Política e Resenha

ARTIGO – Entre privilégios e o contribuinte esquecido: o Congresso na contramão do país

 

 

(Padre Carlos)

O ano eleitoral mal começou e o Congresso Nacional já dá um recado cristalino à sociedade brasileira: quando o assunto é ajuste fiscal, transparência e justiça social, o sacrifício continua sendo sempre do contribuinte. Em meio a um discurso público que fala em Reforma Administrativa, combate a distorções e racionalização dos gastos públicos, parlamentares aprovaram projetos que ampliam despesas, reajustam salários e criam novas gratificações para servidores do Executivo e do Legislativo — numa clara demonstração de descompasso com a realidade do país.

É impossível não perceber a contradição. Enquanto o Brasil debate o fim da escala 6 por 1, em nome da saúde do trabalhador e da dignidade humana, a Câmara aprova um projeto que cria uma escala 3 por 1, garantindo uma folga a cada três dias trabalhados para determinados servidores. Trata-se de uma benesse sem explicação razoável, sobretudo quando o país enfrenta desafios fiscais severos, déficits persistentes e uma pressão crescente sobre a dívida pública.

O problema não está na valorização do servidor público em si, mas na lógica seletiva e pouco transparente com que esses benefícios são concedidos. Um dos projetos aprovados tem origem nebulosa: não se sabe exatamente quem o redigiu, quem o articulou nem quais estudos de impacto financeiro o sustentam. Em tempos de exigência por transparência no serviço público, esse tipo de prática soa como um escárnio institucional.

No Senado, o roteiro se repete. Avançam propostas que criam novas vantagens para um grupo que já ocupa o topo da pirâmide salarial do funcionalismo. Os dados são conhecidos: na escala do salário médio do setor público, o Judiciário lidera com folga, seguido pelo Legislativo, deixando o Executivo apenas na terceira posição. Ainda assim, os privilégios continuam sendo ampliados justamente para quem já recebe mais, aprofundando desigualdades internas e corroendo a legitimidade do Estado diante da população.

Essa política de autoproteção corporativa mina qualquer tentativa séria de Reforma Administrativa, pois preserva castas, perpetua supersalários e dificulta o controle social sobre os gastos públicos. O resultado é previsível: perda de confiança nas instituições, aumento da sensação de injustiça e descrédito da classe política — um combustível perigoso em tempos de radicalização e crise democrática.

O Congresso deve explicações claras ao contribuinte brasileiro. Deve dizer por que, em pleno ano eleitoral, escolhe ampliar gastos em vez de racionalizá-los. Deve explicar por que a palavra “reforma” serve apenas para discursos, mas não para orientar decisões concretas. E, sobretudo, deve responder se está disposto a legislar para o país real — aquele que trabalha duro, paga impostos elevados e recebe serviços públicos precários — ou apenas para proteger seus próprios interesses e os de uma elite estatal já privilegiada.

Sem transparência, sem equidade e sem compromisso com o interesse público, qualquer reforma será apenas retórica vazia. E o custo, como sempre, recairá sobre quem menos pode pagar.

ARTIGO – Entre privilégios e o contribuinte esquecido: o Congresso na contramão do país

 

 

(Padre Carlos)

O ano eleitoral mal começou e o Congresso Nacional já dá um recado cristalino à sociedade brasileira: quando o assunto é ajuste fiscal, transparência e justiça social, o sacrifício continua sendo sempre do contribuinte. Em meio a um discurso público que fala em Reforma Administrativa, combate a distorções e racionalização dos gastos públicos, parlamentares aprovaram projetos que ampliam despesas, reajustam salários e criam novas gratificações para servidores do Executivo e do Legislativo — numa clara demonstração de descompasso com a realidade do país.

É impossível não perceber a contradição. Enquanto o Brasil debate o fim da escala 6 por 1, em nome da saúde do trabalhador e da dignidade humana, a Câmara aprova um projeto que cria uma escala 3 por 1, garantindo uma folga a cada três dias trabalhados para determinados servidores. Trata-se de uma benesse sem explicação razoável, sobretudo quando o país enfrenta desafios fiscais severos, déficits persistentes e uma pressão crescente sobre a dívida pública.

O problema não está na valorização do servidor público em si, mas na lógica seletiva e pouco transparente com que esses benefícios são concedidos. Um dos projetos aprovados tem origem nebulosa: não se sabe exatamente quem o redigiu, quem o articulou nem quais estudos de impacto financeiro o sustentam. Em tempos de exigência por transparência no serviço público, esse tipo de prática soa como um escárnio institucional.

No Senado, o roteiro se repete. Avançam propostas que criam novas vantagens para um grupo que já ocupa o topo da pirâmide salarial do funcionalismo. Os dados são conhecidos: na escala do salário médio do setor público, o Judiciário lidera com folga, seguido pelo Legislativo, deixando o Executivo apenas na terceira posição. Ainda assim, os privilégios continuam sendo ampliados justamente para quem já recebe mais, aprofundando desigualdades internas e corroendo a legitimidade do Estado diante da população.

Essa política de autoproteção corporativa mina qualquer tentativa séria de Reforma Administrativa, pois preserva castas, perpetua supersalários e dificulta o controle social sobre os gastos públicos. O resultado é previsível: perda de confiança nas instituições, aumento da sensação de injustiça e descrédito da classe política — um combustível perigoso em tempos de radicalização e crise democrática.

O Congresso deve explicações claras ao contribuinte brasileiro. Deve dizer por que, em pleno ano eleitoral, escolhe ampliar gastos em vez de racionalizá-los. Deve explicar por que a palavra “reforma” serve apenas para discursos, mas não para orientar decisões concretas. E, sobretudo, deve responder se está disposto a legislar para o país real — aquele que trabalha duro, paga impostos elevados e recebe serviços públicos precários — ou apenas para proteger seus próprios interesses e os de uma elite estatal já privilegiada.

Sem transparência, sem equidade e sem compromisso com o interesse público, qualquer reforma será apenas retórica vazia. E o custo, como sempre, recairá sobre quem menos pode pagar.

ARTIGO – Moradia digna: quando o papel vira chão, parede e teto

 

 

(Padre Carlos)

A política costuma ser julgada — com razão — por aquilo que entrega, não apenas pelo que promete. Por isso, a decisão unânime da Câmara Municipal ao indicar a destinação de R$ 30 milhões do empréstimo do FINISA exclusivamente para a construção de moradias populares merece registro, análise e, sobretudo, reconhecimento. Em tempos de descrédito institucional, quando tantas iniciativas públicas morrem no labirinto burocrático, a criação de lastro financeiro para o Plano de Habitação de Interesse Social sinaliza maturidade política e compromisso social real.

O déficit habitacional não é uma abstração estatística. Ele tem rosto, endereço improvisado, aluguel atrasado, coabitação forçada, crianças sem espaço para estudar e adultos sem o mínimo de dignidade. Quando o poder público trata a habitação popular como prioridade estratégica, ele está, na prática, enfrentando problemas estruturais que impactam saúde pública, educação, segurança e desenvolvimento urbano sustentável.

A indicação da Mesa Diretora, aprovada por unanimidade, ganha ainda mais relevância porque dialoga diretamente com o Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, enviado pelo Executivo, que institui a nova Política Municipal de Habitação. Não se trata apenas de autorizar intenções, mas de alinhar discurso, legislação e orçamento — tríade rara, mas indispensável, quando o assunto é política pública eficaz.

O recorte do público-alvo — famílias com renda de até três salários mínimos e residência mínima de dois anos no município — demonstra preocupação com justiça social e com o fortalecimento do vínculo comunitário. É o reconhecimento de que a cidade precisa cuidar primeiro de quem nela vive, trabalha e constrói diariamente sua história, muitas vezes à margem das oportunidades formais.

A fala do presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, traduz com clareza esse espírito. Ao afirmar que a Casa Legislativa está comprometida com “as demandas reais da população” e que a indicação busca “diminuir o déficit habitacional da cidade”, ele coloca o Parlamento no lugar que lhe cabe: o de ponte entre a necessidade concreta do povo e as decisões estruturantes do poder público. A unanimidade da votação reforça que, quando o tema é moradia digna, as diferenças políticas devem — e podem — ceder espaço ao interesse coletivo.

Há um aspecto simbólico que não pode ser ignorado. Destinar parte de um empréstimo — frequentemente alvo de críticas — para construção de casas populares é também uma forma de legitimar o próprio endividamento público. Quando o recurso é convertido em política habitacional, ele deixa de ser número contábil e passa a ser chão firme, parede levantada, teto seguro. Passa a ser cidadania.

Claro, o desafio não termina na aprovação da indicação nem na sanção da nova política. A sociedade precisará acompanhar a execução, a transparência, os critérios de seleção e a qualidade das moradias. Habitação de interesse social não pode significar precariedade urbanística nem guetos sociais. Precisa vir acompanhada de infraestrutura, acesso a serviços públicos e integração com a cidade real.

Ainda assim, é justo afirmar: desta vez, a política deu um passo à frente. Quando Câmara e Prefeitura caminham no mesmo sentido, quando orçamento encontra planejamento e quando a moradia sai do discurso e entra na prioridade, a cidade inteira ganha. Porque direito à moradia, mais do que promessa constitucional, é fundamento básico da dignidade humana e da justiça social.

Que esse passo não seja isolado. Que seja o início de uma política habitacional contínua, responsável e verdadeiramente transformadora.

ARTIGO – Moradia digna: quando o papel vira chão, parede e teto

 

 

(Padre Carlos)

A política costuma ser julgada — com razão — por aquilo que entrega, não apenas pelo que promete. Por isso, a decisão unânime da Câmara Municipal ao indicar a destinação de R$ 30 milhões do empréstimo do FINISA exclusivamente para a construção de moradias populares merece registro, análise e, sobretudo, reconhecimento. Em tempos de descrédito institucional, quando tantas iniciativas públicas morrem no labirinto burocrático, a criação de lastro financeiro para o Plano de Habitação de Interesse Social sinaliza maturidade política e compromisso social real.

O déficit habitacional não é uma abstração estatística. Ele tem rosto, endereço improvisado, aluguel atrasado, coabitação forçada, crianças sem espaço para estudar e adultos sem o mínimo de dignidade. Quando o poder público trata a habitação popular como prioridade estratégica, ele está, na prática, enfrentando problemas estruturais que impactam saúde pública, educação, segurança e desenvolvimento urbano sustentável.

A indicação da Mesa Diretora, aprovada por unanimidade, ganha ainda mais relevância porque dialoga diretamente com o Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, enviado pelo Executivo, que institui a nova Política Municipal de Habitação. Não se trata apenas de autorizar intenções, mas de alinhar discurso, legislação e orçamento — tríade rara, mas indispensável, quando o assunto é política pública eficaz.

O recorte do público-alvo — famílias com renda de até três salários mínimos e residência mínima de dois anos no município — demonstra preocupação com justiça social e com o fortalecimento do vínculo comunitário. É o reconhecimento de que a cidade precisa cuidar primeiro de quem nela vive, trabalha e constrói diariamente sua história, muitas vezes à margem das oportunidades formais.

A fala do presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, traduz com clareza esse espírito. Ao afirmar que a Casa Legislativa está comprometida com “as demandas reais da população” e que a indicação busca “diminuir o déficit habitacional da cidade”, ele coloca o Parlamento no lugar que lhe cabe: o de ponte entre a necessidade concreta do povo e as decisões estruturantes do poder público. A unanimidade da votação reforça que, quando o tema é moradia digna, as diferenças políticas devem — e podem — ceder espaço ao interesse coletivo.

Há um aspecto simbólico que não pode ser ignorado. Destinar parte de um empréstimo — frequentemente alvo de críticas — para construção de casas populares é também uma forma de legitimar o próprio endividamento público. Quando o recurso é convertido em política habitacional, ele deixa de ser número contábil e passa a ser chão firme, parede levantada, teto seguro. Passa a ser cidadania.

Claro, o desafio não termina na aprovação da indicação nem na sanção da nova política. A sociedade precisará acompanhar a execução, a transparência, os critérios de seleção e a qualidade das moradias. Habitação de interesse social não pode significar precariedade urbanística nem guetos sociais. Precisa vir acompanhada de infraestrutura, acesso a serviços públicos e integração com a cidade real.

Ainda assim, é justo afirmar: desta vez, a política deu um passo à frente. Quando Câmara e Prefeitura caminham no mesmo sentido, quando orçamento encontra planejamento e quando a moradia sai do discurso e entra na prioridade, a cidade inteira ganha. Porque direito à moradia, mais do que promessa constitucional, é fundamento básico da dignidade humana e da justiça social.

Que esse passo não seja isolado. Que seja o início de uma política habitacional contínua, responsável e verdadeiramente transformadora.

A Inteligência Artificial no Banco dos Réus: Como o TSE Quer Blindar as Eleições de 2026 da Manipulação Digital

O debate sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro ganhou novos contornos com a proposta apresentada pelo Ministério Público Eleitoral durante audiência pública no Tribunal Superior Eleitoral. Em pauta, o uso indevido da inteligência artificial nas eleições de 2026 e o avanço de conteúdos manipulados, conhecidos como fake news eleitorais, capazes de influenciar a formação da opinião pública.

A iniciativa do MPE propõe a aplicação de multas que variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil para casos de criação, divulgação ou compartilhamento de conteúdos produzidos ou adulterados por sistemas de IA com finalidade eleitoral. A medida busca estabelecer um freio jurídico diante do uso crescente de tecnologias capazes de gerar imagens, vídeos, áudios e textos falsos com alto grau de verossimilhança, ampliando os riscos de desinformação política.

Um dos pontos centrais da proposta está na ampliação da responsabilização. Além de atingir quem produz ou dissemina o material irregular, o texto prevê sanções também aos candidatos eventualmente beneficiados, desde que fique comprovado o conhecimento prévio da prática. A lógica é coibir estratégias indiretas de campanha que se apoiem em terceiros para difundir conteúdos fraudulentos, transferindo a responsabilidade apenas aos executores imediatos.

O endurecimento das regras não parte apenas do Ministério Público. Representantes do governo federal defenderam, no mesmo espaço de debate, uma atuação mais rigorosa sobre plataformas digitais e provedores de inteligência artificial. Entre as sugestões apresentadas estão a proibição de sistemas automatizados de recomendação de candidaturas, a criação de mecanismos de redirecionamento para canais oficiais da Justiça Eleitoral e a imposição de deveres preventivos às empresas de tecnologia, com o objetivo de evitar a circulação de conteúdos enganosos no ambiente digital.

O pano de fundo dessas propostas é o reconhecimento de que o ecossistema informacional mudou de forma acelerada. A combinação entre redes sociais, algoritmos e IA generativa criou novas formas de persuasão política, muitas vezes difíceis de rastrear e punir com a legislação atual. Para a Justiça Eleitoral, a atualização normativa tornou-se uma questão estratégica para preservar a lisura do voto e a confiança no sistema democrático.

Agora, todas as contribuições estão sob análise do ministro Kassio Nunes Marques, vice-presidente do TSE e relator das instruções que vão reger o pleito de 2026. O fator tempo é decisivo. Para que as novas regras eleitorais tenham validade, elas precisam ser aprovadas pelo plenário do Tribunal e publicadas até 5 de março, respeitando o princípio da anualidade eleitoral previsto na Constituição.

O desfecho desse processo regulatório indicará até onde o Estado brasileiro está disposto a ir para enfrentar a desinformação tecnológica e regular o uso da inteligência artificial nas eleições. O desafio será equilibrar o combate às fake news eleitorais, a responsabilização de candidatos e plataformas e a preservação da liberdade de expressão em um cenário digital cada vez mais complexo.

(Maria Clara)

A Inteligência Artificial no Banco dos Réus: Como o TSE Quer Blindar as Eleições de 2026 da Manipulação Digital

O debate sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro ganhou novos contornos com a proposta apresentada pelo Ministério Público Eleitoral durante audiência pública no Tribunal Superior Eleitoral. Em pauta, o uso indevido da inteligência artificial nas eleições de 2026 e o avanço de conteúdos manipulados, conhecidos como fake news eleitorais, capazes de influenciar a formação da opinião pública.

A iniciativa do MPE propõe a aplicação de multas que variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil para casos de criação, divulgação ou compartilhamento de conteúdos produzidos ou adulterados por sistemas de IA com finalidade eleitoral. A medida busca estabelecer um freio jurídico diante do uso crescente de tecnologias capazes de gerar imagens, vídeos, áudios e textos falsos com alto grau de verossimilhança, ampliando os riscos de desinformação política.

Um dos pontos centrais da proposta está na ampliação da responsabilização. Além de atingir quem produz ou dissemina o material irregular, o texto prevê sanções também aos candidatos eventualmente beneficiados, desde que fique comprovado o conhecimento prévio da prática. A lógica é coibir estratégias indiretas de campanha que se apoiem em terceiros para difundir conteúdos fraudulentos, transferindo a responsabilidade apenas aos executores imediatos.

O endurecimento das regras não parte apenas do Ministério Público. Representantes do governo federal defenderam, no mesmo espaço de debate, uma atuação mais rigorosa sobre plataformas digitais e provedores de inteligência artificial. Entre as sugestões apresentadas estão a proibição de sistemas automatizados de recomendação de candidaturas, a criação de mecanismos de redirecionamento para canais oficiais da Justiça Eleitoral e a imposição de deveres preventivos às empresas de tecnologia, com o objetivo de evitar a circulação de conteúdos enganosos no ambiente digital.

O pano de fundo dessas propostas é o reconhecimento de que o ecossistema informacional mudou de forma acelerada. A combinação entre redes sociais, algoritmos e IA generativa criou novas formas de persuasão política, muitas vezes difíceis de rastrear e punir com a legislação atual. Para a Justiça Eleitoral, a atualização normativa tornou-se uma questão estratégica para preservar a lisura do voto e a confiança no sistema democrático.

Agora, todas as contribuições estão sob análise do ministro Kassio Nunes Marques, vice-presidente do TSE e relator das instruções que vão reger o pleito de 2026. O fator tempo é decisivo. Para que as novas regras eleitorais tenham validade, elas precisam ser aprovadas pelo plenário do Tribunal e publicadas até 5 de março, respeitando o princípio da anualidade eleitoral previsto na Constituição.

O desfecho desse processo regulatório indicará até onde o Estado brasileiro está disposto a ir para enfrentar a desinformação tecnológica e regular o uso da inteligência artificial nas eleições. O desafio será equilibrar o combate às fake news eleitorais, a responsabilização de candidatos e plataformas e a preservação da liberdade de expressão em um cenário digital cada vez mais complexo.

(Maria Clara)

Chuva Forte, Resposta Imediata: o que a tempestade revelou sobre a infraestrutura de Vitória da Conquista

As fortes chuvas que atingiram Vitória da Conquista na tarde desta quinta-feira (5) provocaram transtornos pontuais em diferentes áreas do município e mobilizaram diversas frentes da administração pública. De acordo com a Defesa Civil, quatro ocorrências emergenciais foram registradas, envolvendo danos à infraestrutura urbana e situações de risco monitoradas pelas equipes técnicas.

Entre os principais pontos afetados está a Avenida Luís Eduardo Magalhães, onde houve o desplacamento da lateral do talude de drenagem. Por medida de segurança, um trecho da via precisou ser interditado pelo Simtrans, enquanto servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) realizaram contenção emergencial no local. A intervenção buscou evitar agravamento da situação e garantir a segurança de motoristas e pedestres.

Na Avenida Laura Nunes, a queda de galhos de árvores exigiu a atuação da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep), responsável pela retirada do material e liberação da via. Já no Loteamento Cidade Maravilhosa, técnicos da Defesa Civil vistoriaram a queda parcial de um muro residencial, enquanto no bairro Recreio foi registrado o afundamento de um trecho da Avenida Expedicionários.

Ainda no Recreio, a Avenida Guilhermino Novais apresentou carreamento de material decorrente de uma intervenção realizada na Rua Lourival Cairo. O local passou por nova avaliação técnica diante do risco de desabamento do muro de uma residência próxima, o que levou ao monitoramento contínuo da área.

Apesar dos danos registrados, a Defesa Civil informou que dez pessoas foram afetadas pelas chuvas, sem necessidade de remoção ou encaminhamento para programas de auxílio-moradia. Não houve registro de desalojados. As secretarias de Infraestrutura Urbana, Desenvolvimento Social, Mobilidade Urbana e Serviços Públicos seguem atuando de forma integrada, com ações de limpeza de canais, poda preventiva de árvores e acompanhamento das áreas mais vulneráveis.

Os dados pluviométricos indicam que, até as 16h de quinta-feira, o maior volume de chuva foi registrado no pluviômetro instalado no Estádio Lomanto Júnior, com 41 milímetros. A média de precipitação em todo o município chegou a 29,60 milímetros, volume considerado significativo para um curto intervalo de tempo.

A Defesa Civil reforça a importância de a população acompanhar os comunicados oficiais e acionar os órgãos competentes em situações de risco, por meio do telefone (77) 3229-3456 ou do WhatsApp (77) 98856-5070. O Corpo de Bombeiros permanece disponível pelo número 193 para atendimentos emergenciais.

(Maria Clara)

Chuva Forte, Resposta Imediata: o que a tempestade revelou sobre a infraestrutura de Vitória da Conquista

As fortes chuvas que atingiram Vitória da Conquista na tarde desta quinta-feira (5) provocaram transtornos pontuais em diferentes áreas do município e mobilizaram diversas frentes da administração pública. De acordo com a Defesa Civil, quatro ocorrências emergenciais foram registradas, envolvendo danos à infraestrutura urbana e situações de risco monitoradas pelas equipes técnicas.

Entre os principais pontos afetados está a Avenida Luís Eduardo Magalhães, onde houve o desplacamento da lateral do talude de drenagem. Por medida de segurança, um trecho da via precisou ser interditado pelo Simtrans, enquanto servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) realizaram contenção emergencial no local. A intervenção buscou evitar agravamento da situação e garantir a segurança de motoristas e pedestres.

Na Avenida Laura Nunes, a queda de galhos de árvores exigiu a atuação da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep), responsável pela retirada do material e liberação da via. Já no Loteamento Cidade Maravilhosa, técnicos da Defesa Civil vistoriaram a queda parcial de um muro residencial, enquanto no bairro Recreio foi registrado o afundamento de um trecho da Avenida Expedicionários.

Ainda no Recreio, a Avenida Guilhermino Novais apresentou carreamento de material decorrente de uma intervenção realizada na Rua Lourival Cairo. O local passou por nova avaliação técnica diante do risco de desabamento do muro de uma residência próxima, o que levou ao monitoramento contínuo da área.

Apesar dos danos registrados, a Defesa Civil informou que dez pessoas foram afetadas pelas chuvas, sem necessidade de remoção ou encaminhamento para programas de auxílio-moradia. Não houve registro de desalojados. As secretarias de Infraestrutura Urbana, Desenvolvimento Social, Mobilidade Urbana e Serviços Públicos seguem atuando de forma integrada, com ações de limpeza de canais, poda preventiva de árvores e acompanhamento das áreas mais vulneráveis.

Os dados pluviométricos indicam que, até as 16h de quinta-feira, o maior volume de chuva foi registrado no pluviômetro instalado no Estádio Lomanto Júnior, com 41 milímetros. A média de precipitação em todo o município chegou a 29,60 milímetros, volume considerado significativo para um curto intervalo de tempo.

A Defesa Civil reforça a importância de a população acompanhar os comunicados oficiais e acionar os órgãos competentes em situações de risco, por meio do telefone (77) 3229-3456 ou do WhatsApp (77) 98856-5070. O Corpo de Bombeiros permanece disponível pelo número 193 para atendimentos emergenciais.

(Maria Clara)

Quando o Carnaval Troca o Excesso pelo Encontro: o Que Está por Trás da Festa que Mobiliza o Patagônia

O Carnaval Cultural de Vitória da Conquista ganha, no próximo dia 07 de fevereiro, mais um capítulo significativo com a realização da 2ª edição do Carnaval da Família, no bairro Patagônia. Marcado para começar às 14h, na Praça Iza Medeiros, o evento vem se consolidando como uma alternativa que une folia, organização e convivência comunitária, distanciando-se dos estereótipos tradicionais associados aos grandes carnavais de rua.

A abertura ficará por conta de Betão, que assume o trio elétrico e dá o tom inicial da festa, levando música e animação ao público presente. Na sequência, a Banda Seca-gás assume o protagonismo ao resgatar as clássicas marchinhas de carnaval, elemento cultural que atravessa gerações e mantém viva a memória afetiva da folia brasileira. O trio elétrico, além de palco principal, percorrerá as ruas do bairro, ampliando o alcance da festa e integrando moradores e visitantes ao circuito carnavalesco.

Com uma proposta claramente voltada para o público familiar, o evento contará com espaço gourmet, brinquedos infláveis e atividades destinadas às crianças, criando um ambiente pensado para acolher diferentes faixas etárias. A estrutura organizada e o circuito planejado buscam garantir fluidez, conforto e segurança, aspectos cada vez mais valorizados em eventos públicos de grande circulação.

A realização do Carnaval da Família no Patagônia é resultado da articulação entre os mandatos do vereador Ricardo Gordo, do deputado Fabrício Falcão e do Instituto de Desenvolvimento Humano e Ação Comunitária (IDAC). O projeto também conta com o patrocínio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Embasa e da Bahiagás, evidenciando o papel das parcerias institucionais na viabilização de ações culturais nos bairros da cidade.

Com apoio da Polícia Militar e foco na organização, a segunda edição do evento reforça uma tendência observada em diversas cidades brasileiras: a busca por um carnaval mais inclusivo, comunitário e seguro. No Patagônia, a iniciativa se apresenta não apenas como uma festa, mas como um espaço de encontro, valorização cultural e fortalecimento dos laços sociais que compõem o cotidiano de Vitória da Conquista.

(Maria Clara)

Quando o Carnaval Troca o Excesso pelo Encontro: o Que Está por Trás da Festa que Mobiliza o Patagônia

O Carnaval Cultural de Vitória da Conquista ganha, no próximo dia 07 de fevereiro, mais um capítulo significativo com a realização da 2ª edição do Carnaval da Família, no bairro Patagônia. Marcado para começar às 14h, na Praça Iza Medeiros, o evento vem se consolidando como uma alternativa que une folia, organização e convivência comunitária, distanciando-se dos estereótipos tradicionais associados aos grandes carnavais de rua.

A abertura ficará por conta de Betão, que assume o trio elétrico e dá o tom inicial da festa, levando música e animação ao público presente. Na sequência, a Banda Seca-gás assume o protagonismo ao resgatar as clássicas marchinhas de carnaval, elemento cultural que atravessa gerações e mantém viva a memória afetiva da folia brasileira. O trio elétrico, além de palco principal, percorrerá as ruas do bairro, ampliando o alcance da festa e integrando moradores e visitantes ao circuito carnavalesco.

Com uma proposta claramente voltada para o público familiar, o evento contará com espaço gourmet, brinquedos infláveis e atividades destinadas às crianças, criando um ambiente pensado para acolher diferentes faixas etárias. A estrutura organizada e o circuito planejado buscam garantir fluidez, conforto e segurança, aspectos cada vez mais valorizados em eventos públicos de grande circulação.

A realização do Carnaval da Família no Patagônia é resultado da articulação entre os mandatos do vereador Ricardo Gordo, do deputado Fabrício Falcão e do Instituto de Desenvolvimento Humano e Ação Comunitária (IDAC). O projeto também conta com o patrocínio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Embasa e da Bahiagás, evidenciando o papel das parcerias institucionais na viabilização de ações culturais nos bairros da cidade.

Com apoio da Polícia Militar e foco na organização, a segunda edição do evento reforça uma tendência observada em diversas cidades brasileiras: a busca por um carnaval mais inclusivo, comunitário e seguro. No Patagônia, a iniciativa se apresenta não apenas como uma festa, mas como um espaço de encontro, valorização cultural e fortalecimento dos laços sociais que compõem o cotidiano de Vitória da Conquista.

(Maria Clara)

Mandado no Parque de Exposições: o que está por trás da Operação que colocou a COOPMAC no centro das atenções

A deflagração da Operação Custódia Fiel, conduzida pela 1ª Delegacia Territorial da Polícia Civil, colocou sob escrutínio público a atuação da presidência da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (COOPMAC), uma das instituições mais tradicionais do setor agropecuário do Nordeste. O alvo da investigação é Isaque Silva Figueira, presidente da entidade, suspeito de envolvimento em práticas de assédio moral e violência psicológica no ambiente de trabalho.

Conforme informações divulgadas pelo BATV, agentes da Polícia Civil cumpriram, nesta quinta-feira (5), mandado de busca e apreensão na sede da cooperativa, localizada no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista. Durante a ação, foram recolhidos documentos relacionados a uma sindicância interna instaurada para apurar denúncias contra a gestão.

De acordo com a linha investigativa, o dirigente teria utilizado a posição hierárquica para intimidar funcionárias, proferir ofensas à honra e, ainda, tentar ocultar provas que poderiam comprometer sua conduta administrativa. As suspeitas envolvem possíveis práticas de controle abusivo e injúria, o que motivou o aprofundamento das apurações pela Polícia Civil.

Em resposta às acusações, Isaque Silva Figueira se manifestou por meio de nota oficial, na qual negou de forma categórica qualquer tipo de assédio ou agressão psicológica. Segundo o dirigente, ao longo de sua trajetória profissional jamais houve registros de destrato ou comportamento incompatível com o exercício da função que ocupa.

A Operação Custódia Fiel permanece em andamento, com análise detalhada do material apreendido, a fim de verificar a consistência das denúncias e a eventual responsabilização dos envolvidos. Enquanto o processo segue em fase investigativa, o caso desperta atenção especial do setor agropecuário regional, diante dos possíveis impactos institucionais e reputacionais para a COOPMAC, cuja história se confunde com o desenvolvimento econômico de Vitória da Conquista e região.

(Maria Clara)

Mandado no Parque de Exposições: o que está por trás da Operação que colocou a COOPMAC no centro das atenções

A deflagração da Operação Custódia Fiel, conduzida pela 1ª Delegacia Territorial da Polícia Civil, colocou sob escrutínio público a atuação da presidência da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (COOPMAC), uma das instituições mais tradicionais do setor agropecuário do Nordeste. O alvo da investigação é Isaque Silva Figueira, presidente da entidade, suspeito de envolvimento em práticas de assédio moral e violência psicológica no ambiente de trabalho.

Conforme informações divulgadas pelo BATV, agentes da Polícia Civil cumpriram, nesta quinta-feira (5), mandado de busca e apreensão na sede da cooperativa, localizada no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, em Vitória da Conquista. Durante a ação, foram recolhidos documentos relacionados a uma sindicância interna instaurada para apurar denúncias contra a gestão.

De acordo com a linha investigativa, o dirigente teria utilizado a posição hierárquica para intimidar funcionárias, proferir ofensas à honra e, ainda, tentar ocultar provas que poderiam comprometer sua conduta administrativa. As suspeitas envolvem possíveis práticas de controle abusivo e injúria, o que motivou o aprofundamento das apurações pela Polícia Civil.

Em resposta às acusações, Isaque Silva Figueira se manifestou por meio de nota oficial, na qual negou de forma categórica qualquer tipo de assédio ou agressão psicológica. Segundo o dirigente, ao longo de sua trajetória profissional jamais houve registros de destrato ou comportamento incompatível com o exercício da função que ocupa.

A Operação Custódia Fiel permanece em andamento, com análise detalhada do material apreendido, a fim de verificar a consistência das denúncias e a eventual responsabilização dos envolvidos. Enquanto o processo segue em fase investigativa, o caso desperta atenção especial do setor agropecuário regional, diante dos possíveis impactos institucionais e reputacionais para a COOPMAC, cuja história se confunde com o desenvolvimento econômico de Vitória da Conquista e região.

(Maria Clara)

A Chuva Que Levou Placas, Revelou Fragilidades e Mobilizou uma Cidade Inteira

A enxurrada que atingiu Vitória da Conquista no início da tarde desta quinta-feira transformou ruas em corredores de água e deixou rastros visíveis do impacto urbano provocado pelas chuvas intensas. Entre os episódios mais comentados do dia, chamou atenção a grande quantidade de placas de carros e motocicletas arrancadas pela força da água e espalhadas por diferentes pontos da cidade.

Motoristas e pedestres relataram surpresa com a cena. Em poucos minutos, veículos tiveram dificuldades para atravessar vias conhecidas pelo fluxo intenso, enquanto objetos eram arrastados pela correnteza. As placas veiculares, em especial, passaram a simbolizar o alcance da enxurrada, surgindo em calçadas, canteiros e áreas onde normalmente não estariam.

Com o avanço das redes sociais, moradores começaram a compartilhar imagens e informações com o objetivo de localizar os proprietários dos veículos. Segundo relatos, diversas placas foram recolhidas e estão guardadas nas proximidades de um posto de combustíveis localizado no cruzamento da Avenida Luís Eduardo Magalhães com a Avenida Juracy Magalhães, um dos pontos mais movimentados da cidade.

A iniciativa espontânea de moradores reflete um movimento de solidariedade comum em situações de emergência urbana. Ao mesmo tempo, o episódio reacende o debate sobre infraestrutura, drenagem pluvial e preparo da cidade para eventos climáticos cada vez mais intensos, tema recorrente em centros urbanos de médio porte.

Enquanto os donos das placas buscam recuperar seus documentos e avaliar possíveis danos, o episódio segue repercutindo como mais um alerta de que chuvas rápidas e volumosas continuam produzindo efeitos que vão além do transtorno momentâneo, alcançando o cotidiano e a mobilidade da população.

(Maria Clara)

A Chuva Que Levou Placas, Revelou Fragilidades e Mobilizou uma Cidade Inteira

A enxurrada que atingiu Vitória da Conquista no início da tarde desta quinta-feira transformou ruas em corredores de água e deixou rastros visíveis do impacto urbano provocado pelas chuvas intensas. Entre os episódios mais comentados do dia, chamou atenção a grande quantidade de placas de carros e motocicletas arrancadas pela força da água e espalhadas por diferentes pontos da cidade.

Motoristas e pedestres relataram surpresa com a cena. Em poucos minutos, veículos tiveram dificuldades para atravessar vias conhecidas pelo fluxo intenso, enquanto objetos eram arrastados pela correnteza. As placas veiculares, em especial, passaram a simbolizar o alcance da enxurrada, surgindo em calçadas, canteiros e áreas onde normalmente não estariam.

Com o avanço das redes sociais, moradores começaram a compartilhar imagens e informações com o objetivo de localizar os proprietários dos veículos. Segundo relatos, diversas placas foram recolhidas e estão guardadas nas proximidades de um posto de combustíveis localizado no cruzamento da Avenida Luís Eduardo Magalhães com a Avenida Juracy Magalhães, um dos pontos mais movimentados da cidade.

A iniciativa espontânea de moradores reflete um movimento de solidariedade comum em situações de emergência urbana. Ao mesmo tempo, o episódio reacende o debate sobre infraestrutura, drenagem pluvial e preparo da cidade para eventos climáticos cada vez mais intensos, tema recorrente em centros urbanos de médio porte.

Enquanto os donos das placas buscam recuperar seus documentos e avaliar possíveis danos, o episódio segue repercutindo como mais um alerta de que chuvas rápidas e volumosas continuam produzindo efeitos que vão além do transtorno momentâneo, alcançando o cotidiano e a mobilidade da população.

(Maria Clara)

O Preço da Aprovação: Tentativa de Suborno em Prova de Habilitação Abala Sistema em Vitória da Conquista

Um episódio ocorrido durante a realização de uma prova de habilitação em Vitória da Conquista trouxe à tona um tema sensível para o sistema de trânsito e para a credibilidade dos processos de avaliação de condutores. Uma candidata foi flagrada tentando subornar um fiscal no momento do exame prático, em um caso que acabou sendo registrado em vídeo e encaminhado à Justiça.

O fato aconteceu no Sindauto (Sindicato das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores do Estado), com acompanhamento da 4ª Ciretran (Superintendência Regional de Trânsito). De acordo com as informações apuradas, a aluna — que já havia sido reprovada oito vezes em tentativas anteriores — ofereceu a quantia de R$ 300 ao fiscal responsável pela avaliação, com o objetivo de obter aprovação indevida.

O servidor público, ao perceber a tentativa de suborno, registrou a situação em vídeo e acionou imediatamente a polícia. Uma viatura esteve no local e conduziu a candidata ao Disep (Distrito Integrado de Segurança Pública), onde a ocorrência foi formalizada. A existência de prova material, no caso a gravação feita pelo fiscal, foi determinante para o registro do crime e para o encaminhamento do caso às instâncias judiciais competentes.

No dia seguinte, durante a audiência de custódia, a mulher foi liberada para responder ao processo em liberdade. Conforme a legislação vigente, caso haja condenação, poderão ser aplicadas penas alternativas, previstas em lei para esse tipo de crime.

O episódio reacende o debate sobre a integridade dos exames de habilitação, a pressão enfrentada por candidatos que acumulam reprovações e, sobretudo, a importância da atuação ética dos agentes públicos. Ao mesmo tempo, o caso evidencia o funcionamento dos mecanismos de controle e fiscalização, que, ao serem acionados, contribuem para a preservação da legalidade e da segurança no trânsito.

(Maria Clara)

O Preço da Aprovação: Tentativa de Suborno em Prova de Habilitação Abala Sistema em Vitória da Conquista

Um episódio ocorrido durante a realização de uma prova de habilitação em Vitória da Conquista trouxe à tona um tema sensível para o sistema de trânsito e para a credibilidade dos processos de avaliação de condutores. Uma candidata foi flagrada tentando subornar um fiscal no momento do exame prático, em um caso que acabou sendo registrado em vídeo e encaminhado à Justiça.

O fato aconteceu no Sindauto (Sindicato das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores do Estado), com acompanhamento da 4ª Ciretran (Superintendência Regional de Trânsito). De acordo com as informações apuradas, a aluna — que já havia sido reprovada oito vezes em tentativas anteriores — ofereceu a quantia de R$ 300 ao fiscal responsável pela avaliação, com o objetivo de obter aprovação indevida.

O servidor público, ao perceber a tentativa de suborno, registrou a situação em vídeo e acionou imediatamente a polícia. Uma viatura esteve no local e conduziu a candidata ao Disep (Distrito Integrado de Segurança Pública), onde a ocorrência foi formalizada. A existência de prova material, no caso a gravação feita pelo fiscal, foi determinante para o registro do crime e para o encaminhamento do caso às instâncias judiciais competentes.

No dia seguinte, durante a audiência de custódia, a mulher foi liberada para responder ao processo em liberdade. Conforme a legislação vigente, caso haja condenação, poderão ser aplicadas penas alternativas, previstas em lei para esse tipo de crime.

O episódio reacende o debate sobre a integridade dos exames de habilitação, a pressão enfrentada por candidatos que acumulam reprovações e, sobretudo, a importância da atuação ética dos agentes públicos. Ao mesmo tempo, o caso evidencia o funcionamento dos mecanismos de controle e fiscalização, que, ao serem acionados, contribuem para a preservação da legalidade e da segurança no trânsito.

(Maria Clara)

Um Silêncio no Asfalto: Acidente Fatal Interrompe o Ritmo do Anel Viário de Conquista

Uma colisão violenta resultou na morte de um motociclista no Anel Viário, em Vitória da Conquista, no final da manhã desta sexta-feira (06). O impacto foi suficiente para lançar o corpo da vítima às margens da pista, cenário que causou forte comoção entre motoristas e motociclistas que trafegavam pelo local no momento do ocorrido.

Equipes de apoio foram acionadas e a área foi isolada para garantir a segurança e permitir os procedimentos legais. A expectativa, até o início da tarde, era pela chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pelo levantamento cadavérico e pela remoção do corpo ao Instituto Médico Legal (IML).

As circunstâncias do acidente ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. Não há, até o momento, informações oficiais sobre a dinâmica da colisão nem sobre possíveis envolvidos. A identidade da vítima também não foi divulgada.

O Anel Viário é um dos trechos de maior fluxo de veículos na cidade e já foi palco de outros acidentes graves, o que reacende o debate sobre segurança viária, fiscalização e prudência no trânsito urbano.

A ocorrência segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão dos trabalhos periciais.

(Maria Clara)

Um Silêncio no Asfalto: Acidente Fatal Interrompe o Ritmo do Anel Viário de Conquista

Uma colisão violenta resultou na morte de um motociclista no Anel Viário, em Vitória da Conquista, no final da manhã desta sexta-feira (06). O impacto foi suficiente para lançar o corpo da vítima às margens da pista, cenário que causou forte comoção entre motoristas e motociclistas que trafegavam pelo local no momento do ocorrido.

Equipes de apoio foram acionadas e a área foi isolada para garantir a segurança e permitir os procedimentos legais. A expectativa, até o início da tarde, era pela chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pelo levantamento cadavérico e pela remoção do corpo ao Instituto Médico Legal (IML).

As circunstâncias do acidente ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. Não há, até o momento, informações oficiais sobre a dinâmica da colisão nem sobre possíveis envolvidos. A identidade da vítima também não foi divulgada.

O Anel Viário é um dos trechos de maior fluxo de veículos na cidade e já foi palco de outros acidentes graves, o que reacende o debate sobre segurança viária, fiscalização e prudência no trânsito urbano.

A ocorrência segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão dos trabalhos periciais.

(Maria Clara)

Se Neto também migrar, Otto perde o controle do PSD na Bahia

 

 

(Padre Carlos)

A política baiana, como velho tabuleiro de xadrez jogado à beira-mar, nunca se move em linha reta. As peças avançam, recuam, blefam, e às vezes caem pela própria soberba. O senador Otto Alencar, figura experiente e habilidosa, deu um lance decisivo ao ajudar a rifar Angelo Coronel da chapa majoritária governista, movimento que escancarou seu domínio interno sobre o PSD na Bahia e, ao mesmo tempo, prestou um serviço estratégico ao PT e, em especial, ao senador Jaques Wagner.

Ao emplacar o filho no Tribunal de Contas do Estado e, posteriormente, colaborar para isolar Coronel até sua saída da base governista, Otto demonstrou força, articulação e lealdade ao projeto hegemônico do grupo que hoje controla o Palácio de Ondina. Nos bastidores, Wagner e Rui Costa viam Coronel como um corpo estranho, um aliado pouco confiável, mas preferiram que a lâmina não fosse empunhada diretamente por eles. Otto foi o operador silencioso dessa cirurgia política.

O problema é que, em política, todo serviço cobrado cedo demais vira dívida impagável depois. Otto pode até colher, no curto prazo, gratidão e acenos de apoio – fala-se, inclusive, em planos de longo alcance para o nome do filho Daniel em 2030 –, mas a realidade é mais dura: o senador baiano não controla o PSD. Quem controla é Gilberto Kassab, o verdadeiro alquimista da política nacional, capaz de transformar contradição em método e ambiguidade em força.

Kassab fez do PSD uma espécie de “Pasárgada partidária”, onde cabem direita, centro, esquerda e o que mais for necessário para vencer eleições e ampliar poder. É um partido pragmático, flexível, camaleônico. E isso explica o nervosismo que tomou setores do governo baiano desde que Angelo Coronel anunciou sua saída da base. O que deveria ser comemorado como vitória política virou motivo de apreensão.

A consolidação da chamada chapa “puro-sangue” parecia o desfecho natural: Jerônimo Rodrigues ao governo, Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado, garantindo ao PT três das quatro vagas principais da sucessão estadual. Um arranjo partidariamente abusivo, mas politicamente imposto. Ainda assim, o clima não é de segurança. Nem o governador, nem o ministro da Casa Civil tratam a saída de Coronel como fato consumado. Há algo no ar que incomoda.

Faltando poucos meses para as convenções partidárias, a política brasileira – marcada por instabilidade, oportunismo e mudanças bruscas de rota – ensina que nada está decidido. Otto, apesar do capital político acumulado, está exposto. O PSD hoje abriga três presidenciáveis e pode, a qualquer momento, redefinir suas prioridades nacionais. Não existe garantia concreta de que Kassab manterá o partido alinhado a Lula e a Jerônimo na Bahia se outro projeto se mostrar mais viável eleitoralmente.

E aqui entra a variável mais explosiva do tabuleiro: ACM Neto. Se o líder da oposição baiana decidir, após pesar riscos e vantagens, seguir o caminho de Ronaldo Caiado e migrar para o PSD, o cenário muda radicalmente. Neto chegaria com densidade eleitoral, recall político e musculatura suficiente para se tornar, instantaneamente, o candidato natural do partido ao governo da Bahia. Nesse cenário, Otto deixaria de ser o maestro para virar apenas mais um músico na orquestra de Kassab.

Não há amizade, camaradagem ou gratidão que sobreviva quando o projeto nacional entra em jogo. Kassab não sacrificará uma vitória estratégica em nome de acordos regionais. Se Neto migrar, Otto perde o controle do PSD na Bahia. Simples assim. As pedras começaram a rolar, e quem conhece a política baiana sabe: quando a ladeira desce, não há freio que segure.

Se Neto também migrar, Otto perde o controle do PSD na Bahia

 

 

(Padre Carlos)

A política baiana, como velho tabuleiro de xadrez jogado à beira-mar, nunca se move em linha reta. As peças avançam, recuam, blefam, e às vezes caem pela própria soberba. O senador Otto Alencar, figura experiente e habilidosa, deu um lance decisivo ao ajudar a rifar Angelo Coronel da chapa majoritária governista, movimento que escancarou seu domínio interno sobre o PSD na Bahia e, ao mesmo tempo, prestou um serviço estratégico ao PT e, em especial, ao senador Jaques Wagner.

Ao emplacar o filho no Tribunal de Contas do Estado e, posteriormente, colaborar para isolar Coronel até sua saída da base governista, Otto demonstrou força, articulação e lealdade ao projeto hegemônico do grupo que hoje controla o Palácio de Ondina. Nos bastidores, Wagner e Rui Costa viam Coronel como um corpo estranho, um aliado pouco confiável, mas preferiram que a lâmina não fosse empunhada diretamente por eles. Otto foi o operador silencioso dessa cirurgia política.

O problema é que, em política, todo serviço cobrado cedo demais vira dívida impagável depois. Otto pode até colher, no curto prazo, gratidão e acenos de apoio – fala-se, inclusive, em planos de longo alcance para o nome do filho Daniel em 2030 –, mas a realidade é mais dura: o senador baiano não controla o PSD. Quem controla é Gilberto Kassab, o verdadeiro alquimista da política nacional, capaz de transformar contradição em método e ambiguidade em força.

Kassab fez do PSD uma espécie de “Pasárgada partidária”, onde cabem direita, centro, esquerda e o que mais for necessário para vencer eleições e ampliar poder. É um partido pragmático, flexível, camaleônico. E isso explica o nervosismo que tomou setores do governo baiano desde que Angelo Coronel anunciou sua saída da base. O que deveria ser comemorado como vitória política virou motivo de apreensão.

A consolidação da chamada chapa “puro-sangue” parecia o desfecho natural: Jerônimo Rodrigues ao governo, Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado, garantindo ao PT três das quatro vagas principais da sucessão estadual. Um arranjo partidariamente abusivo, mas politicamente imposto. Ainda assim, o clima não é de segurança. Nem o governador, nem o ministro da Casa Civil tratam a saída de Coronel como fato consumado. Há algo no ar que incomoda.

Faltando poucos meses para as convenções partidárias, a política brasileira – marcada por instabilidade, oportunismo e mudanças bruscas de rota – ensina que nada está decidido. Otto, apesar do capital político acumulado, está exposto. O PSD hoje abriga três presidenciáveis e pode, a qualquer momento, redefinir suas prioridades nacionais. Não existe garantia concreta de que Kassab manterá o partido alinhado a Lula e a Jerônimo na Bahia se outro projeto se mostrar mais viável eleitoralmente.

E aqui entra a variável mais explosiva do tabuleiro: ACM Neto. Se o líder da oposição baiana decidir, após pesar riscos e vantagens, seguir o caminho de Ronaldo Caiado e migrar para o PSD, o cenário muda radicalmente. Neto chegaria com densidade eleitoral, recall político e musculatura suficiente para se tornar, instantaneamente, o candidato natural do partido ao governo da Bahia. Nesse cenário, Otto deixaria de ser o maestro para virar apenas mais um músico na orquestra de Kassab.

Não há amizade, camaradagem ou gratidão que sobreviva quando o projeto nacional entra em jogo. Kassab não sacrificará uma vitória estratégica em nome de acordos regionais. Se Neto migrar, Otto perde o controle do PSD na Bahia. Simples assim. As pedras começaram a rolar, e quem conhece a política baiana sabe: quando a ladeira desce, não há freio que segure.