Política e Resenha

O Céu se Move para Ajudar: Helicóptero Reforça Operação que Mobiliza Vitória da Conquista nas Buscas por Rosânia

A cidade de Vitória da Conquista acompanha com atenção e esperança cada nova atualização sobre as buscas por Rosânia Silva Borges, desaparecida após ser levada por uma forte enxurrada durante o temporal que atingiu o município na tarde de segunda-feira, 9 de março. O episódio ocorreu nas proximidades da Avenida Caracas, no bairro Jurema, um dos pontos afetados pela intensidade da chuva registrada naquele dia.

Diante da comoção que tomou conta da cidade e da complexidade da operação de resgate, a prefeita Sheila Lemos informou que manteve contato direto com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, solicitando apoio adicional para ampliar a capacidade de busca. Como resultado desse diálogo institucional, foi confirmada a mobilização de um helicóptero e de mais uma equipe do Corpo de Bombeiros para reforçar as operações.

A chegada do helicóptero representa um novo recurso estratégico nas buscas, permitindo ampliar o campo de observação e acessar áreas que, por terra, apresentam dificuldades para as equipes de resgate. A aeronave deve auxiliar na varredura aérea do percurso da enxurrada, acompanhando trechos do canal e regiões por onde a correnteza pode ter conduzido a vítima.

Desde o momento do desaparecimento, a operação mobiliza diferentes estruturas de resposta. Equipes do Corpo de Bombeiros realizam varreduras ao longo do canal de drenagem e em pontos conectados ao Rio Verruga, utilizando técnicas de busca em áreas alagadas e também equipamentos especializados para inspeção do leito do canal.

Paralelamente, órgãos municipais também participam da força-tarefa. Agentes da Defesa Civil, da Guarda Municipal e de secretarias da administração local atuam em apoio logístico, monitoramento das áreas atingidas e assistência à família da vítima.

O temporal que atingiu Vitória da Conquista foi considerado intenso e provocou alagamentos e enxurradas em diferentes pontos da cidade. Em algumas regiões, o acumulado de chuva chegou a aproximadamente 30 milímetros em cerca de duas horas, volume suficiente para transformar ruas em fortes correntes de água e causar transtornos em diversos bairros.

De acordo com relatos registrados no momento do incidente, Rosânia estava em um carro de transporte por aplicativo quando o veículo foi surpreendido pela força da água na Avenida Caracas. A passageira e o motorista conseguiram sair do automóvel antes que ele fosse arrastado para o canal, porém apenas o condutor conseguiu alcançar um local seguro, enquanto Rosânia foi levada pela correnteza.

Enquanto as equipes seguem ampliando o alcance das buscas, o caso continua mobilizando moradores de Vitória da Conquista, que acompanham com apreensão e solidariedade cada etapa da operação. A expectativa da população permanece voltada para o trabalho das equipes de resgate e para as novas frentes de busca abertas com o reforço aéreo anunciado pelas autoridades.

Neste momento, a prioridade das equipes permanece concentrada na intensificação das varreduras e na utilização de todos os recursos disponíveis para tentar localizar Rosânia, mantendo ativa a esperança de uma resposta para a família e para toda a comunidade conquistense que acompanha o caso.

(Maria Clara)

O Céu se Move para Ajudar: Helicóptero Reforça Operação que Mobiliza Vitória da Conquista nas Buscas por Rosânia

A cidade de Vitória da Conquista acompanha com atenção e esperança cada nova atualização sobre as buscas por Rosânia Silva Borges, desaparecida após ser levada por uma forte enxurrada durante o temporal que atingiu o município na tarde de segunda-feira, 9 de março. O episódio ocorreu nas proximidades da Avenida Caracas, no bairro Jurema, um dos pontos afetados pela intensidade da chuva registrada naquele dia.

Diante da comoção que tomou conta da cidade e da complexidade da operação de resgate, a prefeita Sheila Lemos informou que manteve contato direto com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, solicitando apoio adicional para ampliar a capacidade de busca. Como resultado desse diálogo institucional, foi confirmada a mobilização de um helicóptero e de mais uma equipe do Corpo de Bombeiros para reforçar as operações.

A chegada do helicóptero representa um novo recurso estratégico nas buscas, permitindo ampliar o campo de observação e acessar áreas que, por terra, apresentam dificuldades para as equipes de resgate. A aeronave deve auxiliar na varredura aérea do percurso da enxurrada, acompanhando trechos do canal e regiões por onde a correnteza pode ter conduzido a vítima.

Desde o momento do desaparecimento, a operação mobiliza diferentes estruturas de resposta. Equipes do Corpo de Bombeiros realizam varreduras ao longo do canal de drenagem e em pontos conectados ao Rio Verruga, utilizando técnicas de busca em áreas alagadas e também equipamentos especializados para inspeção do leito do canal.

Paralelamente, órgãos municipais também participam da força-tarefa. Agentes da Defesa Civil, da Guarda Municipal e de secretarias da administração local atuam em apoio logístico, monitoramento das áreas atingidas e assistência à família da vítima.

O temporal que atingiu Vitória da Conquista foi considerado intenso e provocou alagamentos e enxurradas em diferentes pontos da cidade. Em algumas regiões, o acumulado de chuva chegou a aproximadamente 30 milímetros em cerca de duas horas, volume suficiente para transformar ruas em fortes correntes de água e causar transtornos em diversos bairros.

De acordo com relatos registrados no momento do incidente, Rosânia estava em um carro de transporte por aplicativo quando o veículo foi surpreendido pela força da água na Avenida Caracas. A passageira e o motorista conseguiram sair do automóvel antes que ele fosse arrastado para o canal, porém apenas o condutor conseguiu alcançar um local seguro, enquanto Rosânia foi levada pela correnteza.

Enquanto as equipes seguem ampliando o alcance das buscas, o caso continua mobilizando moradores de Vitória da Conquista, que acompanham com apreensão e solidariedade cada etapa da operação. A expectativa da população permanece voltada para o trabalho das equipes de resgate e para as novas frentes de busca abertas com o reforço aéreo anunciado pelas autoridades.

Neste momento, a prioridade das equipes permanece concentrada na intensificação das varreduras e na utilização de todos os recursos disponíveis para tentar localizar Rosânia, mantendo ativa a esperança de uma resposta para a família e para toda a comunidade conquistense que acompanha o caso.

(Maria Clara)

Luto: Mirella, de apenas 17 anos, morreu ao cair de prédio no Bairro Candeias

A manhã desta terça-feira (10) amanheceu marcada por uma notícia que rapidamente se espalhou por Vitória da Conquista e provocou uma onda de comoção entre moradores, familiares e amigos. A jovem identificada como Mirella Mascarenhas faleceu após ser socorrida e encaminhada ao Hospital de Base da cidade, onde recebeu atendimento, mas infelizmente não resistiu.

As primeiras informações indicam que Mirella foi levada ao hospital após um ocorrido no Bairro Candeias, uma das regiões mais conhecidas da cidade. Apesar do esforço das equipes médicas que atuaram no atendimento, a jovem teve o óbito confirmado ainda na manhã desta terça-feira.

A notícia repercutiu rapidamente nas redes sociais, onde amigos, familiares e conhecidos passaram a compartilhar mensagens de despedida, lembranças e homenagens. Em poucas horas, o nome de Mirella passou a circular em diversos perfis, acompanhado de palavras de carinho e de manifestações de pesar pela perda precoce.

Em momentos como este, a cidade costuma revelar um sentimento coletivo de solidariedade. A dor da família encontra eco em amigos, colegas e em muitas pessoas que, mesmo sem convívio direto com a jovem, se sensibilizam diante de uma vida interrompida tão cedo.

Até o momento, as circunstâncias do ocorrido ainda não foram oficialmente detalhadas. O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, responsáveis por esclarecer os fatos e conduzir as apurações necessárias para compreender o que aconteceu.

Enquanto isso, permanece o clima de luto e respeito diante da perda. Em Vitória da Conquista, muitos continuam expressando apoio à família e lembrando Mirella por meio de mensagens que destacam momentos vividos, gestos de amizade e memórias compartilhadas.

A partida de uma jovem costuma deixar marcas profundas na comunidade. Mais do que uma notícia, trata-se de um episódio que mobiliza sentimentos e recorda a importância da empatia, do cuidado e da solidariedade entre as pessoas.

Neste momento, familiares e amigos seguem recebendo manifestações de carinho, enquanto a cidade acompanha com atenção as informações que deverão ser esclarecidas oficialmente nos próximos dias.

(Maria Clara)

Luto: Mirella, de apenas 17 anos, morreu ao cair de prédio no Bairro Candeias

A manhã desta terça-feira (10) amanheceu marcada por uma notícia que rapidamente se espalhou por Vitória da Conquista e provocou uma onda de comoção entre moradores, familiares e amigos. A jovem identificada como Mirella Mascarenhas faleceu após ser socorrida e encaminhada ao Hospital de Base da cidade, onde recebeu atendimento, mas infelizmente não resistiu.

As primeiras informações indicam que Mirella foi levada ao hospital após um ocorrido no Bairro Candeias, uma das regiões mais conhecidas da cidade. Apesar do esforço das equipes médicas que atuaram no atendimento, a jovem teve o óbito confirmado ainda na manhã desta terça-feira.

A notícia repercutiu rapidamente nas redes sociais, onde amigos, familiares e conhecidos passaram a compartilhar mensagens de despedida, lembranças e homenagens. Em poucas horas, o nome de Mirella passou a circular em diversos perfis, acompanhado de palavras de carinho e de manifestações de pesar pela perda precoce.

Em momentos como este, a cidade costuma revelar um sentimento coletivo de solidariedade. A dor da família encontra eco em amigos, colegas e em muitas pessoas que, mesmo sem convívio direto com a jovem, se sensibilizam diante de uma vida interrompida tão cedo.

Até o momento, as circunstâncias do ocorrido ainda não foram oficialmente detalhadas. O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, responsáveis por esclarecer os fatos e conduzir as apurações necessárias para compreender o que aconteceu.

Enquanto isso, permanece o clima de luto e respeito diante da perda. Em Vitória da Conquista, muitos continuam expressando apoio à família e lembrando Mirella por meio de mensagens que destacam momentos vividos, gestos de amizade e memórias compartilhadas.

A partida de uma jovem costuma deixar marcas profundas na comunidade. Mais do que uma notícia, trata-se de um episódio que mobiliza sentimentos e recorda a importância da empatia, do cuidado e da solidariedade entre as pessoas.

Neste momento, familiares e amigos seguem recebendo manifestações de carinho, enquanto a cidade acompanha com atenção as informações que deverão ser esclarecidas oficialmente nos próximos dias.

(Maria Clara)

ARTIGO — Quando a Cidade Para para Esperar: O Pronunciamento de Ivan Cordeiro e a Angústia de Vitória da Conquista

 

 

Padre Carlos

 

Há momentos em que uma cidade inteira prende a respiração.

Foi exatamente esse sentimento que tomou conta de Vitória da Conquista depois das fortes chuvas que atingiram o município nesta segunda-feira e trouxeram uma notícia que rapidamente se espalhou entre os moradores: o desaparecimento de Rosânia, arrastada pela enxurrada em meio à força devastadora das águas.

Em situações assim, cada minuto pesa. Cada informação é aguardada com ansiedade. Cada esperança se transforma em uma corrente silenciosa de solidariedade que percorre bairros, ruas e famílias.

Diante desse cenário de apreensão, o presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro, tornou público um pronunciamento que traduz o sentimento coletivo da cidade.

Em sua manifestação, Ivan Cordeiro afirmou acompanhar “com muita preocupação as informações sobre o desaparecimento de Rosânia após ser arrastada pela enxurrada durante as fortes chuvas registradas em Vitória da Conquista nesta segunda-feira.”

A declaração não é apenas um gesto institucional. É também um reconhecimento de que, diante de tragédias provocadas por chuvas intensas e enxurradas, a dor de uma família rapidamente se transforma em preocupação de toda a comunidade.

No texto divulgado, o presidente da Câmara expressa solidariedade aos familiares e amigos da vítima, deixando claro que, neste momento, a cidade se une em torno de um sentimento comum: a esperança.

Manifesto minha solidariedade aos familiares e amigos, na esperança de que as equipes de busca tenham êxito em seu trabalho”, destacou.

Essa esperança repousa hoje no trabalho incansável das equipes de emergência. Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e diversos profissionais seguem mobilizados nas buscas e no atendimento às ocorrências provocadas pelas chuvas que atingiram a cidade.

O próprio Ivan Cordeiro fez questão de registrar publicamente esse reconhecimento.

Em sua nota, ele ressaltou o empenho das equipes que estão atuando nas buscas e no socorro à população, lembrando que esses profissionais enfrentam situações de risco e condições adversas para cumprir uma missão que exige coragem, preparo e humanidade.

Mas o pronunciamento do presidente da Câmara não se limita ao gesto simbólico da solidariedade.

Ele também reafirma o papel institucional do Legislativo municipal diante de um momento delicado para a cidade.

“A Câmara Municipal de Vitória da Conquista segue acompanhando a situação e se coloca à disposição para colaborar com todas as medidas necessárias diante deste momento difícil para a nossa cidade”, afirmou.

Essa declaração tem um peso importante. Em tempos de crise provocada por chuvas fortes, enxurradas e eventos climáticos extremos, a atuação coordenada entre instituições públicas torna-se essencial para garantir respostas rápidas e eficazes.

O desaparecimento de Rosânia é hoje uma dor aberta que mobiliza não apenas sua família, mas também uma cidade inteira que acompanha com apreensão cada etapa das buscas.

Vitória da Conquista, acostumada a enfrentar desafios ao longo de sua história, vive agora um desses momentos em que a solidariedade coletiva se torna indispensável.

Enquanto as equipes continuam seu trabalho e as informações seguem sendo aguardadas com expectativa, permanece viva a esperança que atravessa a cidade.

Porque quando alguém desaparece levado pela força da água, não é apenas uma família que espera notícias.

É uma cidade inteira que passa a esperar junto.

ARTIGO — Quando a Cidade Para para Esperar: O Pronunciamento de Ivan Cordeiro e a Angústia de Vitória da Conquista

 

 

Padre Carlos

 

Há momentos em que uma cidade inteira prende a respiração.

Foi exatamente esse sentimento que tomou conta de Vitória da Conquista depois das fortes chuvas que atingiram o município nesta segunda-feira e trouxeram uma notícia que rapidamente se espalhou entre os moradores: o desaparecimento de Rosânia, arrastada pela enxurrada em meio à força devastadora das águas.

Em situações assim, cada minuto pesa. Cada informação é aguardada com ansiedade. Cada esperança se transforma em uma corrente silenciosa de solidariedade que percorre bairros, ruas e famílias.

Diante desse cenário de apreensão, o presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro, tornou público um pronunciamento que traduz o sentimento coletivo da cidade.

Em sua manifestação, Ivan Cordeiro afirmou acompanhar “com muita preocupação as informações sobre o desaparecimento de Rosânia após ser arrastada pela enxurrada durante as fortes chuvas registradas em Vitória da Conquista nesta segunda-feira.”

A declaração não é apenas um gesto institucional. É também um reconhecimento de que, diante de tragédias provocadas por chuvas intensas e enxurradas, a dor de uma família rapidamente se transforma em preocupação de toda a comunidade.

No texto divulgado, o presidente da Câmara expressa solidariedade aos familiares e amigos da vítima, deixando claro que, neste momento, a cidade se une em torno de um sentimento comum: a esperança.

Manifesto minha solidariedade aos familiares e amigos, na esperança de que as equipes de busca tenham êxito em seu trabalho”, destacou.

Essa esperança repousa hoje no trabalho incansável das equipes de emergência. Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e diversos profissionais seguem mobilizados nas buscas e no atendimento às ocorrências provocadas pelas chuvas que atingiram a cidade.

O próprio Ivan Cordeiro fez questão de registrar publicamente esse reconhecimento.

Em sua nota, ele ressaltou o empenho das equipes que estão atuando nas buscas e no socorro à população, lembrando que esses profissionais enfrentam situações de risco e condições adversas para cumprir uma missão que exige coragem, preparo e humanidade.

Mas o pronunciamento do presidente da Câmara não se limita ao gesto simbólico da solidariedade.

Ele também reafirma o papel institucional do Legislativo municipal diante de um momento delicado para a cidade.

“A Câmara Municipal de Vitória da Conquista segue acompanhando a situação e se coloca à disposição para colaborar com todas as medidas necessárias diante deste momento difícil para a nossa cidade”, afirmou.

Essa declaração tem um peso importante. Em tempos de crise provocada por chuvas fortes, enxurradas e eventos climáticos extremos, a atuação coordenada entre instituições públicas torna-se essencial para garantir respostas rápidas e eficazes.

O desaparecimento de Rosânia é hoje uma dor aberta que mobiliza não apenas sua família, mas também uma cidade inteira que acompanha com apreensão cada etapa das buscas.

Vitória da Conquista, acostumada a enfrentar desafios ao longo de sua história, vive agora um desses momentos em que a solidariedade coletiva se torna indispensável.

Enquanto as equipes continuam seu trabalho e as informações seguem sendo aguardadas com expectativa, permanece viva a esperança que atravessa a cidade.

Porque quando alguém desaparece levado pela força da água, não é apenas uma família que espera notícias.

É uma cidade inteira que passa a esperar junto.

ARTIGO — A Política dos Descartáveis: quando a fila anda no tabuleiro do poder

 

 

Padre Carlos

 

A política tem uma característica que muitos fingem não ver, mas todos conhecem muito bem: ela não cultiva memórias longas. No exercício do poder, gratidão raramente é moeda corrente. O que realmente pesa na balança é a utilidade política do momento. Quando essa utilidade desaparece, a engrenagem segue adiante sem olhar para trás. Em outras palavras: a fila anda.

Na Bahia, os movimentos mais recentes da base governista revelam com clareza essa lógica silenciosa e pragmática do poder. Ao afirmar publicamente que o PSD terá espaço garantido na chapa majoritária, o governador Jerônimo Rodrigues não fez apenas um gesto de reconhecimento político ao senador Otto Alencar. Fez algo mais profundo: reposicionou o tabuleiro da sucessão eleitoral.

E, em política, quando o tabuleiro muda, sempre existe alguém que perde espaço.

Quem parece ter sentido esse deslocamento com maior intensidade foi o MDB.

Durante anos, o partido ocupou uma posição relevante na engenharia política construída pelo PT na Bahia. Foi aliado constante, ajudou a ampliar a base institucional do governo e serviu como ponte com setores tradicionais da política baiana. Em momentos delicados, o MDB ofereceu estabilidade e musculatura parlamentar.

Mas a política é movida por uma regra não escrita: aliança não é casamento — é contrato de conveniência.

E contratos, como se sabe, podem ser revistos quando deixam de atender aos interesses de quem os assinou.

A cena política recente tem algo de simbólico. Enquanto Jerônimo reforçava a importância do PSD na futura chapa majoritária, ao seu lado estava o vice-governador Geraldo Júnior, representante do MDB. A imagem era quase uma metáfora viva do momento político: um aliado ao lado do poder, mas possivelmente já fora do centro das decisões.

Na política, os gestos dizem muito, mas os silêncios dizem ainda mais.

A expressão séria de Geraldinho durante aquela declaração foi interpretada por observadores como o retrato de uma situação delicada. Não se tratava apenas de uma fala protocolar do governador. Era uma sinalização clara de que a composição política pode estar sendo redesenhada.

Nos bastidores, já se fala na possibilidade de que o vice-governador seja deslocado para uma posição de suplente do senador Jaques Wagner. Caso isso se confirme, o gesto será interpretado como aquilo que a política costuma chamar de “acomodação elegante” — ou, em linguagem mais direta, um prêmio de consolação.

Esse episódio revela um fenômeno cada vez mais presente na política contemporânea: a política dos descartáveis.

Partidos deixam de ser estratégicos, lideranças são substituídas e alianças se reorganizam conforme as conveniências eleitorais do momento. Ideologia, fidelidade ou história comum muitas vezes têm peso menor do que fatores como tempo de televisão, capilaridade regional, força eleitoral e cálculo matemático das urnas.

Se ontem o MDB era peça importante no quebra-cabeça político, hoje o PSD parece ocupar esse lugar com mais utilidade estratégica.

A política brasileira, como já observaram alguns sociólogos, tornou-se profundamente líquida. A metáfora de Zygmunt Bauman encaixa-se perfeitamente nesse cenário. Nada é sólido por muito tempo. Alianças se dissolvem, acordos se reformulam e compromissos são redesenhados conforme a necessidade do poder.

Tudo flui.

O curioso é que o MDB não é um partido qualquer na história política nacional. Nasceu como símbolo da resistência democrática durante o regime militar e ao longo das décadas tornou-se um dos partidos mais resilientes do país. Sobreviveu a mudanças de regime, reorganizações partidárias e incontáveis rearranjos de poder.

O MDB sempre teve uma habilidade notável: adaptar-se às circunstâncias.

Mas mesmo partidos experientes podem ser surpreendidos quando o pragmatismo político se impõe com força total.

A verdade é que o poder tem suas próprias leis — e elas raramente são românticas.

A principal delas talvez seja esta: ninguém é indispensável.

Aliados são valorizados enquanto contribuem para a construção do projeto de poder. Quando deixam de ser essenciais, o sistema encontra naturalmente outro lugar para encaixá-los — ou simplesmente segue adiante.

É duro, mas é assim que funciona.

Porque, no fundo, a política não é movida por sentimentalismo. Ela é movida por interesses, estratégias e sobrevivência eleitoral.

E nesse jogo silencioso, muitas vezes implacável, a lição é sempre a mesma: quem não percebe a mudança do tabuleiro corre o risco de descobrir tarde demais que o jogo já mudou enquanto ainda acreditava estar jogando a mesma partida.

Na política — como na vida — a fila anda.

ARTIGO — A Política dos Descartáveis: quando a fila anda no tabuleiro do poder

 

 

Padre Carlos

 

A política tem uma característica que muitos fingem não ver, mas todos conhecem muito bem: ela não cultiva memórias longas. No exercício do poder, gratidão raramente é moeda corrente. O que realmente pesa na balança é a utilidade política do momento. Quando essa utilidade desaparece, a engrenagem segue adiante sem olhar para trás. Em outras palavras: a fila anda.

Na Bahia, os movimentos mais recentes da base governista revelam com clareza essa lógica silenciosa e pragmática do poder. Ao afirmar publicamente que o PSD terá espaço garantido na chapa majoritária, o governador Jerônimo Rodrigues não fez apenas um gesto de reconhecimento político ao senador Otto Alencar. Fez algo mais profundo: reposicionou o tabuleiro da sucessão eleitoral.

E, em política, quando o tabuleiro muda, sempre existe alguém que perde espaço.

Quem parece ter sentido esse deslocamento com maior intensidade foi o MDB.

Durante anos, o partido ocupou uma posição relevante na engenharia política construída pelo PT na Bahia. Foi aliado constante, ajudou a ampliar a base institucional do governo e serviu como ponte com setores tradicionais da política baiana. Em momentos delicados, o MDB ofereceu estabilidade e musculatura parlamentar.

Mas a política é movida por uma regra não escrita: aliança não é casamento — é contrato de conveniência.

E contratos, como se sabe, podem ser revistos quando deixam de atender aos interesses de quem os assinou.

A cena política recente tem algo de simbólico. Enquanto Jerônimo reforçava a importância do PSD na futura chapa majoritária, ao seu lado estava o vice-governador Geraldo Júnior, representante do MDB. A imagem era quase uma metáfora viva do momento político: um aliado ao lado do poder, mas possivelmente já fora do centro das decisões.

Na política, os gestos dizem muito, mas os silêncios dizem ainda mais.

A expressão séria de Geraldinho durante aquela declaração foi interpretada por observadores como o retrato de uma situação delicada. Não se tratava apenas de uma fala protocolar do governador. Era uma sinalização clara de que a composição política pode estar sendo redesenhada.

Nos bastidores, já se fala na possibilidade de que o vice-governador seja deslocado para uma posição de suplente do senador Jaques Wagner. Caso isso se confirme, o gesto será interpretado como aquilo que a política costuma chamar de “acomodação elegante” — ou, em linguagem mais direta, um prêmio de consolação.

Esse episódio revela um fenômeno cada vez mais presente na política contemporânea: a política dos descartáveis.

Partidos deixam de ser estratégicos, lideranças são substituídas e alianças se reorganizam conforme as conveniências eleitorais do momento. Ideologia, fidelidade ou história comum muitas vezes têm peso menor do que fatores como tempo de televisão, capilaridade regional, força eleitoral e cálculo matemático das urnas.

Se ontem o MDB era peça importante no quebra-cabeça político, hoje o PSD parece ocupar esse lugar com mais utilidade estratégica.

A política brasileira, como já observaram alguns sociólogos, tornou-se profundamente líquida. A metáfora de Zygmunt Bauman encaixa-se perfeitamente nesse cenário. Nada é sólido por muito tempo. Alianças se dissolvem, acordos se reformulam e compromissos são redesenhados conforme a necessidade do poder.

Tudo flui.

O curioso é que o MDB não é um partido qualquer na história política nacional. Nasceu como símbolo da resistência democrática durante o regime militar e ao longo das décadas tornou-se um dos partidos mais resilientes do país. Sobreviveu a mudanças de regime, reorganizações partidárias e incontáveis rearranjos de poder.

O MDB sempre teve uma habilidade notável: adaptar-se às circunstâncias.

Mas mesmo partidos experientes podem ser surpreendidos quando o pragmatismo político se impõe com força total.

A verdade é que o poder tem suas próprias leis — e elas raramente são românticas.

A principal delas talvez seja esta: ninguém é indispensável.

Aliados são valorizados enquanto contribuem para a construção do projeto de poder. Quando deixam de ser essenciais, o sistema encontra naturalmente outro lugar para encaixá-los — ou simplesmente segue adiante.

É duro, mas é assim que funciona.

Porque, no fundo, a política não é movida por sentimentalismo. Ela é movida por interesses, estratégias e sobrevivência eleitoral.

E nesse jogo silencioso, muitas vezes implacável, a lição é sempre a mesma: quem não percebe a mudança do tabuleiro corre o risco de descobrir tarde demais que o jogo já mudou enquanto ainda acreditava estar jogando a mesma partida.

Na política — como na vida — a fila anda.

ARTIGO — O Orgulho que a História Não Apagou

 

Padre Carlos

 

Há momentos em que uma frase atravessa oceanos e produz reflexão.

Não é um livro inteiro. Não é um tratado político. Às vezes é apenas um discurso — uma declaração de identidade, de pertencimento, de convicção.

Foi exatamente isso que senti ao ouvir as palavras de Paulo Raimundo, atual dirigente do Partido Comunista Português.

Ele dizia, com simplicidade quase desarmante:

“Este é o nosso partido… do qual temos um orgulho imenso de fazer parte, de pertencer, de construir…”.

Não era apenas retórica política.

Era algo mais profundo.

Era identidade histórica.

E isso me levou inevitavelmente a uma reflexão sobre a esquerda que conhecemos por aqui.

Durante grande parte do século XX, os partidos comunistas foram uma força viva na política mundial. No Brasil, o Partido Comunista Brasileiro e outras correntes inspiradas no marxismo desempenharam papel relevante na organização sindical, no debate intelectual e na resistência política.

Mas o tempo trouxe mudanças.

Hoje é difícil ignorar um fato evidente: os partidos comunistas brasileiros perderam não apenas capacidade de mobilização, mas também parte da sua força ideológica entre dois setores que sempre foram seu coração histórico — a juventude e o movimento operário.

Não se trata de um fenômeno isolado.

A própria esquerda brasileira mudou de linguagem, de prioridades e de horizonte político.

O discurso revolucionário foi sendo substituído por uma lógica mais pragmática, centrada na disputa eleitoral e na gestão do Estado.

A antiga retórica de ruptura social cedeu lugar a uma forma de política que lembra muito mais a social-democracia europeia que emergiu no pós-guerra: reformas graduais, pactos institucionais e administração possível do capitalismo.

Nada disso surgiu por acaso.

A história da Guerra Fria terminou, o mundo se reorganizou e a própria esquerda global passou por um processo de adaptação.

Mas é curioso observar que, enquanto muitos partidos abandonaram suas referências originais, alguns optaram por outro caminho.

Portugal oferece um exemplo singular.

O Partido Comunista Português atravessou o século XX enfrentando ditadura, clandestinidade, perseguições e profundas transformações políticas. Ainda assim, manteve uma identidade ideológica que surpreende até observadores externos.

Três gerações ajudam a contar essa história.

Primeiro veio Álvaro Cunhal, figura central da resistência ao salazarismo e um dos mais emblemáticos dirigentes comunistas da Europa ocidental.

Cunhal representava a geração que conheceu a prisão política, o exílio e a clandestinidade.

Depois surgiu Jerónimo de Sousa, um dirigente vindo diretamente do mundo operário, símbolo da continuidade da ligação do partido com os trabalhadores.

E agora aparece Paulo Raimundo, representante de uma nova geração, que tenta manter viva a tradição política do partido em pleno século XXI.

Três gerações.

Três momentos históricos.

Mas um mesmo fio ideológico.

O PCP continua profundamente ligado ao movimento sindical português, às organizações de trabalhadores e às estruturas de mobilização social.

Seu trabalho com a juventude, através de organizações políticas e culturais, mantém viva uma tradição militante que em muitos lugares desapareceu.

Não se trata apenas de estratégia política.

É uma cultura política.

Um tipo de identidade coletiva que transforma partido em comunidade histórica.

Talvez por isso o discurso de Paulo Raimundo tenha tanta força.

Quando ele fala do orgulho de pertencer ao partido, não fala apenas de uma sigla.

Fala de uma história.

Fala de uma continuidade.

Fala de uma memória política que atravessa gerações.

E talvez seja exatamente aí que reside a reflexão mais profunda.

Porque, em política, ideias podem mudar, estratégias podem evoluir, alianças podem se transformar.

Mas quando uma organização perde sua ligação emocional com sua própria história, algo essencial se dissolve.

O que permanece, então, é apenas administração da política.

O que desaparece é a chama.

E sem chama nenhuma tradição política consegue mobilizar juventude, trabalhadores ou sonhos coletivos.

Talvez por isso aquelas palavras ditas em Portugal tenham atravessado o Atlântico.

Elas não falavam apenas de um partido.

Falavam daquilo que faz uma ideia sobreviver ao tempo.

E talvez seja justamente isso que anda faltando em muitos lugares do mundo político contemporâneo.

A convicção tranquila de que algumas causas não existem apenas para vencer eleições.

Existem para continuar a história.

ARTIGO — O Orgulho que a História Não Apagou

 

Padre Carlos

 

Há momentos em que uma frase atravessa oceanos e produz reflexão.

Não é um livro inteiro. Não é um tratado político. Às vezes é apenas um discurso — uma declaração de identidade, de pertencimento, de convicção.

Foi exatamente isso que senti ao ouvir as palavras de Paulo Raimundo, atual dirigente do Partido Comunista Português.

Ele dizia, com simplicidade quase desarmante:

“Este é o nosso partido… do qual temos um orgulho imenso de fazer parte, de pertencer, de construir…”.

Não era apenas retórica política.

Era algo mais profundo.

Era identidade histórica.

E isso me levou inevitavelmente a uma reflexão sobre a esquerda que conhecemos por aqui.

Durante grande parte do século XX, os partidos comunistas foram uma força viva na política mundial. No Brasil, o Partido Comunista Brasileiro e outras correntes inspiradas no marxismo desempenharam papel relevante na organização sindical, no debate intelectual e na resistência política.

Mas o tempo trouxe mudanças.

Hoje é difícil ignorar um fato evidente: os partidos comunistas brasileiros perderam não apenas capacidade de mobilização, mas também parte da sua força ideológica entre dois setores que sempre foram seu coração histórico — a juventude e o movimento operário.

Não se trata de um fenômeno isolado.

A própria esquerda brasileira mudou de linguagem, de prioridades e de horizonte político.

O discurso revolucionário foi sendo substituído por uma lógica mais pragmática, centrada na disputa eleitoral e na gestão do Estado.

A antiga retórica de ruptura social cedeu lugar a uma forma de política que lembra muito mais a social-democracia europeia que emergiu no pós-guerra: reformas graduais, pactos institucionais e administração possível do capitalismo.

Nada disso surgiu por acaso.

A história da Guerra Fria terminou, o mundo se reorganizou e a própria esquerda global passou por um processo de adaptação.

Mas é curioso observar que, enquanto muitos partidos abandonaram suas referências originais, alguns optaram por outro caminho.

Portugal oferece um exemplo singular.

O Partido Comunista Português atravessou o século XX enfrentando ditadura, clandestinidade, perseguições e profundas transformações políticas. Ainda assim, manteve uma identidade ideológica que surpreende até observadores externos.

Três gerações ajudam a contar essa história.

Primeiro veio Álvaro Cunhal, figura central da resistência ao salazarismo e um dos mais emblemáticos dirigentes comunistas da Europa ocidental.

Cunhal representava a geração que conheceu a prisão política, o exílio e a clandestinidade.

Depois surgiu Jerónimo de Sousa, um dirigente vindo diretamente do mundo operário, símbolo da continuidade da ligação do partido com os trabalhadores.

E agora aparece Paulo Raimundo, representante de uma nova geração, que tenta manter viva a tradição política do partido em pleno século XXI.

Três gerações.

Três momentos históricos.

Mas um mesmo fio ideológico.

O PCP continua profundamente ligado ao movimento sindical português, às organizações de trabalhadores e às estruturas de mobilização social.

Seu trabalho com a juventude, através de organizações políticas e culturais, mantém viva uma tradição militante que em muitos lugares desapareceu.

Não se trata apenas de estratégia política.

É uma cultura política.

Um tipo de identidade coletiva que transforma partido em comunidade histórica.

Talvez por isso o discurso de Paulo Raimundo tenha tanta força.

Quando ele fala do orgulho de pertencer ao partido, não fala apenas de uma sigla.

Fala de uma história.

Fala de uma continuidade.

Fala de uma memória política que atravessa gerações.

E talvez seja exatamente aí que reside a reflexão mais profunda.

Porque, em política, ideias podem mudar, estratégias podem evoluir, alianças podem se transformar.

Mas quando uma organização perde sua ligação emocional com sua própria história, algo essencial se dissolve.

O que permanece, então, é apenas administração da política.

O que desaparece é a chama.

E sem chama nenhuma tradição política consegue mobilizar juventude, trabalhadores ou sonhos coletivos.

Talvez por isso aquelas palavras ditas em Portugal tenham atravessado o Atlântico.

Elas não falavam apenas de um partido.

Falavam daquilo que faz uma ideia sobreviver ao tempo.

E talvez seja justamente isso que anda faltando em muitos lugares do mundo político contemporâneo.

A convicção tranquila de que algumas causas não existem apenas para vencer eleições.

Existem para continuar a história.

ARTIGO – DUAS MULHERES, UM SÓ ENREDO: O XADREZ POLÍTICO QUE PODE REDESENHAR A BAHIA

 

 

Padre Carlos

 

A política da Bahia começa a ganhar contornos cada vez mais interessantes. Nos bastidores, onde as decisões verdadeiras são tomadas longe dos microfones e das solenidades oficiais, um novo roteiro começa a ser escrito. E curiosamente ele tem duas protagonistas.

Duas mulheres.

Duas trajetórias.

Um mesmo tabuleiro político.

Tudo começou quando o nome da prefeita de Vitória da Conquista passou a circular com força como possível vice na chapa de ACM Neto nas próximas eleições. A movimentação não foi apenas uma escolha administrativa ou partidária. Foi, acima de tudo, um movimento estratégico.

Vitória da Conquista não é apenas mais um município da Bahia. É o coração político do Sudoeste baiano, uma região decisiva em qualquer disputa estadual. Colocar uma liderança local na chapa significaria, ao mesmo tempo, consolidar território e falar diretamente ao eleitorado que decide eleições.

A reação do outro lado do tabuleiro não demorou.

Quando a política sente o cheiro de movimento, ela se reorganiza rapidamente. E foi exatamente isso que aconteceu dentro da base do governador Jerônimo Rodrigues.

Nos últimos dias, o cenário ganhou novos contornos após o PSD começar a circular com força como possível partido indicado pelo PT para ocupar a vaga de vice na chapa governista. Essa mudança de vento trouxe consigo uma consequência quase inevitável: o enfraquecimento da permanência de Geraldo Júnior, do MDB.

Nos corredores da política baiana, a chamada “fritura” já é comentada sem muito constrangimento. A permanência do MDB na vice passou a ser tratada como um capítulo prestes a ser encerrado.

E quando um espaço político se abre, rapidamente surgem os nomes interessados em ocupá-lo.

Nesse momento, três lideranças aparecem no radar do PSD: Ivana Bastos, Adolfo Menezes e Alex da Piatã.

Cada um com seu peso político.

Cada um com suas ambições.

Mas é o nome de Ivana Bastos que começa a ganhar uma dimensão especial dentro dessa disputa.

Atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana não apenas ocupa um dos cargos mais relevantes do Legislativo estadual. Ela também carrega um elemento estratégico que, na política, muitas vezes vale ouro: representação regional.

Ivana Bastos é do Sudoeste.

E isso muda tudo.

Se a oposição aposta na prefeita de Vitória da Conquista como força feminina e regional para consolidar influência naquele território, a escolha de Ivana Bastos poderia funcionar como um verdadeiro contrapeso político.

Seria quase uma resposta simétrica.

Uma mulher de um lado.

Outra mulher do outro.

Uma disputa que ultrapassa os partidos e entra no campo da simbologia política.

Enquanto isso, os outros nomes também se movimentam. Adolfo Menezes, ex-presidente da Assembleia, mantém ambições que passam pelo Tribunal de Contas do Estado, o que poderia tornar sua entrada na disputa eleitoral uma mudança de rota significativa. Já Alex da Piatã, muito próximo do senador Otto Alencar, aparece como uma peça de confiança dentro do tabuleiro do PSD.

Mas a decisão final, todos sabem, não está apenas nas mãos das circunstâncias.

Ela passa inevitavelmente pelo senador Otto Alencar, líder do PSD na Bahia e uma das figuras mais experientes do xadrez político estadual. Será ele quem baterá o martelo.

E quando Otto decide, a política baiana costuma ouvir.

O fato é que, silenciosamente, um novo roteiro começa a se desenhar. Um roteiro em que o protagonismo feminino ganha espaço em um cenário historicamente dominado por lideranças masculinas.

Talvez ainda seja cedo para cravar nomes definitivos.

Mas uma coisa já começa a se tornar evidente.

A próxima eleição na Bahia pode acabar sendo marcada por uma narrativa poderosa: duas mulheres, dois projetos políticos e um mesmo território disputado voto a voto.

No fim das contas, talvez a política baiana esteja prestes a contar uma história rara.

Duas mulheres.

Um só enredo.

E um mesmo coração chamado Bahia.

ARTIGO – DUAS MULHERES, UM SÓ ENREDO: O XADREZ POLÍTICO QUE PODE REDESENHAR A BAHIA

 

 

Padre Carlos

 

A política da Bahia começa a ganhar contornos cada vez mais interessantes. Nos bastidores, onde as decisões verdadeiras são tomadas longe dos microfones e das solenidades oficiais, um novo roteiro começa a ser escrito. E curiosamente ele tem duas protagonistas.

Duas mulheres.

Duas trajetórias.

Um mesmo tabuleiro político.

Tudo começou quando o nome da prefeita de Vitória da Conquista passou a circular com força como possível vice na chapa de ACM Neto nas próximas eleições. A movimentação não foi apenas uma escolha administrativa ou partidária. Foi, acima de tudo, um movimento estratégico.

Vitória da Conquista não é apenas mais um município da Bahia. É o coração político do Sudoeste baiano, uma região decisiva em qualquer disputa estadual. Colocar uma liderança local na chapa significaria, ao mesmo tempo, consolidar território e falar diretamente ao eleitorado que decide eleições.

A reação do outro lado do tabuleiro não demorou.

Quando a política sente o cheiro de movimento, ela se reorganiza rapidamente. E foi exatamente isso que aconteceu dentro da base do governador Jerônimo Rodrigues.

Nos últimos dias, o cenário ganhou novos contornos após o PSD começar a circular com força como possível partido indicado pelo PT para ocupar a vaga de vice na chapa governista. Essa mudança de vento trouxe consigo uma consequência quase inevitável: o enfraquecimento da permanência de Geraldo Júnior, do MDB.

Nos corredores da política baiana, a chamada “fritura” já é comentada sem muito constrangimento. A permanência do MDB na vice passou a ser tratada como um capítulo prestes a ser encerrado.

E quando um espaço político se abre, rapidamente surgem os nomes interessados em ocupá-lo.

Nesse momento, três lideranças aparecem no radar do PSD: Ivana Bastos, Adolfo Menezes e Alex da Piatã.

Cada um com seu peso político.

Cada um com suas ambições.

Mas é o nome de Ivana Bastos que começa a ganhar uma dimensão especial dentro dessa disputa.

Atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana não apenas ocupa um dos cargos mais relevantes do Legislativo estadual. Ela também carrega um elemento estratégico que, na política, muitas vezes vale ouro: representação regional.

Ivana Bastos é do Sudoeste.

E isso muda tudo.

Se a oposição aposta na prefeita de Vitória da Conquista como força feminina e regional para consolidar influência naquele território, a escolha de Ivana Bastos poderia funcionar como um verdadeiro contrapeso político.

Seria quase uma resposta simétrica.

Uma mulher de um lado.

Outra mulher do outro.

Uma disputa que ultrapassa os partidos e entra no campo da simbologia política.

Enquanto isso, os outros nomes também se movimentam. Adolfo Menezes, ex-presidente da Assembleia, mantém ambições que passam pelo Tribunal de Contas do Estado, o que poderia tornar sua entrada na disputa eleitoral uma mudança de rota significativa. Já Alex da Piatã, muito próximo do senador Otto Alencar, aparece como uma peça de confiança dentro do tabuleiro do PSD.

Mas a decisão final, todos sabem, não está apenas nas mãos das circunstâncias.

Ela passa inevitavelmente pelo senador Otto Alencar, líder do PSD na Bahia e uma das figuras mais experientes do xadrez político estadual. Será ele quem baterá o martelo.

E quando Otto decide, a política baiana costuma ouvir.

O fato é que, silenciosamente, um novo roteiro começa a se desenhar. Um roteiro em que o protagonismo feminino ganha espaço em um cenário historicamente dominado por lideranças masculinas.

Talvez ainda seja cedo para cravar nomes definitivos.

Mas uma coisa já começa a se tornar evidente.

A próxima eleição na Bahia pode acabar sendo marcada por uma narrativa poderosa: duas mulheres, dois projetos políticos e um mesmo território disputado voto a voto.

No fim das contas, talvez a política baiana esteja prestes a contar uma história rara.

Duas mulheres.

Um só enredo.

E um mesmo coração chamado Bahia.

ARTIGO – A Mão Quente da História: O Mistério Humano Chamado Lula

 

 

Padre Carlos

 

A política, quase sempre, é um território frio.

Um lugar de cálculos, interesses e estratégias. Um tabuleiro onde as peças se movem com precisão matemática e onde, muitas vezes, a emoção parece proibida. Mas de tempos em tempos surge alguém que quebra essa lógica. Alguém que entra na política não apenas com estratégia, mas com humanidade.

No Brasil, esse personagem tem nome: Luiz Inácio Lula da Silva.

Eu acompanhei muito de perto toda essa trajetória. Desde muito antes de Brasília se tornar seu endereço. Desde os dias duros das greves do ABC paulista, quando o Brasil ainda vivia sob as sombras da ditadura e os trabalhadores começavam a descobrir a própria voz.

Naquele tempo, eu participava da Pastoral Operária. O ambiente era carregado de tensão, esperança e coragem. As fábricas eram como vulcões silenciosos. Por dentro, a pressão social crescia. Por fora, o país parecia imóvel.

E foi naquele cenário que Lula surgiu.

Não como um político tradicional.
Não como um intelectual de gabinete.
Mas como algo raro na história política do Brasil: um líder que parecia falar diretamente ao coração das pessoas.

Lula nunca foi apenas um estrategista da política brasileira. Ele é algo mais difícil de explicar.

Sensibilidade.

Talvez essa seja a palavra.

Lula tem algo que poucos líderes possuem: uma capacidade quase intuitiva de compreender o sentimento profundo do povo brasileiro. Não apenas suas demandas materiais, mas suas dores, seus sonhos, suas frustrações.

É por isso que, ao longo da democracia brasileira, tantos adversários políticos o enfrentaram — mas poucos conseguiram compreendê-lo.

Certa vez li um artigo do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que ilustra perfeitamente essa dimensão humana de Lula.

Kakay contava que conversava com Ciro Nogueira, hoje também seu cliente. Amigo de longa data, Kakay já havia vencido diversos processos em sua defesa.

Em determinado momento, Kakay perguntou:

— Ciro, por que você não foi conversar com o presidente? Lula chamou você para conversar.

A resposta veio quase como uma confissão política:

— Kakay, não dá para conversar com Lula. Se ele colocar aquela mão quente na minha nuca, eu cedo.

Pode parecer apenas uma frase curiosa. Mas ela revela algo profundo.

Lula possui uma forma de liderança que não se explica apenas pela estratégia política. Há algo de humano, quase magnético, em sua maneira de lidar com as pessoas.

Uma espécie de calor humano que atravessa ideologias, partidos e interesses.

Isso ajuda a explicar um fenômeno raro na história do Brasil: um homem que saiu da pobreza extrema do Nordeste, que perdeu um dedo numa fábrica, que enfrentou prisões, derrotas eleitorais e perseguições políticas, e mesmo assim conseguiu voltar ao centro da política nacional várias vezes.

Essa trajetória não é apenas política.

É histórica.

E talvez seja justamente por isso que Lula tenha uma percepção tão profunda do país. Ele não estudou o Brasil apenas em livros. Ele viveu o Brasil em sua forma mais crua.

O Brasil da fome.
O Brasil da migração.
O Brasil da fábrica.
O Brasil das greves.
O Brasil da luta por direitos trabalhistas e por democracia.

Há líderes que governam olhando para planilhas.
Há líderes que governam olhando para pesquisas.

Lula parece governar olhando para pessoas.

Claro que a política é complexa.
Claro que governos cometem erros.
Claro que as disputas ideológicas são inevitáveis.

Mas existe algo que ninguém pode negar na trajetória de Lula: sua presença alterou profundamente a história política brasileira.

Ele se tornou um símbolo de mobilidade social, de liderança popular e de um tipo de política que mistura pragmatismo com emoção.

E talvez seja por isso que Lula desperte sentimentos tão intensos — tanto de admiração quanto de crítica.

Grandes figuras da história raramente passam despercebidas.

O que sei é que, olhando para trás, desde aqueles dias das greves do ABC, sinto que testemunhei algo raro.

Algo que não acontece muitas vezes na história de um país.

O surgimento de uma liderança que não nasceu nos palácios, nem nas universidades de elite, nem nos círculos tradicionais do poder.

Mas que surgiu no meio do povo.

E que, mesmo décadas depois, ainda carrega consigo algo que poucos políticos conseguem transmitir:

Calor humano.

Talvez seja isso que Ciro Nogueira quis dizer com aquela frase simples.

Porque, às vezes, a política pode ser muito mais do que estratégia.

Às vezes, a política também pode ser profundamente humana.

ARTIGO – A Mão Quente da História: O Mistério Humano Chamado Lula

 

 

Padre Carlos

 

A política, quase sempre, é um território frio.

Um lugar de cálculos, interesses e estratégias. Um tabuleiro onde as peças se movem com precisão matemática e onde, muitas vezes, a emoção parece proibida. Mas de tempos em tempos surge alguém que quebra essa lógica. Alguém que entra na política não apenas com estratégia, mas com humanidade.

No Brasil, esse personagem tem nome: Luiz Inácio Lula da Silva.

Eu acompanhei muito de perto toda essa trajetória. Desde muito antes de Brasília se tornar seu endereço. Desde os dias duros das greves do ABC paulista, quando o Brasil ainda vivia sob as sombras da ditadura e os trabalhadores começavam a descobrir a própria voz.

Naquele tempo, eu participava da Pastoral Operária. O ambiente era carregado de tensão, esperança e coragem. As fábricas eram como vulcões silenciosos. Por dentro, a pressão social crescia. Por fora, o país parecia imóvel.

E foi naquele cenário que Lula surgiu.

Não como um político tradicional.
Não como um intelectual de gabinete.
Mas como algo raro na história política do Brasil: um líder que parecia falar diretamente ao coração das pessoas.

Lula nunca foi apenas um estrategista da política brasileira. Ele é algo mais difícil de explicar.

Sensibilidade.

Talvez essa seja a palavra.

Lula tem algo que poucos líderes possuem: uma capacidade quase intuitiva de compreender o sentimento profundo do povo brasileiro. Não apenas suas demandas materiais, mas suas dores, seus sonhos, suas frustrações.

É por isso que, ao longo da democracia brasileira, tantos adversários políticos o enfrentaram — mas poucos conseguiram compreendê-lo.

Certa vez li um artigo do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que ilustra perfeitamente essa dimensão humana de Lula.

Kakay contava que conversava com Ciro Nogueira, hoje também seu cliente. Amigo de longa data, Kakay já havia vencido diversos processos em sua defesa.

Em determinado momento, Kakay perguntou:

— Ciro, por que você não foi conversar com o presidente? Lula chamou você para conversar.

A resposta veio quase como uma confissão política:

— Kakay, não dá para conversar com Lula. Se ele colocar aquela mão quente na minha nuca, eu cedo.

Pode parecer apenas uma frase curiosa. Mas ela revela algo profundo.

Lula possui uma forma de liderança que não se explica apenas pela estratégia política. Há algo de humano, quase magnético, em sua maneira de lidar com as pessoas.

Uma espécie de calor humano que atravessa ideologias, partidos e interesses.

Isso ajuda a explicar um fenômeno raro na história do Brasil: um homem que saiu da pobreza extrema do Nordeste, que perdeu um dedo numa fábrica, que enfrentou prisões, derrotas eleitorais e perseguições políticas, e mesmo assim conseguiu voltar ao centro da política nacional várias vezes.

Essa trajetória não é apenas política.

É histórica.

E talvez seja justamente por isso que Lula tenha uma percepção tão profunda do país. Ele não estudou o Brasil apenas em livros. Ele viveu o Brasil em sua forma mais crua.

O Brasil da fome.
O Brasil da migração.
O Brasil da fábrica.
O Brasil das greves.
O Brasil da luta por direitos trabalhistas e por democracia.

Há líderes que governam olhando para planilhas.
Há líderes que governam olhando para pesquisas.

Lula parece governar olhando para pessoas.

Claro que a política é complexa.
Claro que governos cometem erros.
Claro que as disputas ideológicas são inevitáveis.

Mas existe algo que ninguém pode negar na trajetória de Lula: sua presença alterou profundamente a história política brasileira.

Ele se tornou um símbolo de mobilidade social, de liderança popular e de um tipo de política que mistura pragmatismo com emoção.

E talvez seja por isso que Lula desperte sentimentos tão intensos — tanto de admiração quanto de crítica.

Grandes figuras da história raramente passam despercebidas.

O que sei é que, olhando para trás, desde aqueles dias das greves do ABC, sinto que testemunhei algo raro.

Algo que não acontece muitas vezes na história de um país.

O surgimento de uma liderança que não nasceu nos palácios, nem nas universidades de elite, nem nos círculos tradicionais do poder.

Mas que surgiu no meio do povo.

E que, mesmo décadas depois, ainda carrega consigo algo que poucos políticos conseguem transmitir:

Calor humano.

Talvez seja isso que Ciro Nogueira quis dizer com aquela frase simples.

Porque, às vezes, a política pode ser muito mais do que estratégia.

Às vezes, a política também pode ser profundamente humana.

Ônibus escolar fica sem freio, invade residência e quase provoca tragédia na manhã desta segunda-feira

A manhã desta segunda-feira (9) começou de forma inesperada para moradores da região da Praça Hélio Cotrim Leite, conhecida popularmente como Praça do Fogo, no município de Brumado, no sudoeste da Bahia. Um episódio que poderia ter terminado em tragédia mobilizou moradores e chamou a atenção para a importância da segurança no transporte escolar.

Um ônibus utilizado para o transporte de estudantes do Distrito de Ubiraçaba acabou perdendo o controle e colidindo contra uma residência e também contra um escritório comercial localizado na Rua Piauí. O incidente ocorreu após o motorista estacionar o veículo nas proximidades para resolver questões burocráticas.

De acordo com relatos apurados, o condutor teria descido do coletivo para tirar cópias de documentos. Nesse momento, percebeu que o ônibus começou a se mover lentamente pela via, aparentemente sem o acionamento adequado do sistema de frenagem.

Ao notar que o veículo estava descendo a rua, o motorista ainda tentou retornar rapidamente ao interior do ônibus para acionar os freios e evitar o pior. Apesar da tentativa, não conseguiu impedir que o coletivo atravessasse a via e invadisse a estrutura de um imóvel onde funcionam simultaneamente uma residência e um pequeno escritório comercial.

O impacto provocou danos estruturais no imóvel e assustou moradores da região. Felizmente, no momento do ocorrido o ônibus estava vazio, o que evitou feridos e uma situação de maior gravidade.

O proprietário do escritório atingido, Josezito Ferreira Porto, relatou que normalmente abre o estabelecimento pontualmente às 7 horas da manhã. No entanto, um atraso inesperado fez com que ele não estivesse presente no local no momento da colisão, circunstância que ele próprio classificou posteriormente como um grande livramento.

Dentro da residência atingida estava sua mãe, uma senhora de 89 anos. Apesar do forte impacto e do susto provocado pelo estrondo da batida, ela não sofreu ferimentos físicos, embora tenha ficado bastante abalada emocionalmente com a situação.

Moradores da área destacaram que o local possui grande circulação de pessoas e estudantes, especialmente nas primeiras horas da manhã. Por isso, muitos classificaram o episódio como um incidente que poderia ter tido consequências muito mais graves.

Após o ocorrido, iniciou-se também um debate entre moradores sobre a importância da manutenção preventiva da frota de transporte escolar. O próprio proprietário do imóvel atingido mencionou a necessidade de revisões periódicas rigorosas nos veículos que realizam esse tipo de serviço, sobretudo por transportarem diariamente estudantes.

Especialistas técnicos e autoridades responsáveis deverão analisar o veículo envolvido para identificar com precisão as causas que levaram à perda de controle. Entre os pontos que deverão ser avaliados estão o funcionamento do sistema de freios, o acionamento do freio de estacionamento e possíveis falhas mecânicas.

Enquanto isso, os danos materiais provocados pela colisão começam a ser contabilizados pelos proprietários do imóvel atingido. O episódio, que chamou a atenção de toda a vizinhança, termina sem vítimas, mas deixa um alerta importante sobre os cuidados necessários com veículos de grande porte que circulam diariamente nas cidades.

(Maria Clara)

Ônibus escolar fica sem freio, invade residência e quase provoca tragédia na manhã desta segunda-feira

A manhã desta segunda-feira (9) começou de forma inesperada para moradores da região da Praça Hélio Cotrim Leite, conhecida popularmente como Praça do Fogo, no município de Brumado, no sudoeste da Bahia. Um episódio que poderia ter terminado em tragédia mobilizou moradores e chamou a atenção para a importância da segurança no transporte escolar.

Um ônibus utilizado para o transporte de estudantes do Distrito de Ubiraçaba acabou perdendo o controle e colidindo contra uma residência e também contra um escritório comercial localizado na Rua Piauí. O incidente ocorreu após o motorista estacionar o veículo nas proximidades para resolver questões burocráticas.

De acordo com relatos apurados, o condutor teria descido do coletivo para tirar cópias de documentos. Nesse momento, percebeu que o ônibus começou a se mover lentamente pela via, aparentemente sem o acionamento adequado do sistema de frenagem.

Ao notar que o veículo estava descendo a rua, o motorista ainda tentou retornar rapidamente ao interior do ônibus para acionar os freios e evitar o pior. Apesar da tentativa, não conseguiu impedir que o coletivo atravessasse a via e invadisse a estrutura de um imóvel onde funcionam simultaneamente uma residência e um pequeno escritório comercial.

O impacto provocou danos estruturais no imóvel e assustou moradores da região. Felizmente, no momento do ocorrido o ônibus estava vazio, o que evitou feridos e uma situação de maior gravidade.

O proprietário do escritório atingido, Josezito Ferreira Porto, relatou que normalmente abre o estabelecimento pontualmente às 7 horas da manhã. No entanto, um atraso inesperado fez com que ele não estivesse presente no local no momento da colisão, circunstância que ele próprio classificou posteriormente como um grande livramento.

Dentro da residência atingida estava sua mãe, uma senhora de 89 anos. Apesar do forte impacto e do susto provocado pelo estrondo da batida, ela não sofreu ferimentos físicos, embora tenha ficado bastante abalada emocionalmente com a situação.

Moradores da área destacaram que o local possui grande circulação de pessoas e estudantes, especialmente nas primeiras horas da manhã. Por isso, muitos classificaram o episódio como um incidente que poderia ter tido consequências muito mais graves.

Após o ocorrido, iniciou-se também um debate entre moradores sobre a importância da manutenção preventiva da frota de transporte escolar. O próprio proprietário do imóvel atingido mencionou a necessidade de revisões periódicas rigorosas nos veículos que realizam esse tipo de serviço, sobretudo por transportarem diariamente estudantes.

Especialistas técnicos e autoridades responsáveis deverão analisar o veículo envolvido para identificar com precisão as causas que levaram à perda de controle. Entre os pontos que deverão ser avaliados estão o funcionamento do sistema de freios, o acionamento do freio de estacionamento e possíveis falhas mecânicas.

Enquanto isso, os danos materiais provocados pela colisão começam a ser contabilizados pelos proprietários do imóvel atingido. O episódio, que chamou a atenção de toda a vizinhança, termina sem vítimas, mas deixa um alerta importante sobre os cuidados necessários com veículos de grande porte que circulam diariamente nas cidades.

(Maria Clara)

Susto: Carro desgovernado sai da pista e quase invade residência no Bairro Cruzeiro

A tarde de domingo costuma ser marcada por tranquilidade nas ruas residenciais. No entanto, no Bairro Cruzeiro, o silêncio rotineiro foi interrompido por um episódio que rapidamente chamou a atenção de moradores e pessoas que circulavam pela região.

Um veículo de passeio perdeu o controle enquanto trafegava pela Rua dos Torres, saindo abruptamente da pista e avançando em direção a uma residência localizada à margem da via. O automóvel acabou parando a poucos metros de atingir a estrutura do imóvel, gerando apreensão imediata entre os moradores da área.

De acordo com as informações iniciais levantadas no local, o condutor seguia normalmente pela rua quando, por razões ainda não esclarecidas, o veículo tornou-se desgovernado. O carro ultrapassou o limite da via pública e avançou sobre a área próxima à casa, atingindo vegetação e sofrendo danos materiais.

Apesar da forte impressão causada pela cena — especialmente pela proximidade do veículo com a residência — não houve registro de feridos. Moradores acompanharam com atenção a movimentação que se formou no local, enquanto aguardavam a chegada de auxílio para a retirada do automóvel, que permaneceu por algum tempo em posição considerada arriscada.

As circunstâncias que levaram à perda de controle do veículo ainda não foram oficialmente detalhadas. Informações preliminares indicam que fatores mecânicos ou humanos poderão ser avaliados pelas autoridades responsáveis, que seguem acompanhando o caso.

Até o momento, o episódio permanece como um incidente isolado que provocou danos materiais e um grande susto na vizinhança, mas que felizmente não resultou em vítimas.

(Maria Clara)

Susto: Carro desgovernado sai da pista e quase invade residência no Bairro Cruzeiro

A tarde de domingo costuma ser marcada por tranquilidade nas ruas residenciais. No entanto, no Bairro Cruzeiro, o silêncio rotineiro foi interrompido por um episódio que rapidamente chamou a atenção de moradores e pessoas que circulavam pela região.

Um veículo de passeio perdeu o controle enquanto trafegava pela Rua dos Torres, saindo abruptamente da pista e avançando em direção a uma residência localizada à margem da via. O automóvel acabou parando a poucos metros de atingir a estrutura do imóvel, gerando apreensão imediata entre os moradores da área.

De acordo com as informações iniciais levantadas no local, o condutor seguia normalmente pela rua quando, por razões ainda não esclarecidas, o veículo tornou-se desgovernado. O carro ultrapassou o limite da via pública e avançou sobre a área próxima à casa, atingindo vegetação e sofrendo danos materiais.

Apesar da forte impressão causada pela cena — especialmente pela proximidade do veículo com a residência — não houve registro de feridos. Moradores acompanharam com atenção a movimentação que se formou no local, enquanto aguardavam a chegada de auxílio para a retirada do automóvel, que permaneceu por algum tempo em posição considerada arriscada.

As circunstâncias que levaram à perda de controle do veículo ainda não foram oficialmente detalhadas. Informações preliminares indicam que fatores mecânicos ou humanos poderão ser avaliados pelas autoridades responsáveis, que seguem acompanhando o caso.

Até o momento, o episódio permanece como um incidente isolado que provocou danos materiais e um grande susto na vizinhança, mas que felizmente não resultou em vítimas.

(Maria Clara)

ARTIGO – DE REVOLUCIONÁRIO A CRÍTICO DO SISTEMA: O ENIGMA CHAMADO FERNANDO GABEIRA

A vida política é um território onde a coragem e a contradição caminham lado a lado. Existem momentos em que homens se levantam contra o poder e desafiam regimes inteiros. Mas também existem momentos em que esses mesmos homens parecem atravessar uma espécie de metamorfose ideológica que deixa perplexos aqueles que acompanham a história.
A esquerda brasileira produziu personagens de enorme coragem. Homens e mulheres que enfrentaram a ditadura militar, arriscaram a própria vida e acreditaram estar lutando por democracia, liberdade e justiça social.
Entre esses nomes está Fernando Gabeira.
Nos anos mais duros do regime militar, Gabeira foi um militante radical contra a ditadura. Participou da luta clandestina e esteve envolvido no histórico episódio do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969 — ação que resultou na libertação de presos políticos e marcou profundamente a história da resistência ao regime militar.
Foi preso, exilado e voltou ao Brasil anos depois com a aura de alguém que havia enfrentado o regime.
Naquele momento, representava para muitos o símbolo de uma geração que acreditava estar lutando por democracia.
O tempo passou.
A redemocratização chegou. O país mudou. O mundo mudou.
E muitos daqueles revolucionários também mudaram.
Gabeira tornou-se jornalista, comentarista político, deputado federal e figura constante no debate público brasileiro. Sua trajetória passou a ser marcada por posições independentes, às vezes próximas da esquerda, outras vezes críticas duras ao próprio campo progressista.
Mas as declarações recentes atribuídas a ele reacenderam um debate que toca em um ponto sensível da história política brasileira.
Segundo as afirmações que circularam nas redes e em debates televisivos, Gabeira teria dito que o ministro Alexandre de Moraes seria “funcionário de Vorcaro” e que o Supremo Tribunal Federal “deveria acabar”.
As frases, atribuídas a um personagem que construiu sua biografia política na luta contra um regime autoritário, provocaram surpresa em muitos setores da opinião pública.
A pergunta inevitável surgiu imediatamente:
como alguém que enfrentou uma ditadura passa a defender o fim de uma das instituições centrais da democracia brasileira?
É evidente que a crítica ao Judiciário, ao Supremo Tribunal Federal ou a qualquer instituição da República faz parte do debate democrático. Em uma democracia madura, nenhuma instituição está acima do questionamento público.
Mas quando esse questionamento assume a forma de ruptura institucional, o debate deixa de ser apenas político e passa a ser histórico.
Porque a geração que enfrentou a ditadura militar lutava exatamente contra a supressão das instituições democráticas.
É aí que a história cobra coerência.
A trajetória de Gabeira talvez simbolize uma das contradições mais fascinantes da política brasileira: a transformação de revolucionários em críticos do sistema que ajudaram a construir.
Isso não é necessariamente uma traição.
Mas também não deixa de ser uma mudança profunda.
O Brasil já assistiu a muitos personagens que começaram em uma trincheira e terminaram em outra completamente diferente. A política tem dessas ironias.
O jovem que um dia acreditou na revolução pode se tornar o analista que denuncia os excessos do próprio sistema democrático.
E talvez seja exatamente isso que torna a história política tão complexa.
No fundo, o debate que envolve Gabeira não é apenas sobre um homem.
É sobre memória.
É sobre coerência.
E é sobre a pergunta que ecoa desde os tempos da luta clandestina contra a ditadura:
o que acontece quando os revolucionários envelhecem?
Talvez a resposta esteja escondida em algum lugar entre a coragem da juventude e as desilusões da maturidade.
Porque, no final das contas, a história é sempre implacável com aqueles que um dia disseram lutar por ela.
(Padre Carlos)

ARTIGO – DE REVOLUCIONÁRIO A CRÍTICO DO SISTEMA: O ENIGMA CHAMADO FERNANDO GABEIRA

A vida política é um território onde a coragem e a contradição caminham lado a lado. Existem momentos em que homens se levantam contra o poder e desafiam regimes inteiros. Mas também existem momentos em que esses mesmos homens parecem atravessar uma espécie de metamorfose ideológica que deixa perplexos aqueles que acompanham a história.
A esquerda brasileira produziu personagens de enorme coragem. Homens e mulheres que enfrentaram a ditadura militar, arriscaram a própria vida e acreditaram estar lutando por democracia, liberdade e justiça social.
Entre esses nomes está Fernando Gabeira.
Nos anos mais duros do regime militar, Gabeira foi um militante radical contra a ditadura. Participou da luta clandestina e esteve envolvido no histórico episódio do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969 — ação que resultou na libertação de presos políticos e marcou profundamente a história da resistência ao regime militar.
Foi preso, exilado e voltou ao Brasil anos depois com a aura de alguém que havia enfrentado o regime.
Naquele momento, representava para muitos o símbolo de uma geração que acreditava estar lutando por democracia.
O tempo passou.
A redemocratização chegou. O país mudou. O mundo mudou.
E muitos daqueles revolucionários também mudaram.
Gabeira tornou-se jornalista, comentarista político, deputado federal e figura constante no debate público brasileiro. Sua trajetória passou a ser marcada por posições independentes, às vezes próximas da esquerda, outras vezes críticas duras ao próprio campo progressista.
Mas as declarações recentes atribuídas a ele reacenderam um debate que toca em um ponto sensível da história política brasileira.
Segundo as afirmações que circularam nas redes e em debates televisivos, Gabeira teria dito que o ministro Alexandre de Moraes seria “funcionário de Vorcaro” e que o Supremo Tribunal Federal “deveria acabar”.
As frases, atribuídas a um personagem que construiu sua biografia política na luta contra um regime autoritário, provocaram surpresa em muitos setores da opinião pública.
A pergunta inevitável surgiu imediatamente:
como alguém que enfrentou uma ditadura passa a defender o fim de uma das instituições centrais da democracia brasileira?
É evidente que a crítica ao Judiciário, ao Supremo Tribunal Federal ou a qualquer instituição da República faz parte do debate democrático. Em uma democracia madura, nenhuma instituição está acima do questionamento público.
Mas quando esse questionamento assume a forma de ruptura institucional, o debate deixa de ser apenas político e passa a ser histórico.
Porque a geração que enfrentou a ditadura militar lutava exatamente contra a supressão das instituições democráticas.
É aí que a história cobra coerência.
A trajetória de Gabeira talvez simbolize uma das contradições mais fascinantes da política brasileira: a transformação de revolucionários em críticos do sistema que ajudaram a construir.
Isso não é necessariamente uma traição.
Mas também não deixa de ser uma mudança profunda.
O Brasil já assistiu a muitos personagens que começaram em uma trincheira e terminaram em outra completamente diferente. A política tem dessas ironias.
O jovem que um dia acreditou na revolução pode se tornar o analista que denuncia os excessos do próprio sistema democrático.
E talvez seja exatamente isso que torna a história política tão complexa.
No fundo, o debate que envolve Gabeira não é apenas sobre um homem.
É sobre memória.
É sobre coerência.
E é sobre a pergunta que ecoa desde os tempos da luta clandestina contra a ditadura:
o que acontece quando os revolucionários envelhecem?
Talvez a resposta esteja escondida em algum lugar entre a coragem da juventude e as desilusões da maturidade.
Porque, no final das contas, a história é sempre implacável com aqueles que um dia disseram lutar por ela.
(Padre Carlos)