Política e Resenha

ARTIGO – De quem é a conta? O SUS, a UNIMEC e os limites da responsabilidade municipal

 

 

(Padre Carlos)

O anúncio do fim do contrato entre o Hospital UNIMEC e a Prefeitura de Vitória da Conquista escancarou uma pergunta que há muito tempo ronda o debate público, mas raramente é enfrentada com clareza: afinal, de quem é a responsabilidade pelos atendimentos realizados na UNIMEC? E mais: o município está cumprindo seu dever constitucional ou assumindo um ônus que não lhe compete?

No imaginário popular, tudo o que envolve saúde pública acaba recaindo automaticamente sobre a Prefeitura. Quando um hospital fecha as portas para o SUS, quando faltam leitos, quando o pronto-socorro entra em colapso, o dedo aponta para o gestor municipal. Mas o Sistema Único de Saúde (SUS) é tripartite, e essa distinção não é mero detalhe jurídico — ela define responsabilidades, fluxos financeiros e, sobretudo, limites de atuação.

Pela Constituição Federal e pelas normas do SUS, ao município compete a gestão e execução da Atenção Primária à Saúde e da média complexidade, garantindo o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS), da Estratégia Saúde da Família (ESF), da vacinação, do pré-natal, do planejamento familiar, da saúde bucal básica, da vigilância sanitária e epidemiológica, além do SAMU 192, das UPAs 24h e de ambulatórios especializados de menor complexidade. É obrigação municipal assegurar consultas básicas, exames simples, medicamentos essenciais e atendimento inicial de urgência.

O que não é atribuição direta do município é a alta complexidade hospitalar, especialmente aquela que envolve pronto-socorro de grande porte, internações prolongadas, cirurgias complexas e atendimento regulado em larga escala. Esses serviços são, prioritariamente, responsabilidade do Estado e da União, seja por meio de hospitais próprios, seja por contratos regionais financiados com recursos estaduais e federais.

É nesse ponto que a situação da UNIMEC se torna emblemática. Segundo os próprios dados divulgados, cerca de 28 mil pacientes foram atendidos no pronto-socorro da unidade em apenas um ano, muitos deles regulados pelo sistema estadual. Se o hospital recebia pacientes via regulação da Sesab, é evidente que estamos falando de um serviço que extrapola a lógica estritamente municipal. Quando o município passa a sustentar financeiramente um atendimento dessa magnitude, surge a pergunta incômoda: a Prefeitura estava apenas colaborando ou, na prática, substituindo o papel do Estado?

A alegação de inviabilidade financeira do hospital e a recusa em ampliar repasses mostram o esgotamento de um modelo em que o município, pressionado pela urgência social e pela superlotação das unidades públicas, acaba arcando com custos que não foram pensados para o seu orçamento. Isso não é apenas um problema de gestão local; é um desequilíbrio federativo que penaliza as cidades médias e grandes do interior.

Não se trata de negar a importância do atendimento prestado pela UNIMEC nem de minimizar o impacto social do encerramento do contrato. Trata-se de colocar o debate no lugar certo: responsabilidade não é sinônimo de boa vontade, e solidariedade institucional não pode se transformar em obrigação permanente. Quando isso acontece, o município corre o risco de comprometer aquilo que realmente lhe compete: fortalecer a atenção básica, evitar a sobrecarga das UBS, reduzir filas, garantir medicamentos e prevenir doenças.

Ao iniciar o credenciamento de novas unidades para média e alta complexidade, a Prefeitura sinaliza uma tentativa de reorganizar o sistema. Mas essa solução só será eficaz se vier acompanhada de um pacto claro com o Estado e a União, definindo quem paga, quem regula e quem executa cada nível de atenção. Caso contrário, o problema apenas mudará de endereço.

No fim das contas, a pergunta que fica para a sociedade é simples e incômoda: até onde vai a responsabilidade do município e a partir de onde começa a omissão das outras esferas de governo? Enquanto essa resposta continuar nebulosa, quem paga a conta não é apenas a Prefeitura — é o cidadão, especialmente aquele que depende exclusivamente do SUS para viver.

Este debate não é técnico apenas; é político, ético e federativo. E precisa ser feito com coragem, antes que a exceção vire regra e o improviso se torne política pública.

ARTIGO – De quem é a conta? O SUS, a UNIMEC e os limites da responsabilidade municipal

 

 

(Padre Carlos)

O anúncio do fim do contrato entre o Hospital UNIMEC e a Prefeitura de Vitória da Conquista escancarou uma pergunta que há muito tempo ronda o debate público, mas raramente é enfrentada com clareza: afinal, de quem é a responsabilidade pelos atendimentos realizados na UNIMEC? E mais: o município está cumprindo seu dever constitucional ou assumindo um ônus que não lhe compete?

No imaginário popular, tudo o que envolve saúde pública acaba recaindo automaticamente sobre a Prefeitura. Quando um hospital fecha as portas para o SUS, quando faltam leitos, quando o pronto-socorro entra em colapso, o dedo aponta para o gestor municipal. Mas o Sistema Único de Saúde (SUS) é tripartite, e essa distinção não é mero detalhe jurídico — ela define responsabilidades, fluxos financeiros e, sobretudo, limites de atuação.

Pela Constituição Federal e pelas normas do SUS, ao município compete a gestão e execução da Atenção Primária à Saúde e da média complexidade, garantindo o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS), da Estratégia Saúde da Família (ESF), da vacinação, do pré-natal, do planejamento familiar, da saúde bucal básica, da vigilância sanitária e epidemiológica, além do SAMU 192, das UPAs 24h e de ambulatórios especializados de menor complexidade. É obrigação municipal assegurar consultas básicas, exames simples, medicamentos essenciais e atendimento inicial de urgência.

O que não é atribuição direta do município é a alta complexidade hospitalar, especialmente aquela que envolve pronto-socorro de grande porte, internações prolongadas, cirurgias complexas e atendimento regulado em larga escala. Esses serviços são, prioritariamente, responsabilidade do Estado e da União, seja por meio de hospitais próprios, seja por contratos regionais financiados com recursos estaduais e federais.

É nesse ponto que a situação da UNIMEC se torna emblemática. Segundo os próprios dados divulgados, cerca de 28 mil pacientes foram atendidos no pronto-socorro da unidade em apenas um ano, muitos deles regulados pelo sistema estadual. Se o hospital recebia pacientes via regulação da Sesab, é evidente que estamos falando de um serviço que extrapola a lógica estritamente municipal. Quando o município passa a sustentar financeiramente um atendimento dessa magnitude, surge a pergunta incômoda: a Prefeitura estava apenas colaborando ou, na prática, substituindo o papel do Estado?

A alegação de inviabilidade financeira do hospital e a recusa em ampliar repasses mostram o esgotamento de um modelo em que o município, pressionado pela urgência social e pela superlotação das unidades públicas, acaba arcando com custos que não foram pensados para o seu orçamento. Isso não é apenas um problema de gestão local; é um desequilíbrio federativo que penaliza as cidades médias e grandes do interior.

Não se trata de negar a importância do atendimento prestado pela UNIMEC nem de minimizar o impacto social do encerramento do contrato. Trata-se de colocar o debate no lugar certo: responsabilidade não é sinônimo de boa vontade, e solidariedade institucional não pode se transformar em obrigação permanente. Quando isso acontece, o município corre o risco de comprometer aquilo que realmente lhe compete: fortalecer a atenção básica, evitar a sobrecarga das UBS, reduzir filas, garantir medicamentos e prevenir doenças.

Ao iniciar o credenciamento de novas unidades para média e alta complexidade, a Prefeitura sinaliza uma tentativa de reorganizar o sistema. Mas essa solução só será eficaz se vier acompanhada de um pacto claro com o Estado e a União, definindo quem paga, quem regula e quem executa cada nível de atenção. Caso contrário, o problema apenas mudará de endereço.

No fim das contas, a pergunta que fica para a sociedade é simples e incômoda: até onde vai a responsabilidade do município e a partir de onde começa a omissão das outras esferas de governo? Enquanto essa resposta continuar nebulosa, quem paga a conta não é apenas a Prefeitura — é o cidadão, especialmente aquele que depende exclusivamente do SUS para viver.

Este debate não é técnico apenas; é político, ético e federativo. E precisa ser feito com coragem, antes que a exceção vire regra e o improviso se torne política pública.

Jequié entre a Autonomia Perdida e a Política de Conveniência


(Padre Carlos)

Jequié vive hoje um dos momentos mais delicados de sua história política recente. O clima que se espalha pelas ruas, pelas conversas de feira e pelas redes sociais é de indignação, desconfiança e frustração coletiva. O recente alinhamento político entre o prefeito Zé Cocá e o governador Jerônimo Rodrigues não foi recebido como gesto de maturidade institucional, mas como uma ruptura simbólica com a promessa de autonomia que marcou os últimos anos da administração municipal.

Durante cerca de três anos, Jequié experimentou um discurso — e em certa medida uma prática — de independência administrativa, mantendo distância estratégica do Governo do Estado. Essa postura foi vendida à população como sinônimo de dignidade política, gestão responsável e liberdade para decidir os rumos da cidade sem amarras partidárias. O rompimento desse pacto tácito com o eleitorado, portanto, não poderia passar despercebido.

O problema central não está apenas na aliança em si, mas na ausência de resultados concretos que justifiquem tal movimento. A população observa, com razão, que saúde pública, segurança, infraestrutura urbana e serviços essenciais continuam enfrentando dificuldades históricas. Hospitais sobrecarregados, sensação crescente de insegurança e problemas estruturais persistem, enquanto o discurso político tenta maquiar a realidade com promessas futuras.

A pergunta que ecoa em Jequié é simples e perturbadora: o que o cidadão ganhou com essa aliança? Até agora, a resposta parece desconfortavelmente vazia. Cresce a percepção de que a cidade abriu mão de sua autonomia não em troca de investimentos robustos ou políticas públicas eficazes, mas para atender a uma lógica de conveniência eleitoral e reposicionamento político.

Na prática, o que se vê é o risco de Jequié se transformar em mais uma peça no tabuleiro da política estadual, onde alianças são feitas e desfeitas ao sabor das circunstâncias, e o povo aparece apenas como figurante de decisões tomadas nos gabinetes. Quando a política deixa de servir ao interesse público e passa a servir aos acordos de bastidores, o resultado é sempre o mesmo: descrédito, apatia social e afastamento do cidadão da vida pública.

A democracia não se sustenta apenas com alianças formais, mas com resultados reais, transparência e respeito à vontade popular. Governar é escolher, e toda escolha tem um custo. Em Jequié, o custo dessa escolha começa a ser sentido no humor social e na confiança abalada entre governo e governados.

O povo de Jequié não é contra diálogo institucional nem contra parcerias que tragam desenvolvimento. O que se rejeita é a sensação de que a cidade foi usada como moeda de troca. Autonomia não é isolamento, mas também não pode ser descartada sem explicações claras e benefícios palpáveis.

Se a política existe para melhorar a vida das pessoas, é legítimo perguntar: quem está sendo beneficiado por essa nova estratégia? Enquanto essa resposta não vier acompanhada de melhorias concretas, a indignação continuará sendo a linguagem mais sincera das ruas de Jequié.

Jequié entre a Autonomia Perdida e a Política de Conveniência


(Padre Carlos)

Jequié vive hoje um dos momentos mais delicados de sua história política recente. O clima que se espalha pelas ruas, pelas conversas de feira e pelas redes sociais é de indignação, desconfiança e frustração coletiva. O recente alinhamento político entre o prefeito Zé Cocá e o governador Jerônimo Rodrigues não foi recebido como gesto de maturidade institucional, mas como uma ruptura simbólica com a promessa de autonomia que marcou os últimos anos da administração municipal.

Durante cerca de três anos, Jequié experimentou um discurso — e em certa medida uma prática — de independência administrativa, mantendo distância estratégica do Governo do Estado. Essa postura foi vendida à população como sinônimo de dignidade política, gestão responsável e liberdade para decidir os rumos da cidade sem amarras partidárias. O rompimento desse pacto tácito com o eleitorado, portanto, não poderia passar despercebido.

O problema central não está apenas na aliança em si, mas na ausência de resultados concretos que justifiquem tal movimento. A população observa, com razão, que saúde pública, segurança, infraestrutura urbana e serviços essenciais continuam enfrentando dificuldades históricas. Hospitais sobrecarregados, sensação crescente de insegurança e problemas estruturais persistem, enquanto o discurso político tenta maquiar a realidade com promessas futuras.

A pergunta que ecoa em Jequié é simples e perturbadora: o que o cidadão ganhou com essa aliança? Até agora, a resposta parece desconfortavelmente vazia. Cresce a percepção de que a cidade abriu mão de sua autonomia não em troca de investimentos robustos ou políticas públicas eficazes, mas para atender a uma lógica de conveniência eleitoral e reposicionamento político.

Na prática, o que se vê é o risco de Jequié se transformar em mais uma peça no tabuleiro da política estadual, onde alianças são feitas e desfeitas ao sabor das circunstâncias, e o povo aparece apenas como figurante de decisões tomadas nos gabinetes. Quando a política deixa de servir ao interesse público e passa a servir aos acordos de bastidores, o resultado é sempre o mesmo: descrédito, apatia social e afastamento do cidadão da vida pública.

A democracia não se sustenta apenas com alianças formais, mas com resultados reais, transparência e respeito à vontade popular. Governar é escolher, e toda escolha tem um custo. Em Jequié, o custo dessa escolha começa a ser sentido no humor social e na confiança abalada entre governo e governados.

O povo de Jequié não é contra diálogo institucional nem contra parcerias que tragam desenvolvimento. O que se rejeita é a sensação de que a cidade foi usada como moeda de troca. Autonomia não é isolamento, mas também não pode ser descartada sem explicações claras e benefícios palpáveis.

Se a política existe para melhorar a vida das pessoas, é legítimo perguntar: quem está sendo beneficiado por essa nova estratégia? Enquanto essa resposta não vier acompanhada de melhorias concretas, a indignação continuará sendo a linguagem mais sincera das ruas de Jequié.

Quando o Silêncio da Zona Rural é Quebrado pela Lei: Prisão por Violência Doméstica em Belo Campo

Na noite do último domingo (8), um caso de violência doméstica mobilizou forças de segurança na zona rural do município de Belo Campo, no sudoeste baiano. Um homem foi preso acusado de agredir a ex-companheira, em ocorrência enquadrada na Lei Maria da Penha, legislação que trata especificamente da violência contra a mulher no âmbito doméstico e familiar.

De acordo com informações divulgadas pela 80ª Companhia Independente de Polícia Militar (80ª CIPM), a guarnição foi acionada por volta das 23h para averiguar uma denúncia de agressão. Ao chegar ao local indicado, os policiais mantiveram contato com a vítima, que relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro, com quem tem uma filha.

Após o relato, os militares iniciaram diligências na região e conseguiram localizar o suspeito. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), onde foi autuado em flagrante. O homem permaneceu custodiado, ficando à disposição da autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis.

A ocorrência foi formalizada por meio do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) nº 13927/2026. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações conforme prevê a legislação vigente.

Situações como essa reforçam a importância dos mecanismos legais e da atuação das forças de segurança no enfrentamento à violência doméstica, inclusive em áreas rurais, onde muitas vezes o isolamento geográfico dificulta denúncias e o acesso imediato à proteção do Estado.

(Maria Clara)

Quando o Silêncio da Zona Rural é Quebrado pela Lei: Prisão por Violência Doméstica em Belo Campo

Na noite do último domingo (8), um caso de violência doméstica mobilizou forças de segurança na zona rural do município de Belo Campo, no sudoeste baiano. Um homem foi preso acusado de agredir a ex-companheira, em ocorrência enquadrada na Lei Maria da Penha, legislação que trata especificamente da violência contra a mulher no âmbito doméstico e familiar.

De acordo com informações divulgadas pela 80ª Companhia Independente de Polícia Militar (80ª CIPM), a guarnição foi acionada por volta das 23h para averiguar uma denúncia de agressão. Ao chegar ao local indicado, os policiais mantiveram contato com a vítima, que relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro, com quem tem uma filha.

Após o relato, os militares iniciaram diligências na região e conseguiram localizar o suspeito. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), onde foi autuado em flagrante. O homem permaneceu custodiado, ficando à disposição da autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis.

A ocorrência foi formalizada por meio do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) nº 13927/2026. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações conforme prevê a legislação vigente.

Situações como essa reforçam a importância dos mecanismos legais e da atuação das forças de segurança no enfrentamento à violência doméstica, inclusive em áreas rurais, onde muitas vezes o isolamento geográfico dificulta denúncias e o acesso imediato à proteção do Estado.

(Maria Clara)

Quando o perigo não faz barulho: as doenças silenciosas que desafiam a vigilância em Vitória da Conquista

Enquanto as arboviroses como dengue, zika e chikungunya concentram grande parte da atenção da população, outras doenças igualmente graves seguem sob monitoramento constante do Centro de Controle de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde. Patologias como Doença de Chagas, Leishmaniose Visceral e Esquistossomose continuam presentes, sobretudo na zona rural, exigindo ações permanentes de vigilância, prevenção e controle.

De acordo com a coordenação de Endemias, as equipes que atuam no meio rural são capacitadas para lidar com diferentes vetores e cenários epidemiológicos. O trabalho se estende ao longo de todo o ano e inclui inspeções em residências, estabelecimentos comerciais e áreas de risco, com o objetivo de identificar e eliminar focos de insetos transmissores e outros vetores associados às doenças endêmicas.

No caso da Doença de Chagas, a atenção tem sido intensificada em localidades do distrito de Bate Pé, onde foram identificados casos positivos e a presença do triatomíneo, conhecido popularmente como barbeiro. O inseto é o principal transmissor do protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença. Embora seja de hábito silvestre, o barbeiro pode invadir e colonizar residências, o que aumenta o risco de transmissão.

A Doença de Chagas é considerada uma enfermidade silenciosa. Na fase inicial, os sintomas costumam ser leves e inespecíficos, como febre baixa e mal-estar, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, a confirmação ocorre anos ou até décadas após a infecção, quando a doença já se encontra na fase crônica e pode comprometer órgãos vitais, como coração, esôfago e intestino. Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que, em 2025, foram registrados nove casos da forma crônica da doença em Vitória da Conquista.

Após a identificação de casos humanos ou da presença do barbeiro, as equipes de endemias realizam o controle químico nas residências, com aplicação de inseticida para eliminar focos de colonização e interromper a cadeia de transmissão. O acompanhamento não se encerra com a primeira intervenção: um ano depois, os agentes retornam ao imóvel para nova avaliação e, se necessário, repetem o procedimento.

Além da Doença de Chagas, a Leishmaniose Visceral também demanda atenção contínua. Em 2025, foram confirmados três casos na zona rural do município, conforme registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O controle da doença envolve uma atuação integrada entre Vigilância Epidemiológica, Coordenação de Zoonoses e Controle de Endemias.

O fluxo de trabalho inclui a investigação de casos humanos, a pesquisa em cães para identificação de animais soropositivos e o monitoramento do vetor, o flebotomíneo, conhecido como mosquito-palha. A captura do inseto é realizada, preferencialmente, no período noturno, com a instalação de armadilhas no interior das residências e em áreas externas. Caso seja confirmada a presença do vetor no ambiente domiciliar, é feita a borrifação com produtos químicos, e a área permanece sob monitoramento por até seis meses.

A Leishmaniose Visceral apresenta sintomas como febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, anemia e redução da força muscular. O diagnóstico pode ser feito por métodos imunológicos e parasitológicos, e o tratamento precoce é decisivo para evitar agravamentos. Quando não tratada adequadamente, a doença pode evoluir para óbito.

As ações desenvolvidas pelo Centro de Controle de Endemias revelam um trabalho contínuo e, muitas vezes, pouco visível, mas fundamental para a saúde pública. Ao atuar na prevenção dessas doenças silenciosas, as equipes buscam não apenas conter casos já existentes, mas reduzir riscos futuros, protegendo comunidades que vivem em áreas mais vulneráveis e mantendo a vigilância ativa diante de ameaças que nem sempre ganham destaque, mas seguem presentes no cotidiano da população.

(Maria Clara)

Quando o perigo não faz barulho: as doenças silenciosas que desafiam a vigilância em Vitória da Conquista

Enquanto as arboviroses como dengue, zika e chikungunya concentram grande parte da atenção da população, outras doenças igualmente graves seguem sob monitoramento constante do Centro de Controle de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde. Patologias como Doença de Chagas, Leishmaniose Visceral e Esquistossomose continuam presentes, sobretudo na zona rural, exigindo ações permanentes de vigilância, prevenção e controle.

De acordo com a coordenação de Endemias, as equipes que atuam no meio rural são capacitadas para lidar com diferentes vetores e cenários epidemiológicos. O trabalho se estende ao longo de todo o ano e inclui inspeções em residências, estabelecimentos comerciais e áreas de risco, com o objetivo de identificar e eliminar focos de insetos transmissores e outros vetores associados às doenças endêmicas.

No caso da Doença de Chagas, a atenção tem sido intensificada em localidades do distrito de Bate Pé, onde foram identificados casos positivos e a presença do triatomíneo, conhecido popularmente como barbeiro. O inseto é o principal transmissor do protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença. Embora seja de hábito silvestre, o barbeiro pode invadir e colonizar residências, o que aumenta o risco de transmissão.

A Doença de Chagas é considerada uma enfermidade silenciosa. Na fase inicial, os sintomas costumam ser leves e inespecíficos, como febre baixa e mal-estar, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, a confirmação ocorre anos ou até décadas após a infecção, quando a doença já se encontra na fase crônica e pode comprometer órgãos vitais, como coração, esôfago e intestino. Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que, em 2025, foram registrados nove casos da forma crônica da doença em Vitória da Conquista.

Após a identificação de casos humanos ou da presença do barbeiro, as equipes de endemias realizam o controle químico nas residências, com aplicação de inseticida para eliminar focos de colonização e interromper a cadeia de transmissão. O acompanhamento não se encerra com a primeira intervenção: um ano depois, os agentes retornam ao imóvel para nova avaliação e, se necessário, repetem o procedimento.

Além da Doença de Chagas, a Leishmaniose Visceral também demanda atenção contínua. Em 2025, foram confirmados três casos na zona rural do município, conforme registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O controle da doença envolve uma atuação integrada entre Vigilância Epidemiológica, Coordenação de Zoonoses e Controle de Endemias.

O fluxo de trabalho inclui a investigação de casos humanos, a pesquisa em cães para identificação de animais soropositivos e o monitoramento do vetor, o flebotomíneo, conhecido como mosquito-palha. A captura do inseto é realizada, preferencialmente, no período noturno, com a instalação de armadilhas no interior das residências e em áreas externas. Caso seja confirmada a presença do vetor no ambiente domiciliar, é feita a borrifação com produtos químicos, e a área permanece sob monitoramento por até seis meses.

A Leishmaniose Visceral apresenta sintomas como febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, anemia e redução da força muscular. O diagnóstico pode ser feito por métodos imunológicos e parasitológicos, e o tratamento precoce é decisivo para evitar agravamentos. Quando não tratada adequadamente, a doença pode evoluir para óbito.

As ações desenvolvidas pelo Centro de Controle de Endemias revelam um trabalho contínuo e, muitas vezes, pouco visível, mas fundamental para a saúde pública. Ao atuar na prevenção dessas doenças silenciosas, as equipes buscam não apenas conter casos já existentes, mas reduzir riscos futuros, protegendo comunidades que vivem em áreas mais vulneráveis e mantendo a vigilância ativa diante de ameaças que nem sempre ganham destaque, mas seguem presentes no cotidiano da população.

(Maria Clara)

O Relógio Está Correndo: Último Dia Decide Quem Sobe aos Palcos do Arraiá da Conquista 2026

As inscrições para artistas e intérpretes de Libras interessados em integrar a programação oficial do Arraiá da Conquista 2026 se encerram nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, conforme informou a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O prazo havia sido prorrogado na última semana e não há nova previsão de extensão.

O credenciamento é regulamentado por edital público, no qual constam todas as informações sobre critérios, documentação exigida e etapas do processo seletivo. O material artístico e os documentos devem ser entregues presencialmente na Central Estratégica de Compras Públicas da Secretaria Municipal de Gestão e Inovação (Semgi), localizada na Rua João Pessoa, nº 253, Centro, até as 17h30.

De acordo com a Secult, o investimento total destinado ao credenciamento é de R$ 447.280,00, valor que será utilizado na contratação de até 60 artistas individuais, grupos musicais, bandas, trios de forró e intérpretes de Libras, desde que atendam aos requisitos estabelecidos no edital. A seleção não exige residência em Vitória da Conquista, o que amplia a participação de profissionais de diferentes municípios e regiões.

Encerrada a fase de inscrições, o processo seguirá para a etapa de curadoria técnica, responsável por avaliar o material enviado e definir as atrações que irão compor a grade oficial dos palcos do Arraiá da Conquista 2026, mantendo o modelo adotado em edições anteriores.

A iniciativa integra o calendário cultural do município e reforça o papel do evento como espaço de valorização artística, diversidade cultural e acessibilidade, ao incluir intérpretes de Libras na programação oficial.

(Maria Clara)

O Relógio Está Correndo: Último Dia Decide Quem Sobe aos Palcos do Arraiá da Conquista 2026

As inscrições para artistas e intérpretes de Libras interessados em integrar a programação oficial do Arraiá da Conquista 2026 se encerram nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, conforme informou a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O prazo havia sido prorrogado na última semana e não há nova previsão de extensão.

O credenciamento é regulamentado por edital público, no qual constam todas as informações sobre critérios, documentação exigida e etapas do processo seletivo. O material artístico e os documentos devem ser entregues presencialmente na Central Estratégica de Compras Públicas da Secretaria Municipal de Gestão e Inovação (Semgi), localizada na Rua João Pessoa, nº 253, Centro, até as 17h30.

De acordo com a Secult, o investimento total destinado ao credenciamento é de R$ 447.280,00, valor que será utilizado na contratação de até 60 artistas individuais, grupos musicais, bandas, trios de forró e intérpretes de Libras, desde que atendam aos requisitos estabelecidos no edital. A seleção não exige residência em Vitória da Conquista, o que amplia a participação de profissionais de diferentes municípios e regiões.

Encerrada a fase de inscrições, o processo seguirá para a etapa de curadoria técnica, responsável por avaliar o material enviado e definir as atrações que irão compor a grade oficial dos palcos do Arraiá da Conquista 2026, mantendo o modelo adotado em edições anteriores.

A iniciativa integra o calendário cultural do município e reforça o papel do evento como espaço de valorização artística, diversidade cultural e acessibilidade, ao incluir intérpretes de Libras na programação oficial.

(Maria Clara)

Quando a cidade silencia: a despedida de Márcia Reis aos 52 anos em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista amanheceu envolta em um clima de pesar neste sábado, 7 de fevereiro de 2026, com a confirmação do falecimento de Márcia Reis, aos 52 anos. A notícia se espalhou rapidamente pela cidade, mobilizando familiares, amigos e conhecidos, e trazendo à tona sentimentos de consternação e solidariedade.

De acordo com informações apuradas, Márcia Reis era uma presença reconhecida em seus círculos de convivência, deixando lembranças marcadas pelo afeto e pela proximidade com aqueles que compartilharam momentos de sua trajetória. Sua morte gerou grande comoção, refletida nas inúmeras manifestações de apoio à família desde as primeiras horas após a divulgação do ocorrido.

O rito de despedida foi definido pelos familiares. O velório teve início às 22 horas deste sábado, na Rua da Constelação, nº 66, no bairro Alto Maron, em frente à Igreja Guarda de Israel. O local tem recebido pessoas que buscam prestar as últimas homenagens e expressar condolências aos familiares.

Em momentos como este, a cidade se une em respeito e silêncio, reconhecendo a importância da memória e da dignidade da despedida. O falecimento de Márcia Reis marca este fim de semana com um sentimento coletivo de luto, reforçando os laços de empatia e solidariedade que emergem diante da perda.

(Maria Clara)

Quando a cidade silencia: a despedida de Márcia Reis aos 52 anos em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista amanheceu envolta em um clima de pesar neste sábado, 7 de fevereiro de 2026, com a confirmação do falecimento de Márcia Reis, aos 52 anos. A notícia se espalhou rapidamente pela cidade, mobilizando familiares, amigos e conhecidos, e trazendo à tona sentimentos de consternação e solidariedade.

De acordo com informações apuradas, Márcia Reis era uma presença reconhecida em seus círculos de convivência, deixando lembranças marcadas pelo afeto e pela proximidade com aqueles que compartilharam momentos de sua trajetória. Sua morte gerou grande comoção, refletida nas inúmeras manifestações de apoio à família desde as primeiras horas após a divulgação do ocorrido.

O rito de despedida foi definido pelos familiares. O velório teve início às 22 horas deste sábado, na Rua da Constelação, nº 66, no bairro Alto Maron, em frente à Igreja Guarda de Israel. O local tem recebido pessoas que buscam prestar as últimas homenagens e expressar condolências aos familiares.

Em momentos como este, a cidade se une em respeito e silêncio, reconhecendo a importância da memória e da dignidade da despedida. O falecimento de Márcia Reis marca este fim de semana com um sentimento coletivo de luto, reforçando os laços de empatia e solidariedade que emergem diante da perda.

(Maria Clara)

Uma curva, uma vida por um fio: o que se sabe sobre o atropelamento que paralisou a rodovia em Barra do Choça

Um grave atropelamento envolvendo um automóvel e uma bicicleta mobilizou equipes de resgate e segurança pública na rodovia de acesso ao Povoado Boa Vista, em Barra do Choça, trecho conhecido como “Curva da Morte”. O acidente deixou um ciclista de 50 anos em estado gravíssimo e reacendeu o alerta para a periculosidade da via e os riscos associados à condução imprudente.

De acordo com informações apuradas, a vítima sofreu politraumatismo severo, com fraturas na perna, no braço e na maxila, além de perfuração no pulmão e traumatismo craniano. O ciclista recebeu atendimento inicial por uma equipe de ambulância e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Barra do Choça. Diante da gravidade do quadro clínico, houve necessidade de estabilização e posterior transferência para o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), após a chegada de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel. O paciente permanece internado sob cuidados intensivos.

No local do acidente, equipes da Guarda Municipal e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) realizaram o registro da ocorrência, o controle do tráfego — que ficou lento durante o atendimento — e os procedimentos periciais. Informações preliminares indicam que o condutor do veículo não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e teria ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção. As circunstâncias do fato serão apuradas pelas autoridades competentes.

O episódio destaca, mais uma vez, a combinação de fatores que elevam o risco nas rodovias: trechos conhecidos pela alta incidência de acidentes, ausência de habilitação e suspeita de consumo de álcool ao volante. As investigações seguem em andamento para esclarecer responsabilidades e eventuais medidas legais cabíveis.

(Maria Clara)

Uma curva, uma vida por um fio: o que se sabe sobre o atropelamento que paralisou a rodovia em Barra do Choça

Um grave atropelamento envolvendo um automóvel e uma bicicleta mobilizou equipes de resgate e segurança pública na rodovia de acesso ao Povoado Boa Vista, em Barra do Choça, trecho conhecido como “Curva da Morte”. O acidente deixou um ciclista de 50 anos em estado gravíssimo e reacendeu o alerta para a periculosidade da via e os riscos associados à condução imprudente.

De acordo com informações apuradas, a vítima sofreu politraumatismo severo, com fraturas na perna, no braço e na maxila, além de perfuração no pulmão e traumatismo craniano. O ciclista recebeu atendimento inicial por uma equipe de ambulância e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Barra do Choça. Diante da gravidade do quadro clínico, houve necessidade de estabilização e posterior transferência para o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), após a chegada de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel. O paciente permanece internado sob cuidados intensivos.

No local do acidente, equipes da Guarda Municipal e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) realizaram o registro da ocorrência, o controle do tráfego — que ficou lento durante o atendimento — e os procedimentos periciais. Informações preliminares indicam que o condutor do veículo não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e teria ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção. As circunstâncias do fato serão apuradas pelas autoridades competentes.

O episódio destaca, mais uma vez, a combinação de fatores que elevam o risco nas rodovias: trechos conhecidos pela alta incidência de acidentes, ausência de habilitação e suspeita de consumo de álcool ao volante. As investigações seguem em andamento para esclarecer responsabilidades e eventuais medidas legais cabíveis.

(Maria Clara)

A Corrida Contra a Chuva: O Que Está Sendo Feito para Evitar Novos Alagamentos em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista entrou em estado de atenção após as fortes chuvas registradas na última quinta-feira (5). Diante do volume elevado de precipitações e dos riscos associados ao acúmulo de água em áreas urbanas sensíveis, a Prefeitura Municipal intensificou ações de limpeza, drenagem e contenção preventiva em pontos considerados críticos da cidade.

Uma das frentes de trabalho foi concentrada no bairro Alto Maron, onde a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep) iniciou, ainda na manhã de sexta-feira (6), uma operação de grande porte no canal do loteamento Santa Cecília. Com o auxílio de uma retroescavadeira, equipes realizaram a retirada de grande quantidade de terra e areia acumuladas no leito do canal, além da remoção de lixo e entulho retidos nas grades de contenção.

 

O objetivo da ação é garantir o pleno escoamento das águas pluviais, reduzindo o risco de transbordamentos em caso de novos temporais. Segundo a administração municipal, a desobstrução do sistema de drenagem é uma medida essencial para minimizar impactos imediatos causados pelas chuvas intensas, especialmente em áreas historicamente vulneráveis.

Paralelamente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) atua na Avenida Luís Eduardo Magalhães, uma das principais vias da cidade. No local, foi executada uma contenção preventiva com a instalação de blocos e sinalização com telas, criando uma estrutura temporária destinada a desviar o fluxo das águas da chuva.

De acordo com a Seinfra, a medida busca evitar que a força da água continue provocando erosão no talude — a encosta que sustenta a avenida. A contenção funciona como uma solução paliativa, necessária para preservar a integridade da via até que seja possível realizar uma intervenção de engenharia definitiva.

O Governo Municipal informou que as equipes seguem em alerta permanente, monitorando áreas de risco e prontas para novas intervenções, caso as condições climáticas se agravem. As ações fazem parte de um conjunto de medidas emergenciais voltadas à preservação da infraestrutura urbana e à redução de danos causados por eventos climáticos extremos.

(Maria Clara)

A Corrida Contra a Chuva: O Que Está Sendo Feito para Evitar Novos Alagamentos em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista entrou em estado de atenção após as fortes chuvas registradas na última quinta-feira (5). Diante do volume elevado de precipitações e dos riscos associados ao acúmulo de água em áreas urbanas sensíveis, a Prefeitura Municipal intensificou ações de limpeza, drenagem e contenção preventiva em pontos considerados críticos da cidade.

Uma das frentes de trabalho foi concentrada no bairro Alto Maron, onde a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep) iniciou, ainda na manhã de sexta-feira (6), uma operação de grande porte no canal do loteamento Santa Cecília. Com o auxílio de uma retroescavadeira, equipes realizaram a retirada de grande quantidade de terra e areia acumuladas no leito do canal, além da remoção de lixo e entulho retidos nas grades de contenção.

 

O objetivo da ação é garantir o pleno escoamento das águas pluviais, reduzindo o risco de transbordamentos em caso de novos temporais. Segundo a administração municipal, a desobstrução do sistema de drenagem é uma medida essencial para minimizar impactos imediatos causados pelas chuvas intensas, especialmente em áreas historicamente vulneráveis.

Paralelamente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) atua na Avenida Luís Eduardo Magalhães, uma das principais vias da cidade. No local, foi executada uma contenção preventiva com a instalação de blocos e sinalização com telas, criando uma estrutura temporária destinada a desviar o fluxo das águas da chuva.

De acordo com a Seinfra, a medida busca evitar que a força da água continue provocando erosão no talude — a encosta que sustenta a avenida. A contenção funciona como uma solução paliativa, necessária para preservar a integridade da via até que seja possível realizar uma intervenção de engenharia definitiva.

O Governo Municipal informou que as equipes seguem em alerta permanente, monitorando áreas de risco e prontas para novas intervenções, caso as condições climáticas se agravem. As ações fazem parte de um conjunto de medidas emergenciais voltadas à preservação da infraestrutura urbana e à redução de danos causados por eventos climáticos extremos.

(Maria Clara)

Carnaval Silencioso na Máquina Pública: o que abre, o que fecha e como Vitória da Conquista vai funcionar entre 16 e 18 de fevereiro

Entre os dias 16 e 18 de fevereiro, a Administração Pública Municipal de Vitória da Conquista funcionará em regime especial em razão dos pontos facultativos de Carnaval e da Quarta-feira de Cinzas. Durante esse período, apenas os serviços públicos considerados essenciais permanecerão em funcionamento, conforme estabelece o Decreto nº 24.007/2025, divulgado pela Prefeitura Municipal ainda no mês de novembro.

O decreto define o calendário oficial de feriados nacionais, estaduais e municipais, além dos pontos facultativos, no âmbito da Administração Pública direta e indireta para o ano de 2026. A iniciativa segue o que determina a Lei Municipal nº 3.027/2025, que prevê a divulgação antecipada do calendário com o objetivo de garantir melhor planejamento administrativo, organização interna dos órgãos públicos e previsibilidade tanto para os servidores quanto para a população.

De acordo com o texto do decreto, a suspensão das atividades administrativas não compromete a prestação dos serviços essenciais, que devem manter funcionamento regular. A responsabilidade pela continuidade do atendimento cabe às secretarias e órgãos competentes, que deverão assegurar o suporte necessário à população durante o período.

No setor de proteção e resposta a emergências, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) atuará em regime de plantão 24 horas. Em caso de necessidade, os cidadãos poderão acionar o serviço pelo telefone 193 ou pelo WhatsApp (77) 8856-5070.

Na área da saúde, o funcionamento será parcial. As Unidades Básicas de Saúde Régis Pacheco e Admário Silva Santos, que operam em horário estendido, terão atendimento apenas na Quarta-feira de Cinzas, dia 18. As demais unidades de saúde do município não funcionarão nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro.

A coleta de lixo seguirá normalmente, sem alterações no cronograma habitual, garantindo a manutenção dos serviços de limpeza urbana durante o período festivo.

A Guarda Municipal também manterá suas atividades operacionais, com efetivo de agentes e viaturas atuando regularmente no patrulhamento da cidade, assegurando o apoio à segurança pública.

Já o Sistema Municipal de Trânsito (Simtrans) continuará operando em escala normal de trabalho. Para atendimento ou acionamento do órgão, a população poderá entrar em contato pelos telefones (77) 3229-3553 e (77) 3229-3556.

Com a divulgação antecipada das informações, a Prefeitura busca reduzir impactos na rotina da cidade e permitir que cidadãos e servidores se organizem previamente, garantindo que os serviços essenciais permaneçam acessíveis durante o período de pontos facultativos.

(Maria Clara)

Carnaval Silencioso na Máquina Pública: o que abre, o que fecha e como Vitória da Conquista vai funcionar entre 16 e 18 de fevereiro

Entre os dias 16 e 18 de fevereiro, a Administração Pública Municipal de Vitória da Conquista funcionará em regime especial em razão dos pontos facultativos de Carnaval e da Quarta-feira de Cinzas. Durante esse período, apenas os serviços públicos considerados essenciais permanecerão em funcionamento, conforme estabelece o Decreto nº 24.007/2025, divulgado pela Prefeitura Municipal ainda no mês de novembro.

O decreto define o calendário oficial de feriados nacionais, estaduais e municipais, além dos pontos facultativos, no âmbito da Administração Pública direta e indireta para o ano de 2026. A iniciativa segue o que determina a Lei Municipal nº 3.027/2025, que prevê a divulgação antecipada do calendário com o objetivo de garantir melhor planejamento administrativo, organização interna dos órgãos públicos e previsibilidade tanto para os servidores quanto para a população.

De acordo com o texto do decreto, a suspensão das atividades administrativas não compromete a prestação dos serviços essenciais, que devem manter funcionamento regular. A responsabilidade pela continuidade do atendimento cabe às secretarias e órgãos competentes, que deverão assegurar o suporte necessário à população durante o período.

No setor de proteção e resposta a emergências, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) atuará em regime de plantão 24 horas. Em caso de necessidade, os cidadãos poderão acionar o serviço pelo telefone 193 ou pelo WhatsApp (77) 8856-5070.

Na área da saúde, o funcionamento será parcial. As Unidades Básicas de Saúde Régis Pacheco e Admário Silva Santos, que operam em horário estendido, terão atendimento apenas na Quarta-feira de Cinzas, dia 18. As demais unidades de saúde do município não funcionarão nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro.

A coleta de lixo seguirá normalmente, sem alterações no cronograma habitual, garantindo a manutenção dos serviços de limpeza urbana durante o período festivo.

A Guarda Municipal também manterá suas atividades operacionais, com efetivo de agentes e viaturas atuando regularmente no patrulhamento da cidade, assegurando o apoio à segurança pública.

Já o Sistema Municipal de Trânsito (Simtrans) continuará operando em escala normal de trabalho. Para atendimento ou acionamento do órgão, a população poderá entrar em contato pelos telefones (77) 3229-3553 e (77) 3229-3556.

Com a divulgação antecipada das informações, a Prefeitura busca reduzir impactos na rotina da cidade e permitir que cidadãos e servidores se organizem previamente, garantindo que os serviços essenciais permaneçam acessíveis durante o período de pontos facultativos.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista Amanhece em Luto: Morte de Servidora Municipal Após Dias de Internação Choca a Cidade

A manhã desta segunda-feira, 9, começou marcada por uma notícia triste em Vitória da Conquista. Faleceu Lucélia de Jesus, moradora do bairro Patagônia e servidora da Prefeitura Municipal, após não resistir às complicações decorrentes de um grave acidente automobilístico.

O acidente ocorreu no dia 23 de janeiro, nas proximidades do município de Porto Seguro. Desde então, Lucélia permaneceu internada naquela cidade, recebendo cuidados médicos intensivos. Apesar dos esforços das equipes de saúde, o quadro clínico evoluiu de forma desfavorável, resultando em seu falecimento.

Outros integrantes da família também estavam no veículo no momento do acidente. Eles foram socorridos e receberam atendimento médico, sem registro, até o momento, de óbitos entre os demais ocupantes.

Lucélia de Jesus era funcionária pública do município de Vitória da Conquista e era reconhecida pelo convívio respeitoso e pela relação próxima com colegas de trabalho, amigos e familiares. A notícia de sua morte causou comoção entre servidores municipais e moradores da cidade.

Até o fechamento desta matéria, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.

A cidade se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista Amanhece em Luto: Morte de Servidora Municipal Após Dias de Internação Choca a Cidade

A manhã desta segunda-feira, 9, começou marcada por uma notícia triste em Vitória da Conquista. Faleceu Lucélia de Jesus, moradora do bairro Patagônia e servidora da Prefeitura Municipal, após não resistir às complicações decorrentes de um grave acidente automobilístico.

O acidente ocorreu no dia 23 de janeiro, nas proximidades do município de Porto Seguro. Desde então, Lucélia permaneceu internada naquela cidade, recebendo cuidados médicos intensivos. Apesar dos esforços das equipes de saúde, o quadro clínico evoluiu de forma desfavorável, resultando em seu falecimento.

Outros integrantes da família também estavam no veículo no momento do acidente. Eles foram socorridos e receberam atendimento médico, sem registro, até o momento, de óbitos entre os demais ocupantes.

Lucélia de Jesus era funcionária pública do município de Vitória da Conquista e era reconhecida pelo convívio respeitoso e pela relação próxima com colegas de trabalho, amigos e familiares. A notícia de sua morte causou comoção entre servidores municipais e moradores da cidade.

Até o fechamento desta matéria, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.

A cidade se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor.

(Maria Clara)