Política e Resenha

ARTIGO – A Força de Quinho e a Política que Incomoda os Donos Antigos do Poder

 

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos em que a política deixa de ser simples disputa eleitoral e se transforma em uma batalha pela manutenção do território — não o geográfico, mas o do poder. E é exatamente isso que está acontecendo com a ascensão de Quinho Tigre. O crescimento de sua influência regional, sua força eleitoral e sua capacidade de articulação têm tirado o sono de muito cacique antigo acostumado a controlar a Bahia com mão de ferro e alianças previsíveis.

Nos últimos dias, vimos um roteiro conhecido em períodos de pré-campanha: a fábrica de intrigas entrou em cena. Tentaram plantar na imprensa que o ex-prefeito de Belo Campo e pré-candidato a deputado estadual estaria dialogando com ACM e articulando uma suposta migração para a base da oposição. A jogada é velha, mas ainda usada: não podendo barrar o avanço, tenta-se desgastar a liderança.

O ataque, entretanto, produziu o efeito contrário. O governador Jerônimo Rodrigues não apenas rechaçou a especulação como elevou o tom ao afirmar que a sua amizade com Quinho transcende a política. E isso, no universo político baiano, não é frase ao vento: é recado. Recado para aqueles que imaginam que a eleição de 2026 será jogo de cartas marcadas e que podem manipular bastidores e imprensa para dividir aliados.

E para enterrar de vez a tentativa de boatos, o gesto que fala mais que qualquer discurso: após cumprir uma agenda extensa em Vitória da Conquista nesta sexta-feira, o governador deve participar de um jantar reservado na residência de Quinho. Nada é mais simbólico. O jantar, discreto e estratégico, representa a blindagem política e pessoal do pré-candidato — não pelo afeto apenas, mas pelo peso que tem no xadrez eleitoral da Bahia.

Se antes havia dúvidas sobre onde Quinho estaria em 2026, agora resta apenas a certeza de que ele será protagonista. O encontro de hoje tem uma direção clara: alinhamento político, manutenção de unidade e construção de pontes para o próximo ciclo eleitoral. Eleição não se vence com improviso, e Jerônimo e Quinho sabem disso. Há planejamento, há grupo, e sobretudo há um projeto de poder que não abre espaço para intrigas plantadas.

No fim das contas, o episódio expõe uma verdade desconfortável para os “donos do passado”: Quinho se tornou grande demais para caber dentro de antigas molduras. Sua presença incomoda, movimenta, desequilibra — e isso é exatamente o que os novos ciclos políticos fazem. A Bahia está mudando, e parte da política ainda não percebeu que o velho manual não funciona mais.

A tentativa de ruído virou amplificador. O ataque virou ato de consagração. E, mais uma vez, a regra se confirma: ninguém perde tempo tentando derrubar quem não ameaça. O fato de estarem tentando derrubar Quinho apenas prova o tamanho do seu crescimento.

ARTIGO – A Força de Quinho e a Política que Incomoda os Donos Antigos do Poder

 

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos em que a política deixa de ser simples disputa eleitoral e se transforma em uma batalha pela manutenção do território — não o geográfico, mas o do poder. E é exatamente isso que está acontecendo com a ascensão de Quinho Tigre. O crescimento de sua influência regional, sua força eleitoral e sua capacidade de articulação têm tirado o sono de muito cacique antigo acostumado a controlar a Bahia com mão de ferro e alianças previsíveis.

Nos últimos dias, vimos um roteiro conhecido em períodos de pré-campanha: a fábrica de intrigas entrou em cena. Tentaram plantar na imprensa que o ex-prefeito de Belo Campo e pré-candidato a deputado estadual estaria dialogando com ACM e articulando uma suposta migração para a base da oposição. A jogada é velha, mas ainda usada: não podendo barrar o avanço, tenta-se desgastar a liderança.

O ataque, entretanto, produziu o efeito contrário. O governador Jerônimo Rodrigues não apenas rechaçou a especulação como elevou o tom ao afirmar que a sua amizade com Quinho transcende a política. E isso, no universo político baiano, não é frase ao vento: é recado. Recado para aqueles que imaginam que a eleição de 2026 será jogo de cartas marcadas e que podem manipular bastidores e imprensa para dividir aliados.

E para enterrar de vez a tentativa de boatos, o gesto que fala mais que qualquer discurso: após cumprir uma agenda extensa em Vitória da Conquista nesta sexta-feira, o governador deve participar de um jantar reservado na residência de Quinho. Nada é mais simbólico. O jantar, discreto e estratégico, representa a blindagem política e pessoal do pré-candidato — não pelo afeto apenas, mas pelo peso que tem no xadrez eleitoral da Bahia.

Se antes havia dúvidas sobre onde Quinho estaria em 2026, agora resta apenas a certeza de que ele será protagonista. O encontro de hoje tem uma direção clara: alinhamento político, manutenção de unidade e construção de pontes para o próximo ciclo eleitoral. Eleição não se vence com improviso, e Jerônimo e Quinho sabem disso. Há planejamento, há grupo, e sobretudo há um projeto de poder que não abre espaço para intrigas plantadas.

No fim das contas, o episódio expõe uma verdade desconfortável para os “donos do passado”: Quinho se tornou grande demais para caber dentro de antigas molduras. Sua presença incomoda, movimenta, desequilibra — e isso é exatamente o que os novos ciclos políticos fazem. A Bahia está mudando, e parte da política ainda não percebeu que o velho manual não funciona mais.

A tentativa de ruído virou amplificador. O ataque virou ato de consagração. E, mais uma vez, a regra se confirma: ninguém perde tempo tentando derrubar quem não ameaça. O fato de estarem tentando derrubar Quinho apenas prova o tamanho do seu crescimento.

Ministério define datas de leilões da BR-324 e BR-116 após saída da ViaBahia

 

 

 

 

Quando se vive no Sudoeste da Bahia, aprender a resistir não é opção — é condição. Por décadas, a população de Vitória da Conquista, Jequié, Poções, Planalto e toda a região do Sertão Produtivo foi obrigada a conviver com a BR-116 e a BR-324 como símbolos de descaso, abandono e dor. Quantas vidas foram ceifadas? Quantos sonhos foram interrompidos? Quantas famílias viram no asfalto irregular o retrato de um Estado distante e de uma concessionária preocupada apenas com arrecadação?
A ViaBahia nos marcou com pedágios caros e resultados pífios, e o povo aprendeu a não esperar mais nada.

Por isso, quando o Ministério dos Transportes anuncia as datas dos leilões da BR-324 e BR-116, depois da tão custosa saída da ViaBahia, não estamos diante de uma simples decisão administrativa. Estamos diante de algo que deveria ter sido um direito, mas que chega como uma espécie de vitória coletiva, suada e tardia — tão tardia que terminamos comemorando como quem recebe um pedaço de sua dignidade de volta.

A Rota dos Sertões, que terá leilão em março de 2026, e a Rota 2 de Julho, prevista para novembro do mesmo ano, representam mais do que infraestrutura. Representam a esperança de que o Sudoeste volte a crescer, de que vidas sejam preservadas, de que o escoamento da produção rural seja valorizado, de que o turismo e a economia do sertão baiano voltem a pulsar.
Essa decisão pode transformar o eixo logístico que conecta Feira de Santana, o agreste e o sertão, chegando até Vitória da Conquista — porta estratégica para o Nordeste e o Sudeste brasileiro.

Mas sejamos sensatos: não basta licitar, é preciso fiscalizar. O Brasil já aprendeu da forma mais cruel que contrato assinado não garante obra entregue. Os gatilhos econômicos de progresso — infraestrutura, logística, transporte interestadual, desenvolvimento regional, qualidade urbana, crescimento sustentável — precisam finalmente deixar de ser palavras de discurso e virar realidade no chão quente do sertão.

Que o governo cumpra sua parte.
Que a iniciativa privada entenda que concessão não é exploração, é compromisso com o contribuinte.
E que o povo do Sudoeste baiano, tão maltratado, finalmente possa dirigir em paz, sem medo, sem humilhação e sem ser tratado como invisível.

Se tudo correr como prometido, não será exagero dizer:
o Sudoeste baiano não está pedindo favor — está recebendo justiça.

 

Ministério define datas de leilões da BR-324 e BR-116 após saída da ViaBahia

 

 

 

 

Quando se vive no Sudoeste da Bahia, aprender a resistir não é opção — é condição. Por décadas, a população de Vitória da Conquista, Jequié, Poções, Planalto e toda a região do Sertão Produtivo foi obrigada a conviver com a BR-116 e a BR-324 como símbolos de descaso, abandono e dor. Quantas vidas foram ceifadas? Quantos sonhos foram interrompidos? Quantas famílias viram no asfalto irregular o retrato de um Estado distante e de uma concessionária preocupada apenas com arrecadação?
A ViaBahia nos marcou com pedágios caros e resultados pífios, e o povo aprendeu a não esperar mais nada.

Por isso, quando o Ministério dos Transportes anuncia as datas dos leilões da BR-324 e BR-116, depois da tão custosa saída da ViaBahia, não estamos diante de uma simples decisão administrativa. Estamos diante de algo que deveria ter sido um direito, mas que chega como uma espécie de vitória coletiva, suada e tardia — tão tardia que terminamos comemorando como quem recebe um pedaço de sua dignidade de volta.

A Rota dos Sertões, que terá leilão em março de 2026, e a Rota 2 de Julho, prevista para novembro do mesmo ano, representam mais do que infraestrutura. Representam a esperança de que o Sudoeste volte a crescer, de que vidas sejam preservadas, de que o escoamento da produção rural seja valorizado, de que o turismo e a economia do sertão baiano voltem a pulsar.
Essa decisão pode transformar o eixo logístico que conecta Feira de Santana, o agreste e o sertão, chegando até Vitória da Conquista — porta estratégica para o Nordeste e o Sudeste brasileiro.

Mas sejamos sensatos: não basta licitar, é preciso fiscalizar. O Brasil já aprendeu da forma mais cruel que contrato assinado não garante obra entregue. Os gatilhos econômicos de progresso — infraestrutura, logística, transporte interestadual, desenvolvimento regional, qualidade urbana, crescimento sustentável — precisam finalmente deixar de ser palavras de discurso e virar realidade no chão quente do sertão.

Que o governo cumpra sua parte.
Que a iniciativa privada entenda que concessão não é exploração, é compromisso com o contribuinte.
E que o povo do Sudoeste baiano, tão maltratado, finalmente possa dirigir em paz, sem medo, sem humilhação e sem ser tratado como invisível.

Se tudo correr como prometido, não será exagero dizer:
o Sudoeste baiano não está pedindo favor — está recebendo justiça.

 

Justiça Acessível: Quando Parcerias Transformam a Realidade do Cidadão

 

 

 

A celebração dos 185 anos de Vitória da Conquista trouxe à tona uma questão que transcende festividades e protocolos: o compromisso efetivo do poder público em democratizar o acesso à justiça. Os recentes convênios firmados entre a Prefeitura Municipal e o Tribunal de Justiça da Bahia representam mais do que acordos administrativos – simbolizam uma mudança de paradigma na relação entre Estado e cidadão.

A formalização da cessão de estagiários para o Judiciário e a reinauguração do Fórum João Mangabeira, agora plenamente acessível, revelam uma compreensão madura de que justiça não é apenas um conceito abstrato, mas um serviço público que precisa chegar às pessoas onde elas estão, com suas limitações e necessidades concretas.

O entusiasmo da prefeita Sheila Lemos ao destacar que “com esse trabalho a gente vai ter mais acesso da população à Justiça” não é retórica vazia. Quando um município cede mais de 200 servidores para fortalecer o sistema judiciário, está reconhecendo que a justiça é responsabilidade compartilhada. Não se trata apenas de cumprir formalidades legais, mas de criar pontes reais entre quem precisa e quem pode ajudar.

A parceria vai além do aspecto quantitativo. O programa de estágios no Laboratório Jurídico cria um ciclo virtuoso: futuros profissionais do Direito ganham experiência prática enquanto a população conquista mais um canal de orientação jurídica. É a formação acadêmica servindo diretamente à comunidade, rompendo com a tradicional distância entre universidade e sociedade.

Mas talvez o gesto mais simbólico seja a reinauguração acessível do Fórum. A desembargadora Cynthia Maria Pina Resende acertou ao enfatizar que reformas físicas representam “o compromisso do Poder Judiciário com a melhoria contínua da prestação judicial”. Uma rampa, um elevador, uma sinalização adequada – essas melhorias materiais têm peso existencial para quem enfrenta barreiras diárias. Quando cerca de 12.500 processos ativos tramitam na comarca, cada obstáculo físico removido é justiça concretizada.

A juíza Márcia da Silva Abreu capturou a essência do momento ao falar em “transformar limitações em oportunidades concretas”. Esta deveria ser a filosofia norteadora de toda gestão pública: identificar gaps e construir soluções práticas, não apenas discursar sobre direitos.

O caso de Vitória da Conquista demonstra que inovação no serviço público não exige necessariamente grandes orçamentos ou tecnologias sofisticadas. Requer, sim, vontade política, articulação institucional e compreensão de que cidadania se constrói com gestos tangíveis. A presença de representantes do Ministério Público, da OAB e de outras autoridades na solenidade sugere algo fundamental: quando diferentes instituições convergem, o resultado beneficia quem mais precisa.

Resta agora o desafio da continuidade. Acordos são celebrados, prédios são inaugurados, mas o verdadeiro teste está na execução diária, na manutenção do compromisso quando as câmeras se desligam e os discursos terminam. O povo conquistense, e por extensão todos os brasileiros, merecem que iniciativas como essas deixem de ser notícia excepcional para se tornarem padrão esperado.

Afinal, justiça acessível não deveria ser conquista – deveria ser direito assegurado.

Justiça Acessível: Quando Parcerias Transformam a Realidade do Cidadão

 

 

 

A celebração dos 185 anos de Vitória da Conquista trouxe à tona uma questão que transcende festividades e protocolos: o compromisso efetivo do poder público em democratizar o acesso à justiça. Os recentes convênios firmados entre a Prefeitura Municipal e o Tribunal de Justiça da Bahia representam mais do que acordos administrativos – simbolizam uma mudança de paradigma na relação entre Estado e cidadão.

A formalização da cessão de estagiários para o Judiciário e a reinauguração do Fórum João Mangabeira, agora plenamente acessível, revelam uma compreensão madura de que justiça não é apenas um conceito abstrato, mas um serviço público que precisa chegar às pessoas onde elas estão, com suas limitações e necessidades concretas.

O entusiasmo da prefeita Sheila Lemos ao destacar que “com esse trabalho a gente vai ter mais acesso da população à Justiça” não é retórica vazia. Quando um município cede mais de 200 servidores para fortalecer o sistema judiciário, está reconhecendo que a justiça é responsabilidade compartilhada. Não se trata apenas de cumprir formalidades legais, mas de criar pontes reais entre quem precisa e quem pode ajudar.

A parceria vai além do aspecto quantitativo. O programa de estágios no Laboratório Jurídico cria um ciclo virtuoso: futuros profissionais do Direito ganham experiência prática enquanto a população conquista mais um canal de orientação jurídica. É a formação acadêmica servindo diretamente à comunidade, rompendo com a tradicional distância entre universidade e sociedade.

Mas talvez o gesto mais simbólico seja a reinauguração acessível do Fórum. A desembargadora Cynthia Maria Pina Resende acertou ao enfatizar que reformas físicas representam “o compromisso do Poder Judiciário com a melhoria contínua da prestação judicial”. Uma rampa, um elevador, uma sinalização adequada – essas melhorias materiais têm peso existencial para quem enfrenta barreiras diárias. Quando cerca de 12.500 processos ativos tramitam na comarca, cada obstáculo físico removido é justiça concretizada.

A juíza Márcia da Silva Abreu capturou a essência do momento ao falar em “transformar limitações em oportunidades concretas”. Esta deveria ser a filosofia norteadora de toda gestão pública: identificar gaps e construir soluções práticas, não apenas discursar sobre direitos.

O caso de Vitória da Conquista demonstra que inovação no serviço público não exige necessariamente grandes orçamentos ou tecnologias sofisticadas. Requer, sim, vontade política, articulação institucional e compreensão de que cidadania se constrói com gestos tangíveis. A presença de representantes do Ministério Público, da OAB e de outras autoridades na solenidade sugere algo fundamental: quando diferentes instituições convergem, o resultado beneficia quem mais precisa.

Resta agora o desafio da continuidade. Acordos são celebrados, prédios são inaugurados, mas o verdadeiro teste está na execução diária, na manutenção do compromisso quando as câmeras se desligam e os discursos terminam. O povo conquistense, e por extensão todos os brasileiros, merecem que iniciativas como essas deixem de ser notícia excepcional para se tornarem padrão esperado.

Afinal, justiça acessível não deveria ser conquista – deveria ser direito assegurado.

CRÔNICA — Nunca mais você ouviu falar de mim… (Padre Carlos)

 

 

Nunca mais você ouviu falar de mim.
E talvez ache — no silêncio que nos separa — que eu também deixei de lembrar.
Mas a vida não funciona assim. O coração muito menos.

Desde aquele último adeus, o mundo continuou girando, mas em algum canto dele eu continuei girando ao seu redor. Você seguiu sua estrada, suas paixões, suas certezas e seus disfarces. Mudou o cabelo, mudou a roupa, mudou o sorriso. Mas eu continuei a te ver.
Não com os olhos. Com aquele tipo de visão que só quem amou demais conhece — a visão da ausência.

Às vezes você aparece num perfume que passa rápido na rua.
Noutras, no riso de alguém que joga a cabeça para trás do mesmo jeito que você fazia.
E quando bate a noite, é nas músicas antigas que você surge, viva, inteira, como se nunca tivesse partido.

A verdade é simples, mas ninguém gosta de confessar:
certas pessoas não saem da nossa história só porque deixaram a nossa vida.

Nunca mais você ouviu falar de mim — e talvez nunca mais precise.
Mas eu continuo te vendo, mesmo que você não saiba.
Em cada lembrança que resiste com a teimosia de quem não quer morrer.
Em cada fotografia que o tempo insiste em não apagar.
Nos dias em que eu juro que esqueci… e descubro, no minuto seguinte, que lembrar é a forma mais sincera de eternizar o que foi.

Não estou preso ao passado. Só aprendi que algumas pessoas não envelhecem: ficam guardadas para sempre na idade do nosso amor.

Se um dia o destino cruzar nossos passos de novo — não importa quando, nem como — talvez você perceba no meu olhar aquilo que guardei por todos esses anos:
não o amor de antes. Mas a gratidão de ter vivido algo que nem a vida conseguiu destruir.

Porque nunca mais você ouviu falar de mim.
Mas eu continuei a ver você.
E isso, longe de doer, me ensinou que alguns encontros são eternos mesmo depois do fim.

CRÔNICA — Nunca mais você ouviu falar de mim… (Padre Carlos)

 

 

Nunca mais você ouviu falar de mim.
E talvez ache — no silêncio que nos separa — que eu também deixei de lembrar.
Mas a vida não funciona assim. O coração muito menos.

Desde aquele último adeus, o mundo continuou girando, mas em algum canto dele eu continuei girando ao seu redor. Você seguiu sua estrada, suas paixões, suas certezas e seus disfarces. Mudou o cabelo, mudou a roupa, mudou o sorriso. Mas eu continuei a te ver.
Não com os olhos. Com aquele tipo de visão que só quem amou demais conhece — a visão da ausência.

Às vezes você aparece num perfume que passa rápido na rua.
Noutras, no riso de alguém que joga a cabeça para trás do mesmo jeito que você fazia.
E quando bate a noite, é nas músicas antigas que você surge, viva, inteira, como se nunca tivesse partido.

A verdade é simples, mas ninguém gosta de confessar:
certas pessoas não saem da nossa história só porque deixaram a nossa vida.

Nunca mais você ouviu falar de mim — e talvez nunca mais precise.
Mas eu continuo te vendo, mesmo que você não saiba.
Em cada lembrança que resiste com a teimosia de quem não quer morrer.
Em cada fotografia que o tempo insiste em não apagar.
Nos dias em que eu juro que esqueci… e descubro, no minuto seguinte, que lembrar é a forma mais sincera de eternizar o que foi.

Não estou preso ao passado. Só aprendi que algumas pessoas não envelhecem: ficam guardadas para sempre na idade do nosso amor.

Se um dia o destino cruzar nossos passos de novo — não importa quando, nem como — talvez você perceba no meu olhar aquilo que guardei por todos esses anos:
não o amor de antes. Mas a gratidão de ter vivido algo que nem a vida conseguiu destruir.

Porque nunca mais você ouviu falar de mim.
Mas eu continuei a ver você.
E isso, longe de doer, me ensinou que alguns encontros são eternos mesmo depois do fim.

Raul Ferraz: A Fé que Mantém o Legado Vivo

 

(Padre Carlos)

Às 19 horas do dia 02 de dezembro de 2025, na Catedral de Vitória da Conquista, a comunidade conquistense será convidada a participar de um momento que transcende a memória política e alcança as dimensões mais profundas da fé: a Missa em intenção e homenagem ao ex-prefeito Raul Ferraz.

Para a família — Maria Célia e os filhos Valéria, Raul Daniel, Marília, Ana Carolina e João — esta celebração não é apenas um ato religioso. É um gesto de amor. É o modo mais belo e espiritual de agradecer por uma vida inteira de entrega, de compromisso com Vitória da Conquista, de afeto à sua gente. A missa, para aqueles que amam Raul Ferraz, representa o reencontro com sua presença — agora silenciosa, mas luminosa — na comunhão da fé cristã.

Quem já perdeu alguém que marcou sua vida sabe: há dores que só o altar cura.
E para essa família que viu, durante décadas, o esposo, o pai e o avô viver para servir, celebrar a Eucaristia é dizer com o coração: “Obrigado, Deus, por tudo que ele foi entre nós.”

Mas essa noite de oração não pertence apenas à família. Ela pertence à cidade.
Raul Ferraz deixou mais que lembranças: deixou raízes. Sob sua administração, entre 1977 e 1982, Vitória da Conquista venceu desafios de infraestrutura, modernizou seu modo de governar e plantou bases sólidas para o desenvolvimento urbano, econômico e social que hoje a fazem referência regional. O ex-prefeito construiu pontes — físicas e humanas — com diálogo, humildade e visão. Foi um líder que acreditou no povo antes do povo acreditar em si.

Por isso, participar desta missa é mais do que prestar uma homenagem; é reconhecer que parte da história política e administrativa de Vitória da Conquista nasceu das mãos e do coração de Raul Ferraz.
E quando uma cidade reza pelo seu construtor, ela não apenas se lembra: ela se honra.

Que, naquela noite, cada banco da Catedral esteja ocupado.
Que a fé una gerações.
Que a gratidão fale mais alto que a saudade.

Porque alguns homens permanecem vivos não apenas nas estátuas, nos livros ou nos discursos — mas na identidade de sua terra e na memória espiritual de seu povo.

No próximo dia 2 de dezembro, às 19 horas, Vitória da Conquista não estará apenas presente para uma missa.
Estará presente para renovar seu vínculo com um dos maiores nomes de sua história.

E que, sobre o altar, a fé transforme a saudade em bênção.
E o legado em eternidade.

Raul Ferraz: A Fé que Mantém o Legado Vivo

 

(Padre Carlos)

Às 19 horas do dia 02 de dezembro de 2025, na Catedral de Vitória da Conquista, a comunidade conquistense será convidada a participar de um momento que transcende a memória política e alcança as dimensões mais profundas da fé: a Missa em intenção e homenagem ao ex-prefeito Raul Ferraz.

Para a família — Maria Célia e os filhos Valéria, Raul Daniel, Marília, Ana Carolina e João — esta celebração não é apenas um ato religioso. É um gesto de amor. É o modo mais belo e espiritual de agradecer por uma vida inteira de entrega, de compromisso com Vitória da Conquista, de afeto à sua gente. A missa, para aqueles que amam Raul Ferraz, representa o reencontro com sua presença — agora silenciosa, mas luminosa — na comunhão da fé cristã.

Quem já perdeu alguém que marcou sua vida sabe: há dores que só o altar cura.
E para essa família que viu, durante décadas, o esposo, o pai e o avô viver para servir, celebrar a Eucaristia é dizer com o coração: “Obrigado, Deus, por tudo que ele foi entre nós.”

Mas essa noite de oração não pertence apenas à família. Ela pertence à cidade.
Raul Ferraz deixou mais que lembranças: deixou raízes. Sob sua administração, entre 1977 e 1982, Vitória da Conquista venceu desafios de infraestrutura, modernizou seu modo de governar e plantou bases sólidas para o desenvolvimento urbano, econômico e social que hoje a fazem referência regional. O ex-prefeito construiu pontes — físicas e humanas — com diálogo, humildade e visão. Foi um líder que acreditou no povo antes do povo acreditar em si.

Por isso, participar desta missa é mais do que prestar uma homenagem; é reconhecer que parte da história política e administrativa de Vitória da Conquista nasceu das mãos e do coração de Raul Ferraz.
E quando uma cidade reza pelo seu construtor, ela não apenas se lembra: ela se honra.

Que, naquela noite, cada banco da Catedral esteja ocupado.
Que a fé una gerações.
Que a gratidão fale mais alto que a saudade.

Porque alguns homens permanecem vivos não apenas nas estátuas, nos livros ou nos discursos — mas na identidade de sua terra e na memória espiritual de seu povo.

No próximo dia 2 de dezembro, às 19 horas, Vitória da Conquista não estará apenas presente para uma missa.
Estará presente para renovar seu vínculo com um dos maiores nomes de sua história.

E que, sobre o altar, a fé transforme a saudade em bênção.
E o legado em eternidade.

A Voz que Ecoa do Batuque para Toda Vitória da Conquista

 

 

 

(Padre Carlos)

Há pronunciamentos no plenário da Câmara Municipal que passam, e há pronunciamentos que ficam. O discurso da vereadora Léia, na manhã de ontem, pertence à segunda categoria. Não pela formalidade do microfone, não pela liturgia política que tantas vezes parece automática, mas pela força simbólica de quem usa a tribuna para representar, com verdade, a dor e o sonho de um povo historicamente esquecido.

Quando uma liderança pública decide romper o ciclo de invisibilidade da zona rural, algo mais profundo acontece do que um anúncio de obra — acontece reconhecimento. É disso que vive a democracia: de dar voz a quem nunca teve. O distrito de São João da Vitória, o nosso querido Batuque, é prova viva de que o tempo pode adoecer uma comunidade quando o asfalto não chega, quando a infraestrutura não vem, quando a esperança parece sempre transferida para “o ano que vem”.

A vereadora Léia transformou esse incômodo coletivo em bandeira política. Fez o que a população sempre cobrou: cobrou também. Não se contentou com promessas, buscou a prefeita Sheila Lemos, buscou o governador Jerônimo Rodrigues, insistiu, articulou, provocou movimento. Levou topógrafo, engenheiro, Seinfra, e agora a pavimentação não é mais utopia — é obra em curso. Isso não é favor. É cidadania. É o Estado finalmente alcançando as pessoas.

E quando ela anuncia que o distrito de Batepé receberá um trator para impulsionar a produção e o desenvolvimento, fica evidente que a zona rural deixou de ser coadjuvante no tabuleiro político de Vitória da Conquista. Estamos assistindo a uma mudança de eixo: o campo voltando a ser protagonista, e não apenas estatística em época de eleição.

Por isso, o pronunciamento da vereadora Léia é importante. Porque mostra que a tribuna pode construir, não apenas criticar. Que a política pode servir, e não se servir. Que quando o mandato se conecta com a comunidade — com nome, endereço, estrada enlameada e calo na mão — o resultado é transformação social.

É preciso repetir, alto e claro: infraestrutura, pavimentação, agricultura familiar, desenvolvimento rural, políticas públicas para o interior — tudo isso não é gasto, é investimento. É progresso econômico, inclusão social, dignidade humana.

E ao chamar a população para estar presente na visita do governador, a vereadora faz outro gesto democrático: chama o povo para ser protagonista da própria conquista. Não há política mais saudável do que essa.

O Batuque esperou demais. O Batepé esperou demais. A zona rural esperou demais.
Agora, finalmente, a roda está girando.

Que esse pronunciamento ecoe como lembrete para toda a classe política:
a Câmara só faz sentido quando a voz que sai da tribuna encontra os ouvidos do povo e se transforma em resultado concreto.

A Voz que Ecoa do Batuque para Toda Vitória da Conquista

 

 

 

(Padre Carlos)

Há pronunciamentos no plenário da Câmara Municipal que passam, e há pronunciamentos que ficam. O discurso da vereadora Léia, na manhã de ontem, pertence à segunda categoria. Não pela formalidade do microfone, não pela liturgia política que tantas vezes parece automática, mas pela força simbólica de quem usa a tribuna para representar, com verdade, a dor e o sonho de um povo historicamente esquecido.

Quando uma liderança pública decide romper o ciclo de invisibilidade da zona rural, algo mais profundo acontece do que um anúncio de obra — acontece reconhecimento. É disso que vive a democracia: de dar voz a quem nunca teve. O distrito de São João da Vitória, o nosso querido Batuque, é prova viva de que o tempo pode adoecer uma comunidade quando o asfalto não chega, quando a infraestrutura não vem, quando a esperança parece sempre transferida para “o ano que vem”.

A vereadora Léia transformou esse incômodo coletivo em bandeira política. Fez o que a população sempre cobrou: cobrou também. Não se contentou com promessas, buscou a prefeita Sheila Lemos, buscou o governador Jerônimo Rodrigues, insistiu, articulou, provocou movimento. Levou topógrafo, engenheiro, Seinfra, e agora a pavimentação não é mais utopia — é obra em curso. Isso não é favor. É cidadania. É o Estado finalmente alcançando as pessoas.

E quando ela anuncia que o distrito de Batepé receberá um trator para impulsionar a produção e o desenvolvimento, fica evidente que a zona rural deixou de ser coadjuvante no tabuleiro político de Vitória da Conquista. Estamos assistindo a uma mudança de eixo: o campo voltando a ser protagonista, e não apenas estatística em época de eleição.

Por isso, o pronunciamento da vereadora Léia é importante. Porque mostra que a tribuna pode construir, não apenas criticar. Que a política pode servir, e não se servir. Que quando o mandato se conecta com a comunidade — com nome, endereço, estrada enlameada e calo na mão — o resultado é transformação social.

É preciso repetir, alto e claro: infraestrutura, pavimentação, agricultura familiar, desenvolvimento rural, políticas públicas para o interior — tudo isso não é gasto, é investimento. É progresso econômico, inclusão social, dignidade humana.

E ao chamar a população para estar presente na visita do governador, a vereadora faz outro gesto democrático: chama o povo para ser protagonista da própria conquista. Não há política mais saudável do que essa.

O Batuque esperou demais. O Batepé esperou demais. A zona rural esperou demais.
Agora, finalmente, a roda está girando.

Que esse pronunciamento ecoe como lembrete para toda a classe política:
a Câmara só faz sentido quando a voz que sai da tribuna encontra os ouvidos do povo e se transforma em resultado concreto.

ARTIGO – O Preço da Democracia: Como o Brasil Pagou Para Reconquistar a Liberdade – (Padre Carlos)

 

 

 

Há dias em que a história não sussurra — ela ruge. E quando a realidade nos coloca diante da prisão de generais e de um ex-presidente em pleno Estado Democrático de Direito, não se trata apenas de acompanhar o noticiário. Para quem viveu os anos  de ditadura, lutou pela redemocratização e testemunhou a transição lenta e dolorosa para a liberdade, esse momento rasga o peito com uma mistura rara de choque, gratidão e sensação de missão cumprida.
É como se a República, depois de décadas, finalmente respirasse fundo. A alma lavada.

A democracia, tão desdenhada por seus inimigos e tão ingratamente banalizada por seus beneficiários, mostrou sua força. A Constituição — aquela que nasceu entre lágrimas, suor e cicatrizes de uma geração que não se curvou à tirania — está de pé. E mais do que isso: está falando alto.
Mais alto que os quartéis.
Mais alto que os palácios.
Mais alto que os messianismos políticos que tentaram sequestrar o futuro do Brasil.

Fernando Pessoa, com a sabedoria de quem enxergava além do tempo, escreveu: “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Ao olhar a história que vivi e o país que vejo hoje, posso afirmar: a alma do povo brasileiro foi grande o suficiente para enfrentar a tirania, recuperar a democracia e defendê-la quando mais uma vez tentaram arrancá-la de nossas mãos.

A democracia posta à prova — e aprovada

Prender um cidadão que ocupou a Presidência da República. Prender generais acostumados a um país submisso à farda. Isso não é espetáculo. Isso não é vingança.
Isso é Estado de Direito.

É quando o poder deixa de ser escudo e volta a ser responsabilidade.
É quando a República se recusa a se ajoelhar diante de mitos, siglas, ideologias ou fardas.

O Brasil vive hoje algo inédito em sua trajetória histórica: as instituições venceram o autoritarismo não pela força das armas, mas pela força da lei.
O STF não se acovardou.
O Ministério Público não recuou.
A imprensa livre resistiu.
E o povo, cansado de aventuras golpistas, disse com o voto: basta.

A democracia não é silenciosa. Ela é barulhenta, tensa, imperfeita, contraditória — porque é plural, porque é livre. E é justamente por isso que ela vale tanto.

A liberdade tem preço — e o Brasil pagou

Pagamos com vidas.
Pagamos com exílios.
Pagamos com cicatrizes que não se apagam.
Pagamos com retrocessos e frustrações.
Mas pagamos.

Hoje, ver os responsáveis por atentados contra a República responderem perante a lei não deve ser encarado como uma festa — mas como um marco civilizatório.
É a democracia dizendo: ninguém está acima da Constituição.
Nem o presidente.
Nem os generais.
Nem os saudosos do autoritarismo.

Aqueles que viveram o período mais sombrio desta nação sabem o peso emocional deste dia. Não é ódio. Não é revanche. É justiça. É história se acertando com ela mesma.

A República tem guardiões

E os guardiões não são os poderosos.
Não são os militares.
Não são os partidos.

O guardião maior é — e sempre será — o povo brasileiro.

Enquanto houver gente disposta a vigiar a democracia, denunciar abusos, defender a liberdade e exigir respeito às instituições, a tentativa de golpe será sempre um ato inútil, covarde e condenado ao fracasso.

Hoje, ao ver o Brasil impor a lei aos poderosos, digo sem hesitação: valeu a pena.
Não porque venceu um lado político — mas porque venceu o Brasil.
E porque, enfim, depois de tantos anos, a alma da democracia brasileira está lavada.

ARTIGO – O Preço da Democracia: Como o Brasil Pagou Para Reconquistar a Liberdade – (Padre Carlos)

 

 

 

Há dias em que a história não sussurra — ela ruge. E quando a realidade nos coloca diante da prisão de generais e de um ex-presidente em pleno Estado Democrático de Direito, não se trata apenas de acompanhar o noticiário. Para quem viveu os anos  de ditadura, lutou pela redemocratização e testemunhou a transição lenta e dolorosa para a liberdade, esse momento rasga o peito com uma mistura rara de choque, gratidão e sensação de missão cumprida.
É como se a República, depois de décadas, finalmente respirasse fundo. A alma lavada.

A democracia, tão desdenhada por seus inimigos e tão ingratamente banalizada por seus beneficiários, mostrou sua força. A Constituição — aquela que nasceu entre lágrimas, suor e cicatrizes de uma geração que não se curvou à tirania — está de pé. E mais do que isso: está falando alto.
Mais alto que os quartéis.
Mais alto que os palácios.
Mais alto que os messianismos políticos que tentaram sequestrar o futuro do Brasil.

Fernando Pessoa, com a sabedoria de quem enxergava além do tempo, escreveu: “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Ao olhar a história que vivi e o país que vejo hoje, posso afirmar: a alma do povo brasileiro foi grande o suficiente para enfrentar a tirania, recuperar a democracia e defendê-la quando mais uma vez tentaram arrancá-la de nossas mãos.

A democracia posta à prova — e aprovada

Prender um cidadão que ocupou a Presidência da República. Prender generais acostumados a um país submisso à farda. Isso não é espetáculo. Isso não é vingança.
Isso é Estado de Direito.

É quando o poder deixa de ser escudo e volta a ser responsabilidade.
É quando a República se recusa a se ajoelhar diante de mitos, siglas, ideologias ou fardas.

O Brasil vive hoje algo inédito em sua trajetória histórica: as instituições venceram o autoritarismo não pela força das armas, mas pela força da lei.
O STF não se acovardou.
O Ministério Público não recuou.
A imprensa livre resistiu.
E o povo, cansado de aventuras golpistas, disse com o voto: basta.

A democracia não é silenciosa. Ela é barulhenta, tensa, imperfeita, contraditória — porque é plural, porque é livre. E é justamente por isso que ela vale tanto.

A liberdade tem preço — e o Brasil pagou

Pagamos com vidas.
Pagamos com exílios.
Pagamos com cicatrizes que não se apagam.
Pagamos com retrocessos e frustrações.
Mas pagamos.

Hoje, ver os responsáveis por atentados contra a República responderem perante a lei não deve ser encarado como uma festa — mas como um marco civilizatório.
É a democracia dizendo: ninguém está acima da Constituição.
Nem o presidente.
Nem os generais.
Nem os saudosos do autoritarismo.

Aqueles que viveram o período mais sombrio desta nação sabem o peso emocional deste dia. Não é ódio. Não é revanche. É justiça. É história se acertando com ela mesma.

A República tem guardiões

E os guardiões não são os poderosos.
Não são os militares.
Não são os partidos.

O guardião maior é — e sempre será — o povo brasileiro.

Enquanto houver gente disposta a vigiar a democracia, denunciar abusos, defender a liberdade e exigir respeito às instituições, a tentativa de golpe será sempre um ato inútil, covarde e condenado ao fracasso.

Hoje, ao ver o Brasil impor a lei aos poderosos, digo sem hesitação: valeu a pena.
Não porque venceu um lado político — mas porque venceu o Brasil.
E porque, enfim, depois de tantos anos, a alma da democracia brasileira está lavada.

Luto na limeira morre vitória de maroto

Faleceu na manhã desta quarta-feira a Sra. Vitória, conhecida como Vitória da Maroto, mãe do comerciante Si de Maroto. Moradora da região da Limeira, ela construiu um grande legado de família, respeito e dedicação, sendo sempre reconhecida por sua simplicidade e pelo carinho com que tratava a todos.

 

Neste momento de dor, o Blogue Política e Resenha se solidariza com familiares e amigos, desejando força e conforto a todos que sofrem com esta perda.

Luto na limeira morre vitória de maroto

Faleceu na manhã desta quarta-feira a Sra. Vitória, conhecida como Vitória da Maroto, mãe do comerciante Si de Maroto. Moradora da região da Limeira, ela construiu um grande legado de família, respeito e dedicação, sendo sempre reconhecida por sua simplicidade e pelo carinho com que tratava a todos.

 

Neste momento de dor, o Blogue Política e Resenha se solidariza com familiares e amigos, desejando força e conforto a todos que sofrem com esta perda.

ARTIGO – A Nova Batalha do STF e os Donos do Brasil (Padre Carlos)

 

 

 

A escolha de Lula de um jurista terrivelmente legalista e alinhado às pautas do povo provocou uma fissura evidente no condomínio do poder. Há setores da elite política e econômica brasileira que nunca aceitaram que a Suprema Corte seja um instrumento de justiça — querem uma Corte que lhes sirva, não que sirva ao país. E quando percebem que podem perder esse monopólio, o desespero se instala.

Os donos do Brasil, os eternos herdeiros do Estado patrimonialista, já mostraram seu incômodo. A lógica deles é conhecida: quem manda são eles, quem julga são eles, quem decide os destinos da República são eles. Qualquer indicação que ameace essa estrutura é tratada como um ataque ao “direito natural” da elite de governar o país nos bastidores.

Pagamos caro, muito caro, por escolhas mal feitas no passado. E não adianta dourar a pílula: a esquerda também falhou. Fux foi um desses equívocos monumentais que custaram caro ao país e à democracia. A lição foi dura — e parece que, enfim, aprendida.

A atual indicação para o STF que coloca no topo da Justiça um jurista com compromisso legalista e sensibilidade social reabriu a guerra. Quem sempre se beneficiou da insegurança jurídica sabe que agora a farra pode acabar. E é por isso que reagem com cinismo, chantagem política e mobilização das sombras.

Enquanto a Suprema Corte vira palco da disputa, outro movimento tenta sufocar o governo: a tal da “pauta-bomba”. Numa reação imediata ao anúncio de Jorge Messias para o STF, o Senado, sob o comando de Davi Alcolumbre, decidiu votar um projeto que beneficia agentes de saúde. O problema não é o benefício — que é justo — mas sim o uso estratégico do poder legislativo como instrumento de pressão e retaliação.

A mensagem é clara: quem manda é o Senado, quem manda é o sistema, quem manda é a velha elite que não aceita perder o controle do Brasil.

Mas não podemos viver eternamente reféns dos que se acham donos do País. O Brasil não pertence a castas, corporações ou oligarquias. O Brasil é do seu povo.

A vaga no STF não pode ser moeda de troca, nem instrumento de chantagem. Precisa ser espaço de equilíbrio institucional, proteção da democracia e garantia dos direitos civis. A Constituição não foi escrita para garantir os privilégios dos poderosos, mas para assegurar a liberdade do cidadão comum.

O momento não é de submissão — é de ruptura.
Não podemos permitir que, mais uma vez, a história repita os erros que já pagamos com sangue, com miséria e com retrocessos.
O país precisa de justiça, e justiça só existe quando o Estado serve ao povo — não quando o povo serve ao Estado.

ARTIGO – A Nova Batalha do STF e os Donos do Brasil (Padre Carlos)

 

 

 

A escolha de Lula de um jurista terrivelmente legalista e alinhado às pautas do povo provocou uma fissura evidente no condomínio do poder. Há setores da elite política e econômica brasileira que nunca aceitaram que a Suprema Corte seja um instrumento de justiça — querem uma Corte que lhes sirva, não que sirva ao país. E quando percebem que podem perder esse monopólio, o desespero se instala.

Os donos do Brasil, os eternos herdeiros do Estado patrimonialista, já mostraram seu incômodo. A lógica deles é conhecida: quem manda são eles, quem julga são eles, quem decide os destinos da República são eles. Qualquer indicação que ameace essa estrutura é tratada como um ataque ao “direito natural” da elite de governar o país nos bastidores.

Pagamos caro, muito caro, por escolhas mal feitas no passado. E não adianta dourar a pílula: a esquerda também falhou. Fux foi um desses equívocos monumentais que custaram caro ao país e à democracia. A lição foi dura — e parece que, enfim, aprendida.

A atual indicação para o STF que coloca no topo da Justiça um jurista com compromisso legalista e sensibilidade social reabriu a guerra. Quem sempre se beneficiou da insegurança jurídica sabe que agora a farra pode acabar. E é por isso que reagem com cinismo, chantagem política e mobilização das sombras.

Enquanto a Suprema Corte vira palco da disputa, outro movimento tenta sufocar o governo: a tal da “pauta-bomba”. Numa reação imediata ao anúncio de Jorge Messias para o STF, o Senado, sob o comando de Davi Alcolumbre, decidiu votar um projeto que beneficia agentes de saúde. O problema não é o benefício — que é justo — mas sim o uso estratégico do poder legislativo como instrumento de pressão e retaliação.

A mensagem é clara: quem manda é o Senado, quem manda é o sistema, quem manda é a velha elite que não aceita perder o controle do Brasil.

Mas não podemos viver eternamente reféns dos que se acham donos do País. O Brasil não pertence a castas, corporações ou oligarquias. O Brasil é do seu povo.

A vaga no STF não pode ser moeda de troca, nem instrumento de chantagem. Precisa ser espaço de equilíbrio institucional, proteção da democracia e garantia dos direitos civis. A Constituição não foi escrita para garantir os privilégios dos poderosos, mas para assegurar a liberdade do cidadão comum.

O momento não é de submissão — é de ruptura.
Não podemos permitir que, mais uma vez, a história repita os erros que já pagamos com sangue, com miséria e com retrocessos.
O país precisa de justiça, e justiça só existe quando o Estado serve ao povo — não quando o povo serve ao Estado.

ARTIGO – O Pau que dá em Chico também deve dar em Francisco

 

 

(Padre Carlos)

A sociedade conquistense está diante de mais um capítulo da complexa novela política que se repete ciclo após ciclo: quando a prefeitura busca financiamento para obras estruturantes, parte da oposição corre para as redes sociais, microfones e jornais com o discurso apocalíptico de que “Vitória da Conquista está se endividando”. A narrativa dramática é montada com pressa, muitas vezes com imprecisão proposital, como estratégia de desgaste político — não de proteção à cidade.

O fato é simples, claro e incontestável: Sheila Lemos enviou à Câmara um Projeto de Lei pedindo autorização para contratar empréstimo de R$ 400 milhões junto a bancos públicos e organismos internacionais. O objetivo declarado — e registrado oficialmente — é dar continuidade a projetos de mobilidade urbana, saneamento básico e expansão da infraestrutura em comunidades. Obras estruturantes, permanentes, de impacto coletivo, que transformarão a vida dos moradores e ampliarão o desenvolvimento econômico de Vitória da Conquista.

Mas o que se vê é um linchamento midiático. Palavras de ordem ecoam: “endividamento”, “irresponsabilidade fiscal”, “descontrole financeiro”. O cenário construído tenta induzir o leitor a crer que a prefeita está dilapidando as finanças públicas — uma acusação conveniente para adversários que visam muito mais os interesses de seus padrinhos políticos do que o bem da cidade.

E aqui está o ponto onde mora a indignação: qual é a moral de quem acusa?
Enquanto a oposição acusa Sheila Lemos de endividar a cidade, seu aliado direto, o governador Jerônimo Rodrigues, atingiu o 22º pedido de empréstimo, totalizando R$ 26 bilhões. Somente em novembro, foram mais R$ 2,9 bilhões, incluindo um pedido com urgência, o que reduz o tempo de análise dos deputados. Detalhe: o governo estadual sequer detalhou claramente onde esses recursos serão aplicados.

Onde estão os protestos, os discursos inflamados e os escândalos midiáticos nesses casos?
Por que o “alerta vermelho fiscal” só existe quando o pedido é municipal?
Por que o “empréstimo do bem” existe em Salvador, mas o “empréstimo do mal” só aparece em Vitória da Conquista?

A velha máxima confirma-se novamente: o pau que dá em Chico não dá em Francisco.

Quando é o grupo deles, vale tudo — empréstimos, créditos, urgência, sigilos de contratos, rearranjos orçamentários. Quando é o governo municipal — e sobretudo quando quem governa não segue a cartilha política da Bahia — aí a lupa moralista aparece com uma velocidade impressionante.

A discussão saudável deveria ser outra:
✔ Os empréstimos fazem sentido econômico?
✔ Há capacidade de pagamento?
✔ O dinheiro será aplicado em infraestrutura permanente?
✔ A cidade receberá retorno social com mobilidade, saneamento e qualidade de vida?

Essas são as perguntas que uma oposição ética faria. Mas não é isso que está acontecendo.

O cidadão comum — que enfrenta buracos, falta de saneamento e mobilidade difícil no dia a dia — não pode ser usado como massa de manobra para projetos eleitorais antecipados. Vitória da Conquista precisa de investimento, crescimento e infraestrutura. Se o empréstimo é ferramenta legítima, transparente e sustentável — como é —, então a sua crítica deveria ser técnica, não política.

A verdade dói em quem vive da encenação, mas precisa ser dita:
o desenvolvimento de Vitória da Conquista vale mais do que as ambições dos palanques.
E governar é tomar decisões — ainda que elas incomodem quem torce contra a cidade apenas para desgastar uma prefeita.

O tempo vai colocar cada figura no seu devido lugar.
E a população conquistense, que não é boba, sabe identificar muito bem quando um discurso é feito pela cidade — e quando é feito apenas pelo poder.

ARTIGO – O Pau que dá em Chico também deve dar em Francisco

 

 

(Padre Carlos)

A sociedade conquistense está diante de mais um capítulo da complexa novela política que se repete ciclo após ciclo: quando a prefeitura busca financiamento para obras estruturantes, parte da oposição corre para as redes sociais, microfones e jornais com o discurso apocalíptico de que “Vitória da Conquista está se endividando”. A narrativa dramática é montada com pressa, muitas vezes com imprecisão proposital, como estratégia de desgaste político — não de proteção à cidade.

O fato é simples, claro e incontestável: Sheila Lemos enviou à Câmara um Projeto de Lei pedindo autorização para contratar empréstimo de R$ 400 milhões junto a bancos públicos e organismos internacionais. O objetivo declarado — e registrado oficialmente — é dar continuidade a projetos de mobilidade urbana, saneamento básico e expansão da infraestrutura em comunidades. Obras estruturantes, permanentes, de impacto coletivo, que transformarão a vida dos moradores e ampliarão o desenvolvimento econômico de Vitória da Conquista.

Mas o que se vê é um linchamento midiático. Palavras de ordem ecoam: “endividamento”, “irresponsabilidade fiscal”, “descontrole financeiro”. O cenário construído tenta induzir o leitor a crer que a prefeita está dilapidando as finanças públicas — uma acusação conveniente para adversários que visam muito mais os interesses de seus padrinhos políticos do que o bem da cidade.

E aqui está o ponto onde mora a indignação: qual é a moral de quem acusa?
Enquanto a oposição acusa Sheila Lemos de endividar a cidade, seu aliado direto, o governador Jerônimo Rodrigues, atingiu o 22º pedido de empréstimo, totalizando R$ 26 bilhões. Somente em novembro, foram mais R$ 2,9 bilhões, incluindo um pedido com urgência, o que reduz o tempo de análise dos deputados. Detalhe: o governo estadual sequer detalhou claramente onde esses recursos serão aplicados.

Onde estão os protestos, os discursos inflamados e os escândalos midiáticos nesses casos?
Por que o “alerta vermelho fiscal” só existe quando o pedido é municipal?
Por que o “empréstimo do bem” existe em Salvador, mas o “empréstimo do mal” só aparece em Vitória da Conquista?

A velha máxima confirma-se novamente: o pau que dá em Chico não dá em Francisco.

Quando é o grupo deles, vale tudo — empréstimos, créditos, urgência, sigilos de contratos, rearranjos orçamentários. Quando é o governo municipal — e sobretudo quando quem governa não segue a cartilha política da Bahia — aí a lupa moralista aparece com uma velocidade impressionante.

A discussão saudável deveria ser outra:
✔ Os empréstimos fazem sentido econômico?
✔ Há capacidade de pagamento?
✔ O dinheiro será aplicado em infraestrutura permanente?
✔ A cidade receberá retorno social com mobilidade, saneamento e qualidade de vida?

Essas são as perguntas que uma oposição ética faria. Mas não é isso que está acontecendo.

O cidadão comum — que enfrenta buracos, falta de saneamento e mobilidade difícil no dia a dia — não pode ser usado como massa de manobra para projetos eleitorais antecipados. Vitória da Conquista precisa de investimento, crescimento e infraestrutura. Se o empréstimo é ferramenta legítima, transparente e sustentável — como é —, então a sua crítica deveria ser técnica, não política.

A verdade dói em quem vive da encenação, mas precisa ser dita:
o desenvolvimento de Vitória da Conquista vale mais do que as ambições dos palanques.
E governar é tomar decisões — ainda que elas incomodem quem torce contra a cidade apenas para desgastar uma prefeita.

O tempo vai colocar cada figura no seu devido lugar.
E a população conquistense, que não é boba, sabe identificar muito bem quando um discurso é feito pela cidade — e quando é feito apenas pelo poder.