Política e Resenha

O Pragmatismo de Ferro e o Beijo de Judas na Política Baiana

 

 

Por Padre Carlos

O cenário político da Bahia, historicamente conhecido por suas alianças de longa maturação e lealdades de “fio de bigode”, assiste hoje a uma cena que mistura o realismo maquiavélico com o pragmatismo mais gélido. O protagonista da vez é o senador Otto Alencar (PSD). Ao sinalizar que a fidelidade de seu partido ao projeto do PT independe da sorte política de seu “compadre”, o também senador Angelo Coronel, Otto não apenas altera a temperatura da sucessão estadual; ele redefine as regras de sobrevivência no tabuleiro baiano.

Até pouco tempo, o discurso era de unidade inegociável. Otto Alencar agia como o fiador de Coronel, invocando o princípio da reciprocidade: se o governador Jerônimo Rodrigues tem o direito natural à reeleição, por que o mesmo não se aplicaria a quem ocupa uma das cadeiras no Senado? Era uma narrativa de justiça política. No entanto, o tom mudou. O recado público de que o PSD marchará com o PT mesmo com Coronel “rifado” é o equivalente político a retirar a escada de um aliado enquanto ele ainda tenta pintar o teto.

A estratégia petista de buscar uma “chapa puro-sangue” — com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner — não é novidade para quem acompanha os bastidores do Centro Administrativo da Bahia (CAB). O que causa espécie é a velocidade, ou melhor, a “lentidão homeopática” com que o processo de fritura vem sendo conduzido. Como bem apontam integrantes do PSD, o filme parece um remake do episódio João Leão em 2022. A diferença é que, com o Progressistas, o rompimento foi um choque agudo; com Coronel, assistimos a uma agonia lenta, um isolamento planejado nos laboratórios petistas que conta agora com a complacência, se não o aval silencioso, de seu principal líder partidário.

Dentro do PSD, o clima é de um “murmúrio ensurdecedor”. Parlamentares da legenda, protegidos pelo anonimato, já percebem que a fatura está sendo liquidada. A irritação não é apenas com a voracidade do PT em monopolizar as posições de destaque, mas com a postura de Otto Alencar. Ao não sair em defesa intransigente do aliado de décadas, Otto envia um sinal claro aos seus liderados: no altar do poder e da manutenção de espaços na máquina estadual, nenhum pescoço é sagrado demais para não ser sacrificado.

É uma manobra de alto risco. Se por um lado Otto garante a continuidade da influência do PSD junto ao governo Jerônimo, por outro, abre uma ferida na confiança interna da sigla. A política, para além dos cargos, vive de símbolos. Ver um “compadre” ser deixado pelo caminho em nome de uma composição que privilegia apenas o núcleo duro do PT pode gerar um efeito de desânimo na militância e nas bases do PSD, que se veem como coadjuvantes de luxo em um projeto que eles mesmos ajudaram a sustentar.

O PT, mestre na arte da hegemonia, joga o seu jogo. Sabe que o PSD tem muito a perder se desembarcar do governo agora. Otto Alencar, por sua vez, mostra que seu instinto de preservação é maior do que qualquer laço afetivo ou promessa de ontem. Enquanto isso, Angelo Coronel assiste ao fechamento das portas com a lucidez de quem sabe que, na política, o beijo da despedida muitas vezes vem de quem mais confiamos.

Resta saber se essa “chapa puro-sangue” terá a força necessária para enfrentar o teste das urnas sem as fissuras que um aliado ferido pode causar. Por enquanto, o que se vê na Bahia é a vitória da conveniência sobre a lealdade. Uma aula de Realpolitik que, embora eficiente, deixa um rastro de ressentimento que a história costuma cobrar com juros.

O Pragmatismo de Ferro e o Beijo de Judas na Política Baiana

 

 

Por Padre Carlos

O cenário político da Bahia, historicamente conhecido por suas alianças de longa maturação e lealdades de “fio de bigode”, assiste hoje a uma cena que mistura o realismo maquiavélico com o pragmatismo mais gélido. O protagonista da vez é o senador Otto Alencar (PSD). Ao sinalizar que a fidelidade de seu partido ao projeto do PT independe da sorte política de seu “compadre”, o também senador Angelo Coronel, Otto não apenas altera a temperatura da sucessão estadual; ele redefine as regras de sobrevivência no tabuleiro baiano.

Até pouco tempo, o discurso era de unidade inegociável. Otto Alencar agia como o fiador de Coronel, invocando o princípio da reciprocidade: se o governador Jerônimo Rodrigues tem o direito natural à reeleição, por que o mesmo não se aplicaria a quem ocupa uma das cadeiras no Senado? Era uma narrativa de justiça política. No entanto, o tom mudou. O recado público de que o PSD marchará com o PT mesmo com Coronel “rifado” é o equivalente político a retirar a escada de um aliado enquanto ele ainda tenta pintar o teto.

A estratégia petista de buscar uma “chapa puro-sangue” — com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner — não é novidade para quem acompanha os bastidores do Centro Administrativo da Bahia (CAB). O que causa espécie é a velocidade, ou melhor, a “lentidão homeopática” com que o processo de fritura vem sendo conduzido. Como bem apontam integrantes do PSD, o filme parece um remake do episódio João Leão em 2022. A diferença é que, com o Progressistas, o rompimento foi um choque agudo; com Coronel, assistimos a uma agonia lenta, um isolamento planejado nos laboratórios petistas que conta agora com a complacência, se não o aval silencioso, de seu principal líder partidário.

Dentro do PSD, o clima é de um “murmúrio ensurdecedor”. Parlamentares da legenda, protegidos pelo anonimato, já percebem que a fatura está sendo liquidada. A irritação não é apenas com a voracidade do PT em monopolizar as posições de destaque, mas com a postura de Otto Alencar. Ao não sair em defesa intransigente do aliado de décadas, Otto envia um sinal claro aos seus liderados: no altar do poder e da manutenção de espaços na máquina estadual, nenhum pescoço é sagrado demais para não ser sacrificado.

É uma manobra de alto risco. Se por um lado Otto garante a continuidade da influência do PSD junto ao governo Jerônimo, por outro, abre uma ferida na confiança interna da sigla. A política, para além dos cargos, vive de símbolos. Ver um “compadre” ser deixado pelo caminho em nome de uma composição que privilegia apenas o núcleo duro do PT pode gerar um efeito de desânimo na militância e nas bases do PSD, que se veem como coadjuvantes de luxo em um projeto que eles mesmos ajudaram a sustentar.

O PT, mestre na arte da hegemonia, joga o seu jogo. Sabe que o PSD tem muito a perder se desembarcar do governo agora. Otto Alencar, por sua vez, mostra que seu instinto de preservação é maior do que qualquer laço afetivo ou promessa de ontem. Enquanto isso, Angelo Coronel assiste ao fechamento das portas com a lucidez de quem sabe que, na política, o beijo da despedida muitas vezes vem de quem mais confiamos.

Resta saber se essa “chapa puro-sangue” terá a força necessária para enfrentar o teste das urnas sem as fissuras que um aliado ferido pode causar. Por enquanto, o que se vê na Bahia é a vitória da conveniência sobre a lealdade. Uma aula de Realpolitik que, embora eficiente, deixa um rastro de ressentimento que a história costuma cobrar com juros.

ARTIGO – (Depois dos Sessenta e Cinco: Quando a Vida Fala Mais Baixo e Ensina Mais Fundo)

 

 

(Padre Carlos)

Você percebe quando a vida começa a falar mais baixo. Não é silêncio. É outra frequência. Uma espécie de voz interior que não disputa espaço com o barulho do mundo. Depois dos sessenta e cinco anos, a existência deixa de gritar urgências e passa a sussurrar verdades. E esse sussurro, íntimo, insistente, quase confidencial, só quem chegou até aqui consegue ouvir. Não porque seja mais sábio, mas porque já foi ferido o suficiente para aprender a escutar.

Neste mês faço aniversário. E aniversários, nessa fase da vida, não são apenas datas no calendário. São espelhos. A gente se vê com mais nitidez — não o rosto apenas, mas a alma. A alma daquele menino da Pituba, ainda descalço de certezas. Do jovem militante dos anos de chumbo, quando sonhar custava caro e pensar podia ser perigoso. Do seminarista mergulhado nos embates filosóficos e teológicos, tentando conciliar fé, razão e justiça. Hoje, olhando para trás sem rancor e sem idealizações, percebo que o tempo não nos roubou tudo; ao contrário, nos devolveu o essencial. Chegamos a um ponto em que a vida, com delicadeza firme, nos convida a guardar no coração todas essas coisas.

Pensamos, quase instintivamente, na saúde da nossa família. Não apenas na ausência de doenças, mas no bem-estar real, emocional, espiritual. Pensamos nos amigos, aqueles companheiros de Emaús que caminharam ao nosso lado quando o caminho parecia longo demais — alguns ainda presentes, outros guardados na memória, esse território sagrado onde ninguém morre de verdade. Converso com cada um deles nas minhas lembranças. Há diálogos que o tempo não cala. Pensamos em tudo o que vivemos até aqui: as escolhas acertadas, os erros inevitáveis, as perdas que doeram — e como doeram — amores antigos, trabalhos interrompidos, sonhos que não chegaram ao destino. E, paradoxalmente, também nas conquistas que ensinaram mais pela responsabilidade do que pelo brilho.

Há um dado silencioso, mas poderoso: depois dos sessenta e cinco, a maioria das pessoas passa a valorizar mais relações do que resultados, mais presença do que desempenho, mais sentido do que status. Isso não é fraqueza. É maturidade. É inteligência emocional tardia, porém profunda. A vida deixa de ser corrida e passa a ser caminhada. Já não importa tanto chegar primeiro, mas chegar inteiro.

E então surge a pergunta que realmente importa — não aquela que fazemos aos outros para manter as aparências, mas a que fazemos a nós mesmos, em noites mais longas ou manhãs mais claras: o que ainda podemos fazer para sermos melhores? Não mais para provar algo ao mundo, não para vencer disputas ou alimentar vaidades, mas para estarmos em paz com quem somos. Já não se trata de lutas ideológicas ruidosas, mas de ação misericordiosa concreta. Menos discurso, mais cuidado. Menos trincheiras, mais pontes.

Talvez a resposta seja mais simples do que imaginamos a vida inteira. Cuidar mais de quem amamos, antes que o tempo cuide de afastar. Cuidar das pessoas, independentemente de sua condição social, de sua raça ou de sua preferência ideológica. Ter mais paciência, sobretudo quando o mundo insiste em acelerar. Valorizar os pequenos gestos — um café partilhado, uma conversa sem pressa, um perdão concedido sem plateia. Buscar aquilo que realmente nos faz crescer, não em altura social, mas em profundidade humana.

Há um ponto de virada nesse processo. Ele acontece quando entendemos, de forma definitiva, que o passado não pode ser alterado, mas pode ser ressignificado. O que importa não é o que passou, mas o que aprendemos com cada passo. As quedas ensinam mais que os aplausos. As dores, mais que os confortos. A vida, quando bem lida, vira mestra — exigente, às vezes dura, mas sempre honesta.

Do ponto de vista psicológico e humano, isso tem nome: integração da experiência. É quando passado, presente e futuro deixam de brigar entre si. Não vivemos mais reféns da nostalgia nem escravos da ansiedade. Vivemos conscientes. Inteiros. E isso muda tudo — a forma como amamos, como perdoamos, como lidamos com a finitude e com a esperança.

Depois dos sessenta e cinco, entendemos que recomeçar não é negar a história, mas honrá-la. Sempre há espaço para fazer diferente. Sempre há tempo para ser melhor. Sempre há uma chance de escolher o amor em vez do ressentimento, a gratidão em vez da queixa, a presença em vez da ausência.

Se há uma verdade que essa idade nos ensina, é esta: envelhecer não é perder tempo — é finalmente aprender a habitá-lo. Que sigamos, então, com mais gratidão, mais amor e a coragem serena de quem sabe que a vida continua ensinando até o último dia. E que, enquanto houver fôlego, sempre haverá sentido.

ARTIGO – (Depois dos Sessenta e Cinco: Quando a Vida Fala Mais Baixo e Ensina Mais Fundo)

 

 

(Padre Carlos)

Você percebe quando a vida começa a falar mais baixo. Não é silêncio. É outra frequência. Uma espécie de voz interior que não disputa espaço com o barulho do mundo. Depois dos sessenta e cinco anos, a existência deixa de gritar urgências e passa a sussurrar verdades. E esse sussurro, íntimo, insistente, quase confidencial, só quem chegou até aqui consegue ouvir. Não porque seja mais sábio, mas porque já foi ferido o suficiente para aprender a escutar.

Neste mês faço aniversário. E aniversários, nessa fase da vida, não são apenas datas no calendário. São espelhos. A gente se vê com mais nitidez — não o rosto apenas, mas a alma. A alma daquele menino da Pituba, ainda descalço de certezas. Do jovem militante dos anos de chumbo, quando sonhar custava caro e pensar podia ser perigoso. Do seminarista mergulhado nos embates filosóficos e teológicos, tentando conciliar fé, razão e justiça. Hoje, olhando para trás sem rancor e sem idealizações, percebo que o tempo não nos roubou tudo; ao contrário, nos devolveu o essencial. Chegamos a um ponto em que a vida, com delicadeza firme, nos convida a guardar no coração todas essas coisas.

Pensamos, quase instintivamente, na saúde da nossa família. Não apenas na ausência de doenças, mas no bem-estar real, emocional, espiritual. Pensamos nos amigos, aqueles companheiros de Emaús que caminharam ao nosso lado quando o caminho parecia longo demais — alguns ainda presentes, outros guardados na memória, esse território sagrado onde ninguém morre de verdade. Converso com cada um deles nas minhas lembranças. Há diálogos que o tempo não cala. Pensamos em tudo o que vivemos até aqui: as escolhas acertadas, os erros inevitáveis, as perdas que doeram — e como doeram — amores antigos, trabalhos interrompidos, sonhos que não chegaram ao destino. E, paradoxalmente, também nas conquistas que ensinaram mais pela responsabilidade do que pelo brilho.

Há um dado silencioso, mas poderoso: depois dos sessenta e cinco, a maioria das pessoas passa a valorizar mais relações do que resultados, mais presença do que desempenho, mais sentido do que status. Isso não é fraqueza. É maturidade. É inteligência emocional tardia, porém profunda. A vida deixa de ser corrida e passa a ser caminhada. Já não importa tanto chegar primeiro, mas chegar inteiro.

E então surge a pergunta que realmente importa — não aquela que fazemos aos outros para manter as aparências, mas a que fazemos a nós mesmos, em noites mais longas ou manhãs mais claras: o que ainda podemos fazer para sermos melhores? Não mais para provar algo ao mundo, não para vencer disputas ou alimentar vaidades, mas para estarmos em paz com quem somos. Já não se trata de lutas ideológicas ruidosas, mas de ação misericordiosa concreta. Menos discurso, mais cuidado. Menos trincheiras, mais pontes.

Talvez a resposta seja mais simples do que imaginamos a vida inteira. Cuidar mais de quem amamos, antes que o tempo cuide de afastar. Cuidar das pessoas, independentemente de sua condição social, de sua raça ou de sua preferência ideológica. Ter mais paciência, sobretudo quando o mundo insiste em acelerar. Valorizar os pequenos gestos — um café partilhado, uma conversa sem pressa, um perdão concedido sem plateia. Buscar aquilo que realmente nos faz crescer, não em altura social, mas em profundidade humana.

Há um ponto de virada nesse processo. Ele acontece quando entendemos, de forma definitiva, que o passado não pode ser alterado, mas pode ser ressignificado. O que importa não é o que passou, mas o que aprendemos com cada passo. As quedas ensinam mais que os aplausos. As dores, mais que os confortos. A vida, quando bem lida, vira mestra — exigente, às vezes dura, mas sempre honesta.

Do ponto de vista psicológico e humano, isso tem nome: integração da experiência. É quando passado, presente e futuro deixam de brigar entre si. Não vivemos mais reféns da nostalgia nem escravos da ansiedade. Vivemos conscientes. Inteiros. E isso muda tudo — a forma como amamos, como perdoamos, como lidamos com a finitude e com a esperança.

Depois dos sessenta e cinco, entendemos que recomeçar não é negar a história, mas honrá-la. Sempre há espaço para fazer diferente. Sempre há tempo para ser melhor. Sempre há uma chance de escolher o amor em vez do ressentimento, a gratidão em vez da queixa, a presença em vez da ausência.

Se há uma verdade que essa idade nos ensina, é esta: envelhecer não é perder tempo — é finalmente aprender a habitá-lo. Que sigamos, então, com mais gratidão, mais amor e a coragem serena de quem sabe que a vida continua ensinando até o último dia. E que, enquanto houver fôlego, sempre haverá sentido.

ARTIGO – (8 de Janeiro: Quando a Democracia Derrotou as Forças Ocultas do Fascismo) – (Padre Carlos)

 

 

 

Durante quase um século, parte expressiva do Exército brasileiro e da cultura política de direita celebrou, ano após ano, a chamada “vitória” sobre a Intentona Comunista de 1935. Esse episódio histórico foi utilizado não apenas como registro do passado, mas como instrumento ideológico permanente para alimentar o anticomunismo, moldar consciências, justificar autoritarismos e manter viva uma narrativa de medo. A Intentona tornou-se menos um fato histórico e mais um símbolo político, explorado para sustentar uma cultura conservadora, hierárquica e, muitas vezes, avessa à democracia.

O curioso — e revelador — é que o Brasil, por décadas, comemorou a derrota de uma tentativa de golpe atribuída à esquerda, mas jamais criou uma tradição de celebrar as vitórias da democracia sobre golpes reais, concretos e perigosos vindos da extrema direita. Essa assimetria histórica diz muito sobre quem sempre teve o poder de contar a história oficial e quais interesses ela serviu.

O 8 de janeiro de 2023 rompe esse ciclo. Pela primeira vez, o país tem a chance histórica de ressignificar a memória política nacional e instituir uma data que não celebra quartéis, baionetas ou discursos de ódio, mas a resistência democrática, o Estado de Direito e a soberania popular. O 8 de janeiro precisa entrar para a história como o dia em que a democracia brasileira venceu, de forma clara e inequívoca, uma tentativa de golpe da ultradireita, do autoritarismo e do fascismo contemporâneo.

Diferente da Intentona de 1935, envolta até hoje em controvérsias, exageros narrativos e instrumentalização ideológica, a tentativa de golpe do 8 de janeiro foi transmitida ao vivo, registrada por câmeras, celulares e pelos próprios golpistas. Não houve espaço para versões fantasiosas. O ataque às instituições foi explícito: Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto foram alvos diretos de uma ação coordenada que buscava destruir símbolos da República e abrir caminho para um regime de exceção.

Celebrar o 8 de janeiro não é dividir o país, como insistem alguns. Pelo contrário: é afirmar um pacto civilizatório mínimo. É dizer, de forma pedagógica e pública, que golpes de Estado, ataques às instituições democráticas e flertes com o fascismo não serão tolerados. É transformar a memória em vacina política contra novas aventuras autoritárias.

Mais do que uma data, o 8 de janeiro deve se tornar um marco cultural, político e educativo. Um dia para lembrar que as “forças ocultas” que sempre mandaram no país — elites autoritárias, setores antidemocráticos, interesses econômicos travestidos de patriotismo — foram derrotadas não por armas, mas pela Constituição, pelas instituições e pela mobilização democrática.

Se durante décadas o Brasil ensinou suas crianças a temer o “fantasma do comunismo”, chegou a hora de ensinar às novas gerações o verdadeiro perigo: o autoritarismo, a extrema direita, o fascismo e a negação da democracia. O 8 de janeiro precisa ser lembrado todos os anos como o dia em que a democracia venceu. Não como retórica, mas como compromisso histórico.

A história, afinal, não é neutra. Ela sempre escolhe um lado. E o lado que o Brasil deve escolher, sem ambiguidade, é o da democracia.

Padre Carlos

ARTIGO – (8 de Janeiro: Quando a Democracia Derrotou as Forças Ocultas do Fascismo) – (Padre Carlos)

 

 

 

Durante quase um século, parte expressiva do Exército brasileiro e da cultura política de direita celebrou, ano após ano, a chamada “vitória” sobre a Intentona Comunista de 1935. Esse episódio histórico foi utilizado não apenas como registro do passado, mas como instrumento ideológico permanente para alimentar o anticomunismo, moldar consciências, justificar autoritarismos e manter viva uma narrativa de medo. A Intentona tornou-se menos um fato histórico e mais um símbolo político, explorado para sustentar uma cultura conservadora, hierárquica e, muitas vezes, avessa à democracia.

O curioso — e revelador — é que o Brasil, por décadas, comemorou a derrota de uma tentativa de golpe atribuída à esquerda, mas jamais criou uma tradição de celebrar as vitórias da democracia sobre golpes reais, concretos e perigosos vindos da extrema direita. Essa assimetria histórica diz muito sobre quem sempre teve o poder de contar a história oficial e quais interesses ela serviu.

O 8 de janeiro de 2023 rompe esse ciclo. Pela primeira vez, o país tem a chance histórica de ressignificar a memória política nacional e instituir uma data que não celebra quartéis, baionetas ou discursos de ódio, mas a resistência democrática, o Estado de Direito e a soberania popular. O 8 de janeiro precisa entrar para a história como o dia em que a democracia brasileira venceu, de forma clara e inequívoca, uma tentativa de golpe da ultradireita, do autoritarismo e do fascismo contemporâneo.

Diferente da Intentona de 1935, envolta até hoje em controvérsias, exageros narrativos e instrumentalização ideológica, a tentativa de golpe do 8 de janeiro foi transmitida ao vivo, registrada por câmeras, celulares e pelos próprios golpistas. Não houve espaço para versões fantasiosas. O ataque às instituições foi explícito: Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto foram alvos diretos de uma ação coordenada que buscava destruir símbolos da República e abrir caminho para um regime de exceção.

Celebrar o 8 de janeiro não é dividir o país, como insistem alguns. Pelo contrário: é afirmar um pacto civilizatório mínimo. É dizer, de forma pedagógica e pública, que golpes de Estado, ataques às instituições democráticas e flertes com o fascismo não serão tolerados. É transformar a memória em vacina política contra novas aventuras autoritárias.

Mais do que uma data, o 8 de janeiro deve se tornar um marco cultural, político e educativo. Um dia para lembrar que as “forças ocultas” que sempre mandaram no país — elites autoritárias, setores antidemocráticos, interesses econômicos travestidos de patriotismo — foram derrotadas não por armas, mas pela Constituição, pelas instituições e pela mobilização democrática.

Se durante décadas o Brasil ensinou suas crianças a temer o “fantasma do comunismo”, chegou a hora de ensinar às novas gerações o verdadeiro perigo: o autoritarismo, a extrema direita, o fascismo e a negação da democracia. O 8 de janeiro precisa ser lembrado todos os anos como o dia em que a democracia venceu. Não como retórica, mas como compromisso histórico.

A história, afinal, não é neutra. Ela sempre escolhe um lado. E o lado que o Brasil deve escolher, sem ambiguidade, é o da democracia.

Padre Carlos

ARTIGO – A Força da Escolha: Como o Secretariado de Sheila Lemos Alavanca o Progresso de Conquista

 

 

(Padre Carlos)

A política, quando exercida com maturidade institucional e visão estratégica, deixa de ser palco de disputas estéreis para se tornar instrumento concreto de desenvolvimento. Foi exatamente essa mensagem que se impôs na solenidade de posse de Kalilly Lemos Santos da Rocha, empossada nesta quarta-feira (7) como a primeira titular da Secretaria de Relações Institucionais (SERIN) de Vitória da Conquista. Mais do que um ato protocolar, o evento simbolizou um modelo de gestão que aposta no diálogo político, na técnica administrativa e na construção de consensos como motores do progresso.

A criação da SERIN não é um gesto trivial. Ela nasce da compreensão de que uma cidade do porte e da centralidade regional de Vitória da Conquista exige articulação permanente entre o Executivo, o Legislativo e a sociedade civil organizada. Ao institucionalizar essa ponte, a prefeita Sheila Lemos sinaliza que governar, hoje, é saber ouvir, negociar, mediar interesses e transformar divergências em soluções possíveis. É política no seu sentido mais nobre: a arte de construir o bem comum.

A escolha de Kalilly Lemos reforça essa lógica. Sua trajetória como assessora e sua passagem pela Secretaria Municipal de Saúde revelaram uma capacidade rara no serviço público: aliar competência técnica à escuta qualificada. Em tempos de radicalização e discursos vazios, apostar em alguém com habilidade para o diálogo é uma decisão estratégica que fortalece a governabilidade e reduz ruídos institucionais. Não por acaso, Sheila Lemos foi enfática ao afirmar que a nomeação não se deu por acaso, mas por mérito e confiança construída ao longo do tempo.

Há também um elemento simbólico poderoso: a valorização da bancada feminina em um governo que agora conta com nove mulheres à frente de secretarias estratégicas. Em um país ainda marcado por desigualdades de gênero na política, esse dado não é apenas estatístico, é político. Demonstra que competência não tem gênero e que a pluralidade na gestão pública amplia perspectivas, melhora decisões e aproxima o poder da realidade social.

A fala de Kalilly, ao afirmar que sua missão é “ser ponte”, sintetiza o espírito da nova secretaria e, de certo modo, do próprio governo. Ponte entre a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, ponte com as associações, ONGs, instituições públicas e privadas, ponte com a população. Em um cenário nacional em que muitos governos se isolam em bolhas de poder, Vitória da Conquista aposta na interlocução permanente como método de gestão.

Esse ambiente de estabilidade política e diálogo institucional tem reflexos diretos no desenvolvimento econômico e social da cidade. Não é coincidência que Conquista venha se consolidando como polo turístico e de serviços, com projetos estruturantes no horizonte, como as novas etapas da Lagoa das Bateias previstas para 2026. Investidores, empreendedores e a própria sociedade civil respondem positivamente quando percebem segurança administrativa, planejamento e coesão política.

A solenidade de posse, prestigiada por vereadores de diferentes espectros e por representantes da imprensa e do secretariado, revelou um dado importante: há, hoje, em Vitória da Conquista, um ambiente político mais propício à cooperação do que ao confronto. Isso não elimina divergências, mas as recoloca no campo do debate institucional, onde elas devem estar.

Em política, governos se medem menos pelo discurso e mais pelas escolhas que fazem. Ao criar a SERIN e confiar sua condução a Kalilly Lemos, Sheila Lemos reafirma um modelo de gestão que privilegia a técnica, o diálogo e a responsabilidade institucional. É essa combinação que explica, em grande parte, os índices de aprovação, a estabilidade administrativa e a percepção de que Vitória da Conquista segue avançando.

O progresso não nasce do improviso. Ele é fruto de decisões bem pensadas, de equipes qualificadas e de lideranças que compreendem que governar é, antes de tudo, construir pontes. E, nesse aspecto, a escolha está feita — e os resultados começam a se tornar visíveis.

ARTIGO – A Força da Escolha: Como o Secretariado de Sheila Lemos Alavanca o Progresso de Conquista

 

 

(Padre Carlos)

A política, quando exercida com maturidade institucional e visão estratégica, deixa de ser palco de disputas estéreis para se tornar instrumento concreto de desenvolvimento. Foi exatamente essa mensagem que se impôs na solenidade de posse de Kalilly Lemos Santos da Rocha, empossada nesta quarta-feira (7) como a primeira titular da Secretaria de Relações Institucionais (SERIN) de Vitória da Conquista. Mais do que um ato protocolar, o evento simbolizou um modelo de gestão que aposta no diálogo político, na técnica administrativa e na construção de consensos como motores do progresso.

A criação da SERIN não é um gesto trivial. Ela nasce da compreensão de que uma cidade do porte e da centralidade regional de Vitória da Conquista exige articulação permanente entre o Executivo, o Legislativo e a sociedade civil organizada. Ao institucionalizar essa ponte, a prefeita Sheila Lemos sinaliza que governar, hoje, é saber ouvir, negociar, mediar interesses e transformar divergências em soluções possíveis. É política no seu sentido mais nobre: a arte de construir o bem comum.

A escolha de Kalilly Lemos reforça essa lógica. Sua trajetória como assessora e sua passagem pela Secretaria Municipal de Saúde revelaram uma capacidade rara no serviço público: aliar competência técnica à escuta qualificada. Em tempos de radicalização e discursos vazios, apostar em alguém com habilidade para o diálogo é uma decisão estratégica que fortalece a governabilidade e reduz ruídos institucionais. Não por acaso, Sheila Lemos foi enfática ao afirmar que a nomeação não se deu por acaso, mas por mérito e confiança construída ao longo do tempo.

Há também um elemento simbólico poderoso: a valorização da bancada feminina em um governo que agora conta com nove mulheres à frente de secretarias estratégicas. Em um país ainda marcado por desigualdades de gênero na política, esse dado não é apenas estatístico, é político. Demonstra que competência não tem gênero e que a pluralidade na gestão pública amplia perspectivas, melhora decisões e aproxima o poder da realidade social.

A fala de Kalilly, ao afirmar que sua missão é “ser ponte”, sintetiza o espírito da nova secretaria e, de certo modo, do próprio governo. Ponte entre a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, ponte com as associações, ONGs, instituições públicas e privadas, ponte com a população. Em um cenário nacional em que muitos governos se isolam em bolhas de poder, Vitória da Conquista aposta na interlocução permanente como método de gestão.

Esse ambiente de estabilidade política e diálogo institucional tem reflexos diretos no desenvolvimento econômico e social da cidade. Não é coincidência que Conquista venha se consolidando como polo turístico e de serviços, com projetos estruturantes no horizonte, como as novas etapas da Lagoa das Bateias previstas para 2026. Investidores, empreendedores e a própria sociedade civil respondem positivamente quando percebem segurança administrativa, planejamento e coesão política.

A solenidade de posse, prestigiada por vereadores de diferentes espectros e por representantes da imprensa e do secretariado, revelou um dado importante: há, hoje, em Vitória da Conquista, um ambiente político mais propício à cooperação do que ao confronto. Isso não elimina divergências, mas as recoloca no campo do debate institucional, onde elas devem estar.

Em política, governos se medem menos pelo discurso e mais pelas escolhas que fazem. Ao criar a SERIN e confiar sua condução a Kalilly Lemos, Sheila Lemos reafirma um modelo de gestão que privilegia a técnica, o diálogo e a responsabilidade institucional. É essa combinação que explica, em grande parte, os índices de aprovação, a estabilidade administrativa e a percepção de que Vitória da Conquista segue avançando.

O progresso não nasce do improviso. Ele é fruto de decisões bem pensadas, de equipes qualificadas e de lideranças que compreendem que governar é, antes de tudo, construir pontes. E, nesse aspecto, a escolha está feita — e os resultados começam a se tornar visíveis.

ARTIGO – VOAR PARA SALVADOR: ENTRE A FRUSTRAÇÃO DO PASSAGEIRO E A REALIDADE DO MERCADO AÉREO

 

 

José Maria Caires

Falo aqui não apenas como analista, mas como empresário com décadas de experiência no ramo de turismo e transporte, acompanhando de perto o comportamento do mercado, das companhias aéreas, das rodoviárias e, sobretudo, do passageiro do Sudoeste baiano. O que está acontecendo com os voos para Salvador não é fruto de acaso, nem de má vontade isolada: é resultado de uma combinação perigosa entre redução de oferta, concentração de mercado, custos operacionais elevados e falta de planejamento estratégico regional.

A Região Sudoeste, especialmente cidades como Vitória da Conquista, vive hoje um verdadeiro desencanto com Salvador. A capital da Bahia, que sempre foi o principal polo de conexões, saúde, negócios e lazer, tornou-se um destino aéreo instável, caro e imprevisível. A escassez de voos diários mudou completamente os hábitos do viajante. Muitos desistiram do avião e migraram para o ônibus leito, mesmo enfrentando longas horas de estrada. Isso, por si só, já é um sintoma claro de falha estrutural no sistema aéreo regional.

Os preços das passagens aéreas, quando compradas de última hora, estão fora de qualquer parâmetro razoável. Não se trata apenas de “alta demanda”, como gostam de justificar. Trata-se de pouca oferta, poucos horários, baixa concorrência e um modelo de precificação agressivo que penaliza quem precisa viajar por urgência. Saúde, trabalho e compromissos familiares não podem esperar promoções relâmpago.

Mas é preciso dizer a verdade completa à população e aos clientes: o mercado ainda oferece boas oportunidades para quem consegue planejar. Quando a viagem tem data definida e algum grau de antecedência, os preços caem de forma significativa. Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e outros grandes centros ainda podem ser acessados com tarifas competitivas, desde que o passageiro compre com estratégia e orientação profissional.

Como empresário do setor, deixo algumas orientações claras. Primeiro: planejar não é luxo, é sobrevivência financeira. Comprar passagens com antecedência pode significar economizar centenas de reais. Segundo: diversificar destinos e conexões é fundamental. Muitas vezes, voar para Belo Horizonte ou São Paulo abre alternativas melhores de custo e horário do que insistir exclusivamente em Salvador. Terceiro: o apoio de uma agência séria faz diferença. Profissionais acompanham variações de tarifa, janelas promocionais e rotas alternativas que o passageiro comum não consegue monitorar diariamente.

O que não podemos aceitar é a naturalização do caos aéreo regional. A população do Sudoeste produz, consome, gera riqueza e merece conectividade aérea digna. É preciso pressão institucional, articulação política e diálogo com as companhias aéreas para ampliar a malha, aumentar a frequência de voos e devolver competitividade ao mercado. Sem isso, continuaremos empurrando passageiros para o transporte rodoviário por falta de opção, não por escolha.

Enquanto essa correção estrutural não acontece, a melhor arma do consumidor é a informação. Viajar hoje exige inteligência, planejamento e assessoria. O turismo, os negócios e a mobilidade regional dependem disso. Quem entende o mercado não deixa de voar; aprende a voar melhor, pagando menos e evitando frustrações desnecessárias.

ARTIGO – VOAR PARA SALVADOR: ENTRE A FRUSTRAÇÃO DO PASSAGEIRO E A REALIDADE DO MERCADO AÉREO

 

 

José Maria Caires

Falo aqui não apenas como analista, mas como empresário com décadas de experiência no ramo de turismo e transporte, acompanhando de perto o comportamento do mercado, das companhias aéreas, das rodoviárias e, sobretudo, do passageiro do Sudoeste baiano. O que está acontecendo com os voos para Salvador não é fruto de acaso, nem de má vontade isolada: é resultado de uma combinação perigosa entre redução de oferta, concentração de mercado, custos operacionais elevados e falta de planejamento estratégico regional.

A Região Sudoeste, especialmente cidades como Vitória da Conquista, vive hoje um verdadeiro desencanto com Salvador. A capital da Bahia, que sempre foi o principal polo de conexões, saúde, negócios e lazer, tornou-se um destino aéreo instável, caro e imprevisível. A escassez de voos diários mudou completamente os hábitos do viajante. Muitos desistiram do avião e migraram para o ônibus leito, mesmo enfrentando longas horas de estrada. Isso, por si só, já é um sintoma claro de falha estrutural no sistema aéreo regional.

Os preços das passagens aéreas, quando compradas de última hora, estão fora de qualquer parâmetro razoável. Não se trata apenas de “alta demanda”, como gostam de justificar. Trata-se de pouca oferta, poucos horários, baixa concorrência e um modelo de precificação agressivo que penaliza quem precisa viajar por urgência. Saúde, trabalho e compromissos familiares não podem esperar promoções relâmpago.

Mas é preciso dizer a verdade completa à população e aos clientes: o mercado ainda oferece boas oportunidades para quem consegue planejar. Quando a viagem tem data definida e algum grau de antecedência, os preços caem de forma significativa. Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e outros grandes centros ainda podem ser acessados com tarifas competitivas, desde que o passageiro compre com estratégia e orientação profissional.

Como empresário do setor, deixo algumas orientações claras. Primeiro: planejar não é luxo, é sobrevivência financeira. Comprar passagens com antecedência pode significar economizar centenas de reais. Segundo: diversificar destinos e conexões é fundamental. Muitas vezes, voar para Belo Horizonte ou São Paulo abre alternativas melhores de custo e horário do que insistir exclusivamente em Salvador. Terceiro: o apoio de uma agência séria faz diferença. Profissionais acompanham variações de tarifa, janelas promocionais e rotas alternativas que o passageiro comum não consegue monitorar diariamente.

O que não podemos aceitar é a naturalização do caos aéreo regional. A população do Sudoeste produz, consome, gera riqueza e merece conectividade aérea digna. É preciso pressão institucional, articulação política e diálogo com as companhias aéreas para ampliar a malha, aumentar a frequência de voos e devolver competitividade ao mercado. Sem isso, continuaremos empurrando passageiros para o transporte rodoviário por falta de opção, não por escolha.

Enquanto essa correção estrutural não acontece, a melhor arma do consumidor é a informação. Viajar hoje exige inteligência, planejamento e assessoria. O turismo, os negócios e a mobilidade regional dependem disso. Quem entende o mercado não deixa de voar; aprende a voar melhor, pagando menos e evitando frustrações desnecessárias.

O Silêncio que Cura: A Força Invisível do Terço de São Peregrino

 

 

 

 

O diagnóstico chega como um trovão em dia de sol. Em um segundo, o chão sob os pés — aquele que julgávamos sólido — dissolve-se em uma areia movediça de termos médicos, exames de imagem e o peso frio da palavra “câncer”. É nesse instante, quando a ciência alcança o limite do que pode medir e o corpo humano se torna um campo de batalha, que uma tecnologia muito mais antiga e silenciosa começa a operar: a fé.

Mais do que um conjunto de contas ou um objeto de adorno, o Terço de São Peregrino surge como um porto seguro para quem navega pelos mares revoltos das doenças graves. Mas o que torna essa devoção popular tão poderosa em tempos de medicina de alta precisão?

A Anatomia da Esperança

Imagine-se no século XIII. Peregrino Laziosi, um homem de penitência, carrega na perna uma chaga maligna que os médicos da época já condenaram à amputação. Na noite anterior à cirurgia, ele se arrasta até o crucifixo. Não há protocolos, apenas o grito da alma. Ao amanhecer, o milagre: a carne regenerada, a dor dissipada.

Essa narrativa não é apenas um registro histórico; é a pedra fundamental de uma devoção e proteção para os enfermos que atravessa os séculos. O Terço de São Peregrino não segue o ritmo tradicional do “Pai Nosso” ou da “Ave-Maria”. Ele é desenhado para a urgência do agora.

Quando os dedos tocam a primeira conta e a voz — às vezes trêmula, às vezes um sussurro — diz: “São Peregrino acreditou, confiou e foi curado; eu também acredito, eu confio e tenho certeza de que serei curado”, acontece uma mudança de frequência. Saímos do modo de pânico e entramos no modo de combate espiritual.

O Ritmo que Acalma o Caos

As doenças crônicas ou oncológicas costumam roubar do paciente a sua identidade. Você deixa de ser um pai, uma profissional, um artista, para se tornar um “número de prontuário”. O ato de rezar as dezenas de São Peregrino é o resgate dessa humanidade.

As repetições rítmicas funcionam como o bater de um coração calmo. Nas contas menores, apenas o nome: “São Peregrino”. É como chamar por um amigo que já trilhou o caminho do Vale das Sombras e sabe a saída. Ao final de cada dezena, o mantra que deveria estar gravado em cada parede de hospital: “Eu não tenho medo, Deus está comigo, porque para Deus nada é impossível”.

Aqui, a técnica narrativa da fé se encontra com a psicologia da resiliência. Ao afirmar que não tem medo, o fiel não nega a realidade biológica, mas retira do câncer o poder de paralisar sua mente. É um framing estratégico da existência: a doença pode estar no corpo, mas não precisa ser a dona do espírito.

Fé: O Lembrete da Força nas Provas

É fundamental compreender que o Terço de São Peregrino não é uma fórmula mágica que exclui a medicina. Pelo contrário, ele é o combustível que permite ao paciente suportar o tratamento. É o alívio das dores que a morfina às vezes não alcança; é a paz de espírito necessária para enfrentar uma sala de quimioterapia.

Unir o sofrimento pessoal ao sofrimento de Cristo no crucifixo — como o próprio São Peregrino fez — transforma a dor em propósito. Deixa de ser um castigo para ser uma “prova de fogo” onde o que é supérfluo queima e o que é eterno permanece.

Conclusão: Um Convite à Confiança

Se você ou alguém que você ama está atravessando o deserto de uma enfermidade grave, saiba que não é necessário caminhar sozinho. O Terço de São Peregrino é mais que uma oração; é um sinal de que a cura começa de dentro para fora.

A ciência cuida das células; a fé cuida da alma. E quando ambas dão as mãos, o impossível perde a sua força. Que São Peregrino, o protetor dos enfermos, seja o seu guia nessa jornada. Pegue o seu terço, sinta a textura das contas e, acima de tudo, acredite: a luz que curou Peregrino no século XIII ainda brilha hoje, esperando apenas o seu “eu confio”.

Por: Padre Carlos

O Silêncio que Cura: A Força Invisível do Terço de São Peregrino

 

 

 

 

O diagnóstico chega como um trovão em dia de sol. Em um segundo, o chão sob os pés — aquele que julgávamos sólido — dissolve-se em uma areia movediça de termos médicos, exames de imagem e o peso frio da palavra “câncer”. É nesse instante, quando a ciência alcança o limite do que pode medir e o corpo humano se torna um campo de batalha, que uma tecnologia muito mais antiga e silenciosa começa a operar: a fé.

Mais do que um conjunto de contas ou um objeto de adorno, o Terço de São Peregrino surge como um porto seguro para quem navega pelos mares revoltos das doenças graves. Mas o que torna essa devoção popular tão poderosa em tempos de medicina de alta precisão?

A Anatomia da Esperança

Imagine-se no século XIII. Peregrino Laziosi, um homem de penitência, carrega na perna uma chaga maligna que os médicos da época já condenaram à amputação. Na noite anterior à cirurgia, ele se arrasta até o crucifixo. Não há protocolos, apenas o grito da alma. Ao amanhecer, o milagre: a carne regenerada, a dor dissipada.

Essa narrativa não é apenas um registro histórico; é a pedra fundamental de uma devoção e proteção para os enfermos que atravessa os séculos. O Terço de São Peregrino não segue o ritmo tradicional do “Pai Nosso” ou da “Ave-Maria”. Ele é desenhado para a urgência do agora.

Quando os dedos tocam a primeira conta e a voz — às vezes trêmula, às vezes um sussurro — diz: “São Peregrino acreditou, confiou e foi curado; eu também acredito, eu confio e tenho certeza de que serei curado”, acontece uma mudança de frequência. Saímos do modo de pânico e entramos no modo de combate espiritual.

O Ritmo que Acalma o Caos

As doenças crônicas ou oncológicas costumam roubar do paciente a sua identidade. Você deixa de ser um pai, uma profissional, um artista, para se tornar um “número de prontuário”. O ato de rezar as dezenas de São Peregrino é o resgate dessa humanidade.

As repetições rítmicas funcionam como o bater de um coração calmo. Nas contas menores, apenas o nome: “São Peregrino”. É como chamar por um amigo que já trilhou o caminho do Vale das Sombras e sabe a saída. Ao final de cada dezena, o mantra que deveria estar gravado em cada parede de hospital: “Eu não tenho medo, Deus está comigo, porque para Deus nada é impossível”.

Aqui, a técnica narrativa da fé se encontra com a psicologia da resiliência. Ao afirmar que não tem medo, o fiel não nega a realidade biológica, mas retira do câncer o poder de paralisar sua mente. É um framing estratégico da existência: a doença pode estar no corpo, mas não precisa ser a dona do espírito.

Fé: O Lembrete da Força nas Provas

É fundamental compreender que o Terço de São Peregrino não é uma fórmula mágica que exclui a medicina. Pelo contrário, ele é o combustível que permite ao paciente suportar o tratamento. É o alívio das dores que a morfina às vezes não alcança; é a paz de espírito necessária para enfrentar uma sala de quimioterapia.

Unir o sofrimento pessoal ao sofrimento de Cristo no crucifixo — como o próprio São Peregrino fez — transforma a dor em propósito. Deixa de ser um castigo para ser uma “prova de fogo” onde o que é supérfluo queima e o que é eterno permanece.

Conclusão: Um Convite à Confiança

Se você ou alguém que você ama está atravessando o deserto de uma enfermidade grave, saiba que não é necessário caminhar sozinho. O Terço de São Peregrino é mais que uma oração; é um sinal de que a cura começa de dentro para fora.

A ciência cuida das células; a fé cuida da alma. E quando ambas dão as mãos, o impossível perde a sua força. Que São Peregrino, o protetor dos enfermos, seja o seu guia nessa jornada. Pegue o seu terço, sinta a textura das contas e, acima de tudo, acredite: a luz que curou Peregrino no século XIII ainda brilha hoje, esperando apenas o seu “eu confio”.

Por: Padre Carlos

A Alquimia da Esperança: Paco Ribero e a Nova Voz que Ecoa das Alterosas

 

 

Por um amor das artes

 

Belo Horizonte sempre teve uma relação intrínseca entre os minerais e o mistério. Se outrara Carlos Drummond de Andrade lamentava a montanha pulverizada, sentenciando que “não há mais mina”, a capital mineira ressurge agora em uma proteção muito mais preciosa e inesgotável: a da alma humana. É nesse cenário de transição, onde a tradição do Clube da Esquina encontra o pulsar da contemporaneidade, que emerge a figura de Francisco Ribero — ou simplesmente Paco , para aqueles que já se deixaram cativar pela proximidade de sua obra.

Chico não é apenas um compositor; ele é um lapidador de sentimentos. Em seus versos, a Serra do Curral deixa de ser apenas um horizonte geográfico para se tornar um horizonte de possibilidades. Sua escrita carrega a densidade de quem compreende que a vida, em sua essência, é um eterno processo de aprendizado e retomada.

O Renascer como Imperativo Poético

Ao analisarmos a lírica de Paco, percebemos que ele não se esquivava da dor, mas a utilizava como matéria-prima para a transcendência. Quando ele canta “Preciso viver, voltar a aprender / vamos nos sentir felizes para parar de sofrer” , ele estabelece um pacto de honestidade com o ouvinte. Não há fórmulas mágicas, há urgência de movimento.

A profundidade de sua obra reside na simplicidade cortante de conceitos fundamentais: fé e esperança . Para Ribero, esses não são termos abstratos de dicionário, mas sim ferramentas de sobrevivência. Ele nos conduz por um caminho onde a felicidade não é um destino fortuito, mas uma conquista de quem teve a coragem de “procurar alguém que torne feliz” e de quem não aceita o luto do direito perdido.

A Estética do Desabrochar

Um dos momentos mais tocantes de sua composição é a metáfora do renascimento. O verso “Renascer para a vida, desabrochar sem dor” revela uma sensibilidade quase botânica. Paco observa a natureza humana com a mesma paciência com que se observa uma flor rompendo o asfalto.

Ainda que surjam imagens enigmáticas em sua poética — como o “dizer da bruxa” que evoca um misticismo ancestral das Minas Gerais — o cerne de sua mensagem permanece luminoso: a transformação da tristeza em encontro. Ele entende que quem domina o idioma do amor detém a chave para decifrar os “sentimentos que a alma nos traz”.

Por que Paco Ribero é a voz que precisamos agora?

A nova geração de compositores de BH carrega um fardo pesado: o de honrar o passado sem se tornar sombra dele. Francisco Ribero consegue o feito de ser reverente à tradição, mas com uma pulsação própria. Sua música tem o cheiro de terra molhada e a claridade das manhãs de sol no cerrado.

“O sorriso que faz com toda a beleza como a natureza o seu mundo de voltar a viver…”

Nestas palavras, Paco resume o que a arte deve ser: um espelho da resiliência natural. Ele nos lembra que, mesmo quando a montanha física se esvai, a montanha interna — feita de caráter, melodia e poesia — permanece inabalável.

Que os filhos de Paco Ribero transcendem as serras e alcançam todos aqueles que, em algum momento, esqueceram como se fizeram para desabrochar. Minas, afinal, ainda produz riquezas; mas agora, elas não se pesam em arrobas, mas sim na medida exata de um coração que se permite recomeçar.

Padre Carlos

A Alquimia da Esperança: Paco Ribero e a Nova Voz que Ecoa das Alterosas

 

 

Por um amor das artes

 

Belo Horizonte sempre teve uma relação intrínseca entre os minerais e o mistério. Se outrara Carlos Drummond de Andrade lamentava a montanha pulverizada, sentenciando que “não há mais mina”, a capital mineira ressurge agora em uma proteção muito mais preciosa e inesgotável: a da alma humana. É nesse cenário de transição, onde a tradição do Clube da Esquina encontra o pulsar da contemporaneidade, que emerge a figura de Francisco Ribero — ou simplesmente Paco , para aqueles que já se deixaram cativar pela proximidade de sua obra.

Chico não é apenas um compositor; ele é um lapidador de sentimentos. Em seus versos, a Serra do Curral deixa de ser apenas um horizonte geográfico para se tornar um horizonte de possibilidades. Sua escrita carrega a densidade de quem compreende que a vida, em sua essência, é um eterno processo de aprendizado e retomada.

O Renascer como Imperativo Poético

Ao analisarmos a lírica de Paco, percebemos que ele não se esquivava da dor, mas a utilizava como matéria-prima para a transcendência. Quando ele canta “Preciso viver, voltar a aprender / vamos nos sentir felizes para parar de sofrer” , ele estabelece um pacto de honestidade com o ouvinte. Não há fórmulas mágicas, há urgência de movimento.

A profundidade de sua obra reside na simplicidade cortante de conceitos fundamentais: fé e esperança . Para Ribero, esses não são termos abstratos de dicionário, mas sim ferramentas de sobrevivência. Ele nos conduz por um caminho onde a felicidade não é um destino fortuito, mas uma conquista de quem teve a coragem de “procurar alguém que torne feliz” e de quem não aceita o luto do direito perdido.

A Estética do Desabrochar

Um dos momentos mais tocantes de sua composição é a metáfora do renascimento. O verso “Renascer para a vida, desabrochar sem dor” revela uma sensibilidade quase botânica. Paco observa a natureza humana com a mesma paciência com que se observa uma flor rompendo o asfalto.

Ainda que surjam imagens enigmáticas em sua poética — como o “dizer da bruxa” que evoca um misticismo ancestral das Minas Gerais — o cerne de sua mensagem permanece luminoso: a transformação da tristeza em encontro. Ele entende que quem domina o idioma do amor detém a chave para decifrar os “sentimentos que a alma nos traz”.

Por que Paco Ribero é a voz que precisamos agora?

A nova geração de compositores de BH carrega um fardo pesado: o de honrar o passado sem se tornar sombra dele. Francisco Ribero consegue o feito de ser reverente à tradição, mas com uma pulsação própria. Sua música tem o cheiro de terra molhada e a claridade das manhãs de sol no cerrado.

“O sorriso que faz com toda a beleza como a natureza o seu mundo de voltar a viver…”

Nestas palavras, Paco resume o que a arte deve ser: um espelho da resiliência natural. Ele nos lembra que, mesmo quando a montanha física se esvai, a montanha interna — feita de caráter, melodia e poesia — permanece inabalável.

Que os filhos de Paco Ribero transcendem as serras e alcançam todos aqueles que, em algum momento, esqueceram como se fizeram para desabrochar. Minas, afinal, ainda produz riquezas; mas agora, elas não se pesam em arrobas, mas sim na medida exata de um coração que se permite recomeçar.

Padre Carlos

A Alquimia da Esperança: Paco Ribero e a Nova Voz que Ecoa das Alterosas

 

 

 

Por um amor das artes

 

Belo Horizonte sempre teve uma relação intrínseca entre os minerais e o mistério. Se outrara Carlos Drummond de Andrade lamentava a montanha pulverizada, sentenciando que “não há mais mina”, a capital mineira ressurge agora em uma proteção muito mais preciosa e inesgotável: a da alma humana. É nesse cenário de transição, onde a tradição do Clube da Esquina encontra o pulsar da contemporaneidade, que emerge a figura de Francisco Ribero — ou simplesmente Paco , para aqueles que já se deixaram cativar pela proximidade de sua obra.

Chico não é apenas um compositor; ele é um lapidador de sentimentos. Em seus versos, a Serra do Curral deixa de ser apenas um horizonte geográfico para se tornar um horizonte de possibilidades. Sua escrita carrega a densidade de quem compreende que a vida, em sua essência, é um eterno processo de aprendizado e retomada.

O Renascer como Imperativo Poético

Ao analisarmos a lírica de Paco, percebemos que ele não se esquivava da dor, mas a utilizava como matéria-prima para a transcendência. Quando ele canta “Preciso viver, voltar a aprender / vamos nos sentir felizes para parar de sofrer” , ele estabelece um pacto de honestidade com o ouvinte. Não há fórmulas mágicas, há urgência de movimento.

A profundidade de sua obra reside na simplicidade cortante de conceitos fundamentais: fé e esperança . Para Ribero, esses não são termos abstratos de dicionário, mas sim ferramentas de sobrevivência. Ele nos conduz por um caminho onde a felicidade não é um destino fortuito, mas uma conquista de quem teve a coragem de “procurar alguém que torne feliz” e de quem não aceita o luto do direito perdido.

A Estética do Desabrochar

Um dos momentos mais tocantes de sua composição é a metáfora do renascimento. O verso “Renascer para a vida, desabrochar sem dor” revela uma sensibilidade quase botânica. Paco observa a natureza humana com a mesma paciência com que se observa uma flor rompendo o asfalto.

Ainda que surjam imagens enigmáticas em sua poética — como o “dizer da bruxa” que evoca um misticismo ancestral das Minas Gerais — o cerne de sua mensagem permanece luminoso: a transformação da tristeza em encontro. Ele entende que quem domina o idioma do amor detém a chave para decifrar os “sentimentos que a alma nos traz”.

Por que Paco Ribero é a voz que precisamos agora?

A nova geração de compositores de BH carrega um fardo pesado: o de honrar o passado sem se tornar sombra dele. Francisco Ribero consegue o feito de ser reverente à tradição, mas com uma pulsação própria. Sua música tem o cheiro de terra molhada e a claridade das manhãs de sol no cerrado.

“O sorriso que faz com toda a beleza como a natureza o seu mundo de voltar a viver…”

Nestas palavras, Paco resume o que a arte deve ser: um espelho da resiliência natural. Ele nos lembra que, mesmo quando a montanha física se esvai, a montanha interna — feita de caráter, melodia e poesia — permanece inabalável.

Que os filhos de Paco Ribero transcendem as serras e alcançam todos aqueles que, em algum momento, esqueceram como se fizeram para desabrochar. Minas, afinal, ainda produz riquezas; mas agora, elas não se pesam em arrobas, mas sim na medida exata de um coração que se permite recomeçar.

Padre Carlos

A Alquimia da Esperança: Paco Ribero e a Nova Voz que Ecoa das Alterosas

 

 

 

Por um amor das artes

 

Belo Horizonte sempre teve uma relação intrínseca entre os minerais e o mistério. Se outrara Carlos Drummond de Andrade lamentava a montanha pulverizada, sentenciando que “não há mais mina”, a capital mineira ressurge agora em uma proteção muito mais preciosa e inesgotável: a da alma humana. É nesse cenário de transição, onde a tradição do Clube da Esquina encontra o pulsar da contemporaneidade, que emerge a figura de Francisco Ribero — ou simplesmente Paco , para aqueles que já se deixaram cativar pela proximidade de sua obra.

Chico não é apenas um compositor; ele é um lapidador de sentimentos. Em seus versos, a Serra do Curral deixa de ser apenas um horizonte geográfico para se tornar um horizonte de possibilidades. Sua escrita carrega a densidade de quem compreende que a vida, em sua essência, é um eterno processo de aprendizado e retomada.

O Renascer como Imperativo Poético

Ao analisarmos a lírica de Paco, percebemos que ele não se esquivava da dor, mas a utilizava como matéria-prima para a transcendência. Quando ele canta “Preciso viver, voltar a aprender / vamos nos sentir felizes para parar de sofrer” , ele estabelece um pacto de honestidade com o ouvinte. Não há fórmulas mágicas, há urgência de movimento.

A profundidade de sua obra reside na simplicidade cortante de conceitos fundamentais: fé e esperança . Para Ribero, esses não são termos abstratos de dicionário, mas sim ferramentas de sobrevivência. Ele nos conduz por um caminho onde a felicidade não é um destino fortuito, mas uma conquista de quem teve a coragem de “procurar alguém que torne feliz” e de quem não aceita o luto do direito perdido.

A Estética do Desabrochar

Um dos momentos mais tocantes de sua composição é a metáfora do renascimento. O verso “Renascer para a vida, desabrochar sem dor” revela uma sensibilidade quase botânica. Paco observa a natureza humana com a mesma paciência com que se observa uma flor rompendo o asfalto.

Ainda que surjam imagens enigmáticas em sua poética — como o “dizer da bruxa” que evoca um misticismo ancestral das Minas Gerais — o cerne de sua mensagem permanece luminoso: a transformação da tristeza em encontro. Ele entende que quem domina o idioma do amor detém a chave para decifrar os “sentimentos que a alma nos traz”.

Por que Paco Ribero é a voz que precisamos agora?

A nova geração de compositores de BH carrega um fardo pesado: o de honrar o passado sem se tornar sombra dele. Francisco Ribero consegue o feito de ser reverente à tradição, mas com uma pulsação própria. Sua música tem o cheiro de terra molhada e a claridade das manhãs de sol no cerrado.

“O sorriso que faz com toda a beleza como a natureza o seu mundo de voltar a viver…”

Nestas palavras, Paco resume o que a arte deve ser: um espelho da resiliência natural. Ele nos lembra que, mesmo quando a montanha física se esvai, a montanha interna — feita de caráter, melodia e poesia — permanece inabalável.

Que os filhos de Paco Ribero transcendem as serras e alcançam todos aqueles que, em algum momento, esqueceram como se fizeram para desabrochar. Minas, afinal, ainda produz riquezas; mas agora, elas não se pesam em arrobas, mas sim na medida exata de um coração que se permite recomeçar.

Padre Carlos

O Fenômeno Quinho Tigre: O “Novo” que Tira o Sono dos Gigantes

 

Por Padre Carlos

 

O tabuleiro político para a Assembleia Legislativa da Bahia começou a se mexer de forma frenética, e quem tem o hábito de ler as entrelinhas do poder já percebeu: esta eleição não será uma mera repetição de nomes e sobrenomes tradicionais. Entre as movimentações que vêm redesenhando o cenário no Sudoeste baiano, uma figura emerge com uma força que muitos subestimaram no início, mas que agora se tornou impossível de ignorar: Quinho Tigre.

Não é exagero dizer que o crescimento deste pré-candidato passou a ser o principal ingrediente de insônia para deputado com mandato e para lideranças que se consideravam “donas” de currais eleitorais históricos. O motivo é simples: Quinho Tigre não está apenas ocupando espaço; ele está conquistando legitimidade através de entregas e articulações estratégicas que tocam o coração das demandas regionais.

A Força da Articulação: O Exemplo de Presidente Jânio Quadros

O episódio recente em Presidente Jânio Quadros é o retrato fiel dessa nova dinâmica. Ao lado do prefeito Lélio Júnior, Quinho Tigre demonstrou que sua pré-candidatura não se sustenta em promessas vazias, mas em compromissos palpáveis. O anúncio da solicitação formal para a pavimentação asfáltica da BA-623 — trecho vital que liga Jânio Quadros a Condeúba — é um xeque-mate político.

A BA-623 é uma artéria de progresso que há décadas clama por atenção. Quando Quinho e o prefeito Lélio Júnior decidem tomar a frente do projeto para apresentá-lo à Seinfra e ao governador Jerônimo Rodrigues, eles não estão apenas pedindo uma estrada; estão liderando um movimento de integração regional que beneficia todo o Sudoeste.

Como bem destacou o prefeito Lélio Júnior, a determinação de Quinho em ser o elo entre os municípios e o Governo do Estado é o que o diferencia. Ele transita com fluidez, tem o ouvido do governador e, acima de tudo, tem a “força de vontade” que muitas vezes falta a quem já se acomodou nas cadeiras do Legislativo.

Por que os “Grandes” Estão Preocupados?

A política baiana é feita de símbolos. Ver Quinho Tigre no palco ao lado de prefeitos influentes, articulando obras históricas e preparando-se para recepcionar o governador com pautas concretas, envia um sinal claro: a renovação chegou e ela tem método.

O “sono perdido” dos veteranos justifica-se pelo fato de Quinho estar atacando justamente onde os antigos parlamentares falharam: na presença constante e na capacidade de destravar burocracias em prol do povo. “Quando sonhamos juntos e lutamos por um objetivo comum, os resultados chegam”, afirmou Quinho. Essa frase, embora simples, carrega o peso de uma nova forma de fazer política, baseada na união de forças em vez do isolamento do poder.

O Dia 27: Um Marco na Caminhada

A expectativa para o próximo dia 27, com a visita do governador Jerônimo Rodrigues para inaugurar grandes obras em Jânio Quadros, coloca Quinho Tigre sob os holofotes como o grande articulador do Sudoeste. O pedido da pavimentação da BA-623, que será feito diretamente no palco, é a prova de fogo que consolidará sua imagem de realizador.

Em resumo, a eleição para a Assembleia Legislativa reserva muitas surpresas, mas nenhuma é tão latente quanto a ascensão de Quinho Tigre. Para quem achava que o jogo estava ganho, um aviso: o Tigre está em campo, e ele não veio apenas para participar, veio para transformar o mapa político da Bahia. Quem tiver juízo — e mandato — que se cuide.

O Fenômeno Quinho Tigre: O “Novo” que Tira o Sono dos Gigantes

 

Por Padre Carlos

 

O tabuleiro político para a Assembleia Legislativa da Bahia começou a se mexer de forma frenética, e quem tem o hábito de ler as entrelinhas do poder já percebeu: esta eleição não será uma mera repetição de nomes e sobrenomes tradicionais. Entre as movimentações que vêm redesenhando o cenário no Sudoeste baiano, uma figura emerge com uma força que muitos subestimaram no início, mas que agora se tornou impossível de ignorar: Quinho Tigre.

Não é exagero dizer que o crescimento deste pré-candidato passou a ser o principal ingrediente de insônia para deputado com mandato e para lideranças que se consideravam “donas” de currais eleitorais históricos. O motivo é simples: Quinho Tigre não está apenas ocupando espaço; ele está conquistando legitimidade através de entregas e articulações estratégicas que tocam o coração das demandas regionais.

A Força da Articulação: O Exemplo de Presidente Jânio Quadros

O episódio recente em Presidente Jânio Quadros é o retrato fiel dessa nova dinâmica. Ao lado do prefeito Lélio Júnior, Quinho Tigre demonstrou que sua pré-candidatura não se sustenta em promessas vazias, mas em compromissos palpáveis. O anúncio da solicitação formal para a pavimentação asfáltica da BA-623 — trecho vital que liga Jânio Quadros a Condeúba — é um xeque-mate político.

A BA-623 é uma artéria de progresso que há décadas clama por atenção. Quando Quinho e o prefeito Lélio Júnior decidem tomar a frente do projeto para apresentá-lo à Seinfra e ao governador Jerônimo Rodrigues, eles não estão apenas pedindo uma estrada; estão liderando um movimento de integração regional que beneficia todo o Sudoeste.

Como bem destacou o prefeito Lélio Júnior, a determinação de Quinho em ser o elo entre os municípios e o Governo do Estado é o que o diferencia. Ele transita com fluidez, tem o ouvido do governador e, acima de tudo, tem a “força de vontade” que muitas vezes falta a quem já se acomodou nas cadeiras do Legislativo.

Por que os “Grandes” Estão Preocupados?

A política baiana é feita de símbolos. Ver Quinho Tigre no palco ao lado de prefeitos influentes, articulando obras históricas e preparando-se para recepcionar o governador com pautas concretas, envia um sinal claro: a renovação chegou e ela tem método.

O “sono perdido” dos veteranos justifica-se pelo fato de Quinho estar atacando justamente onde os antigos parlamentares falharam: na presença constante e na capacidade de destravar burocracias em prol do povo. “Quando sonhamos juntos e lutamos por um objetivo comum, os resultados chegam”, afirmou Quinho. Essa frase, embora simples, carrega o peso de uma nova forma de fazer política, baseada na união de forças em vez do isolamento do poder.

O Dia 27: Um Marco na Caminhada

A expectativa para o próximo dia 27, com a visita do governador Jerônimo Rodrigues para inaugurar grandes obras em Jânio Quadros, coloca Quinho Tigre sob os holofotes como o grande articulador do Sudoeste. O pedido da pavimentação da BA-623, que será feito diretamente no palco, é a prova de fogo que consolidará sua imagem de realizador.

Em resumo, a eleição para a Assembleia Legislativa reserva muitas surpresas, mas nenhuma é tão latente quanto a ascensão de Quinho Tigre. Para quem achava que o jogo estava ganho, um aviso: o Tigre está em campo, e ele não veio apenas para participar, veio para transformar o mapa político da Bahia. Quem tiver juízo — e mandato — que se cuide.

ARTIGO – O Presbítero e o Presbitério – As alegrias e as dores de ser o que somos

 

 

 

 

 

Após jornadas pastorais intensas e muitas celebrações dominicais, o presbítero pode experimentar cansaço profundo, solidão e carência afetiva. Nesse terreno frágil e fértil, surgem perigos silenciosos e nocivos aos Ministros ordenados. Um delas são as redes sociais, que quando usadas sem vigilância, podem oferecer uma falsa sensação de acolhimento e reconhecimento, levando a exposições imprudentes e vínculos superficiais. Do mesmo modo, o álcool pode parecer um alívio imediato para a tensão acumulada, mas facilmente se transforma em fuga, enfraquecendo a lucidez, a disciplina interior, o senso moral e o testemunho sacerdotal.

É justamente nesses momentos que o presbítero é chamado a redobrar o cuidado consigo mesmo, buscando descanso saudável, oração sincera, a companhia fraterna e diálogo verdadeiro com os irmãos de ministério. Cuidar do coração cansado é também um ato de fidelidade à vocação, pois quem cuida da própria vida espiritual e humana permanece mais livre para servir com alegria, integridade e fidelidade.

As armadilhas na vida sacerdotal, geralmente são montadas pelos próprios sacerdotes que fogem da fraternidade presbiteral e estabelecem amizades com figuras que nunca vão compreender as alegrias e as dores da vocação sacerdotal.

Uma opção fundamental para um sacerdócio saudável, é manter a unidade, o acolhimento e a comunhão fraterna no meio eclesial. O presbitério deve ser um ambiente da vivência fraterna, onde não pode imperar a rivalidade, a intolerância e o carreirismo. Devemos recordar que na Igreja, PODER, é simplesmente, possibilidade de SERVIR.

 

Pe. Ariosvaldo de Jesus Aragão

ARTIGO – O Presbítero e o Presbitério – As alegrias e as dores de ser o que somos

 

 

 

 

 

Após jornadas pastorais intensas e muitas celebrações dominicais, o presbítero pode experimentar cansaço profundo, solidão e carência afetiva. Nesse terreno frágil e fértil, surgem perigos silenciosos e nocivos aos Ministros ordenados. Um delas são as redes sociais, que quando usadas sem vigilância, podem oferecer uma falsa sensação de acolhimento e reconhecimento, levando a exposições imprudentes e vínculos superficiais. Do mesmo modo, o álcool pode parecer um alívio imediato para a tensão acumulada, mas facilmente se transforma em fuga, enfraquecendo a lucidez, a disciplina interior, o senso moral e o testemunho sacerdotal.

É justamente nesses momentos que o presbítero é chamado a redobrar o cuidado consigo mesmo, buscando descanso saudável, oração sincera, a companhia fraterna e diálogo verdadeiro com os irmãos de ministério. Cuidar do coração cansado é também um ato de fidelidade à vocação, pois quem cuida da própria vida espiritual e humana permanece mais livre para servir com alegria, integridade e fidelidade.

As armadilhas na vida sacerdotal, geralmente são montadas pelos próprios sacerdotes que fogem da fraternidade presbiteral e estabelecem amizades com figuras que nunca vão compreender as alegrias e as dores da vocação sacerdotal.

Uma opção fundamental para um sacerdócio saudável, é manter a unidade, o acolhimento e a comunhão fraterna no meio eclesial. O presbitério deve ser um ambiente da vivência fraterna, onde não pode imperar a rivalidade, a intolerância e o carreirismo. Devemos recordar que na Igreja, PODER, é simplesmente, possibilidade de SERVIR.

 

Pe. Ariosvaldo de Jesus Aragão