Política e Resenha

ARTIGO – Wilson Aragão: o trovador do sertão baiano

 

(Padre Carlos)

No coração do sertão da Bahia, nasceu uma voz que nunca se calou: Wilson Aragão, cantor, compositor e poeta nordestino que transformou o chão seco em música e a vida dura em poesia. Nascido em Piritiba, em 25 de abril de 1950, Aragão foi um dos maiores representantes da música nordestina de raiz, levando o som e a alma do sertão para os palcos do Brasil.

Filho de um pedreiro e de uma professora primária, teve cedo contato com a palavra e o ritmo. Na adolescência, publicou sua primeira poesia no Correio do Sertão e mais tarde atuou como chargista em jornais como o Diário de Sorocaba. Sua formação musical começou nos corais da igreja, mas foi nos bares, nas praças e nos discos que sua obra ganhou o povo.

Wilson Aragão ficou nacionalmente conhecido a partir da década de 1980, quando Raul Seixas gravou sua música “Capim Guiné” — uma canção emblemática, símbolo da cultura sertaneja baiana, que mais tarde foi regravada por Tânia Alves. Outra de suas grandes composições, “Guerra de Facão”, percorreu o Brasil nas vozes de Zé Ramalho, Falcão e Roberto Seixas.

Suas músicas são verdadeiros retratos do sertão. Obras como Tecendo o Amanhecer, Sertões e Sertões, O Sertão Chora, Cuide Bem da Sua Estrada e Mosaicos exploram a vida rural, a religiosidade popular, a crítica social e a resistência cultural. Com seu estilo inconfundível — um misto de xote, toada, martelo e balada — Aragão se tornou um guardião da identidade nordestina.

Wilson Aragão não foi apenas um compositor de sucesso, mas também um poeta do povo. Sua obra está carregada de inteligência, ironia e denúncia, mas sempre envolta na leveza de quem conhece a força do riso sertanejo. Em cada letra, ele transformava o sofrimento em arte, e a alegria em resistência.

Faleceu em 24 de maio de 2025, aos 75 anos, em Salvador, vítima de câncer no fígado. Mas seu legado permanece vivo na memória de quem ama a música brasileira de raiz, a poesia nordestina, e o sertão baiano que chora e canta ao mesmo tempo.

Num tempo de canções descartáveis e de cultura pasteurizada, Wilson Aragão é farol. Não apenas por sua música, mas pelo que ela representa: um povo que canta a própria dor com orgulho e que transforma o esquecimento em memória viva.

ARTIGO – Wilson Aragão: o trovador do sertão baiano

 

(Padre Carlos)

No coração do sertão da Bahia, nasceu uma voz que nunca se calou: Wilson Aragão, cantor, compositor e poeta nordestino que transformou o chão seco em música e a vida dura em poesia. Nascido em Piritiba, em 25 de abril de 1950, Aragão foi um dos maiores representantes da música nordestina de raiz, levando o som e a alma do sertão para os palcos do Brasil.

Filho de um pedreiro e de uma professora primária, teve cedo contato com a palavra e o ritmo. Na adolescência, publicou sua primeira poesia no Correio do Sertão e mais tarde atuou como chargista em jornais como o Diário de Sorocaba. Sua formação musical começou nos corais da igreja, mas foi nos bares, nas praças e nos discos que sua obra ganhou o povo.

Wilson Aragão ficou nacionalmente conhecido a partir da década de 1980, quando Raul Seixas gravou sua música “Capim Guiné” — uma canção emblemática, símbolo da cultura sertaneja baiana, que mais tarde foi regravada por Tânia Alves. Outra de suas grandes composições, “Guerra de Facão”, percorreu o Brasil nas vozes de Zé Ramalho, Falcão e Roberto Seixas.

Suas músicas são verdadeiros retratos do sertão. Obras como Tecendo o Amanhecer, Sertões e Sertões, O Sertão Chora, Cuide Bem da Sua Estrada e Mosaicos exploram a vida rural, a religiosidade popular, a crítica social e a resistência cultural. Com seu estilo inconfundível — um misto de xote, toada, martelo e balada — Aragão se tornou um guardião da identidade nordestina.

Wilson Aragão não foi apenas um compositor de sucesso, mas também um poeta do povo. Sua obra está carregada de inteligência, ironia e denúncia, mas sempre envolta na leveza de quem conhece a força do riso sertanejo. Em cada letra, ele transformava o sofrimento em arte, e a alegria em resistência.

Faleceu em 24 de maio de 2025, aos 75 anos, em Salvador, vítima de câncer no fígado. Mas seu legado permanece vivo na memória de quem ama a música brasileira de raiz, a poesia nordestina, e o sertão baiano que chora e canta ao mesmo tempo.

Num tempo de canções descartáveis e de cultura pasteurizada, Wilson Aragão é farol. Não apenas por sua música, mas pelo que ela representa: um povo que canta a própria dor com orgulho e que transforma o esquecimento em memória viva.

Manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo

 

 

Da Redação
Publicado em 25 de maio de 2025

 

O Estado de São Paulo
Países relatam temor por estrutura e cogitam até desistir da COP-30

https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/cop-30-em-belem-cartas-de-embaixadas-expoem-medo-por-estrutura-preco-alto-e-risco-de-desistencia/?srsltid=AfmBOooyNZ5p1Vnh31CzQliJQtHnVFzVf2upIejIB_U_c6AsneXE7IDY

 

O Globo
Haddad: ‘IOF foi debatido na mesa do Lula, cabe a ele convocar ministro’

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/23/galipolo-diz-que-nao-interferiu-em-recuo-sobre-iof-e-elogia-haddad-cabe-a-todos-reconhecer-a-agilidade-do-ministerio.ghtml

 

Estado de Minas
Para onde foram R$ 116 milhões de emendas pix para Minas?

https://www.em.com.br/politica/2025/05/7155696-rs-1164-milhoes-em-emendas-pix-sem-prestacao-de-contas.html

 

Folha de S. Paulo
Seis maiores estatais ampliam suas verbas de patrocínios sob Lula

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/05/maiores-estatais-federais-ampliam-patrocinios-e-verba-explode-sob-lula.shtml

 

Meia Hora (RJ)
Raquetada do Guga na rede!

https://www.meiahora.com.br/

 

Correio Braziliense
Dupla vitória brasileira em Cannes

https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2025/05/7153824-dupla-vitoria-consagra-cinema-brasileiro-em-cannes.html

 

A Tarde (BA)
Bebês reborn geram debate sobre vínculo afetivo e modismo

https://atarde.com.br/?d=1

 

Jornal do Commercio (PE)
O Agente Secreto faz história com 4 prêmios em Cannes

https://jc.uol.com.br/cultura/2025/05/24/cannes-o-agente-secreto-nao-leva-palma-de-ouro-mas-faz-historia-ao-vencer-quatro-premios.html

 

O Dia (RJ)
Saiba como comprar imóvel com as novas regras

https://odia.ig.com.br/economia/2025/05/7060246-minha-casa-minha-vida-entenda-mudancas-no-programa-e-saiba-como-comprar-um-imovel.html

 

Correio do Povo (RS)
Os desafios da indústria

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/reuni%C3%A3o-almo%C3%A7o-da-ahkrs-em-porto-alegre-discute-desafios-da-ind%C3%BAstria-4-0-com-vice-presidente-da-stihl-1.1603604

 

Diário do Nordeste (CE)
Governo convoca reitores para negociação

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultima-hora/pais/lula-e-camilo-vao-receber-reitores-para-tratar-do-corte-de-verbas-para-universidades-proxima-semana-1.3653387

 

Manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo

 

 

Da Redação
Publicado em 25 de maio de 2025

 

O Estado de São Paulo
Países relatam temor por estrutura e cogitam até desistir da COP-30

https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/cop-30-em-belem-cartas-de-embaixadas-expoem-medo-por-estrutura-preco-alto-e-risco-de-desistencia/?srsltid=AfmBOooyNZ5p1Vnh31CzQliJQtHnVFzVf2upIejIB_U_c6AsneXE7IDY

 

O Globo
Haddad: ‘IOF foi debatido na mesa do Lula, cabe a ele convocar ministro’

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/23/galipolo-diz-que-nao-interferiu-em-recuo-sobre-iof-e-elogia-haddad-cabe-a-todos-reconhecer-a-agilidade-do-ministerio.ghtml

 

Estado de Minas
Para onde foram R$ 116 milhões de emendas pix para Minas?

https://www.em.com.br/politica/2025/05/7155696-rs-1164-milhoes-em-emendas-pix-sem-prestacao-de-contas.html

 

Folha de S. Paulo
Seis maiores estatais ampliam suas verbas de patrocínios sob Lula

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/05/maiores-estatais-federais-ampliam-patrocinios-e-verba-explode-sob-lula.shtml

 

Meia Hora (RJ)
Raquetada do Guga na rede!

https://www.meiahora.com.br/

 

Correio Braziliense
Dupla vitória brasileira em Cannes

https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2025/05/7153824-dupla-vitoria-consagra-cinema-brasileiro-em-cannes.html

 

A Tarde (BA)
Bebês reborn geram debate sobre vínculo afetivo e modismo

https://atarde.com.br/?d=1

 

Jornal do Commercio (PE)
O Agente Secreto faz história com 4 prêmios em Cannes

https://jc.uol.com.br/cultura/2025/05/24/cannes-o-agente-secreto-nao-leva-palma-de-ouro-mas-faz-historia-ao-vencer-quatro-premios.html

 

O Dia (RJ)
Saiba como comprar imóvel com as novas regras

https://odia.ig.com.br/economia/2025/05/7060246-minha-casa-minha-vida-entenda-mudancas-no-programa-e-saiba-como-comprar-um-imovel.html

 

Correio do Povo (RS)
Os desafios da indústria

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/reuni%C3%A3o-almo%C3%A7o-da-ahkrs-em-porto-alegre-discute-desafios-da-ind%C3%BAstria-4-0-com-vice-presidente-da-stihl-1.1603604

 

Diário do Nordeste (CE)
Governo convoca reitores para negociação

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultima-hora/pais/lula-e-camilo-vao-receber-reitores-para-tratar-do-corte-de-verbas-para-universidades-proxima-semana-1.3653387

 

ARTIGO – SOMOS MORADA DE DEUS: CASA E ESCOLA DE COMUNHÃO

(Padre Carlos)

Há um santuário dentro de nós onde Deus deseja habitar. E não é um templo feito por mãos humanas, mas um coração aberto, simples e disponível. Somos morada de Deus. Esta não é apenas uma ideia bonita, mas a maior verdade do Evangelho deste VI Domingo da Páscoa. Quando Jesus diz: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra… e nós viremos e faremos nele a nossa morada”, Ele está revelando o que o cristianismo tem de mais sublime: Deus quer viver dentro de nós.

Mas o que significa ser morada de Deus num mundo marcado pela divisão, pela pressa, pela superficialidade, pelo barulho das ideologias e pela ausência de sentido? Significa ser casa de comunhão, espaço onde o outro é acolhido, onde a diferença é respeitada, onde o perdão tem vez, onde a paz se planta como semente que um dia será colheita.

A liturgia deste domingo é uma pregação viva, um itinerário de comunhão. Na Primeira Leitura (At 15,1-2.22-29), vemos a Igreja primitiva diante de um grande dilema: o que salva é a fé em Jesus Cristo ou o cumprimento das normas culturais herdadas? O conflito é real e atual. Também hoje, muitos querem aprisionar a fé em estruturas caducas, em formas rígidas, esquecendo-se de que o Espírito Santo é liberdade, é sopro que renova e faz discernir o essencial.

A resposta dos apóstolos é decisiva: “O Espírito Santo e nós decidimos…” — essa comunhão entre o humano e o divino é o modelo da Igreja verdadeira, aquela que escuta, acolhe, discerne e age com sabedoria. Não basta ser zeloso pelas tradições; é preciso ser fiel ao Evangelho libertador, que vai além das aparências e nos convida à radicalidade do amor.

Na Segunda Leitura (Ap 21,10-14.22-23), o autor do Apocalipse nos presenteia com a visão da Nova Jerusalém. Uma cidade sem templo, pois o próprio Deus é o templo. Eis a meta da nossa fé: viver na plenitude da Trindade, já desde agora, construindo relações de justiça, fraternidade e compaixão. A cidade santa começa aqui, com cada gesto de comunhão que realizamos em nossas casas, nas comunidades eclesiais, nas pastorais, nos movimentos sociais, nas redes de solidariedade.

O mundo grita por paz, mas se recusa a amar. Jesus oferece a paz, mas nos convida a guardar a sua palavra. É este o caminho. A verdadeira paz não é ausência de conflito, mas presença do Espírito. Aquele que nos ensina todas as coisas e nos recorda tudo o que Jesus disse.

Bilhões de corações inquietos não fazem uma humanidade em paz. Só o coração habitado pelo Espírito Santo pode transbordar serenidade e se tornar fonte de reconciliação. A Igreja não é um clube de perfeitos, mas uma escola de comunhão. Um espaço onde aprendemos a amar como Cristo, perdoar como Cristo, viver como Cristo. Onde erramos juntos, acertamos juntos, discernimos juntos, como fizeram os apóstolos.

Se somos casa e escola de comunhão, então a fé cristã não é um conjunto de regras frias, mas um modo novo de existir. É presença, é partilha, é missão. É a coragem de ser fermento na massa, luz no escuro, sinal do Reino onde ainda reina o medo, a indiferença e a dor.

Não tenhamos medo. Cristo está conosco. O Espírito Santo nos guia. E a Igreja, quando fiel ao seu Senhor, será sempre morada viva de Deus. Como família, como comunidade, como povo em marcha, sigamos construindo, com esperança e humildade, o Reino de Deus entre nós.

Boa reflexão. Que produzamos frutos de comunhão e amor, para que o mundo creia que Deus ainda habita em seu povo.

ARTIGO – SOMOS MORADA DE DEUS: CASA E ESCOLA DE COMUNHÃO

(Padre Carlos)

Há um santuário dentro de nós onde Deus deseja habitar. E não é um templo feito por mãos humanas, mas um coração aberto, simples e disponível. Somos morada de Deus. Esta não é apenas uma ideia bonita, mas a maior verdade do Evangelho deste VI Domingo da Páscoa. Quando Jesus diz: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra… e nós viremos e faremos nele a nossa morada”, Ele está revelando o que o cristianismo tem de mais sublime: Deus quer viver dentro de nós.

Mas o que significa ser morada de Deus num mundo marcado pela divisão, pela pressa, pela superficialidade, pelo barulho das ideologias e pela ausência de sentido? Significa ser casa de comunhão, espaço onde o outro é acolhido, onde a diferença é respeitada, onde o perdão tem vez, onde a paz se planta como semente que um dia será colheita.

A liturgia deste domingo é uma pregação viva, um itinerário de comunhão. Na Primeira Leitura (At 15,1-2.22-29), vemos a Igreja primitiva diante de um grande dilema: o que salva é a fé em Jesus Cristo ou o cumprimento das normas culturais herdadas? O conflito é real e atual. Também hoje, muitos querem aprisionar a fé em estruturas caducas, em formas rígidas, esquecendo-se de que o Espírito Santo é liberdade, é sopro que renova e faz discernir o essencial.

A resposta dos apóstolos é decisiva: “O Espírito Santo e nós decidimos…” — essa comunhão entre o humano e o divino é o modelo da Igreja verdadeira, aquela que escuta, acolhe, discerne e age com sabedoria. Não basta ser zeloso pelas tradições; é preciso ser fiel ao Evangelho libertador, que vai além das aparências e nos convida à radicalidade do amor.

Na Segunda Leitura (Ap 21,10-14.22-23), o autor do Apocalipse nos presenteia com a visão da Nova Jerusalém. Uma cidade sem templo, pois o próprio Deus é o templo. Eis a meta da nossa fé: viver na plenitude da Trindade, já desde agora, construindo relações de justiça, fraternidade e compaixão. A cidade santa começa aqui, com cada gesto de comunhão que realizamos em nossas casas, nas comunidades eclesiais, nas pastorais, nos movimentos sociais, nas redes de solidariedade.

O mundo grita por paz, mas se recusa a amar. Jesus oferece a paz, mas nos convida a guardar a sua palavra. É este o caminho. A verdadeira paz não é ausência de conflito, mas presença do Espírito. Aquele que nos ensina todas as coisas e nos recorda tudo o que Jesus disse.

Bilhões de corações inquietos não fazem uma humanidade em paz. Só o coração habitado pelo Espírito Santo pode transbordar serenidade e se tornar fonte de reconciliação. A Igreja não é um clube de perfeitos, mas uma escola de comunhão. Um espaço onde aprendemos a amar como Cristo, perdoar como Cristo, viver como Cristo. Onde erramos juntos, acertamos juntos, discernimos juntos, como fizeram os apóstolos.

Se somos casa e escola de comunhão, então a fé cristã não é um conjunto de regras frias, mas um modo novo de existir. É presença, é partilha, é missão. É a coragem de ser fermento na massa, luz no escuro, sinal do Reino onde ainda reina o medo, a indiferença e a dor.

Não tenhamos medo. Cristo está conosco. O Espírito Santo nos guia. E a Igreja, quando fiel ao seu Senhor, será sempre morada viva de Deus. Como família, como comunidade, como povo em marcha, sigamos construindo, com esperança e humildade, o Reino de Deus entre nós.

Boa reflexão. Que produzamos frutos de comunhão e amor, para que o mundo creia que Deus ainda habita em seu povo.

ARTIGO – Agora Inês é morta: O IBAMA, o petróleo e a soberania adiada

 

 

(Padre Carlos)

Quando decidi escrever artigos de opinião, compreendi que a verdade não se transmite — ela se alcança. Cada um a percebe por si, como quem parte numa jornada solitária rumo ao desconhecido. A verdade, como a morte, é pessoal e intransferível. E neste país de tantas máscaras e discursos ocos, é preciso coragem para dizer o óbvio: o Brasil foi impedido de explorar uma de suas maiores riquezas energéticas por um entrave ideológico travestido de consciência ambiental.

O IBAMA, que deveria ser um órgão técnico de Estado, agiu como se fosse um braço militante de um ambientalismo sectário, movido mais por alinhamentos ideológicos que por bom senso. A Margem Equatorial, região rica em petróleo e esperança, ficou refém de um debate irracional. A Petrobras, que há décadas representa a soberania energética do país, foi barrada não por falta de estudos, mas por excesso de militância.

E quando o Senado reagiu, desnudando o exagero e forçando uma mudança legislativa, o IBAMA correu para liberar a licença. Mas “agora Inês é morta”. A expressão portuguesa, que evoca o amor tardio do rei Pedro I, aplica-se com precisão ao drama nacional: a chance de projetar o Brasil ao protagonismo energético do século XXI foi atrasada, talvez comprometida, por um moralismo ambiental que, ao fim, traiu até os moderados.

A história de Inês de Castro, aquela bela dama galega assassinada em nome da moral e da política, revive-se aqui com tintas de petróleo. O rei D. Afonso IV, temendo ameaças à estabilidade do trono, permitiu o assassinato de Inês. No nosso caso, em nome de uma imagem internacional e da próxima COP-30, sacrificou-se a soberania. E assim como D. Pedro coroou rainha sua amada já morta, o governo agora tenta ressuscitar o licenciamento como se o tempo não houvesse passado.

Mas os danos já foram causados. Perdeu-se tempo, investimentos e confiança. Até mesmo os que defendiam uma exploração cautelosa se indignaram. A política ambiental brasileira perdeu o rumo ao deixar-se capturar por agendas que nem sempre refletem os interesses nacionais. Pior: ao sacrificar a racionalidade, o debate perdeu legitimidade.

E enquanto o Brasil assiste à Guiana e ao Suriname explorarem suas reservas com apoio de grandes potências, resta-nos a metáfora trágica: a floresta pode continuar de pé, mas o país se ajoelha diante de seus próprios fantasmas.

ARTIGO – Agora Inês é morta: O IBAMA, o petróleo e a soberania adiada

 

 

(Padre Carlos)

Quando decidi escrever artigos de opinião, compreendi que a verdade não se transmite — ela se alcança. Cada um a percebe por si, como quem parte numa jornada solitária rumo ao desconhecido. A verdade, como a morte, é pessoal e intransferível. E neste país de tantas máscaras e discursos ocos, é preciso coragem para dizer o óbvio: o Brasil foi impedido de explorar uma de suas maiores riquezas energéticas por um entrave ideológico travestido de consciência ambiental.

O IBAMA, que deveria ser um órgão técnico de Estado, agiu como se fosse um braço militante de um ambientalismo sectário, movido mais por alinhamentos ideológicos que por bom senso. A Margem Equatorial, região rica em petróleo e esperança, ficou refém de um debate irracional. A Petrobras, que há décadas representa a soberania energética do país, foi barrada não por falta de estudos, mas por excesso de militância.

E quando o Senado reagiu, desnudando o exagero e forçando uma mudança legislativa, o IBAMA correu para liberar a licença. Mas “agora Inês é morta”. A expressão portuguesa, que evoca o amor tardio do rei Pedro I, aplica-se com precisão ao drama nacional: a chance de projetar o Brasil ao protagonismo energético do século XXI foi atrasada, talvez comprometida, por um moralismo ambiental que, ao fim, traiu até os moderados.

A história de Inês de Castro, aquela bela dama galega assassinada em nome da moral e da política, revive-se aqui com tintas de petróleo. O rei D. Afonso IV, temendo ameaças à estabilidade do trono, permitiu o assassinato de Inês. No nosso caso, em nome de uma imagem internacional e da próxima COP-30, sacrificou-se a soberania. E assim como D. Pedro coroou rainha sua amada já morta, o governo agora tenta ressuscitar o licenciamento como se o tempo não houvesse passado.

Mas os danos já foram causados. Perdeu-se tempo, investimentos e confiança. Até mesmo os que defendiam uma exploração cautelosa se indignaram. A política ambiental brasileira perdeu o rumo ao deixar-se capturar por agendas que nem sempre refletem os interesses nacionais. Pior: ao sacrificar a racionalidade, o debate perdeu legitimidade.

E enquanto o Brasil assiste à Guiana e ao Suriname explorarem suas reservas com apoio de grandes potências, resta-nos a metáfora trágica: a floresta pode continuar de pé, mas o país se ajoelha diante de seus próprios fantasmas.

ARTIGO – DNIT assume BR-116 e abre caminho para as obras que a VIABAHIA nunca fez

 

(Padre Carlos)

Após anos de descaso e descumprimento contratual, a população do Sudoeste da Bahia pode, enfim, respirar aliviada. O contrato com a concessionária VIABAHIA foi rompido — e com isso se encerra um ciclo marcado por promessas não cumpridas, buracos nas estradas e cobrança de pedágios abusivos. A partir de agora, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) assume integralmente a manutenção da BR-116, sem repassar qualquer custo à população. O pedágio foi suspenso, e os serviços de tapa-buracos estão em andamento.

A mobilização popular, capitaneada pelo movimento DUPLICA SUDOESTE, foi fundamental para esta conquista. Mas como bem lembra o ativista José Maria Caires, esta não é a linha de chegada — é apenas um novo ponto de partida.

A duplicação da BR-116 na Bahia é prioridade absoluta para garantir segurança viária e desenvolvimento econômico regional. Agora, o foco se volta para a captação de recursos junto ao Ministério dos Transportes, com o objetivo de viabilizar obras estruturantes:

  • Viaduto da URBIS VI, em Vitória da Conquista, para resolver um dos mais perigosos cruzamentos urbanos;

  • Viaduto dos Campinhos, para melhorar o fluxo de veículos pesados e reduzir congestionamentos;

  • Rotatória do Distrito Industrial, fundamental para o escoamento de cargas e prevenção de acidentes;

  • Faixas adicionais entre o entroncamento de Belo Campo e Planalto, melhorando a fluidez e segurança em um dos trechos mais críticos da BR-116.

Essas intervenções já contam com projetos técnicos e orçamentos definidos. Segundo o movimento DUPLICA SUDOESTE, é possível iniciar as obras antes da chegada de uma nova concessionária, desde que haja vontade política e alocação de verbas emergenciais por parte do governo federal.

O telefone do DNIT (0800 580 2848) está disponível para informações e denúncias. Mas acima de tudo, é hora de fortalecer o diálogo com o Ministério dos Transportes e pressionar por ações concretas. A duplicação da BR-116 não pode mais esperar.

O caso da VIABAHIA se tornará um marco na luta por rodovias mais justas e eficientes. A retomada do controle pelo Estado e a suspensão do pedágio mostram que quando o povo se organiza, a história muda de direção. Agora, com união e foco, podemos transformar essa estrada em um verdadeiro caminho para o futuro.

ARTIGO – DNIT assume BR-116 e abre caminho para as obras que a VIABAHIA nunca fez

 

(Padre Carlos)

Após anos de descaso e descumprimento contratual, a população do Sudoeste da Bahia pode, enfim, respirar aliviada. O contrato com a concessionária VIABAHIA foi rompido — e com isso se encerra um ciclo marcado por promessas não cumpridas, buracos nas estradas e cobrança de pedágios abusivos. A partir de agora, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) assume integralmente a manutenção da BR-116, sem repassar qualquer custo à população. O pedágio foi suspenso, e os serviços de tapa-buracos estão em andamento.

A mobilização popular, capitaneada pelo movimento DUPLICA SUDOESTE, foi fundamental para esta conquista. Mas como bem lembra o ativista José Maria Caires, esta não é a linha de chegada — é apenas um novo ponto de partida.

A duplicação da BR-116 na Bahia é prioridade absoluta para garantir segurança viária e desenvolvimento econômico regional. Agora, o foco se volta para a captação de recursos junto ao Ministério dos Transportes, com o objetivo de viabilizar obras estruturantes:

  • Viaduto da URBIS VI, em Vitória da Conquista, para resolver um dos mais perigosos cruzamentos urbanos;

  • Viaduto dos Campinhos, para melhorar o fluxo de veículos pesados e reduzir congestionamentos;

  • Rotatória do Distrito Industrial, fundamental para o escoamento de cargas e prevenção de acidentes;

  • Faixas adicionais entre o entroncamento de Belo Campo e Planalto, melhorando a fluidez e segurança em um dos trechos mais críticos da BR-116.

Essas intervenções já contam com projetos técnicos e orçamentos definidos. Segundo o movimento DUPLICA SUDOESTE, é possível iniciar as obras antes da chegada de uma nova concessionária, desde que haja vontade política e alocação de verbas emergenciais por parte do governo federal.

O telefone do DNIT (0800 580 2848) está disponível para informações e denúncias. Mas acima de tudo, é hora de fortalecer o diálogo com o Ministério dos Transportes e pressionar por ações concretas. A duplicação da BR-116 não pode mais esperar.

O caso da VIABAHIA se tornará um marco na luta por rodovias mais justas e eficientes. A retomada do controle pelo Estado e a suspensão do pedágio mostram que quando o povo se organiza, a história muda de direção. Agora, com união e foco, podemos transformar essa estrada em um verdadeiro caminho para o futuro.

Manchetes dos principais jornais nacionais deste sábado

 

 

Da Redação
Publicado em 24 de maio de 2025

 

Folha de S. Paulo
Medo do ‘efeito Nikolas’ pesou em recuou do governo Luça sobre o IOF

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/medo-de-efeito-nikolas-pesou-para-fazenda-corrigir-rota-do-iof-quase-meia-noite.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Crise do IOF acirra ‘fogo amigo’ dentro do governo

https://www.estadao.com.br/politica/planalto-ve-cobranca-de-iof-como-tiro-no-pe-e-sidonio-entra-em-campo-para-conter-dano/?srsltid=AfmBOoofMcIrLh5YTbZC_8E02VuhfjnmgiXcFJxwIRbmBll0T0kMTBU2

 

Zero Hora (RS)
Estado lista 204 áreas de alto risco para desastres naturais na Capital

https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2025/05/estudo-aponta-que-74-mil-pessoas-vivem-em-locais-de-alto-risco-para-desastres-naturais-em-porto-alegre-cmay9zxc200z1011gjhj3pdta.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Brasil tem 2,4 milhões de autistas, segundo 1º cálculo oficial

https://jc.uol.com.br/colunas/saude-e-bem-estar/2025/05/23/pais-tem-24-milhoes-de-autistas-diz-1-calculo-oficial-do-ibge.html#:~:text=S%C3%A3o%202%2C4%20milh%C3%B5es%20que,Estat%C3%ADstica%20(IBGE)%20divulgados%20ontem.

 

Correio Braziliense
Governo corta R$ 31 bi e eleva alíquotas do IOF

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/05/7154320-governo-recua-e-revoga-parte-de-decreto-sobre-iof-apos-reacao-negativa.html

 

Folha de Pernambuco
Sebastião Salgado
O mestre da fotografia

https://www.folhape.com.br/cultura/sebastiao-salgado-fotografia-morreu/413421/

 

O Dia (RJ)
Adeus a um ícone da fotografia

https://odia.ig.com.br/brasil/2019/04/5633120-amigos-dao-adeus-ao–fotografo-dos-presidentes.html

 

O Globo
Recuo no IOF acalma mercado, mas expõe divisão no governo

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/24/recuo-do-governo-no-iof-acalma-mercados-mas-pode-ampliar-contingenciamento.ghtml

 

Diário do Nordeste (CE)
CE tem 3º maior percentual de autistas do Brasil

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/ceara-tem-3-maior-percentual-de-autistas-do-brasil-com-126-mil-pessoas-veja-raio-x-do-censo-1.3652959

 

Estado de Minas
Tião de Aimorés
Fotógrafo da terra

https://www.em.com.br/cultura/2025/05/7155136-sebastiao-salgado-tiao-querido-adeus-e-obrigado.html

 

A Tarde (BA)
Bahia articula investimentos de R$ 1,5 bilhão em portos

https://atarde.com.br/?d=1

 

Meia Hora (RJ)
Cobrança por resgate de carros roubados liga PMs a traficantes

https://www.meiahora.com.br/geral/2019/02/5621806-megaoperacao-da-pm-contra-roubo-de-carros-vazou.html#foto=1

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais deste sábado

 

 

Da Redação
Publicado em 24 de maio de 2025

 

Folha de S. Paulo
Medo do ‘efeito Nikolas’ pesou em recuou do governo Luça sobre o IOF

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/medo-de-efeito-nikolas-pesou-para-fazenda-corrigir-rota-do-iof-quase-meia-noite.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Crise do IOF acirra ‘fogo amigo’ dentro do governo

https://www.estadao.com.br/politica/planalto-ve-cobranca-de-iof-como-tiro-no-pe-e-sidonio-entra-em-campo-para-conter-dano/?srsltid=AfmBOoofMcIrLh5YTbZC_8E02VuhfjnmgiXcFJxwIRbmBll0T0kMTBU2

 

Zero Hora (RS)
Estado lista 204 áreas de alto risco para desastres naturais na Capital

https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2025/05/estudo-aponta-que-74-mil-pessoas-vivem-em-locais-de-alto-risco-para-desastres-naturais-em-porto-alegre-cmay9zxc200z1011gjhj3pdta.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Brasil tem 2,4 milhões de autistas, segundo 1º cálculo oficial

https://jc.uol.com.br/colunas/saude-e-bem-estar/2025/05/23/pais-tem-24-milhoes-de-autistas-diz-1-calculo-oficial-do-ibge.html#:~:text=S%C3%A3o%202%2C4%20milh%C3%B5es%20que,Estat%C3%ADstica%20(IBGE)%20divulgados%20ontem.

 

Correio Braziliense
Governo corta R$ 31 bi e eleva alíquotas do IOF

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/05/7154320-governo-recua-e-revoga-parte-de-decreto-sobre-iof-apos-reacao-negativa.html

 

Folha de Pernambuco
Sebastião Salgado
O mestre da fotografia

https://www.folhape.com.br/cultura/sebastiao-salgado-fotografia-morreu/413421/

 

O Dia (RJ)
Adeus a um ícone da fotografia

https://odia.ig.com.br/brasil/2019/04/5633120-amigos-dao-adeus-ao–fotografo-dos-presidentes.html

 

O Globo
Recuo no IOF acalma mercado, mas expõe divisão no governo

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/24/recuo-do-governo-no-iof-acalma-mercados-mas-pode-ampliar-contingenciamento.ghtml

 

Diário do Nordeste (CE)
CE tem 3º maior percentual de autistas do Brasil

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/ceara-tem-3-maior-percentual-de-autistas-do-brasil-com-126-mil-pessoas-veja-raio-x-do-censo-1.3652959

 

Estado de Minas
Tião de Aimorés
Fotógrafo da terra

https://www.em.com.br/cultura/2025/05/7155136-sebastiao-salgado-tiao-querido-adeus-e-obrigado.html

 

A Tarde (BA)
Bahia articula investimentos de R$ 1,5 bilhão em portos

https://atarde.com.br/?d=1

 

Meia Hora (RJ)
Cobrança por resgate de carros roubados liga PMs a traficantes

https://www.meiahora.com.br/geral/2019/02/5621806-megaoperacao-da-pm-contra-roubo-de-carros-vazou.html#foto=1

 

 

ARTIGO – Mulher leva bebê reborn para ser vacinada em UBS no litoral de SC

 

 

 (Padre Carlos)

 

Há gestos que são como preces mudas, manifestações silenciosas de uma alma que clama por sentido. Em Santa Catarina, uma mulher levou um bebê reborn para vacinar. Não era apenas uma boneca: era o eco de um desejo antigo, o reflexo de uma maternidade que insiste em existir, mesmo quando não lhe é permitido florescer.

As redes sociais riram. Transformaram o gesto em piada, em escárnio. É mais fácil rir do que sentir. Mais confortável zombar do que reconhecer-se no espelho do afeto não correspondido. No entanto, por trás daquele carrinho empurrado com cuidado, pulsa a alma de alguém que não desiste de amar. Quantos de nós já não desejamos dar colo mesmo sem ter a quem?

Aquela mulher — tão ridicularizada — apenas deu forma ao que milhões sentem em silêncio. Há uma ternura represada em muitas vidas. Um instinto de acolher, de proteger, de ensinar… mas que bate em portas fechadas. Às vezes pela biologia, às vezes pela vida. A boneca, inerte, torna-se confidente, alívio, companhia. É um amor que se inventa para não morrer sufocado.

Ser mãe vai além do cordão umbilical. Há mulheres que geram cuidado em cada gesto, mesmo que nunca tenham dado à luz. Há maternidades emocionais, espirituais, sociais. E essa mulher, ao dar vacina ao seu reborn, exercitou uma forma de amar legítima, pura, necessária.

Vivemos tempos em que se multiplicam os vazios. A tecnologia nos conecta, mas não nos abraça. A rotina nos engole, mas não nos nutre. Assim, cada um de nós cria substitutos emocionais — sejam animais, personagens, objetos ou até ideias — para suportar a ausência do que é essencial. Essa mulher apenas expôs, com coragem, o que muitos escondem com vergonha.

Naquele posto de saúde, não houve delírio. Houve coragem. Ela nos mostrou que cuidar, mesmo do que não respira, é um jeito de manter a humanidade viva. Seu gesto não foi loucura, foi lucidez. Em um mundo onde tantos se tornam duros, ela escolheu ser suave.

Antes de rirmos dela, deveríamos olhar para dentro. Quantas vezes já criamos nossos próprios reborns emocionais? Quantas vezes nutrimos lembranças, sonhos, relações passadas, só para manter acesa a chama de quem somos?

Aquela mulher não estava em fuga da realidade. Estava, talvez, tentando salvar-se dela.

 

ARTIGO – Mulher leva bebê reborn para ser vacinada em UBS no litoral de SC

 

 

 (Padre Carlos)

 

Há gestos que são como preces mudas, manifestações silenciosas de uma alma que clama por sentido. Em Santa Catarina, uma mulher levou um bebê reborn para vacinar. Não era apenas uma boneca: era o eco de um desejo antigo, o reflexo de uma maternidade que insiste em existir, mesmo quando não lhe é permitido florescer.

As redes sociais riram. Transformaram o gesto em piada, em escárnio. É mais fácil rir do que sentir. Mais confortável zombar do que reconhecer-se no espelho do afeto não correspondido. No entanto, por trás daquele carrinho empurrado com cuidado, pulsa a alma de alguém que não desiste de amar. Quantos de nós já não desejamos dar colo mesmo sem ter a quem?

Aquela mulher — tão ridicularizada — apenas deu forma ao que milhões sentem em silêncio. Há uma ternura represada em muitas vidas. Um instinto de acolher, de proteger, de ensinar… mas que bate em portas fechadas. Às vezes pela biologia, às vezes pela vida. A boneca, inerte, torna-se confidente, alívio, companhia. É um amor que se inventa para não morrer sufocado.

Ser mãe vai além do cordão umbilical. Há mulheres que geram cuidado em cada gesto, mesmo que nunca tenham dado à luz. Há maternidades emocionais, espirituais, sociais. E essa mulher, ao dar vacina ao seu reborn, exercitou uma forma de amar legítima, pura, necessária.

Vivemos tempos em que se multiplicam os vazios. A tecnologia nos conecta, mas não nos abraça. A rotina nos engole, mas não nos nutre. Assim, cada um de nós cria substitutos emocionais — sejam animais, personagens, objetos ou até ideias — para suportar a ausência do que é essencial. Essa mulher apenas expôs, com coragem, o que muitos escondem com vergonha.

Naquele posto de saúde, não houve delírio. Houve coragem. Ela nos mostrou que cuidar, mesmo do que não respira, é um jeito de manter a humanidade viva. Seu gesto não foi loucura, foi lucidez. Em um mundo onde tantos se tornam duros, ela escolheu ser suave.

Antes de rirmos dela, deveríamos olhar para dentro. Quantas vezes já criamos nossos próprios reborns emocionais? Quantas vezes nutrimos lembranças, sonhos, relações passadas, só para manter acesa a chama de quem somos?

Aquela mulher não estava em fuga da realidade. Estava, talvez, tentando salvar-se dela.

 

ARTIGO – Sheila Lemos oxigena a gestão e fortalece a governabilidade com mudanças no segundo escalão

 

(Padre Carlos)

Governar é, acima de tudo, saber escolher pessoas. E a prefeita Sheila Lemos (UB) demonstra, mais uma vez, que tem plena consciência de que uma gestão moderna exige dinamismo, renovação e estratégia. As recentes mudanças realizadas nos cargos comissionados do segundo escalão da Prefeitura de Vitória da Conquista representam mais do que simples nomeações: são um claro sinal de que o governo busca eficiência, inovação e uma máquina pública mais alinhada com os desafios do presente.

Ao promover a oxigenação administrativa, a prefeita fortalece sua equipe com novos quadros técnicos e perfis qualificados para áreas essenciais da administração municipal. A Secretaria de Transparência e Controle, por exemplo, que é uma das mais sensíveis e estratégicas, foi revitalizada com nomes como Aline Maciel, agora Ouvidora-Geral, Érica Santos, que assume a assessoria de Transformação Digital, e Tatiana Teles, na coordenação de integridade e combate à corrupção. Um tripé de confiança que sinaliza compromisso com a ética e a modernização dos serviços públicos.

A comunicação institucional também recebeu reforços importantes. Sidnei Flores passa a liderar a área de Mídias Sociais e Wilson Júnior assume o Monitoramento. Numa era em que a boa comunicação com o cidadão é imprescindível, essas escolhas mostram que a prefeitura está atenta às novas formas de dialogar com a população e prestar contas de forma clara, rápida e transparente.

Na Secretaria de Gestão e Inovação, Gabriel Bino assume a gerência de Patrimônio, o que promete trazer mais cuidado com os bens públicos e uma visão renovada sobre a utilização racional dos recursos municipais.

Essas mudanças, longe de serem aleatórias, são parte de uma engrenagem pensada com responsabilidade e planejamento. Sheila Lemos, que se prepara para consolidar sua atuação no segundo mandato, mostra sensibilidade política e firmeza administrativa ao escolher um novo time. É assim que se fortalece uma governabilidade sólida, voltada para resultados concretos e sustentáveis.

A população de Vitória da Conquista merece e precisa de uma gestão pública eficiente, conectada com os novos tempos e pronta para responder aos desafios que surgem. Renovar o segundo escalão é sinal de inteligência administrativa e visão de futuro. A prefeita acerta ao trazer sangue novo, ao mesmo tempo em que reforça a missão de continuar transformando a cidade com trabalho sério, transparência e compromisso com as pessoas.

ARTIGO – Sheila Lemos oxigena a gestão e fortalece a governabilidade com mudanças no segundo escalão

 

(Padre Carlos)

Governar é, acima de tudo, saber escolher pessoas. E a prefeita Sheila Lemos (UB) demonstra, mais uma vez, que tem plena consciência de que uma gestão moderna exige dinamismo, renovação e estratégia. As recentes mudanças realizadas nos cargos comissionados do segundo escalão da Prefeitura de Vitória da Conquista representam mais do que simples nomeações: são um claro sinal de que o governo busca eficiência, inovação e uma máquina pública mais alinhada com os desafios do presente.

Ao promover a oxigenação administrativa, a prefeita fortalece sua equipe com novos quadros técnicos e perfis qualificados para áreas essenciais da administração municipal. A Secretaria de Transparência e Controle, por exemplo, que é uma das mais sensíveis e estratégicas, foi revitalizada com nomes como Aline Maciel, agora Ouvidora-Geral, Érica Santos, que assume a assessoria de Transformação Digital, e Tatiana Teles, na coordenação de integridade e combate à corrupção. Um tripé de confiança que sinaliza compromisso com a ética e a modernização dos serviços públicos.

A comunicação institucional também recebeu reforços importantes. Sidnei Flores passa a liderar a área de Mídias Sociais e Wilson Júnior assume o Monitoramento. Numa era em que a boa comunicação com o cidadão é imprescindível, essas escolhas mostram que a prefeitura está atenta às novas formas de dialogar com a população e prestar contas de forma clara, rápida e transparente.

Na Secretaria de Gestão e Inovação, Gabriel Bino assume a gerência de Patrimônio, o que promete trazer mais cuidado com os bens públicos e uma visão renovada sobre a utilização racional dos recursos municipais.

Essas mudanças, longe de serem aleatórias, são parte de uma engrenagem pensada com responsabilidade e planejamento. Sheila Lemos, que se prepara para consolidar sua atuação no segundo mandato, mostra sensibilidade política e firmeza administrativa ao escolher um novo time. É assim que se fortalece uma governabilidade sólida, voltada para resultados concretos e sustentáveis.

A população de Vitória da Conquista merece e precisa de uma gestão pública eficiente, conectada com os novos tempos e pronta para responder aos desafios que surgem. Renovar o segundo escalão é sinal de inteligência administrativa e visão de futuro. A prefeita acerta ao trazer sangue novo, ao mesmo tempo em que reforça a missão de continuar transformando a cidade com trabalho sério, transparência e compromisso com as pessoas.