Política e Resenha

ARTIGO – Ivan Cordeiro e a Política que Sai do Discurso e Vira Concreto

 

Padre Carlos

Há vereadores que se limitam ao ritual previsível do mandato: discursos protocolares, votos alinhados e presença burocrática. E há aqueles que compreendem que a política municipal exige mais do que o cumprimento formal das atribuições legais. Exige articulação, coragem institucional e compromisso real com o futuro da cidade. O trabalho do vereador Ivan Cordeiro se insere, claramente, nesta segunda categoria.

Ao assumir a presidência da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Ivan não se acomodou à liturgia do cargo. Escolheu o caminho mais difícil: colocar as grandes prioridades da cidade na pauta política efetiva, onde decisões saem do papel e se transformam em obras estruturantes. Sua atuação na articulação dos dois viadutos estratégicos demonstra maturidade política e visão de longo prazo — algo cada vez mais raro na política brasileira.

A mobilidade urbana e a segurança viária deixaram de ser apenas temas de debate e passaram a ser tratadas como políticas públicas concretas. A garantia da construção dos viadutos no acesso à BR-263, sentido Itambé, e no Distrito Industrial não surgiu por acaso. Foi fruto de articulação direta com o governador Jerônimo Rodrigues, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Isso é política feita com método, presença e responsabilidade institucional.

Em uma cidade que cresce, que concentra fluxos regionais e que depende da logística para impulsionar seu desenvolvimento econômico, investir em infraestrutura viária é investir em vidas. O trecho da BR-263, hoje sinalizado por semáforo, é um alerta permanente de que soluções provisórias não salvam cidades. O viaduto, ali, representa segurança definitiva, fluidez no trânsito e respeito à população que circula diariamente pelo local.

Ainda mais grave é o acesso ao Distrito Industrial, onde o intenso tráfego de carretas transforma o risco em rotina. Ao reconhecer a urgência desse ponto crítico, Ivan Cordeiro demonstra que compreende a cidade real, aquela onde trabalhadores, motoristas e empresários convivem diariamente com a insegurança viária. Política pública começa quando se olha para o chão da cidade, não apenas para o alto das tribunas.

O fato de essas obras serem executadas antes da concessão das rodovias é um avanço estratégico. Significa garantir que Vitória da Conquista não fique refém de contratos futuros nem de interesses privados dissociados das necessidades locais. Aqui, a Câmara Municipal cumpre seu papel constitucional de articulação institucional e defesa do interesse público.

O trabalho de Ivan Cordeiro transcende, sim, as obrigações formais de um vereador. Ele atua como articulador político, mediador institucional e defensor de uma cidade que precisa pensar grande. Em tempos de descrença na política, ações concretas como essas lembram que ainda é possível fazer do mandato um instrumento de transformação real. Vitória da Conquista agradece quando a política deixa de ser promessa e se transforma em concreto, viaduto e segurança para todos.

ARTIGO – Ivan Cordeiro e a Política que Sai do Discurso e Vira Concreto

 

Padre Carlos

Há vereadores que se limitam ao ritual previsível do mandato: discursos protocolares, votos alinhados e presença burocrática. E há aqueles que compreendem que a política municipal exige mais do que o cumprimento formal das atribuições legais. Exige articulação, coragem institucional e compromisso real com o futuro da cidade. O trabalho do vereador Ivan Cordeiro se insere, claramente, nesta segunda categoria.

Ao assumir a presidência da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Ivan não se acomodou à liturgia do cargo. Escolheu o caminho mais difícil: colocar as grandes prioridades da cidade na pauta política efetiva, onde decisões saem do papel e se transformam em obras estruturantes. Sua atuação na articulação dos dois viadutos estratégicos demonstra maturidade política e visão de longo prazo — algo cada vez mais raro na política brasileira.

A mobilidade urbana e a segurança viária deixaram de ser apenas temas de debate e passaram a ser tratadas como políticas públicas concretas. A garantia da construção dos viadutos no acesso à BR-263, sentido Itambé, e no Distrito Industrial não surgiu por acaso. Foi fruto de articulação direta com o governador Jerônimo Rodrigues, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Isso é política feita com método, presença e responsabilidade institucional.

Em uma cidade que cresce, que concentra fluxos regionais e que depende da logística para impulsionar seu desenvolvimento econômico, investir em infraestrutura viária é investir em vidas. O trecho da BR-263, hoje sinalizado por semáforo, é um alerta permanente de que soluções provisórias não salvam cidades. O viaduto, ali, representa segurança definitiva, fluidez no trânsito e respeito à população que circula diariamente pelo local.

Ainda mais grave é o acesso ao Distrito Industrial, onde o intenso tráfego de carretas transforma o risco em rotina. Ao reconhecer a urgência desse ponto crítico, Ivan Cordeiro demonstra que compreende a cidade real, aquela onde trabalhadores, motoristas e empresários convivem diariamente com a insegurança viária. Política pública começa quando se olha para o chão da cidade, não apenas para o alto das tribunas.

O fato de essas obras serem executadas antes da concessão das rodovias é um avanço estratégico. Significa garantir que Vitória da Conquista não fique refém de contratos futuros nem de interesses privados dissociados das necessidades locais. Aqui, a Câmara Municipal cumpre seu papel constitucional de articulação institucional e defesa do interesse público.

O trabalho de Ivan Cordeiro transcende, sim, as obrigações formais de um vereador. Ele atua como articulador político, mediador institucional e defensor de uma cidade que precisa pensar grande. Em tempos de descrença na política, ações concretas como essas lembram que ainda é possível fazer do mandato um instrumento de transformação real. Vitória da Conquista agradece quando a política deixa de ser promessa e se transforma em concreto, viaduto e segurança para todos.

ARTIGO – Geraldo Simões e o Silêncio que Ecoa na Esquerda Baiana

 

 

(Padre Carlos)

O silêncio, na política, nunca é neutro. Ele fala, provoca, inquieta e, sobretudo, cria expectativa. O ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões, duas vezes gestor do município e deputado federal por dois mandatos, ainda não se pronunciou oficialmente sobre uma eventual filiação ao PSOL. E exatamente por isso, seu silêncio tem sido mais eloquente do que qualquer discurso apressado.

Geraldo Simões não é um quadro qualquer. É fundador do PT de Itabuna, militante histórico, liderança incontestável do Partido dos Trabalhadores no sul da Bahia durante décadas. Sua trajetória se confunde com a própria história da esquerda regional, com lutas populares, disputas eleitorais duras e um projeto político que, por muito tempo, encontrou abrigo natural no PT. Quando uma liderança dessa estatura se move – ou sinaliza que pode se mover – todo o tabuleiro político se reorganiza.

O PSOL vive um momento de expansão no Brasil e na Bahia. O fortalecimento da sigla, com crescimento do número de filiados e articulações nacionais e estaduais, projeta a possibilidade concreta de conquistar uma ou até duas vagas de deputado federal nas próximas eleições. Nesse cenário, a eventual filiação de Geraldo Simões, prevista para janeiro de 2026, não seria apenas simbólica: seria estratégica. Com sua história, densidade eleitoral e capacidade de diálogo com amplos setores da sociedade, uma vaga praticamente se desenha no horizonte.

Não se trata apenas de nomes ou cálculos eleitorais frios. O PSOL tem buscado se apresentar como um partido que promove debate público, formula propostas para o conjunto da sociedade e constrói estratégias coletivas. O encontro do dia 20, no Beco do Fuxico, em Itabuna, carregou esse simbolismo. Um espaço histórico, onde semanalmente formadores de opinião se reúnem para discutir política e cotidiano, tornou-se palco de um debate que poderá redefinir os rumos da esquerda sul-baiana.

A presença de lideranças como Kléber Rosa e Gustavo Mascarenhas, da executiva estadual, reforça o peso do momento. As articulações nacionais mencionadas — com nomes como Manuela D’Ávila, Jones Manoel e até a possibilidade de Marina Silva disputar o Senado por São Paulo — indicam que o PSOL busca ampliar seu arco político sem abrir mão de sua identidade programática. Na Bahia, com mais de 25 mil filiados e crescimento expressivo em cidades como Itabuna, onde já ultrapassa 2.500, o partido demonstra musculatura organizativa.

A construção da pré-candidatura de Delliana Ricelli, professora formada em Filosofia pela UESC e secretária-geral do diretório municipal, revela que o PSOL também aposta na renovação, no diálogo com a educação, na formação crítica e no protagonismo feminino. Mas a possível chegada de Geraldo Simões, acompanhado de cerca de duzentos militantes petistas, aponta para algo maior: uma reconfiguração do campo progressista local.

O PT, que já foi o espaço natural de acolhimento dessas lideranças, hoje enfrenta crises internas, desgastes acumulados e distanciamentos de suas bases históricas. O PSOL aparece, para muitos, como uma alternativa ética, programática e organizativa. A migração de um nome como Geraldo Simões não seria um gesto de ruptura pessoal, mas um sintoma político. Um sinal de que parte da esquerda busca novos caminhos para continuar relevante, combativa e conectada com as lutas sociais.

Por isso, o silêncio de Geraldo Simões não é omissão. É maturação. É tempo político sendo respeitado. Mas a história ensina que, quando ele falar — seja confirmando ou negando a filiação — o impacto será profundo. Porque não se trata apenas de um homem mudando de partido, mas de uma geração inteira refletindo sobre o futuro da esquerda na Bahia, sobre representatividade, coerência e projeto de sociedade.

Na política, há silêncios que antecedem grandes movimentos. E este, ao que tudo indica, pode ser um deles.

ARTIGO – Geraldo Simões e o Silêncio que Ecoa na Esquerda Baiana

 

 

(Padre Carlos)

O silêncio, na política, nunca é neutro. Ele fala, provoca, inquieta e, sobretudo, cria expectativa. O ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões, duas vezes gestor do município e deputado federal por dois mandatos, ainda não se pronunciou oficialmente sobre uma eventual filiação ao PSOL. E exatamente por isso, seu silêncio tem sido mais eloquente do que qualquer discurso apressado.

Geraldo Simões não é um quadro qualquer. É fundador do PT de Itabuna, militante histórico, liderança incontestável do Partido dos Trabalhadores no sul da Bahia durante décadas. Sua trajetória se confunde com a própria história da esquerda regional, com lutas populares, disputas eleitorais duras e um projeto político que, por muito tempo, encontrou abrigo natural no PT. Quando uma liderança dessa estatura se move – ou sinaliza que pode se mover – todo o tabuleiro político se reorganiza.

O PSOL vive um momento de expansão no Brasil e na Bahia. O fortalecimento da sigla, com crescimento do número de filiados e articulações nacionais e estaduais, projeta a possibilidade concreta de conquistar uma ou até duas vagas de deputado federal nas próximas eleições. Nesse cenário, a eventual filiação de Geraldo Simões, prevista para janeiro de 2026, não seria apenas simbólica: seria estratégica. Com sua história, densidade eleitoral e capacidade de diálogo com amplos setores da sociedade, uma vaga praticamente se desenha no horizonte.

Não se trata apenas de nomes ou cálculos eleitorais frios. O PSOL tem buscado se apresentar como um partido que promove debate público, formula propostas para o conjunto da sociedade e constrói estratégias coletivas. O encontro do dia 20, no Beco do Fuxico, em Itabuna, carregou esse simbolismo. Um espaço histórico, onde semanalmente formadores de opinião se reúnem para discutir política e cotidiano, tornou-se palco de um debate que poderá redefinir os rumos da esquerda sul-baiana.

A presença de lideranças como Kléber Rosa e Gustavo Mascarenhas, da executiva estadual, reforça o peso do momento. As articulações nacionais mencionadas — com nomes como Manuela D’Ávila, Jones Manoel e até a possibilidade de Marina Silva disputar o Senado por São Paulo — indicam que o PSOL busca ampliar seu arco político sem abrir mão de sua identidade programática. Na Bahia, com mais de 25 mil filiados e crescimento expressivo em cidades como Itabuna, onde já ultrapassa 2.500, o partido demonstra musculatura organizativa.

A construção da pré-candidatura de Delliana Ricelli, professora formada em Filosofia pela UESC e secretária-geral do diretório municipal, revela que o PSOL também aposta na renovação, no diálogo com a educação, na formação crítica e no protagonismo feminino. Mas a possível chegada de Geraldo Simões, acompanhado de cerca de duzentos militantes petistas, aponta para algo maior: uma reconfiguração do campo progressista local.

O PT, que já foi o espaço natural de acolhimento dessas lideranças, hoje enfrenta crises internas, desgastes acumulados e distanciamentos de suas bases históricas. O PSOL aparece, para muitos, como uma alternativa ética, programática e organizativa. A migração de um nome como Geraldo Simões não seria um gesto de ruptura pessoal, mas um sintoma político. Um sinal de que parte da esquerda busca novos caminhos para continuar relevante, combativa e conectada com as lutas sociais.

Por isso, o silêncio de Geraldo Simões não é omissão. É maturação. É tempo político sendo respeitado. Mas a história ensina que, quando ele falar — seja confirmando ou negando a filiação — o impacto será profundo. Porque não se trata apenas de um homem mudando de partido, mas de uma geração inteira refletindo sobre o futuro da esquerda na Bahia, sobre representatividade, coerência e projeto de sociedade.

Na política, há silêncios que antecedem grandes movimentos. E este, ao que tudo indica, pode ser um deles.

ARTIGO – 2025: O Ano em que o Leme Não Quebrou na Tempestade

 

 

(Padre Carlos)

2025 foi um ano duro, instável, desses que testam governos e sociedades como uma longa travessia em mar revolto. Logo em janeiro, a questão do Pix inaugurou uma sequência de turbulências que incluíram a inflação dos alimentos, pressões especulativas e, sobretudo, um Congresso cada vez mais capturado pelo fisiologismo do centrão, empenhado em “avacalhar” a República. Em meio a esse cenário, o presidente da Câmara, Hugo Motta, deu o tom de sua primeira grande manobra ao pautar o IOF de madrugada — gesto simbólico de uma política que opera nas sombras, distante do interesse público, seguido por uma enxurrada de projetos polêmicos e chantagens institucionais.

Ainda assim, o governo resistiu. Lula demonstrou resiliência política, capacidade de articulação e firmeza administrativa. Não foi pouca coisa atravessar 2025 mantendo indicadores econômicos e sociais em trajetória positiva, enfrentando um Congresso hostil e uma elite que não aceita perder privilégios. Ao final do ano, até o Jornal Nacional teve de reconhecer o trabalho do presidente e de sua equipe: os ministros da Fazenda, do Orçamento e Planejamento, além de Wellington Dias, à frente das políticas sociais, sustentaram um projeto que recolocou o Brasil nos trilhos do crescimento com inclusão.

Os números falam por si e são palavras difíceis de desmentir. O mercado de trabalho viveu seu melhor momento desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Em novembro, o desemprego caiu para 5,2%, caracterizando o chamado pleno emprego técnico. O país alcançou 103 milhões de pessoas ocupadas, com o menor contingente já registrado de brasileiros à procura de trabalho. A renda média do trabalhador chegou a R$ 3.574, o maior patamar da história recente. É nesse contexto que Pablo, auxiliar de convés contratado em outubro para monitorar a queima de fogos da virada em Copacabana, celebra seu primeiro emprego com carteira assinada. Ele não é estatística abstrata: é o rosto concreto de um Brasil que voltou a oferecer dignidade.

Comparar Lula com Jair Bolsonaro, à luz desses dados, é um exercício de honestidade intelectual. No governo Temer, o desemprego chegou a 13,7%. Com Bolsonaro, bateu 14,9%, enquanto 33 milhões de brasileiros enfrentavam a fome. O atual governo reverteu esse quadro, recuperou políticas públicas, fortaleceu programas sociais e devolveu esperança às periferias. Não há equivalência possível.

O grande obstáculo que se projeta para 2026 continua sendo o Congresso Nacional, que aqui não hesito em chamar de “inimigo do povo” quando atua contra o interesse coletivo. É obsceno o volume de recursos drenados para emendas parlamentares: enquanto os Correios enfrentam um rombo de cerca de 6 bilhões de reais, as emendas individuais somam 26 bilhões. Como bem observou o jornalista Otávio Guedes, vivemos a “sucupirização” do orçamento público, onde o dinheiro é pulverizado em obras paroquiais, sem planejamento nacional, apenas para alimentar currais eleitorais.

Outro gargalo estrutural são os Tribunais de Contas dos Estados, nos quais, não raramente, o voto do conselheiro ignora o parecer técnico. O Brasil segue inchado e saqueado por parcelas do sistema político e jurídico que pensam primeiro em si mesmas. Lula, para governar, é obrigado a negociar com figuras sem ideais, especialistas em chantagem, como ficou evidente no acordo firmado e depois descumprido na casa de Hugo Motta, mesmo após ministros e Fernando Haddad celebrarem uma suposta concordância.

É revelador observar governadores de oposição. Tarcísio de Freitas, por exemplo, com dívidas bilionárias em São Paulo, recuou e aderiu ao programa federal Propague, o mesmo que atacava. Ainda assim, segue sendo tratado como ícone de “responsabilidade fiscal”, apesar de ter entregue a Sabesp, institucionalizado a grilagem de terras e favorecido o agronegócio reacionário com patrimônio público a preço de banana — fatos denunciados pela Carta Capital e pela revista Piauí, mas convenientemente ignorados pelos jornalões, sempre solícitos quando o tema é privatizar Correios e Petrobras.

Tarcísio pediu 300 bilhões ao governo Lula. Zema, Cláudio Castro, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite seguiram o mesmo caminho para refinanciar dívidas estaduais. Todos criticam Brasília em público, mas se agarram ao casco do navio federal quando a água começa a entrar.

No campo financeiro, o caso Banco Master escancarou outra ferida. Segundo informações do jornalista Valdo Cruz, houve forte tensão no STF durante a acareação envolvendo Daniel Vorcaro e dirigentes do Banco Central. Vorcaro, preso em novembro ao tentar fugir para Malta, pode estar envolvido em fraudes que chegam a 12 bilhões de reais. É preciso registrar: sua família financiou campanhas de Bolsonaro e Tarcísio, não as de Lula. A tentativa de colar o escândalo ao ministro Alexandre de Moraes carece de provas e serve apenas à narrativa da extrema direita. O episódio expõe, mais uma vez, como a autonomia do Banco Central tem servido mais aos banqueiros e à política de juros altos do que ao povo. Nesse contexto, a postura de Gabriel Galípolo soa como traição à confiança depositada pelo presidente.

O orçamento secreto, vale lembrar, nasceu no governo Bolsonaro, quando o então presidente se comportava como uma “rainha da Inglaterra”, assistindo passivamente à captura do Estado. Hoje, apesar das pedras no caminho, o Brasil cresce, recupera credibilidade internacional e volta a ser respeitado. Em 2026, Lula percorrerá o país, dialogando diretamente com a população, fortalecendo a democracia e enfrentando interesses entranhados.

A analogia é clara: o Brasil de 2025 foi um navio em tempestade. O governo segurou o leme, guiado por indicadores econômicos e sociais, enquanto Congresso e governadores de oposição atuaram como ventos contrários, tentando desviar a rota por interesses próprios. No fim, muitos desses ventos tiveram de se agarrar à estrutura do próprio navio federal para não afundarem com seus estados.

2025 não foi um ano fácil. Mas foi um ano em que o leme não quebrou. E isso, em tempos de tempestade institucional, já é uma vitória histórica.

ARTIGO – 2025: O Ano em que o Leme Não Quebrou na Tempestade

 

 

(Padre Carlos)

2025 foi um ano duro, instável, desses que testam governos e sociedades como uma longa travessia em mar revolto. Logo em janeiro, a questão do Pix inaugurou uma sequência de turbulências que incluíram a inflação dos alimentos, pressões especulativas e, sobretudo, um Congresso cada vez mais capturado pelo fisiologismo do centrão, empenhado em “avacalhar” a República. Em meio a esse cenário, o presidente da Câmara, Hugo Motta, deu o tom de sua primeira grande manobra ao pautar o IOF de madrugada — gesto simbólico de uma política que opera nas sombras, distante do interesse público, seguido por uma enxurrada de projetos polêmicos e chantagens institucionais.

Ainda assim, o governo resistiu. Lula demonstrou resiliência política, capacidade de articulação e firmeza administrativa. Não foi pouca coisa atravessar 2025 mantendo indicadores econômicos e sociais em trajetória positiva, enfrentando um Congresso hostil e uma elite que não aceita perder privilégios. Ao final do ano, até o Jornal Nacional teve de reconhecer o trabalho do presidente e de sua equipe: os ministros da Fazenda, do Orçamento e Planejamento, além de Wellington Dias, à frente das políticas sociais, sustentaram um projeto que recolocou o Brasil nos trilhos do crescimento com inclusão.

Os números falam por si e são palavras difíceis de desmentir. O mercado de trabalho viveu seu melhor momento desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Em novembro, o desemprego caiu para 5,2%, caracterizando o chamado pleno emprego técnico. O país alcançou 103 milhões de pessoas ocupadas, com o menor contingente já registrado de brasileiros à procura de trabalho. A renda média do trabalhador chegou a R$ 3.574, o maior patamar da história recente. É nesse contexto que Pablo, auxiliar de convés contratado em outubro para monitorar a queima de fogos da virada em Copacabana, celebra seu primeiro emprego com carteira assinada. Ele não é estatística abstrata: é o rosto concreto de um Brasil que voltou a oferecer dignidade.

Comparar Lula com Jair Bolsonaro, à luz desses dados, é um exercício de honestidade intelectual. No governo Temer, o desemprego chegou a 13,7%. Com Bolsonaro, bateu 14,9%, enquanto 33 milhões de brasileiros enfrentavam a fome. O atual governo reverteu esse quadro, recuperou políticas públicas, fortaleceu programas sociais e devolveu esperança às periferias. Não há equivalência possível.

O grande obstáculo que se projeta para 2026 continua sendo o Congresso Nacional, que aqui não hesito em chamar de “inimigo do povo” quando atua contra o interesse coletivo. É obsceno o volume de recursos drenados para emendas parlamentares: enquanto os Correios enfrentam um rombo de cerca de 6 bilhões de reais, as emendas individuais somam 26 bilhões. Como bem observou o jornalista Otávio Guedes, vivemos a “sucupirização” do orçamento público, onde o dinheiro é pulverizado em obras paroquiais, sem planejamento nacional, apenas para alimentar currais eleitorais.

Outro gargalo estrutural são os Tribunais de Contas dos Estados, nos quais, não raramente, o voto do conselheiro ignora o parecer técnico. O Brasil segue inchado e saqueado por parcelas do sistema político e jurídico que pensam primeiro em si mesmas. Lula, para governar, é obrigado a negociar com figuras sem ideais, especialistas em chantagem, como ficou evidente no acordo firmado e depois descumprido na casa de Hugo Motta, mesmo após ministros e Fernando Haddad celebrarem uma suposta concordância.

É revelador observar governadores de oposição. Tarcísio de Freitas, por exemplo, com dívidas bilionárias em São Paulo, recuou e aderiu ao programa federal Propague, o mesmo que atacava. Ainda assim, segue sendo tratado como ícone de “responsabilidade fiscal”, apesar de ter entregue a Sabesp, institucionalizado a grilagem de terras e favorecido o agronegócio reacionário com patrimônio público a preço de banana — fatos denunciados pela Carta Capital e pela revista Piauí, mas convenientemente ignorados pelos jornalões, sempre solícitos quando o tema é privatizar Correios e Petrobras.

Tarcísio pediu 300 bilhões ao governo Lula. Zema, Cláudio Castro, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite seguiram o mesmo caminho para refinanciar dívidas estaduais. Todos criticam Brasília em público, mas se agarram ao casco do navio federal quando a água começa a entrar.

No campo financeiro, o caso Banco Master escancarou outra ferida. Segundo informações do jornalista Valdo Cruz, houve forte tensão no STF durante a acareação envolvendo Daniel Vorcaro e dirigentes do Banco Central. Vorcaro, preso em novembro ao tentar fugir para Malta, pode estar envolvido em fraudes que chegam a 12 bilhões de reais. É preciso registrar: sua família financiou campanhas de Bolsonaro e Tarcísio, não as de Lula. A tentativa de colar o escândalo ao ministro Alexandre de Moraes carece de provas e serve apenas à narrativa da extrema direita. O episódio expõe, mais uma vez, como a autonomia do Banco Central tem servido mais aos banqueiros e à política de juros altos do que ao povo. Nesse contexto, a postura de Gabriel Galípolo soa como traição à confiança depositada pelo presidente.

O orçamento secreto, vale lembrar, nasceu no governo Bolsonaro, quando o então presidente se comportava como uma “rainha da Inglaterra”, assistindo passivamente à captura do Estado. Hoje, apesar das pedras no caminho, o Brasil cresce, recupera credibilidade internacional e volta a ser respeitado. Em 2026, Lula percorrerá o país, dialogando diretamente com a população, fortalecendo a democracia e enfrentando interesses entranhados.

A analogia é clara: o Brasil de 2025 foi um navio em tempestade. O governo segurou o leme, guiado por indicadores econômicos e sociais, enquanto Congresso e governadores de oposição atuaram como ventos contrários, tentando desviar a rota por interesses próprios. No fim, muitos desses ventos tiveram de se agarrar à estrutura do próprio navio federal para não afundarem com seus estados.

2025 não foi um ano fácil. Mas foi um ano em que o leme não quebrou. E isso, em tempos de tempestade institucional, já é uma vitória histórica.

ARTIGO – O Golpe Está em Curso: Quando Parte da Esquerda Trabalha Contra o Próprio Governo

 

 

 

(Padre Carlos)

Querem dar um golpe em Jerônimo Rodrigues. Não é força de expressão, não é exagero retórico, não é paranoia política. É método. É roteiro. É velha prática de coronelismo travestido de análise técnica, agora operando — de forma ainda mais grave — a partir de dentro do próprio campo progressista. As peças estão sendo colocadas no tabuleiro, uma a uma, com a frieza de quem sabe exatamente o que está fazendo.

O primeiro movimento do golpe é sempre o mesmo: criar o clima. E o clima se cria com pesquisas. Não importa se são internas, vazadas seletivamente, ou “externas” convenientemente publicizadas. O discurso da vez já está pronto: Jerônimo inicia o último ano de mandato com alta rejeição, fragilizado, sem viabilidade eleitoral. O detalhe perverso é que esse discurso não surge como debate político legítimo, mas como sentença antecipada, repetida à exaustão até virar “verdade”.

Os altos índices de rejeição são apresentados como fato consumado, sem contexto, sem comparação histórica, sem análise do ambiente nacional, sem considerar o peso de crises herdadas, da conjuntura econômica, da violência estrutural que atravessa décadas na Bahia. Transformam números — muitas vezes voláteis — em arma política. E quando as pesquisas não bastam, entram em cena as vaias, os constrangimentos pontuais, os recortes calculados da realidade. O Carnaval vira laboratório político, as ruas do interior viram tribunal sumário. Tudo serve para sustentar a narrativa de que o governador perdeu o povo.

O segundo passo do golpe é simbólico: a desconstrução da autoridade. Dizem que Jerônimo perdeu capital político, que está desconectado da sociedade, que não empolga. Como se governar um estado complexo como a Bahia fosse concurso de popularidade. Como se o mesmo critério não tivesse sido relativizado inúmeras vezes para outros governantes do próprio campo progressista. A crítica deixa de ser cobrança legítima e passa a ser demolição deliberada.

O terceiro movimento é talvez o mais escandaloso: a corrosão interna. Parte da direção do PT, que deveria ser linha de sustentação política do governo, estabelece prazos, condicionantes, ultimatos. Março de 2026 vira espada sobre a cabeça do governador. A candidatura, que deveria ser natural, passa a ser tratada como favor. Não é avaliação política; é chantagem institucional. É criar instabilidade para depois apontar a instabilidade como prova de inviabilidade.

Em seguida, vem o uso seletivo dos problemas reais. Segurança pública? Existe, é grave, é histórica — mas agora é tratada como se tivesse nascido neste governo. Saúde? Tem filas, tem gargalos — mas convenientemente se apaga o subfinanciamento crônico e as heranças acumuladas. O objetivo não é resolver, é amplificar. Não é corrigir, é explorar politicamente.

O capítulo dos empréstimos é outro exemplo do golpe em andamento. Os R$ 27 bilhões autorizados são apresentados como escândalo em si, sem debate sério sobre investimentos, prazos, infraestrutura, ou comparação com outros estados. Em ano pré-eleitoral, transforma-se um instrumento de política pública em munição eleitoral. A pergunta não é “para que serve?”, mas “como desgasta?”.

Enquanto isso, a comunicação do governo, com falhas reais, é explorada até o limite. Cada frase fora do tom vira crise. Cada ruído vira manchete. Não para melhorar a gestão, mas para consolidar a imagem de um governador inseguro, frágil, incapaz de liderar. E quando essa imagem começa a colar, surge o nome “salvador”: Rui Costa. Não como construção coletiva, mas como sombra permanente, como comparação injusta, como recado velado de que o governador atual é provisório.

Esse é o golpe: não o da direita clássica, mas o mais perverso, o golpe silencioso, palaciano, que se faz com planilhas, pesquisas, vazamentos e discursos supostamente responsáveis. É o golpe que não derruba com tanques, mas com narrativas. Não com quartéis, mas com bastidores. Não com inimigos declarados, mas com “companheiros” impacientes.

O resultado é uma profecia autorrealizável: enfraquece-se o governador para depois dizer que ele está fraco. Cria-se a desconfiança popular para depois usá-la como justificativa. Retira-se o chão político para, em seguida, acusá-lo de não se sustentar em pé.

Não se trata apenas da reeleição de Jerônimo Rodrigues. Trata-se do respeito à democracia interna, à lealdade política e à compreensão de que governos populares não se fortalecem com facadas nas costas. O que está em curso não é um debate legítimo sobre rumos, mas uma tentativa descarada de interrupção política antes da largada eleitoral.

A história é implacável com os que conspiram no escuro achando que agem em nome do realismo. Golpes, mesmo os travestidos de análise, sempre cobram seu preço. E quase nunca o pagam apenas os alvos — paga todo o campo político que permitiu que eles acontecessem.

ARTIGO – O Golpe Está em Curso: Quando Parte da Esquerda Trabalha Contra o Próprio Governo

 

 

 

(Padre Carlos)

Querem dar um golpe em Jerônimo Rodrigues. Não é força de expressão, não é exagero retórico, não é paranoia política. É método. É roteiro. É velha prática de coronelismo travestido de análise técnica, agora operando — de forma ainda mais grave — a partir de dentro do próprio campo progressista. As peças estão sendo colocadas no tabuleiro, uma a uma, com a frieza de quem sabe exatamente o que está fazendo.

O primeiro movimento do golpe é sempre o mesmo: criar o clima. E o clima se cria com pesquisas. Não importa se são internas, vazadas seletivamente, ou “externas” convenientemente publicizadas. O discurso da vez já está pronto: Jerônimo inicia o último ano de mandato com alta rejeição, fragilizado, sem viabilidade eleitoral. O detalhe perverso é que esse discurso não surge como debate político legítimo, mas como sentença antecipada, repetida à exaustão até virar “verdade”.

Os altos índices de rejeição são apresentados como fato consumado, sem contexto, sem comparação histórica, sem análise do ambiente nacional, sem considerar o peso de crises herdadas, da conjuntura econômica, da violência estrutural que atravessa décadas na Bahia. Transformam números — muitas vezes voláteis — em arma política. E quando as pesquisas não bastam, entram em cena as vaias, os constrangimentos pontuais, os recortes calculados da realidade. O Carnaval vira laboratório político, as ruas do interior viram tribunal sumário. Tudo serve para sustentar a narrativa de que o governador perdeu o povo.

O segundo passo do golpe é simbólico: a desconstrução da autoridade. Dizem que Jerônimo perdeu capital político, que está desconectado da sociedade, que não empolga. Como se governar um estado complexo como a Bahia fosse concurso de popularidade. Como se o mesmo critério não tivesse sido relativizado inúmeras vezes para outros governantes do próprio campo progressista. A crítica deixa de ser cobrança legítima e passa a ser demolição deliberada.

O terceiro movimento é talvez o mais escandaloso: a corrosão interna. Parte da direção do PT, que deveria ser linha de sustentação política do governo, estabelece prazos, condicionantes, ultimatos. Março de 2026 vira espada sobre a cabeça do governador. A candidatura, que deveria ser natural, passa a ser tratada como favor. Não é avaliação política; é chantagem institucional. É criar instabilidade para depois apontar a instabilidade como prova de inviabilidade.

Em seguida, vem o uso seletivo dos problemas reais. Segurança pública? Existe, é grave, é histórica — mas agora é tratada como se tivesse nascido neste governo. Saúde? Tem filas, tem gargalos — mas convenientemente se apaga o subfinanciamento crônico e as heranças acumuladas. O objetivo não é resolver, é amplificar. Não é corrigir, é explorar politicamente.

O capítulo dos empréstimos é outro exemplo do golpe em andamento. Os R$ 27 bilhões autorizados são apresentados como escândalo em si, sem debate sério sobre investimentos, prazos, infraestrutura, ou comparação com outros estados. Em ano pré-eleitoral, transforma-se um instrumento de política pública em munição eleitoral. A pergunta não é “para que serve?”, mas “como desgasta?”.

Enquanto isso, a comunicação do governo, com falhas reais, é explorada até o limite. Cada frase fora do tom vira crise. Cada ruído vira manchete. Não para melhorar a gestão, mas para consolidar a imagem de um governador inseguro, frágil, incapaz de liderar. E quando essa imagem começa a colar, surge o nome “salvador”: Rui Costa. Não como construção coletiva, mas como sombra permanente, como comparação injusta, como recado velado de que o governador atual é provisório.

Esse é o golpe: não o da direita clássica, mas o mais perverso, o golpe silencioso, palaciano, que se faz com planilhas, pesquisas, vazamentos e discursos supostamente responsáveis. É o golpe que não derruba com tanques, mas com narrativas. Não com quartéis, mas com bastidores. Não com inimigos declarados, mas com “companheiros” impacientes.

O resultado é uma profecia autorrealizável: enfraquece-se o governador para depois dizer que ele está fraco. Cria-se a desconfiança popular para depois usá-la como justificativa. Retira-se o chão político para, em seguida, acusá-lo de não se sustentar em pé.

Não se trata apenas da reeleição de Jerônimo Rodrigues. Trata-se do respeito à democracia interna, à lealdade política e à compreensão de que governos populares não se fortalecem com facadas nas costas. O que está em curso não é um debate legítimo sobre rumos, mas uma tentativa descarada de interrupção política antes da largada eleitoral.

A história é implacável com os que conspiram no escuro achando que agem em nome do realismo. Golpes, mesmo os travestidos de análise, sempre cobram seu preço. E quase nunca o pagam apenas os alvos — paga todo o campo político que permitiu que eles acontecessem.

Que Nunca Nos Faltem Desejos: Um Brinde à Vida que Recomeça em 2026

 

Para você, eu desejo mais do que palavras conseguem conter. Desejo o sonho que insiste em nascer mesmo quando o mundo tenta ensinar a desistência. Desejo o amor que chega sem avisar, que encontra morada no peito e transforma o ordinário em milagre cotidiano. Desejo a esperança renovada, aquela que não grita, mas permanece — firme, silenciosa, invencível.

Para você, eu desejo todas as cores da vida. As cores intensas dos encontros verdadeiros, as cores suaves dos recomeços, as cores profundas das despedidas que ensinam. Desejo todas as alegrias que puder sorrir, mesmo aquelas tímidas, quase imperceptíveis, mas que aquecem a alma como sol de inverno. Desejo todas as músicas que puder emocionar, porque há canções que dizem o que o coração não sabe explicar.

Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, desses que reconhecem o silêncio e respeitam a dor. Desejo que a família esteja mais unida, não pela ausência de conflitos, mas pela coragem de permanecer. Desejo que a vida seja mais bem vivida, não por falta de quedas, mas pela ousadia de levantar com mais sentido.

Eu gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente. Porque a vida não se mede pelo que se recebe, e sim pelo que se deseja. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos inquietos, desejos grandes, desejos teimosos. Desejos que não aceitam a mesmice nem fazem acordos com o medo.

Desejos aqueles que possam te mover a cada minuto na direção da sua felicidade. Que te empurrem para frente quando o cansaço pedir pausa. Que te lembrem quem você é quando o mundo tentar te diminuir. Que façam de cada dia um ato de coragem, de cada ano uma travessia com sentido.

Feliz Ano Novo. Que ele venha carregado de desejos — e que você tenha coragem suficiente para realizá-los.

(Padre Carlos)

 

 

Que Nunca Nos Faltem Desejos: Um Brinde à Vida que Recomeça em 2026

 

Para você, eu desejo mais do que palavras conseguem conter. Desejo o sonho que insiste em nascer mesmo quando o mundo tenta ensinar a desistência. Desejo o amor que chega sem avisar, que encontra morada no peito e transforma o ordinário em milagre cotidiano. Desejo a esperança renovada, aquela que não grita, mas permanece — firme, silenciosa, invencível.

Para você, eu desejo todas as cores da vida. As cores intensas dos encontros verdadeiros, as cores suaves dos recomeços, as cores profundas das despedidas que ensinam. Desejo todas as alegrias que puder sorrir, mesmo aquelas tímidas, quase imperceptíveis, mas que aquecem a alma como sol de inverno. Desejo todas as músicas que puder emocionar, porque há canções que dizem o que o coração não sabe explicar.

Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, desses que reconhecem o silêncio e respeitam a dor. Desejo que a família esteja mais unida, não pela ausência de conflitos, mas pela coragem de permanecer. Desejo que a vida seja mais bem vivida, não por falta de quedas, mas pela ousadia de levantar com mais sentido.

Eu gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente. Porque a vida não se mede pelo que se recebe, e sim pelo que se deseja. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos inquietos, desejos grandes, desejos teimosos. Desejos que não aceitam a mesmice nem fazem acordos com o medo.

Desejos aqueles que possam te mover a cada minuto na direção da sua felicidade. Que te empurrem para frente quando o cansaço pedir pausa. Que te lembrem quem você é quando o mundo tentar te diminuir. Que façam de cada dia um ato de coragem, de cada ano uma travessia com sentido.

Feliz Ano Novo. Que ele venha carregado de desejos — e que você tenha coragem suficiente para realizá-los.

(Padre Carlos)

 

 

ARTIGO – Quando o Jornalismo Precisa Perguntar para Barrar o Golpe

 

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos na história em que o jornalismo deixa de ser apenas um ofício informativo e passa a ser uma trincheira da democracia. O debate recente sobre a suposta tentativa de derrubar o ministro Alexandre de Moraes revela exatamente esse ponto de inflexão: não se trata apenas de narrar fatos, mas de perguntar, com coragem e responsabilidade, se determinados atores do poder realmente desejam desestabilizar as instituições da República.

A denúncia baseada quase exclusivamente em fontes “off”, anônimas e invisíveis ao público, reacende um problema grave do jornalismo contemporâneo: a substituição da prova pelo boato, da apuração sólida pela insinuação elegante. Quando acusações dessa magnitude recaem sobre um ministro do Supremo Tribunal Federal, não estamos falando de fofocas de bastidores, mas de ataques diretos ao Estado Democrático de Direito. Nesse terreno, o jornalismo não pode caminhar sobre areia movediça.

A postura de Reinaldo Azevedo ao perguntar diretamente a André Esteves se havia interesse em derrubar Alexandre de Moraes é, antes de tudo, um gesto pedagógico. Perguntar não é absolver, mas iluminar. Colocar a questão em “on”, diante do público, rompe a lógica obscura das conspirações que prosperam no silêncio e na ambiguidade. A resposta — ainda que negativa — passa a existir como fato público, registrável, verificável e contestável, se for o caso.

O excesso de jornalismo em “off” cria uma distorção perigosa: o acusado passa a ser obrigado a se defender não de fatos, mas de sombras. Instaura-se, assim, o tribunal das redes sociais, onde a condenação precede a prova e o linchamento simbólico substitui o devido processo. Essa “inovação teratológica”, como bem define Reinaldo, não fortalece a democracia; ao contrário, a corrói por dentro, normalizando a exceção e banalizando a acusação.

A história brasileira nos oferece lições duras. O golpe de 1964 não foi anunciado em manchetes claras, mas arquitetado nos corredores escuros do poder econômico, político e midiático. Justamente por isso, perguntar hoje — de forma direta, pública e responsável — se banqueiros, empresários ou grupos financeiros desejam derrubar ministros do Supremo não é paranoia, é vigilância democrática. A democracia não morre apenas com tanques nas ruas, mas também com manchetes mal apuradas e insinuações repetidas à exaustão.

As referências a Maquiavel e Bertolt Brecht ajudam a aprofundar essa reflexão. Os meios qualificam os fins, e não o contrário. Um jornalismo que usa métodos frágeis, ainda que alegue boas intenções, produz fins igualmente frágeis. E uma sociedade que precisa de heróis para salvar suas instituições já confessou sua própria falência institucional. O papel do jornalismo não é criar salvadores nem vilões de ocasião, mas sustentar, com ética e rigor, a confiança pública nas regras do jogo democrático.

Por isso, perguntar é um ato político no melhor sentido da palavra. Perguntar em público, com nome, sobrenome e microfone aberto, é uma forma de barrar o golpe antes que ele se consolide na narrativa. É tirar as conspirações do subterrâneo e expô-las à luz, onde só sobrevivem aquelas que podem ser provadas. Tudo o que foge disso não é jornalismo investigativo, é ruído — e o ruído, em tempos de polarização, é o aliado mais fiel do autoritarismo.

Num país ferido por golpes e ameaças recorrentes à democracia, o jornalismo ético, transparente e responsável não é luxo: é necessidade histórica. Perguntar, nesse contexto, não é apenas um direito. É um dever.

ARTIGO – Quando o Jornalismo Precisa Perguntar para Barrar o Golpe

 

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos na história em que o jornalismo deixa de ser apenas um ofício informativo e passa a ser uma trincheira da democracia. O debate recente sobre a suposta tentativa de derrubar o ministro Alexandre de Moraes revela exatamente esse ponto de inflexão: não se trata apenas de narrar fatos, mas de perguntar, com coragem e responsabilidade, se determinados atores do poder realmente desejam desestabilizar as instituições da República.

A denúncia baseada quase exclusivamente em fontes “off”, anônimas e invisíveis ao público, reacende um problema grave do jornalismo contemporâneo: a substituição da prova pelo boato, da apuração sólida pela insinuação elegante. Quando acusações dessa magnitude recaem sobre um ministro do Supremo Tribunal Federal, não estamos falando de fofocas de bastidores, mas de ataques diretos ao Estado Democrático de Direito. Nesse terreno, o jornalismo não pode caminhar sobre areia movediça.

A postura de Reinaldo Azevedo ao perguntar diretamente a André Esteves se havia interesse em derrubar Alexandre de Moraes é, antes de tudo, um gesto pedagógico. Perguntar não é absolver, mas iluminar. Colocar a questão em “on”, diante do público, rompe a lógica obscura das conspirações que prosperam no silêncio e na ambiguidade. A resposta — ainda que negativa — passa a existir como fato público, registrável, verificável e contestável, se for o caso.

O excesso de jornalismo em “off” cria uma distorção perigosa: o acusado passa a ser obrigado a se defender não de fatos, mas de sombras. Instaura-se, assim, o tribunal das redes sociais, onde a condenação precede a prova e o linchamento simbólico substitui o devido processo. Essa “inovação teratológica”, como bem define Reinaldo, não fortalece a democracia; ao contrário, a corrói por dentro, normalizando a exceção e banalizando a acusação.

A história brasileira nos oferece lições duras. O golpe de 1964 não foi anunciado em manchetes claras, mas arquitetado nos corredores escuros do poder econômico, político e midiático. Justamente por isso, perguntar hoje — de forma direta, pública e responsável — se banqueiros, empresários ou grupos financeiros desejam derrubar ministros do Supremo não é paranoia, é vigilância democrática. A democracia não morre apenas com tanques nas ruas, mas também com manchetes mal apuradas e insinuações repetidas à exaustão.

As referências a Maquiavel e Bertolt Brecht ajudam a aprofundar essa reflexão. Os meios qualificam os fins, e não o contrário. Um jornalismo que usa métodos frágeis, ainda que alegue boas intenções, produz fins igualmente frágeis. E uma sociedade que precisa de heróis para salvar suas instituições já confessou sua própria falência institucional. O papel do jornalismo não é criar salvadores nem vilões de ocasião, mas sustentar, com ética e rigor, a confiança pública nas regras do jogo democrático.

Por isso, perguntar é um ato político no melhor sentido da palavra. Perguntar em público, com nome, sobrenome e microfone aberto, é uma forma de barrar o golpe antes que ele se consolide na narrativa. É tirar as conspirações do subterrâneo e expô-las à luz, onde só sobrevivem aquelas que podem ser provadas. Tudo o que foge disso não é jornalismo investigativo, é ruído — e o ruído, em tempos de polarização, é o aliado mais fiel do autoritarismo.

Num país ferido por golpes e ameaças recorrentes à democracia, o jornalismo ético, transparente e responsável não é luxo: é necessidade histórica. Perguntar, nesse contexto, não é apenas um direito. É um dever.

:O Pacto de Resistência que nos Leva a 2026

 

2025 se despede como um ano de trincheiras e vitórias. Foi o tempo em que reaprendemos, com o corpo cansado e a alma desperta, que democracia não é ornamento de vitrine — é conquista diária, feita de pulso firme, vigília constante e coragem compartilhada. Vencemos o fascismo nas urnas e nas esquinas da vida, mas não nos iludimos: ele persiste como sombra astuta, vírus mutante que testa nossas frestas. Superamos a barbárie, sim, mas a paz definitiva segue como horizonte — desses que só se alcançam de mãos dadas.

Aos amigos de infância, guardiões do brilho dos meus primeiros sonhos; aos companheiros de seminário, com quem parti o pão da fé e a sede de justiça; e a cada militante da esperança que caminha ao nosso lado: este não é apenas um balanço de ano. É um abraço coletivo. No Blog Política e Resenha, nossas palavras foram escudos, nossos debates viraram sementes. Cada linha escrita, cada comentário partilhado, foi tijolo erguido na reconstrução do país que amamos — com amor crítico, com lucidez e compromisso.

Conto com vocês para atravessar o portal de 2026. Não apenas como leitores, mas como guardiões da mesma chama. O blog nunca foi monólogo: é ágora, é porto seguro, é oficina onde a angústia vira estratégia e o cansaço se transforma em renovação. Sozinhos, somos um grito que o vento dispersa. Juntos, somos o estrondo que derruba muros e abre caminhos para a luz.

A luta por um mundo melhor não é fardo — é dignidade. É o sentido do tempo. É a razão do nosso lugar na história. Permaneçam comigo. Continuem ocupando este espaço com inteligência e paixão, porque a parceria que forjamos aqui sustenta meus passos e fortalece os nossos. O fascismo teme a nossa união, teme o nosso afeto e teme a nossa clareza.

Que o novo ano nos encontre assim: vigilantes, afetuosos e profundamente comprometidos com a justiça. Se o caminho for íngreme, seguiremos devagar, sem soltar as mãos. Se a noite se alongar, seremos vigília uns dos outros. 2025 provou que somos capazes do impossível. 2026 nos verá provar que a vitória que construímos é irreversível — porque nasce do amor e se firma na verdade.

Vamos em frente, companheiros. A caminhada é longa, mas é a companhia que faz o destino valer a pena.

:O Pacto de Resistência que nos Leva a 2026

 

2025 se despede como um ano de trincheiras e vitórias. Foi o tempo em que reaprendemos, com o corpo cansado e a alma desperta, que democracia não é ornamento de vitrine — é conquista diária, feita de pulso firme, vigília constante e coragem compartilhada. Vencemos o fascismo nas urnas e nas esquinas da vida, mas não nos iludimos: ele persiste como sombra astuta, vírus mutante que testa nossas frestas. Superamos a barbárie, sim, mas a paz definitiva segue como horizonte — desses que só se alcançam de mãos dadas.

Aos amigos de infância, guardiões do brilho dos meus primeiros sonhos; aos companheiros de seminário, com quem parti o pão da fé e a sede de justiça; e a cada militante da esperança que caminha ao nosso lado: este não é apenas um balanço de ano. É um abraço coletivo. No Blog Política e Resenha, nossas palavras foram escudos, nossos debates viraram sementes. Cada linha escrita, cada comentário partilhado, foi tijolo erguido na reconstrução do país que amamos — com amor crítico, com lucidez e compromisso.

Conto com vocês para atravessar o portal de 2026. Não apenas como leitores, mas como guardiões da mesma chama. O blog nunca foi monólogo: é ágora, é porto seguro, é oficina onde a angústia vira estratégia e o cansaço se transforma em renovação. Sozinhos, somos um grito que o vento dispersa. Juntos, somos o estrondo que derruba muros e abre caminhos para a luz.

A luta por um mundo melhor não é fardo — é dignidade. É o sentido do tempo. É a razão do nosso lugar na história. Permaneçam comigo. Continuem ocupando este espaço com inteligência e paixão, porque a parceria que forjamos aqui sustenta meus passos e fortalece os nossos. O fascismo teme a nossa união, teme o nosso afeto e teme a nossa clareza.

Que o novo ano nos encontre assim: vigilantes, afetuosos e profundamente comprometidos com a justiça. Se o caminho for íngreme, seguiremos devagar, sem soltar as mãos. Se a noite se alongar, seremos vigília uns dos outros. 2025 provou que somos capazes do impossível. 2026 nos verá provar que a vitória que construímos é irreversível — porque nasce do amor e se firma na verdade.

Vamos em frente, companheiros. A caminhada é longa, mas é a companhia que faz o destino valer a pena.

ARTIGO – (Quando o Ano Termina, as Memórias Ganham Voz)

 

 

(Padre Carlos)

Todo final de ano tem esse estranho poder de nos deixar com a guarda baixa. É como se o calendário, ao se aproximar do último suspiro, afrouxasse nossas defesas e abrisse as comportas da memória. As lembranças, que durante meses ficaram disciplinadas no silêncio da rotina, florescem sem pedir licença. Elas vêm carregadas de nomes, rostos, músicas, cheiros e perguntas que nunca foram totalmente respondidas.

Já faz muitos anos que não tenho notícias de você. Não sei onde está agora, nem que caminhos a vida lhe apresentou. Ainda assim, desejo — com uma sinceridade quase ingênua — que esteja bem. Que a vida tenha sido menos dura do que prometia, que você tenha encontrado paz justamente nos lugares onde antes só havia preocupação. Essas perguntas não buscam respostas; elas apenas confirmam que o que foi vivido não se apagou.

Sou grato por ter te conhecido. Foi rápido, intenso e, acima de tudo, bonito. E talvez seja essa a parte mais difícil de aceitar: algumas histórias não precisam de longas páginas para serem verdadeiras. Você me ensinou a ter mais calma num mundo apressado, me apresentou músicas que ainda hoje surgem de repente nas playlists da memória, abriu janelas para um universo completamente diferente do meu. Sem perceber, você me ajudou a ser uma pessoa melhor. Isso não é pouco. Isso é marca.

A maturidade ensina algo que a juventude reluta em aceitar: nem tudo que é bonito precisa durar para sempre. Existem amores que cumprem seu papel exatamente no tempo em que existiram. Eles não falham por acabar; eles se completam por terem sido reais. Hoje, consigo olhar para trás sem dor, sem ressentimento, sem a tentação de reescrever a história. Olho e me sinto bem.

Porque o que tivemos foi verdadeiro. E o verdadeiro não se desfaz com a distância, com o tempo ou com o silêncio. Ele apenas muda de forma. O amor, quando é autêntico, não exige presença contínua; ele se transforma em aprendizado, em lembrança serena, em gratidão silenciosa. Você deixou coisas boas, e isso permanece.

Às vezes me pergunto se você pensa em mim de vez em quando. Se lembra com o mesmo carinho, se reconhece — ainda que em silêncio — que aquilo que vivemos foi real. Não como um sonho exagerado, mas como uma experiência humana, concreta, imperfeita e profundamente significativa.

O tempo tem dessas coisas. Ele leva pessoas para longe, muda rotas, impõe despedidas que nunca foram oficialmente ditas. Mas há algo que ele não consegue levar: aquilo que as pessoas deixaram dentro da gente. Memórias, valores, afetos e pequenas transformações interiores resistem ao desgaste dos anos.

Por isso, onde quer que você esteja agora, seja lá quem você tenha se tornado, deixo aqui este gesto simples e honesto: envio amor. Sempre. Porque algumas histórias não precisam continuar para nunca terminar. Elas vivem exatamente onde devem viver — dentro de nós.

ARTIGO – (Quando o Ano Termina, as Memórias Ganham Voz)

 

 

(Padre Carlos)

Todo final de ano tem esse estranho poder de nos deixar com a guarda baixa. É como se o calendário, ao se aproximar do último suspiro, afrouxasse nossas defesas e abrisse as comportas da memória. As lembranças, que durante meses ficaram disciplinadas no silêncio da rotina, florescem sem pedir licença. Elas vêm carregadas de nomes, rostos, músicas, cheiros e perguntas que nunca foram totalmente respondidas.

Já faz muitos anos que não tenho notícias de você. Não sei onde está agora, nem que caminhos a vida lhe apresentou. Ainda assim, desejo — com uma sinceridade quase ingênua — que esteja bem. Que a vida tenha sido menos dura do que prometia, que você tenha encontrado paz justamente nos lugares onde antes só havia preocupação. Essas perguntas não buscam respostas; elas apenas confirmam que o que foi vivido não se apagou.

Sou grato por ter te conhecido. Foi rápido, intenso e, acima de tudo, bonito. E talvez seja essa a parte mais difícil de aceitar: algumas histórias não precisam de longas páginas para serem verdadeiras. Você me ensinou a ter mais calma num mundo apressado, me apresentou músicas que ainda hoje surgem de repente nas playlists da memória, abriu janelas para um universo completamente diferente do meu. Sem perceber, você me ajudou a ser uma pessoa melhor. Isso não é pouco. Isso é marca.

A maturidade ensina algo que a juventude reluta em aceitar: nem tudo que é bonito precisa durar para sempre. Existem amores que cumprem seu papel exatamente no tempo em que existiram. Eles não falham por acabar; eles se completam por terem sido reais. Hoje, consigo olhar para trás sem dor, sem ressentimento, sem a tentação de reescrever a história. Olho e me sinto bem.

Porque o que tivemos foi verdadeiro. E o verdadeiro não se desfaz com a distância, com o tempo ou com o silêncio. Ele apenas muda de forma. O amor, quando é autêntico, não exige presença contínua; ele se transforma em aprendizado, em lembrança serena, em gratidão silenciosa. Você deixou coisas boas, e isso permanece.

Às vezes me pergunto se você pensa em mim de vez em quando. Se lembra com o mesmo carinho, se reconhece — ainda que em silêncio — que aquilo que vivemos foi real. Não como um sonho exagerado, mas como uma experiência humana, concreta, imperfeita e profundamente significativa.

O tempo tem dessas coisas. Ele leva pessoas para longe, muda rotas, impõe despedidas que nunca foram oficialmente ditas. Mas há algo que ele não consegue levar: aquilo que as pessoas deixaram dentro da gente. Memórias, valores, afetos e pequenas transformações interiores resistem ao desgaste dos anos.

Por isso, onde quer que você esteja agora, seja lá quem você tenha se tornado, deixo aqui este gesto simples e honesto: envio amor. Sempre. Porque algumas histórias não precisam continuar para nunca terminar. Elas vivem exatamente onde devem viver — dentro de nós.

ARTIGO – Wagner Alves e a Coerência que Sustenta um Projeto Político

 

(Padre Carlos)

A pré-candidatura do advogado Wagner Alves Silva não surge como um movimento isolado, tampouco como um capricho pessoal ou familiar. Ela nasce, cresce e ganha musculatura política como expressão legítima de um projeto coletivo, articulado, reconhecível e liderado pelo grupo político que hoje governa Vitória da Conquista. Fingir que essa pré-candidatura não é a candidatura do grupo é, no mínimo, um erro de leitura política; no máximo, um gesto de deslealdade estratégica.

Em política, projetos não se sustentam apenas com discursos bonitos ou com a soma aritmética de apoios formais. Projetos se consolidam quando vereadores, lideranças comunitárias, quadros técnicos e militantes compreendem que suas trajetórias individuais estão ligadas a um destino comum. Uma coisa está, inevitavelmente, ligada à outra. Não existe candidatura forte sem grupo coeso, nem grupo forte sem candidatura claramente assumida.

É aqui que a direita local insiste em tropeçar na mesma pedra. Enquanto a esquerda historicamente compreende que pulverizar votos é suicídio eleitoral — ou é um deputado, ou é outro, mas nunca todos ao mesmo tempo —, a direita frequentemente se perde no personalismo. Cada liderança quer ter o seu próprio candidato, sua própria vitrine, seu próprio projeto particular. O resultado é previsível: fragmentação, enfraquecimento político e derrota eleitoral.

A pré-candidatura de Wagner Alves representa, goste-se ou não, a tentativa de romper com essa lógica autofágica. Ela aponta para a necessidade de disciplina política, de entendimento estratégico e de compromisso com um projeto maior que vaidades pessoais. Quando vereadores e lideranças fingem neutralidade ou relativizam essa realidade, não estão sendo independentes; estão sendo politicamente inconsequentes.

Nesse contexto, a declaração de uma vereadora de que seu marido “não poderia rachar” como candidato do projeto revela uma profunda confusão conceitual. Ninguém é obrigado a permanecer em um projeto político no qual não acredita ou do qual não se sente parte. Política não é cárcere, é escolha. O erro não está em sair; o erro está em querer usufruir do projeto apenas quando ele é conveniente, e rejeitá-lo quando exige coerência, renúncia e compromisso.

Talvez este seja um dos grandes problemas da direita em Vitória da Conquista: o projeto só serve quando me serve. Quando beneficia meu grupo, minha família, minha ambição imediata. Fora disso, passa a ser tratado como imposição, autoritarismo ou racha. Não é. É apenas política levada a sério.

Se Wagner Alves é, como os fatos indicam, a pré-candidatura do grupo, isso precisa ser dito com clareza e assumido sem subterfúgios. Quem está dentro, caminha junto. Quem não se reconhece nesse caminho, tem todo o direito de seguir outro rumo — mas não pode exigir que o projeto se adapte às suas conveniências pessoais.

Em tempos de eleições 2026, coerência política, unidade partidária, estratégia eleitoral e responsabilidade com o eleitorado não são virtudes opcionais. São condições mínimas para quem deseja governar, representar e transformar a realidade. Fora disso, restará apenas o velho roteiro conhecido: muitos candidatos, muitos discursos… e poucos votos relevantes.

ARTIGO – Wagner Alves e a Coerência que Sustenta um Projeto Político

 

(Padre Carlos)

A pré-candidatura do advogado Wagner Alves Silva não surge como um movimento isolado, tampouco como um capricho pessoal ou familiar. Ela nasce, cresce e ganha musculatura política como expressão legítima de um projeto coletivo, articulado, reconhecível e liderado pelo grupo político que hoje governa Vitória da Conquista. Fingir que essa pré-candidatura não é a candidatura do grupo é, no mínimo, um erro de leitura política; no máximo, um gesto de deslealdade estratégica.

Em política, projetos não se sustentam apenas com discursos bonitos ou com a soma aritmética de apoios formais. Projetos se consolidam quando vereadores, lideranças comunitárias, quadros técnicos e militantes compreendem que suas trajetórias individuais estão ligadas a um destino comum. Uma coisa está, inevitavelmente, ligada à outra. Não existe candidatura forte sem grupo coeso, nem grupo forte sem candidatura claramente assumida.

É aqui que a direita local insiste em tropeçar na mesma pedra. Enquanto a esquerda historicamente compreende que pulverizar votos é suicídio eleitoral — ou é um deputado, ou é outro, mas nunca todos ao mesmo tempo —, a direita frequentemente se perde no personalismo. Cada liderança quer ter o seu próprio candidato, sua própria vitrine, seu próprio projeto particular. O resultado é previsível: fragmentação, enfraquecimento político e derrota eleitoral.

A pré-candidatura de Wagner Alves representa, goste-se ou não, a tentativa de romper com essa lógica autofágica. Ela aponta para a necessidade de disciplina política, de entendimento estratégico e de compromisso com um projeto maior que vaidades pessoais. Quando vereadores e lideranças fingem neutralidade ou relativizam essa realidade, não estão sendo independentes; estão sendo politicamente inconsequentes.

Nesse contexto, a declaração de uma vereadora de que seu marido “não poderia rachar” como candidato do projeto revela uma profunda confusão conceitual. Ninguém é obrigado a permanecer em um projeto político no qual não acredita ou do qual não se sente parte. Política não é cárcere, é escolha. O erro não está em sair; o erro está em querer usufruir do projeto apenas quando ele é conveniente, e rejeitá-lo quando exige coerência, renúncia e compromisso.

Talvez este seja um dos grandes problemas da direita em Vitória da Conquista: o projeto só serve quando me serve. Quando beneficia meu grupo, minha família, minha ambição imediata. Fora disso, passa a ser tratado como imposição, autoritarismo ou racha. Não é. É apenas política levada a sério.

Se Wagner Alves é, como os fatos indicam, a pré-candidatura do grupo, isso precisa ser dito com clareza e assumido sem subterfúgios. Quem está dentro, caminha junto. Quem não se reconhece nesse caminho, tem todo o direito de seguir outro rumo — mas não pode exigir que o projeto se adapte às suas conveniências pessoais.

Em tempos de eleições 2026, coerência política, unidade partidária, estratégia eleitoral e responsabilidade com o eleitorado não são virtudes opcionais. São condições mínimas para quem deseja governar, representar e transformar a realidade. Fora disso, restará apenas o velho roteiro conhecido: muitos candidatos, muitos discursos… e poucos votos relevantes.

ARTIGO – O Tempo da Política e o Silêncio Estratégico da Sucessão

 

 

(Padre Carlos)

Mesmo com o calendário eleitoral ainda distante, o tabuleiro político de Vitória da Conquista já começa a se mover. As eleições municipais de 2028, embora formalmente longínquas, passaram a ocupar conversas de bastidores, análises de colunas políticas e, sobretudo, a imaginação dos pretendentes ao poder. Isso não é novidade na política brasileira: a sucessão nunca começa no dia marcado pela Justiça Eleitoral, mas no instante em que os grupos percebem que o poder é finito e o futuro precisa ser disputado.

A própria prefeita Sheila Lemos tem sido clara e correta ao afirmar que ainda é cedo para tratar da sucessão. E está certa. O tempo da política institucional não se confunde com o tempo da ansiedade pessoal. Quem governa, governa no presente; quem articula sucessão, se não tiver prudência, acaba antecipando conflitos, desgastando alianças e enfraquecendo o próprio projeto administrativo. Em política, o tempo não é neutro: ele favorece quem sabe esperar e pune quem se precipita.

Ainda assim, é impossível ignorar que o grupo comandado pela prefeita já abriga, de forma mais ou menos explícita, três nomes que buscam reconhecimento, espaço e, sobretudo, a unção política necessária para disputar a Prefeitura: Ivan Cordeiro, presidente da Câmara de Vereadores; o vice-prefeito, Dr. Alan; e o coronel Ivanildo. Todos com trajetórias respeitáveis, todos com legitimidade para desejar, mas nenhum com força real para vencer sem o apoio direto e inequívoco da prefeita Sheila Lemos.

Esse é um dado central da política conquistense que não pode ser romantizado. Vitória da Conquista não tem tradição de terceira via competitiva. Trata-se de uma cidade politicamente polarizada, onde os projetos vencedores sempre se estruturaram a partir de lideranças fortes, com capacidade de transferência de votos e construção de maioria social. Imaginar uma vitória fora desse eixo é mais exercício retórico do que análise concreta da realidade eleitoral.

Por isso, qualquer leitura honesta do cenário precisa reconhecer que a prefeita é, hoje, a grande fiadora do futuro político do seu grupo. Não apenas pelo cargo que ocupa, mas pelo capital político acumulado, pela máquina administrativa, pelas alianças construídas e pela capacidade de influenciar o eleitorado. O “tempo” a que ela se refere não é apenas cronológico; é político, simbólico e estratégico. É ela quem determina quando a sucessão deixa de ser ruído e passa a ser projeto.

Não cabe aqui fazer prognósticos, muito menos apostas pessoais sobre quem será o escolhido ou quais erros específicos cada pretendente vem cometendo. O que se pode afirmar, com segurança, é que vaidades desmedidas, disputas antecipadas e projetos individuais desconectados do projeto coletivo são o caminho mais curto para a derrota. A história política da Bahia — e de Vitória da Conquista em particular — é pródiga em exemplos de grupos que perderam o poder não por falta de votos, mas por excesso de ego.

Se a direita quiser continuar administrando a terceira maior cidade da Bahia, precisará compreender que sucessão não é corrida individual, mas construção coletiva. Exige unidade política, disciplina estratégica, leitura correta do cenário eleitoral e, acima de tudo, respeito à liderança que hoje comanda o processo. Sem isso, não haverá projeto, apenas fragmentos. E fragmentos, em política, raramente vencem eleições.

Vitória da Conquista observa. O eleitor também. E o tempo — esse velho e implacável juiz da política — saberá revelar quem entendeu o momento certo de falar e, principalmente, o momento certo de silenciar.

ARTIGO – O Tempo da Política e o Silêncio Estratégico da Sucessão

 

 

(Padre Carlos)

Mesmo com o calendário eleitoral ainda distante, o tabuleiro político de Vitória da Conquista já começa a se mover. As eleições municipais de 2028, embora formalmente longínquas, passaram a ocupar conversas de bastidores, análises de colunas políticas e, sobretudo, a imaginação dos pretendentes ao poder. Isso não é novidade na política brasileira: a sucessão nunca começa no dia marcado pela Justiça Eleitoral, mas no instante em que os grupos percebem que o poder é finito e o futuro precisa ser disputado.

A própria prefeita Sheila Lemos tem sido clara e correta ao afirmar que ainda é cedo para tratar da sucessão. E está certa. O tempo da política institucional não se confunde com o tempo da ansiedade pessoal. Quem governa, governa no presente; quem articula sucessão, se não tiver prudência, acaba antecipando conflitos, desgastando alianças e enfraquecendo o próprio projeto administrativo. Em política, o tempo não é neutro: ele favorece quem sabe esperar e pune quem se precipita.

Ainda assim, é impossível ignorar que o grupo comandado pela prefeita já abriga, de forma mais ou menos explícita, três nomes que buscam reconhecimento, espaço e, sobretudo, a unção política necessária para disputar a Prefeitura: Ivan Cordeiro, presidente da Câmara de Vereadores; o vice-prefeito, Dr. Alan; e o coronel Ivanildo. Todos com trajetórias respeitáveis, todos com legitimidade para desejar, mas nenhum com força real para vencer sem o apoio direto e inequívoco da prefeita Sheila Lemos.

Esse é um dado central da política conquistense que não pode ser romantizado. Vitória da Conquista não tem tradição de terceira via competitiva. Trata-se de uma cidade politicamente polarizada, onde os projetos vencedores sempre se estruturaram a partir de lideranças fortes, com capacidade de transferência de votos e construção de maioria social. Imaginar uma vitória fora desse eixo é mais exercício retórico do que análise concreta da realidade eleitoral.

Por isso, qualquer leitura honesta do cenário precisa reconhecer que a prefeita é, hoje, a grande fiadora do futuro político do seu grupo. Não apenas pelo cargo que ocupa, mas pelo capital político acumulado, pela máquina administrativa, pelas alianças construídas e pela capacidade de influenciar o eleitorado. O “tempo” a que ela se refere não é apenas cronológico; é político, simbólico e estratégico. É ela quem determina quando a sucessão deixa de ser ruído e passa a ser projeto.

Não cabe aqui fazer prognósticos, muito menos apostas pessoais sobre quem será o escolhido ou quais erros específicos cada pretendente vem cometendo. O que se pode afirmar, com segurança, é que vaidades desmedidas, disputas antecipadas e projetos individuais desconectados do projeto coletivo são o caminho mais curto para a derrota. A história política da Bahia — e de Vitória da Conquista em particular — é pródiga em exemplos de grupos que perderam o poder não por falta de votos, mas por excesso de ego.

Se a direita quiser continuar administrando a terceira maior cidade da Bahia, precisará compreender que sucessão não é corrida individual, mas construção coletiva. Exige unidade política, disciplina estratégica, leitura correta do cenário eleitoral e, acima de tudo, respeito à liderança que hoje comanda o processo. Sem isso, não haverá projeto, apenas fragmentos. E fragmentos, em política, raramente vencem eleições.

Vitória da Conquista observa. O eleitor também. E o tempo — esse velho e implacável juiz da política — saberá revelar quem entendeu o momento certo de falar e, principalmente, o momento certo de silenciar.