Política e Resenha

Vitória da Conquista: 185 Anos de História e o Reconhecimento Nacional no Cuidado com Crianças e Adolescentes

 

 

(Padre Carlos)

Há celebrações que ultrapassam o simbolismo das datas e se tornam expressão viva de um compromisso coletivo. Em meio às festividades pelos 185 anos de Vitória da Conquista, uma notícia ecoa com brilho especial: o reconhecimento nacional da cidade pelo cuidado com suas crianças e adolescentes. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) premiou, mais uma vez, a Prefeitura Municipal pelo trabalho exemplar do Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cidca), que conquistou o primeiro lugar no eixo Medidas Protetivas, categoria Poder Executivo.

Mais que um troféu, o Prêmio Prioridade Absoluta representa um marco moral e institucional. Ele sinaliza que, em tempos em que a infância é tantas vezes negligenciada, há administrações que colocam a proteção da vida e da dignidade humana no centro de suas políticas públicas. E isso merece ser celebrado tanto quanto o próprio aniversário da cidade.

Vitória da Conquista, que nasceu sob o signo da coragem e da fé de seus fundadores, amadurece agora como referência nacional em direitos humanos e políticas de proteção à infância e juventude. O Cidca, inaugurado em 2015 e ampliado em 2021, é o retrato mais nítido desse avanço: uma estrutura integrada que reúne, sob o mesmo teto, órgãos como o Creas, os Conselhos Tutelares, a Defensoria Pública, a Promotoria da Infância, a Vara da Infância e Juventude, a Guarda Municipal e o Núcleo de Psicologia, entre outros.

Essa integração rompe a lógica burocrática que tantas vezes afasta o cidadão do serviço público. No Cidca, as crianças e adolescentes encontram acolhimento, e não filas; escuta e não descaso; dignidade e não desamparo. O Complexo de Escuta Protegida, por exemplo, implantado dentro do mesmo espaço, é uma inovação que humaniza o atendimento e protege as vítimas de violência, permitindo que suas histórias sejam ouvidas com sensibilidade e respeito.

Como bem disse o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias, “Vitória da Conquista se torna referência nacional na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes”. A frase sintetiza uma conquista que é de toda a cidade, porque revela uma administração comprometida não apenas com obras visíveis, mas com valores invisíveis, porém essenciais — como o cuidado, a solidariedade e a proteção dos mais vulneráveis.

Em um tempo de discursos rasos e promessas fáceis, a prática social do cuidado é o verdadeiro testemunho de grandeza de um governo. Cuidar da infância é investir no futuro, é plantar cidadania e colher esperança. E quando uma cidade chega aos 185 anos sendo reconhecida pelo país inteiro por suas boas práticas, é sinal de que a maturidade institucional começa a se transformar em legado.

Que este prêmio do CNJ inspire outras cidades brasileiras. E que Vitória da Conquista continue sendo exemplo — não apenas de desenvolvimento urbano, mas de humanidade, empatia e compromisso com a vida. Afinal, uma cidade que protege suas crianças está, de fato, escrevendo as páginas mais nobres de sua própria história.

 

 

Vitória da Conquista: 185 Anos de História e o Reconhecimento Nacional no Cuidado com Crianças e Adolescentes

 

 

(Padre Carlos)

Há celebrações que ultrapassam o simbolismo das datas e se tornam expressão viva de um compromisso coletivo. Em meio às festividades pelos 185 anos de Vitória da Conquista, uma notícia ecoa com brilho especial: o reconhecimento nacional da cidade pelo cuidado com suas crianças e adolescentes. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) premiou, mais uma vez, a Prefeitura Municipal pelo trabalho exemplar do Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cidca), que conquistou o primeiro lugar no eixo Medidas Protetivas, categoria Poder Executivo.

Mais que um troféu, o Prêmio Prioridade Absoluta representa um marco moral e institucional. Ele sinaliza que, em tempos em que a infância é tantas vezes negligenciada, há administrações que colocam a proteção da vida e da dignidade humana no centro de suas políticas públicas. E isso merece ser celebrado tanto quanto o próprio aniversário da cidade.

Vitória da Conquista, que nasceu sob o signo da coragem e da fé de seus fundadores, amadurece agora como referência nacional em direitos humanos e políticas de proteção à infância e juventude. O Cidca, inaugurado em 2015 e ampliado em 2021, é o retrato mais nítido desse avanço: uma estrutura integrada que reúne, sob o mesmo teto, órgãos como o Creas, os Conselhos Tutelares, a Defensoria Pública, a Promotoria da Infância, a Vara da Infância e Juventude, a Guarda Municipal e o Núcleo de Psicologia, entre outros.

Essa integração rompe a lógica burocrática que tantas vezes afasta o cidadão do serviço público. No Cidca, as crianças e adolescentes encontram acolhimento, e não filas; escuta e não descaso; dignidade e não desamparo. O Complexo de Escuta Protegida, por exemplo, implantado dentro do mesmo espaço, é uma inovação que humaniza o atendimento e protege as vítimas de violência, permitindo que suas histórias sejam ouvidas com sensibilidade e respeito.

Como bem disse o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias, “Vitória da Conquista se torna referência nacional na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes”. A frase sintetiza uma conquista que é de toda a cidade, porque revela uma administração comprometida não apenas com obras visíveis, mas com valores invisíveis, porém essenciais — como o cuidado, a solidariedade e a proteção dos mais vulneráveis.

Em um tempo de discursos rasos e promessas fáceis, a prática social do cuidado é o verdadeiro testemunho de grandeza de um governo. Cuidar da infância é investir no futuro, é plantar cidadania e colher esperança. E quando uma cidade chega aos 185 anos sendo reconhecida pelo país inteiro por suas boas práticas, é sinal de que a maturidade institucional começa a se transformar em legado.

Que este prêmio do CNJ inspire outras cidades brasileiras. E que Vitória da Conquista continue sendo exemplo — não apenas de desenvolvimento urbano, mas de humanidade, empatia e compromisso com a vida. Afinal, uma cidade que protege suas crianças está, de fato, escrevendo as páginas mais nobres de sua própria história.

 

 

Os Santos que Caminham Conosco

 

 

(Por Padre Carlos)

Hoje é dia de Todos os Santos! Um dia luminoso em que a Igreja celebra não apenas os grandes nomes que figuram nos altares ou nos livros oficiais de canonização, mas também — e talvez sobretudo — os santos anônimos. Aqueles que viveram entre nós, caminharam pelas estradas da vida com simplicidade e fé, e hoje repousam no coração de Deus. São os santos escondidos, os que jamais tiveram uma causa aberta no Vaticano, mas cuja santidade foi moldada no silêncio das pequenas fidelidades diárias.

São tantos que não cabem nos calendários. São incontáveis as almas que ofereceram sua vida em silêncio, que semearam o bem sem esperar recompensa, e que acreditaram na força transformadora da fé mesmo diante do sofrimento. Hoje, quero falar de três destes santos que caminham comigo e que invoquei nos momentos mais difíceis da minha vida — nos dias de desamparo, quando a esperança parecia distante.

O primeiro é minha mãe, Fidelcina Pereira. Mulher de fé inabalável, que viveu entre dores e privações, mas nunca perdeu o sorriso nem a confiança em Deus. Sua santidade não nasceu de milagres extraordinários, mas da coragem de levantar-se todos os dias, mesmo quando o mundo parecia desabar. Sua vida foi um altar erguido no cotidiano, uma prece silenciosa oferecida na cozinha, na varanda, no cuidado com os filhos.

A segunda é minha tia Domingas, que consagrou quase toda a sua existência ao serviço dos pobres e à vida religiosa. Viveu a caridade como uma chama que não se apaga, dedicando-se aos esquecidos, aos que não tinham voz. Sua presença era um evangelho vivo — simples, direto, humano. Dela aprendi que servir é o modo mais alto de amar, e que o verdadeiro convento é o coração aberto ao sofrimento do outro.

E o terceiro é Dom Celso José, meu bispo e pai espiritual. Um homem santo, de sabedoria profunda e misericórdia serena. Tive a graça de conviver com ele, de aprender o valor da escuta, da paciência e do discernimento. Dom Celso era desses pastores que não conduzem o rebanho de cima, mas caminham junto, com o cajado da humildade e a túnica da compaixão. Sua vida foi um evangelho vivido — sem alarde, mas cheio de luz.

Hoje, ao recordar o Dia de Todos os Santos, penso que a santidade não é privilégio de poucos, mas vocação de todos. Não está apenas nas catedrais ou nos altares dourados, mas nos lares, nas cozinhas, nos hospitais, nas escolas, nos campos e nas ruas. Ser santo é amar sem medida, é perdoar quando tudo convida à vingança, é acreditar quando a esperança parece impossível.

Por isso, neste dia, repito com o coração cheio de gratidão:
“Rogai por nós, santos e santas de Deus! Rogai por nós, ó santos lá do céu!”

Os Santos que Caminham Conosco

 

 

(Por Padre Carlos)

Hoje é dia de Todos os Santos! Um dia luminoso em que a Igreja celebra não apenas os grandes nomes que figuram nos altares ou nos livros oficiais de canonização, mas também — e talvez sobretudo — os santos anônimos. Aqueles que viveram entre nós, caminharam pelas estradas da vida com simplicidade e fé, e hoje repousam no coração de Deus. São os santos escondidos, os que jamais tiveram uma causa aberta no Vaticano, mas cuja santidade foi moldada no silêncio das pequenas fidelidades diárias.

São tantos que não cabem nos calendários. São incontáveis as almas que ofereceram sua vida em silêncio, que semearam o bem sem esperar recompensa, e que acreditaram na força transformadora da fé mesmo diante do sofrimento. Hoje, quero falar de três destes santos que caminham comigo e que invoquei nos momentos mais difíceis da minha vida — nos dias de desamparo, quando a esperança parecia distante.

O primeiro é minha mãe, Fidelcina Pereira. Mulher de fé inabalável, que viveu entre dores e privações, mas nunca perdeu o sorriso nem a confiança em Deus. Sua santidade não nasceu de milagres extraordinários, mas da coragem de levantar-se todos os dias, mesmo quando o mundo parecia desabar. Sua vida foi um altar erguido no cotidiano, uma prece silenciosa oferecida na cozinha, na varanda, no cuidado com os filhos.

A segunda é minha tia Domingas, que consagrou quase toda a sua existência ao serviço dos pobres e à vida religiosa. Viveu a caridade como uma chama que não se apaga, dedicando-se aos esquecidos, aos que não tinham voz. Sua presença era um evangelho vivo — simples, direto, humano. Dela aprendi que servir é o modo mais alto de amar, e que o verdadeiro convento é o coração aberto ao sofrimento do outro.

E o terceiro é Dom Celso José, meu bispo e pai espiritual. Um homem santo, de sabedoria profunda e misericórdia serena. Tive a graça de conviver com ele, de aprender o valor da escuta, da paciência e do discernimento. Dom Celso era desses pastores que não conduzem o rebanho de cima, mas caminham junto, com o cajado da humildade e a túnica da compaixão. Sua vida foi um evangelho vivido — sem alarde, mas cheio de luz.

Hoje, ao recordar o Dia de Todos os Santos, penso que a santidade não é privilégio de poucos, mas vocação de todos. Não está apenas nas catedrais ou nos altares dourados, mas nos lares, nas cozinhas, nos hospitais, nas escolas, nos campos e nas ruas. Ser santo é amar sem medida, é perdoar quando tudo convida à vingança, é acreditar quando a esperança parece impossível.

Por isso, neste dia, repito com o coração cheio de gratidão:
“Rogai por nós, santos e santas de Deus! Rogai por nós, ó santos lá do céu!”

O Poder Secreto do Pensamento Positivo

 

 

(Padre Carlos)

Há uma força silenciosa dentro de cada um de nós. Ela não se vê, mas move montanhas, transforma dias nublados em manhãs de sol e tem o poder de curar o corpo e a alma. Essa força se chama pensamento.

Muitos não percebem, mas a mente é como um motor invisível que conduz a vida. Quando pensamos com fé, esperança e alegria, atraímos coisas boas; quando alimentamos o pessimismo, abrimos espaço para o desânimo e até para a doença. Tudo o que nasce dentro da mente encontra um jeito de se manifestar lá fora.

Quem vive se lamentando, imaginando tragédias ou acreditando que está sempre doente, acaba enfraquecendo o próprio espírito. Mas quem escolhe pensar com leveza e confiança, mesmo nas horas difíceis, desperta dentro de si uma energia que vence obstáculos e supera enfermidades.

Pensar bem é orar sem palavras. É uma prece silenciosa que chega direto ao coração de Deus. Quando mantemos o pensamento em harmonia com o bem, Ele nos inspira e guia para as soluções certas, aquelas que vêm no tempo certo.

Por isso, alimente sua mente com gratidão, serenidade e otimismo. Cuide dela como quem cuida de um jardim — retire as ervas daninhas da tristeza e plante as flores da fé. A saúde começa no pensamento, e a paz se constrói dentro da alma.

Pense corretamente, viva com esperança e confie: Deus sempre fala através das boas vibrações do coração.

O Poder Secreto do Pensamento Positivo

 

 

(Padre Carlos)

Há uma força silenciosa dentro de cada um de nós. Ela não se vê, mas move montanhas, transforma dias nublados em manhãs de sol e tem o poder de curar o corpo e a alma. Essa força se chama pensamento.

Muitos não percebem, mas a mente é como um motor invisível que conduz a vida. Quando pensamos com fé, esperança e alegria, atraímos coisas boas; quando alimentamos o pessimismo, abrimos espaço para o desânimo e até para a doença. Tudo o que nasce dentro da mente encontra um jeito de se manifestar lá fora.

Quem vive se lamentando, imaginando tragédias ou acreditando que está sempre doente, acaba enfraquecendo o próprio espírito. Mas quem escolhe pensar com leveza e confiança, mesmo nas horas difíceis, desperta dentro de si uma energia que vence obstáculos e supera enfermidades.

Pensar bem é orar sem palavras. É uma prece silenciosa que chega direto ao coração de Deus. Quando mantemos o pensamento em harmonia com o bem, Ele nos inspira e guia para as soluções certas, aquelas que vêm no tempo certo.

Por isso, alimente sua mente com gratidão, serenidade e otimismo. Cuide dela como quem cuida de um jardim — retire as ervas daninhas da tristeza e plante as flores da fé. A saúde começa no pensamento, e a paz se constrói dentro da alma.

Pense corretamente, viva com esperança e confie: Deus sempre fala através das boas vibrações do coração.

ARTIGO – As Costuras Políticas de 2026 Já Começaram em Vitória da Conquista

 

 

 

(Por Padre Carlos)

A política conquistense mostra, mais uma vez, sua vocação de espelhar os grandes movimentos de alinhamento que ocorrem em todo o cenário baiano. A reunião recente na Câmara Municipal, liderada pelo presidente Ivan Cordeiro (PL), com vereadores da base governista e lideranças locais, revelou um novo passo na reorganização das forças que projetam Vitória da Conquista para o tabuleiro estadual de 2026.

O encontro teve como ponto central o apoio à pré-candidatura de Carlos Muniz Jr. (PSDB), filho do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, à Câmara Federal. O gesto não apenas indica a abertura de um canal político entre Conquista e a capital, mas também evidencia o esforço de Ivan Cordeiro em consolidar um campo de influência dentro da base da prefeita Sheila Lemos (União Brasil), reposicionando-se como ator estratégico no jogo sucessório que se avizinha.

O apoio declarado de seis vereadores governistas — entre eles, Edivaldo Júnior, Bibia, Nelson Vivi, Paulinho Oliveira e Luís Carlos Dudé — confere peso simbólico e político à movimentação. Trata-se de um quarto do Legislativo conquistense alinhado a um projeto que transcende o âmbito municipal, sinalizando que os acordos locais passam a ser parte de uma engenharia eleitoral mais ampla, voltada para as disputas federais.

A articulação reforça também a tentativa de aproximar os grupos de Ivan Cordeiro e de Carlos Muniz, consolidando uma rede de influência que une duas câmaras estratégicas: a de Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, e a de Salvador, principal centro político do Estado. Nos bastidores, o movimento é interpretado como um avanço no protagonismo de Cordeiro dentro da base da prefeita e uma aposta em visibilidade estadual.

O gesto, portanto, extrapola o apoio a um pré-candidato. Ele reflete uma nova fase de reposicionamento político dentro da base governista conquistense — que, ao mirar 2026, busca antecipar cenários, costurar alianças e garantir espaço nas futuras composições de poder.

ARTIGO – As Costuras Políticas de 2026 Já Começaram em Vitória da Conquista

 

 

 

(Por Padre Carlos)

A política conquistense mostra, mais uma vez, sua vocação de espelhar os grandes movimentos de alinhamento que ocorrem em todo o cenário baiano. A reunião recente na Câmara Municipal, liderada pelo presidente Ivan Cordeiro (PL), com vereadores da base governista e lideranças locais, revelou um novo passo na reorganização das forças que projetam Vitória da Conquista para o tabuleiro estadual de 2026.

O encontro teve como ponto central o apoio à pré-candidatura de Carlos Muniz Jr. (PSDB), filho do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, à Câmara Federal. O gesto não apenas indica a abertura de um canal político entre Conquista e a capital, mas também evidencia o esforço de Ivan Cordeiro em consolidar um campo de influência dentro da base da prefeita Sheila Lemos (União Brasil), reposicionando-se como ator estratégico no jogo sucessório que se avizinha.

O apoio declarado de seis vereadores governistas — entre eles, Edivaldo Júnior, Bibia, Nelson Vivi, Paulinho Oliveira e Luís Carlos Dudé — confere peso simbólico e político à movimentação. Trata-se de um quarto do Legislativo conquistense alinhado a um projeto que transcende o âmbito municipal, sinalizando que os acordos locais passam a ser parte de uma engenharia eleitoral mais ampla, voltada para as disputas federais.

A articulação reforça também a tentativa de aproximar os grupos de Ivan Cordeiro e de Carlos Muniz, consolidando uma rede de influência que une duas câmaras estratégicas: a de Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, e a de Salvador, principal centro político do Estado. Nos bastidores, o movimento é interpretado como um avanço no protagonismo de Cordeiro dentro da base da prefeita e uma aposta em visibilidade estadual.

O gesto, portanto, extrapola o apoio a um pré-candidato. Ele reflete uma nova fase de reposicionamento político dentro da base governista conquistense — que, ao mirar 2026, busca antecipar cenários, costurar alianças e garantir espaço nas futuras composições de poder.

O Perigoso Jogo das Insinuações na Política

 

 

(Padre Carlos)

Há uma linha tênue — e perigosamente tênue — entre a denúncia responsável e a insinuação maldosa. Quando um representante do povo, investido do poder que o voto lhe conferiu, decide usar a tribuna não para apresentar provas, mas para lançar suspeitas, o que está em jogo já não é apenas um embate político: é a própria dignidade da democracia.

Foi o que se viu recentemente em Poções, no sudoeste baiano, quando um vereador, destilando malícia e sem apresentar um único documento concreto, insinuou que um deputado da região estaria envolvido em irregularidades. Nada foi provado, tudo foi dito nas entrelinhas — e o veneno da dúvida foi lançado ao vento.

A política não pode ser palco para a covardia verbal, nem abrigo para quem confunde retórica com calúnia. As palavras têm peso, e em tempos de redes sociais e julgamentos instantâneos, uma frase irresponsável é capaz de destruir reputações construídas ao longo de décadas. Atribuir a alguém um crime sem provas não é bravura, é covardia.

Vivemos dias em que o sensacionalismo tenta se sobrepor à verdade. É fácil transformar uma suspeita em manchete, difícil é reparar o dano moral que ela causa. E quando isso parte de um agente público, o caso é ainda mais grave — porque o mandato não confere o direito de ofender, mas a obrigação de ser exemplo.

Se há irregularidades, que se investigue. Se há documentos, que se apresentem. Mas não se pode aceitar que a tribuna vire palanque de insinuações. A democracia se sustenta na verdade, não no achismo; na transparência, não na maledicência.

O que o vereador fez — insinuando, sem coragem de afirmar, sem coragem de provar — é um gesto antiético e antidemocrático. A liberdade de expressão é um pilar da República, mas ela não é licença para difamar. O homem público sério fala com base em fatos, não em boatos.

Aqueles que lançam sombras sobre os outros sem provas esquecem que um dia a luz da verdade também os alcançará. E, nesse dia, a máscara da moral seletiva cairá, revelando o que de fato são: oportunistas travestidos de justiceiros.

O Perigoso Jogo das Insinuações na Política

 

 

(Padre Carlos)

Há uma linha tênue — e perigosamente tênue — entre a denúncia responsável e a insinuação maldosa. Quando um representante do povo, investido do poder que o voto lhe conferiu, decide usar a tribuna não para apresentar provas, mas para lançar suspeitas, o que está em jogo já não é apenas um embate político: é a própria dignidade da democracia.

Foi o que se viu recentemente em Poções, no sudoeste baiano, quando um vereador, destilando malícia e sem apresentar um único documento concreto, insinuou que um deputado da região estaria envolvido em irregularidades. Nada foi provado, tudo foi dito nas entrelinhas — e o veneno da dúvida foi lançado ao vento.

A política não pode ser palco para a covardia verbal, nem abrigo para quem confunde retórica com calúnia. As palavras têm peso, e em tempos de redes sociais e julgamentos instantâneos, uma frase irresponsável é capaz de destruir reputações construídas ao longo de décadas. Atribuir a alguém um crime sem provas não é bravura, é covardia.

Vivemos dias em que o sensacionalismo tenta se sobrepor à verdade. É fácil transformar uma suspeita em manchete, difícil é reparar o dano moral que ela causa. E quando isso parte de um agente público, o caso é ainda mais grave — porque o mandato não confere o direito de ofender, mas a obrigação de ser exemplo.

Se há irregularidades, que se investigue. Se há documentos, que se apresentem. Mas não se pode aceitar que a tribuna vire palanque de insinuações. A democracia se sustenta na verdade, não no achismo; na transparência, não na maledicência.

O que o vereador fez — insinuando, sem coragem de afirmar, sem coragem de provar — é um gesto antiético e antidemocrático. A liberdade de expressão é um pilar da República, mas ela não é licença para difamar. O homem público sério fala com base em fatos, não em boatos.

Aqueles que lançam sombras sobre os outros sem provas esquecem que um dia a luz da verdade também os alcançará. E, nesse dia, a máscara da moral seletiva cairá, revelando o que de fato são: oportunistas travestidos de justiceiros.

Quando o Amor Se Vai: Crônica de Uma Dor Que Habita o Silêncio

 

 

 

Por Padre Carlos

Há dores que não gritam, apenas habitam. Permanecem ali, silenciosas, como uma canção interrompida no meio do verso mais bonito. O amor que se vai não parte de uma vez; ele se despede em fragmentos — um perfume que persiste no travesseiro, uma lembrança que insiste em voltar na hora errada, um nome que o pensamento pronuncia mesmo quando a boca tenta esquecer.

Perder um grande amor é, talvez, a mais humana das tragédias. Porque junto com o outro, perdemos uma versão de nós mesmos: aquela que sabia rir com leveza, aquela que acreditava no “para sempre”, aquela que encontrava abrigo em um olhar. O luto amoroso é o mais invisível dos funerais, e o que se enterra não é um corpo, mas um sonho — o de um futuro compartilhado que jamais chegará a existir.

O mundo, entretanto, não pára. Ele é cruel em sua normalidade. O sol nasce, os ônibus passam, os relógios continuam a marcar o tempo, como se a sua dor fosse um detalhe irrelevante. Mas quem amou de verdade sabe: o tempo não cura — ele apenas ensina a conviver com a falta. Há uma parte da alma que continua lá, congelada no instante em que tudo acabou, revivendo, em silêncio, a última cena de um amor que não soube envelhecer.

O abandono afetivo é mais do que ausência — é o eco da dúvida. “Por que não fui suficiente?” Essa pergunta, tão antiga quanto o próprio amor, ressoa na mente de quem ficou. É inútil tentar respondê-la com razão, porque o amor nunca obedeceu à lógica. Ele se alimenta do mistério, e a dor nasce justamente da tentativa de decifrá-lo.

Vivemos, então, entre duas forças opostas: o desejo de esquecer e a necessidade de lembrar. Guardamos quem amamos como quem guarda uma ferida aberta — com medo de tocar, mas incapazes de ignorar. E há uma beleza trágica nisso: o amor que dói é, paradoxalmente, o mesmo que prova que estamos vivos.

Alguns amores não terminam. Transformam-se. Deixam de existir como presença e passam a existir como marca. E talvez seja essa a forma mais profunda de eternidade: não a de permanecer ao lado, mas a de permanecer dentro.

A verdadeira cura — se é que existe — não vem do esquecimento, mas da aceitação. Aceitar que aquela história foi o que tinha que ser. Que a dor, por mais cruel, é também um testemunho da intensidade com que se amou. Que nem tudo o que termina foi um erro.

Amar, afinal, é um risco. É entregar-se ao desconhecido sabendo que pode doer. Mas é também a única forma de tocar o sagrado da vida. E se a perda é inevitável, que ela venha como a última nota de uma sinfonia que valeu a pena ser tocada.

O silêncio que hoje fere, um dia será apenas silêncio. Nele, talvez, floresça um novo riso, um novo olhar, uma nova esperança. E quando esse dia chegar, você perceberá que não perdeu o amor — apenas aprendeu a viver com o que dele ficou: a memória, a ternura e a coragem de continuar sentindo.

Porque amar, mesmo quando dói, é sempre o mais belo ato de fé que o coração humano é capaz de cometer.

Quando o Amor Se Vai: Crônica de Uma Dor Que Habita o Silêncio

 

 

 

Por Padre Carlos

Há dores que não gritam, apenas habitam. Permanecem ali, silenciosas, como uma canção interrompida no meio do verso mais bonito. O amor que se vai não parte de uma vez; ele se despede em fragmentos — um perfume que persiste no travesseiro, uma lembrança que insiste em voltar na hora errada, um nome que o pensamento pronuncia mesmo quando a boca tenta esquecer.

Perder um grande amor é, talvez, a mais humana das tragédias. Porque junto com o outro, perdemos uma versão de nós mesmos: aquela que sabia rir com leveza, aquela que acreditava no “para sempre”, aquela que encontrava abrigo em um olhar. O luto amoroso é o mais invisível dos funerais, e o que se enterra não é um corpo, mas um sonho — o de um futuro compartilhado que jamais chegará a existir.

O mundo, entretanto, não pára. Ele é cruel em sua normalidade. O sol nasce, os ônibus passam, os relógios continuam a marcar o tempo, como se a sua dor fosse um detalhe irrelevante. Mas quem amou de verdade sabe: o tempo não cura — ele apenas ensina a conviver com a falta. Há uma parte da alma que continua lá, congelada no instante em que tudo acabou, revivendo, em silêncio, a última cena de um amor que não soube envelhecer.

O abandono afetivo é mais do que ausência — é o eco da dúvida. “Por que não fui suficiente?” Essa pergunta, tão antiga quanto o próprio amor, ressoa na mente de quem ficou. É inútil tentar respondê-la com razão, porque o amor nunca obedeceu à lógica. Ele se alimenta do mistério, e a dor nasce justamente da tentativa de decifrá-lo.

Vivemos, então, entre duas forças opostas: o desejo de esquecer e a necessidade de lembrar. Guardamos quem amamos como quem guarda uma ferida aberta — com medo de tocar, mas incapazes de ignorar. E há uma beleza trágica nisso: o amor que dói é, paradoxalmente, o mesmo que prova que estamos vivos.

Alguns amores não terminam. Transformam-se. Deixam de existir como presença e passam a existir como marca. E talvez seja essa a forma mais profunda de eternidade: não a de permanecer ao lado, mas a de permanecer dentro.

A verdadeira cura — se é que existe — não vem do esquecimento, mas da aceitação. Aceitar que aquela história foi o que tinha que ser. Que a dor, por mais cruel, é também um testemunho da intensidade com que se amou. Que nem tudo o que termina foi um erro.

Amar, afinal, é um risco. É entregar-se ao desconhecido sabendo que pode doer. Mas é também a única forma de tocar o sagrado da vida. E se a perda é inevitável, que ela venha como a última nota de uma sinfonia que valeu a pena ser tocada.

O silêncio que hoje fere, um dia será apenas silêncio. Nele, talvez, floresça um novo riso, um novo olhar, uma nova esperança. E quando esse dia chegar, você perceberá que não perdeu o amor — apenas aprendeu a viver com o que dele ficou: a memória, a ternura e a coragem de continuar sentindo.

Porque amar, mesmo quando dói, é sempre o mais belo ato de fé que o coração humano é capaz de cometer.

Ivan Cordeiro e o futuro da comunicação pública: nasce a TV Câmara de Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

Há tempos a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista vem se preocupando em aproximar o Poder Legislativo da população. Essa preocupação, que começou de forma mais evidente na gestão do então presidente Luciano Gomes, com a criação da Rádio Câmara, ganha agora um novo e ousado capítulo com a iniciativa do atual presidente, Ivan Cordeiro, de implantar o canal de televisão do Legislativo conquistense.

O investimento de R$ 1,5 milhão na futura TV Câmara não é apenas uma aplicação em tecnologia ou infraestrutura. É, antes de tudo, um investimento na transparência, na cidadania e na democracia. Quando o cidadão tem acesso direto às ações, debates e decisões dos seus representantes, ele passa a compreender melhor o papel do Legislativo e, consequentemente, torna-se parte ativa da vida política da cidade.

Fábio Sena, diretor de Comunicação da Casa, sintetizou bem o espírito dessa iniciativa ao afirmar que a TV Câmara será “um canal aberto que vai assegurar maior transparência e interlocução do Poder Legislativo com a comunidade regional”. Trata-se, portanto, de uma comunicação de mão dupla: a Câmara fala, mas também escuta; informa, mas se deixa interpelar pela voz popular.

Ivan Cordeiro demonstra visão de futuro ao compreender que a comunicação é o alicerce de uma democracia madura. Ele não cria um canal para autopromoção, mas um espaço para debate, fiscalização e aproximação entre o povo e seus representantes. Um gesto político que revela um homem público comprometido com a luz da verdade e com o fortalecimento das instituições.

Essa iniciativa coloca Vitória da Conquista mais uma vez em posição de destaque no cenário baiano, mostrando que, quando há seriedade e planejamento, o poder público pode ser moderno, eficiente e conectado às demandas sociais.

A democracia não se sustenta no silêncio, mas na palavra compartilhada. A Rádio Câmara foi o primeiro passo; agora, a TV Câmara consolida o caminho. É a prova de que quando a comunicação se torna pública, o poder também se torna mais humano.

Ivan Cordeiro e o futuro da comunicação pública: nasce a TV Câmara de Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

Há tempos a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista vem se preocupando em aproximar o Poder Legislativo da população. Essa preocupação, que começou de forma mais evidente na gestão do então presidente Luciano Gomes, com a criação da Rádio Câmara, ganha agora um novo e ousado capítulo com a iniciativa do atual presidente, Ivan Cordeiro, de implantar o canal de televisão do Legislativo conquistense.

O investimento de R$ 1,5 milhão na futura TV Câmara não é apenas uma aplicação em tecnologia ou infraestrutura. É, antes de tudo, um investimento na transparência, na cidadania e na democracia. Quando o cidadão tem acesso direto às ações, debates e decisões dos seus representantes, ele passa a compreender melhor o papel do Legislativo e, consequentemente, torna-se parte ativa da vida política da cidade.

Fábio Sena, diretor de Comunicação da Casa, sintetizou bem o espírito dessa iniciativa ao afirmar que a TV Câmara será “um canal aberto que vai assegurar maior transparência e interlocução do Poder Legislativo com a comunidade regional”. Trata-se, portanto, de uma comunicação de mão dupla: a Câmara fala, mas também escuta; informa, mas se deixa interpelar pela voz popular.

Ivan Cordeiro demonstra visão de futuro ao compreender que a comunicação é o alicerce de uma democracia madura. Ele não cria um canal para autopromoção, mas um espaço para debate, fiscalização e aproximação entre o povo e seus representantes. Um gesto político que revela um homem público comprometido com a luz da verdade e com o fortalecimento das instituições.

Essa iniciativa coloca Vitória da Conquista mais uma vez em posição de destaque no cenário baiano, mostrando que, quando há seriedade e planejamento, o poder público pode ser moderno, eficiente e conectado às demandas sociais.

A democracia não se sustenta no silêncio, mas na palavra compartilhada. A Rádio Câmara foi o primeiro passo; agora, a TV Câmara consolida o caminho. É a prova de que quando a comunicação se torna pública, o poder também se torna mais humano.

O Sobrado Nestor Fonseca e o Silêncio das Paredes Antigas

 

 

 

(Padre Carlos)

Há casas que respiram. E há outras que, quando deixadas ao abandono, passam a sussurrar. O Sobrado Nestor Fonseca, um dos mais antigos de Vitória da Conquista, é uma dessas vozes caladas pelo tempo — um testemunho de barro, madeira e história que, agora, corre o risco de desaparecer sob o peso do esquecimento e da especulação imobiliária.

Situado na Rua Eduardo Dalton, no coração do Alto Maron, o sobrado atravessou o século XX como um marco da urbanização conquistense. Erguido em adobão, quando a cidade ainda era uma promessa de futuro, ele foi lar, pomar, refúgio e, sobretudo, símbolo. Ali viveram memórias que precedem o asfalto, os postes e os automóveis; memórias que fundam o sentido de pertencimento de um bairro e de uma comunidade.

Mas o que fazemos com nossas raízes quando o lucro fala mais alto?
O imóvel — que já foi indicado para tombamento municipal em 2011 pelo então vereador Álvaro Pithon — nunca recebeu a proteção devida. Agora está à venda, exposto ao risco de demolição, entregue à lógica fria de quem vê apenas o terreno, não a história. E com isso, Vitória da Conquista se aproxima de mais um crime cultural: o apagamento do que resta de seu patrimônio arquitetônico.

O Sobrado Nestor Fonseca é mais que uma casa antiga. É um espelho de quem fomos. Um registro físico de um tempo em que se construía com as próprias mãos, em que o adobe e a madeira formavam não apenas paredes, mas vínculos. Cada janela — oito ao todo — olha para o passado e pergunta se ainda há quem escute.

Deixar que esse imóvel se perca é rasgar uma página da história local, é renunciar à própria identidade. Quando uma cidade destrói seus monumentos, ela destrói também o seu sentido de continuidade.
Quem somos, afinal, sem o traço da memória?
O patrimônio histórico não é luxo — é raiz, é referência, é alma coletiva.

É urgente que o poder público, especialmente o Conselho Municipal de Cultura e o IPAC, atuem para impedir que mais uma parte da nossa memória seja reduzida a entulho. E é urgente, também, que a sociedade conquistense compreenda que o passado não é um obstáculo ao progresso, mas o alicerce dele.

O Sobrado Nestor Fonseca pede socorro. E talvez ainda haja tempo de ouvi-lo, antes que o silêncio se torne definitivo.

O Sobrado Nestor Fonseca e o Silêncio das Paredes Antigas

 

 

 

(Padre Carlos)

Há casas que respiram. E há outras que, quando deixadas ao abandono, passam a sussurrar. O Sobrado Nestor Fonseca, um dos mais antigos de Vitória da Conquista, é uma dessas vozes caladas pelo tempo — um testemunho de barro, madeira e história que, agora, corre o risco de desaparecer sob o peso do esquecimento e da especulação imobiliária.

Situado na Rua Eduardo Dalton, no coração do Alto Maron, o sobrado atravessou o século XX como um marco da urbanização conquistense. Erguido em adobão, quando a cidade ainda era uma promessa de futuro, ele foi lar, pomar, refúgio e, sobretudo, símbolo. Ali viveram memórias que precedem o asfalto, os postes e os automóveis; memórias que fundam o sentido de pertencimento de um bairro e de uma comunidade.

Mas o que fazemos com nossas raízes quando o lucro fala mais alto?
O imóvel — que já foi indicado para tombamento municipal em 2011 pelo então vereador Álvaro Pithon — nunca recebeu a proteção devida. Agora está à venda, exposto ao risco de demolição, entregue à lógica fria de quem vê apenas o terreno, não a história. E com isso, Vitória da Conquista se aproxima de mais um crime cultural: o apagamento do que resta de seu patrimônio arquitetônico.

O Sobrado Nestor Fonseca é mais que uma casa antiga. É um espelho de quem fomos. Um registro físico de um tempo em que se construía com as próprias mãos, em que o adobe e a madeira formavam não apenas paredes, mas vínculos. Cada janela — oito ao todo — olha para o passado e pergunta se ainda há quem escute.

Deixar que esse imóvel se perca é rasgar uma página da história local, é renunciar à própria identidade. Quando uma cidade destrói seus monumentos, ela destrói também o seu sentido de continuidade.
Quem somos, afinal, sem o traço da memória?
O patrimônio histórico não é luxo — é raiz, é referência, é alma coletiva.

É urgente que o poder público, especialmente o Conselho Municipal de Cultura e o IPAC, atuem para impedir que mais uma parte da nossa memória seja reduzida a entulho. E é urgente, também, que a sociedade conquistense compreenda que o passado não é um obstáculo ao progresso, mas o alicerce dele.

O Sobrado Nestor Fonseca pede socorro. E talvez ainda haja tempo de ouvi-lo, antes que o silêncio se torne definitivo.

ARTIGO – A DOR QUE O PALÁCIO NÃO OUVE

 

(Padre Carlos)

Há uma dor que ecoa nos becos do Rio de Janeiro e que os salões acarpetados de Brasília fingem não escutar. É a dor das famílias honestas que acordam antes do sol, descem o morro com o coração apertado e voltam tarde da noite, gratas apenas por estarem vivas. São essas mulheres e homens — invisíveis aos olhos do poder — que sustentam o país: a doméstica que limpa as casas dos senhores deputados, o jardineiro que cuida das flores do governador, o motorista que leva os filhos dos poderosos à escola. São eles os verdadeiros alicerces da nação.

E, no entanto, quando alguém se levanta em defesa deles, vem o coro hipócrita de sempre: “estão defendendo bandidos”. Não, senhores e senhoras do Congresso Nacional, quem defende o povo não defende o crime — defende a vida. Defende a dignidade de quem não pode morar nos palácios porque nasceu do lado errado do asfalto. Defende o direito humano mais básico: o de existir sem medo da polícia que atira primeiro e pergunta depois.

Foram mais de 64 mortos em operações recentes nas comunidades do Rio de Janeiro — e todos sabemos que o número real é maior. Morreram jovens, trabalhadores, pais de família. Morreram porque o Estado confundiu território pobre com território inimigo. E o governador Cláudio Castro, que deveria chorar com seu povo, escolheu a frieza dos relatórios e a retórica da força. Fala em “segurança pública”, mas o que entrega é violência policial, impunidade e dor.

Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral se prepara para julgar as ações que podem cassar Cláudio Castro e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, por uso eleitoral de servidores do Ceperj. O escândalo expõe o mesmo vício de sempre: a máquina do Estado usada como trampolim de poder, o dinheiro público transformado em moeda de barganha. Isso não é política — é corrupção institucionalizada.

E diante dessa perversidade, como calar? Eu, que há 65 anos vejo este país se reinventar em tragédias e esperanças, confesso o cansaço, mas não a desistência. Já não moro no Nordeste: O Complexo do Nordeste de Amaralina é uma área de Salvador, formada por quatro bairros: Nordeste, Chapada do Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e Santa Cruz, com aproximadamente 80 mil habitantes e que tem as mesmas caracteristicas das favelas do Rio de Janeiro.  Mas o Nordeste continua morando em mim. Eu sei o que é chorar um filho baleado, o que é ver um inocente arrastado pela lama da indiferença. Sei o que é sentir vergonha de quem governa em nome do povo, mas não conhece o povo.

O Brasil precisa recuperar o sentido de justiça social, a chama da cidadania e da democracia verdadeira — aquela que não se mede pelo número de votos, mas pelo respeito à vida. Porque a verdadeira violência não está nos becos, mas nos gabinetes. Não nasce no barraco, mas nas canetas que assinam ordens de morte.

Enquanto houver uma mãe enterrando seu filho sem respostas, não haverá paz possível. Enquanto o Congresso Nacional aplaudir governantes que fazem do sangue uma estatística, não haverá moral. Que cada um de nós, do alto ou do morro, sinta essa dor como sua. Porque quando o povo sofre, é a própria nação que sangra.

E quem sangra com o povo, este sim, entende o que é ser humano.

ARTIGO – A DOR QUE O PALÁCIO NÃO OUVE

 

(Padre Carlos)

Há uma dor que ecoa nos becos do Rio de Janeiro e que os salões acarpetados de Brasília fingem não escutar. É a dor das famílias honestas que acordam antes do sol, descem o morro com o coração apertado e voltam tarde da noite, gratas apenas por estarem vivas. São essas mulheres e homens — invisíveis aos olhos do poder — que sustentam o país: a doméstica que limpa as casas dos senhores deputados, o jardineiro que cuida das flores do governador, o motorista que leva os filhos dos poderosos à escola. São eles os verdadeiros alicerces da nação.

E, no entanto, quando alguém se levanta em defesa deles, vem o coro hipócrita de sempre: “estão defendendo bandidos”. Não, senhores e senhoras do Congresso Nacional, quem defende o povo não defende o crime — defende a vida. Defende a dignidade de quem não pode morar nos palácios porque nasceu do lado errado do asfalto. Defende o direito humano mais básico: o de existir sem medo da polícia que atira primeiro e pergunta depois.

Foram mais de 64 mortos em operações recentes nas comunidades do Rio de Janeiro — e todos sabemos que o número real é maior. Morreram jovens, trabalhadores, pais de família. Morreram porque o Estado confundiu território pobre com território inimigo. E o governador Cláudio Castro, que deveria chorar com seu povo, escolheu a frieza dos relatórios e a retórica da força. Fala em “segurança pública”, mas o que entrega é violência policial, impunidade e dor.

Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral se prepara para julgar as ações que podem cassar Cláudio Castro e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, por uso eleitoral de servidores do Ceperj. O escândalo expõe o mesmo vício de sempre: a máquina do Estado usada como trampolim de poder, o dinheiro público transformado em moeda de barganha. Isso não é política — é corrupção institucionalizada.

E diante dessa perversidade, como calar? Eu, que há 65 anos vejo este país se reinventar em tragédias e esperanças, confesso o cansaço, mas não a desistência. Já não moro no Nordeste: O Complexo do Nordeste de Amaralina é uma área de Salvador, formada por quatro bairros: Nordeste, Chapada do Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e Santa Cruz, com aproximadamente 80 mil habitantes e que tem as mesmas caracteristicas das favelas do Rio de Janeiro.  Mas o Nordeste continua morando em mim. Eu sei o que é chorar um filho baleado, o que é ver um inocente arrastado pela lama da indiferença. Sei o que é sentir vergonha de quem governa em nome do povo, mas não conhece o povo.

O Brasil precisa recuperar o sentido de justiça social, a chama da cidadania e da democracia verdadeira — aquela que não se mede pelo número de votos, mas pelo respeito à vida. Porque a verdadeira violência não está nos becos, mas nos gabinetes. Não nasce no barraco, mas nas canetas que assinam ordens de morte.

Enquanto houver uma mãe enterrando seu filho sem respostas, não haverá paz possível. Enquanto o Congresso Nacional aplaudir governantes que fazem do sangue uma estatística, não haverá moral. Que cada um de nós, do alto ou do morro, sinta essa dor como sua. Porque quando o povo sofre, é a própria nação que sangra.

E quem sangra com o povo, este sim, entende o que é ser humano.

ARTIGO – O Valor de uma Pré-Candidatura Bem Conduzida

 

 

(Padre Carlos)

A política é, antes de tudo, um campo de construção paciente. Cada passo dado, cada apoio conquistado e cada gesto de coerência é uma pedra a mais no alicerce de uma caminhada vitoriosa. É exatamente isso que o pré-candidato a deputado estadual Dr. Wagner Alves vem demonstrando: prudência, diálogo e visão estratégica.

Nesta semana, Wagner deu mais um passo importante ao conquistar o apoio do Dr. Alan e, com ele, boa parte do Partido Republicanos em Vitória da Conquista. Trata-se de um movimento que não apenas fortalece sua pré-candidatura, mas também simboliza o amadurecimento político dentro do grupo liderado pela prefeita Sheila Lemos.

As eleições parlamentares de 2026 terão um papel decisivo para o futuro político e administrativo de Vitória da Conquista, cidade que hoje ultrapassa os 400 mil habitantes e é reconhecida como a capital do Sudoeste baiano. A representatividade da cidade na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal é mais do que uma questão de prestígio — é um fator estratégico para atrair investimentos e consolidar políticas públicas regionais.

Nesse cenário, a pré-candidatura assume um papel essencial: ela é o momento de maturação, de construção de alianças e de afirmação de um projeto político coerente. A forma como o Dr. Wagner vem pavimentando esse caminho mostra equilíbrio e liderança. Sua articulação respeita a lógica do grupo, valoriza a unidade e fortalece o diálogo com aliados, como o próprio Dr. Alan, que declarou publicamente seu apoio tanto a Wagner para estadual quanto a Márcio Marinho para federal.

Esse gesto reforça a coerência e a sintonia institucional entre os líderes e partidos da base governista, demonstrando maturidade e respeito às decisões coletivas. Em tempos de tantas incertezas políticas, ver um grupo se movimentando com clareza e transparência é, sem dúvida, um sinal de estabilidade e de preparo para o futuro.

Até dezembro, o tabuleiro político local deverá estar mais definido, mas o que já se percebe é que Wagner Alves vem conduzindo sua caminhada com maestria — firme nas convicções, sereno nas negociações e consciente do tamanho da responsabilidade que tem diante de si.

ARTIGO – O Valor de uma Pré-Candidatura Bem Conduzida

 

 

(Padre Carlos)

A política é, antes de tudo, um campo de construção paciente. Cada passo dado, cada apoio conquistado e cada gesto de coerência é uma pedra a mais no alicerce de uma caminhada vitoriosa. É exatamente isso que o pré-candidato a deputado estadual Dr. Wagner Alves vem demonstrando: prudência, diálogo e visão estratégica.

Nesta semana, Wagner deu mais um passo importante ao conquistar o apoio do Dr. Alan e, com ele, boa parte do Partido Republicanos em Vitória da Conquista. Trata-se de um movimento que não apenas fortalece sua pré-candidatura, mas também simboliza o amadurecimento político dentro do grupo liderado pela prefeita Sheila Lemos.

As eleições parlamentares de 2026 terão um papel decisivo para o futuro político e administrativo de Vitória da Conquista, cidade que hoje ultrapassa os 400 mil habitantes e é reconhecida como a capital do Sudoeste baiano. A representatividade da cidade na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal é mais do que uma questão de prestígio — é um fator estratégico para atrair investimentos e consolidar políticas públicas regionais.

Nesse cenário, a pré-candidatura assume um papel essencial: ela é o momento de maturação, de construção de alianças e de afirmação de um projeto político coerente. A forma como o Dr. Wagner vem pavimentando esse caminho mostra equilíbrio e liderança. Sua articulação respeita a lógica do grupo, valoriza a unidade e fortalece o diálogo com aliados, como o próprio Dr. Alan, que declarou publicamente seu apoio tanto a Wagner para estadual quanto a Márcio Marinho para federal.

Esse gesto reforça a coerência e a sintonia institucional entre os líderes e partidos da base governista, demonstrando maturidade e respeito às decisões coletivas. Em tempos de tantas incertezas políticas, ver um grupo se movimentando com clareza e transparência é, sem dúvida, um sinal de estabilidade e de preparo para o futuro.

Até dezembro, o tabuleiro político local deverá estar mais definido, mas o que já se percebe é que Wagner Alves vem conduzindo sua caminhada com maestria — firme nas convicções, sereno nas negociações e consciente do tamanho da responsabilidade que tem diante de si.