Política e Resenha

Sombras, Amores e Samba: A Pituba dos Anos 40 e a Lenda da Morena

 

 

 

A Pituba do final dos anos 40 era um lugar de encantos sutis, onde a brisa do Atlântico se mesclava à inquietude da boemia soteropolitana. As noites desciam devagar, como um suspiro abafado, envolvendo as ruas em um manto de sombras amenas e promessas noturnas. Entre as casas esparsas e as vielas que serpenteavam em direção ao mar, a vida ganhava um ritmo próprio, ditado pelo som das ondas que vinham morrer no Chega Nego, aquele ponto onde os segredos se dissolviam na areia, e as histórias, como a daquela morena, tomavam corpo e alma.

A figura da morena da Ulbaranas já circulava como lenda viva. Havia nela um magnetismo que atraía curiosos, sonhadores e desavisados. As rodas de samba que se formavam em bares como o Bico de Ferro, e os sons que escapavam da Boate de Aurino, faziam parte de um cenário onde o tempo parecia fluir diferente. Os versos de Filinho, marcados pela cadência do violão e pelo cheiro do tabaco, eternizavam o nome daquela mulher de olhar profundo e presença fugidia.

Eu, observador das sutilezas da vida, perambulava sem pressa pelas ruas, deixando o vento noturno acariciar meu rosto, enquanto as luzes dos postes amarelados davam vida a sombras que pareciam dançar ao ritmo das histórias de amores passageiros. E então, entre a névoa leve da maresia e o som do samba que vazava pelas janelas abertas, lá estava ela. A morena da Ulbaranas.

Seu andar era firme, quase altivo, como se o destino a seguisse de perto, mas nunca a alcançasse. Não era só sua beleza que chamava atenção, mas o mistério que ela carregava. Algo inatingível, como o brilho da lua refletido no mar. O que a tornava tão fascinante era sua presença silenciosa. Ela não precisava falar, seu simples estar já preenchia o espaço, e a música de Filinho parecia narrar cada passo seu, cada suspiro que ela deixava escapar.

Naquela noite, enquanto o samba ecoava e as conversas nas mesas iam ficando mais altas, percebi que a morena da Ulbaranas não era apenas uma personagem dos contos da noite, mas sim o espírito inquieto de uma Pituba que estava viva, mas que, ao mesmo tempo, já começava a ser tocada pelo sopro das mudanças. Ela era a síntese de um tempo em que a simplicidade e a boemia ainda dominavam as margens da cidade, onde a areia da praia se misturava aos sonhos dos que ali viviam.

E assim, ao final da noite, ela desapareceu nas mesmas sombras que a trouxeram, deixando para trás apenas o eco de sua passagem e a certeza de que, na próxima noite, a Pituba estaria ali, à espera de novas histórias, novos amores e novas lendas. Porque, na verdade, a Pituba era isso: um lugar onde o real e o imaginário se confundiam, e onde a morena da Ulbaranas sempre estaria, entre um samba e outro, guardada na memória de todos que ousaram se perder naquela noite.

 

Padre Carlos

Sombras, Amores e Samba: A Pituba dos Anos 40 e a Lenda da Morena

 

 

 

A Pituba do final dos anos 40 era um lugar de encantos sutis, onde a brisa do Atlântico se mesclava à inquietude da boemia soteropolitana. As noites desciam devagar, como um suspiro abafado, envolvendo as ruas em um manto de sombras amenas e promessas noturnas. Entre as casas esparsas e as vielas que serpenteavam em direção ao mar, a vida ganhava um ritmo próprio, ditado pelo som das ondas que vinham morrer no Chega Nego, aquele ponto onde os segredos se dissolviam na areia, e as histórias, como a daquela morena, tomavam corpo e alma.

A figura da morena da Ulbaranas já circulava como lenda viva. Havia nela um magnetismo que atraía curiosos, sonhadores e desavisados. As rodas de samba que se formavam em bares como o Bico de Ferro, e os sons que escapavam da Boate de Aurino, faziam parte de um cenário onde o tempo parecia fluir diferente. Os versos de Filinho, marcados pela cadência do violão e pelo cheiro do tabaco, eternizavam o nome daquela mulher de olhar profundo e presença fugidia.

Eu, observador das sutilezas da vida, perambulava sem pressa pelas ruas, deixando o vento noturno acariciar meu rosto, enquanto as luzes dos postes amarelados davam vida a sombras que pareciam dançar ao ritmo das histórias de amores passageiros. E então, entre a névoa leve da maresia e o som do samba que vazava pelas janelas abertas, lá estava ela. A morena da Ulbaranas.

Seu andar era firme, quase altivo, como se o destino a seguisse de perto, mas nunca a alcançasse. Não era só sua beleza que chamava atenção, mas o mistério que ela carregava. Algo inatingível, como o brilho da lua refletido no mar. O que a tornava tão fascinante era sua presença silenciosa. Ela não precisava falar, seu simples estar já preenchia o espaço, e a música de Filinho parecia narrar cada passo seu, cada suspiro que ela deixava escapar.

Naquela noite, enquanto o samba ecoava e as conversas nas mesas iam ficando mais altas, percebi que a morena da Ulbaranas não era apenas uma personagem dos contos da noite, mas sim o espírito inquieto de uma Pituba que estava viva, mas que, ao mesmo tempo, já começava a ser tocada pelo sopro das mudanças. Ela era a síntese de um tempo em que a simplicidade e a boemia ainda dominavam as margens da cidade, onde a areia da praia se misturava aos sonhos dos que ali viviam.

E assim, ao final da noite, ela desapareceu nas mesmas sombras que a trouxeram, deixando para trás apenas o eco de sua passagem e a certeza de que, na próxima noite, a Pituba estaria ali, à espera de novas histórias, novos amores e novas lendas. Porque, na verdade, a Pituba era isso: um lugar onde o real e o imaginário se confundiam, e onde a morena da Ulbaranas sempre estaria, entre um samba e outro, guardada na memória de todos que ousaram se perder naquela noite.

 

Padre Carlos

Vela Acesa Quase Causa Tragédia em Residência no Bairro Brasil!

Um princípio de incêndio foi registrado na madrugada desta quarta-feira (23) em uma residência localizada na Avenida Macaúbas, no bairro Brasil, em Vitória da Conquista. O incidente, provocado por uma vela acesa, foi controlado a tempo, evitando o que poderia ter sido uma tragédia.

De acordo com informações obtidas no local, o fogo começou em um dos cômodos da casa, quando a vela deixou uma superfície aquecida. Felizmente, ninguém ficou ferido, e os danos foram limitados.

Moradores relataram ter acordado com o cheiro de fumaça, o que levou a uma ação rápida para conter as chamas. O Corpo de Bombeiros foi prontamente acionado, realizando todos os procedimentos de segurança e garantindo que o local estivesse seguro.

Esse tipo de acidente destaca os riscos de velas acesas em ambientes residenciais, especialmente durante a noite, quando a vigilância é menor. A atenção a esse detalhe simples pode evitar perdas maiores.

Vela Acesa Quase Causa Tragédia em Residência no Bairro Brasil!

Um princípio de incêndio foi registrado na madrugada desta quarta-feira (23) em uma residência localizada na Avenida Macaúbas, no bairro Brasil, em Vitória da Conquista. O incidente, provocado por uma vela acesa, foi controlado a tempo, evitando o que poderia ter sido uma tragédia.

De acordo com informações obtidas no local, o fogo começou em um dos cômodos da casa, quando a vela deixou uma superfície aquecida. Felizmente, ninguém ficou ferido, e os danos foram limitados.

Moradores relataram ter acordado com o cheiro de fumaça, o que levou a uma ação rápida para conter as chamas. O Corpo de Bombeiros foi prontamente acionado, realizando todos os procedimentos de segurança e garantindo que o local estivesse seguro.

Esse tipo de acidente destaca os riscos de velas acesas em ambientes residenciais, especialmente durante a noite, quando a vigilância é menor. A atenção a esse detalhe simples pode evitar perdas maiores.

Embasa Enfrenta o Desafio das Chuvas: Ações Rápidas Evitam Caos no Esgoto de Vitória da Conquista

Com a intensificação das chuvas em Vitória da Conquista, a Embasa vem mostrando agilidade e comprometimento ao aumentar drasticamente seu esforço na manutenção da rede coletora de esgoto. O salto de 30 para 120 serviços diários de desobstrução revela o impacto da temporada chuvosa, mas também a eficiência das equipes em evitar um colapso sanitário.

A boa atitude da Embasa é ainda mais notável diante do desafio de combater práticas indevidas, como a interligação de calhas à rede de esgoto. Apesar da sobrecarga, a companhia tem atuado de forma rápida e preventiva para minimizar o impacto, protegendo a cidade de transtornos maiores, como extravasamentos e entupimentos severos.

O gerente regional, Manoel Marques, enfatiza a importância da conscientização da população sobre o uso correto das redes. Ele destaca que o esforço da Embasa, aliado ao entendimento dos cidadãos, é essencial para garantir que o sistema continue funcionando plenamente, mesmo sob forte pressão das chuvas. A atuação eficiente da Embasa, com ações proativas e preventivas, demonstra um claro compromisso com a qualidade de vida e a saúde pública em Vitória da Conquista.

Embasa Enfrenta o Desafio das Chuvas: Ações Rápidas Evitam Caos no Esgoto de Vitória da Conquista

Com a intensificação das chuvas em Vitória da Conquista, a Embasa vem mostrando agilidade e comprometimento ao aumentar drasticamente seu esforço na manutenção da rede coletora de esgoto. O salto de 30 para 120 serviços diários de desobstrução revela o impacto da temporada chuvosa, mas também a eficiência das equipes em evitar um colapso sanitário.

A boa atitude da Embasa é ainda mais notável diante do desafio de combater práticas indevidas, como a interligação de calhas à rede de esgoto. Apesar da sobrecarga, a companhia tem atuado de forma rápida e preventiva para minimizar o impacto, protegendo a cidade de transtornos maiores, como extravasamentos e entupimentos severos.

O gerente regional, Manoel Marques, enfatiza a importância da conscientização da população sobre o uso correto das redes. Ele destaca que o esforço da Embasa, aliado ao entendimento dos cidadãos, é essencial para garantir que o sistema continue funcionando plenamente, mesmo sob forte pressão das chuvas. A atuação eficiente da Embasa, com ações proativas e preventivas, demonstra um claro compromisso com a qualidade de vida e a saúde pública em Vitória da Conquista.

Em Trágico Adeus, Irmãs Assassinadas São Enterradas na Mesma Cova: Um Gesto de Amor Eterno

Em um clima de profunda dor e comoção, dezenas de pessoas se reuniram para prestar as últimas homenagens às irmãs Eliane Miranda de Araújo, 41 anos, e Hiane Miranda, 37 anos, brutalmente assassinadas na última segunda-feira (21), dentro de uma loja de motocicletas em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. O crime, que abalou toda a comunidade, foi marcado por um desfecho ainda mais doloroso, quando a família decidiu que ambas seriam enterradas juntas, na mesma cova, como um simbólico ato de amor e união, representando a forte ligação que mantinham em vida.

O sepultamento, realizado na cidade de Medeiros Neto, atraiu dezenas de amigos e familiares, todos devastados pela perda precoce e trágica das irmãs. Lágrimas, orações e abraços apertados foram partilhados enquanto o cortejo se deslocava em silêncio. O gesto de enterrá-las juntas, além de simbólico, foi também uma forma de perpetuar o vínculo inquebrável que tinham, mesmo após uma separação tão cruel.

As investigações policiais apontam Felipe Milbratz Ferreira, ex-marido de Eliane, como o principal suspeito do duplo homicídio. Ele foi preso em flagrante logo após o ocorrido, e a arma, que supostamente teria sido utilizada no crime, foi apreendida. Contudo, Felipe nega qualquer envolvimento e declarou à imprensa: “Eu não fiz nada. Não tenho nada a ver com isso.”

Enquanto a investigação avança, a dor dos que ficaram é inegável. Tanto em Teixeira de Freitas quanto em Medeiros Neto, onde as irmãs eram muito queridas, a tragédia deixou um vazio impossível de preencher. O duplo assassinato, que destruiu uma família, reforça o grito de clamor por justiça em ambas as cidades.

Em Trágico Adeus, Irmãs Assassinadas São Enterradas na Mesma Cova: Um Gesto de Amor Eterno

Em um clima de profunda dor e comoção, dezenas de pessoas se reuniram para prestar as últimas homenagens às irmãs Eliane Miranda de Araújo, 41 anos, e Hiane Miranda, 37 anos, brutalmente assassinadas na última segunda-feira (21), dentro de uma loja de motocicletas em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. O crime, que abalou toda a comunidade, foi marcado por um desfecho ainda mais doloroso, quando a família decidiu que ambas seriam enterradas juntas, na mesma cova, como um simbólico ato de amor e união, representando a forte ligação que mantinham em vida.

O sepultamento, realizado na cidade de Medeiros Neto, atraiu dezenas de amigos e familiares, todos devastados pela perda precoce e trágica das irmãs. Lágrimas, orações e abraços apertados foram partilhados enquanto o cortejo se deslocava em silêncio. O gesto de enterrá-las juntas, além de simbólico, foi também uma forma de perpetuar o vínculo inquebrável que tinham, mesmo após uma separação tão cruel.

As investigações policiais apontam Felipe Milbratz Ferreira, ex-marido de Eliane, como o principal suspeito do duplo homicídio. Ele foi preso em flagrante logo após o ocorrido, e a arma, que supostamente teria sido utilizada no crime, foi apreendida. Contudo, Felipe nega qualquer envolvimento e declarou à imprensa: “Eu não fiz nada. Não tenho nada a ver com isso.”

Enquanto a investigação avança, a dor dos que ficaram é inegável. Tanto em Teixeira de Freitas quanto em Medeiros Neto, onde as irmãs eram muito queridas, a tragédia deixou um vazio impossível de preencher. O duplo assassinato, que destruiu uma família, reforça o grito de clamor por justiça em ambas as cidades.

Tristeza Profunda: Vitória da Conquista Chora a Morte de Michelline Roseira, Vítima de AVC aos 40 Anos

A cidade de Vitória da Conquista amanheceu em luto com a triste notícia do falecimento de Michelline Roseira, aos 40 anos, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (23). Michelline foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, apesar dos incansáveis esforços da equipe médica do Hospital São Vicente, não resistiu às complicações.

Figura querida entre amigos e familiares, Michelline era conhecida por sua alegria de viver e pelo amor que espalhava em cada relação que cultivava. Sua partida repentina chocou a todos, e as redes sociais foram inundadas por homenagens emocionantes, onde muitos expressaram sua tristeza e saudade, destacando o legado de luz que ela deixou.

O velório será realizado na Igreja Quadrangular Brasil, na Avenida Paramirim, número 1710, no bairro Brasil. A família agradece as mensagens de apoio e carinho recebidas neste momento difícil, pedindo que continuem em orações por sua alma.

O adeus a Michelline promete ser um momento de grande comoção, com amigos e familiares se reunindo para prestar suas últimas homenagens a uma mulher que tocou tantas vidas. Sua memória será eternamente lembrada por aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la.

 

Tristeza Profunda: Vitória da Conquista Chora a Morte de Michelline Roseira, Vítima de AVC aos 40 Anos

A cidade de Vitória da Conquista amanheceu em luto com a triste notícia do falecimento de Michelline Roseira, aos 40 anos, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (23). Michelline foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, apesar dos incansáveis esforços da equipe médica do Hospital São Vicente, não resistiu às complicações.

Figura querida entre amigos e familiares, Michelline era conhecida por sua alegria de viver e pelo amor que espalhava em cada relação que cultivava. Sua partida repentina chocou a todos, e as redes sociais foram inundadas por homenagens emocionantes, onde muitos expressaram sua tristeza e saudade, destacando o legado de luz que ela deixou.

O velório será realizado na Igreja Quadrangular Brasil, na Avenida Paramirim, número 1710, no bairro Brasil. A família agradece as mensagens de apoio e carinho recebidas neste momento difícil, pedindo que continuem em orações por sua alma.

O adeus a Michelline promete ser um momento de grande comoção, com amigos e familiares se reunindo para prestar suas últimas homenagens a uma mulher que tocou tantas vidas. Sua memória será eternamente lembrada por aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la.

 

Pastor Atacado Durante Culto: Homem Morto em Conquista Tinha Longa Ficha Criminal, Assista!

Em uma operação intensa da Rondesp, ocorrida nesta quarta-feira (23) em Vitória da Conquista, o homem identificado como Guimarães foi morto após resistir à prisão. A ação ocorreu nas proximidades da feira do Bairro Alto Maron e atraiu a atenção de muitos curiosos devido à grande movimentação policial.

Guimarães, conhecido no meio policial, tinha um histórico de crimes tanto na Bahia quanto em São Paulo. Um dos episódios mais marcantes de sua ficha criminal foi um ataque violento a um pastor durante um culto na cidade de Mogi das Cruzes, SP, onde Guimarães disparou contra o religioso em um episódio que chocou a comunidade local.

A operação, que visava sua captura, rapidamente se transformou em um confronto, quando Guimarães teria resistido à abordagem dos agentes. A troca de tiros foi fatal para o suspeito. A polícia agora investiga se ele estava envolvido em outros crimes, tanto em Conquista quanto em outras cidades. O corpo de Guimarães foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista, onde será periciado.

As autoridades continuam apurando o caso, e vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a polícia cerca o local, aumentando o interesse sobre a história e as circunstâncias que levaram à morte de um dos criminosos mais procurados da região.

Pastor Atacado Durante Culto: Homem Morto em Conquista Tinha Longa Ficha Criminal, Assista!

Em uma operação intensa da Rondesp, ocorrida nesta quarta-feira (23) em Vitória da Conquista, o homem identificado como Guimarães foi morto após resistir à prisão. A ação ocorreu nas proximidades da feira do Bairro Alto Maron e atraiu a atenção de muitos curiosos devido à grande movimentação policial.

Guimarães, conhecido no meio policial, tinha um histórico de crimes tanto na Bahia quanto em São Paulo. Um dos episódios mais marcantes de sua ficha criminal foi um ataque violento a um pastor durante um culto na cidade de Mogi das Cruzes, SP, onde Guimarães disparou contra o religioso em um episódio que chocou a comunidade local.

A operação, que visava sua captura, rapidamente se transformou em um confronto, quando Guimarães teria resistido à abordagem dos agentes. A troca de tiros foi fatal para o suspeito. A polícia agora investiga se ele estava envolvido em outros crimes, tanto em Conquista quanto em outras cidades. O corpo de Guimarães foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista, onde será periciado.

As autoridades continuam apurando o caso, e vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a polícia cerca o local, aumentando o interesse sobre a história e as circunstâncias que levaram à morte de um dos criminosos mais procurados da região.

O Amor de Cristo e a Exclusão na Eucaristia: Quem Realmente Está Pecando?

 

 

 

Outro dia, andando pela cidade, encontrei um antigo amigo dos tempos de ministério sacerdotal. Ele, assim como eu, havia deixado o ministério para se casar e formar uma família. Sempre tive um carinho especial por ele, não apenas por ser mais novo, mas porque sua saída do sacerdócio ocorreu bem depois da minha. Naquele dia, porém, ao perceber sua tristeza, perguntei o que o afligia. Ele, cabisbaixo, respondeu: “Estou assim porque não posso comungar.”

Essa resposta me tocou profundamente. A angústia dele refletia um dilema que muitos enfrentam: a exclusão de um sacramento tão central para a vida cristã, a Eucaristia, por causa de escolhas que a Igreja institucional, em sua rigidez, julga incompatíveis com sua doutrina. E assim me veio à mente uma pergunta que ecoa em muitos corações: quem realmente está em pecado? Ele, que construiu uma família por amor, ou uma instituição que o impede de se dirigir à mesa da Eucaristia?

A resposta de Jesus, no Evangelho, nos oferece uma luz que muitas vezes é esquecida nas complexidades canônicas. Quando questionado sobre a lei e as tradições religiosas de sua época, Jesus constantemente desafiava as autoridades e sua interpretação rígida da fé. Ele nos ensina algo radical: o amor está acima de qualquer regra. O que ele mais condenava não eram os “pecadores” que buscavam perdão, mas os fariseus que se orgulhavam de seguir leis, esquecendo-se da misericórdia e da compaixão.

Em Mateus 9:13, Jesus declara: “Misericórdia quero, e não sacrifício.” Essa frase é poderosa, pois revela que Deus não está interessado em sacrifícios vazios ou em obediências mecânicas às leis humanas. O que Ele realmente deseja é o coração aberto, a misericórdia e a reconciliação. Quando meu amigo diz que está triste por não poder comungar, o que ele está dizendo, em outras palavras, é que sente falta dessa reconciliação profunda com Deus, de um encontro com a presença viva de Cristo. No entanto, a Igreja, em sua estrutura, lhe nega isso.

Mas vamos lembrar das palavras de Jesus na Última Ceia, quando instituiu a Eucaristia. Ele não disse: “Isto é o meu corpo, que será dado por vós, exceto por aqueles que não cumprirem todas as regras da instituição religiosa.” Ao contrário, Ele disse: “Tomai e comei; este é o meu corpo” (Mateus 26:26). Não houve ali restrições, somente um convite universal a todos os que quisessem participar de sua mesa.

A Eucaristia, em seu sentido mais profundo, é a expressão máxima do amor incondicional de Deus por nós. Não é uma recompensa para os “perfeitos” ou para os que seguem todas as normas, mas um alimento espiritual para os que se reconhecem em sua fraqueza e desejam estar em comunhão com Deus e com seus irmãos. Quando a instituição impede uma pessoa de comungar, ela está distorcendo o verdadeiro sentido desse sacramento. Está criando barreiras onde Cristo queria criar pontes.

Lembro-me também do encontro de Jesus com a mulher adúltera em João 8:1-11. Os fariseus, prontos para apedrejá-la, esperavam que Jesus confirmasse a condenação. No entanto, Ele os desarmou com uma simples frase: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” E um a um, eles foram embora, até que restaram apenas Jesus e a mulher. Ele, então, lhe disse: “Nem eu te condeno. Vai e não peques mais.” Esse é o Cristo que conhecemos: o Cristo que perdoa, que não condena, que convida ao arrependimento, mas nunca afasta alguém de sua presença.

Será que meu amigo, que decidiu construir uma família por amor, merece ser afastado da mesa de Cristo? Será que o sacrifício de Jesus na cruz, que foi feito para todos nós, deve ser restringido a alguns por causa de normas humanas? Se Jesus estivesse ali, naquele momento em que meu amigo expressou sua dor, Ele o abraçaria e diria: “Vem, este é o meu corpo, dado por ti. Comunga do meu amor.”

A verdadeira comunhão com Cristo não pode ser impedida por regras que não dialogam com o amor. O maior pecado não está naqueles que buscam a Eucaristia, mas naqueles que se sentem autorizados a negá-la a seus irmãos e irmãs. Afinal, Jesus sempre esteve ao lado dos excluídos, dos marginalizados, daqueles que, aos olhos das instituições religiosas, não eram dignos. No entanto, para Cristo, esses eram os preferidos do Reino.

Convido, portanto, todos nós a refletirmos sobre a verdadeira natureza da Eucaristia. Que tipo de fé estamos cultivando? Uma fé que julga e exclui, ou uma fé que acolhe e ama? Meu amigo, assim como tantos outros que amam a Deus e seguem a Cristo, merece estar na mesa da comunhão, não por perfeição, mas porque Cristo o chamou.

A Igreja é o corpo de Cristo, e seu papel não é o de juiz, mas de mãe amorosa, pronta para acolher e curar. Talvez, ao negar a Eucaristia, quem esteja realmente pecando seja a instituição que esqueceu o que Jesus verdadeiramente ensinou: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). O convite é para todos, sem exceção. E quem somos nós para dizer o contrário?

Padre Carlos

O Amor de Cristo e a Exclusão na Eucaristia: Quem Realmente Está Pecando?

 

 

 

Outro dia, andando pela cidade, encontrei um antigo amigo dos tempos de ministério sacerdotal. Ele, assim como eu, havia deixado o ministério para se casar e formar uma família. Sempre tive um carinho especial por ele, não apenas por ser mais novo, mas porque sua saída do sacerdócio ocorreu bem depois da minha. Naquele dia, porém, ao perceber sua tristeza, perguntei o que o afligia. Ele, cabisbaixo, respondeu: “Estou assim porque não posso comungar.”

Essa resposta me tocou profundamente. A angústia dele refletia um dilema que muitos enfrentam: a exclusão de um sacramento tão central para a vida cristã, a Eucaristia, por causa de escolhas que a Igreja institucional, em sua rigidez, julga incompatíveis com sua doutrina. E assim me veio à mente uma pergunta que ecoa em muitos corações: quem realmente está em pecado? Ele, que construiu uma família por amor, ou uma instituição que o impede de se dirigir à mesa da Eucaristia?

A resposta de Jesus, no Evangelho, nos oferece uma luz que muitas vezes é esquecida nas complexidades canônicas. Quando questionado sobre a lei e as tradições religiosas de sua época, Jesus constantemente desafiava as autoridades e sua interpretação rígida da fé. Ele nos ensina algo radical: o amor está acima de qualquer regra. O que ele mais condenava não eram os “pecadores” que buscavam perdão, mas os fariseus que se orgulhavam de seguir leis, esquecendo-se da misericórdia e da compaixão.

Em Mateus 9:13, Jesus declara: “Misericórdia quero, e não sacrifício.” Essa frase é poderosa, pois revela que Deus não está interessado em sacrifícios vazios ou em obediências mecânicas às leis humanas. O que Ele realmente deseja é o coração aberto, a misericórdia e a reconciliação. Quando meu amigo diz que está triste por não poder comungar, o que ele está dizendo, em outras palavras, é que sente falta dessa reconciliação profunda com Deus, de um encontro com a presença viva de Cristo. No entanto, a Igreja, em sua estrutura, lhe nega isso.

Mas vamos lembrar das palavras de Jesus na Última Ceia, quando instituiu a Eucaristia. Ele não disse: “Isto é o meu corpo, que será dado por vós, exceto por aqueles que não cumprirem todas as regras da instituição religiosa.” Ao contrário, Ele disse: “Tomai e comei; este é o meu corpo” (Mateus 26:26). Não houve ali restrições, somente um convite universal a todos os que quisessem participar de sua mesa.

A Eucaristia, em seu sentido mais profundo, é a expressão máxima do amor incondicional de Deus por nós. Não é uma recompensa para os “perfeitos” ou para os que seguem todas as normas, mas um alimento espiritual para os que se reconhecem em sua fraqueza e desejam estar em comunhão com Deus e com seus irmãos. Quando a instituição impede uma pessoa de comungar, ela está distorcendo o verdadeiro sentido desse sacramento. Está criando barreiras onde Cristo queria criar pontes.

Lembro-me também do encontro de Jesus com a mulher adúltera em João 8:1-11. Os fariseus, prontos para apedrejá-la, esperavam que Jesus confirmasse a condenação. No entanto, Ele os desarmou com uma simples frase: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” E um a um, eles foram embora, até que restaram apenas Jesus e a mulher. Ele, então, lhe disse: “Nem eu te condeno. Vai e não peques mais.” Esse é o Cristo que conhecemos: o Cristo que perdoa, que não condena, que convida ao arrependimento, mas nunca afasta alguém de sua presença.

Será que meu amigo, que decidiu construir uma família por amor, merece ser afastado da mesa de Cristo? Será que o sacrifício de Jesus na cruz, que foi feito para todos nós, deve ser restringido a alguns por causa de normas humanas? Se Jesus estivesse ali, naquele momento em que meu amigo expressou sua dor, Ele o abraçaria e diria: “Vem, este é o meu corpo, dado por ti. Comunga do meu amor.”

A verdadeira comunhão com Cristo não pode ser impedida por regras que não dialogam com o amor. O maior pecado não está naqueles que buscam a Eucaristia, mas naqueles que se sentem autorizados a negá-la a seus irmãos e irmãs. Afinal, Jesus sempre esteve ao lado dos excluídos, dos marginalizados, daqueles que, aos olhos das instituições religiosas, não eram dignos. No entanto, para Cristo, esses eram os preferidos do Reino.

Convido, portanto, todos nós a refletirmos sobre a verdadeira natureza da Eucaristia. Que tipo de fé estamos cultivando? Uma fé que julga e exclui, ou uma fé que acolhe e ama? Meu amigo, assim como tantos outros que amam a Deus e seguem a Cristo, merece estar na mesa da comunhão, não por perfeição, mas porque Cristo o chamou.

A Igreja é o corpo de Cristo, e seu papel não é o de juiz, mas de mãe amorosa, pronta para acolher e curar. Talvez, ao negar a Eucaristia, quem esteja realmente pecando seja a instituição que esqueceu o que Jesus verdadeiramente ensinou: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). O convite é para todos, sem exceção. E quem somos nós para dizer o contrário?

Padre Carlos

ARTIGO – A Eternidade do Espírito: Entre o Saudosismo e a Realidade do Tempo (Padre Carlos)

 

 

 

 

O tempo é um companheiro sutil e, muitas vezes, imperceptível. Ele nos acompanha dia após dia, desenhando rugas em nossa pele, enfraquecendo nossos corpos, e, sem que percebamos, transporta-nos de uma fase da vida para outra. Mas há algo curioso que o tempo não consegue tocar: nossa essência, nossa alma. Esta permanece intacta, como um porto seguro em meio às marés da vida.

Refletindo sobre minha própria experiência, percebo que, aos 65 anos, meu corpo mudou, minhas forças já não são as mesmas, mas, internamente, sou o mesmo menino que corria pelas ruas de infância, filho de Dona Fidelcina e do Sr. Edézio. Ainda sou o “Bel” de outrora, o garoto cheio de sonhos e entusiasmo pela vida que corria entre as bananeiras de seu pai no coração da Pituba da década de 60. A voz que fala dentro de mim nunca envelheceu, nunca se rendeu ao peso dos anos. É impressionante como, mesmo vivendo a maior parte de minha existência, eu nunca me senti verdadeiramente velho.

Esse fenômeno não é exclusivo a mim. Cada pessoa mais idosa carrega dentro de si uma história vibrante, uma alma que, por mais que o corpo demonstre os sinais da idade, continua cheia de vida, de sonhos e de lembranças. O tempo pode nos dar experiências e sabedoria, mas ele jamais toca no que há de mais profundo em nós: o espírito. E o espírito é eternamente jovem.

Penso que muitos de nós, quando chegamos à maturidade, sentimos esse saudosismo. As lembranças do que fomos, dos momentos vividos, tornam-se mais presentes e constantes. Não como uma nostalgia dolorosa, mas como uma celebração interna daquilo que sempre fomos. E nessa celebração, algo poderoso é revelado: a essência de quem somos nunca se cansa, nunca muda.

Esse entendimento trouxe-me uma nova perspectiva sobre a vida e, sobretudo, sobre o envelhecimento. Quando vejo uma pessoa idosa, seja em um encontro casual ou em uma visita a familiares, sempre me lembro que, por trás daquele corpo já moldado pelos anos, há uma criança viva, um ser cheio de memórias, sonhos e histórias que merece amor, atenção e respeito. E é assim que devemos enxergar uns aos outros, independentemente da idade.

Muitas vezes, na correria da vida, esquecemos que o idoso não é apenas alguém que viveu muitos anos, mas alguém que, em seu íntimo, carrega o vigor e a vitalidade de quem ainda sonha e espera por novas experiências. Eles são como nós: o “Bel” de ontem é o mesmo de hoje, com uma alma que jamais envelhece. Há, em cada ser humano, uma história imortal.

Por isso, quando nos deparamos com os sinais do tempo, em nós mesmos ou nos outros, precisamos ter em mente que envelhecer é apenas uma transformação exterior. O espírito, aquele núcleo essencial que nos define, permanece tão jovem quanto nos lembramos. E como crianças, mesmo quando as forças se esvaem e as rugas marcam o rosto, precisamos ser amados, acolhidos e valorizados.

Assim, reflito sobre o poder do tempo. Ele é, sem dúvida, um mestre rigoroso, que nos ensina a aceitar nossas limitações e a saborear as vitórias do passado. Mas também é um convite constante à lembrança de quem somos de verdade. Dentro de cada idoso, há um jovem, uma criança, um espírito que nunca se rendeu às limitações do corpo. E essa verdade é algo que devemos honrar, em nós mesmos e nos outros.

A vida é uma jornada de aprendizado e aceitação. E o maior aprendizado que o tempo me trouxe é este: a idade não define a nossa essência. O corpo pode envelhecer, mas o espírito é eterno, e em cada pessoa idosa existe uma alma jovem que ainda espera ser vista, compreendida e respeitada. Que jamais nos esqueçamos disso.

A cada encontro com o passado, sou lembrado de que, independentemente do que o tempo traga, dentro de mim ainda vive o “Bel” – o menino que nunca envelheceu.

Amém.

 

ARTIGO – A Eternidade do Espírito: Entre o Saudosismo e a Realidade do Tempo (Padre Carlos)

 

 

 

 

O tempo é um companheiro sutil e, muitas vezes, imperceptível. Ele nos acompanha dia após dia, desenhando rugas em nossa pele, enfraquecendo nossos corpos, e, sem que percebamos, transporta-nos de uma fase da vida para outra. Mas há algo curioso que o tempo não consegue tocar: nossa essência, nossa alma. Esta permanece intacta, como um porto seguro em meio às marés da vida.

Refletindo sobre minha própria experiência, percebo que, aos 65 anos, meu corpo mudou, minhas forças já não são as mesmas, mas, internamente, sou o mesmo menino que corria pelas ruas de infância, filho de Dona Fidelcina e do Sr. Edézio. Ainda sou o “Bel” de outrora, o garoto cheio de sonhos e entusiasmo pela vida que corria entre as bananeiras de seu pai no coração da Pituba da década de 60. A voz que fala dentro de mim nunca envelheceu, nunca se rendeu ao peso dos anos. É impressionante como, mesmo vivendo a maior parte de minha existência, eu nunca me senti verdadeiramente velho.

Esse fenômeno não é exclusivo a mim. Cada pessoa mais idosa carrega dentro de si uma história vibrante, uma alma que, por mais que o corpo demonstre os sinais da idade, continua cheia de vida, de sonhos e de lembranças. O tempo pode nos dar experiências e sabedoria, mas ele jamais toca no que há de mais profundo em nós: o espírito. E o espírito é eternamente jovem.

Penso que muitos de nós, quando chegamos à maturidade, sentimos esse saudosismo. As lembranças do que fomos, dos momentos vividos, tornam-se mais presentes e constantes. Não como uma nostalgia dolorosa, mas como uma celebração interna daquilo que sempre fomos. E nessa celebração, algo poderoso é revelado: a essência de quem somos nunca se cansa, nunca muda.

Esse entendimento trouxe-me uma nova perspectiva sobre a vida e, sobretudo, sobre o envelhecimento. Quando vejo uma pessoa idosa, seja em um encontro casual ou em uma visita a familiares, sempre me lembro que, por trás daquele corpo já moldado pelos anos, há uma criança viva, um ser cheio de memórias, sonhos e histórias que merece amor, atenção e respeito. E é assim que devemos enxergar uns aos outros, independentemente da idade.

Muitas vezes, na correria da vida, esquecemos que o idoso não é apenas alguém que viveu muitos anos, mas alguém que, em seu íntimo, carrega o vigor e a vitalidade de quem ainda sonha e espera por novas experiências. Eles são como nós: o “Bel” de ontem é o mesmo de hoje, com uma alma que jamais envelhece. Há, em cada ser humano, uma história imortal.

Por isso, quando nos deparamos com os sinais do tempo, em nós mesmos ou nos outros, precisamos ter em mente que envelhecer é apenas uma transformação exterior. O espírito, aquele núcleo essencial que nos define, permanece tão jovem quanto nos lembramos. E como crianças, mesmo quando as forças se esvaem e as rugas marcam o rosto, precisamos ser amados, acolhidos e valorizados.

Assim, reflito sobre o poder do tempo. Ele é, sem dúvida, um mestre rigoroso, que nos ensina a aceitar nossas limitações e a saborear as vitórias do passado. Mas também é um convite constante à lembrança de quem somos de verdade. Dentro de cada idoso, há um jovem, uma criança, um espírito que nunca se rendeu às limitações do corpo. E essa verdade é algo que devemos honrar, em nós mesmos e nos outros.

A vida é uma jornada de aprendizado e aceitação. E o maior aprendizado que o tempo me trouxe é este: a idade não define a nossa essência. O corpo pode envelhecer, mas o espírito é eterno, e em cada pessoa idosa existe uma alma jovem que ainda espera ser vista, compreendida e respeitada. Que jamais nos esqueçamos disso.

A cada encontro com o passado, sou lembrado de que, independentemente do que o tempo traga, dentro de mim ainda vive o “Bel” – o menino que nunca envelheceu.

Amém.

 

RTIGO – O Silêncio Insuportável: A Via Bahia e a Indiferença de Nossas Autoridades (Padre Carlos)

 

 

 

 

A recente análise feita por meu amigo Massinha sobre a desastrosa condução da concessão da Via Bahia desperta uma indignação crescente, não só pela precariedade das estradas, mas pelo verdadeiro espetáculo de omissão e conivência que estamos assistindo. A Via Bahia, responsável por um contrato que envolvia melhorias, duplicação e manutenção das vias que cortam parte significativa do nosso estado, falhou repetidamente em cumprir suas obrigações. E agora, ao invés de penalidades, assistimos ao absurdo de um pagamento em troca da desistência.

Não conhecemos todos os detalhes do contrato, é verdade. Mas mesmo assim, como pode ser razoável que uma empresa que não cumpriu suas responsabilidades agora seja recompensada? A Via Bahia deveria ser responsabilizada por cada centímetro de asfalto não duplicado, por cada acidente que poderia ter sido evitado com uma gestão mais eficiente e comprometida.

O que mais revolta é o silêncio ensurdecedor das nossas autoridades. Onde estão aqueles que nos representam em Brasília e na Assembleia Legislativa? O ex-governador Jaques Wagner, os senadores Otto Alencar, Zé Raimundo, Fabricio, Elmar Nascimento, Tiago Correia, Léo Prates, Waldenor Pereira… Todos eles parecem imobilizados, paralisados diante da gravidade dessa questão.

É impensável que Vitória da Conquista e as outras cidades afetadas fiquem passivas enquanto a Via Bahia, que descumpriu seus deveres, agora saia vitoriosa com um acordo financeiramente vantajoso. Isso é um insulto a todos nós que trafegamos por essas rodovias, que sentimos diariamente os efeitos de um serviço falho.

A cidade de Vitória da Conquista precisa se mobilizar. Não podemos permitir que essa concessão se encerre com um prêmio a quem falhou. É preciso exigir a devolução das rodovias, mas de maneira justa, sem que a Via Bahia leve esse montante vultuoso. Onde está a transparência desse processo? Onde está o debate público?

Essa questão não é apenas de infraestrutura; é uma questão de justiça social, de responsabilidade com os cidadãos que dependem dessas estradas e que pagam pedágios em troca de promessas vazias. Está na hora de cobrarmos nossos representantes, de fazermos barulho, de rompermos com esse ciclo de omissão e conivência.

A Via Bahia não pode sair como a grande vencedora de uma história de descaso. É hora de ação, de união e de resistência contra mais esse capítulo lamentável da política de concessões que envergonha nosso estado.

RTIGO – O Silêncio Insuportável: A Via Bahia e a Indiferença de Nossas Autoridades (Padre Carlos)

 

 

 

 

A recente análise feita por meu amigo Massinha sobre a desastrosa condução da concessão da Via Bahia desperta uma indignação crescente, não só pela precariedade das estradas, mas pelo verdadeiro espetáculo de omissão e conivência que estamos assistindo. A Via Bahia, responsável por um contrato que envolvia melhorias, duplicação e manutenção das vias que cortam parte significativa do nosso estado, falhou repetidamente em cumprir suas obrigações. E agora, ao invés de penalidades, assistimos ao absurdo de um pagamento em troca da desistência.

Não conhecemos todos os detalhes do contrato, é verdade. Mas mesmo assim, como pode ser razoável que uma empresa que não cumpriu suas responsabilidades agora seja recompensada? A Via Bahia deveria ser responsabilizada por cada centímetro de asfalto não duplicado, por cada acidente que poderia ter sido evitado com uma gestão mais eficiente e comprometida.

O que mais revolta é o silêncio ensurdecedor das nossas autoridades. Onde estão aqueles que nos representam em Brasília e na Assembleia Legislativa? O ex-governador Jaques Wagner, os senadores Otto Alencar, Zé Raimundo, Fabricio, Elmar Nascimento, Tiago Correia, Léo Prates, Waldenor Pereira… Todos eles parecem imobilizados, paralisados diante da gravidade dessa questão.

É impensável que Vitória da Conquista e as outras cidades afetadas fiquem passivas enquanto a Via Bahia, que descumpriu seus deveres, agora saia vitoriosa com um acordo financeiramente vantajoso. Isso é um insulto a todos nós que trafegamos por essas rodovias, que sentimos diariamente os efeitos de um serviço falho.

A cidade de Vitória da Conquista precisa se mobilizar. Não podemos permitir que essa concessão se encerre com um prêmio a quem falhou. É preciso exigir a devolução das rodovias, mas de maneira justa, sem que a Via Bahia leve esse montante vultuoso. Onde está a transparência desse processo? Onde está o debate público?

Essa questão não é apenas de infraestrutura; é uma questão de justiça social, de responsabilidade com os cidadãos que dependem dessas estradas e que pagam pedágios em troca de promessas vazias. Está na hora de cobrarmos nossos representantes, de fazermos barulho, de rompermos com esse ciclo de omissão e conivência.

A Via Bahia não pode sair como a grande vencedora de uma história de descaso. É hora de ação, de união e de resistência contra mais esse capítulo lamentável da política de concessões que envergonha nosso estado.

ARTIGO – A Arte de Ensinar a Pensar: Um Ofício de Amor à Palavra (Padre Carlos)

 

 

 

 

Escrever um artigo é um exercício que transcende a simples organização de palavras em frases e parágrafos. É, antes de tudo, um processo artesanal, no qual cada termo é esculpido com a precisão de um escultor, cada conceito cuidadosamente lapidado, e cada pensamento, por mais complexo que seja, deve ser acessível ao leitor. No entanto, o que muitos não percebem é o trabalho árduo que envolve essa construção: as horas de pesquisa, as leituras intermináveis, as noites de sono sacrificadas e os momentos roubados da convivência familiar. Este esforço, por vezes invisível e não reconhecido, nos engrandece como indivíduos, mesmo que o reconhecimento externo nunca chegue.

A experiência de escrever me ensinou a valorizar meu próprio esforço, sem criar a expectativa de que os outros o farão. Esse reconhecimento, tão desejado por muitos, parte de mim mesmo, na compreensão de que o ato de escrever é em si um ato de autovalorização. Ao dedicar-me ao ofício de articular ideias, percebo que a verdadeira recompensa está na própria jornada intelectual. A satisfação pessoal ao concluir um texto bem elaborado é, muitas vezes, o único reconhecimento necessário.

Embora os meus textos frequentemente tratem de questões filosóficas de natureza conjuntural, vejo-me como um verdadeiro artesão das palavras. A sensação de ser um operário da linguagem filosófica me motiva a buscar incessantemente a metáfora exata, a forma mais adequada e a simetria perfeita para transmitir as ideias. Não se trata apenas de escrever por escrever, mas de criar uma obra que toque, que faça o leitor refletir e questionar.

A paixão que sinto pela filosofia e pela política é o que mantém essa chama acesa. Só um verdadeiro apaixonado pode experimentar as emoções de buscar a compreensão entre o real e o absurdo, entre Platão e Camus, entre a ficção e a filosofia. Para mim, essas fronteiras se dissolvem, e todas essas formas de expressão tornam-se parte de um mesmo projeto: tornar o pensamento acessível a todos.

Escrever, afinal, não é apenas compartilhar ideias; é ensinar a pensar. E ensinar a pensar é, talvez, a mais nobre das artes.

ARTIGO – A Arte de Ensinar a Pensar: Um Ofício de Amor à Palavra (Padre Carlos)

 

 

 

 

Escrever um artigo é um exercício que transcende a simples organização de palavras em frases e parágrafos. É, antes de tudo, um processo artesanal, no qual cada termo é esculpido com a precisão de um escultor, cada conceito cuidadosamente lapidado, e cada pensamento, por mais complexo que seja, deve ser acessível ao leitor. No entanto, o que muitos não percebem é o trabalho árduo que envolve essa construção: as horas de pesquisa, as leituras intermináveis, as noites de sono sacrificadas e os momentos roubados da convivência familiar. Este esforço, por vezes invisível e não reconhecido, nos engrandece como indivíduos, mesmo que o reconhecimento externo nunca chegue.

A experiência de escrever me ensinou a valorizar meu próprio esforço, sem criar a expectativa de que os outros o farão. Esse reconhecimento, tão desejado por muitos, parte de mim mesmo, na compreensão de que o ato de escrever é em si um ato de autovalorização. Ao dedicar-me ao ofício de articular ideias, percebo que a verdadeira recompensa está na própria jornada intelectual. A satisfação pessoal ao concluir um texto bem elaborado é, muitas vezes, o único reconhecimento necessário.

Embora os meus textos frequentemente tratem de questões filosóficas de natureza conjuntural, vejo-me como um verdadeiro artesão das palavras. A sensação de ser um operário da linguagem filosófica me motiva a buscar incessantemente a metáfora exata, a forma mais adequada e a simetria perfeita para transmitir as ideias. Não se trata apenas de escrever por escrever, mas de criar uma obra que toque, que faça o leitor refletir e questionar.

A paixão que sinto pela filosofia e pela política é o que mantém essa chama acesa. Só um verdadeiro apaixonado pode experimentar as emoções de buscar a compreensão entre o real e o absurdo, entre Platão e Camus, entre a ficção e a filosofia. Para mim, essas fronteiras se dissolvem, e todas essas formas de expressão tornam-se parte de um mesmo projeto: tornar o pensamento acessível a todos.

Escrever, afinal, não é apenas compartilhar ideias; é ensinar a pensar. E ensinar a pensar é, talvez, a mais nobre das artes.