Política e Resenha

Quando a Farda Cai: A Humilhação Suprema de Quem Trai a Honra Militar

 

 

 

Há punições que retiram a liberdade. Outras, o patrimônio. Mas há uma que arranca algo muito mais profundo e irreparável: a honra. Para um militar, perder a patente não é apenas um ato administrativo — é uma morte moral. É ser despojado publicamente daquilo que se jurou honrar até o último dia: a farda, a hierarquia, a legalidade, a pátria.

A farda não é tecido. É símbolo. É promessa. É silêncio respeitoso diante da bandeira e obediência incondicional à Constituição. Quando um militar a veste, ele não se pertence mais por inteiro. Ele passa a representar o Estado, a nação, a confiança coletiva. Por isso, quando essa farda é maculada, não há verniz que cubra a vergonha.

O pedido do Ministério Público Militar ao Superior Tribunal Militar pela cassação definitiva da patente de Jair Bolsonaro e de quatro generais de alto escalão não é um detalhe jurídico. É um terremoto institucional. É a admissão de que, se confirmados os fatos, houve algo ainda mais grave que um erro político: uma ruptura ética incompatível com a honra militar.

Perder a patente é ser arrancado da própria história. É ver décadas de carreira ruírem como um castelo de areia diante da maré da legalidade. É ouvir, em silêncio ensurdecedor, que já não se é digno de ombrear com aqueles que permanecem fiéis ao juramento original. Não se trata de vingança. Trata-se de coerência moral.

A honra militar não admite atalhos. Não convive com a insubordinação à democracia. Não negocia com aventuras autoritárias. O militar pode até errar como homem — mas não pode trair como símbolo. Quando isso acontece, a farda deixa de ser honra e passa a ser disfarce. E disfarces não resistem à luz dos tribunais nem ao julgamento da História.

É preciso dizer com todas as letras, sem ódio, mas com firmeza: quem atenta contra a democracia não merece vestir a farda. Porque a democracia não é inimiga das Forças Armadas — ela é sua razão de existir em um Estado de Direito. O soldado não defende um homem, um clã ou um projeto de poder pessoal. Defende a Constituição. Sempre.

Há quem veja nesse processo uma humilhação excessiva. Não é. A verdadeira humilhação seria permitir que a farda fosse usada como escudo para a impunidade. A verdadeira desonra seria fingir que nada aconteceu, que tudo foi apenas retórica inflamada, que a história pode ser varrida para debaixo do tapete verde-oliva.

A cassação de uma patente, quando necessária, não enfraquece as Forças Armadas. Ao contrário: purifica, reafirma, protege. Ela envia um recado claro às gerações futuras de militares: a honra não é opcional; a legalidade não é negociável; a democracia não é alvo legítimo.

O julgamento que se avizinha não diz respeito apenas ao destino político de um homem ou de um sobrenome. Ele fala sobre o tipo de país que queremos ser. Um país onde a farda é símbolo de serviço e sacrifício — ou um país onde ela pode ser instrumentalizada sem consequências.

No fim, a pergunta é simples e devastadora: o que vale mais — o poder ou a honra?
A História, implacável e paciente, sempre responde. E ela jamais poupa aqueles que ousaram confundir autoridade com licença para trair.

Que este momento sirva de marco. Não de divisão, mas de aprendizado. Porque a farda, quando honrada, engrandece o homem. Quando traída, expõe sua pequenez.

 

Quando a Farda Cai: A Humilhação Suprema de Quem Trai a Honra Militar

 

 

 

Há punições que retiram a liberdade. Outras, o patrimônio. Mas há uma que arranca algo muito mais profundo e irreparável: a honra. Para um militar, perder a patente não é apenas um ato administrativo — é uma morte moral. É ser despojado publicamente daquilo que se jurou honrar até o último dia: a farda, a hierarquia, a legalidade, a pátria.

A farda não é tecido. É símbolo. É promessa. É silêncio respeitoso diante da bandeira e obediência incondicional à Constituição. Quando um militar a veste, ele não se pertence mais por inteiro. Ele passa a representar o Estado, a nação, a confiança coletiva. Por isso, quando essa farda é maculada, não há verniz que cubra a vergonha.

O pedido do Ministério Público Militar ao Superior Tribunal Militar pela cassação definitiva da patente de Jair Bolsonaro e de quatro generais de alto escalão não é um detalhe jurídico. É um terremoto institucional. É a admissão de que, se confirmados os fatos, houve algo ainda mais grave que um erro político: uma ruptura ética incompatível com a honra militar.

Perder a patente é ser arrancado da própria história. É ver décadas de carreira ruírem como um castelo de areia diante da maré da legalidade. É ouvir, em silêncio ensurdecedor, que já não se é digno de ombrear com aqueles que permanecem fiéis ao juramento original. Não se trata de vingança. Trata-se de coerência moral.

A honra militar não admite atalhos. Não convive com a insubordinação à democracia. Não negocia com aventuras autoritárias. O militar pode até errar como homem — mas não pode trair como símbolo. Quando isso acontece, a farda deixa de ser honra e passa a ser disfarce. E disfarces não resistem à luz dos tribunais nem ao julgamento da História.

É preciso dizer com todas as letras, sem ódio, mas com firmeza: quem atenta contra a democracia não merece vestir a farda. Porque a democracia não é inimiga das Forças Armadas — ela é sua razão de existir em um Estado de Direito. O soldado não defende um homem, um clã ou um projeto de poder pessoal. Defende a Constituição. Sempre.

Há quem veja nesse processo uma humilhação excessiva. Não é. A verdadeira humilhação seria permitir que a farda fosse usada como escudo para a impunidade. A verdadeira desonra seria fingir que nada aconteceu, que tudo foi apenas retórica inflamada, que a história pode ser varrida para debaixo do tapete verde-oliva.

A cassação de uma patente, quando necessária, não enfraquece as Forças Armadas. Ao contrário: purifica, reafirma, protege. Ela envia um recado claro às gerações futuras de militares: a honra não é opcional; a legalidade não é negociável; a democracia não é alvo legítimo.

O julgamento que se avizinha não diz respeito apenas ao destino político de um homem ou de um sobrenome. Ele fala sobre o tipo de país que queremos ser. Um país onde a farda é símbolo de serviço e sacrifício — ou um país onde ela pode ser instrumentalizada sem consequências.

No fim, a pergunta é simples e devastadora: o que vale mais — o poder ou a honra?
A História, implacável e paciente, sempre responde. E ela jamais poupa aqueles que ousaram confundir autoridade com licença para trair.

Que este momento sirva de marco. Não de divisão, mas de aprendizado. Porque a farda, quando honrada, engrandece o homem. Quando traída, expõe sua pequenez.

 

Zona Azul Gratuita para Idosos? Um Projeto em Silêncio Pode Mudar a Mobilidade em Vitória da Conquista

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista analisa um Projeto de Lei que, se aprovado, poderá alterar de forma significativa a rotina de motoristas idosos na cidade. A proposta, de autoria do vereador Paulinho Oliveira (PSDB), prevê a isenção total da cobrança da Zona Azul para condutores com idade igual ou superior a 60 anos, desde que atendidos critérios específicos estabelecidos no texto legislativo.

O projeto parte de uma abordagem voltada à acessibilidade urbana e à garantia de direitos da pessoa idosa, mas deixa claro que a gratuidade não significa uso irrestrito das vagas de estacionamento rotativo. Mesmo isentos da tarifa, os beneficiários deverão respeitar o tempo máximo de permanência permitido em cada vaga, conforme a regulamentação vigente do sistema.

Para ter acesso ao benefício, o idoso deverá estar conduzindo o veículo no momento do estacionamento. Além disso, será obrigatória a utilização do Cartão de Estacionamento para Idoso, documento emitido pelo órgão municipal de trânsito, que deverá estar dentro da validade e visível no painel do automóvel durante todo o período de uso. O objetivo, segundo o texto, é garantir controle, fiscalização eficiente e evitar possíveis fraudes.

Na justificativa encaminhada à Casa Legislativa, o vereador sustenta que a proposta está alinhada aos princípios do Estatuto da Pessoa Idosa e busca reduzir obstáculos financeiros que impactam a mobilidade urbana dessa parcela da população. O parlamentar argumenta que muitos idosos dependem do veículo próprio para compromissos essenciais, como consultas médicas, exames, tratamentos contínuos e atividades cotidianas que exigem deslocamento frequente pelo centro da cidade.

O projeto também estabelece responsabilidades administrativas claras. Caso seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo Poder Executivo, a Prefeitura de Vitória da Conquista terá um prazo de até 60 dias para regulamentar a norma. Esse processo deverá definir os procedimentos de cadastro, emissão das credenciais e os mecanismos de fiscalização nas vias públicas. Os custos decorrentes da implementação da medida deverão ser cobertos por dotações orçamentárias próprias do município.

A proposta segue agora o trâmite legislativo regular na Câmara, onde será analisada pelas comissões competentes antes de ir a plenário. Até lá, o tema promete atrair atenção por envolver mobilidade urbana, política pública para idosos e impactos diretos no funcionamento do sistema de estacionamento rotativo da cidade.

(Maria Clara)

Zona Azul Gratuita para Idosos? Um Projeto em Silêncio Pode Mudar a Mobilidade em Vitória da Conquista

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista analisa um Projeto de Lei que, se aprovado, poderá alterar de forma significativa a rotina de motoristas idosos na cidade. A proposta, de autoria do vereador Paulinho Oliveira (PSDB), prevê a isenção total da cobrança da Zona Azul para condutores com idade igual ou superior a 60 anos, desde que atendidos critérios específicos estabelecidos no texto legislativo.

O projeto parte de uma abordagem voltada à acessibilidade urbana e à garantia de direitos da pessoa idosa, mas deixa claro que a gratuidade não significa uso irrestrito das vagas de estacionamento rotativo. Mesmo isentos da tarifa, os beneficiários deverão respeitar o tempo máximo de permanência permitido em cada vaga, conforme a regulamentação vigente do sistema.

Para ter acesso ao benefício, o idoso deverá estar conduzindo o veículo no momento do estacionamento. Além disso, será obrigatória a utilização do Cartão de Estacionamento para Idoso, documento emitido pelo órgão municipal de trânsito, que deverá estar dentro da validade e visível no painel do automóvel durante todo o período de uso. O objetivo, segundo o texto, é garantir controle, fiscalização eficiente e evitar possíveis fraudes.

Na justificativa encaminhada à Casa Legislativa, o vereador sustenta que a proposta está alinhada aos princípios do Estatuto da Pessoa Idosa e busca reduzir obstáculos financeiros que impactam a mobilidade urbana dessa parcela da população. O parlamentar argumenta que muitos idosos dependem do veículo próprio para compromissos essenciais, como consultas médicas, exames, tratamentos contínuos e atividades cotidianas que exigem deslocamento frequente pelo centro da cidade.

O projeto também estabelece responsabilidades administrativas claras. Caso seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo Poder Executivo, a Prefeitura de Vitória da Conquista terá um prazo de até 60 dias para regulamentar a norma. Esse processo deverá definir os procedimentos de cadastro, emissão das credenciais e os mecanismos de fiscalização nas vias públicas. Os custos decorrentes da implementação da medida deverão ser cobertos por dotações orçamentárias próprias do município.

A proposta segue agora o trâmite legislativo regular na Câmara, onde será analisada pelas comissões competentes antes de ir a plenário. Até lá, o tema promete atrair atenção por envolver mobilidade urbana, política pública para idosos e impactos diretos no funcionamento do sistema de estacionamento rotativo da cidade.

(Maria Clara)

Longe do local do crime, perto da dor: julgamento de feminicídio é transferido e ausência da mãe expõe o peso humano do tribunal

Cinco anos após o assassinato da jovem universitária Sashira Camilly Cunha Silva, teve início nesta terça-feira (10) o julgamento de Rafael de Souza Lima, apontado pelas investigações como mentor intelectual e um dos executores do crime ocorrido em setembro de 2021. A sessão do Tribunal do Júri acontece no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana, após a Justiça acatar pedido da defesa para a transferência do julgamento.

O chamado desaforamento retirou o processo de Vitória da Conquista, cidade onde o crime teve ampla repercussão. O argumento apresentado e acolhido foi o de que a intensa comoção social poderia comprometer a imparcialidade dos jurados, além de representar risco à ordem pública e à segurança do réu. A transferência, embora prevista na legislação, reacende debates sobre o equilíbrio entre o direito à defesa e o sentimento coletivo de justiça em crimes de grande impacto social.

Sashira tinha 19 anos quando foi morta. As investigações apontam que o crime envolveu o ex-namorado da jovem e outros dois comparsas. O corpo foi localizado no município de Planalto, fato que ampliou a repercussão do caso e trouxe novamente à pauta nacional a discussão sobre a violência contra a mulher e o feminicídio no Brasil.

Outro aspecto que marcou o início do julgamento foi a ausência dos pais da vítima no plenário. Durante transmissões e comentários nas redes sociais, surgiram questionamentos sobre o não comparecimento da família, o que levou a mãe de Sashira a se manifestar publicamente. Em mensagem enviada à imprensa local, ela explicou que não possui condições físicas e emocionais para acompanhar a sessão.

Segundo informações apuradas, a mãe encontra-se acamada e profundamente abalada. Em seu relato, afirmou que não teria estrutura psicológica para ouvir a reconstituição do crime e os depoimentos apresentados no tribunal. “Eu não ia aguentar os detalhes que seriam ditos”, declarou, rebatendo interpretações que sugeriam distanciamento ou omissão. Ela também lamentou o julgamento público direcionado à família, ressaltando que a dor da perda permanece diária.

Rafael de Souza Lima responde por feminicídio qualificado, com agravantes como meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento segue em andamento, com expectativa de que a sentença seja proferida ainda nas próximas horas.

O caso, além de seu desfecho jurídico, evidencia como processos criminais dessa natureza extrapolam o campo legal, alcançando dimensões humanas, emocionais e sociais que continuam a repercutir muito além do tribunal.

(Maria Clara)

Longe do local do crime, perto da dor: julgamento de feminicídio é transferido e ausência da mãe expõe o peso humano do tribunal

Cinco anos após o assassinato da jovem universitária Sashira Camilly Cunha Silva, teve início nesta terça-feira (10) o julgamento de Rafael de Souza Lima, apontado pelas investigações como mentor intelectual e um dos executores do crime ocorrido em setembro de 2021. A sessão do Tribunal do Júri acontece no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana, após a Justiça acatar pedido da defesa para a transferência do julgamento.

O chamado desaforamento retirou o processo de Vitória da Conquista, cidade onde o crime teve ampla repercussão. O argumento apresentado e acolhido foi o de que a intensa comoção social poderia comprometer a imparcialidade dos jurados, além de representar risco à ordem pública e à segurança do réu. A transferência, embora prevista na legislação, reacende debates sobre o equilíbrio entre o direito à defesa e o sentimento coletivo de justiça em crimes de grande impacto social.

Sashira tinha 19 anos quando foi morta. As investigações apontam que o crime envolveu o ex-namorado da jovem e outros dois comparsas. O corpo foi localizado no município de Planalto, fato que ampliou a repercussão do caso e trouxe novamente à pauta nacional a discussão sobre a violência contra a mulher e o feminicídio no Brasil.

Outro aspecto que marcou o início do julgamento foi a ausência dos pais da vítima no plenário. Durante transmissões e comentários nas redes sociais, surgiram questionamentos sobre o não comparecimento da família, o que levou a mãe de Sashira a se manifestar publicamente. Em mensagem enviada à imprensa local, ela explicou que não possui condições físicas e emocionais para acompanhar a sessão.

Segundo informações apuradas, a mãe encontra-se acamada e profundamente abalada. Em seu relato, afirmou que não teria estrutura psicológica para ouvir a reconstituição do crime e os depoimentos apresentados no tribunal. “Eu não ia aguentar os detalhes que seriam ditos”, declarou, rebatendo interpretações que sugeriam distanciamento ou omissão. Ela também lamentou o julgamento público direcionado à família, ressaltando que a dor da perda permanece diária.

Rafael de Souza Lima responde por feminicídio qualificado, com agravantes como meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento segue em andamento, com expectativa de que a sentença seja proferida ainda nas próximas horas.

O caso, além de seu desfecho jurídico, evidencia como processos criminais dessa natureza extrapolam o campo legal, alcançando dimensões humanas, emocionais e sociais que continuam a repercutir muito além do tribunal.

(Maria Clara)

A CÂMARA DE VITÓRIA DA CONQUISTA E O RESGATE DA AGENDA DA MORADIA POPULAR

(Padre Carlos)
Em tempos de descrédito da política e de desconfiança generalizada em relação às instituições, há gestos que merecem ser reconhecidos. A iniciativa da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, ao dialogar diretamente com a Caixa Econômica Federal para viabilizar a destinação de R$ 30 milhões do FINISA para casas populares, é um desses gestos. Não se trata de um ato simbólico, tampouco de retórica vazia: trata-se de protagonismo institucional diante de uma das maiores chagas sociais do município — o déficit habitacional.
A Câmara fez o que se espera de um Legislativo atento às dores reais da cidade: provocou o debate, buscou informações técnicas e apresentou uma alternativa concreta. Ao confirmar a viabilidade do uso dos recursos para habitação de interesse social, a Casa Legislativa não apenas cumpre seu papel fiscalizador, mas assume também uma função estratégica: a de indutora de políticas públicas estruturantes.
Vitória da Conquista convive há anos com a ausência de projetos habitacionais de grande alcance. Famílias inteiras seguem empurradas para a informalidade, para ocupações precárias, para a insegurança cotidiana. Diante desse cenário, a unanimidade dos vereadores em torno da indicação que propõe a aplicação de parte do FINISA em moradia popular não revela acomodação política, mas consciência coletiva da urgência social.
É importante registrar: a Câmara não está contratando empréstimo, nem assumindo execução orçamentária. Está, sim, orientando o Executivo, oferecendo caminhos, apresentando soluções e cobrando planejamento. Isso é institucionalidade em seu melhor sentido. É o Legislativo exercendo sua prerrogativa de representar o interesse público, especialmente dos que historicamente não têm voz.
A articulação ganha ainda mais relevância ao se alinhar à tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que institui a nova Política Municipal de Habitação de Interesse Social. Aqui, a Câmara demonstra visão de longo prazo: recursos sem política são improviso; política sem recursos é ficção. Ao conectar os dois, o Legislativo contribui para que a moradia popular deixe de ser promessa e passe a ser política de Estado.
Ao destacar o impacto das casas populares no desenvolvimento urbano, na economia local e na cidadania, a Mesa Diretora e os vereadores reforçam uma verdade muitas vezes esquecida: habitação não é gasto, é investimento social. Gera emprego, movimenta o setor da construção civil, organiza o território e devolve dignidade a quem vive à margem.
Num país onde o Parlamento municipal costuma ser reduzido a figurante, a Câmara de Vitória da Conquista escolhe outro caminho: o de agir, articular e propor. O diálogo com a Caixa, a defesa do uso responsável do FINISA e a preocupação com planejamento e transparência revelam maturidade política e compromisso público.
Que esse movimento não seja exceção, mas sinal de uma nova postura institucional. Quando o Legislativo assume seu papel histórico, quem ganha não é um grupo político, mas a cidade inteira. E, neste caso, ganha sobretudo quem mais precisa: as famílias que esperam, há anos, por algo simples e profundo ao mesmo tempo — um teto para chamar de lar.

A CÂMARA DE VITÓRIA DA CONQUISTA E O RESGATE DA AGENDA DA MORADIA POPULAR

(Padre Carlos)
Em tempos de descrédito da política e de desconfiança generalizada em relação às instituições, há gestos que merecem ser reconhecidos. A iniciativa da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, ao dialogar diretamente com a Caixa Econômica Federal para viabilizar a destinação de R$ 30 milhões do FINISA para casas populares, é um desses gestos. Não se trata de um ato simbólico, tampouco de retórica vazia: trata-se de protagonismo institucional diante de uma das maiores chagas sociais do município — o déficit habitacional.
A Câmara fez o que se espera de um Legislativo atento às dores reais da cidade: provocou o debate, buscou informações técnicas e apresentou uma alternativa concreta. Ao confirmar a viabilidade do uso dos recursos para habitação de interesse social, a Casa Legislativa não apenas cumpre seu papel fiscalizador, mas assume também uma função estratégica: a de indutora de políticas públicas estruturantes.
Vitória da Conquista convive há anos com a ausência de projetos habitacionais de grande alcance. Famílias inteiras seguem empurradas para a informalidade, para ocupações precárias, para a insegurança cotidiana. Diante desse cenário, a unanimidade dos vereadores em torno da indicação que propõe a aplicação de parte do FINISA em moradia popular não revela acomodação política, mas consciência coletiva da urgência social.
É importante registrar: a Câmara não está contratando empréstimo, nem assumindo execução orçamentária. Está, sim, orientando o Executivo, oferecendo caminhos, apresentando soluções e cobrando planejamento. Isso é institucionalidade em seu melhor sentido. É o Legislativo exercendo sua prerrogativa de representar o interesse público, especialmente dos que historicamente não têm voz.
A articulação ganha ainda mais relevância ao se alinhar à tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que institui a nova Política Municipal de Habitação de Interesse Social. Aqui, a Câmara demonstra visão de longo prazo: recursos sem política são improviso; política sem recursos é ficção. Ao conectar os dois, o Legislativo contribui para que a moradia popular deixe de ser promessa e passe a ser política de Estado.
Ao destacar o impacto das casas populares no desenvolvimento urbano, na economia local e na cidadania, a Mesa Diretora e os vereadores reforçam uma verdade muitas vezes esquecida: habitação não é gasto, é investimento social. Gera emprego, movimenta o setor da construção civil, organiza o território e devolve dignidade a quem vive à margem.
Num país onde o Parlamento municipal costuma ser reduzido a figurante, a Câmara de Vitória da Conquista escolhe outro caminho: o de agir, articular e propor. O diálogo com a Caixa, a defesa do uso responsável do FINISA e a preocupação com planejamento e transparência revelam maturidade política e compromisso público.
Que esse movimento não seja exceção, mas sinal de uma nova postura institucional. Quando o Legislativo assume seu papel histórico, quem ganha não é um grupo político, mas a cidade inteira. E, neste caso, ganha sobretudo quem mais precisa: as famílias que esperam, há anos, por algo simples e profundo ao mesmo tempo — um teto para chamar de lar.

Monitorados Antes do Crime: Como a Inteligência da PM Antecipou o Assalto que Terminou em Morte no Candeias

Uma tentativa de assalto a um supermercado no bairro Candeias, em Vitória da Conquista, terminou com a morte de um dos suspeitos na noite de domingo (8). O episódio, ocorrido em uma das áreas comerciais mais movimentadas da cidade, ganhou repercussão após a confirmação de que o indivíduo morto e seu comparsa já vinham sendo monitorados pelo serviço de inteligência da Polícia Militar.

Segundo informações apuradas, o grupo entrou no estabelecimento anunciando o roubo, mas a ação foi rapidamente interrompida pela reação da segurança privada do local. Imagens do circuito interno de videomonitoramento registraram toda a dinâmica, desde a chegada dos suspeitos até o momento do confronto. Durante a intervenção, houve disparos de arma de fogo, e um dos assaltantes, identificado como Rafael, foi atingido e morreu ainda no local.

A Polícia Militar informou que o acompanhamento prévio dos suspeitos fazia parte de um trabalho de inteligência voltado ao combate a crimes contra o patrimônio, o que possibilitou uma resposta mais rápida diante da ocorrência. Equipes da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) isolaram a área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista para os procedimentos legais.

A Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer todas as circunstâncias do confronto e utiliza as imagens das câmeras de segurança para identificar e localizar os demais envolvidos, que conseguiram fugir. O caso também reacende discussões sobre segurança em estabelecimentos comerciais e o papel da integração entre inteligência policial, vigilância privada e resposta operacional diante do aumento da ousadia em ações criminosas na região.

(Maria Clara)

Monitorados Antes do Crime: Como a Inteligência da PM Antecipou o Assalto que Terminou em Morte no Candeias

Uma tentativa de assalto a um supermercado no bairro Candeias, em Vitória da Conquista, terminou com a morte de um dos suspeitos na noite de domingo (8). O episódio, ocorrido em uma das áreas comerciais mais movimentadas da cidade, ganhou repercussão após a confirmação de que o indivíduo morto e seu comparsa já vinham sendo monitorados pelo serviço de inteligência da Polícia Militar.

Segundo informações apuradas, o grupo entrou no estabelecimento anunciando o roubo, mas a ação foi rapidamente interrompida pela reação da segurança privada do local. Imagens do circuito interno de videomonitoramento registraram toda a dinâmica, desde a chegada dos suspeitos até o momento do confronto. Durante a intervenção, houve disparos de arma de fogo, e um dos assaltantes, identificado como Rafael, foi atingido e morreu ainda no local.

A Polícia Militar informou que o acompanhamento prévio dos suspeitos fazia parte de um trabalho de inteligência voltado ao combate a crimes contra o patrimônio, o que possibilitou uma resposta mais rápida diante da ocorrência. Equipes da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) isolaram a área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista para os procedimentos legais.

A Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer todas as circunstâncias do confronto e utiliza as imagens das câmeras de segurança para identificar e localizar os demais envolvidos, que conseguiram fugir. O caso também reacende discussões sobre segurança em estabelecimentos comerciais e o papel da integração entre inteligência policial, vigilância privada e resposta operacional diante do aumento da ousadia em ações criminosas na região.

(Maria Clara)

Do Sertão ao Laboratório: como Vitória da Conquista virou referência nacional no Umbu Gigante

Vitória da Conquista deu mais um passo estratégico no fortalecimento da agricultura adaptada ao semiárido ao realizar, neste sábado (7), o III Dia de Campo do Umbu Gigante. O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR), reuniu mais de 200 participantes na Fazenda Experimental da Pedra Mole, localizada no distrito de Bate-Pé, e evidenciou o papel do município como principal polo brasileiro de pesquisa, preservação genética e distribuição de mudas da espécie.

A Fazenda Pedra Mole abriga atualmente o maior banco de germoplasma de Umbu Gigante do país, com cerca de 800 plantas distribuídas em 25 variedades genéticas distintas. Além disso, a unidade conta com um viveiro com capacidade para produzir até 5 mil mudas por ano, funcionando como um centro tecnológico voltado à convivência produtiva com o semiárido e à transferência de conhecimento para produtores rurais.

A programação envolveu produtores de Vitória da Conquista e região, estudantes, pesquisadores e autoridades municipais e estaduais. Durante a visita técnica, a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade destacou o caráter social do projeto, ressaltando que a distribuição gratuita de mudas representa um estímulo direto à geração de renda no campo, especialmente para famílias que vivem na Caatinga. Segundo a gestora, a iniciativa conecta pesquisa científica à autonomia produtiva, reduzindo custos de implantação para pequenos agricultores.

O secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Breno Pereira Farias, enfatizou que a meta da pasta é consolidar Vitória da Conquista como a maior referência produtiva de Umbu Gigante do Brasil. O objetivo se apoia no fato de que mais da metade do território do município está inserida no semiárido, condição considerada favorável ao cultivo da espécie quando associada a manejo adequado e assistência técnica.

A dimensão científica do encontro foi reforçada pela participação do professor doutor Orlando Sílvio Caires Neves, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que abordou práticas de adubação e manejo. Segundo o pesquisador, ainda é comum a percepção de que o umbuzeiro não necessita de cuidados por sua resistência natural, o que não se confirma na prática. Estudos demonstram que o investimento em adubação e manejo adequado resulta em frutos maiores e com maior valor comercial.

O potencial econômico do Umbu Gigante também foi evidenciado pela experiência de produtores rurais. Nelito Araújo, participante do projeto desde edições anteriores, relatou que pretende ampliar sua área plantada após os primeiros resultados obtidos com mudas recebidas anteriormente, destacando o cultivo como uma alternativa de longo prazo para a família.

Além da produção, o evento também abordou etapas posteriores da cadeia produtiva. Representantes da COOPROAF apresentaram informações sobre processamento e comercialização do fruto, ampliando o debate para além do cultivo e reforçando a importância da organização produtiva para agregação de valor.

A Fazenda Experimental da Pedra Mole segue sendo mantida pela Prefeitura de Vitória da Conquista, com apoio da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e da UFBA. A unidade atua como espaço permanente de experimentação, pesquisa e difusão de técnicas como enxertia e manejo especializado, contribuindo para otimizar a produtividade do umbu, fruto símbolo do semiárido nordestino.

(Maria Clara)

Do Sertão ao Laboratório: como Vitória da Conquista virou referência nacional no Umbu Gigante

Vitória da Conquista deu mais um passo estratégico no fortalecimento da agricultura adaptada ao semiárido ao realizar, neste sábado (7), o III Dia de Campo do Umbu Gigante. O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR), reuniu mais de 200 participantes na Fazenda Experimental da Pedra Mole, localizada no distrito de Bate-Pé, e evidenciou o papel do município como principal polo brasileiro de pesquisa, preservação genética e distribuição de mudas da espécie.

A Fazenda Pedra Mole abriga atualmente o maior banco de germoplasma de Umbu Gigante do país, com cerca de 800 plantas distribuídas em 25 variedades genéticas distintas. Além disso, a unidade conta com um viveiro com capacidade para produzir até 5 mil mudas por ano, funcionando como um centro tecnológico voltado à convivência produtiva com o semiárido e à transferência de conhecimento para produtores rurais.

A programação envolveu produtores de Vitória da Conquista e região, estudantes, pesquisadores e autoridades municipais e estaduais. Durante a visita técnica, a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade destacou o caráter social do projeto, ressaltando que a distribuição gratuita de mudas representa um estímulo direto à geração de renda no campo, especialmente para famílias que vivem na Caatinga. Segundo a gestora, a iniciativa conecta pesquisa científica à autonomia produtiva, reduzindo custos de implantação para pequenos agricultores.

O secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Breno Pereira Farias, enfatizou que a meta da pasta é consolidar Vitória da Conquista como a maior referência produtiva de Umbu Gigante do Brasil. O objetivo se apoia no fato de que mais da metade do território do município está inserida no semiárido, condição considerada favorável ao cultivo da espécie quando associada a manejo adequado e assistência técnica.

A dimensão científica do encontro foi reforçada pela participação do professor doutor Orlando Sílvio Caires Neves, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que abordou práticas de adubação e manejo. Segundo o pesquisador, ainda é comum a percepção de que o umbuzeiro não necessita de cuidados por sua resistência natural, o que não se confirma na prática. Estudos demonstram que o investimento em adubação e manejo adequado resulta em frutos maiores e com maior valor comercial.

O potencial econômico do Umbu Gigante também foi evidenciado pela experiência de produtores rurais. Nelito Araújo, participante do projeto desde edições anteriores, relatou que pretende ampliar sua área plantada após os primeiros resultados obtidos com mudas recebidas anteriormente, destacando o cultivo como uma alternativa de longo prazo para a família.

Além da produção, o evento também abordou etapas posteriores da cadeia produtiva. Representantes da COOPROAF apresentaram informações sobre processamento e comercialização do fruto, ampliando o debate para além do cultivo e reforçando a importância da organização produtiva para agregação de valor.

A Fazenda Experimental da Pedra Mole segue sendo mantida pela Prefeitura de Vitória da Conquista, com apoio da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e da UFBA. A unidade atua como espaço permanente de experimentação, pesquisa e difusão de técnicas como enxertia e manejo especializado, contribuindo para otimizar a produtividade do umbu, fruto símbolo do semiárido nordestino.

(Maria Clara)

Segundos de Tensão no Anel Viário: Manobra Arriscada Quase Termina em Tragédia ao Amanhecer

Na manhã desta terça-feira, por volta das 6h50, um episódio de risco elevado foi registrado no Anel Viário e por pouco não resultou em um grave acidente. Um caminhão-pipa, modelo Mercedes de cor azul, que seguia no sentido Vila América, realizou uma manobra irregular ao invadir a contramão com o objetivo de acessar um bairro nas proximidades.

A ação inesperada obrigou o condutor de um Corsa Sedan azul a reagir de forma imediata, desviando bruscamente para a área de matagal às margens da rodovia. A resposta rápida do motorista do veículo de passeio foi determinante para evitar uma colisão frontal, que poderia ter consequências severas.

Motoristas que trafegavam pelo local interromperam o deslocamento para prestar auxílio. Apesar do susto e da tensão gerada pela situação, não houve registro de feridos. O veículo de passeio sofreu apenas danos leves decorrentes da saída da pista.

De acordo com relatos de testemunhas, o condutor do caminhão-pipa deixou o local sem prestar socorro ou fornecer esclarecimentos, caracterizando evasão após a ocorrência. O caso reforça a atenção para comportamentos de risco no trânsito, especialmente em vias de fluxo intenso, onde manobras indevidas podem resultar em acidentes de grandes proporções.

(Maria Clara)

Segundos de Tensão no Anel Viário: Manobra Arriscada Quase Termina em Tragédia ao Amanhecer

Na manhã desta terça-feira, por volta das 6h50, um episódio de risco elevado foi registrado no Anel Viário e por pouco não resultou em um grave acidente. Um caminhão-pipa, modelo Mercedes de cor azul, que seguia no sentido Vila América, realizou uma manobra irregular ao invadir a contramão com o objetivo de acessar um bairro nas proximidades.

A ação inesperada obrigou o condutor de um Corsa Sedan azul a reagir de forma imediata, desviando bruscamente para a área de matagal às margens da rodovia. A resposta rápida do motorista do veículo de passeio foi determinante para evitar uma colisão frontal, que poderia ter consequências severas.

Motoristas que trafegavam pelo local interromperam o deslocamento para prestar auxílio. Apesar do susto e da tensão gerada pela situação, não houve registro de feridos. O veículo de passeio sofreu apenas danos leves decorrentes da saída da pista.

De acordo com relatos de testemunhas, o condutor do caminhão-pipa deixou o local sem prestar socorro ou fornecer esclarecimentos, caracterizando evasão após a ocorrência. O caso reforça a atenção para comportamentos de risco no trânsito, especialmente em vias de fluxo intenso, onde manobras indevidas podem resultar em acidentes de grandes proporções.

(Maria Clara)

Uma Lâmina em Plena Luz do Dia: o Que se Sabe Sobre a Tentativa de Homicídio que Chocou o Sudoeste Baiano

A divulgação de imagens pelo Blog Política e Resenha trouxe à tona um episódio de violência que rapidamente repercutiu na região Sudoeste da Bahia. O vídeo mostra o momento exato em que um homem ataca outro com golpes de faca em plena via pública, na cidade de Planalto, município localizado a cerca de 40 quilômetros de Vitória da Conquista.

O crime ocorreu no último fim de semana e chama atenção não apenas pela brutalidade do ato, mas pelo contexto em que se deu: a agressão aconteceu diante de uma criança, circunstância que amplia o impacto social do episódio e reforça a gravidade da situação.

Após o ataque, a vítima foi socorrida e transferida para o Hospital Geral de Vitória da Conquista, referência em atendimento de média e alta complexidade para dezenas de municípios da região. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais detalhadas sobre o estado de saúde da pessoa ferida.

Dois dias depois do ocorrido, as forças de segurança localizaram e prenderam o suspeito no estado de Minas Gerais. Segundo informações confirmadas, trata-se de um caminhoneiro. O nome do detido não foi divulgado pelas autoridades, em conformidade com os procedimentos legais.

As investigações seguem em andamento. Até agora, o motivo da tentativa de homicídio não foi esclarecido, e a polícia não informou se havia qualquer relação prévia entre agressor e vítima. O caso permanece sob apuração, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

O episódio reacende o debate sobre a violência em espaços públicos, a proteção de crianças em situações de risco e a importância da atuação integrada das forças de segurança interestaduais, que possibilitou a rápida localização do suspeito fora da Bahia.

(Maria Clara)

Uma Lâmina em Plena Luz do Dia: o Que se Sabe Sobre a Tentativa de Homicídio que Chocou o Sudoeste Baiano

A divulgação de imagens pelo Blog Política e Resenha trouxe à tona um episódio de violência que rapidamente repercutiu na região Sudoeste da Bahia. O vídeo mostra o momento exato em que um homem ataca outro com golpes de faca em plena via pública, na cidade de Planalto, município localizado a cerca de 40 quilômetros de Vitória da Conquista.

O crime ocorreu no último fim de semana e chama atenção não apenas pela brutalidade do ato, mas pelo contexto em que se deu: a agressão aconteceu diante de uma criança, circunstância que amplia o impacto social do episódio e reforça a gravidade da situação.

Após o ataque, a vítima foi socorrida e transferida para o Hospital Geral de Vitória da Conquista, referência em atendimento de média e alta complexidade para dezenas de municípios da região. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais detalhadas sobre o estado de saúde da pessoa ferida.

Dois dias depois do ocorrido, as forças de segurança localizaram e prenderam o suspeito no estado de Minas Gerais. Segundo informações confirmadas, trata-se de um caminhoneiro. O nome do detido não foi divulgado pelas autoridades, em conformidade com os procedimentos legais.

As investigações seguem em andamento. Até agora, o motivo da tentativa de homicídio não foi esclarecido, e a polícia não informou se havia qualquer relação prévia entre agressor e vítima. O caso permanece sob apuração, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

O episódio reacende o debate sobre a violência em espaços públicos, a proteção de crianças em situações de risco e a importância da atuação integrada das forças de segurança interestaduais, que possibilitou a rápida localização do suspeito fora da Bahia.

(Maria Clara)

ARTIGO – Lula como Última Carta: o Xadrez da Esquerda em Vitória da Conquista

 

 

 

Padre Carlos

 

Na política, como no xadrez, há momentos em que o jogador percebe que já não controla o centro do tabuleiro. Restam-lhe as peças mais valiosas — e, às vezes, apenas uma jogada ousada para evitar o xeque-mate. É exatamente esse o cenário que se desenha para o PT de Vitória da Conquista, que tenta atrair Lula presidente à cidade como último trunfo eleitoral, numa tentativa clara de reverter a perda de prestígio e influência sofrida nas urnas.

A derrota petista na última eleição municipal não foi apenas numérica; foi simbólica. Quando Sheila Lemos (União Brasil) se reelegeu em primeiro turno, com 58,83% dos votos válidos, contra apenas 26,74% de Waldenor Pereira (PT), o recado das urnas foi direto e desconfortável: o PT Bahia, outrora hegemônico em parcelas expressivas do eleitorado, havia perdido a capacidade de conduzir o jogo político local. Não se tratou de um tropeço circunstancial, mas de uma mudança estrutural no humor do eleitorado e na correlação de forças da Vitória da Conquista política.

Essa perda abriu um vácuo. E vácuos, na política, raramente permanecem vazios. É nesse espaço que cresce a disputa interna na esquerda brasileira, com o avanço estratégico do PCdoB Bahia. O temor petista é evidente — ainda que raramente confessado em público: o de que o candidato comunista ultrapasse o PT em votos, se consolide como novo polo de liderança e reivindique o protagonismo da esquerda conquistense no próximo ciclo eleitoral. Ser ultrapassado por um aliado histórico seria, para o PT local, mais do que uma derrota: seria uma inversão de papéis.

Enquanto o PT aposta no capital simbólico de Lula, o deputado do PCdoB trabalha o terreno com paciência e método. Tem construído uma frente política heterogênea, rompendo as antigas cercas ideológicas e dialogando tanto com a esquerda clássica quanto com setores da direita pragmática, aquela que se move menos por dogmas e mais por resultados. É uma estratégia de sobrevivência partidária e, ao mesmo tempo, de expansão: ocupar espaços, somar forças, ampliar o arco de alianças e apresentar-se como alternativa viável em meio à crise do PT local.

Nesse contexto, a possível visita de Lula a Vitória da Conquista ganha contornos que vão além do institucional. Não é apenas um gesto administrativo ou partidário; é uma jogada de alto risco nos bastidores eleitorais. Se der certo, pode reacender a chama de um partido que já foi dominante. Se falhar, pode acelerar o deslocamento do centro de gravidade da esquerda para outro campo, fortalecendo o PCdoB e aprofundando a sensação de esgotamento do projeto petista no município.

A política, ensina a história, não perdoa hesitações nem vive de nostalgia. Vitória da Conquista entra em um novo ciclo, em que velhas lideranças disputam espaço com novas articulações, e em que a hegemonia já não é dada como certa. O tabuleiro está montado, as peças em movimento. Resta saber se o PT ainda consegue jogar como rei — ou se já atua apenas para evitar outra derrota como foi as eleições 2024.

 

ARTIGO – Lula como Última Carta: o Xadrez da Esquerda em Vitória da Conquista

 

 

 

Padre Carlos

 

Na política, como no xadrez, há momentos em que o jogador percebe que já não controla o centro do tabuleiro. Restam-lhe as peças mais valiosas — e, às vezes, apenas uma jogada ousada para evitar o xeque-mate. É exatamente esse o cenário que se desenha para o PT de Vitória da Conquista, que tenta atrair Lula presidente à cidade como último trunfo eleitoral, numa tentativa clara de reverter a perda de prestígio e influência sofrida nas urnas.

A derrota petista na última eleição municipal não foi apenas numérica; foi simbólica. Quando Sheila Lemos (União Brasil) se reelegeu em primeiro turno, com 58,83% dos votos válidos, contra apenas 26,74% de Waldenor Pereira (PT), o recado das urnas foi direto e desconfortável: o PT Bahia, outrora hegemônico em parcelas expressivas do eleitorado, havia perdido a capacidade de conduzir o jogo político local. Não se tratou de um tropeço circunstancial, mas de uma mudança estrutural no humor do eleitorado e na correlação de forças da Vitória da Conquista política.

Essa perda abriu um vácuo. E vácuos, na política, raramente permanecem vazios. É nesse espaço que cresce a disputa interna na esquerda brasileira, com o avanço estratégico do PCdoB Bahia. O temor petista é evidente — ainda que raramente confessado em público: o de que o candidato comunista ultrapasse o PT em votos, se consolide como novo polo de liderança e reivindique o protagonismo da esquerda conquistense no próximo ciclo eleitoral. Ser ultrapassado por um aliado histórico seria, para o PT local, mais do que uma derrota: seria uma inversão de papéis.

Enquanto o PT aposta no capital simbólico de Lula, o deputado do PCdoB trabalha o terreno com paciência e método. Tem construído uma frente política heterogênea, rompendo as antigas cercas ideológicas e dialogando tanto com a esquerda clássica quanto com setores da direita pragmática, aquela que se move menos por dogmas e mais por resultados. É uma estratégia de sobrevivência partidária e, ao mesmo tempo, de expansão: ocupar espaços, somar forças, ampliar o arco de alianças e apresentar-se como alternativa viável em meio à crise do PT local.

Nesse contexto, a possível visita de Lula a Vitória da Conquista ganha contornos que vão além do institucional. Não é apenas um gesto administrativo ou partidário; é uma jogada de alto risco nos bastidores eleitorais. Se der certo, pode reacender a chama de um partido que já foi dominante. Se falhar, pode acelerar o deslocamento do centro de gravidade da esquerda para outro campo, fortalecendo o PCdoB e aprofundando a sensação de esgotamento do projeto petista no município.

A política, ensina a história, não perdoa hesitações nem vive de nostalgia. Vitória da Conquista entra em um novo ciclo, em que velhas lideranças disputam espaço com novas articulações, e em que a hegemonia já não é dada como certa. O tabuleiro está montado, as peças em movimento. Resta saber se o PT ainda consegue jogar como rei — ou se já atua apenas para evitar outra derrota como foi as eleições 2024.

 

ARTIGO – Simone de Beauvoir e a coragem de envelhecer sem pedir licença

 

 

(Padre Carlos)

Há pessoas que não envelhecem. O tempo passa por elas como o vento por uma montanha: toca, mas não desloca. Simone de Beauvoir é uma dessas presenças raras. Sua lucidez atravessa décadas como uma lâmina afiada, cortando ilusões, expondo verdades e nos obrigando a olhar para o espelho da condição humana sem anestesia.

Vivemos numa sociedade obcecada pela juventude, que trata o envelhecimento como falha técnica do corpo. Rugas viraram defeitos, cabelos brancos sinônimo de perda, e a velhice, um território interditado ao desejo, à criação e à liberdade. Mas Beauvoir desmonta essa mentira com uma frase simples e devastadora: “A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido embora eu esteja instalada na velhice.” Aqui está o choque. O corpo envelhece antes da consciência. O tempo pesa nos ossos, mas não necessariamente no espírito.

Há poesia nessa constatação. A poesia que resiste nos olhos de quem ainda se reconhece apesar do tempo. A poesia de quem sabe que o passado não é uma prisão, mas uma plataforma. Beauvoir não nega o passado, tampouco o idolatra. Ela o reconhece como referência, não como sentença. É do passado que vêm o saber e a ignorância, as relações, a cultura, o corpo. Mas é no presente que se decide a liberdade.

Esse é o ponto central da filosofia existencialista de Simone de Beauvoir: não somos escravos do que fomos. O passado nos projeta, mas também exige ser ultrapassado. Há aqui uma ética profunda da responsabilidade. Não se trata de negar a história pessoal, mas de não permitir que ela nos paralise. O tempo, diz Beauvoir, é irrealizável. Ele não se deixa possuir. E talvez por isso mesmo seja tão cruel quando tentamos domesticá-lo.

No debate contemporâneo sobre envelhecimento, feminismo, liberdade e identidade, Beauvoir permanece atual porque fala de carne e osso. Fala do corpo que muda, mas não abdica. Fala da mulher que viveu “no mundo dos homens”, sem renunciar ao melhor de sua feminilidade. Não pediu licença. Não quis ocupar um lugar concedido. Quis viver sem tempos mortos. E conseguiu.

Há uma autoridade moral silenciosa em quem viveu o que pensou. Beauvoir não escreveu para agradar, escreveu para comunicar o sabor da própria vida. Não um tratado frio, mas uma experiência encarnada. Por isso sua obra atravessa gerações. Por isso seus textos continuam sendo buscados no Google, debatidos em universidades, citados em artigos sobre filosofia, feminismo, envelhecimento e condição humana. Não é nostalgia. É necessidade.

Num mundo acelerado, que teme o silêncio e foge da finitude, Simone de Beauvoir nos ensina algo revolucionário: envelhecer não é desaparecer. É, talvez, depurar. Retirar o excesso. Ficar com o essencial. A lucidez, quando chega à velhice, não é decadência; é conquista.

Que espaço o nosso passado deixa para a nossa liberdade hoje? Essa pergunta ecoa como um sino. Não apenas para os idosos, mas para todos nós. Porque a verdadeira velhice não está na idade, está na desistência. E Beauvoir jamais desistiu.

Sua voz continua nos lembrando que viver é um ato de coragem diária. Que a consciência pode permanecer jovem mesmo quando o corpo anuncia o tempo. E que a maior rebeldia, no fim das contas, é viver plenamente — sem tempos mortos.

ARTIGO – Simone de Beauvoir e a coragem de envelhecer sem pedir licença

 

 

(Padre Carlos)

Há pessoas que não envelhecem. O tempo passa por elas como o vento por uma montanha: toca, mas não desloca. Simone de Beauvoir é uma dessas presenças raras. Sua lucidez atravessa décadas como uma lâmina afiada, cortando ilusões, expondo verdades e nos obrigando a olhar para o espelho da condição humana sem anestesia.

Vivemos numa sociedade obcecada pela juventude, que trata o envelhecimento como falha técnica do corpo. Rugas viraram defeitos, cabelos brancos sinônimo de perda, e a velhice, um território interditado ao desejo, à criação e à liberdade. Mas Beauvoir desmonta essa mentira com uma frase simples e devastadora: “A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido embora eu esteja instalada na velhice.” Aqui está o choque. O corpo envelhece antes da consciência. O tempo pesa nos ossos, mas não necessariamente no espírito.

Há poesia nessa constatação. A poesia que resiste nos olhos de quem ainda se reconhece apesar do tempo. A poesia de quem sabe que o passado não é uma prisão, mas uma plataforma. Beauvoir não nega o passado, tampouco o idolatra. Ela o reconhece como referência, não como sentença. É do passado que vêm o saber e a ignorância, as relações, a cultura, o corpo. Mas é no presente que se decide a liberdade.

Esse é o ponto central da filosofia existencialista de Simone de Beauvoir: não somos escravos do que fomos. O passado nos projeta, mas também exige ser ultrapassado. Há aqui uma ética profunda da responsabilidade. Não se trata de negar a história pessoal, mas de não permitir que ela nos paralise. O tempo, diz Beauvoir, é irrealizável. Ele não se deixa possuir. E talvez por isso mesmo seja tão cruel quando tentamos domesticá-lo.

No debate contemporâneo sobre envelhecimento, feminismo, liberdade e identidade, Beauvoir permanece atual porque fala de carne e osso. Fala do corpo que muda, mas não abdica. Fala da mulher que viveu “no mundo dos homens”, sem renunciar ao melhor de sua feminilidade. Não pediu licença. Não quis ocupar um lugar concedido. Quis viver sem tempos mortos. E conseguiu.

Há uma autoridade moral silenciosa em quem viveu o que pensou. Beauvoir não escreveu para agradar, escreveu para comunicar o sabor da própria vida. Não um tratado frio, mas uma experiência encarnada. Por isso sua obra atravessa gerações. Por isso seus textos continuam sendo buscados no Google, debatidos em universidades, citados em artigos sobre filosofia, feminismo, envelhecimento e condição humana. Não é nostalgia. É necessidade.

Num mundo acelerado, que teme o silêncio e foge da finitude, Simone de Beauvoir nos ensina algo revolucionário: envelhecer não é desaparecer. É, talvez, depurar. Retirar o excesso. Ficar com o essencial. A lucidez, quando chega à velhice, não é decadência; é conquista.

Que espaço o nosso passado deixa para a nossa liberdade hoje? Essa pergunta ecoa como um sino. Não apenas para os idosos, mas para todos nós. Porque a verdadeira velhice não está na idade, está na desistência. E Beauvoir jamais desistiu.

Sua voz continua nos lembrando que viver é um ato de coragem diária. Que a consciência pode permanecer jovem mesmo quando o corpo anuncia o tempo. E que a maior rebeldia, no fim das contas, é viver plenamente — sem tempos mortos.