Política e Resenha

A Força das Mulheres que Não Recuam Março, Alice Portugal e a longa travessia pela dignidade

 

 

 

Por Padre Carlos

 

Há mulheres que passam pela história.
E há mulheres que a empurram para frente.

Algumas caminham pelos corredores do poder como quem atravessa uma sala silenciosa. Outras chegam como vento de março — levantando papéis, mexendo estruturas, lembrando ao mundo que certas lutas nunca podem adormecer.

Foi assim que conheci, ainda nos dias febris do movimento estudantil, a figura inquieta de Alice Portugal. Não apenas como uma liderança política, mas como um símbolo de algo maior: a persistência de uma geração de mulheres que decidiram não aceitar o destino que lhes haviam escrito.

Para mim, ela sempre foi uma espécie de musa política daqueles tempos.
Não no sentido romântico da palavra, mas no sentido mais profundo: a inspiração que nos lembrava que política também pode ser feita com convicção, coragem e compromisso social.

Acompanhei sua trajetória desde os dias da corrente Viração, nas assembleias agitadas do movimento estudantil, quando a democracia ainda tinha gosto de conquista recente e cada debate parecia uma pequena batalha pela reconstrução do país.

Ali já estava o traço que marcaria sua vida pública:
a política como instrumento de transformação.

Março: quando a memória vira luta

Março chegou novamente.

E não é apenas um mês no calendário.

É um tempo simbólico — quase um território moral — em que a sociedade é chamada a olhar para uma realidade que, por vezes, preferimos evitar: a violência contra as mulheres e a desigualdade histórica que ainda marca profundamente o Brasil.

Mais do que homenagens, este é um período de reflexão.

Porque os números, frios como estatísticas de guerra, são impossíveis de ignorar.

O Brasil ocupa hoje o 5º lugar no ranking mundial de feminicídio.
Quatro mulheres são assassinadas por dia.

Em 2025 foram registradas 1.518 vítimas, o maior número desde o início da série histórica.

E há outro dado que nos rasga o silêncio:
a cada seis minutos uma mulher é vítima de estupro no país.

Esses números não são apenas dados.

São histórias interrompidas.

São mães que não voltaram para casa.
Filhas que não terminaram seus estudos.
Trabalhadoras que saíram para viver e encontraram a violência.

O feminicídio não escolhe classe social, cor da pele ou ideologia política.

Pode atingir uma operária, uma policial, uma professora, uma estudante ou uma trabalhadora informal.

A violência de gênero atravessa territórios e classes sociais como uma sombra persistente.

E é justamente por isso que não pode ser tratada como episódio isolado.
Ela é estrutural.

A raiz da desigualdade

Somos a maioria da população do planeta.

Somos as matrizes da humanidade.

Ainda assim, a história foi escrita, durante séculos, sobre profundas desigualdades.

Não nascemos submissas.

A desigualdade entre homens e mulheres não é biológica.
É histórica.

Quando surgiram a propriedade privada e a lógica da concentração de riquezas, consolidou-se também uma estrutura social que confinou as mulheres ao espaço doméstico.

Enquanto os homens ocupavam a política, o comércio e as decisões públicas, as mulheres foram empurradas para o silêncio da casa e para o trabalho invisível do cuidado.

A partir daí atravessamos séculos de exclusão.

Fomos silenciadas na política.
Invisibilizadas na ciência.
Exploradas no trabalho.

E, muitas vezes, submetidas a violências que a própria sociedade tratava como algo “natural”.

Mas o que foi construído pela história pode — e precisa — ser transformado pela história.

Mulheres que transformam o Brasil

É nessa travessia que surgem mulheres como Alice Portugal.

Sua trajetória política não nasceu nos gabinetes refrigerados de Brasília.

Nasceu nas ruas, nas assembleias estudantis, nos movimentos sociais e nos debates que moldaram uma geração inteira de militantes comprometidos com justiça social.

Ao longo de décadas de vida pública, sua atuação se transformou em políticas concretas.

Ela foi autora da lei que garante licença-maternidade para estudantes da pós-graduação, uma medida que reconhece que a maternidade não pode ser um obstáculo para a produção científica feminina.

Foi relatora da Lei Mariana Ferrer, que protege vítimas de crimes sexuais contra constrangimentos e humilhações durante julgamentos.

É autora da lei que proíbe revista íntima de mulheres nos locais de trabalho.

Também esteve entre os parlamentares que contribuíram para a Lei da Igualdade Salarial, um passo fundamental para enfrentar a histórica desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Sua atuação também ajudou a consolidar a cota mínima de 30% de mulheres nas listas partidárias, uma medida que busca enfrentar um problema crônico da democracia brasileira.

Hoje o Brasil ocupa a 133ª posição entre 190 países em participação feminina no Parlamento.

Um dado que revela o tamanho do caminho ainda pela frente.

Alice também criou o Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger, reconhecendo que ocupar os espaços de produção de conhecimento é também enfrentar a desigualdade histórica.

E agora, como presidenta da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, coloca no centro de sua atuação um dos desafios mais urgentes do país: o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher.

Isso significa defender orçamento público adequado, fortalecer a rede de proteção e integrar políticas de prevenção.

A luta que não termina em março

Março é símbolo.

Mas a luta é permanente.

Porque a violência contra a mulher não nasce do acaso.

Ela nasce de uma cultura que ainda carrega, em muitos de seus gestos e instituições, a ideia silenciosa de que o corpo e a vida das mulheres podem ser controlados.

Transformar essa cultura é uma tarefa histórica.

Exige leis.

Exige políticas públicas.

Mas exige também algo mais profundo:
consciência social.

Cada mulher que ocupa um espaço na política, na ciência, na universidade, no jornalismo ou nas ruas está ampliando as fronteiras da democracia.

Cada voz feminina que se levanta rompe um pedaço antigo do silêncio.

E talvez seja por isso que, quando olho para trajetórias como a de Alice Portugal, não vejo apenas uma carreira política.

Vejo uma história de resistência.

Uma daquelas histórias que lembram que a democracia não é um edifício pronto.

Ela é uma construção permanente.

Defender as mulheres é defender a humanidade

No fim das contas, a luta das mulheres não é apenas uma pauta feminina.

É uma pauta civilizatória.

Uma sociedade que não protege suas mulheres não protege ninguém.

Defender a vida das mulheres é defender o direito mais básico de todos: o direito de existir com dignidade.

E enquanto houver mulheres dispostas a transformar sua própria vida em instrumento de luta coletiva, a história continuará avançando — às vezes devagar, às vezes com dificuldade, mas sempre adiante.

Porque algumas pessoas passam pela política.

E outras deixam marcas que atravessam gerações.

Alice Portugal é uma dessas mulheres.

A Força das Mulheres que Não Recuam Março, Alice Portugal e a longa travessia pela dignidade

 

 

 

Por Padre Carlos

 

Há mulheres que passam pela história.
E há mulheres que a empurram para frente.

Algumas caminham pelos corredores do poder como quem atravessa uma sala silenciosa. Outras chegam como vento de março — levantando papéis, mexendo estruturas, lembrando ao mundo que certas lutas nunca podem adormecer.

Foi assim que conheci, ainda nos dias febris do movimento estudantil, a figura inquieta de Alice Portugal. Não apenas como uma liderança política, mas como um símbolo de algo maior: a persistência de uma geração de mulheres que decidiram não aceitar o destino que lhes haviam escrito.

Para mim, ela sempre foi uma espécie de musa política daqueles tempos.
Não no sentido romântico da palavra, mas no sentido mais profundo: a inspiração que nos lembrava que política também pode ser feita com convicção, coragem e compromisso social.

Acompanhei sua trajetória desde os dias da corrente Viração, nas assembleias agitadas do movimento estudantil, quando a democracia ainda tinha gosto de conquista recente e cada debate parecia uma pequena batalha pela reconstrução do país.

Ali já estava o traço que marcaria sua vida pública:
a política como instrumento de transformação.

Março: quando a memória vira luta

Março chegou novamente.

E não é apenas um mês no calendário.

É um tempo simbólico — quase um território moral — em que a sociedade é chamada a olhar para uma realidade que, por vezes, preferimos evitar: a violência contra as mulheres e a desigualdade histórica que ainda marca profundamente o Brasil.

Mais do que homenagens, este é um período de reflexão.

Porque os números, frios como estatísticas de guerra, são impossíveis de ignorar.

O Brasil ocupa hoje o 5º lugar no ranking mundial de feminicídio.
Quatro mulheres são assassinadas por dia.

Em 2025 foram registradas 1.518 vítimas, o maior número desde o início da série histórica.

E há outro dado que nos rasga o silêncio:
a cada seis minutos uma mulher é vítima de estupro no país.

Esses números não são apenas dados.

São histórias interrompidas.

São mães que não voltaram para casa.
Filhas que não terminaram seus estudos.
Trabalhadoras que saíram para viver e encontraram a violência.

O feminicídio não escolhe classe social, cor da pele ou ideologia política.

Pode atingir uma operária, uma policial, uma professora, uma estudante ou uma trabalhadora informal.

A violência de gênero atravessa territórios e classes sociais como uma sombra persistente.

E é justamente por isso que não pode ser tratada como episódio isolado.
Ela é estrutural.

A raiz da desigualdade

Somos a maioria da população do planeta.

Somos as matrizes da humanidade.

Ainda assim, a história foi escrita, durante séculos, sobre profundas desigualdades.

Não nascemos submissas.

A desigualdade entre homens e mulheres não é biológica.
É histórica.

Quando surgiram a propriedade privada e a lógica da concentração de riquezas, consolidou-se também uma estrutura social que confinou as mulheres ao espaço doméstico.

Enquanto os homens ocupavam a política, o comércio e as decisões públicas, as mulheres foram empurradas para o silêncio da casa e para o trabalho invisível do cuidado.

A partir daí atravessamos séculos de exclusão.

Fomos silenciadas na política.
Invisibilizadas na ciência.
Exploradas no trabalho.

E, muitas vezes, submetidas a violências que a própria sociedade tratava como algo “natural”.

Mas o que foi construído pela história pode — e precisa — ser transformado pela história.

Mulheres que transformam o Brasil

É nessa travessia que surgem mulheres como Alice Portugal.

Sua trajetória política não nasceu nos gabinetes refrigerados de Brasília.

Nasceu nas ruas, nas assembleias estudantis, nos movimentos sociais e nos debates que moldaram uma geração inteira de militantes comprometidos com justiça social.

Ao longo de décadas de vida pública, sua atuação se transformou em políticas concretas.

Ela foi autora da lei que garante licença-maternidade para estudantes da pós-graduação, uma medida que reconhece que a maternidade não pode ser um obstáculo para a produção científica feminina.

Foi relatora da Lei Mariana Ferrer, que protege vítimas de crimes sexuais contra constrangimentos e humilhações durante julgamentos.

É autora da lei que proíbe revista íntima de mulheres nos locais de trabalho.

Também esteve entre os parlamentares que contribuíram para a Lei da Igualdade Salarial, um passo fundamental para enfrentar a histórica desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Sua atuação também ajudou a consolidar a cota mínima de 30% de mulheres nas listas partidárias, uma medida que busca enfrentar um problema crônico da democracia brasileira.

Hoje o Brasil ocupa a 133ª posição entre 190 países em participação feminina no Parlamento.

Um dado que revela o tamanho do caminho ainda pela frente.

Alice também criou o Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger, reconhecendo que ocupar os espaços de produção de conhecimento é também enfrentar a desigualdade histórica.

E agora, como presidenta da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, coloca no centro de sua atuação um dos desafios mais urgentes do país: o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher.

Isso significa defender orçamento público adequado, fortalecer a rede de proteção e integrar políticas de prevenção.

A luta que não termina em março

Março é símbolo.

Mas a luta é permanente.

Porque a violência contra a mulher não nasce do acaso.

Ela nasce de uma cultura que ainda carrega, em muitos de seus gestos e instituições, a ideia silenciosa de que o corpo e a vida das mulheres podem ser controlados.

Transformar essa cultura é uma tarefa histórica.

Exige leis.

Exige políticas públicas.

Mas exige também algo mais profundo:
consciência social.

Cada mulher que ocupa um espaço na política, na ciência, na universidade, no jornalismo ou nas ruas está ampliando as fronteiras da democracia.

Cada voz feminina que se levanta rompe um pedaço antigo do silêncio.

E talvez seja por isso que, quando olho para trajetórias como a de Alice Portugal, não vejo apenas uma carreira política.

Vejo uma história de resistência.

Uma daquelas histórias que lembram que a democracia não é um edifício pronto.

Ela é uma construção permanente.

Defender as mulheres é defender a humanidade

No fim das contas, a luta das mulheres não é apenas uma pauta feminina.

É uma pauta civilizatória.

Uma sociedade que não protege suas mulheres não protege ninguém.

Defender a vida das mulheres é defender o direito mais básico de todos: o direito de existir com dignidade.

E enquanto houver mulheres dispostas a transformar sua própria vida em instrumento de luta coletiva, a história continuará avançando — às vezes devagar, às vezes com dificuldade, mas sempre adiante.

Porque algumas pessoas passam pela política.

E outras deixam marcas que atravessam gerações.

Alice Portugal é uma dessas mulheres.

ARTIGO – Quando a Constituição Fala Mais Alto que os Editoriais

 

 

Padre Carlos

 

Em tempos de polarização intensa e narrativas fabricadas, não é comum ver figuras públicas enfrentarem os grandes conglomerados de comunicação com serenidade institucional e firmeza jurídica. Foi exatamente isso que fez o ministro Flávio Dino ao responder às críticas que tentam deslegitimar decisões do Supremo Tribunal Federal. Ao invés de recuar diante do peso editorial de grandes grupos de mídia, Dino fez o que se espera de um magistrado comprometido com o Estado de Direito: abriu a Constituição e deixou que ela falasse.

O episódio revela algo mais profundo do que uma simples divergência entre imprensa e Judiciário. Trata-se de uma disputa pela narrativa sobre o funcionamento da democracia brasileira. Ao enfrentar aquilo que chamou, de forma indireta, de distorções deliberadas, Dino trouxe de volta ao centro do debate um fato muitas vezes omitido: o chamado inquérito das fake news não nasceu da vontade individual de um ministro. Ele foi aberto institucionalmente pelo Supremo Tribunal Federal e referendado pelo plenário da Corte.

Essa lembrança é fundamental porque desmonta uma das narrativas mais repetidas no debate público: a tentativa de personificar a investigação na figura de Alexandre de Moraes. Ao reduzir uma decisão institucional a uma ação individual, cria-se um alvo fácil para ataques políticos e editoriais. Flávio Dino, com precisão didática, lembrou que decisões do STF são fruto de um sistema colegiado, e que diversas delas foram confirmadas por votações amplas — muitas vezes com placares que demonstram consenso entre os ministros.

Outro ponto central da intervenção do ministro foi a crítica ao uso do termo “decisão monocrática” como instrumento de desqualificação. Na prática jurídica, decisões individuais fazem parte do funcionamento normal de tribunais em todo o mundo. Presidentes da República governam por decretos, presidentes da Câmara e do Senado tomam decisões individuais diariamente. No entanto, curiosamente, a indignação editorial parece surgir apenas quando a decisão vem do Judiciário e contraria determinados interesses políticos ou econômicos.

É nesse momento que a fala de Dino ganha densidade institucional. Ao apontar a seletividade da crítica, ele revela algo que muitas vezes passa despercebido ao leitor comum: o debate público nem sempre gira em torno do princípio jurídico em si, mas do conteúdo da decisão. Quando ela desagrada determinados grupos de poder, passa a ser tratada como abuso; quando favorece, é vista como normalidade institucional.

Ao recolocar o debate nesses termos, Flávio Dino não estava apenas defendendo um colega de toga. Estava defendendo a própria arquitetura da Constituição brasileira. A democracia não se sustenta apenas no voto ou na liberdade de expressão. Ela depende também de instituições capazes de resistir à pressão política, econômica e midiática.

Em última instância, o que está em jogo não é a popularidade de um ministro, nem a simpatia de um editorial de jornal. O que está em jogo é a capacidade das instituições de garantir que a Constituição permaneça como o eixo central da vida política brasileira.

E nesse ponto reside a dimensão mais significativa do gesto de Dino. Ao enfrentar o barulho das narrativas com a serenidade da lei, ele lembra ao país uma verdade simples e muitas vezes esquecida: editoriais podem influenciar a opinião pública, mas não podem substituir a Constituição.

No Brasil democrático, a palavra final não pertence às manchetes. Pertence à lei. E, felizmente, ainda existem magistrados dispostos a lembrá-lo. 📜⚖️

ARTIGO – Quando a Constituição Fala Mais Alto que os Editoriais

 

 

Padre Carlos

 

Em tempos de polarização intensa e narrativas fabricadas, não é comum ver figuras públicas enfrentarem os grandes conglomerados de comunicação com serenidade institucional e firmeza jurídica. Foi exatamente isso que fez o ministro Flávio Dino ao responder às críticas que tentam deslegitimar decisões do Supremo Tribunal Federal. Ao invés de recuar diante do peso editorial de grandes grupos de mídia, Dino fez o que se espera de um magistrado comprometido com o Estado de Direito: abriu a Constituição e deixou que ela falasse.

O episódio revela algo mais profundo do que uma simples divergência entre imprensa e Judiciário. Trata-se de uma disputa pela narrativa sobre o funcionamento da democracia brasileira. Ao enfrentar aquilo que chamou, de forma indireta, de distorções deliberadas, Dino trouxe de volta ao centro do debate um fato muitas vezes omitido: o chamado inquérito das fake news não nasceu da vontade individual de um ministro. Ele foi aberto institucionalmente pelo Supremo Tribunal Federal e referendado pelo plenário da Corte.

Essa lembrança é fundamental porque desmonta uma das narrativas mais repetidas no debate público: a tentativa de personificar a investigação na figura de Alexandre de Moraes. Ao reduzir uma decisão institucional a uma ação individual, cria-se um alvo fácil para ataques políticos e editoriais. Flávio Dino, com precisão didática, lembrou que decisões do STF são fruto de um sistema colegiado, e que diversas delas foram confirmadas por votações amplas — muitas vezes com placares que demonstram consenso entre os ministros.

Outro ponto central da intervenção do ministro foi a crítica ao uso do termo “decisão monocrática” como instrumento de desqualificação. Na prática jurídica, decisões individuais fazem parte do funcionamento normal de tribunais em todo o mundo. Presidentes da República governam por decretos, presidentes da Câmara e do Senado tomam decisões individuais diariamente. No entanto, curiosamente, a indignação editorial parece surgir apenas quando a decisão vem do Judiciário e contraria determinados interesses políticos ou econômicos.

É nesse momento que a fala de Dino ganha densidade institucional. Ao apontar a seletividade da crítica, ele revela algo que muitas vezes passa despercebido ao leitor comum: o debate público nem sempre gira em torno do princípio jurídico em si, mas do conteúdo da decisão. Quando ela desagrada determinados grupos de poder, passa a ser tratada como abuso; quando favorece, é vista como normalidade institucional.

Ao recolocar o debate nesses termos, Flávio Dino não estava apenas defendendo um colega de toga. Estava defendendo a própria arquitetura da Constituição brasileira. A democracia não se sustenta apenas no voto ou na liberdade de expressão. Ela depende também de instituições capazes de resistir à pressão política, econômica e midiática.

Em última instância, o que está em jogo não é a popularidade de um ministro, nem a simpatia de um editorial de jornal. O que está em jogo é a capacidade das instituições de garantir que a Constituição permaneça como o eixo central da vida política brasileira.

E nesse ponto reside a dimensão mais significativa do gesto de Dino. Ao enfrentar o barulho das narrativas com a serenidade da lei, ele lembra ao país uma verdade simples e muitas vezes esquecida: editoriais podem influenciar a opinião pública, mas não podem substituir a Constituição.

No Brasil democrático, a palavra final não pertence às manchetes. Pertence à lei. E, felizmente, ainda existem magistrados dispostos a lembrá-lo. 📜⚖️

ARTIGO – Nos Bastidores do Poder: A Demonstração de Força de Quinho que Agitou a Política do Sudoeste Baiano

 

 

Na política, há momentos em que os gestos falam mais alto que os discursos. E foi exatamente isso que aconteceu em Belo Campo. A agenda que levou ao município o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner foi oficialmente institucional. Tratava-se da inauguração de uma Unidade Básica de Saúde no bairro Morada Real. Mas quem conhece os bastidores da política da Bahia sabe: certos encontros carregam mensagens muito além das placas inauguradas e das fotografias oficiais.

O grande protagonista silencioso do evento foi o ex-prefeito Quinho.

Nos últimos anos, o nome do ex-gestor de Belo Campo passou a circular com frequência crescente no noticiário político do interior da Bahia. Presidente da UPB (União dos Municípios da Bahia) por um período decisivo, Quinho construiu uma rede de diálogo com prefeitos e lideranças municipais que poucos políticos do interior conseguiram consolidar.

A agenda desta semana revelou algo ainda mais importante: Quinho decidiu mostrar que não pretende ser figurante no jogo político que já começa a desenhar as eleições de 2026.

A presença de duas das principais lideranças do PT baiano, Rui Costa e Jaques Wagner, em um evento articulado por forças políticas locais, colocou Belo Campo no centro do mapa político do Sudoeste. E, inevitavelmente, colocou também Quinho no centro das atenções.

Na política regional, isso tem peso.

Durante muito tempo, lideranças do interior foram tratadas como peças auxiliares em estratégias definidas nas capitais. Prefeitos fortes surgiam, faziam suas gestões e depois retornavam ao papel de apoiadores. Mas o cenário atual do interior da Bahia mostra algo diferente: uma nova geração de líderes regionais começa a disputar espaço real de poder.

Quinho parece decidido a ocupar esse lugar.

Ao reunir ministros, senadores, prefeitos e lideranças políticas em torno de uma agenda no município que governou, ele envia um recado claro ao tabuleiro político do Sudoeste: há um novo polo de articulação em construção.

E esse recado não é dirigido apenas aos aliados.

Nos últimos meses, circularam rumores sobre aproximações políticas e convites vindos de diferentes campos ideológicos. Em um cenário de disputa cada vez mais aberta pelo interior da Bahia, o nome de Quinho passou a ser citado como possível candidato à Assembleia Legislativa da Bahia.

Isso explica por que cada movimento seu passa a ser observado com atenção.

Política é feita de sinais.

A presença de Rui Costa e Jaques Wagner fortalece simbolicamente o campo governista na região. Ao mesmo tempo, demonstra que o ex-prefeito de Belo Campo tem capacidade de mobilização e interlocução em níveis elevados do poder político estadual e federal.

Mas talvez a mensagem mais importante tenha sido dirigida às lideranças regionais que disputam protagonismo no Sudoeste baiano.

Quinho mostrou que não aceita o papel de coadjuvante.

Em um tabuleiro onde prefeitos, deputados e grupos políticos tradicionais disputam influência sobre cidades estratégicas do interior, a movimentação em Belo Campo indica que a disputa pela liderança regional está apenas começando.

E quem imaginava que o ex-prefeito estaria satisfeito em ocupar um espaço secundário talvez tenha interpretado mal os sinais da política.

Porque, como costuma acontecer no interior da Bahia, as decisões mais importantes raramente são anunciadas em discursos.

Elas aparecem primeiro nos gestos.

E o gesto de Belo Campo foi claro.

ARTIGO – Nos Bastidores do Poder: A Demonstração de Força de Quinho que Agitou a Política do Sudoeste Baiano

 

 

Na política, há momentos em que os gestos falam mais alto que os discursos. E foi exatamente isso que aconteceu em Belo Campo. A agenda que levou ao município o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner foi oficialmente institucional. Tratava-se da inauguração de uma Unidade Básica de Saúde no bairro Morada Real. Mas quem conhece os bastidores da política da Bahia sabe: certos encontros carregam mensagens muito além das placas inauguradas e das fotografias oficiais.

O grande protagonista silencioso do evento foi o ex-prefeito Quinho.

Nos últimos anos, o nome do ex-gestor de Belo Campo passou a circular com frequência crescente no noticiário político do interior da Bahia. Presidente da UPB (União dos Municípios da Bahia) por um período decisivo, Quinho construiu uma rede de diálogo com prefeitos e lideranças municipais que poucos políticos do interior conseguiram consolidar.

A agenda desta semana revelou algo ainda mais importante: Quinho decidiu mostrar que não pretende ser figurante no jogo político que já começa a desenhar as eleições de 2026.

A presença de duas das principais lideranças do PT baiano, Rui Costa e Jaques Wagner, em um evento articulado por forças políticas locais, colocou Belo Campo no centro do mapa político do Sudoeste. E, inevitavelmente, colocou também Quinho no centro das atenções.

Na política regional, isso tem peso.

Durante muito tempo, lideranças do interior foram tratadas como peças auxiliares em estratégias definidas nas capitais. Prefeitos fortes surgiam, faziam suas gestões e depois retornavam ao papel de apoiadores. Mas o cenário atual do interior da Bahia mostra algo diferente: uma nova geração de líderes regionais começa a disputar espaço real de poder.

Quinho parece decidido a ocupar esse lugar.

Ao reunir ministros, senadores, prefeitos e lideranças políticas em torno de uma agenda no município que governou, ele envia um recado claro ao tabuleiro político do Sudoeste: há um novo polo de articulação em construção.

E esse recado não é dirigido apenas aos aliados.

Nos últimos meses, circularam rumores sobre aproximações políticas e convites vindos de diferentes campos ideológicos. Em um cenário de disputa cada vez mais aberta pelo interior da Bahia, o nome de Quinho passou a ser citado como possível candidato à Assembleia Legislativa da Bahia.

Isso explica por que cada movimento seu passa a ser observado com atenção.

Política é feita de sinais.

A presença de Rui Costa e Jaques Wagner fortalece simbolicamente o campo governista na região. Ao mesmo tempo, demonstra que o ex-prefeito de Belo Campo tem capacidade de mobilização e interlocução em níveis elevados do poder político estadual e federal.

Mas talvez a mensagem mais importante tenha sido dirigida às lideranças regionais que disputam protagonismo no Sudoeste baiano.

Quinho mostrou que não aceita o papel de coadjuvante.

Em um tabuleiro onde prefeitos, deputados e grupos políticos tradicionais disputam influência sobre cidades estratégicas do interior, a movimentação em Belo Campo indica que a disputa pela liderança regional está apenas começando.

E quem imaginava que o ex-prefeito estaria satisfeito em ocupar um espaço secundário talvez tenha interpretado mal os sinais da política.

Porque, como costuma acontecer no interior da Bahia, as decisões mais importantes raramente são anunciadas em discursos.

Elas aparecem primeiro nos gestos.

E o gesto de Belo Campo foi claro.

ARTIGO – Quando a Lei Protege Até Quem Não Gostamos

 

 

Padre Carlos

 

Em tempos de polarização intensa, a defesa da lei costuma sofrer de uma estranha seletividade. Muitos só a defendem quando ela protege seus aliados; quando protege adversários, passam a considerá-la um obstáculo moral. É exatamente nesse terreno delicado que surge a recente decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ao autorizar que as conversas entre advogados e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ocorram sem gravação ou monitoramento dentro do presídio federal de Brasília.

À primeira vista, a decisão pode parecer desconfortável para parte da opinião pública. Afinal, o Brasil vive uma era de forte indignação com crimes financeiros, escândalos bancários e suspeitas que envolvem grandes somas de dinheiro. No entanto, a pergunta essencial não é se gostamos ou não do investigado. A pergunta verdadeira é outra: a lei está sendo cumprida?

E, neste caso, a resposta parece inequívoca.

A decisão de Mendonça encontra respaldo claro na Lei 11.671 de 2008, que regula o sistema penitenciário federal. O artigo 3º, parágrafo 2º, estabelece que, embora os presídios de segurança máxima possuam monitoramento rigoroso, o atendimento entre advogado e cliente é exceção expressa, devendo ocorrer sob sigilo, salvo autorização judicial específica para o contrário.

Ou seja, o que o ministro fez foi algo muito menos dramático do que se imagina: apenas aplicou a lei existente.

O jornalista Reinaldo Azevedo observou corretamente que, no Brasil contemporâneo, criou-se uma perigosa cultura de linchamento moral. Antes mesmo que o processo avance, antes que as provas sejam examinadas e antes que a justiça se manifeste, já se exige punição máxima. Nesse ambiente febril, a legalidade passa a ser vista como obstáculo, e não como garantia civilizatória.

Mas a democracia não funciona assim.

O direito à comunicação reservada entre advogado e cliente não é um detalhe técnico. Trata-se de um dos pilares do Estado de Direito. Sem essa garantia, a própria defesa se torna impossível, e o processo judicial transforma-se em mera formalidade para justificar condenações previamente desejadas.

É claro que o sistema penal brasileiro convive com distorções. Não é segredo que organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho já utilizaram advogados como intermediários para transmitir mensagens. Esse fato existe e precisa ser combatido. Contudo, a própria legislação já prevê mecanismos para isso: quando há suspeita concreta, o juiz pode autorizar monitoramento.

Mas a lei exige motivo fundado, não mera presunção.

No caso de Daniel Vorcaro, não há indicação pública de que seus advogados estejam atuando como mensageiros de organizações criminosas. Portanto, transformar o monitoramento em regra automática seria inverter completamente o espírito da legislação.

Outro ponto que chama atenção no episódio é o regime de isolamento imposto ao empresário. Segundo seus advogados, Vorcaro permanece cerca de 22 horas por dia em uma cela de apenas seis metros quadrados. Para crimes financeiros — historicamente tratados com medidas cautelares menos severas — tal rigor levanta questionamentos legítimos.

O próprio Código de Processo Penal, em seu artigo 312, estabelece que a prisão preventiva deve ocorrer apenas quando há risco à ordem pública, à ordem econômica, à instrução do processo ou possibilidade de fuga.

A gravidade do valor envolvido, por si só, não deveria determinar o regime carcerário.

É nesse ponto que surge uma inquietação legítima. Embora a decisão de Mendonça esteja juridicamente correta, o ambiente geral da investigação parece carregado por um clima político e simbólico que ultrapassa o simples cumprimento da lei. A tentação de transformar determinados casos em exemplos morais — ou em demonstrações de força institucional — pode contaminar a serenidade necessária ao processo judicial.

Quando prisões extremamente duras passam a ser utilizadas como mecanismo indireto para estimular delações premiadas, entramos em um terreno perigosamente próximo da coerção psicológica.

A justiça não pode operar pela lógica da pressão.

Ela precisa operar pela lógica da prova.

O grande risco das sociedades indignadas é acreditar que a lei deve ser aplicada apenas contra aqueles que provocam repulsa pública. Mas a história mostra que, quando esse caminho é aberto, ninguém está verdadeiramente protegido.

Platão, ao narrar o episódio do Tirano de Siracusa, já advertia que o poder absoluto nasce exatamente quando as regras deixam de ser respeitadas em nome de um suposto bem maior.

Por isso, a decisão de André Mendonça possui um valor que ultrapassa o caso específico de Daniel Vorcaro.

Ela nos lembra de algo fundamental: a lei não existe para proteger apenas os inocentes; ela existe para proteger a própria civilização.

Quando o Estado decide que pode ignorá-la porque alguém parece culpado demais, o que se perde não é apenas um direito individual.

O que se perde é o próprio limite do poder.

ARTIGO – Quando a Lei Protege Até Quem Não Gostamos

 

 

Padre Carlos

 

Em tempos de polarização intensa, a defesa da lei costuma sofrer de uma estranha seletividade. Muitos só a defendem quando ela protege seus aliados; quando protege adversários, passam a considerá-la um obstáculo moral. É exatamente nesse terreno delicado que surge a recente decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ao autorizar que as conversas entre advogados e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ocorram sem gravação ou monitoramento dentro do presídio federal de Brasília.

À primeira vista, a decisão pode parecer desconfortável para parte da opinião pública. Afinal, o Brasil vive uma era de forte indignação com crimes financeiros, escândalos bancários e suspeitas que envolvem grandes somas de dinheiro. No entanto, a pergunta essencial não é se gostamos ou não do investigado. A pergunta verdadeira é outra: a lei está sendo cumprida?

E, neste caso, a resposta parece inequívoca.

A decisão de Mendonça encontra respaldo claro na Lei 11.671 de 2008, que regula o sistema penitenciário federal. O artigo 3º, parágrafo 2º, estabelece que, embora os presídios de segurança máxima possuam monitoramento rigoroso, o atendimento entre advogado e cliente é exceção expressa, devendo ocorrer sob sigilo, salvo autorização judicial específica para o contrário.

Ou seja, o que o ministro fez foi algo muito menos dramático do que se imagina: apenas aplicou a lei existente.

O jornalista Reinaldo Azevedo observou corretamente que, no Brasil contemporâneo, criou-se uma perigosa cultura de linchamento moral. Antes mesmo que o processo avance, antes que as provas sejam examinadas e antes que a justiça se manifeste, já se exige punição máxima. Nesse ambiente febril, a legalidade passa a ser vista como obstáculo, e não como garantia civilizatória.

Mas a democracia não funciona assim.

O direito à comunicação reservada entre advogado e cliente não é um detalhe técnico. Trata-se de um dos pilares do Estado de Direito. Sem essa garantia, a própria defesa se torna impossível, e o processo judicial transforma-se em mera formalidade para justificar condenações previamente desejadas.

É claro que o sistema penal brasileiro convive com distorções. Não é segredo que organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho já utilizaram advogados como intermediários para transmitir mensagens. Esse fato existe e precisa ser combatido. Contudo, a própria legislação já prevê mecanismos para isso: quando há suspeita concreta, o juiz pode autorizar monitoramento.

Mas a lei exige motivo fundado, não mera presunção.

No caso de Daniel Vorcaro, não há indicação pública de que seus advogados estejam atuando como mensageiros de organizações criminosas. Portanto, transformar o monitoramento em regra automática seria inverter completamente o espírito da legislação.

Outro ponto que chama atenção no episódio é o regime de isolamento imposto ao empresário. Segundo seus advogados, Vorcaro permanece cerca de 22 horas por dia em uma cela de apenas seis metros quadrados. Para crimes financeiros — historicamente tratados com medidas cautelares menos severas — tal rigor levanta questionamentos legítimos.

O próprio Código de Processo Penal, em seu artigo 312, estabelece que a prisão preventiva deve ocorrer apenas quando há risco à ordem pública, à ordem econômica, à instrução do processo ou possibilidade de fuga.

A gravidade do valor envolvido, por si só, não deveria determinar o regime carcerário.

É nesse ponto que surge uma inquietação legítima. Embora a decisão de Mendonça esteja juridicamente correta, o ambiente geral da investigação parece carregado por um clima político e simbólico que ultrapassa o simples cumprimento da lei. A tentação de transformar determinados casos em exemplos morais — ou em demonstrações de força institucional — pode contaminar a serenidade necessária ao processo judicial.

Quando prisões extremamente duras passam a ser utilizadas como mecanismo indireto para estimular delações premiadas, entramos em um terreno perigosamente próximo da coerção psicológica.

A justiça não pode operar pela lógica da pressão.

Ela precisa operar pela lógica da prova.

O grande risco das sociedades indignadas é acreditar que a lei deve ser aplicada apenas contra aqueles que provocam repulsa pública. Mas a história mostra que, quando esse caminho é aberto, ninguém está verdadeiramente protegido.

Platão, ao narrar o episódio do Tirano de Siracusa, já advertia que o poder absoluto nasce exatamente quando as regras deixam de ser respeitadas em nome de um suposto bem maior.

Por isso, a decisão de André Mendonça possui um valor que ultrapassa o caso específico de Daniel Vorcaro.

Ela nos lembra de algo fundamental: a lei não existe para proteger apenas os inocentes; ela existe para proteger a própria civilização.

Quando o Estado decide que pode ignorá-la porque alguém parece culpado demais, o que se perde não é apenas um direito individual.

O que se perde é o próprio limite do poder.

Urgente: acidente com morte na estrada da Limeira

 


Um grave acidente foi registrado no começo da noite desta terça-feira na estrada da Limeira. As primeiras informações apontam que um carro acabou colidindo com um motociclista.
Com o impacto da batida, o motociclista não resistiu aos ferimentos e veio a óbito ainda no local do acidente.
Ainda não há detalhes confirmados sobre a identidade da vítima nem sobre as circunstâncias da colisão. Equipes devem apurar o caso para esclarecer o que provocou o acidente.
A qualquer momento novas informações.

Urgente: acidente com morte na estrada da Limeira

 


Um grave acidente foi registrado no começo da noite desta terça-feira na estrada da Limeira. As primeiras informações apontam que um carro acabou colidindo com um motociclista.
Com o impacto da batida, o motociclista não resistiu aos ferimentos e veio a óbito ainda no local do acidente.
Ainda não há detalhes confirmados sobre a identidade da vítima nem sobre as circunstâncias da colisão. Equipes devem apurar o caso para esclarecer o que provocou o acidente.
A qualquer momento novas informações.

ARTIGO — A Faxina do Passado

 

Padre Carlos

 

Hoje resolvi visitar o meu passado.

Não foi uma viagem longa nem precisei de malas. Bastou fechar os olhos e abrir algumas portas que o tempo deixou entreabertas dentro de mim. Foi como entrar numa casa antiga onde vivi muitos anos e onde ainda permanecem objetos que a vida esqueceu de levar.

E então comecei a fazer uma faxina.

Mexi em gavetas da memória. Soprei a poeira de algumas lembranças. Encontrei retratos amarelados de sonhos antigos, cartas que o tempo nunca respondeu e promessas que ficaram pelo caminho.

A vida, é verdade, arrancou de mim mais que lágrimas.

Houve dias em que o silêncio parecia mais pesado que qualquer palavra. Houve noites em que o coração parecia um campo depois da tempestade, cheio de galhos quebrados e folhas espalhadas. Quem já viveu bastante sabe que a existência não distribui apenas flores; às vezes ela nos entrega também espinhos e longas estradas de pedra.

A vida partiu o meu coração algumas vezes.

Mas não conseguiu partir a minha alma.

Há algo no ser humano que resiste. Algo que permanece inteiro mesmo quando tudo parece quebrado. É essa força invisível que nos faz levantar depois das quedas, que nos faz continuar acreditando mesmo depois das decepções.

A vida também roubou algumas ilusões.

E ainda bem.

Porque certas ilusões precisam mesmo ser levadas pelo vento para que possamos enxergar o mundo com mais verdade. A maturidade, afinal, não é perder a capacidade de sonhar — é aprender a sonhar com os olhos abertos.

E nisso a vida não venceu.

Porque ela pode ter levado algumas fantasias, mas não conseguiu levar os meus sonhos. Esses continuam vivos, teimosos, inquietos, pulsando dentro do peito como se ainda fossem jovens.

Os anos passaram, claro.

Eles passaram como passam todas as coisas deste mundo. Foram deixando marcas no rosto, pequenas rugas que o espelho insiste em revelar todas as manhãs. São os sinais do tempo, os mapas da experiência humana, as pegadas da história que cada um carrega na própria pele.

Mas o tempo, curioso como é, cometeu um erro.

Ele envelheceu o meu rosto.

Mas não conseguiu envelhecer o meu coração.

Porque o coração — quando guarda esperança — permanece jovem. Ele continua acreditando na beleza da vida, continua emocionando-se com pequenos gestos, continua sorrindo diante das coisas simples que fazem a existência valer a pena.

Hoje, ao terminar essa faxina silenciosa nas salas da memória, percebi algo importante.

Não somos feitos apenas das nossas perdas.

Somos feitos também daquilo que conseguimos preservar apesar delas.

E talvez seja esse o verdadeiro milagre da vida: ela pode nos ferir, pode nos testar, pode até nos fazer chorar muitas vezes…

Mas ainda assim não consegue apagar o sorriso de quem decidiu continuar acreditando.

Porque enquanto houver sonhos dentro de nós, o tempo jamais terá a última palavra.

ARTIGO — A Faxina do Passado

 

Padre Carlos

 

Hoje resolvi visitar o meu passado.

Não foi uma viagem longa nem precisei de malas. Bastou fechar os olhos e abrir algumas portas que o tempo deixou entreabertas dentro de mim. Foi como entrar numa casa antiga onde vivi muitos anos e onde ainda permanecem objetos que a vida esqueceu de levar.

E então comecei a fazer uma faxina.

Mexi em gavetas da memória. Soprei a poeira de algumas lembranças. Encontrei retratos amarelados de sonhos antigos, cartas que o tempo nunca respondeu e promessas que ficaram pelo caminho.

A vida, é verdade, arrancou de mim mais que lágrimas.

Houve dias em que o silêncio parecia mais pesado que qualquer palavra. Houve noites em que o coração parecia um campo depois da tempestade, cheio de galhos quebrados e folhas espalhadas. Quem já viveu bastante sabe que a existência não distribui apenas flores; às vezes ela nos entrega também espinhos e longas estradas de pedra.

A vida partiu o meu coração algumas vezes.

Mas não conseguiu partir a minha alma.

Há algo no ser humano que resiste. Algo que permanece inteiro mesmo quando tudo parece quebrado. É essa força invisível que nos faz levantar depois das quedas, que nos faz continuar acreditando mesmo depois das decepções.

A vida também roubou algumas ilusões.

E ainda bem.

Porque certas ilusões precisam mesmo ser levadas pelo vento para que possamos enxergar o mundo com mais verdade. A maturidade, afinal, não é perder a capacidade de sonhar — é aprender a sonhar com os olhos abertos.

E nisso a vida não venceu.

Porque ela pode ter levado algumas fantasias, mas não conseguiu levar os meus sonhos. Esses continuam vivos, teimosos, inquietos, pulsando dentro do peito como se ainda fossem jovens.

Os anos passaram, claro.

Eles passaram como passam todas as coisas deste mundo. Foram deixando marcas no rosto, pequenas rugas que o espelho insiste em revelar todas as manhãs. São os sinais do tempo, os mapas da experiência humana, as pegadas da história que cada um carrega na própria pele.

Mas o tempo, curioso como é, cometeu um erro.

Ele envelheceu o meu rosto.

Mas não conseguiu envelhecer o meu coração.

Porque o coração — quando guarda esperança — permanece jovem. Ele continua acreditando na beleza da vida, continua emocionando-se com pequenos gestos, continua sorrindo diante das coisas simples que fazem a existência valer a pena.

Hoje, ao terminar essa faxina silenciosa nas salas da memória, percebi algo importante.

Não somos feitos apenas das nossas perdas.

Somos feitos também daquilo que conseguimos preservar apesar delas.

E talvez seja esse o verdadeiro milagre da vida: ela pode nos ferir, pode nos testar, pode até nos fazer chorar muitas vezes…

Mas ainda assim não consegue apagar o sorriso de quem decidiu continuar acreditando.

Porque enquanto houver sonhos dentro de nós, o tempo jamais terá a última palavra.

O Altar dos Escolhidos: Do Terror de Ontem ao Chilique de Hoje

 

É preciso ter paciência. Muita paciência. Sobretudo quando a história resolve se repetir não apenas como farsa, como queria Marx, mas como um delírio místico-autoritário que faria os reacionários da Revolução Francesa parecerem moderados entusiastas do iluminismo.

Convenhamos, o que assistimos hoje no Brasil — sob a carcaça de conveniência do Partido Liberal ou de qualquer outra sigla que se preste ao papel de hospedeira — não é política. É teologia de quermesse golpista. A extrema direita brasileira, essa que eu chamo com a tranquilidade de quem lê o Código Penal de protofascista (e, em dias de maior clareza, fascista sem o “proto”), bebe na fonte mais turva do antimodernismo.

A Anatomia do “Escolhido”

Dizem-se escolhidos por Deus. Notem a modéstia. O sujeito não quer apenas ganhar uma eleição; ele quer uma unção. Se lá atrás, no lado direito das assembleias francesas, o trono e o altar eram uma unidade para manter privilégios, aqui a coisa ganhou contornos de seita. O “Messias” — e a ironia do nome próprio é um desses requintes da história que nem o melhor romancista ousaria — não se submete a estatutos.

O fascismo, meus caros, não é um figurino de época. Não precisa de camisas negras em Roma ou do horror industrial de Berlim para se validar. Ele é, antes de tudo, um estado de espírito autoritário. Ele se adapta. No Brasil, ele veste verde e amarelo, enrola-se na bandeira e jura amor à “Nação” — essa entidade que eles tratam como um objeto sagrado, mas que, na prática, só inclui quem reza pela mesma cartilha.

  • A Sigla é o de Menos: Eles não são fiéis ao PL, ao PP ou ao extinto PSL. São fiéis à “Onda”. Mudam de partido como quem troca de camisa suada, porque o que importa é a densidade da seita, não o programa partidário.

  • A Democracia como Estorvo: Para essa gente, as normas vigentes são meras sugestões. A Constituição? Um detalhe burocrático que atrapalha a “missão divina”.

  • O Líder como Infalível: O chefe não erra. Se erra, é estratégia. Se perde, foi fraudado. É o pensamento mágico substituindo a lógica aristotélica.

A Nação como Divindade

A nação, essa construção histórica complexa, suada e muitas vezes sangrenta, foi sequestrada. Eles a transformaram em um dogma. Ora, quando você coloca a questão da nação como algo divino e sagrado, você retira a política do campo do debate e a joga no campo da inquisição. Quem discorda não é um adversário; é um herético. É um inimigo da “vontade de Deus”.

É o mesmo DNA que rejeitava a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em 1789. É a ojeriza ao diferente, o culto à personalidade e a convicção de que existe uma “minoria” (que eles juram ser maioria) eleita para salvar o país da “degeneração”.

É protofascismo? Completamente. É uma seita que se move pelas frestas da democracia para tentar implodi-la por dentro, usando a liberdade que desprezam para pregar o fim da liberdade alheia. E fazem tudo isso, vejam que coisa, em nome da família. Só esquecem de dizer que a família, para eles, só vale se for a deles — e se não houver um Ministério Público no caminho.

O Altar dos Escolhidos: Do Terror de Ontem ao Chilique de Hoje

 

É preciso ter paciência. Muita paciência. Sobretudo quando a história resolve se repetir não apenas como farsa, como queria Marx, mas como um delírio místico-autoritário que faria os reacionários da Revolução Francesa parecerem moderados entusiastas do iluminismo.

Convenhamos, o que assistimos hoje no Brasil — sob a carcaça de conveniência do Partido Liberal ou de qualquer outra sigla que se preste ao papel de hospedeira — não é política. É teologia de quermesse golpista. A extrema direita brasileira, essa que eu chamo com a tranquilidade de quem lê o Código Penal de protofascista (e, em dias de maior clareza, fascista sem o “proto”), bebe na fonte mais turva do antimodernismo.

A Anatomia do “Escolhido”

Dizem-se escolhidos por Deus. Notem a modéstia. O sujeito não quer apenas ganhar uma eleição; ele quer uma unção. Se lá atrás, no lado direito das assembleias francesas, o trono e o altar eram uma unidade para manter privilégios, aqui a coisa ganhou contornos de seita. O “Messias” — e a ironia do nome próprio é um desses requintes da história que nem o melhor romancista ousaria — não se submete a estatutos.

O fascismo, meus caros, não é um figurino de época. Não precisa de camisas negras em Roma ou do horror industrial de Berlim para se validar. Ele é, antes de tudo, um estado de espírito autoritário. Ele se adapta. No Brasil, ele veste verde e amarelo, enrola-se na bandeira e jura amor à “Nação” — essa entidade que eles tratam como um objeto sagrado, mas que, na prática, só inclui quem reza pela mesma cartilha.

  • A Sigla é o de Menos: Eles não são fiéis ao PL, ao PP ou ao extinto PSL. São fiéis à “Onda”. Mudam de partido como quem troca de camisa suada, porque o que importa é a densidade da seita, não o programa partidário.

  • A Democracia como Estorvo: Para essa gente, as normas vigentes são meras sugestões. A Constituição? Um detalhe burocrático que atrapalha a “missão divina”.

  • O Líder como Infalível: O chefe não erra. Se erra, é estratégia. Se perde, foi fraudado. É o pensamento mágico substituindo a lógica aristotélica.

A Nação como Divindade

A nação, essa construção histórica complexa, suada e muitas vezes sangrenta, foi sequestrada. Eles a transformaram em um dogma. Ora, quando você coloca a questão da nação como algo divino e sagrado, você retira a política do campo do debate e a joga no campo da inquisição. Quem discorda não é um adversário; é um herético. É um inimigo da “vontade de Deus”.

É o mesmo DNA que rejeitava a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em 1789. É a ojeriza ao diferente, o culto à personalidade e a convicção de que existe uma “minoria” (que eles juram ser maioria) eleita para salvar o país da “degeneração”.

É protofascismo? Completamente. É uma seita que se move pelas frestas da democracia para tentar implodi-la por dentro, usando a liberdade que desprezam para pregar o fim da liberdade alheia. E fazem tudo isso, vejam que coisa, em nome da família. Só esquecem de dizer que a família, para eles, só vale se for a deles — e se não houver um Ministério Público no caminho.

O Rock Vai Tomar Conta da Concha: Festival Promete Dois Dias de Energia e Grandes Nomes em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista se prepara para um dos eventos musicais mais aguardados por quem acompanha a cena do rock na região. Nos dias 14 e 15, a Concha Acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima será palco de mais uma edição do Festival Point do Rock, iniciativa que ao longo dos anos consolidou espaço no calendário cultural da cidade ao reunir artistas de diferentes vertentes do gênero.

A proposta do festival segue a tradição de misturar nomes consagrados do rock nacional com bandas da cena regional, criando um ambiente de troca musical e valorização da produção artística independente. Nesta edição, o público terá acesso a 12 atrações, distribuídas ao longo de dois dias de programação.

Entre os destaques está a banda Dead Fish, um dos grupos mais conhecidos do hardcore brasileiro. Com mais de 35 anos de trajetória, a banda retorna a Vitória da Conquista apresentando um repertório que percorre sucessos de diferentes fases da carreira, além de músicas de seu álbum mais recente, lançado em 2024.

Outro nome confirmado é o Project46, grupo que conquistou projeção nacional dentro do metal brasileiro. A banda é conhecida por músicas como “Erro +55”, “Rédeas”, “Pode Pá” e “Pânico”, que costumam integrar seus shows marcados por forte presença de palco e interação com o público.

Além das atrações nacionais, o festival também abre espaço para artistas e bandas da região, fortalecendo a cena local e oferecendo visibilidade a novos projetos musicais.

A organização optou por um modelo de entrada social, que busca ampliar o acesso ao evento. O público poderá participar mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, acrescida do valor simbólico de R$ 10,00. Também existe a possibilidade de adquirir o ingresso inteiro por R$ 20,00, ou um passaporte por R$ 30,00, que garante acesso aos dois dias de programação.

Os ingressos estão disponíveis em pontos físicos da cidade, como Barbearia Mano Véio, Fome Stop Pub, Banca Central e no próprio Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. O público também pode realizar a compra pela plataforma digital Sympla, facilitando o acesso antecipado ao evento.

O Festival Point do Rock é idealizado pelos conquistenses Rafael Leandro e Osniel Costa, com realização do Instituto de Desenvolvimento e Ação Comunitária (IDAC). A iniciativa conta ainda com apoio institucional e patrocínio de órgãos públicos e empresas estaduais voltadas ao incentivo da cultura.

Programação do Festival

🎸 Sábado – 14 de março

  • Geisy Meireles
  • Headless Queen
  • Beth Soul
  • Asylum
  • Outra Conduta
  • Dead Fish

🤘 Domingo – 15 de março

  • Minerva
  • Carol Ivo
  • The Maggots
  • Signista
  • Fuck The System
  • Project46

Com a diversidade de estilos dentro do rock e a presença de artistas de diferentes trajetórias, a expectativa é de que o evento movimente o cenário cultural de Vitória da Conquista, reunindo fãs, músicos e apreciadores da música ao vivo em dois dias dedicados ao gênero.

(Maria Clara)

O Rock Vai Tomar Conta da Concha: Festival Promete Dois Dias de Energia e Grandes Nomes em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista se prepara para um dos eventos musicais mais aguardados por quem acompanha a cena do rock na região. Nos dias 14 e 15, a Concha Acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima será palco de mais uma edição do Festival Point do Rock, iniciativa que ao longo dos anos consolidou espaço no calendário cultural da cidade ao reunir artistas de diferentes vertentes do gênero.

A proposta do festival segue a tradição de misturar nomes consagrados do rock nacional com bandas da cena regional, criando um ambiente de troca musical e valorização da produção artística independente. Nesta edição, o público terá acesso a 12 atrações, distribuídas ao longo de dois dias de programação.

Entre os destaques está a banda Dead Fish, um dos grupos mais conhecidos do hardcore brasileiro. Com mais de 35 anos de trajetória, a banda retorna a Vitória da Conquista apresentando um repertório que percorre sucessos de diferentes fases da carreira, além de músicas de seu álbum mais recente, lançado em 2024.

Outro nome confirmado é o Project46, grupo que conquistou projeção nacional dentro do metal brasileiro. A banda é conhecida por músicas como “Erro +55”, “Rédeas”, “Pode Pá” e “Pânico”, que costumam integrar seus shows marcados por forte presença de palco e interação com o público.

Além das atrações nacionais, o festival também abre espaço para artistas e bandas da região, fortalecendo a cena local e oferecendo visibilidade a novos projetos musicais.

A organização optou por um modelo de entrada social, que busca ampliar o acesso ao evento. O público poderá participar mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, acrescida do valor simbólico de R$ 10,00. Também existe a possibilidade de adquirir o ingresso inteiro por R$ 20,00, ou um passaporte por R$ 30,00, que garante acesso aos dois dias de programação.

Os ingressos estão disponíveis em pontos físicos da cidade, como Barbearia Mano Véio, Fome Stop Pub, Banca Central e no próprio Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. O público também pode realizar a compra pela plataforma digital Sympla, facilitando o acesso antecipado ao evento.

O Festival Point do Rock é idealizado pelos conquistenses Rafael Leandro e Osniel Costa, com realização do Instituto de Desenvolvimento e Ação Comunitária (IDAC). A iniciativa conta ainda com apoio institucional e patrocínio de órgãos públicos e empresas estaduais voltadas ao incentivo da cultura.

Programação do Festival

🎸 Sábado – 14 de março

  • Geisy Meireles
  • Headless Queen
  • Beth Soul
  • Asylum
  • Outra Conduta
  • Dead Fish

🤘 Domingo – 15 de março

  • Minerva
  • Carol Ivo
  • The Maggots
  • Signista
  • Fuck The System
  • Project46

Com a diversidade de estilos dentro do rock e a presença de artistas de diferentes trajetórias, a expectativa é de que o evento movimente o cenário cultural de Vitória da Conquista, reunindo fãs, músicos e apreciadores da música ao vivo em dois dias dedicados ao gênero.

(Maria Clara)

Consternação: Gravíssimo acidente nesta noite tirou a vida de Sargento Alberto, ex-vereador de Itapetinga

A noite deste domingo entrou para a memória recente de Itapetinga como um momento de profunda consternação. Um grave acidente ocorrido na rodovia BA-263, nas proximidades do trecho conhecido como Rio da Onça, resultou na morte do Sargento Alberto, militar da reserva da Polícia Militar e ex-vereador do município. A notícia rapidamente se espalhou pela região e provocou forte comoção entre moradores, autoridades e lideranças comunitárias.

De acordo com informações preliminares divulgadas pelo Política e Resenha, o acidente aconteceu no início da noite, a cerca de oito quilômetros da sede de Itapetinga, no sentido Itororó. O veículo conduzido pelo Sargento Alberto, uma Fiat Strada, colidiu frontalmente com uma carreta em circunstâncias que ainda estão sendo analisadas pelas autoridades responsáveis.

O impacto da colisão foi extremamente violento. O automóvel ficou completamente retorcido, exigindo atenção imediata das equipes de resgate que foram mobilizadas para o local. Unidades da Polícia Militar e equipes de socorro chegaram rapidamente à rodovia, porém o óbito foi constatado ainda na pista, diante da gravidade da batida.

A ocorrência mobilizou também o Departamento de Polícia Técnica, que realizou a perícia no local do acidente e o levantamento cadavérico. Em seguida, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos legais de praxe. Paralelamente, a Polícia Rodoviária Estadual atuou na organização do trânsito e na sinalização da via, evitando novos incidentes em um trecho que permaneceu parcialmente comprometido durante o atendimento da ocorrência.

Enquanto os trabalhos técnicos aconteciam na rodovia, a repercussão da tragédia já tomava conta das redes sociais e das ruas de Itapetinga. O Sargento Alberto era amplamente conhecido na cidade. Durante sua trajetória na Polícia Militar, construiu reputação associada à disciplina e dedicação ao serviço público. Posteriormente, sua atuação política como vereador ampliou sua presença na vida comunitária, especialmente em pautas sociais e de interesse local.

A morte repentina de uma figura pública com essa trajetória provocou manifestações de pesar em diferentes segmentos da sociedade. Moradores, amigos e colegas de farda lembraram da participação ativa do sargento tanto na segurança pública quanto na vida política municipal.

As circunstâncias que levaram à colisão entre o veículo de passeio e o caminhão ainda não foram oficialmente esclarecidas. As autoridades responsáveis conduzirão a apuração por meio de inquérito, procedimento padrão em casos dessa natureza. Informações adicionais deverão surgir à medida que as investigações avancem e que os laudos técnicos sejam concluídos.

Até o momento, também não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde do condutor da carreta envolvida no acidente. As autoridades seguem acompanhando o caso e orientando os procedimentos necessários para garantir a completa elucidação do ocorrido.

Diante da tragédia, a comunidade de Itapetinga se mobiliza para prestar as últimas homenagens ao ex-vereador e sargento da reserva. Informações sobre velório e sepultamento deverão ser divulgadas pela família nas próximas horas.

O episódio reforça a atenção constante que as rodovias da região exigem, sobretudo em trechos de tráfego intenso e circulação de veículos de carga. Enquanto a investigação segue seu curso, permanece o sentimento de luto e solidariedade em uma cidade que se despede de uma de suas figuras públicas conhecidas.

(maria clara)

Consternação: Gravíssimo acidente nesta noite tirou a vida de Sargento Alberto, ex-vereador de Itapetinga

A noite deste domingo entrou para a memória recente de Itapetinga como um momento de profunda consternação. Um grave acidente ocorrido na rodovia BA-263, nas proximidades do trecho conhecido como Rio da Onça, resultou na morte do Sargento Alberto, militar da reserva da Polícia Militar e ex-vereador do município. A notícia rapidamente se espalhou pela região e provocou forte comoção entre moradores, autoridades e lideranças comunitárias.

De acordo com informações preliminares divulgadas pelo Política e Resenha, o acidente aconteceu no início da noite, a cerca de oito quilômetros da sede de Itapetinga, no sentido Itororó. O veículo conduzido pelo Sargento Alberto, uma Fiat Strada, colidiu frontalmente com uma carreta em circunstâncias que ainda estão sendo analisadas pelas autoridades responsáveis.

O impacto da colisão foi extremamente violento. O automóvel ficou completamente retorcido, exigindo atenção imediata das equipes de resgate que foram mobilizadas para o local. Unidades da Polícia Militar e equipes de socorro chegaram rapidamente à rodovia, porém o óbito foi constatado ainda na pista, diante da gravidade da batida.

A ocorrência mobilizou também o Departamento de Polícia Técnica, que realizou a perícia no local do acidente e o levantamento cadavérico. Em seguida, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos legais de praxe. Paralelamente, a Polícia Rodoviária Estadual atuou na organização do trânsito e na sinalização da via, evitando novos incidentes em um trecho que permaneceu parcialmente comprometido durante o atendimento da ocorrência.

Enquanto os trabalhos técnicos aconteciam na rodovia, a repercussão da tragédia já tomava conta das redes sociais e das ruas de Itapetinga. O Sargento Alberto era amplamente conhecido na cidade. Durante sua trajetória na Polícia Militar, construiu reputação associada à disciplina e dedicação ao serviço público. Posteriormente, sua atuação política como vereador ampliou sua presença na vida comunitária, especialmente em pautas sociais e de interesse local.

A morte repentina de uma figura pública com essa trajetória provocou manifestações de pesar em diferentes segmentos da sociedade. Moradores, amigos e colegas de farda lembraram da participação ativa do sargento tanto na segurança pública quanto na vida política municipal.

As circunstâncias que levaram à colisão entre o veículo de passeio e o caminhão ainda não foram oficialmente esclarecidas. As autoridades responsáveis conduzirão a apuração por meio de inquérito, procedimento padrão em casos dessa natureza. Informações adicionais deverão surgir à medida que as investigações avancem e que os laudos técnicos sejam concluídos.

Até o momento, também não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde do condutor da carreta envolvida no acidente. As autoridades seguem acompanhando o caso e orientando os procedimentos necessários para garantir a completa elucidação do ocorrido.

Diante da tragédia, a comunidade de Itapetinga se mobiliza para prestar as últimas homenagens ao ex-vereador e sargento da reserva. Informações sobre velório e sepultamento deverão ser divulgadas pela família nas próximas horas.

O episódio reforça a atenção constante que as rodovias da região exigem, sobretudo em trechos de tráfego intenso e circulação de veículos de carga. Enquanto a investigação segue seu curso, permanece o sentimento de luto e solidariedade em uma cidade que se despede de uma de suas figuras públicas conhecidas.

(maria clara)

Investigação Policial | suspeito é preso por estuprar jovem de 18 anos na Zona Sul de Vitória da Conquista

A rotina do Loteamento Morada Real, no bairro Espírito Santo, Zona Sul de Vitória da Conquista, foi interrompida por uma ocorrência policial que mobilizou forças de segurança e reacendeu o debate sobre a importância da denúncia imediata em casos de violência contra a mulher.

Um indivíduo de 50 anos encontra-se atualmente custodiado no Conjunto Penal de Vitória da Conquista, acusado de cometer violência sexual contra uma jovem de 18 anos. O caso foi registrado na segunda-feira (9) e passou a integrar os procedimentos legais conduzidos pelas autoridades responsáveis pela investigação criminal na Bahia.

De acordo com informações oficiais, agentes da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) realizaram a prisão em flagrante após acionamento recebido por meio do Centro Integrado de Comunicações (CICOM). A rápida resposta operacional possibilitou a condução do suspeito à Central de Flagrantes do Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP), onde a ocorrência foi formalmente registrada.

O caso agora segue para apuração detalhada pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), unidade especializada responsável por investigar crimes de violência contra mulheres e oferecer suporte institucional às vítimas. A investigação inclui coleta de provas, depoimentos e a realização de exames técnicos.

Perícias conduzidas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) também desempenham papel fundamental na análise do caso. Laudos periciais, exames médicos e outras evidências científicas serão utilizados para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e subsidiar o inquérito policial que será encaminhado ao Poder Judiciário.

Enquanto o processo investigativo avança, o suspeito permanece sob custódia aguardando as decisões judiciais que determinarão os próximos desdobramentos legais. Paralelamente, a vítima recebe acompanhamento especializado por meio da rede de proteção municipal, que oferece apoio psicológico, social e institucional às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Autoridades de segurança pública ressaltam que a colaboração da população por meio de denúncias rápidas é essencial para garantir a eficácia das ações policiais e a proteção das vítimas. A pronta comunicação de ocorrências permite respostas mais ágeis e contribui para o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência.

O caso segue em investigação e novas informações deverão ser apresentadas pelas autoridades competentes à medida que os procedimentos legais forem concluídos.

(Maria Clara)

Investigação Policial | suspeito é preso por estuprar jovem de 18 anos na Zona Sul de Vitória da Conquista

A rotina do Loteamento Morada Real, no bairro Espírito Santo, Zona Sul de Vitória da Conquista, foi interrompida por uma ocorrência policial que mobilizou forças de segurança e reacendeu o debate sobre a importância da denúncia imediata em casos de violência contra a mulher.

Um indivíduo de 50 anos encontra-se atualmente custodiado no Conjunto Penal de Vitória da Conquista, acusado de cometer violência sexual contra uma jovem de 18 anos. O caso foi registrado na segunda-feira (9) e passou a integrar os procedimentos legais conduzidos pelas autoridades responsáveis pela investigação criminal na Bahia.

De acordo com informações oficiais, agentes da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) realizaram a prisão em flagrante após acionamento recebido por meio do Centro Integrado de Comunicações (CICOM). A rápida resposta operacional possibilitou a condução do suspeito à Central de Flagrantes do Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP), onde a ocorrência foi formalmente registrada.

O caso agora segue para apuração detalhada pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), unidade especializada responsável por investigar crimes de violência contra mulheres e oferecer suporte institucional às vítimas. A investigação inclui coleta de provas, depoimentos e a realização de exames técnicos.

Perícias conduzidas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) também desempenham papel fundamental na análise do caso. Laudos periciais, exames médicos e outras evidências científicas serão utilizados para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e subsidiar o inquérito policial que será encaminhado ao Poder Judiciário.

Enquanto o processo investigativo avança, o suspeito permanece sob custódia aguardando as decisões judiciais que determinarão os próximos desdobramentos legais. Paralelamente, a vítima recebe acompanhamento especializado por meio da rede de proteção municipal, que oferece apoio psicológico, social e institucional às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Autoridades de segurança pública ressaltam que a colaboração da população por meio de denúncias rápidas é essencial para garantir a eficácia das ações policiais e a proteção das vítimas. A pronta comunicação de ocorrências permite respostas mais ágeis e contribui para o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência.

O caso segue em investigação e novas informações deverão ser apresentadas pelas autoridades competentes à medida que os procedimentos legais forem concluídos.

(Maria Clara)