Política e Resenha

ARTIGO – Ivan Cordeiro, Prestação de Contas, Articulação Política e Desenvolvimento para Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

A boa política não se mede apenas por discursos inflamados ou disputas eleitorais antecipadas. Ela se revela, sobretudo, na capacidade de articular, dialogar e entregar resultados concretos à população. É exatamente sob esse prisma que deve ser analisada a prestação de contas do mandato do presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro, especialmente no que diz respeito à sua movimentação política em favor do desenvolvimento urbano, da infraestrutura e da segurança viária do município.

Em maio deste ano, uma comitiva de vereadores de Vitória da Conquista esteve em Brasília, numa agenda estratégica que reuniu o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro dos Transportes, Renan Filho. Não foi uma visita protocolar. Foi um movimento político claro, objetivo e bem orientado: colocar Conquista no centro das decisões nacionais de infraestrutura. Dessa reunião, saiu um compromisso de grande impacto para a cidade: a construção de dois viadutos fundamentais para a mobilidade urbana e para a redução de acidentes em pontos críticos do tráfego.

Um dos viadutos será construído no acesso à BR-116, na saída para Itambé, um trecho historicamente perigoso, marcado por intenso fluxo de veículos, cruzamentos arriscados e soluções paliativas, como a instalação de sinaleiras em alerta permanente. Ali, não há mais espaço para improvisos. A engenharia de tráfego exige uma intervenção estrutural, e o viaduto se apresenta como a solução definitiva para garantir segurança, fluidez e preservação de vidas.

O segundo viaduto será implantado no acesso ao Centro Industrial de Vitória da Conquista, na região do Centro Social Urbano. Trata-se de um ponto ainda mais sensível do ponto de vista técnico, onde o risco de acidentes é elevado e o impacto econômico é significativo. Melhorar o acesso ao distrito industrial significa fortalecer a economia local, estimular investimentos, facilitar o escoamento da produção e gerar empregos. Infraestrutura, aqui, não é apenas concreto e asfalto; é política pública com efeito direto no desenvolvimento econômico e social.

O que dá consistência a essa prestação de contas é o fato de que o compromisso assumido em Brasília não ficou apenas na retórica. Neste final de semana, o secretário de Infraestrutura do município, Saulo Pontes — que também participou da reunião na capital federal — reafirmou publicamente a garantia da construção dos dois viadutos, antes mesmo do processo de concessão da rodovia, com execução via DNIT. Isso confere credibilidade à articulação política conduzida pela Câmara de Vereadores, sob a presidência de Ivan Cordeiro.

Esse episódio revela algo que precisa ser destacado: quando o Legislativo municipal atua de forma madura, integrada e estratégica, ele deixa de ser apenas um espaço de embates locais e se transforma em agente ativo do desenvolvimento regional. A Câmara de Vereadores, muitas vezes subestimada, mostrou que pode — e deve — ser protagonista na busca por recursos, obras estruturantes e soluções para problemas históricos da cidade.

A movimentação política liderada por Ivan Cordeiro não se limita à gestão interna do Legislativo. Ela aponta para uma compreensão mais ampla do papel institucional da Câmara: dialogar com o Executivo estadual e federal, construir pontes políticas e traduzir demandas locais em projetos concretos. Em tempos de descrédito da política, esse tipo de atuação merece ser reconhecido e debatido com seriedade.

Vitória da Conquista precisa de mais do que promessas; precisa de obras, planejamento, segurança viária, desenvolvimento urbano e crescimento sustentável. A garantia dos dois viadutos representa exatamente isso: uma resposta objetiva a problemas reais. E, goste-se ou não, essa conquista passa pela articulação política bem-sucedida do presidente da Câmara de Vereadores e do conjunto de parlamentares envolvidos.

Prestação de contas não é apenas listar ações, mas demonstrar resultados e impactos. Nesse aspecto, a atuação de Ivan Cordeiro e da Câmara mostra que, quando há diálogo institucional, responsabilidade política e compromisso com o interesse público, Conquista avança. E quem ganha, no fim das contas, é a cidade e o seu povo.

ARTIGO – Ivan Cordeiro, Prestação de Contas, Articulação Política e Desenvolvimento para Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

A boa política não se mede apenas por discursos inflamados ou disputas eleitorais antecipadas. Ela se revela, sobretudo, na capacidade de articular, dialogar e entregar resultados concretos à população. É exatamente sob esse prisma que deve ser analisada a prestação de contas do mandato do presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro, especialmente no que diz respeito à sua movimentação política em favor do desenvolvimento urbano, da infraestrutura e da segurança viária do município.

Em maio deste ano, uma comitiva de vereadores de Vitória da Conquista esteve em Brasília, numa agenda estratégica que reuniu o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro dos Transportes, Renan Filho. Não foi uma visita protocolar. Foi um movimento político claro, objetivo e bem orientado: colocar Conquista no centro das decisões nacionais de infraestrutura. Dessa reunião, saiu um compromisso de grande impacto para a cidade: a construção de dois viadutos fundamentais para a mobilidade urbana e para a redução de acidentes em pontos críticos do tráfego.

Um dos viadutos será construído no acesso à BR-116, na saída para Itambé, um trecho historicamente perigoso, marcado por intenso fluxo de veículos, cruzamentos arriscados e soluções paliativas, como a instalação de sinaleiras em alerta permanente. Ali, não há mais espaço para improvisos. A engenharia de tráfego exige uma intervenção estrutural, e o viaduto se apresenta como a solução definitiva para garantir segurança, fluidez e preservação de vidas.

O segundo viaduto será implantado no acesso ao Centro Industrial de Vitória da Conquista, na região do Centro Social Urbano. Trata-se de um ponto ainda mais sensível do ponto de vista técnico, onde o risco de acidentes é elevado e o impacto econômico é significativo. Melhorar o acesso ao distrito industrial significa fortalecer a economia local, estimular investimentos, facilitar o escoamento da produção e gerar empregos. Infraestrutura, aqui, não é apenas concreto e asfalto; é política pública com efeito direto no desenvolvimento econômico e social.

O que dá consistência a essa prestação de contas é o fato de que o compromisso assumido em Brasília não ficou apenas na retórica. Neste final de semana, o secretário de Infraestrutura do município, Saulo Pontes — que também participou da reunião na capital federal — reafirmou publicamente a garantia da construção dos dois viadutos, antes mesmo do processo de concessão da rodovia, com execução via DNIT. Isso confere credibilidade à articulação política conduzida pela Câmara de Vereadores, sob a presidência de Ivan Cordeiro.

Esse episódio revela algo que precisa ser destacado: quando o Legislativo municipal atua de forma madura, integrada e estratégica, ele deixa de ser apenas um espaço de embates locais e se transforma em agente ativo do desenvolvimento regional. A Câmara de Vereadores, muitas vezes subestimada, mostrou que pode — e deve — ser protagonista na busca por recursos, obras estruturantes e soluções para problemas históricos da cidade.

A movimentação política liderada por Ivan Cordeiro não se limita à gestão interna do Legislativo. Ela aponta para uma compreensão mais ampla do papel institucional da Câmara: dialogar com o Executivo estadual e federal, construir pontes políticas e traduzir demandas locais em projetos concretos. Em tempos de descrédito da política, esse tipo de atuação merece ser reconhecido e debatido com seriedade.

Vitória da Conquista precisa de mais do que promessas; precisa de obras, planejamento, segurança viária, desenvolvimento urbano e crescimento sustentável. A garantia dos dois viadutos representa exatamente isso: uma resposta objetiva a problemas reais. E, goste-se ou não, essa conquista passa pela articulação política bem-sucedida do presidente da Câmara de Vereadores e do conjunto de parlamentares envolvidos.

Prestação de contas não é apenas listar ações, mas demonstrar resultados e impactos. Nesse aspecto, a atuação de Ivan Cordeiro e da Câmara mostra que, quando há diálogo institucional, responsabilidade política e compromisso com o interesse público, Conquista avança. E quem ganha, no fim das contas, é a cidade e o seu povo.

ARTIGO – (Quando a Representação Importa Mais que o Rótulo Ideológico)

 

 

Nem todo projeto político nasce para disputar o mesmo eleitorado. Essa é uma verdade simples, mas frequentemente ignorada por analistas apressados e estrategistas que acreditam que a política se resume a uma régua ideológica única. A realidade social brasileira é muito mais complexa, fragmentada e, sobretudo, marcada por segmentos inteiros da sociedade que permanecem estruturalmente invisibilizados no debate público.

Há eleitorados que a direita liberal jamais alcançará. Não por falta de recursos, marketing ou espaço na mídia, mas por uma questão profunda de identidade, linguagem e valores. A direita liberal fala ao mercado, ao indivíduo econômico, à eficiência institucional. Porém, existe um campo político mais duro, identitário e moralmente engajado que não se reconhece nesse discurso e que há muito tempo carece de representação política autêntica.

É nesse espaço que surge a pré-candidatura da Dra. Lara, como a expressão mais nítida da direita conservadora e radical, um segmento real, numeroso e persistentemente marginalizado no sistema político. Trata-se de um eleitorado que não pede concessões discursivas, mas coerência; não exige eufemismos, mas posicionamento claro; não busca acomodação ao centro, mas fidelidade a princípios.

Esse grupo social, muitas vezes tratado com desprezo ou reduzido a estigmas, foi empurrado para as margens do debate público institucional. Invisibilizado, passou a ser lembrado apenas como estatística eleitoral ou como objeto de crítica moral. No entanto, ele existe, participa, vota e clama por reconhecimento. Democracia representativa não é excluir o que incomoda, mas dar voz ao que existe.

A força simbólica da Dra. Lara não reside apenas no discurso político, mas na sua trajetória. Sua atuação na área da saúde pública confere densidade humana à sua pré-candidatura, conectando valores conservadores à dignidade da pessoa humana, à empatia concreta e às dores reais da população. Aqui, a política deixa de ser uma abstração ideológica e passa a dialogar com a vida cotidiana.

Enquanto a direita liberal frequentemente relativiza princípios em nome da governabilidade ou do consenso de mercado, a direita conservadora representada pela Dra. Lara oferece clareza. Para esse eleitorado invisibilizado, clareza é sinônimo de respeito. É o reconhecimento de uma identidade social que não se vê refletida nem no progressismo dominante nem no pragmatismo liberal.

Não se trata de promover uma polarização vazia, mas de afirmar a legitimidade da representação política. Em uma sociedade plural, negar espaço institucional a determinados grupos é corroer a própria democracia. A pré-candidatura da Dra. Lara não nasce para agradar a todos, mas para representar aqueles que nunca foram verdadeiramente representados. E isso, independentemente do campo ideológico, é um gesto democrático.

Em tempos de descrédito da política, a autenticidade torna-se um valor raro. A Dra. Lara não simula uma identidade para conquistar votos; ela expressa com clareza aquilo que é e aquilo que defende. Para um eleitorado cansado de ambiguidades e discursos calculados, isso tem mais força do que qualquer promessa eleitoral.

A política brasileira precisa compreender que nem todo silêncio é ausência, e que há forças sociais aguardando apenas uma voz que as traduza. A pré-candidatura da Dra. Lara surge exatamente para cumprir esse papel. Não para todos, mas para muitos. E, na democracia, representar bem um segmento é mais honesto do que fingir representar a totalidade.

ARTIGO – (Quando a Representação Importa Mais que o Rótulo Ideológico)

 

 

Nem todo projeto político nasce para disputar o mesmo eleitorado. Essa é uma verdade simples, mas frequentemente ignorada por analistas apressados e estrategistas que acreditam que a política se resume a uma régua ideológica única. A realidade social brasileira é muito mais complexa, fragmentada e, sobretudo, marcada por segmentos inteiros da sociedade que permanecem estruturalmente invisibilizados no debate público.

Há eleitorados que a direita liberal jamais alcançará. Não por falta de recursos, marketing ou espaço na mídia, mas por uma questão profunda de identidade, linguagem e valores. A direita liberal fala ao mercado, ao indivíduo econômico, à eficiência institucional. Porém, existe um campo político mais duro, identitário e moralmente engajado que não se reconhece nesse discurso e que há muito tempo carece de representação política autêntica.

É nesse espaço que surge a pré-candidatura da Dra. Lara, como a expressão mais nítida da direita conservadora e radical, um segmento real, numeroso e persistentemente marginalizado no sistema político. Trata-se de um eleitorado que não pede concessões discursivas, mas coerência; não exige eufemismos, mas posicionamento claro; não busca acomodação ao centro, mas fidelidade a princípios.

Esse grupo social, muitas vezes tratado com desprezo ou reduzido a estigmas, foi empurrado para as margens do debate público institucional. Invisibilizado, passou a ser lembrado apenas como estatística eleitoral ou como objeto de crítica moral. No entanto, ele existe, participa, vota e clama por reconhecimento. Democracia representativa não é excluir o que incomoda, mas dar voz ao que existe.

A força simbólica da Dra. Lara não reside apenas no discurso político, mas na sua trajetória. Sua atuação na área da saúde pública confere densidade humana à sua pré-candidatura, conectando valores conservadores à dignidade da pessoa humana, à empatia concreta e às dores reais da população. Aqui, a política deixa de ser uma abstração ideológica e passa a dialogar com a vida cotidiana.

Enquanto a direita liberal frequentemente relativiza princípios em nome da governabilidade ou do consenso de mercado, a direita conservadora representada pela Dra. Lara oferece clareza. Para esse eleitorado invisibilizado, clareza é sinônimo de respeito. É o reconhecimento de uma identidade social que não se vê refletida nem no progressismo dominante nem no pragmatismo liberal.

Não se trata de promover uma polarização vazia, mas de afirmar a legitimidade da representação política. Em uma sociedade plural, negar espaço institucional a determinados grupos é corroer a própria democracia. A pré-candidatura da Dra. Lara não nasce para agradar a todos, mas para representar aqueles que nunca foram verdadeiramente representados. E isso, independentemente do campo ideológico, é um gesto democrático.

Em tempos de descrédito da política, a autenticidade torna-se um valor raro. A Dra. Lara não simula uma identidade para conquistar votos; ela expressa com clareza aquilo que é e aquilo que defende. Para um eleitorado cansado de ambiguidades e discursos calculados, isso tem mais força do que qualquer promessa eleitoral.

A política brasileira precisa compreender que nem todo silêncio é ausência, e que há forças sociais aguardando apenas uma voz que as traduza. A pré-candidatura da Dra. Lara surge exatamente para cumprir esse papel. Não para todos, mas para muitos. E, na democracia, representar bem um segmento é mais honesto do que fingir representar a totalidade.

ARTIGO – Conquista em Movimento: Planejamento, Trabalho e o Futuro que Já Começou

 

(Padre Carlos)

Vitória da Conquista vive um momento simbólico e estratégico de sua história recente. Ao falar ao vivo na TV Sudoeste sobre as realizações e entregas de 2025 e, sobretudo, sobre tudo o que está programado para 2026, a gestão municipal não apresentou apenas um balanço administrativo: apresentou um projeto de cidade. Um projeto que articula planejamento, responsabilidade fiscal, visão de futuro e compromisso real com a qualidade de vida da população.

O ano de 2025 marca a consolidação de ações concretas. Obras entregues, serviços funcionando, políticas públicas em execução. Infraestrutura urbana, drenagem, pavimentação, praças revitalizadas, quadras esportivas recuperadas, equipamentos de saúde e educação entregues à população não são apenas números em relatórios técnicos. São sinais claros de que a cidade está em movimento, avançando de forma organizada e consistente.

Mais importante ainda é o que se anuncia para 2026. O financiamento mencionado não deve ser visto como um simples instrumento financeiro, mas como uma alavanca de desenvolvimento. Quando bem planejado, o crédito público se transforma em investimento estruturante, capaz de gerar empregos, melhorar a mobilidade urbana, reduzir desigualdades territoriais e preparar a cidade para crescer de forma sustentável. Vitória da Conquista demonstra maturidade administrativa ao projetar o futuro com base em recursos assegurados, metas claras e prioridades bem definidas.

Drenagem e pavimentação não são apenas obras invisíveis aos olhos mais apressados. São ações fundamentais para prevenir alagamentos, preservar vias públicas, garantir segurança e valorizar bairros historicamente esquecidos. Praças e quadras representam mais do que lazer: são espaços de convivência, saúde mental, cidadania e fortalecimento do tecido social. Investir em saúde e educação é, sem exagero, investir no presente e no futuro ao mesmo tempo.

O discurso apresentado na TV ganha força porque dialoga com a realidade concreta da cidade. Não se trata de promessas vazias ou slogans fáceis. Trata-se de planejamento urbano, gestão eficiente, políticas públicas integradas e compromisso com resultados. É assim que uma cidade se torna referência regional e se consolida como polo de desenvolvimento no interior da Bahia.

Vitória da Conquista não cresce por acaso. Cresce porque há trabalho, visão estratégica e a compreensão de que governar é pensar além do calendário eleitoral. O ano de 2026 já começa a ser construído agora, com obras, projetos e decisões que impactarão diretamente a vida dos conquistenses.

Seguir avançando para ser a melhor cidade da Bahia para se viver não é um ato de vaidade política, mas um objetivo coletivo. Quando a gestão pública assume esse compromisso e o comunica com clareza, transparência e responsabilidade, a cidade inteira ganha. E Conquista, mais uma vez, mostra que sabe para onde quer ir — e como chegar lá.

ARTIGO – Conquista em Movimento: Planejamento, Trabalho e o Futuro que Já Começou

 

(Padre Carlos)

Vitória da Conquista vive um momento simbólico e estratégico de sua história recente. Ao falar ao vivo na TV Sudoeste sobre as realizações e entregas de 2025 e, sobretudo, sobre tudo o que está programado para 2026, a gestão municipal não apresentou apenas um balanço administrativo: apresentou um projeto de cidade. Um projeto que articula planejamento, responsabilidade fiscal, visão de futuro e compromisso real com a qualidade de vida da população.

O ano de 2025 marca a consolidação de ações concretas. Obras entregues, serviços funcionando, políticas públicas em execução. Infraestrutura urbana, drenagem, pavimentação, praças revitalizadas, quadras esportivas recuperadas, equipamentos de saúde e educação entregues à população não são apenas números em relatórios técnicos. São sinais claros de que a cidade está em movimento, avançando de forma organizada e consistente.

Mais importante ainda é o que se anuncia para 2026. O financiamento mencionado não deve ser visto como um simples instrumento financeiro, mas como uma alavanca de desenvolvimento. Quando bem planejado, o crédito público se transforma em investimento estruturante, capaz de gerar empregos, melhorar a mobilidade urbana, reduzir desigualdades territoriais e preparar a cidade para crescer de forma sustentável. Vitória da Conquista demonstra maturidade administrativa ao projetar o futuro com base em recursos assegurados, metas claras e prioridades bem definidas.

Drenagem e pavimentação não são apenas obras invisíveis aos olhos mais apressados. São ações fundamentais para prevenir alagamentos, preservar vias públicas, garantir segurança e valorizar bairros historicamente esquecidos. Praças e quadras representam mais do que lazer: são espaços de convivência, saúde mental, cidadania e fortalecimento do tecido social. Investir em saúde e educação é, sem exagero, investir no presente e no futuro ao mesmo tempo.

O discurso apresentado na TV ganha força porque dialoga com a realidade concreta da cidade. Não se trata de promessas vazias ou slogans fáceis. Trata-se de planejamento urbano, gestão eficiente, políticas públicas integradas e compromisso com resultados. É assim que uma cidade se torna referência regional e se consolida como polo de desenvolvimento no interior da Bahia.

Vitória da Conquista não cresce por acaso. Cresce porque há trabalho, visão estratégica e a compreensão de que governar é pensar além do calendário eleitoral. O ano de 2026 já começa a ser construído agora, com obras, projetos e decisões que impactarão diretamente a vida dos conquistenses.

Seguir avançando para ser a melhor cidade da Bahia para se viver não é um ato de vaidade política, mas um objetivo coletivo. Quando a gestão pública assume esse compromisso e o comunica com clareza, transparência e responsabilidade, a cidade inteira ganha. E Conquista, mais uma vez, mostra que sabe para onde quer ir — e como chegar lá.

ARTIGO – O Rosto Materno de Deus: Misericórdia, Acolhimento e a Coragem de Amar como Mãe

 

 

Padre Carlos)

Falar do rosto materno de Deus ainda causa estranhamento em muitos ambientes religiosos, especialmente naqueles moldados por séculos de linguagem exclusivamente patriarcal. No entanto, essa estranheza não nasce da fé bíblica, mas de uma leitura limitada dela. A Escritura, a tradição teológica e a experiência espiritual mais profunda sempre reconheceram que Deus transcende o masculino e o feminino, e que nele habitam, de forma plena, as características que nós, humanos, associamos tanto ao pai quanto à mãe.

A Bíblia está repleta de imagens maternas aplicadas a Deus. O profeta Isaías, com ousadia poética e teológica, coloca nos lábios divinos a pergunta que desarma qualquer resistência: “Pode uma mãe esquecer-se do filho que ainda mama? Mesmo que ela se esqueça, eu não me esquecerei de ti”. Aqui, Deus não apenas se compara a uma mãe; Ele se apresenta como mais fiel, mais constante e mais amoroso do que o melhor amor materno conhecido. Trata-se de uma revelação poderosa sobre a misericórdia divina, que não abandona, não desiste e não rejeita.

O termo hebraico rahamim, frequentemente traduzido como misericórdia, vem de rehem, que significa útero. Misericórdia, portanto, não é apenas um sentimento abstrato, mas um amor visceral, uterino, que protege, gera vida e sofre com o sofrimento do outro. Quando dizemos que Deus é misericordioso, estamos afirmando que Ele ama como uma mãe ama: com entranhas, com corpo, com entrega total.

Jesus, no Evangelho, também rompe as categorias rígidas ao falar de Deus. Ele chora sobre Jerusalém e diz que quis reunir seus filhos “como a galinha reúne seus pintinhos debaixo das asas”. É uma imagem feminina, maternal, delicada e, ao mesmo tempo, profundamente forte. O Deus revelado por Jesus não é o déspota distante, mas o Deus que acolhe, cuida, toca feridas e se inclina diante da dor humana.

Nesse contexto, ganha força histórica e simbólica a famosa afirmação do Papa João Paulo I, que declarou publicamente: “Deus é pai, mas Deus é também mãe”. A frase causou alvoroço na cúria romana, não porque fosse herética, mas porque expunha o medo institucional de lidar com uma imagem de Deus que escapa ao controle do poder masculino. João Paulo I não negava a tradição; ao contrário, resgatava sua profundidade esquecida. Ele compreendia que falar do rosto materno de Deus não diminui a fé, mas a humaniza e a torna mais próxima do Evangelho.

Insistir apenas em um Deus exclusivamente masculino empobrece a experiência religiosa e afasta muitos que buscam acolhimento, cura interior e sentido para suas dores. O Deus-mãe não substitui o Deus-pai; Ele o completa na linguagem humana, mostrando que o amor divino é maior do que nossas categorias culturais, ideológicas ou clericais.

Num mundo marcado pela violência, pelo autoritarismo religioso e pela exclusão, recuperar o rosto materno de Deus é um ato profundamente político, espiritual e libertador. É afirmar que Deus não governa apenas com leis, mas com ternura; não se impõe apenas com autoridade, mas se revela no cuidado; não condena primeiro, mas acolhe antes de julgar.

Talvez o verdadeiro escândalo não seja dizer que Deus é mãe. O escândalo é perceber que Deus ama com uma radicalidade que muitos de nós, pais e mães humanos, ainda não conseguimos alcançar. Reconhecer esse rosto materno é, no fundo, permitir que a fé volte a ser abrigo, colo e esperança — exatamente como deve ser.

ARTIGO – O Rosto Materno de Deus: Misericórdia, Acolhimento e a Coragem de Amar como Mãe

 

 

Padre Carlos)

Falar do rosto materno de Deus ainda causa estranhamento em muitos ambientes religiosos, especialmente naqueles moldados por séculos de linguagem exclusivamente patriarcal. No entanto, essa estranheza não nasce da fé bíblica, mas de uma leitura limitada dela. A Escritura, a tradição teológica e a experiência espiritual mais profunda sempre reconheceram que Deus transcende o masculino e o feminino, e que nele habitam, de forma plena, as características que nós, humanos, associamos tanto ao pai quanto à mãe.

A Bíblia está repleta de imagens maternas aplicadas a Deus. O profeta Isaías, com ousadia poética e teológica, coloca nos lábios divinos a pergunta que desarma qualquer resistência: “Pode uma mãe esquecer-se do filho que ainda mama? Mesmo que ela se esqueça, eu não me esquecerei de ti”. Aqui, Deus não apenas se compara a uma mãe; Ele se apresenta como mais fiel, mais constante e mais amoroso do que o melhor amor materno conhecido. Trata-se de uma revelação poderosa sobre a misericórdia divina, que não abandona, não desiste e não rejeita.

O termo hebraico rahamim, frequentemente traduzido como misericórdia, vem de rehem, que significa útero. Misericórdia, portanto, não é apenas um sentimento abstrato, mas um amor visceral, uterino, que protege, gera vida e sofre com o sofrimento do outro. Quando dizemos que Deus é misericordioso, estamos afirmando que Ele ama como uma mãe ama: com entranhas, com corpo, com entrega total.

Jesus, no Evangelho, também rompe as categorias rígidas ao falar de Deus. Ele chora sobre Jerusalém e diz que quis reunir seus filhos “como a galinha reúne seus pintinhos debaixo das asas”. É uma imagem feminina, maternal, delicada e, ao mesmo tempo, profundamente forte. O Deus revelado por Jesus não é o déspota distante, mas o Deus que acolhe, cuida, toca feridas e se inclina diante da dor humana.

Nesse contexto, ganha força histórica e simbólica a famosa afirmação do Papa João Paulo I, que declarou publicamente: “Deus é pai, mas Deus é também mãe”. A frase causou alvoroço na cúria romana, não porque fosse herética, mas porque expunha o medo institucional de lidar com uma imagem de Deus que escapa ao controle do poder masculino. João Paulo I não negava a tradição; ao contrário, resgatava sua profundidade esquecida. Ele compreendia que falar do rosto materno de Deus não diminui a fé, mas a humaniza e a torna mais próxima do Evangelho.

Insistir apenas em um Deus exclusivamente masculino empobrece a experiência religiosa e afasta muitos que buscam acolhimento, cura interior e sentido para suas dores. O Deus-mãe não substitui o Deus-pai; Ele o completa na linguagem humana, mostrando que o amor divino é maior do que nossas categorias culturais, ideológicas ou clericais.

Num mundo marcado pela violência, pelo autoritarismo religioso e pela exclusão, recuperar o rosto materno de Deus é um ato profundamente político, espiritual e libertador. É afirmar que Deus não governa apenas com leis, mas com ternura; não se impõe apenas com autoridade, mas se revela no cuidado; não condena primeiro, mas acolhe antes de julgar.

Talvez o verdadeiro escândalo não seja dizer que Deus é mãe. O escândalo é perceber que Deus ama com uma radicalidade que muitos de nós, pais e mães humanos, ainda não conseguimos alcançar. Reconhecer esse rosto materno é, no fundo, permitir que a fé volte a ser abrigo, colo e esperança — exatamente como deve ser.

ARTIGO – Civilidade em Tempos de Polarização: Quando o Gesto Vale Mais que o Palanque

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos na política em que o gesto fala mais alto que o discurso, em que a presença vale mais do que qualquer slogan e em que a República se impõe sobre a vaidade partidária. Foi exatamente isso que Vitória da Conquista testemunhou na tarde deste sábado (27), durante a inauguração da duplicação, pavimentação asfáltica e nova iluminação da Avenida Presidente Vargas. Ali, diante do concreto, do asfalto e da luz, o governador Jerônimo Rodrigues e a prefeita Sheila Lemos deram uma verdadeira aula de civilidade política, maturidade institucional e espírito republicano.

O primeiro gesto veio do governador. Convidar oficialmente a prefeita para um ato de inauguração de uma obra do Governo do Estado, em um contexto político marcado por tensões, disputas eleitorais e polarizações artificiais, não é um detalhe menor. É uma afirmação clara de que o Estado é maior do que partidos, maior do que projetos pessoais e, sobretudo, maior do que as pequenas guerras da política miúda. Jerônimo compreendeu algo essencial: governar é integrar, não excluir.

O segundo gesto, igualmente relevante, veio da prefeita Sheila Lemos. Ao aceitar o convite e se fazer presente, acompanhada de sua equipe de governo, Sheila demonstrou respeito à institucionalidade, compromisso com a cidade e responsabilidade com a população conquistense. Não se trata de concordância política, mas de convergência administrativa em favor do bem comum. Ao reconhecer a importância da obra e destacar seus benefícios para a mobilidade urbana, a prefeita mostrou que Vitória da Conquista está acima de qualquer cálculo eleitoral.

A Avenida Presidente Vargas não é apenas uma via asfaltada. É uma artéria vital da terceira maior cidade da Bahia, conectando bairros, integrando regiões e recebendo diariamente um intenso fluxo de veículos. A obra entregue pelo Governo do Estado representa investimento em mobilidade urbana, segurança viária, iluminação pública, drenagem, ciclovias e acessibilidade para pedestres. É infraestrutura que melhora a qualidade de vida, valoriza o espaço urbano e projeta a cidade para o futuro.

Quando Sheila Lemos afirma que investimentos em infraestrutura devem ser valorizados independentemente da esfera governamental, ela toca no cerne do verdadeiro republicanismo. Da mesma forma, quando o secretário de Mobilidade Urbana, Luís Paulo, destaca a fluidez e o impacto técnico da obra para bairros como Alto Maron, Primavera e Candeias, reforça-se a ideia de que política pública eficaz não tem cor partidária: tem finalidade social.

O discurso do governador Jerônimo Rodrigues, ao enfatizar que o investimento vai além do asfalto — contemplando ciclistas, pedestres, sinalização e futuras expansões viárias — revela uma visão moderna de planejamento urbano. Mais do que isso, ao anunciar a continuidade das obras, como a ligação entre Vitória da Conquista e Barra do Choça e os investimentos em pavimentação e abastecimento de água em Pradoso e Bate-Pé, o governo estadual sinaliza compromisso regional e visão estratégica de desenvolvimento.

Em tempos em que o radicalismo tenta transformar cada ato público em um ringue ideológico, o que se viu em Vitória da Conquista foi o oposto: diálogo, respeito mútuo e foco na população. Governador e prefeita não dividiram palanque; dividiram responsabilidade. Não disputaram holofotes; compartilharam deveres institucionais.

Esse episódio precisa ser registrado, analisado e, sobretudo, replicado. A democracia se fortalece quando as lideranças compreendem que o adversário político não é inimigo e que o verdadeiro compromisso deve ser com a cidade, com o estado e com o povo. Vitória da Conquista ganhou uma avenida moderna, mas ganhou também algo ainda mais valioso: um raro exemplo de civilidade política em tempos de excessos.

Que esse gesto não seja exceção, mas sinal de um novo tempo. Porque quando a política reencontra o caminho do republicanismo, quem ganha é sempre a sociedade.

ARTIGO – Civilidade em Tempos de Polarização: Quando o Gesto Vale Mais que o Palanque

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos na política em que o gesto fala mais alto que o discurso, em que a presença vale mais do que qualquer slogan e em que a República se impõe sobre a vaidade partidária. Foi exatamente isso que Vitória da Conquista testemunhou na tarde deste sábado (27), durante a inauguração da duplicação, pavimentação asfáltica e nova iluminação da Avenida Presidente Vargas. Ali, diante do concreto, do asfalto e da luz, o governador Jerônimo Rodrigues e a prefeita Sheila Lemos deram uma verdadeira aula de civilidade política, maturidade institucional e espírito republicano.

O primeiro gesto veio do governador. Convidar oficialmente a prefeita para um ato de inauguração de uma obra do Governo do Estado, em um contexto político marcado por tensões, disputas eleitorais e polarizações artificiais, não é um detalhe menor. É uma afirmação clara de que o Estado é maior do que partidos, maior do que projetos pessoais e, sobretudo, maior do que as pequenas guerras da política miúda. Jerônimo compreendeu algo essencial: governar é integrar, não excluir.

O segundo gesto, igualmente relevante, veio da prefeita Sheila Lemos. Ao aceitar o convite e se fazer presente, acompanhada de sua equipe de governo, Sheila demonstrou respeito à institucionalidade, compromisso com a cidade e responsabilidade com a população conquistense. Não se trata de concordância política, mas de convergência administrativa em favor do bem comum. Ao reconhecer a importância da obra e destacar seus benefícios para a mobilidade urbana, a prefeita mostrou que Vitória da Conquista está acima de qualquer cálculo eleitoral.

A Avenida Presidente Vargas não é apenas uma via asfaltada. É uma artéria vital da terceira maior cidade da Bahia, conectando bairros, integrando regiões e recebendo diariamente um intenso fluxo de veículos. A obra entregue pelo Governo do Estado representa investimento em mobilidade urbana, segurança viária, iluminação pública, drenagem, ciclovias e acessibilidade para pedestres. É infraestrutura que melhora a qualidade de vida, valoriza o espaço urbano e projeta a cidade para o futuro.

Quando Sheila Lemos afirma que investimentos em infraestrutura devem ser valorizados independentemente da esfera governamental, ela toca no cerne do verdadeiro republicanismo. Da mesma forma, quando o secretário de Mobilidade Urbana, Luís Paulo, destaca a fluidez e o impacto técnico da obra para bairros como Alto Maron, Primavera e Candeias, reforça-se a ideia de que política pública eficaz não tem cor partidária: tem finalidade social.

O discurso do governador Jerônimo Rodrigues, ao enfatizar que o investimento vai além do asfalto — contemplando ciclistas, pedestres, sinalização e futuras expansões viárias — revela uma visão moderna de planejamento urbano. Mais do que isso, ao anunciar a continuidade das obras, como a ligação entre Vitória da Conquista e Barra do Choça e os investimentos em pavimentação e abastecimento de água em Pradoso e Bate-Pé, o governo estadual sinaliza compromisso regional e visão estratégica de desenvolvimento.

Em tempos em que o radicalismo tenta transformar cada ato público em um ringue ideológico, o que se viu em Vitória da Conquista foi o oposto: diálogo, respeito mútuo e foco na população. Governador e prefeita não dividiram palanque; dividiram responsabilidade. Não disputaram holofotes; compartilharam deveres institucionais.

Esse episódio precisa ser registrado, analisado e, sobretudo, replicado. A democracia se fortalece quando as lideranças compreendem que o adversário político não é inimigo e que o verdadeiro compromisso deve ser com a cidade, com o estado e com o povo. Vitória da Conquista ganhou uma avenida moderna, mas ganhou também algo ainda mais valioso: um raro exemplo de civilidade política em tempos de excessos.

Que esse gesto não seja exceção, mas sinal de um novo tempo. Porque quando a política reencontra o caminho do republicanismo, quem ganha é sempre a sociedade.

ARTIGO – A Elegância da Lei: Quando a Civilidade Prevalece sobre o Ruído

 

 

 

Padre Carlos

Em tempos de gritaria, linchamentos morais virtuais e espetacularização da notícia, a carta do ministro Alexandre de Moraes dirigida à jornalista Malu Gaspar não é apenas um documento jurídico. É, sobretudo, uma aula pública de cidadania, civilidade institucional e elegância republicana. Um texto que não se deixa contaminar pela agressividade do ambiente político-midiático, mas que responde com o que o Estado Democrático de Direito tem de mais nobre: a força serena da lei.

O ministro poderia ter escolhido o caminho do silêncio ou o da retaliação verbal. Optou por outro mais difícil e mais pedagógico: o da palavra responsável, clara, fundamentada e firme. Ao comunicar que adotará medidas judiciais por calúnia, difamação, fake news e imputação de crimes sem provas, Alexandre de Moraes reafirma um princípio essencial da democracia: liberdade de imprensa não é licença para destruir reputações sem evidências.

O tom da carta impressiona pela sobriedade. Não há insultos, não há ironias, não há arroubos emocionais. Há método, há racionalidade e há respeito, mesmo diante do desrespeito. Essa postura revela algo cada vez mais raro na vida pública brasileira: autoridade que não precisa gritar para se impor. A elegância, aqui, não é estética; é ética.

Ao se apresentar “na condição de Ministro do Supremo Tribunal Federal e de cidadão”, Moraes rompe uma falsa dicotomia frequentemente explorada no debate público. Ele lembra que magistrados não deixam de ser pessoas, não renunciam à honra pessoal nem à proteção jurídica de sua vida privada ao assumir funções públicas. Isso também é educação cívica: o cargo não anula o cidadão.

A carta, lida com atenção, oferece uma verdadeira aula de civilidade democrática. Mostra como se reage a excessos sem flertar com o autoritarismo; como se defende a honra sem atacar a liberdade; como se impõe limites sem ultrapassá-los. Em um país marcado por polarização política, desinformação e ataques às instituições, esse gesto tem peso simbólico e pedagógico.

Há ainda um recado claro ao jornalismo brasileiro: responsabilidade é inseparável da liberdade. O compromisso com a verdade factual, com a checagem rigorosa e com a ética profissional não é opcional. Quando esse compromisso é rompido, o Judiciário não age por censura, mas por dever constitucional.

Alexandre de Moraes, frequentemente retratado de forma caricatural por setores interessados no caos institucional, mostra, nesse episódio, outra face: a do magistrado que confia na lei, no devido processo legal e nas instâncias formais de responsabilização. Não convoca multidões, não mobiliza paixões, não joga para a plateia. Age como se espera de um ministro da Suprema Corte.

Em um Brasil cansado de escândalos fabricados, narrativas falsas e julgamentos sumários, a carta é um lembrete incômodo, porém necessário: a democracia exige limites, a imprensa exige ética e o poder exige civilidade. Quando esses três elementos se encontram, não há espetáculo — há República.

E talvez seja exatamente isso que mais incomoda: a elegância da lei em um tempo que prefere o barulho da desordem.

 

CARTA DE ALEXANDRE DE MORAES ENVIADO A MALU GASPAR

À
Sra. Malu Gaspar
Jornalista – Rede Globo

Assunto: Responsabilização judicial por calúnia, difamação, danos morais, disseminação de fake news e imputação de crimes sem provas

Senhora jornalista,

Na condição de Ministro do Supremo Tribunal Federal e de cidadão atingido em sua honra, imagem, reputação institucional e vida privada, venho, por meio desta, tornar pública e formal a adoção de todas as medidas judiciais cabíveis em face das reiteradas condutas por Vossa Senhoria praticadas, as quais ultrapassam em muito o exercício legítimo da liberdade de imprensa e ingressam de forma deliberada no terreno da calúnia, da difamação, da fabricação de narrativas falsas e da acusação criminosa sem qualquer lastro probatório.

A liberdade de imprensa, é importante lembrar, não é licença para mentir, não é salvo-conduto para imputar crimes inexistentes, não autoriza a construção de enredos conspiratórios, nem permite que jornalistas se comportem como atores políticos travestidos de repórteres, manipulando fatos, distorcendo contextos e induzindo a opinião pública ao erro.

Vossa Senhoria, de maneira consciente e reiterada, veiculou acusações sem provas, sugeriu a existência de complôs armados, insinuou condutas criminosas inexistentes e produziu material que se enquadra, de forma cristalina, nos tipos legais de calúnia, difamação e danos morais, além de disseminação de fake news com potencial desestabilizador institucional.

Mais grave ainda: tais acusações não se deram por erro jornalístico pontual, mas por método, por narrativa construída, por intenção clara de criar um enredo político-criminal destinado a desacreditar decisões judiciais legítimas e criminalizar a atuação de um magistrado da Suprema Corte, algo incompatível com qualquer noção mínima de responsabilidade profissional.

A tentativa de Vossa Senhoria de apresentar ilações como fatos, versões como provas e conjecturas como verdades reproduz, em essência, o mesmo modus operandi que marcou um dos mais conhecidos episódios de lawfare da história recente do país — episódio este que culminou na instrumentalização do sistema de justiça para fins políticos, nos moldes do que foi praticado pelo então juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A diferença, neste caso, é que a toga não será utilizada para perseguir, mas para proteger o Estado de Direito, inclusive contra abusos cometidos por quem se esconde atrás do rótulo de “imprensa” para agir politicamente.

Não se trata, portanto, de censura, como previsivelmente será alardeado. Trata-se de responsabilização. A democracia não sobrevive quando jornalistas se arrogam o direito de acusar sem provas, condenar sem processo e manipular a opinião pública por meio de insinuações maliciosas.

Por essas razões, ficam desde já anunciadas e protocoladas as seguintes medidas judiciais:

Ação penal por calúnia, diante da imputação de crimes inexistentes;

Ação penal por difamação, pela tentativa deliberada de macular reputação e honra funcional;

Ação cível por danos morais, diante dos prejuízos pessoais, institucionais e familiares causados;

Responsabilização pela disseminação de fake news, nos termos da legislação vigente;

Apuração de eventual associação para a produção de narrativa fraudulenta, caso se comprove atuação coordenada;

Investigação sobre abuso do exercício da atividade jornalística, quando convertida em instrumento político;

Responsabilização por acusação sem provas e construção de complô fictício, com claro dolo informativo.

O jornalismo sério fiscaliza o poder.
O jornalismo irresponsável ataca a democracia.
E o jornalismo que mente não merece proteção constitucional.

Que este episódio sirva como alerta: ninguém está acima da lei, nem magistrados, nem políticos — e tampouco jornalistas.

A Constituição protege a crítica, não a mentira.
Protege a imprensa livre, não a imprensa fraudulenta.
Protege a democracia, não projetos de poder disfarçados de reportagem.

Atenciosamente,

Alexandre de Moraes
Ministro do Supremo Tribunal Federal

ARTIGO – A Elegância da Lei: Quando a Civilidade Prevalece sobre o Ruído

 

 

 

Padre Carlos

Em tempos de gritaria, linchamentos morais virtuais e espetacularização da notícia, a carta do ministro Alexandre de Moraes dirigida à jornalista Malu Gaspar não é apenas um documento jurídico. É, sobretudo, uma aula pública de cidadania, civilidade institucional e elegância republicana. Um texto que não se deixa contaminar pela agressividade do ambiente político-midiático, mas que responde com o que o Estado Democrático de Direito tem de mais nobre: a força serena da lei.

O ministro poderia ter escolhido o caminho do silêncio ou o da retaliação verbal. Optou por outro mais difícil e mais pedagógico: o da palavra responsável, clara, fundamentada e firme. Ao comunicar que adotará medidas judiciais por calúnia, difamação, fake news e imputação de crimes sem provas, Alexandre de Moraes reafirma um princípio essencial da democracia: liberdade de imprensa não é licença para destruir reputações sem evidências.

O tom da carta impressiona pela sobriedade. Não há insultos, não há ironias, não há arroubos emocionais. Há método, há racionalidade e há respeito, mesmo diante do desrespeito. Essa postura revela algo cada vez mais raro na vida pública brasileira: autoridade que não precisa gritar para se impor. A elegância, aqui, não é estética; é ética.

Ao se apresentar “na condição de Ministro do Supremo Tribunal Federal e de cidadão”, Moraes rompe uma falsa dicotomia frequentemente explorada no debate público. Ele lembra que magistrados não deixam de ser pessoas, não renunciam à honra pessoal nem à proteção jurídica de sua vida privada ao assumir funções públicas. Isso também é educação cívica: o cargo não anula o cidadão.

A carta, lida com atenção, oferece uma verdadeira aula de civilidade democrática. Mostra como se reage a excessos sem flertar com o autoritarismo; como se defende a honra sem atacar a liberdade; como se impõe limites sem ultrapassá-los. Em um país marcado por polarização política, desinformação e ataques às instituições, esse gesto tem peso simbólico e pedagógico.

Há ainda um recado claro ao jornalismo brasileiro: responsabilidade é inseparável da liberdade. O compromisso com a verdade factual, com a checagem rigorosa e com a ética profissional não é opcional. Quando esse compromisso é rompido, o Judiciário não age por censura, mas por dever constitucional.

Alexandre de Moraes, frequentemente retratado de forma caricatural por setores interessados no caos institucional, mostra, nesse episódio, outra face: a do magistrado que confia na lei, no devido processo legal e nas instâncias formais de responsabilização. Não convoca multidões, não mobiliza paixões, não joga para a plateia. Age como se espera de um ministro da Suprema Corte.

Em um Brasil cansado de escândalos fabricados, narrativas falsas e julgamentos sumários, a carta é um lembrete incômodo, porém necessário: a democracia exige limites, a imprensa exige ética e o poder exige civilidade. Quando esses três elementos se encontram, não há espetáculo — há República.

E talvez seja exatamente isso que mais incomoda: a elegância da lei em um tempo que prefere o barulho da desordem.

 

CARTA DE ALEXANDRE DE MORAES ENVIADO A MALU GASPAR

À
Sra. Malu Gaspar
Jornalista – Rede Globo

Assunto: Responsabilização judicial por calúnia, difamação, danos morais, disseminação de fake news e imputação de crimes sem provas

Senhora jornalista,

Na condição de Ministro do Supremo Tribunal Federal e de cidadão atingido em sua honra, imagem, reputação institucional e vida privada, venho, por meio desta, tornar pública e formal a adoção de todas as medidas judiciais cabíveis em face das reiteradas condutas por Vossa Senhoria praticadas, as quais ultrapassam em muito o exercício legítimo da liberdade de imprensa e ingressam de forma deliberada no terreno da calúnia, da difamação, da fabricação de narrativas falsas e da acusação criminosa sem qualquer lastro probatório.

A liberdade de imprensa, é importante lembrar, não é licença para mentir, não é salvo-conduto para imputar crimes inexistentes, não autoriza a construção de enredos conspiratórios, nem permite que jornalistas se comportem como atores políticos travestidos de repórteres, manipulando fatos, distorcendo contextos e induzindo a opinião pública ao erro.

Vossa Senhoria, de maneira consciente e reiterada, veiculou acusações sem provas, sugeriu a existência de complôs armados, insinuou condutas criminosas inexistentes e produziu material que se enquadra, de forma cristalina, nos tipos legais de calúnia, difamação e danos morais, além de disseminação de fake news com potencial desestabilizador institucional.

Mais grave ainda: tais acusações não se deram por erro jornalístico pontual, mas por método, por narrativa construída, por intenção clara de criar um enredo político-criminal destinado a desacreditar decisões judiciais legítimas e criminalizar a atuação de um magistrado da Suprema Corte, algo incompatível com qualquer noção mínima de responsabilidade profissional.

A tentativa de Vossa Senhoria de apresentar ilações como fatos, versões como provas e conjecturas como verdades reproduz, em essência, o mesmo modus operandi que marcou um dos mais conhecidos episódios de lawfare da história recente do país — episódio este que culminou na instrumentalização do sistema de justiça para fins políticos, nos moldes do que foi praticado pelo então juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A diferença, neste caso, é que a toga não será utilizada para perseguir, mas para proteger o Estado de Direito, inclusive contra abusos cometidos por quem se esconde atrás do rótulo de “imprensa” para agir politicamente.

Não se trata, portanto, de censura, como previsivelmente será alardeado. Trata-se de responsabilização. A democracia não sobrevive quando jornalistas se arrogam o direito de acusar sem provas, condenar sem processo e manipular a opinião pública por meio de insinuações maliciosas.

Por essas razões, ficam desde já anunciadas e protocoladas as seguintes medidas judiciais:

Ação penal por calúnia, diante da imputação de crimes inexistentes;

Ação penal por difamação, pela tentativa deliberada de macular reputação e honra funcional;

Ação cível por danos morais, diante dos prejuízos pessoais, institucionais e familiares causados;

Responsabilização pela disseminação de fake news, nos termos da legislação vigente;

Apuração de eventual associação para a produção de narrativa fraudulenta, caso se comprove atuação coordenada;

Investigação sobre abuso do exercício da atividade jornalística, quando convertida em instrumento político;

Responsabilização por acusação sem provas e construção de complô fictício, com claro dolo informativo.

O jornalismo sério fiscaliza o poder.
O jornalismo irresponsável ataca a democracia.
E o jornalismo que mente não merece proteção constitucional.

Que este episódio sirva como alerta: ninguém está acima da lei, nem magistrados, nem políticos — e tampouco jornalistas.

A Constituição protege a crítica, não a mentira.
Protege a imprensa livre, não a imprensa fraudulenta.
Protege a democracia, não projetos de poder disfarçados de reportagem.

Atenciosamente,

Alexandre de Moraes
Ministro do Supremo Tribunal Federal

Crônica – Onde Você Ainda Mora

 

 

 

Sinto a sua falta de um jeito que não sei nomear. Não é barulho. É eco. Um eco manso, persistente, desses que ficam batendo nas paredes da gente mesmo quando a casa parece vazia. Você saiu, mas deixou o ar diferente, como se o mundo tivesse esquecido de voltar ao tamanho certo depois da sua ausência.

Não é ausência, percebo agora. É espaço demais onde você deveria estar. Um espaço que não se preenche com móveis novos nem com palavras apressadas. Ele simplesmente existe. E me obriga a caminhar devagar, como quem atravessa um cômodo escuro com medo de esbarrar em lembranças.

Nunca imaginei que alguém pudesse ocupar tanto de mim depois de partir. Mas ocupa. Não como fotografia antiga, dessas que amarelam na gaveta. Você ocupa como presença que insiste, como calor que o corpo procura instintivamente quando a noite esfria. Às vezes estendo a mão no escuro — não por ilusão, mas por hábito do afeto.

Meu coração sente a sua falta em silêncio. Aprendeu a doer sem gritar. É uma dor educada, quase madura, que não pede socorro, apenas companhia. Há sofrimentos que não querem solução; querem permanência. Querem ser reconhecidos como parte da paisagem interior.

Volto aos nossos instantes como quem tenta respirar dentro do passado. Não para fugir do presente, mas para sobreviver a ele. Ficar ali mais um pouco é meu modo secreto de continuar. A memória, nesse caso, não é prisão — é abrigo. É onde me sento quando o dia pesa e o futuro ainda não aprendeu a me acolher.

Eu estou apaixonada por você de um jeito estranho: o meu futuro já reconhece esse amor, mesmo sem saber como acomodá-lo. Ele aparece nas entrelinhas dos meus planos, nos silêncios das decisões, na forma como olho para a vida com mais cuidado do que antes. Amar assim muda o ritmo do tempo.

Sinto a sua falta como quem sente sede, não de água, mas de sentido. E entendo, finalmente, que é em você que tudo em mim continua. Não porque você esteja aqui, mas porque deixou marcas que não aceitam apagamento. Há pessoas que vão embora do mundo, mas permanecem no eixo da nossa existência.

E talvez seja isso que chamam de amor quando amadurece: não a posse, não a presença constante, mas essa capacidade de seguir vivendo carregando alguém por dentro, como quem leva uma luz acesa mesmo em pleno dia.

(Padre Carlos)

Crônica – Onde Você Ainda Mora

 

 

 

Sinto a sua falta de um jeito que não sei nomear. Não é barulho. É eco. Um eco manso, persistente, desses que ficam batendo nas paredes da gente mesmo quando a casa parece vazia. Você saiu, mas deixou o ar diferente, como se o mundo tivesse esquecido de voltar ao tamanho certo depois da sua ausência.

Não é ausência, percebo agora. É espaço demais onde você deveria estar. Um espaço que não se preenche com móveis novos nem com palavras apressadas. Ele simplesmente existe. E me obriga a caminhar devagar, como quem atravessa um cômodo escuro com medo de esbarrar em lembranças.

Nunca imaginei que alguém pudesse ocupar tanto de mim depois de partir. Mas ocupa. Não como fotografia antiga, dessas que amarelam na gaveta. Você ocupa como presença que insiste, como calor que o corpo procura instintivamente quando a noite esfria. Às vezes estendo a mão no escuro — não por ilusão, mas por hábito do afeto.

Meu coração sente a sua falta em silêncio. Aprendeu a doer sem gritar. É uma dor educada, quase madura, que não pede socorro, apenas companhia. Há sofrimentos que não querem solução; querem permanência. Querem ser reconhecidos como parte da paisagem interior.

Volto aos nossos instantes como quem tenta respirar dentro do passado. Não para fugir do presente, mas para sobreviver a ele. Ficar ali mais um pouco é meu modo secreto de continuar. A memória, nesse caso, não é prisão — é abrigo. É onde me sento quando o dia pesa e o futuro ainda não aprendeu a me acolher.

Eu estou apaixonada por você de um jeito estranho: o meu futuro já reconhece esse amor, mesmo sem saber como acomodá-lo. Ele aparece nas entrelinhas dos meus planos, nos silêncios das decisões, na forma como olho para a vida com mais cuidado do que antes. Amar assim muda o ritmo do tempo.

Sinto a sua falta como quem sente sede, não de água, mas de sentido. E entendo, finalmente, que é em você que tudo em mim continua. Não porque você esteja aqui, mas porque deixou marcas que não aceitam apagamento. Há pessoas que vão embora do mundo, mas permanecem no eixo da nossa existência.

E talvez seja isso que chamam de amor quando amadurece: não a posse, não a presença constante, mas essa capacidade de seguir vivendo carregando alguém por dentro, como quem leva uma luz acesa mesmo em pleno dia.

(Padre Carlos)

ARTIGO – Quinho Tigre e o Novo Ciclo Político que se Desenha no Sudoeste Baiano

 

 

Padre Carlos

Há momentos na política em que os gestos falam mais alto que discursos protocolares, e as palavras, quando ditas com convicção, funcionam como sinais claros de rumo. O recente posicionamento do governador Jerônimo Rodrigues sobre o cenário político de Vitória da Conquista e da região Sudoeste não foi apenas um elogio circunstancial: foi a leitura atenta de um movimento em curso, onde a pré-candidatura de Quinho Tigre ganha densidade, musculatura política e projeção regional.

Ao afirmar que Conquista é um “celeiro de lideranças políticas”, Jerônimo não apenas reconhece a história política da cidade, mas legitima o presente e aposta no futuro. O destaque dado à diversidade do diálogo, aos encontros com vereadores, deputados e prefeitos, revela algo essencial: há um campo político fértil, articulado e em plena reorganização. E é nesse ambiente que o nome de Quinho se consolida como uma referência natural.

Quando o governador aponta que vê em Quinho “um potencial muito forte”, ele o faz ancorado em fatos concretos: duas gestões bem avaliadas em Belo Campo, políticas públicas que modificaram a qualidade de vida da população, a capacidade de eleger sucessor, de projetar lideranças — como a vereadora eleita em Vitória da Conquista — e de inserir seu grupo de forma estratégica no PSD, partido central na base do governo estadual. Isso não é acaso; é construção política com método, visão e enraizamento social.

A política contemporânea exige mais do que carisma: exige entrega, gestão eficiente, capacidade de diálogo e inserção institucional. Quinho reúne esses elementos. Empresário bem-sucedido, gestor público testado e liderança jovem, ele representa uma síntese rara entre renovação política e experiência administrativa. Não é pouco. Em um cenário onde o eleitor cobra resultados e coerência, trajetórias como a dele se destacam naturalmente.

O relato do governador sobre encontros recentes — jantares, agendas, conversas francas com prefeitos e vereadores ligados ao ex-prefeito de Belo Campo — sinaliza algo ainda mais relevante: há confiança política e afinidade estratégica. Jerônimo não fala de Quinho como uma possibilidade distante, mas como um quadro em formação avançada, integrado ao projeto maior de governabilidade da Bahia e ao fortalecimento regional do Sudoeste.

Quando questionado diretamente sobre a relação com Quinho e sobre a possibilidade de seu nome ser inscrito pelo PSD, o governador não tergiversa. Reafirma o potencial, relembra os resultados administrativos, destaca o espaço conquistado dentro do partido e projeta o futuro. Sua fala final é reveladora: ele não deseja apenas o sucesso individual de Quinho, mas acredita que sua ascensão ajudará a Bahia a governar melhor e dará à região de Conquista um representante à altura de seus desafios históricos.

A política vive de símbolos. E o símbolo que emerge desse cenário é claro: Quinho Tigre não é apenas uma pré-candidatura; é um projeto em movimento. Um projeto que dialoga com a juventude, com o empresariado, com o campo progressista e com a necessidade urgente de renovar práticas sem romper com a responsabilidade institucional.

Se o Sudoeste baiano busca novos quadros, novas vozes e lideranças capazes de unir eficiência, diálogo e compromisso público, o nome de Quinho já não circula como aposta — circula como realidade política em consolidação. E, na política, quando o tempo começa a trabalhar a favor de alguém, é sinal de que o futuro já bate à porta.

ARTIGO – Quinho Tigre e o Novo Ciclo Político que se Desenha no Sudoeste Baiano

 

 

Padre Carlos

Há momentos na política em que os gestos falam mais alto que discursos protocolares, e as palavras, quando ditas com convicção, funcionam como sinais claros de rumo. O recente posicionamento do governador Jerônimo Rodrigues sobre o cenário político de Vitória da Conquista e da região Sudoeste não foi apenas um elogio circunstancial: foi a leitura atenta de um movimento em curso, onde a pré-candidatura de Quinho Tigre ganha densidade, musculatura política e projeção regional.

Ao afirmar que Conquista é um “celeiro de lideranças políticas”, Jerônimo não apenas reconhece a história política da cidade, mas legitima o presente e aposta no futuro. O destaque dado à diversidade do diálogo, aos encontros com vereadores, deputados e prefeitos, revela algo essencial: há um campo político fértil, articulado e em plena reorganização. E é nesse ambiente que o nome de Quinho se consolida como uma referência natural.

Quando o governador aponta que vê em Quinho “um potencial muito forte”, ele o faz ancorado em fatos concretos: duas gestões bem avaliadas em Belo Campo, políticas públicas que modificaram a qualidade de vida da população, a capacidade de eleger sucessor, de projetar lideranças — como a vereadora eleita em Vitória da Conquista — e de inserir seu grupo de forma estratégica no PSD, partido central na base do governo estadual. Isso não é acaso; é construção política com método, visão e enraizamento social.

A política contemporânea exige mais do que carisma: exige entrega, gestão eficiente, capacidade de diálogo e inserção institucional. Quinho reúne esses elementos. Empresário bem-sucedido, gestor público testado e liderança jovem, ele representa uma síntese rara entre renovação política e experiência administrativa. Não é pouco. Em um cenário onde o eleitor cobra resultados e coerência, trajetórias como a dele se destacam naturalmente.

O relato do governador sobre encontros recentes — jantares, agendas, conversas francas com prefeitos e vereadores ligados ao ex-prefeito de Belo Campo — sinaliza algo ainda mais relevante: há confiança política e afinidade estratégica. Jerônimo não fala de Quinho como uma possibilidade distante, mas como um quadro em formação avançada, integrado ao projeto maior de governabilidade da Bahia e ao fortalecimento regional do Sudoeste.

Quando questionado diretamente sobre a relação com Quinho e sobre a possibilidade de seu nome ser inscrito pelo PSD, o governador não tergiversa. Reafirma o potencial, relembra os resultados administrativos, destaca o espaço conquistado dentro do partido e projeta o futuro. Sua fala final é reveladora: ele não deseja apenas o sucesso individual de Quinho, mas acredita que sua ascensão ajudará a Bahia a governar melhor e dará à região de Conquista um representante à altura de seus desafios históricos.

A política vive de símbolos. E o símbolo que emerge desse cenário é claro: Quinho Tigre não é apenas uma pré-candidatura; é um projeto em movimento. Um projeto que dialoga com a juventude, com o empresariado, com o campo progressista e com a necessidade urgente de renovar práticas sem romper com a responsabilidade institucional.

Se o Sudoeste baiano busca novos quadros, novas vozes e lideranças capazes de unir eficiência, diálogo e compromisso público, o nome de Quinho já não circula como aposta — circula como realidade política em consolidação. E, na política, quando o tempo começa a trabalhar a favor de alguém, é sinal de que o futuro já bate à porta.

Quando o Mar Levou Quem Amávamos: A Saudade Como Herança Portuguesa

 

Padre Carlos

 

Sim, a saudade… essa palavra que carrega em suas sílabas todo o peso doce e amargo de um oceano de emoções. É verdade que ela nasce da língua portuguesa, mas nasce também de algo muito mais ancestral: nasce do coração humano quando ele se vê diante do impossível – o desejo de tocar o que já não está, de abraçar o tempo que se foi, de reviver o que vive apenas na memória.

A saudade não é simplesmente ausência. Ela é presença fantasma, é um hóspede invisível que se senta à nossa mesa e nos faz companhia nas madrugadas silenciosas. É aquele aperto no peito quando uma música ressuscita um momento que julgávamos enterrado. É o sorriso triste que nasce quando lembramos de um abraço que não poderemos repetir, de uma voz que o tempo silenciou, de um lugar onde fomos felizes e que agora existe apenas em nós.

Os portugueses, povo de navegadores e despedidas eternas, povo que partiu aos oceanos deixando corações em terra e levando terra no coração, precisavam de uma palavra que dissesse tudo isso de uma vez só. E assim criaram – ou descobriram – esse sentimento que é ao mesmo tempo dor e doçura, lamento e gratidão. Porque ter saudade é, no fundo, ter amado. É a prova viva de que algo ou alguém tocou nossa alma tão profundamente que deixou uma marca indelével, uma cicatriz luminosa.

A saudade é o preço belo que pagamos por termos sido felizes, por termos vivido momentos que mereciam ser eternos. Ela nos habita como uma melodia melancólica que não conseguimos esquecer – e talvez nem queiramos.

Sinto a sua falta de um jeito que não sei nomear. Não é barulho, é eco. Não é ausência, é espaço demais onde você deveria estar. Nunca imaginei que alguém pudesse ocupar tanto de mim agora. Você não é só lembrança, é presença que insiste, é calor que o corpo procura no escuro. Meu coração sente a sua falta em silêncio, como quem aprende a doer sem gritar. Volto aos nossos instantes como quem tenta respirar dentro do passado, desejando ficar ali mais um pouco. Eu estou apaixonada por você de um jeito que o meu futuro já reconhece.

E talvez seja justamente aí que mora a verdade mais profunda: certas ausências não aceitam definição. Elas não fazem barulho, fazem eco. Não gritam, mas ampliam o silêncio. Não doem como ferida aberta; doem como espaço demais onde antes havia presença, calor, sentido. A saudade, essa palavra tão brasileira quanto inexplicável, não é apenas falta. É excesso. Excesso de memória, de lembrança, de futuro interrompido. Ela se instala como um quarto grande demais depois que alguém parte, e cada passo dentro dele ressoa.

A ausência não é o contrário da presença; é a sua continuação por outros meios. Quem ama aprende isso cedo ou tarde. Vivemos numa era apressada, em que sentimentos profundos são tratados como fraqueza e a dor precisa ser superada em cinco passos. Mas há dores que não pedem cura, pedem escuta. Há faltas que não exigem substituição, exigem respeito. O coração humano não funciona como um arquivo que se apaga; ele é mais parecido com um altar onde certas presenças permanecem acesas, mesmo quando não estão mais ali.

Nunca imaginei que alguém pudesse ocupar tanto espaço dentro de mim depois de ir. Mas ocupa. Não como lembrança distante, e sim como presença que insiste. Como calor que o corpo procura no escuro. Há noites em que o silêncio pesa mais do que o cansaço do dia, e o coração aprende a doer sem gritar, como quem amadureceu na perda. Volto aos nossos instantes como quem tenta respirar dentro do passado. Não por fuga, mas por sobrevivência. A memória, nesses momentos, não é prisão; é abrigo. Ela nos permite ficar ali mais um pouco, tocar o que já não se pode tocar, ouvir vozes que o tempo tentou calar.

Esse movimento não é fraqueza emocional; é humanidade em estado puro. Há quem diga que sentir falta é sinal de dependência. Discordo. Sentir falta é sinal de vínculo. É a prova de que algo verdadeiro aconteceu. Num mundo de relações líquidas, descartáveis e imediatas, a saudade se torna um ato de resistência. Ela afirma: isso foi real, isso me transformou, isso continua em mim.

Estar apaixonada por alguém de um jeito que o futuro já reconhece não é ilusão; é projeto interrompido que ainda pulsa. O amor não desaparece com a distância ou com o tempo. Ele muda de forma, mas não perde densidade. Em você, tudo em mim continua. Essa frase não é exagero poético; é constatação existencial. Do ponto de vista psicológico e humano, a falta não nos diminui — ela nos aprofunda. Nos torna mais atentos, mais sensíveis, mais conscientes da fragilidade da vida e da potência dos encontros.

Quem nunca sentiu essa ausência profunda talvez tenha vivido, mas não tenha amado. Concluo com uma certeza simples e mobilizadora: não precisamos nos envergonhar da saudade, nem apressar o luto, nem anestesiar o amor. Sentir falta é uma forma silenciosa de fidelidade. É dizer ao mundo, mesmo sem palavras, que aquilo que passou continua vivo em nós. E enquanto continuar, não estaremos vazios — estaremos cheios de sentido.

 

Quando o Mar Levou Quem Amávamos: A Saudade Como Herança Portuguesa

 

Padre Carlos

 

Sim, a saudade… essa palavra que carrega em suas sílabas todo o peso doce e amargo de um oceano de emoções. É verdade que ela nasce da língua portuguesa, mas nasce também de algo muito mais ancestral: nasce do coração humano quando ele se vê diante do impossível – o desejo de tocar o que já não está, de abraçar o tempo que se foi, de reviver o que vive apenas na memória.

A saudade não é simplesmente ausência. Ela é presença fantasma, é um hóspede invisível que se senta à nossa mesa e nos faz companhia nas madrugadas silenciosas. É aquele aperto no peito quando uma música ressuscita um momento que julgávamos enterrado. É o sorriso triste que nasce quando lembramos de um abraço que não poderemos repetir, de uma voz que o tempo silenciou, de um lugar onde fomos felizes e que agora existe apenas em nós.

Os portugueses, povo de navegadores e despedidas eternas, povo que partiu aos oceanos deixando corações em terra e levando terra no coração, precisavam de uma palavra que dissesse tudo isso de uma vez só. E assim criaram – ou descobriram – esse sentimento que é ao mesmo tempo dor e doçura, lamento e gratidão. Porque ter saudade é, no fundo, ter amado. É a prova viva de que algo ou alguém tocou nossa alma tão profundamente que deixou uma marca indelével, uma cicatriz luminosa.

A saudade é o preço belo que pagamos por termos sido felizes, por termos vivido momentos que mereciam ser eternos. Ela nos habita como uma melodia melancólica que não conseguimos esquecer – e talvez nem queiramos.

Sinto a sua falta de um jeito que não sei nomear. Não é barulho, é eco. Não é ausência, é espaço demais onde você deveria estar. Nunca imaginei que alguém pudesse ocupar tanto de mim agora. Você não é só lembrança, é presença que insiste, é calor que o corpo procura no escuro. Meu coração sente a sua falta em silêncio, como quem aprende a doer sem gritar. Volto aos nossos instantes como quem tenta respirar dentro do passado, desejando ficar ali mais um pouco. Eu estou apaixonada por você de um jeito que o meu futuro já reconhece.

E talvez seja justamente aí que mora a verdade mais profunda: certas ausências não aceitam definição. Elas não fazem barulho, fazem eco. Não gritam, mas ampliam o silêncio. Não doem como ferida aberta; doem como espaço demais onde antes havia presença, calor, sentido. A saudade, essa palavra tão brasileira quanto inexplicável, não é apenas falta. É excesso. Excesso de memória, de lembrança, de futuro interrompido. Ela se instala como um quarto grande demais depois que alguém parte, e cada passo dentro dele ressoa.

A ausência não é o contrário da presença; é a sua continuação por outros meios. Quem ama aprende isso cedo ou tarde. Vivemos numa era apressada, em que sentimentos profundos são tratados como fraqueza e a dor precisa ser superada em cinco passos. Mas há dores que não pedem cura, pedem escuta. Há faltas que não exigem substituição, exigem respeito. O coração humano não funciona como um arquivo que se apaga; ele é mais parecido com um altar onde certas presenças permanecem acesas, mesmo quando não estão mais ali.

Nunca imaginei que alguém pudesse ocupar tanto espaço dentro de mim depois de ir. Mas ocupa. Não como lembrança distante, e sim como presença que insiste. Como calor que o corpo procura no escuro. Há noites em que o silêncio pesa mais do que o cansaço do dia, e o coração aprende a doer sem gritar, como quem amadureceu na perda. Volto aos nossos instantes como quem tenta respirar dentro do passado. Não por fuga, mas por sobrevivência. A memória, nesses momentos, não é prisão; é abrigo. Ela nos permite ficar ali mais um pouco, tocar o que já não se pode tocar, ouvir vozes que o tempo tentou calar.

Esse movimento não é fraqueza emocional; é humanidade em estado puro. Há quem diga que sentir falta é sinal de dependência. Discordo. Sentir falta é sinal de vínculo. É a prova de que algo verdadeiro aconteceu. Num mundo de relações líquidas, descartáveis e imediatas, a saudade se torna um ato de resistência. Ela afirma: isso foi real, isso me transformou, isso continua em mim.

Estar apaixonada por alguém de um jeito que o futuro já reconhece não é ilusão; é projeto interrompido que ainda pulsa. O amor não desaparece com a distância ou com o tempo. Ele muda de forma, mas não perde densidade. Em você, tudo em mim continua. Essa frase não é exagero poético; é constatação existencial. Do ponto de vista psicológico e humano, a falta não nos diminui — ela nos aprofunda. Nos torna mais atentos, mais sensíveis, mais conscientes da fragilidade da vida e da potência dos encontros.

Quem nunca sentiu essa ausência profunda talvez tenha vivido, mas não tenha amado. Concluo com uma certeza simples e mobilizadora: não precisamos nos envergonhar da saudade, nem apressar o luto, nem anestesiar o amor. Sentir falta é uma forma silenciosa de fidelidade. É dizer ao mundo, mesmo sem palavras, que aquilo que passou continua vivo em nós. E enquanto continuar, não estaremos vazios — estaremos cheios de sentido.

 

ARTIGO – Democracia Não Vive de Boatos: Quando a Imprensa Abandona a Prova e Abraça a Intriga

 

(Padre Carlos)

Há momentos na história em que o silêncio é cumplicidade e a palavra irresponsável vira arma. O chamado “escândalo” envolvendo Alexandre de Moraes caminha perigosamente para esse segundo campo: não é um escândalo jurídico, institucional ou republicano — é um escândalo do jornalismo que desistiu da prova e se acomodou na narrativa de interesses.

Quando uma colunista admite, no próprio texto, que não tem como provar o que acusa, algo fundamental se rompe. O jornalismo deixa de ser vigilante da democracia e passa a ser instrumento de disputa política. A confissão de que a história “provavelmente será tragada pela polarização e pela eleição de 2026” não é uma previsão cínica do futuro: é a admissão de que não há fatos sólidos no presente. Se houvesse provas, não haveria soterramento. Haveria consequência.

A democracia, ao contrário do que afirma o texto “A democracia não precisa de heróis”, precisa sim de heroísmo cotidiano. Não o heroísmo messiânico, acrítico ou personalista, mas o heroísmo cívico de quem defende instituições quando elas são atacadas por interesses poderosos. Defender Alexandre de Moraes nesse contexto não é cultuá-lo; é defender o princípio básico do Estado de Direito: quem acusa precisa provar.

Alexandre de Moraes não é um ícone progressista. Sua visão econômica é liberal, conhecida e registrada. Mas, no momento mais crítico da democracia brasileira desde 2021, ele foi peça central no enfrentamento ao golpismo, às milícias digitais, à tentativa de captura do Estado por forças autoritárias. Isso lhe rendeu inimigos poderosos — e não é coincidência que esses inimigos habitem o andar de cima da economia.

O alerta do jurista Pedro Serrano foi cristalino: cuidado com fontes sigilosas quando elas têm interesses diretos na narrativa que produzem. Alexandre de Moraes tem muitos inimigos. Um deles atende pelo nome de André Esteves. O conflito entre o BTG Pactual e o Banco Master não foi ideológico, foi comercial. Perda de clientes, disputa de mercado, pressão sobre o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Quando Daniel Vorcaro contrata um escritório ligado à esposa de Moraes, o conflito econômico ganha contornos políticos. A partir daí, surgem boatos, insinuações, dossiês informais — tudo o que o jornalismo sério deveria tratar com extremo rigor.

Nada disso é republicano. Nada disso é defesa da democracia. Trata-se de uma “caça ao Xandão” patrocinada por setores do grande capital, amplificada por uma imprensa que, historicamente, nunca escondeu sua seletividade moral. O Partido da Imprensa Golpista não age por convicção ética; age por alinhamento de classe. Alguns influenciadores progressistas caíram na armadilha, mas a cautela sempre foi necessária: prova primeiro, narrativa depois.

O roteiro é conhecido. Já vimos isso com José Dirceu. O método é rifar uma peça institucional para avançar a agenda. Alexandre de Moraes é o alvo imediato. Flávio Dino é o próximo, porque enfrenta o orçamento secreto com firmeza. Depois, o alvo final é Lula. Não porque Lula seja socialista — ele governa com uma frente ampla, concede aos liberais, dialoga com o mercado — mas porque a classe dominante brasileira é incapaz de aceitar qualquer redistribuição mínima de poder ou renda.

Quando o governo isenta os mais pobres do imposto de renda e tributa um pouco mais os ricos, o pacto se rompe. A elite quer o Estado mínimo para o trabalhador e o Estado máximo de renúncias fiscais, subsídios e proteção para si. O risco é socializado, o lucro é privatizado. Sempre foi assim.

As próprias reações recentes desmontam a narrativa inicial. A FEBRABAN confirmou que reuniões trataram da Lei Magnitsky. O diretor da Polícia Federal negou qualquer tipo de pressão. Mônica Bergamo já recua, usa o condicional, fala em “banqueiros disseram”, sem afirmar como fato. A batata quente ficou com quem tratou versão interessada como verdade absoluta. Isso não é apenas erro jornalístico — pode ser calúnia e difamação.

Como articulista, aprendi cedo que a palavra de um entrevistado nunca basta. É preciso cruzar fontes, contextualizar interesses, desconfiar especialmente quando a fonte é inimiga direta do acusado. André Esteves, já se declarou apoiador de  Flávio Bolsonaro e esteve com este antes da matéria ser publicada. Assim, no contexto de um projeto de lei de interesse dos banqueiros, não é uma fonte neutra. É um ator político-econômico com agenda clara.

O grande capital não quer democracia forte. Quer previsibilidade para seus lucros e fragilidade para os direitos sociais. Não aceita justiça tributária, não aceita o fim da escala 6×1, não aceita dividir absolutamente nada com a classe trabalhadora. E quando alguém atravessa esse caminho, a máquina de moer reputações entra em ação.

É por isso que precisamos fortalecer a mídia independente, desenvolver leitura crítica, desconfiar de escândalos sem provas e estar atentos a campanhas coordenadas, boatos e deep fakes. A democracia brasileira não será destruída por tanques, mas pode ser corroída por narrativas irresponsáveis travestidas de jornalismo.

A história cobra rigor. A democracia cobra coragem. E a imprensa, se quiser sobreviver com credibilidade, precisa voltar ao básico: fato, prova e responsabilidade.

 

ARTIGO – Democracia Não Vive de Boatos: Quando a Imprensa Abandona a Prova e Abraça a Intriga

 

(Padre Carlos)

Há momentos na história em que o silêncio é cumplicidade e a palavra irresponsável vira arma. O chamado “escândalo” envolvendo Alexandre de Moraes caminha perigosamente para esse segundo campo: não é um escândalo jurídico, institucional ou republicano — é um escândalo do jornalismo que desistiu da prova e se acomodou na narrativa de interesses.

Quando uma colunista admite, no próprio texto, que não tem como provar o que acusa, algo fundamental se rompe. O jornalismo deixa de ser vigilante da democracia e passa a ser instrumento de disputa política. A confissão de que a história “provavelmente será tragada pela polarização e pela eleição de 2026” não é uma previsão cínica do futuro: é a admissão de que não há fatos sólidos no presente. Se houvesse provas, não haveria soterramento. Haveria consequência.

A democracia, ao contrário do que afirma o texto “A democracia não precisa de heróis”, precisa sim de heroísmo cotidiano. Não o heroísmo messiânico, acrítico ou personalista, mas o heroísmo cívico de quem defende instituições quando elas são atacadas por interesses poderosos. Defender Alexandre de Moraes nesse contexto não é cultuá-lo; é defender o princípio básico do Estado de Direito: quem acusa precisa provar.

Alexandre de Moraes não é um ícone progressista. Sua visão econômica é liberal, conhecida e registrada. Mas, no momento mais crítico da democracia brasileira desde 2021, ele foi peça central no enfrentamento ao golpismo, às milícias digitais, à tentativa de captura do Estado por forças autoritárias. Isso lhe rendeu inimigos poderosos — e não é coincidência que esses inimigos habitem o andar de cima da economia.

O alerta do jurista Pedro Serrano foi cristalino: cuidado com fontes sigilosas quando elas têm interesses diretos na narrativa que produzem. Alexandre de Moraes tem muitos inimigos. Um deles atende pelo nome de André Esteves. O conflito entre o BTG Pactual e o Banco Master não foi ideológico, foi comercial. Perda de clientes, disputa de mercado, pressão sobre o Banco Central e o Ministério da Fazenda. Quando Daniel Vorcaro contrata um escritório ligado à esposa de Moraes, o conflito econômico ganha contornos políticos. A partir daí, surgem boatos, insinuações, dossiês informais — tudo o que o jornalismo sério deveria tratar com extremo rigor.

Nada disso é republicano. Nada disso é defesa da democracia. Trata-se de uma “caça ao Xandão” patrocinada por setores do grande capital, amplificada por uma imprensa que, historicamente, nunca escondeu sua seletividade moral. O Partido da Imprensa Golpista não age por convicção ética; age por alinhamento de classe. Alguns influenciadores progressistas caíram na armadilha, mas a cautela sempre foi necessária: prova primeiro, narrativa depois.

O roteiro é conhecido. Já vimos isso com José Dirceu. O método é rifar uma peça institucional para avançar a agenda. Alexandre de Moraes é o alvo imediato. Flávio Dino é o próximo, porque enfrenta o orçamento secreto com firmeza. Depois, o alvo final é Lula. Não porque Lula seja socialista — ele governa com uma frente ampla, concede aos liberais, dialoga com o mercado — mas porque a classe dominante brasileira é incapaz de aceitar qualquer redistribuição mínima de poder ou renda.

Quando o governo isenta os mais pobres do imposto de renda e tributa um pouco mais os ricos, o pacto se rompe. A elite quer o Estado mínimo para o trabalhador e o Estado máximo de renúncias fiscais, subsídios e proteção para si. O risco é socializado, o lucro é privatizado. Sempre foi assim.

As próprias reações recentes desmontam a narrativa inicial. A FEBRABAN confirmou que reuniões trataram da Lei Magnitsky. O diretor da Polícia Federal negou qualquer tipo de pressão. Mônica Bergamo já recua, usa o condicional, fala em “banqueiros disseram”, sem afirmar como fato. A batata quente ficou com quem tratou versão interessada como verdade absoluta. Isso não é apenas erro jornalístico — pode ser calúnia e difamação.

Como articulista, aprendi cedo que a palavra de um entrevistado nunca basta. É preciso cruzar fontes, contextualizar interesses, desconfiar especialmente quando a fonte é inimiga direta do acusado. André Esteves, já se declarou apoiador de  Flávio Bolsonaro e esteve com este antes da matéria ser publicada. Assim, no contexto de um projeto de lei de interesse dos banqueiros, não é uma fonte neutra. É um ator político-econômico com agenda clara.

O grande capital não quer democracia forte. Quer previsibilidade para seus lucros e fragilidade para os direitos sociais. Não aceita justiça tributária, não aceita o fim da escala 6×1, não aceita dividir absolutamente nada com a classe trabalhadora. E quando alguém atravessa esse caminho, a máquina de moer reputações entra em ação.

É por isso que precisamos fortalecer a mídia independente, desenvolver leitura crítica, desconfiar de escândalos sem provas e estar atentos a campanhas coordenadas, boatos e deep fakes. A democracia brasileira não será destruída por tanques, mas pode ser corroída por narrativas irresponsáveis travestidas de jornalismo.

A história cobra rigor. A democracia cobra coragem. E a imprensa, se quiser sobreviver com credibilidade, precisa voltar ao básico: fato, prova e responsabilidade.