros discretos e nas frases cuidadosamente calculadas. Foi exatamente isso que tornou instigante a longa conversa ocorrida na residência de Geddel Vieira Lima, o homem forte do MDB da Bahia, com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, hoje filiado ao União Brasil.

Nada foi oficialmente revelado à imprensa. E, quando isso acontece, o silêncio passa a ser parte ativa da narrativa política. Geddel, político calejado, conhece como poucos o peso simbólico de uma frase bem colocada. Ao afirmar que “há espaço para se marchar juntos na defesa da Bahia” e definir Zé Ronaldo como “um grande baiano”, ele não apenas elogiou um aliado eventual; lançou uma senha política, um aceno que merece ser decodificado.

José Ronaldo não é um novato no tabuleiro. Prefeito experiente, conhecedor profundo da dinâmica eleitoral de Feira de Santana — segundo maior colégio eleitoral da Bahia — ele sabe que, em política, o endereço partidário é tão importante quanto a leitura correta do vento. E o vento, convenhamos, anda mudando de direção no cenário político baiano e nacional.

O MDB de Geddel busca, de forma cada vez mais clara, reorganizar seu protagonismo no estado, reposicionando-se como força de articulação e não apenas como coadjuvante em alianças circunstanciais. Já o União Brasil, apesar do tamanho e da força institucional, vive tensões internas, ambiguidades ideológicas e disputas silenciosas que deixam muitos de seus quadros em estado de alerta.

É nesse contexto que o encontro ganha densidade política. Não se trata apenas de uma conversa cordial entre dois “velhos conhecidos”. Trata-se de um diálogo estratégico, que pode sinalizar a construção de pontes, a reavaliação de alianças e, quem sabe, a preparação de uma mudança de rota. Estaria o prefeito de Feira de Santana apenas ouvindo, ou já ensaiando uma mudança de endereço político — de sigla, de lado ou de projeto?

A política baiana, marcada historicamente por movimentos sutis e rearranjos inesperados, ensina que nada é por acaso. Quando Geddel fala em “marchar juntos”, ele fala de projeto, de convergência, de futuro. E quando esse discurso encontra eco num gestor pragmático como José Ronaldo, o cenário merece atenção redobrada.

Não se trata de afirmar, mas de suspeitar — e na política a suspeita é uma categoria analítica legítima. Algo está sendo gestado. Talvez ainda em estado embrionário, talvez apenas como hipótese. Mas o fato é que encontros como esse não acontecem sem motivo, especialmente quando envolvem dois atores centrais da política da Bahia.

O silêncio, nesse caso, não é ausência de informação. É estratégia. E, para quem observa com atenção, as entrelinhas já começaram a falar.

ARTIGO – Quando as Entrelinhas Falam Mais Alto: Geddel, Zé Ronaldo e o Xadrez da Política Baiana

 

Padre Carlos

A política raramente se revela pelo que é dito em voz alta. Ela se constrói, quase sempre, nas entrelinhas, nos gestos, nos encontros discretos e nas frases cuidadosamente calculadas. Foi exatamente isso que tornou instigante a longa conversa ocorrida na residência de Geddel Vieira Lima, o homem forte do MDB da Bahia, com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, hoje filiado ao União Brasil.

Nada foi oficialmente revelado à imprensa. E, quando isso acontece, o silêncio passa a ser parte ativa da narrativa política. Geddel, político calejado, conhece como poucos o peso simbólico de uma frase bem colocada. Ao afirmar que “há espaço para se marchar juntos na defesa da Bahia” e definir Zé Ronaldo como “um grande baiano”, ele não apenas elogiou um aliado eventual; lançou uma senha política, um aceno que merece ser decodificado.

José Ronaldo não é um novato no tabuleiro. Prefeito experiente, conhecedor profundo da dinâmica eleitoral de Feira de Santana — segundo maior colégio eleitoral da Bahia — ele sabe que, em política, o endereço partidário é tão importante quanto a leitura correta do vento. E o vento, convenhamos, anda mudando de direção no cenário político baiano e nacional.

O MDB de Geddel busca, de forma cada vez mais clara, reorganizar seu protagonismo no estado, reposicionando-se como força de articulação e não apenas como coadjuvante em alianças circunstanciais. Já o União Brasil, apesar do tamanho e da força institucional, vive tensões internas, ambiguidades ideológicas e disputas silenciosas que deixam muitos de seus quadros em estado de alerta.

É nesse contexto que o encontro ganha densidade política. Não se trata apenas de uma conversa cordial entre dois “velhos conhecidos”. Trata-se de um diálogo estratégico, que pode sinalizar a construção de pontes, a reavaliação de alianças e, quem sabe, a preparação de uma mudança de rota. Estaria o prefeito de Feira de Santana apenas ouvindo, ou já ensaiando uma mudança de endereço político — de sigla, de lado ou de projeto?

A política baiana, marcada historicamente por movimentos sutis e rearranjos inesperados, ensina que nada é por acaso. Quando Geddel fala em “marchar juntos”, ele fala de projeto, de convergência, de futuro. E quando esse discurso encontra eco num gestor pragmático como José Ronaldo, o cenário merece atenção redobrada.

Não se trata de afirmar, mas de suspeitar — e na política a suspeita é uma categoria analítica legítima. Algo está sendo gestado. Talvez ainda em estado embrionário, talvez apenas como hipótese. Mas o fato é que encontros como esse não acontecem sem motivo, especialmente quando envolvem dois atores centrais da política da Bahia.

O silêncio, nesse caso, não é ausência de informação. É estratégia. E, para quem observa com atenção, as entrelinhas já começaram a falar.

ARTIGO – A Vida Não é Ensaio: Ou Você Vive, Ou Desaparece em Silêncio

 

 

Padre Carlos

E se não existisse outra vida?
E se esta — exatamente esta, com seus medos, escolhas adiadas e sonhos amassados — fosse a única chance que nos foi concedida?

A pergunta não é teológica apenas. É brutalmente humana. Ela bate na porta da consciência como um vento frio no fim da tarde, quando o dia já está indo embora e percebemos, tarde demais, que não o vivemos por inteiro. O tempo não pede licença. Ele passa. E leva com ele tudo o que deixamos para “depois”.

Quantas vidas cabem dentro de uma só existência?
Quantos sonhos você empurrou para a gaveta mais funda da alma, não por falta de desejo, mas por medo de falhar? Medo do julgamento, medo do riso alheio, medo de não ser suficiente. Assim, fomos trocando o risco pela segurança, a paixão pela prudência excessiva, a vida pela sobrevivência.

Vivemos numa época em que existir virou rotina. Acordar, trabalhar, pagar contas, cumprir expectativas. O coração bate, o corpo anda, a mente produz. Mas a alma… a alma espera. Espera o amanhã, como se o tempo fosse um poço sem fundo. Como se houvesse garantia de outra estação, outro capítulo, outro corpo, outra chance.

Mas não há ensaio geral.
A vida é estreia.
E o palco fecha as cortinas sem aviso prévio.

Cada riso contido vira peso. Cada abraço negado se transforma em ausência. Cada palavra engolida cria cicatrizes invisíveis, dessas que ninguém vê, mas que doem todos os dias. Amamos pouco porque tivemos vergonha de nos expor. Falamos menos porque nos ensinaram a não incomodar. Sonhamos menos porque nos convenceram de que sonhar era coisa de gente imatura.

Esse é o maior roubo do nosso tempo: nos ensinaram a ter medo de viver.

O discurso dominante vende estabilidade, mas entrega vazio. Promete sucesso, mas cobra a alma. Oferece conforto, mas nos afasta do essencial. Em nome da prudência, sacrificamos a intensidade. Em nome do controle, perdemos o sentido. E quando percebemos, já estamos apenas existindo — respirando biologicamente, mas morrendo por dentro.

A pergunta que importa não é se haverá outra vida.
A pergunta é: o que você fez com esta?

Porque se não houver outra vida, esta é a tua eternidade.
Este instante. Este corpo. Este tempo. Esta coragem que você ainda não usou.

Viver é um ato de ousadia moral. É assumir responsabilidade pelos próprios desejos, pela própria história, pelas escolhas que doem e pelas que libertam. Viver é falhar, sim — mas falhar tentando, não se escondendo. É amar mesmo com risco, falar mesmo com medo, caminhar mesmo sem mapa.

A existência passa. A vida exige presença.

Então me diga, com honestidade brutal: você está vivendo ou apenas existindo?
Porque o tempo não volta. O palco não repete a cena. E a cortina, quando desce, não negocia.

Se esta for a única vida, que ela seja verdadeira.
Que seja intensa.
Que seja sua.

ARTIGO – A Vida Não é Ensaio: Ou Você Vive, Ou Desaparece em Silêncio

 

 

Padre Carlos

E se não existisse outra vida?
E se esta — exatamente esta, com seus medos, escolhas adiadas e sonhos amassados — fosse a única chance que nos foi concedida?

A pergunta não é teológica apenas. É brutalmente humana. Ela bate na porta da consciência como um vento frio no fim da tarde, quando o dia já está indo embora e percebemos, tarde demais, que não o vivemos por inteiro. O tempo não pede licença. Ele passa. E leva com ele tudo o que deixamos para “depois”.

Quantas vidas cabem dentro de uma só existência?
Quantos sonhos você empurrou para a gaveta mais funda da alma, não por falta de desejo, mas por medo de falhar? Medo do julgamento, medo do riso alheio, medo de não ser suficiente. Assim, fomos trocando o risco pela segurança, a paixão pela prudência excessiva, a vida pela sobrevivência.

Vivemos numa época em que existir virou rotina. Acordar, trabalhar, pagar contas, cumprir expectativas. O coração bate, o corpo anda, a mente produz. Mas a alma… a alma espera. Espera o amanhã, como se o tempo fosse um poço sem fundo. Como se houvesse garantia de outra estação, outro capítulo, outro corpo, outra chance.

Mas não há ensaio geral.
A vida é estreia.
E o palco fecha as cortinas sem aviso prévio.

Cada riso contido vira peso. Cada abraço negado se transforma em ausência. Cada palavra engolida cria cicatrizes invisíveis, dessas que ninguém vê, mas que doem todos os dias. Amamos pouco porque tivemos vergonha de nos expor. Falamos menos porque nos ensinaram a não incomodar. Sonhamos menos porque nos convenceram de que sonhar era coisa de gente imatura.

Esse é o maior roubo do nosso tempo: nos ensinaram a ter medo de viver.

O discurso dominante vende estabilidade, mas entrega vazio. Promete sucesso, mas cobra a alma. Oferece conforto, mas nos afasta do essencial. Em nome da prudência, sacrificamos a intensidade. Em nome do controle, perdemos o sentido. E quando percebemos, já estamos apenas existindo — respirando biologicamente, mas morrendo por dentro.

A pergunta que importa não é se haverá outra vida.
A pergunta é: o que você fez com esta?

Porque se não houver outra vida, esta é a tua eternidade.
Este instante. Este corpo. Este tempo. Esta coragem que você ainda não usou.

Viver é um ato de ousadia moral. É assumir responsabilidade pelos próprios desejos, pela própria história, pelas escolhas que doem e pelas que libertam. Viver é falhar, sim — mas falhar tentando, não se escondendo. É amar mesmo com risco, falar mesmo com medo, caminhar mesmo sem mapa.

A existência passa. A vida exige presença.

Então me diga, com honestidade brutal: você está vivendo ou apenas existindo?
Porque o tempo não volta. O palco não repete a cena. E a cortina, quando desce, não negocia.

Se esta for a única vida, que ela seja verdadeira.
Que seja intensa.
Que seja sua.

ARTIGO – (Pedalinhos, Resorts e Cassinos: Quando a Moral Seletiva da Velha Imprensa Volta à Cena)

 

 

Padre Carlos

Há algo de podre que não querem que venha à tona. E o cheiro não vem do nada: vem do modus operandi conhecido da imprensa lavajatista, aquela mesma que se arvora em paladina da moralidade quando convém, mas que se mostra nada republicana quando o alvo é escolhido a dedo. O roteiro é velho, o enredo é previsível e os personagens são conhecidos.

A campanha contra o ministro Dias Toffoli segue essa cartilha. Manchetes insinuantes, fontes anônimas, “funcionários que dizem”, fotografias estrategicamente vazadas e um silêncio ensurdecedor sobre princípios básicos do Estado de Direito, como presunção de inocência, devido processo legal e prova documental. O objetivo não é informar: é sugerir, insinuar, contaminar.

A narrativa reapresenta um clássico: “o sítio”. Agora não mais em Atibaia, mas em formato de resort, com píer, embarcação, festas privadas e a frase-chave — repetida com descaramento — de que “embora o nome não conste nos documentos oficiais, funcionários o tratam como proprietário”. É impossível não lembrar dos pedalinhos atribuídos a dona Marisa Letícia, usados como símbolo de uma culpa construída no imaginário público, apesar da fragilidade probatória que depois veio à tona.

O caso do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ganha contornos ainda mais ruidosos quando se mistura cassino, jogos de azar, crianças em máquinas caça-níqueis e a informação de que o ministro é relator de investigações envolvendo atores que, em algum momento, orbitam negócios ligados ao empreendimento. Tudo isso é grave? Sim, se comprovado. Mas é justamente aí que mora a desonestidade intelectual: a transformação de suspeitas e relatos em sentença midiática.

A própria defesa afirma que os jogos existentes são vídeo loterias autorizadas pelo governo estadual e que mesas de cartas servem à recreação privada dos hóspedes, sem apostas em dinheiro. A legislação brasileira é clara: jogos de azar com dealers e apostas em dinheiro são proibidos, enquanto as vídeo loterias estaduais foram autorizadas por decisão do STF em 2020 — decisão colegiada, da qual Toffoli participou como um entre vários ministros. O que a imprensa faz? Confunde, mistura, embaralha conceitos para produzir escândalo.

Há ainda o elemento que raramente recebe o mesmo zelo investigativo: as transações empresariais envolvendo o resort, fundos de investimento, advogados de grandes grupos econômicos e relações indiretas com pessoas que figuram em processos no STF. Tudo isso exige apuração séria, técnica e institucional — não linchamento midiático. Quando a imprensa se antecipa à Justiça, ela não fiscaliza o poder: usurpa-o.

O mais chocante é a cara de pau com que se admite a ausência de documentos oficiais e, ainda assim, se sustenta a narrativa acusatória. É a normalização do “todo mundo sabe”, do “dizem que”, do “parece ser”. Exatamente o método que corroeu a credibilidade do jornalismo durante a Lava Jato e que, ironicamente, hoje muitos fingem não reconhecer.

Se há irregularidades, que sejam investigadas pelos órgãos competentes, com provas, contraditório e transparência. O que não se pode aceitar é a moral seletiva, o jornalismo de campanha e a repetição de expedientes que já produziram injustiças históricas, condenações anuladas e um rastro de descrédito institucional.

Pedalinhos, resorts, cassinos. Os cenários mudam, mas a engrenagem é a mesma. Quando a imprensa abandona o compromisso republicano e abraça a militância travestida de denúncia, o que está em jogo não é um ministro — é a própria democracia, o Estado de Direito e a credibilidade da informação.

ARTIGO – (Pedalinhos, Resorts e Cassinos: Quando a Moral Seletiva da Velha Imprensa Volta à Cena)

 

 

Padre Carlos

Há algo de podre que não querem que venha à tona. E o cheiro não vem do nada: vem do modus operandi conhecido da imprensa lavajatista, aquela mesma que se arvora em paladina da moralidade quando convém, mas que se mostra nada republicana quando o alvo é escolhido a dedo. O roteiro é velho, o enredo é previsível e os personagens são conhecidos.

A campanha contra o ministro Dias Toffoli segue essa cartilha. Manchetes insinuantes, fontes anônimas, “funcionários que dizem”, fotografias estrategicamente vazadas e um silêncio ensurdecedor sobre princípios básicos do Estado de Direito, como presunção de inocência, devido processo legal e prova documental. O objetivo não é informar: é sugerir, insinuar, contaminar.

A narrativa reapresenta um clássico: “o sítio”. Agora não mais em Atibaia, mas em formato de resort, com píer, embarcação, festas privadas e a frase-chave — repetida com descaramento — de que “embora o nome não conste nos documentos oficiais, funcionários o tratam como proprietário”. É impossível não lembrar dos pedalinhos atribuídos a dona Marisa Letícia, usados como símbolo de uma culpa construída no imaginário público, apesar da fragilidade probatória que depois veio à tona.

O caso do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ganha contornos ainda mais ruidosos quando se mistura cassino, jogos de azar, crianças em máquinas caça-níqueis e a informação de que o ministro é relator de investigações envolvendo atores que, em algum momento, orbitam negócios ligados ao empreendimento. Tudo isso é grave? Sim, se comprovado. Mas é justamente aí que mora a desonestidade intelectual: a transformação de suspeitas e relatos em sentença midiática.

A própria defesa afirma que os jogos existentes são vídeo loterias autorizadas pelo governo estadual e que mesas de cartas servem à recreação privada dos hóspedes, sem apostas em dinheiro. A legislação brasileira é clara: jogos de azar com dealers e apostas em dinheiro são proibidos, enquanto as vídeo loterias estaduais foram autorizadas por decisão do STF em 2020 — decisão colegiada, da qual Toffoli participou como um entre vários ministros. O que a imprensa faz? Confunde, mistura, embaralha conceitos para produzir escândalo.

Há ainda o elemento que raramente recebe o mesmo zelo investigativo: as transações empresariais envolvendo o resort, fundos de investimento, advogados de grandes grupos econômicos e relações indiretas com pessoas que figuram em processos no STF. Tudo isso exige apuração séria, técnica e institucional — não linchamento midiático. Quando a imprensa se antecipa à Justiça, ela não fiscaliza o poder: usurpa-o.

O mais chocante é a cara de pau com que se admite a ausência de documentos oficiais e, ainda assim, se sustenta a narrativa acusatória. É a normalização do “todo mundo sabe”, do “dizem que”, do “parece ser”. Exatamente o método que corroeu a credibilidade do jornalismo durante a Lava Jato e que, ironicamente, hoje muitos fingem não reconhecer.

Se há irregularidades, que sejam investigadas pelos órgãos competentes, com provas, contraditório e transparência. O que não se pode aceitar é a moral seletiva, o jornalismo de campanha e a repetição de expedientes que já produziram injustiças históricas, condenações anuladas e um rastro de descrédito institucional.

Pedalinhos, resorts, cassinos. Os cenários mudam, mas a engrenagem é a mesma. Quando a imprensa abandona o compromisso republicano e abraça a militância travestida de denúncia, o que está em jogo não é um ministro — é a própria democracia, o Estado de Direito e a credibilidade da informação.

ARTIGO – Entre a Lealdade e a Sobrevivência Política: O Recuo de Tarcísio e o Peso do Bolsonarismo

 

 

 

Padre Carlos

A política brasileira é fértil em símbolos, gestos calculados e silêncios eloquentes. O cancelamento da visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, no Batalhão da Polícia Militar conhecido como “Papudinha”, não é apenas um ajuste de agenda. Trata-se de um movimento carregado de significado político, que expõe fissuras, cansaços e dilemas estratégicos no campo da direita brasileira.

Oficialmente, a assessoria do governador justificou o adiamento por compromissos em São Paulo. Na prática, porém, o contexto revela algo mais profundo. O encontro seria o primeiro após Bolsonaro indicar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República, gesto que reorganiza o tabuleiro da sucessão e, ao mesmo tempo, relega Tarcísio a uma posição desconfortável: a de aliado forte nos votos, mas frágil no prestígio interno do clã Bolsonaro.

Segundo informações de bastidores divulgadas pelo jornalista Gerson Camarotti, aliados próximos ao governador afirmam que Tarcísio estaria “cansado de levar rasteiras” da família Bolsonaro. Críticas públicas, desautorizações veladas e a sensação de nunca ser plenamente reconhecido como liderança autônoma começaram a cobrar um preço. Na política, lealdade sem reciprocidade costuma gerar desgaste — e, cedo ou tarde, reação.

Há ainda um fator decisivo que ajuda a explicar o recuo: a eleição em São Paulo. Tarcísio governa o maior colégio eleitoral do país e sabe que sua sobrevivência política depende menos de gestos simbólicos a Bolsonaro e mais da leitura fina do humor do eleitor paulista. Pesquisas recentes acenderam um alerta no Palácio dos Bandeirantes ao indicar que a ministra Simone Tebet surge como potencial ameaça à sua reeleição. Um dado aparentemente simples — São Paulo nunca ter sido governado por uma mulher — mostrou capacidade real de alterar intenções de voto e mobilizar um eleitorado sensível à pauta da renovação e da representatividade.

Nesse cenário, insistir numa associação excessiva com um ex-presidente preso preventivamente, envolto em controvérsias judiciais e conflitos familiares, pode ser politicamente tóxico. O eleitor médio paulista, pragmático e atento à estabilidade, pode interpretar essa proximidade não como lealdade, mas como dependência. E dependência, em tempos de incerteza, afasta mais votos do que agrega.

O gesto de Tarcísio, portanto, parece menos uma ruptura e mais um cálculo. Um recuo estratégico de quem percebe que governar São Paulo exige mais do que fidelidade ideológica: exige autonomia, equilíbrio institucional e capacidade de dialogar com um eleitorado diverso. Ao adiar a visita, o governador envia um recado silencioso, porém claro: sua prioridade, neste momento, é o governo, a reeleição e a construção de uma imagem própria — ainda que isso desagrade antigos padrinhos políticos.

A política, afinal, não perdoa hesitações prolongadas. Entre a lealdade pessoal e a sobrevivência eleitoral, Tarcísio parece ter escolhido, ao menos por agora, o caminho que julga mais racional. Resta saber se essa escolha será suficiente para blindá-lo das turbulências do bolsonarismo e da ameaça real que começa a surgir no horizonte paulista.

ARTIGO – Entre a Lealdade e a Sobrevivência Política: O Recuo de Tarcísio e o Peso do Bolsonarismo

 

 

 

Padre Carlos

A política brasileira é fértil em símbolos, gestos calculados e silêncios eloquentes. O cancelamento da visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, no Batalhão da Polícia Militar conhecido como “Papudinha”, não é apenas um ajuste de agenda. Trata-se de um movimento carregado de significado político, que expõe fissuras, cansaços e dilemas estratégicos no campo da direita brasileira.

Oficialmente, a assessoria do governador justificou o adiamento por compromissos em São Paulo. Na prática, porém, o contexto revela algo mais profundo. O encontro seria o primeiro após Bolsonaro indicar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República, gesto que reorganiza o tabuleiro da sucessão e, ao mesmo tempo, relega Tarcísio a uma posição desconfortável: a de aliado forte nos votos, mas frágil no prestígio interno do clã Bolsonaro.

Segundo informações de bastidores divulgadas pelo jornalista Gerson Camarotti, aliados próximos ao governador afirmam que Tarcísio estaria “cansado de levar rasteiras” da família Bolsonaro. Críticas públicas, desautorizações veladas e a sensação de nunca ser plenamente reconhecido como liderança autônoma começaram a cobrar um preço. Na política, lealdade sem reciprocidade costuma gerar desgaste — e, cedo ou tarde, reação.

Há ainda um fator decisivo que ajuda a explicar o recuo: a eleição em São Paulo. Tarcísio governa o maior colégio eleitoral do país e sabe que sua sobrevivência política depende menos de gestos simbólicos a Bolsonaro e mais da leitura fina do humor do eleitor paulista. Pesquisas recentes acenderam um alerta no Palácio dos Bandeirantes ao indicar que a ministra Simone Tebet surge como potencial ameaça à sua reeleição. Um dado aparentemente simples — São Paulo nunca ter sido governado por uma mulher — mostrou capacidade real de alterar intenções de voto e mobilizar um eleitorado sensível à pauta da renovação e da representatividade.

Nesse cenário, insistir numa associação excessiva com um ex-presidente preso preventivamente, envolto em controvérsias judiciais e conflitos familiares, pode ser politicamente tóxico. O eleitor médio paulista, pragmático e atento à estabilidade, pode interpretar essa proximidade não como lealdade, mas como dependência. E dependência, em tempos de incerteza, afasta mais votos do que agrega.

O gesto de Tarcísio, portanto, parece menos uma ruptura e mais um cálculo. Um recuo estratégico de quem percebe que governar São Paulo exige mais do que fidelidade ideológica: exige autonomia, equilíbrio institucional e capacidade de dialogar com um eleitorado diverso. Ao adiar a visita, o governador envia um recado silencioso, porém claro: sua prioridade, neste momento, é o governo, a reeleição e a construção de uma imagem própria — ainda que isso desagrade antigos padrinhos políticos.

A política, afinal, não perdoa hesitações prolongadas. Entre a lealdade pessoal e a sobrevivência eleitoral, Tarcísio parece ter escolhido, ao menos por agora, o caminho que julga mais racional. Resta saber se essa escolha será suficiente para blindá-lo das turbulências do bolsonarismo e da ameaça real que começa a surgir no horizonte paulista.

Caçada Policial Continua Após Suspeito de Feminicídio Escapar em Zona Rural de Itororó

As forças de segurança da Bahia seguem mobilizadas na tentativa de localizar e prender o principal suspeito do assassinato da professora Ivone Rocha dos Santos Teixeira, ocorrido no município de Iguaí no último fim de semana. O caso, classificado como feminicídio, provocou forte comoção social e desencadeou uma operação policial de grande porte nesta terça-feira (20).

De acordo com informações oficiais, equipes das polícias Civil e Militar se deslocaram até a zona rural de Itororó, nas imediações do povoado de Rio do Meio, após receberem denúncias sobre o possível paradeiro do suspeito, um homem de 51 anos. As buscas se concentraram em uma fazenda da localidade, onde, segundo relatos, o indivíduo teria utilizado a vegetação densa como forma de se aproximar do imóvel sem ser percebido.

Os moradores da propriedade informaram às autoridades que o homem invadiu a residência por volta das 18h, vindo da mata, e permaneceu no local até aproximadamente às 23h. Antes da chegada das viaturas policiais, ele teria fugido novamente em direção à área de mata fechada, dificultando sua captura.

O suspeito é procurado pela morte da professora Ivone Rocha, que foi encontrada sem vida dentro de sua própria residência, em Iguaí. Diante da gravidade do crime, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva, e o homem passou a ser considerado foragido em todo o território nacional.

Apesar das buscas realizadas ao longo do dia nas regiões de Itororó e Iguaí, o suspeito não foi localizado até o momento. As autoridades reforçam que as diligências continuam e destacam a importância da colaboração da população. A polícia assegura sigilo absoluto para quem fornecer informações que possam ajudar na localização do foragido. As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais: 190 (Polícia Militar), 181 (Disque Denúncia) ou pelo telefone da delegacia local, 73 3271-2325.

(Maria Clara)

Caçada Policial Continua Após Suspeito de Feminicídio Escapar em Zona Rural de Itororó

As forças de segurança da Bahia seguem mobilizadas na tentativa de localizar e prender o principal suspeito do assassinato da professora Ivone Rocha dos Santos Teixeira, ocorrido no município de Iguaí no último fim de semana. O caso, classificado como feminicídio, provocou forte comoção social e desencadeou uma operação policial de grande porte nesta terça-feira (20).

De acordo com informações oficiais, equipes das polícias Civil e Militar se deslocaram até a zona rural de Itororó, nas imediações do povoado de Rio do Meio, após receberem denúncias sobre o possível paradeiro do suspeito, um homem de 51 anos. As buscas se concentraram em uma fazenda da localidade, onde, segundo relatos, o indivíduo teria utilizado a vegetação densa como forma de se aproximar do imóvel sem ser percebido.

Os moradores da propriedade informaram às autoridades que o homem invadiu a residência por volta das 18h, vindo da mata, e permaneceu no local até aproximadamente às 23h. Antes da chegada das viaturas policiais, ele teria fugido novamente em direção à área de mata fechada, dificultando sua captura.

O suspeito é procurado pela morte da professora Ivone Rocha, que foi encontrada sem vida dentro de sua própria residência, em Iguaí. Diante da gravidade do crime, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva, e o homem passou a ser considerado foragido em todo o território nacional.

Apesar das buscas realizadas ao longo do dia nas regiões de Itororó e Iguaí, o suspeito não foi localizado até o momento. As autoridades reforçam que as diligências continuam e destacam a importância da colaboração da população. A polícia assegura sigilo absoluto para quem fornecer informações que possam ajudar na localização do foragido. As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais: 190 (Polícia Militar), 181 (Disque Denúncia) ou pelo telefone da delegacia local, 73 3271-2325.

(Maria Clara)

Avaliação do Enamed expõe desafios na formação médica na Bahia

A divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) trouxe à tona um panorama preocupante sobre a qualidade de parte significativa dos cursos de Medicina na Bahia. Dos 26 cursos avaliados no estado, 12 obtiveram nota 2, classificação considerada insatisfatória pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Na prática, isso significa que quase metade das graduações analisadas poderá sofrer sanções institucionais.

O Enamed, criado para medir o nível de conhecimento e a formação dos estudantes de Medicina em todo o país, avaliou 351 cursos, envolvendo cerca de 89 mil alunos, dos quais 39 mil estavam em fase de conclusão. Em âmbito nacional, aproximadamente 30% dos cursos tiveram desempenho abaixo do esperado, sendo que 24 deles receberam nota 1. Na Bahia, embora nenhum curso tenha alcançado essa pontuação mínima, o número de instituições com desempenho insatisfatório permanece expressivo.

Entre as consequências previstas para os cursos mal avaliados estão a restrição ao acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a suspensão da abertura de novas vagas. Tais medidas têm como objetivo induzir melhorias na qualidade do ensino, pressionando as instituições a reverem seus projetos pedagógicos, corpo docente, infraestrutura e integração entre teoria e prática.

Os dados divulgados pelo Inep também chamam atenção para o desempenho dos estudantes. Apenas 67% dos participantes alcançaram o chamado “resultado proficiente”, índice que indica domínio mínimo dos conhecimentos esperados para a formação médica. Isso significa que cerca de 13 mil estudantes avaliados não atingiram um desempenho considerado satisfatório, o que reacende o debate sobre a expansão acelerada de cursos de Medicina no Brasil e os critérios de qualidade adotados.

O ranking dos cursos baianos evidencia realidades distintas dentro do próprio estado. Instituições como a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade Federal da Bahia (Ufba) em Vitória da Conquista, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) em Vitória da Conquista e a Univasf, em Paulo Afonso, alcançaram nota máxima. Por outro lado, diversas faculdades privadas e algumas instituições públicas ficaram concentradas nas faixas intermediárias ou insatisfatórias, revelando desigualdades estruturais e pedagógicas.

A presença de uma universidade federal entre os cursos com nota 2 reforça que o problema não se restringe ao setor privado. Ele aponta para desafios mais amplos, como financiamento adequado, políticas de formação docente, condições de ensino nos hospitais universitários e a necessidade de avaliações contínuas e transparentes.

De forma geral, os resultados do Enamed não devem ser lidos apenas como instrumento punitivo, mas como um diagnóstico do ensino médico no país. Na Bahia, eles evidenciam a urgência de investimentos consistentes, planejamento educacional e compromisso institucional com a qualidade da formação médica, fator decisivo para a segurança dos pacientes e para o fortalecimento do sistema de saúde brasileiro.

Ranking dos cursos de Medicina da Bahia

  1. Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) – Ilhéus – 5
  2. Universidade Federal da Bahia (Ufba) – Vitória da Conquista – 5
  3. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) – Vitória da Conquista – 5
  4. Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) – Paulo Afonso – 5
  5. Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Salvador – 4
  6. Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) – Salvador – 4
  7. Universidade Federal da Bahia (Ufba) – Salvador – 4
  8. Centro Universitário FG (UNIFG) – Guanambi – 4
  9. Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) – Feira de Santana – 4
  10. Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) – Barreiras – 4
  11. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) – Jequié – 4
  12. Universidade Salvador (Unifacs) – Salvador – 3
  13. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – Santo Antônio de Jesus – 3
  14. Afya Faculdade de Ciências Médicas – Guanambi – 3
  15. Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) – Barreiras – 2
  16. Centro Universitário Zarns – Salvador – 2
  17. Centro Universitário Unime – Lauro de Freitas – 2
  18. Faculdades Integradas do Extremo Sul da Bahia (Unesulbahia) – Eunápolis – 2
  19. Afya Faculdade de Ciências Médicas – Vitória da Conquista – 2
  20. Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) – Teixeira de Freitas – 2
  21. Faculdade Pitágoras de Medicina – Eunápolis – 2
  22. Faculdade Estácio – Alagoinhas – 2
  23. Afya Faculdade de Ciências Médicas – Itabuna – 2
  24. Faculdade AGES de Medicina – Jacobina – 2
  25. Faculdade Estácio – Juazeiro – 2
  26. Faculdade AGES de Medicina – Irecê – 2

(Maria Clara)

Avaliação do Enamed expõe desafios na formação médica na Bahia

A divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) trouxe à tona um panorama preocupante sobre a qualidade de parte significativa dos cursos de Medicina na Bahia. Dos 26 cursos avaliados no estado, 12 obtiveram nota 2, classificação considerada insatisfatória pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Na prática, isso significa que quase metade das graduações analisadas poderá sofrer sanções institucionais.

O Enamed, criado para medir o nível de conhecimento e a formação dos estudantes de Medicina em todo o país, avaliou 351 cursos, envolvendo cerca de 89 mil alunos, dos quais 39 mil estavam em fase de conclusão. Em âmbito nacional, aproximadamente 30% dos cursos tiveram desempenho abaixo do esperado, sendo que 24 deles receberam nota 1. Na Bahia, embora nenhum curso tenha alcançado essa pontuação mínima, o número de instituições com desempenho insatisfatório permanece expressivo.

Entre as consequências previstas para os cursos mal avaliados estão a restrição ao acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a suspensão da abertura de novas vagas. Tais medidas têm como objetivo induzir melhorias na qualidade do ensino, pressionando as instituições a reverem seus projetos pedagógicos, corpo docente, infraestrutura e integração entre teoria e prática.

Os dados divulgados pelo Inep também chamam atenção para o desempenho dos estudantes. Apenas 67% dos participantes alcançaram o chamado “resultado proficiente”, índice que indica domínio mínimo dos conhecimentos esperados para a formação médica. Isso significa que cerca de 13 mil estudantes avaliados não atingiram um desempenho considerado satisfatório, o que reacende o debate sobre a expansão acelerada de cursos de Medicina no Brasil e os critérios de qualidade adotados.

O ranking dos cursos baianos evidencia realidades distintas dentro do próprio estado. Instituições como a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade Federal da Bahia (Ufba) em Vitória da Conquista, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) em Vitória da Conquista e a Univasf, em Paulo Afonso, alcançaram nota máxima. Por outro lado, diversas faculdades privadas e algumas instituições públicas ficaram concentradas nas faixas intermediárias ou insatisfatórias, revelando desigualdades estruturais e pedagógicas.

A presença de uma universidade federal entre os cursos com nota 2 reforça que o problema não se restringe ao setor privado. Ele aponta para desafios mais amplos, como financiamento adequado, políticas de formação docente, condições de ensino nos hospitais universitários e a necessidade de avaliações contínuas e transparentes.

De forma geral, os resultados do Enamed não devem ser lidos apenas como instrumento punitivo, mas como um diagnóstico do ensino médico no país. Na Bahia, eles evidenciam a urgência de investimentos consistentes, planejamento educacional e compromisso institucional com a qualidade da formação médica, fator decisivo para a segurança dos pacientes e para o fortalecimento do sistema de saúde brasileiro.

Ranking dos cursos de Medicina da Bahia

  1. Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) – Ilhéus – 5
  2. Universidade Federal da Bahia (Ufba) – Vitória da Conquista – 5
  3. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) – Vitória da Conquista – 5
  4. Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) – Paulo Afonso – 5
  5. Universidade do Estado da Bahia (Uneb) – Salvador – 4
  6. Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) – Salvador – 4
  7. Universidade Federal da Bahia (Ufba) – Salvador – 4
  8. Centro Universitário FG (UNIFG) – Guanambi – 4
  9. Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) – Feira de Santana – 4
  10. Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) – Barreiras – 4
  11. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) – Jequié – 4
  12. Universidade Salvador (Unifacs) – Salvador – 3
  13. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) – Santo Antônio de Jesus – 3
  14. Afya Faculdade de Ciências Médicas – Guanambi – 3
  15. Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) – Barreiras – 2
  16. Centro Universitário Zarns – Salvador – 2
  17. Centro Universitário Unime – Lauro de Freitas – 2
  18. Faculdades Integradas do Extremo Sul da Bahia (Unesulbahia) – Eunápolis – 2
  19. Afya Faculdade de Ciências Médicas – Vitória da Conquista – 2
  20. Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) – Teixeira de Freitas – 2
  21. Faculdade Pitágoras de Medicina – Eunápolis – 2
  22. Faculdade Estácio – Alagoinhas – 2
  23. Afya Faculdade de Ciências Médicas – Itabuna – 2
  24. Faculdade AGES de Medicina – Jacobina – 2
  25. Faculdade Estácio – Juazeiro – 2
  26. Faculdade AGES de Medicina – Irecê – 2

(Maria Clara)

Ação da Polícia Militar contra cobranças irregulares de estacionamento em eventos na Zona Leste

Uma iniciativa da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), responsável pelo policiamento da zona leste de Vitória da Conquista, passou a coibir a cobrança irregular e considerada abusiva por estacionamento em vias e espaços públicos, prática frequentemente atribuída a flanelinhas, sobretudo em dias de eventos com grande circulação de pessoas.

De acordo com informações da unidade, a medida foi adotada após a posse do major PM Orlins no comando da 77ª CIPM, em outubro do ano passado. Segundo o oficial, a diretriz tem como foco reprimir práticas caracterizadas como extorsão aos condutores, sem atingir atividades consideradas lícitas ou o trabalho honesto.

O comandante explicou que a cobrança pelo uso de espaço público, feita por pessoas não autorizadas, ocorre de forma recorrente em grandes centros urbanos e passou a chamar atenção pela ausência de intervenção do poder público. Ao assumir o comando da área leste, onde há concentração de eventos culturais e de lazer, a coibição dessa conduta foi incluída entre as prioridades operacionais da unidade. Conforme relatado, muitos motoristas, além de arcar com o ingresso dos eventos, eram constrangidos a pagar valores elevados para estacionar em vias públicas.

A iniciativa já foi colocada em prática durante o início do projeto “PM no Pôr do Sol”. Segundo a 77ª CIPM, não houve registros de cobranças irregulares no local, e os condutores conseguiram estacionar sem impedimentos. O comando informou ainda que a diretriz será mantida em futuros grandes eventos realizados na área de atuação da companhia, não sendo permitida a cobrança por estacionamento em espaços públicos.

As taxas exigidas por flanelinhas vinham sendo alvo de reclamações de motoristas. De acordo com o major Orlins, os valores arrecadados por essas práticas chegavam, em alguns casos, a superar os lucros obtidos pelos próprios organizadores dos eventos, que arcam com custos de estrutura, atrações e logística. O comandante ressaltou que a utilização de espaço público sem autorização, associada à imposição de pagamento, caracteriza crime, ainda que a cobrança ocorra de forma implícita.

A Polícia Militar argumenta que a população já contribui por meio de impostos e taxas, razão pela qual o espaço público não pode ser apropriado por particulares para a imposição de cobranças, muitas vezes acompanhadas de constrangimento ou coação. A expectativa do comando da 77ª CIPM é que a iniciativa seja adotada também em outras áreas da cidade, de modo a evitar a continuidade de práticas consideradas ilegais e o constrangimento dos cidadãos.

(Maria Clara)

Ação da Polícia Militar contra cobranças irregulares de estacionamento em eventos na Zona Leste

Uma iniciativa da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), responsável pelo policiamento da zona leste de Vitória da Conquista, passou a coibir a cobrança irregular e considerada abusiva por estacionamento em vias e espaços públicos, prática frequentemente atribuída a flanelinhas, sobretudo em dias de eventos com grande circulação de pessoas.

De acordo com informações da unidade, a medida foi adotada após a posse do major PM Orlins no comando da 77ª CIPM, em outubro do ano passado. Segundo o oficial, a diretriz tem como foco reprimir práticas caracterizadas como extorsão aos condutores, sem atingir atividades consideradas lícitas ou o trabalho honesto.

O comandante explicou que a cobrança pelo uso de espaço público, feita por pessoas não autorizadas, ocorre de forma recorrente em grandes centros urbanos e passou a chamar atenção pela ausência de intervenção do poder público. Ao assumir o comando da área leste, onde há concentração de eventos culturais e de lazer, a coibição dessa conduta foi incluída entre as prioridades operacionais da unidade. Conforme relatado, muitos motoristas, além de arcar com o ingresso dos eventos, eram constrangidos a pagar valores elevados para estacionar em vias públicas.

A iniciativa já foi colocada em prática durante o início do projeto “PM no Pôr do Sol”. Segundo a 77ª CIPM, não houve registros de cobranças irregulares no local, e os condutores conseguiram estacionar sem impedimentos. O comando informou ainda que a diretriz será mantida em futuros grandes eventos realizados na área de atuação da companhia, não sendo permitida a cobrança por estacionamento em espaços públicos.

As taxas exigidas por flanelinhas vinham sendo alvo de reclamações de motoristas. De acordo com o major Orlins, os valores arrecadados por essas práticas chegavam, em alguns casos, a superar os lucros obtidos pelos próprios organizadores dos eventos, que arcam com custos de estrutura, atrações e logística. O comandante ressaltou que a utilização de espaço público sem autorização, associada à imposição de pagamento, caracteriza crime, ainda que a cobrança ocorra de forma implícita.

A Polícia Militar argumenta que a população já contribui por meio de impostos e taxas, razão pela qual o espaço público não pode ser apropriado por particulares para a imposição de cobranças, muitas vezes acompanhadas de constrangimento ou coação. A expectativa do comando da 77ª CIPM é que a iniciativa seja adotada também em outras áreas da cidade, de modo a evitar a continuidade de práticas consideradas ilegais e o constrangimento dos cidadãos.

(Maria Clara)

Inmet renova Alerta Amarelo e reforça atenção para chuvas intensas em Vitória da Conquista

A renovação do Alerta Amarelo pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para Vitória da Conquista recoloca no centro do debate público a importância da informação meteorológica como instrumento de prevenção e cuidado coletivo. O aviso, válido desta terça-feira (20) até as 23h59 do domingo (25), indica a possibilidade de chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes, fenômenos comuns neste período do ano, mas que exigem atenção redobrada da população e das autoridades locais.

De acordo com o Inmet, o volume de chuva pode variar entre 20 e 30 milímetros por hora, ou alcançar até 50 milímetros por dia, com ventos entre 40 e 60 km/h. Embora o órgão classifique o alerta como de perigo potencial, o que indica baixo risco, os efeitos associados a esse tipo de instabilidade climática não devem ser subestimados. Situações como alagamentos pontuais, queda de galhos de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e descargas elétricas fazem parte do cenário previsto.

A função principal de um alerta meteorológico não é causar alarme, mas orientar. Nesse sentido, as recomendações do Inmet são claras e baseadas em protocolos de segurança amplamente reconhecidos. Evitar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou estruturas metálicas e reduzir o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada são medidas simples que podem minimizar riscos em momentos de instabilidade atmosférica.

O episódio também evidencia o papel estratégico da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros na gestão de eventos climáticos. A disponibilidade de canais diretos de comunicação com a população, como os contatos da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) e o número de emergência 193, reforça a necessidade de integração entre informação, prevenção e resposta rápida.

Em um contexto de mudanças climáticas e maior frequência de eventos extremos, alertas como este fazem parte de uma nova normalidade. A leitura atenta dos boletins do Inmet, aliada a uma postura preventiva da sociedade, contribui para reduzir impactos e preservar vidas. Informação qualificada, neste caso, não é apenas dado técnico: é um serviço público essencial.

(Maria Clara)

Inmet renova Alerta Amarelo e reforça atenção para chuvas intensas em Vitória da Conquista

A renovação do Alerta Amarelo pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para Vitória da Conquista recoloca no centro do debate público a importância da informação meteorológica como instrumento de prevenção e cuidado coletivo. O aviso, válido desta terça-feira (20) até as 23h59 do domingo (25), indica a possibilidade de chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes, fenômenos comuns neste período do ano, mas que exigem atenção redobrada da população e das autoridades locais.

De acordo com o Inmet, o volume de chuva pode variar entre 20 e 30 milímetros por hora, ou alcançar até 50 milímetros por dia, com ventos entre 40 e 60 km/h. Embora o órgão classifique o alerta como de perigo potencial, o que indica baixo risco, os efeitos associados a esse tipo de instabilidade climática não devem ser subestimados. Situações como alagamentos pontuais, queda de galhos de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e descargas elétricas fazem parte do cenário previsto.

A função principal de um alerta meteorológico não é causar alarme, mas orientar. Nesse sentido, as recomendações do Inmet são claras e baseadas em protocolos de segurança amplamente reconhecidos. Evitar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou estruturas metálicas e reduzir o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada são medidas simples que podem minimizar riscos em momentos de instabilidade atmosférica.

O episódio também evidencia o papel estratégico da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros na gestão de eventos climáticos. A disponibilidade de canais diretos de comunicação com a população, como os contatos da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) e o número de emergência 193, reforça a necessidade de integração entre informação, prevenção e resposta rápida.

Em um contexto de mudanças climáticas e maior frequência de eventos extremos, alertas como este fazem parte de uma nova normalidade. A leitura atenta dos boletins do Inmet, aliada a uma postura preventiva da sociedade, contribui para reduzir impactos e preservar vidas. Informação qualificada, neste caso, não é apenas dado técnico: é um serviço público essencial.

(Maria Clara)