Política e Resenha

ARTIGO – Elomar: O Arquitetar das Vozes Ancestrais do Sertão

 

 

 

Padre Carlos

Elomar não é apenas um compositor. É uma forma de arquitetura sonora. Formado em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia em 1964, ele transportou para a música o mesmo rigor formal, a mesma capacidade de erguer estruturas sólidas e ao mesmo tempo poéticas. Quem escuta sua obra percebe que cada canção é um alpendre, cada acorde é um tijolo assentado à mão, cada verso é viga, cada melodia é parede que sustenta um mundo esquecido.

Não há no Brasil nada comparável ao que Elomar faz. Não porque faltam talentos — mas porque falta quem desça tão fundo às raízes que o próprio país esqueceu que tem. Ao ouvir Seresta Sertaneza, do álbum Cartas Catingueiras (1982), somos arrancados do presente e jogados em um sertão que não é apenas geografia: é tempo mítico. É Idade Média no coração da Caatinga. É trovador caminheiro atravessando veredas que só existem na memória dos velhos e no inconsciente coletivo de um povo que carrega, mesmo sem saber, símbolos ancestrais de eras que nunca viveu.

A linguagem de Elomar é erudita porque bebe dos modos antigos da lírica medieval, dos cantos trovadorescos, da epopeia que narra heróis humildes e destinos duros. Mas é também popular, porque nasce do chão de barro, da fala arcaica dos vaqueiros, do romance sertanejo que resiste ao tempo. A beleza de sua obra está justamente nesse ponto de encontro: o artista que transforma o sertão em ópera, que transforma o camponês em cavaleiro, que devolve ao Brasil uma Idade Média que nunca o Brasil estudou — mas que vive como mito, escondida nas camadas profundas do ser.

Elomar é arquiteto não apenas porque estudou Arquitetura, mas porque constrói universos. Levanta pontes entre o medieval e o sertanejo, entre o erudito e o popular, entre o inconsciente e a história. Enquanto muitos correram atrás da modernidade rasa, ele voltou-se para dentro e encontrou o Brasil profundo — esse Brasil que não cabe em slogans, nem em hashtags, mas que pulsa na memória coletiva de um povo que guarda as vozes dos avós como cantigas.

Sua obra é tribunal e templo; é galpão e catedral. É sertão transfigurado em arte maior. Ali estão os cavalos, os aboios, as veredas, a penumbra das noites de lua, mas também a métrica perfeita, a harmonia sofisticada, a construção melódica que poucos no país dominam. Elomar não imita o passado: ele o convoca. Ele faz da música um rito que desperta aquilo que Jung chamaria de símbolos universais — arquétipos que nos roubam da pressa e nos devolvem ao que somos de fato.

Por isso sua arte não passa. Não é moda. Não é tendência. É permanência. É raiz. É a lembrança de um Brasil que continua vivo, mesmo quando o próprio Brasil tenta esquecê-lo. Escutar Seresta Sertaneza é entrar na casa dos antigos, é pisar no terreiro da alma onde o sertão e a Idade Média conversam sem esforço, porque ambos tratam daquilo que nunca muda: o homem, sua luta, sua fé, sua beleza trágica.

Quando Elomar canta, o sertão não é cenário: é destino. É memória. É mito. E é também a mais profunda revelação de que o Brasil tem uma grandeza estética que ainda não compreendeu.

ARTIGO – Elomar: O Arquitetar das Vozes Ancestrais do Sertão

 

 

 

Padre Carlos

Elomar não é apenas um compositor. É uma forma de arquitetura sonora. Formado em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia em 1964, ele transportou para a música o mesmo rigor formal, a mesma capacidade de erguer estruturas sólidas e ao mesmo tempo poéticas. Quem escuta sua obra percebe que cada canção é um alpendre, cada acorde é um tijolo assentado à mão, cada verso é viga, cada melodia é parede que sustenta um mundo esquecido.

Não há no Brasil nada comparável ao que Elomar faz. Não porque faltam talentos — mas porque falta quem desça tão fundo às raízes que o próprio país esqueceu que tem. Ao ouvir Seresta Sertaneza, do álbum Cartas Catingueiras (1982), somos arrancados do presente e jogados em um sertão que não é apenas geografia: é tempo mítico. É Idade Média no coração da Caatinga. É trovador caminheiro atravessando veredas que só existem na memória dos velhos e no inconsciente coletivo de um povo que carrega, mesmo sem saber, símbolos ancestrais de eras que nunca viveu.

A linguagem de Elomar é erudita porque bebe dos modos antigos da lírica medieval, dos cantos trovadorescos, da epopeia que narra heróis humildes e destinos duros. Mas é também popular, porque nasce do chão de barro, da fala arcaica dos vaqueiros, do romance sertanejo que resiste ao tempo. A beleza de sua obra está justamente nesse ponto de encontro: o artista que transforma o sertão em ópera, que transforma o camponês em cavaleiro, que devolve ao Brasil uma Idade Média que nunca o Brasil estudou — mas que vive como mito, escondida nas camadas profundas do ser.

Elomar é arquiteto não apenas porque estudou Arquitetura, mas porque constrói universos. Levanta pontes entre o medieval e o sertanejo, entre o erudito e o popular, entre o inconsciente e a história. Enquanto muitos correram atrás da modernidade rasa, ele voltou-se para dentro e encontrou o Brasil profundo — esse Brasil que não cabe em slogans, nem em hashtags, mas que pulsa na memória coletiva de um povo que guarda as vozes dos avós como cantigas.

Sua obra é tribunal e templo; é galpão e catedral. É sertão transfigurado em arte maior. Ali estão os cavalos, os aboios, as veredas, a penumbra das noites de lua, mas também a métrica perfeita, a harmonia sofisticada, a construção melódica que poucos no país dominam. Elomar não imita o passado: ele o convoca. Ele faz da música um rito que desperta aquilo que Jung chamaria de símbolos universais — arquétipos que nos roubam da pressa e nos devolvem ao que somos de fato.

Por isso sua arte não passa. Não é moda. Não é tendência. É permanência. É raiz. É a lembrança de um Brasil que continua vivo, mesmo quando o próprio Brasil tenta esquecê-lo. Escutar Seresta Sertaneza é entrar na casa dos antigos, é pisar no terreiro da alma onde o sertão e a Idade Média conversam sem esforço, porque ambos tratam daquilo que nunca muda: o homem, sua luta, sua fé, sua beleza trágica.

Quando Elomar canta, o sertão não é cenário: é destino. É memória. É mito. E é também a mais profunda revelação de que o Brasil tem uma grandeza estética que ainda não compreendeu.

Quando a Esperança Veste Botas de Lama: A Gestão que Abraça seu Povo

 

 

 

Há momentos na história de uma cidade em que a verdadeira essência da liderança se revela não nos palácios, mas nas ruas enlameadas. Não nos discursos preparados, mas nos olhos dos idosos do bairro Jurema que viram suas casas se transformarem em lagos de desespero.

É nesse encontro entre a dor e a dignidade que encontramos a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade — não como uma figura distante em gabinetes climatizados, mas como presença viva ao lado das equipes de Defesa Civil, pisando na mesma lama que encharca os sonhos de sete famílias desalojadas.


A Coragem de Não Abandonar

Existe uma solidão profunda no abandono. Quando a água invade não apenas as casas, mas também a esperança, quando o temporal leva consigo não só móveis, mas pedaços de vida construída com tanto esforço, o que mais dói não é a perda material — é o silêncio do poder público, a ausência de quem deveria cuidar.

Mas em Vitória da Conquista, naquele domingo fatídico de 9 de novembro, algo diferente aconteceu. Enquanto as águas desciam impiedosas das partes altas, carregando consigo a vulnerabilidade de quem vive nas áreas baixas, uma gestora escolheu estar presente. Não apenas em comunicados oficiais, mas em ação concreta, visceral, humana.

O aluguel social providenciado para as famílias desalojadas não é apenas uma linha orçamentária — é um abraço institucional, o reconhecimento de que por trás de cada número há uma história, um nome, uma dignidade que precisa ser preservada mesmo quando tudo desmorona.


Entre o Urgente e o Estrutural

A sabedoria de uma verdadeira liderança está em compreender que salvar vidas hoje não exclui a responsabilidade de prevenir tragédias amanhã. E é aqui que a gestão da prefeita Sheila Lemos transcende o imediatismo político.

Enquanto suas mãos se sujam na limpeza emergencial das vias, sua mente arquiteta o futuro. Os três grandes canais — Santa Cecília, Ascendino Melo e Jurema — cadastrados no PAC não são apenas obras de engenharia. São pontes entre o presente doloroso e um futuro onde mães não precisarão mais evacuar suas casas toda vez que o céu escurecer.

Há uma honestidade rara em reconhecer os limites. Quando a prefeita fala dos R$ 400 a R$ 500 milhões necessários para resolver estruturalmente a drenagem, ela não está pedindo favores — está defendendo a vida de seu povo com a transparência de quem sabe que problemas de décadas não se resolvem com soluções superficiais.


A Visão que Enxerga Além da Parte

Na conversa com o ministro Rui Costa, revelou-se algo ainda mais profundo: a recusa ao paliativo. Fazer apenas 25% de uma obra de drenagem é como colocar um curativo em uma hemorragia — o problema continua, apenas muda de endereço.

A prefeita compreende que a água que alaga a Rua Ascendino Melo com a Góes Calmon não respeita etapas políticas ou cronogramas convenientes. Ela precisa de soluções completas, de 100%, do Alto da Serra ao Rio Verruga.

É essa visão sistêmica, essa coragem de dizer “não” às meias-medidas, que distingue uma gestora que pensa no coletivo daquela que busca apenas manchetes rápidas.


Os 30 Quilômetros de Dignidade

Enquanto aguarda os recursos federais para as grandes obras, a prefeita não cruzou os braços. Os 30 quilômetros de drenagem implementados no Panorama, Bateias e Cidade Modelo no último ano são a prova de que a espera não significa inércia. São quilômetros de dignidade, trechos de esperança pavimentados com determinação e senso de urgência.

Cada metro drenado é uma família que dormirá mais tranquila, é uma criança que não precisará faltar à escola porque a rua virou rio, é um idoso que não verá novamente seus pertences flutuarem em meio à devastação.


A Liderança que se Mede na Lama

No final, o que define uma gestora não são os dias ensolarados, mas sua postura quando as nuvens pesadas desabam sobre sua cidade. Ana Sheila Lemos Andrade escolheu estar ao lado de seu povo nos momentos mais críticos, e essa escolha ecoa mais alto que qualquer propaganda.

Há uma poesia dolorosa, mas bela, em ver uma prefeita que não abandona os idosos do Jurema, que conhece pelo nome as sete famílias desalojadas, que negocia com ministros não por vaidade política, mas por necessidade genuína de salvar vidas.

Que esta luta incansável nos lembre que política, em sua essência mais pura, é cuidado. É presença. É a coragem de sujar as mãos, de perder o sono, de lutar por recursos sabendo que cada real investido em drenagem é um investimento em dignidade humana.

Vitória da Conquista chora suas perdas, mas não chora sozinha. E isso, em tempos de tanto abandono institucionalizado, é uma vitória que nenhum temporal pode levar.

Quando a Esperança Veste Botas de Lama: A Gestão que Abraça seu Povo

 

 

 

Há momentos na história de uma cidade em que a verdadeira essência da liderança se revela não nos palácios, mas nas ruas enlameadas. Não nos discursos preparados, mas nos olhos dos idosos do bairro Jurema que viram suas casas se transformarem em lagos de desespero.

É nesse encontro entre a dor e a dignidade que encontramos a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade — não como uma figura distante em gabinetes climatizados, mas como presença viva ao lado das equipes de Defesa Civil, pisando na mesma lama que encharca os sonhos de sete famílias desalojadas.


A Coragem de Não Abandonar

Existe uma solidão profunda no abandono. Quando a água invade não apenas as casas, mas também a esperança, quando o temporal leva consigo não só móveis, mas pedaços de vida construída com tanto esforço, o que mais dói não é a perda material — é o silêncio do poder público, a ausência de quem deveria cuidar.

Mas em Vitória da Conquista, naquele domingo fatídico de 9 de novembro, algo diferente aconteceu. Enquanto as águas desciam impiedosas das partes altas, carregando consigo a vulnerabilidade de quem vive nas áreas baixas, uma gestora escolheu estar presente. Não apenas em comunicados oficiais, mas em ação concreta, visceral, humana.

O aluguel social providenciado para as famílias desalojadas não é apenas uma linha orçamentária — é um abraço institucional, o reconhecimento de que por trás de cada número há uma história, um nome, uma dignidade que precisa ser preservada mesmo quando tudo desmorona.


Entre o Urgente e o Estrutural

A sabedoria de uma verdadeira liderança está em compreender que salvar vidas hoje não exclui a responsabilidade de prevenir tragédias amanhã. E é aqui que a gestão da prefeita Sheila Lemos transcende o imediatismo político.

Enquanto suas mãos se sujam na limpeza emergencial das vias, sua mente arquiteta o futuro. Os três grandes canais — Santa Cecília, Ascendino Melo e Jurema — cadastrados no PAC não são apenas obras de engenharia. São pontes entre o presente doloroso e um futuro onde mães não precisarão mais evacuar suas casas toda vez que o céu escurecer.

Há uma honestidade rara em reconhecer os limites. Quando a prefeita fala dos R$ 400 a R$ 500 milhões necessários para resolver estruturalmente a drenagem, ela não está pedindo favores — está defendendo a vida de seu povo com a transparência de quem sabe que problemas de décadas não se resolvem com soluções superficiais.


A Visão que Enxerga Além da Parte

Na conversa com o ministro Rui Costa, revelou-se algo ainda mais profundo: a recusa ao paliativo. Fazer apenas 25% de uma obra de drenagem é como colocar um curativo em uma hemorragia — o problema continua, apenas muda de endereço.

A prefeita compreende que a água que alaga a Rua Ascendino Melo com a Góes Calmon não respeita etapas políticas ou cronogramas convenientes. Ela precisa de soluções completas, de 100%, do Alto da Serra ao Rio Verruga.

É essa visão sistêmica, essa coragem de dizer “não” às meias-medidas, que distingue uma gestora que pensa no coletivo daquela que busca apenas manchetes rápidas.


Os 30 Quilômetros de Dignidade

Enquanto aguarda os recursos federais para as grandes obras, a prefeita não cruzou os braços. Os 30 quilômetros de drenagem implementados no Panorama, Bateias e Cidade Modelo no último ano são a prova de que a espera não significa inércia. São quilômetros de dignidade, trechos de esperança pavimentados com determinação e senso de urgência.

Cada metro drenado é uma família que dormirá mais tranquila, é uma criança que não precisará faltar à escola porque a rua virou rio, é um idoso que não verá novamente seus pertences flutuarem em meio à devastação.


A Liderança que se Mede na Lama

No final, o que define uma gestora não são os dias ensolarados, mas sua postura quando as nuvens pesadas desabam sobre sua cidade. Ana Sheila Lemos Andrade escolheu estar ao lado de seu povo nos momentos mais críticos, e essa escolha ecoa mais alto que qualquer propaganda.

Há uma poesia dolorosa, mas bela, em ver uma prefeita que não abandona os idosos do Jurema, que conhece pelo nome as sete famílias desalojadas, que negocia com ministros não por vaidade política, mas por necessidade genuína de salvar vidas.

Que esta luta incansável nos lembre que política, em sua essência mais pura, é cuidado. É presença. É a coragem de sujar as mãos, de perder o sono, de lutar por recursos sabendo que cada real investido em drenagem é um investimento em dignidade humana.

Vitória da Conquista chora suas perdas, mas não chora sozinha. E isso, em tempos de tanto abandono institucionalizado, é uma vitória que nenhum temporal pode levar.

ARTIGO – O Amor que Desce do Pedestal

 

 

 

(Padre Carlos)

Vivemos em uma era em que o amor se tornou refém da estética, da performance e das ilusões idealizadas que as redes sociais e os romances açucarados insistem em nos vender. A imagem do amor perfeito — sempre harmônico, sempre belo, sempre sorridente — é uma prisão disfarçada de sonho. E muitos de nós passamos a vida inteira tentando caber nesse molde impossível, esquecendo que o amor real nunca foi sobre perfeição, mas sobre presença.

É preciso libertar o amor da prisão da idealização. Libertar-se da fantasia de que só será amado quem tiver a voz mais doce, o corpo mais esculpido, o temperamento mais leve. Libertar-se da ideia de que o amor é uma espécie de concurso de virtudes. O amor verdadeiro não floresce em vitrines nem sobre pedestais — ele acontece no chão, onde tropeçamos, nos ferimos e nos reerguemos.

Em cada cobrança que fazemos — a nós mesmos e ao outro — há um convite silencioso: pare de tentar buscar o sol. Pare de comparar seus lábios ao coral, sua voz ao canto dos anjos, seu corpo às esculturas de perfeição. Permita-se ser o que é: humano. E, ao fazer isso, descubra a beleza oculta da imperfeição, a poesia das falhas, a doçura das pequenas renúncias e reconciliações.

Shakespeare, que soube traduzir como ninguém os abismos e as alturas do amor humano, sabia que o amor mais eterno nasce exatamente do encontro entre duas fragilidades que se aceitam. O amor que sobrevive ao tempo não é o das promessas impossíveis, mas o dos gestos simples: o olhar que perdoa, a mão que segura mesmo tremendo, o silêncio que compreende.

Você não precisa de olhos como o sol para ser visto. Não precisa de uma alma sem rachaduras para ser amado. A beleza que toca o coração não está no brilho impecável, mas na sinceridade que se derrama das fendas. O amor verdadeiro não busca a perfeição: ele a desarma.

Você já é suficiente. Sempre foi. E talvez o amor que você tanto procura esteja apenas esperando que você desça do pedestal — para encontrá-lo, enfim, no chão da vida real, onde os amores acontecem e permanecem.

ARTIGO – O Amor que Desce do Pedestal

 

 

 

(Padre Carlos)

Vivemos em uma era em que o amor se tornou refém da estética, da performance e das ilusões idealizadas que as redes sociais e os romances açucarados insistem em nos vender. A imagem do amor perfeito — sempre harmônico, sempre belo, sempre sorridente — é uma prisão disfarçada de sonho. E muitos de nós passamos a vida inteira tentando caber nesse molde impossível, esquecendo que o amor real nunca foi sobre perfeição, mas sobre presença.

É preciso libertar o amor da prisão da idealização. Libertar-se da fantasia de que só será amado quem tiver a voz mais doce, o corpo mais esculpido, o temperamento mais leve. Libertar-se da ideia de que o amor é uma espécie de concurso de virtudes. O amor verdadeiro não floresce em vitrines nem sobre pedestais — ele acontece no chão, onde tropeçamos, nos ferimos e nos reerguemos.

Em cada cobrança que fazemos — a nós mesmos e ao outro — há um convite silencioso: pare de tentar buscar o sol. Pare de comparar seus lábios ao coral, sua voz ao canto dos anjos, seu corpo às esculturas de perfeição. Permita-se ser o que é: humano. E, ao fazer isso, descubra a beleza oculta da imperfeição, a poesia das falhas, a doçura das pequenas renúncias e reconciliações.

Shakespeare, que soube traduzir como ninguém os abismos e as alturas do amor humano, sabia que o amor mais eterno nasce exatamente do encontro entre duas fragilidades que se aceitam. O amor que sobrevive ao tempo não é o das promessas impossíveis, mas o dos gestos simples: o olhar que perdoa, a mão que segura mesmo tremendo, o silêncio que compreende.

Você não precisa de olhos como o sol para ser visto. Não precisa de uma alma sem rachaduras para ser amado. A beleza que toca o coração não está no brilho impecável, mas na sinceridade que se derrama das fendas. O amor verdadeiro não busca a perfeição: ele a desarma.

Você já é suficiente. Sempre foi. E talvez o amor que você tanto procura esteja apenas esperando que você desça do pedestal — para encontrá-lo, enfim, no chão da vida real, onde os amores acontecem e permanecem.

ARTIGO – Quando o Roubo Toma o Nome do ex-presidente do INSS

 

 

(Padre Carlos)

Há crimes que ferem o bolso — e há crimes que ferem a alma de um povo. O escândalo que envolve o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, é desses que ultrapassam os limites da corrupção comum. É o tipo de crime que insulta a dignidade dos aposentados, que humilha os que trabalharam uma vida inteira acreditando no amparo do Estado e que expõe, com brutal clareza, a podridão moral entranhada nas estruturas do poder.

Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionou por cinco longos anos — de 2019 a 2024 — drenando bilhões de reais do bolso de quem mais precisava. Bilhões! Não estamos falando de cifras abstratas. Estamos falando do dinheiro de remédios, de cestas básicas, de consultas médicas, de gás de cozinha. Cada centavo desviado era um golpe contra um idoso, uma viúva, um trabalhador que acreditava que, ao se aposentar, enfim descansaria das fadigas da vida.

O esquema, batizado de Operação Sem Desconto, ironicamente se sustentava com descontos ilegais nas aposentadorias e pensões. Criava-se, nos sistemas do INSS, falsos cadastros, associações fantasmas, cobranças indevidas. Tudo operado com precisão técnica e fria, por quem conhecia os atalhos do sistema — e se aproveitou disso.

E o mais estarrecedor: quem chefiava o órgão responsável por proteger os aposentados era o mesmo que, segundo as investigações, se beneficiava do saque aos vulneráveis. Stefanutto, nomeado com o aval de ministros e partidos políticos, transitou por governos, por legendas e gabinetes com a mesma naturalidade com que, agora, responde por corrupção ativa, passiva, estelionato previdenciário e dilapidação patrimonial.

É revoltante ver que o país continua a ser refém de uma elite administrativa que usa a máquina pública como balcão de negócios. A cada novo escândalo, o povo é chamado a assistir, impotente, a mais um espetáculo de cinismo. O aposentado, que sobrevive com um salário mínimo, não tem assessoria jurídica, não tem advogado, não tem voz. É ele quem sente o golpe direto na veia — é dele que o Estado deveria ser guardião.

O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius de Carvalho, revelou que as entidades envolvidas anunciavam descontos em academias e planos de saúde que jamais existiram. Mentira institucionalizada. Farsa legitimada por contratos oficiais. Onze entidades foram alvo de medidas judiciais, mas e os responsáveis políticos? E os que indicaram, sustentaram e se beneficiaram desse sistema?

Não basta prender o operador do crime — é preciso atingir o coração do mecanismo que o protege. A corrupção previdenciária é um câncer que destrói a confiança do cidadão na República. É ela que faz o trabalhador olhar para o contracheque e sentir vergonha de ter acreditado que o Estado é justo.

A justiça, se for cega, que ao menos seja firme. Que pese a mão sobre os culpados. Que devolva, não apenas os bilhões desviados, mas a esperança de que ainda há decência nas instituições públicas. Porque enquanto o Brasil permitir que se roube do idoso, estaremos todos envelhecendo na humilhação.

Chega de desculpas, chega de silêncio. Que os culpados paguem — e que o país, enfim, aprenda que a Previdência não é uma mina de ouro para políticos e burocratas, mas o último abrigo de um povo cansado, enganado e traído.

ARTIGO – Quando o Roubo Toma o Nome do ex-presidente do INSS

 

 

(Padre Carlos)

Há crimes que ferem o bolso — e há crimes que ferem a alma de um povo. O escândalo que envolve o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, é desses que ultrapassam os limites da corrupção comum. É o tipo de crime que insulta a dignidade dos aposentados, que humilha os que trabalharam uma vida inteira acreditando no amparo do Estado e que expõe, com brutal clareza, a podridão moral entranhada nas estruturas do poder.

Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionou por cinco longos anos — de 2019 a 2024 — drenando bilhões de reais do bolso de quem mais precisava. Bilhões! Não estamos falando de cifras abstratas. Estamos falando do dinheiro de remédios, de cestas básicas, de consultas médicas, de gás de cozinha. Cada centavo desviado era um golpe contra um idoso, uma viúva, um trabalhador que acreditava que, ao se aposentar, enfim descansaria das fadigas da vida.

O esquema, batizado de Operação Sem Desconto, ironicamente se sustentava com descontos ilegais nas aposentadorias e pensões. Criava-se, nos sistemas do INSS, falsos cadastros, associações fantasmas, cobranças indevidas. Tudo operado com precisão técnica e fria, por quem conhecia os atalhos do sistema — e se aproveitou disso.

E o mais estarrecedor: quem chefiava o órgão responsável por proteger os aposentados era o mesmo que, segundo as investigações, se beneficiava do saque aos vulneráveis. Stefanutto, nomeado com o aval de ministros e partidos políticos, transitou por governos, por legendas e gabinetes com a mesma naturalidade com que, agora, responde por corrupção ativa, passiva, estelionato previdenciário e dilapidação patrimonial.

É revoltante ver que o país continua a ser refém de uma elite administrativa que usa a máquina pública como balcão de negócios. A cada novo escândalo, o povo é chamado a assistir, impotente, a mais um espetáculo de cinismo. O aposentado, que sobrevive com um salário mínimo, não tem assessoria jurídica, não tem advogado, não tem voz. É ele quem sente o golpe direto na veia — é dele que o Estado deveria ser guardião.

O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius de Carvalho, revelou que as entidades envolvidas anunciavam descontos em academias e planos de saúde que jamais existiram. Mentira institucionalizada. Farsa legitimada por contratos oficiais. Onze entidades foram alvo de medidas judiciais, mas e os responsáveis políticos? E os que indicaram, sustentaram e se beneficiaram desse sistema?

Não basta prender o operador do crime — é preciso atingir o coração do mecanismo que o protege. A corrupção previdenciária é um câncer que destrói a confiança do cidadão na República. É ela que faz o trabalhador olhar para o contracheque e sentir vergonha de ter acreditado que o Estado é justo.

A justiça, se for cega, que ao menos seja firme. Que pese a mão sobre os culpados. Que devolva, não apenas os bilhões desviados, mas a esperança de que ainda há decência nas instituições públicas. Porque enquanto o Brasil permitir que se roube do idoso, estaremos todos envelhecendo na humilhação.

Chega de desculpas, chega de silêncio. Que os culpados paguem — e que o país, enfim, aprenda que a Previdência não é uma mina de ouro para políticos e burocratas, mas o último abrigo de um povo cansado, enganado e traído.

ARTIGO – O Jogo Sujo Fora das Quatro Linhas

 

 

(Padre Carlos)

O Brasil é um país onde até a glória pode ser violada. Onde o suor dos gramados, o talento que cruzou fronteiras e o prestígio dos nossos craques se tornam iscas para o golpe. A revelação de que jogadores e técnicos de futebol foram vítimas do desvio de R$ 7 milhões do FGTS, em mais uma operação da Polícia Federal — a chamada Fake Agents — é um retrato sombrio do país que banalizou a fraude e transformou a desonestidade em expediente cotidiano.

A trama, que envolve uma advogada com contatos dentro de agências bancárias e servidores da Caixa Econômica Federal, tem a frieza das ficções policiais, mas o sabor amargo da realidade brasileira. Documentos falsificados, contas abertas em nome de terceiros e o desvio de valores de um fundo criado justamente para proteger o trabalhador. Quando até quem alcançou o topo do esporte é saqueado por dentro do sistema, é sinal de que a corrupção já não escolhe vítimas — ela as fabrica.

Há algo de perverso nessa ironia. O Fundo de Garantia, símbolo de segurança e amparo, é usado para fraudar justamente aqueles que representam a meritocracia nacional. Ramires, Gabriel Jesus, Falcão, Obina, Titi e tantos outros figuram, agora, não em escalações de campo, mas em listas de lesados. Tornaram-se, involuntariamente, personagens de um jogo mais cruel: o da esperteza institucionalizada.

Esse escândalo vai além do futebol. Ele desnuda um problema ético e social profundo: a corrosão da confiança nas instituições financeiras e na própria ideia de Estado protetor. O brasileiro comum — aquele que conta com o FGTS para enfrentar o desemprego ou realizar o sonho da casa própria — vê nesses casos a confirmação do que já teme: o sistema é vulnerável, e o crime é engenhoso.

O golpe contra os jogadores é, simbolicamente, um golpe contra o país. É a materialização daquilo que se tornou rotina: o “jeitinho” que evoluiu em sofisticadas redes de estelionato. A mesma lógica que destrói a fé nas urnas, nos bancos, nas leis e até nas vitórias honestas dentro de campo.

A Caixa Econômica diz que os valores serão devolvidos, que os sistemas serão aprimorados. Mas o dano invisível — o da confiança — não se recupera com transferências bancárias. Cada fraude é uma rachadura moral. E são essas rachaduras que, somadas, explicam por que o Brasil parece sempre à beira do abismo, mesmo quando ostenta craques e campeões.

O futebol, metáfora da pátria, volta a ser espelho de seus vícios. O talento brilha, mas os bastidores apodrecem. O gramado é verde, mas o subterrâneo é cinza. E o povo, torcedor incansável, segue assistindo à partida mais difícil da história: a luta contra a corrupção que insiste em vestir a camisa do país.

No fim, o placar é moral. E, enquanto a impunidade permanecer em campo, o Brasil continuará perdendo — de goleada.

ARTIGO – O Jogo Sujo Fora das Quatro Linhas

 

 

(Padre Carlos)

O Brasil é um país onde até a glória pode ser violada. Onde o suor dos gramados, o talento que cruzou fronteiras e o prestígio dos nossos craques se tornam iscas para o golpe. A revelação de que jogadores e técnicos de futebol foram vítimas do desvio de R$ 7 milhões do FGTS, em mais uma operação da Polícia Federal — a chamada Fake Agents — é um retrato sombrio do país que banalizou a fraude e transformou a desonestidade em expediente cotidiano.

A trama, que envolve uma advogada com contatos dentro de agências bancárias e servidores da Caixa Econômica Federal, tem a frieza das ficções policiais, mas o sabor amargo da realidade brasileira. Documentos falsificados, contas abertas em nome de terceiros e o desvio de valores de um fundo criado justamente para proteger o trabalhador. Quando até quem alcançou o topo do esporte é saqueado por dentro do sistema, é sinal de que a corrupção já não escolhe vítimas — ela as fabrica.

Há algo de perverso nessa ironia. O Fundo de Garantia, símbolo de segurança e amparo, é usado para fraudar justamente aqueles que representam a meritocracia nacional. Ramires, Gabriel Jesus, Falcão, Obina, Titi e tantos outros figuram, agora, não em escalações de campo, mas em listas de lesados. Tornaram-se, involuntariamente, personagens de um jogo mais cruel: o da esperteza institucionalizada.

Esse escândalo vai além do futebol. Ele desnuda um problema ético e social profundo: a corrosão da confiança nas instituições financeiras e na própria ideia de Estado protetor. O brasileiro comum — aquele que conta com o FGTS para enfrentar o desemprego ou realizar o sonho da casa própria — vê nesses casos a confirmação do que já teme: o sistema é vulnerável, e o crime é engenhoso.

O golpe contra os jogadores é, simbolicamente, um golpe contra o país. É a materialização daquilo que se tornou rotina: o “jeitinho” que evoluiu em sofisticadas redes de estelionato. A mesma lógica que destrói a fé nas urnas, nos bancos, nas leis e até nas vitórias honestas dentro de campo.

A Caixa Econômica diz que os valores serão devolvidos, que os sistemas serão aprimorados. Mas o dano invisível — o da confiança — não se recupera com transferências bancárias. Cada fraude é uma rachadura moral. E são essas rachaduras que, somadas, explicam por que o Brasil parece sempre à beira do abismo, mesmo quando ostenta craques e campeões.

O futebol, metáfora da pátria, volta a ser espelho de seus vícios. O talento brilha, mas os bastidores apodrecem. O gramado é verde, mas o subterrâneo é cinza. E o povo, torcedor incansável, segue assistindo à partida mais difícil da história: a luta contra a corrupção que insiste em vestir a camisa do país.

No fim, o placar é moral. E, enquanto a impunidade permanecer em campo, o Brasil continuará perdendo — de goleada.

Agora Inês é Morta: Quando a Esquerda Vira Refém do Próprio Amadorismo Político

 

Por Padre Carlos

A exoneração da presidente interina do Serviço Geológico Brasileiro (SGB), Sabrina Soares de Araújo Góis, após a descoberta de postagens antigas contra Lula e fotos ao lado de Michelle Bolsonaro, expõe mais uma vez o descompasso entre o discurso político e a prática de governar. O caso reacende uma pergunta incômoda: será que ninguém em Brasília está vendo o tamanho do amadorismo que tomou conta da gestão?


O Governo que se Complica com as Próprias Escolhas

A comédia administrativa ganhou novo episódio nesta semana, quando o Conselho de Administração do SGB — órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia — decidiu demitir a presidente interina após poucos dias no cargo. Sabrina Góis havia assumido o posto em 15 de outubro, acumulando, pasmem, três diretorias: Administração, Finanças e Infraestrutura Geocientífica.

O currículo até impressionava, mas o problema era outro: a nova chefe da estatal tinha um histórico digital nada alinhado ao governo que a nomeou. Nas redes, celebrava a prisão de Lula em 2018 e aparecia em fotos sorridentes ao lado de Michelle Bolsonaro. O que parecia ironia virou constrangimento público — e a exoneração foi imediata.


O Fantasma dos “Herdeiros” do Bolsonarismo

O episódio da SGB não é um caso isolado. No primeiro ano da atual gestão, antigos diretores do INSS — nomeados ainda no governo Bolsonaro — permaneceram em cargos estratégicos, conduzindo políticas sensíveis como se nada tivesse mudado.

A pergunta que ecoa nos corredores de Brasília é simples: será que ninguém está vendo isso?
A esquerda, que tanto criticou a herança bolsonarista, parece agora incapaz de afastar seus próprios fantasmas administrativos. O discurso de renovação se perde quando os mesmos rostos e práticas continuam ditando o ritmo da máquina pública.


A Esquerda e sua Velha Inabilidade Política

Se há algo que o episódio revela, é o quanto a esquerda brasileira ainda patina em estratégia política. A direita, com toda a sua rigidez ideológica, jamais aceitaria manter adversários em postos-chave. Já a esquerda insiste em confundir diálogo com ingenuidade — e termina, como sempre, sabotando a si mesma.

Enquanto o governo tropeça na própria leniência, o país assiste, mais uma vez, ao teatro do improviso: nomeações feitas sem critério, cargos estratégicos entregues por conveniência e demissões inevitáveis que soam como “gestão de crise”, quando, na verdade, são puro reflexo de amadorismo político.


Entre o Riso e o Desalento

Sabrina Góis cai, outro interino assume, e o ciclo continua. Brasília segue sendo o palco onde o improviso governa e a coerência é artigo de luxo.
A cada novo escândalo, fica a impressão de que a capital política do país virou um grande reality show, onde o roteiro muda conforme a próxima gafe.

No fim das contas, o velho ditado português volta a ecoar pelos corredores ministeriais: “Agora Inês é morta.”
Mas o mais triste é perceber que, no Brasil, Inês sempre morre — e o amadorismo continua vivo, risonho e impune.

Agora Inês é Morta: Quando a Esquerda Vira Refém do Próprio Amadorismo Político

 

Por Padre Carlos

A exoneração da presidente interina do Serviço Geológico Brasileiro (SGB), Sabrina Soares de Araújo Góis, após a descoberta de postagens antigas contra Lula e fotos ao lado de Michelle Bolsonaro, expõe mais uma vez o descompasso entre o discurso político e a prática de governar. O caso reacende uma pergunta incômoda: será que ninguém em Brasília está vendo o tamanho do amadorismo que tomou conta da gestão?


O Governo que se Complica com as Próprias Escolhas

A comédia administrativa ganhou novo episódio nesta semana, quando o Conselho de Administração do SGB — órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia — decidiu demitir a presidente interina após poucos dias no cargo. Sabrina Góis havia assumido o posto em 15 de outubro, acumulando, pasmem, três diretorias: Administração, Finanças e Infraestrutura Geocientífica.

O currículo até impressionava, mas o problema era outro: a nova chefe da estatal tinha um histórico digital nada alinhado ao governo que a nomeou. Nas redes, celebrava a prisão de Lula em 2018 e aparecia em fotos sorridentes ao lado de Michelle Bolsonaro. O que parecia ironia virou constrangimento público — e a exoneração foi imediata.


O Fantasma dos “Herdeiros” do Bolsonarismo

O episódio da SGB não é um caso isolado. No primeiro ano da atual gestão, antigos diretores do INSS — nomeados ainda no governo Bolsonaro — permaneceram em cargos estratégicos, conduzindo políticas sensíveis como se nada tivesse mudado.

A pergunta que ecoa nos corredores de Brasília é simples: será que ninguém está vendo isso?
A esquerda, que tanto criticou a herança bolsonarista, parece agora incapaz de afastar seus próprios fantasmas administrativos. O discurso de renovação se perde quando os mesmos rostos e práticas continuam ditando o ritmo da máquina pública.


A Esquerda e sua Velha Inabilidade Política

Se há algo que o episódio revela, é o quanto a esquerda brasileira ainda patina em estratégia política. A direita, com toda a sua rigidez ideológica, jamais aceitaria manter adversários em postos-chave. Já a esquerda insiste em confundir diálogo com ingenuidade — e termina, como sempre, sabotando a si mesma.

Enquanto o governo tropeça na própria leniência, o país assiste, mais uma vez, ao teatro do improviso: nomeações feitas sem critério, cargos estratégicos entregues por conveniência e demissões inevitáveis que soam como “gestão de crise”, quando, na verdade, são puro reflexo de amadorismo político.


Entre o Riso e o Desalento

Sabrina Góis cai, outro interino assume, e o ciclo continua. Brasília segue sendo o palco onde o improviso governa e a coerência é artigo de luxo.
A cada novo escândalo, fica a impressão de que a capital política do país virou um grande reality show, onde o roteiro muda conforme a próxima gafe.

No fim das contas, o velho ditado português volta a ecoar pelos corredores ministeriais: “Agora Inês é morta.”
Mas o mais triste é perceber que, no Brasil, Inês sempre morre — e o amadorismo continua vivo, risonho e impune.

Luciano Gomes Destaca Compromisso com a Zona Rural e Anuncia Novas Conquistas para a Região da Limeira

 

 

(Por Padre Carlos)

Na manhã desta quarta-feira, 12 de novembro, o vereador Luciano Gomes (PCdoB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista para um pronunciamento marcado por gratidão, balanço de realizações e anúncios de novas ações voltadas principalmente à zona rural do município.

Cumprimentando colegas vereadores e lideranças presentes — entre elas, o vereador Rafael, de Anagé, e o vereador Naldo — Luciano destacou o espírito de parceria e diálogo que tem pautado seu mandato. “Estamos muito felizes em poder receber vocês aqui na Casa do Povo”, afirmou.

Compromisso com a Estrada da Limeira

O parlamentar iniciou sua fala abordando os efeitos das chuvas que, embora tragam “as bênçãos e a alegria do sertanejo”, também provocam transtornos em estradas vicinais. Em especial, destacou a situação da estrada da Limeira, uma via que ele tem acompanhado de perto desde 2012.

Luciano Gomes informou que esteve recentemente com o governador Jerônimo Rodrigues e o engenheiro Adolpho Loyola, discutindo a licitação para um novo pavimento da estrada. “O compromisso foi feito. Assim que as chuvas cessarem, o consórcio vai iniciar a operação tapa-buraco e cuidar da estrada com o carinho que o povo da Limeira merece”, disse o vereador, reforçando que a manutenção periódica tem sido um diferencial da via ao longo dos anos.

Infraestrutura e Segurança Viária

Durante o pronunciamento, o vereador também comemorou o atendimento de uma solicitação feita ao Ministério dos Transportes, que resultará na instalação de um semáforo na saída de Itambé, medida que visa melhorar o fluxo e a segurança na região. “Não resolve tudo, mas melhora muito o tráfego e mostra que a cobrança feita com seriedade dá resultado”, comemorou Luciano.

Celebração dos 40 Anos de Cabeceira da Jiboia

Em tom de emoção, o parlamentar relatou a grandiosidade da Festa da Bandeira de Cabeceira da Jiboia, que neste ano celebrou 40 anos de história com recorde de público.
“Alguns estimaram mais de 30 mil pessoas. Eu acredito que havia mais de 20 mil — para um distrito, é a maior festa rural de Vitória da Conquista”, destacou, ressaltando a tranquilidade e o clima de paz que marcaram o evento.

Luciano agradeceu o apoio da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual, Guarda Municipal, Simtrans e das comunidades locais, que garantiram a segurança durante toda a celebração. O evento contou ainda com uma missa de ação de graças, homenagens a mais de 50 personalidades da comunidade e shows de artistas locais e nacionais, entre eles Thiago Aquino e Larissa Gomes.

Parcerias e Investimentos

O vereador fez questão de agradecer o deputado federal João Carlos Bacelar, responsável por viabilizar a vinda de Thiago Aquino, e o deputado Fabrício Falcão, que contribuiu para a estrutura do evento. Luciano também citou o apoio do Governo do Estado da Bahia e da Prefeitura de Vitória da Conquista, que garantiram infraestrutura, limpeza e segurança.

Entre as conquistas anunciadas, destacou-se a entrega de uma ambulância equipada para atender as comunidades da Limeira e Capimbau, já à disposição da Secretaria de Saúde para início das operações.

Reconhecimento aos Colegas e Compromisso com o Futuro

Luciano Gomes encerrou seu pronunciamento parabenizando o vereador Babão e o deputado Daniel Almeida pela entrega de um novo posto de saúde no bairro Ibirapuera, além de reconhecer o trabalho da prefeita Sheila Lemos pela aplicação correta dos recursos.

“Fazemos festas que alegram o povo, mas também levamos obras e serviços. Em breve teremos uma nova UBS, uma creche e outras melhorias que vão garantir mais qualidade de vida à nossa gente”, afirmou o vereador, encerrando com um agradecimento emocionado: “A Deus toda honra e glória. Seguiremos trabalhando com verdade, fé e compromisso com o povo conquistense.”

 

Luciano Gomes Destaca Compromisso com a Zona Rural e Anuncia Novas Conquistas para a Região da Limeira

 

 

(Por Padre Carlos)

Na manhã desta quarta-feira, 12 de novembro, o vereador Luciano Gomes (PCdoB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista para um pronunciamento marcado por gratidão, balanço de realizações e anúncios de novas ações voltadas principalmente à zona rural do município.

Cumprimentando colegas vereadores e lideranças presentes — entre elas, o vereador Rafael, de Anagé, e o vereador Naldo — Luciano destacou o espírito de parceria e diálogo que tem pautado seu mandato. “Estamos muito felizes em poder receber vocês aqui na Casa do Povo”, afirmou.

Compromisso com a Estrada da Limeira

O parlamentar iniciou sua fala abordando os efeitos das chuvas que, embora tragam “as bênçãos e a alegria do sertanejo”, também provocam transtornos em estradas vicinais. Em especial, destacou a situação da estrada da Limeira, uma via que ele tem acompanhado de perto desde 2012.

Luciano Gomes informou que esteve recentemente com o governador Jerônimo Rodrigues e o engenheiro Adolpho Loyola, discutindo a licitação para um novo pavimento da estrada. “O compromisso foi feito. Assim que as chuvas cessarem, o consórcio vai iniciar a operação tapa-buraco e cuidar da estrada com o carinho que o povo da Limeira merece”, disse o vereador, reforçando que a manutenção periódica tem sido um diferencial da via ao longo dos anos.

Infraestrutura e Segurança Viária

Durante o pronunciamento, o vereador também comemorou o atendimento de uma solicitação feita ao Ministério dos Transportes, que resultará na instalação de um semáforo na saída de Itambé, medida que visa melhorar o fluxo e a segurança na região. “Não resolve tudo, mas melhora muito o tráfego e mostra que a cobrança feita com seriedade dá resultado”, comemorou Luciano.

Celebração dos 40 Anos de Cabeceira da Jiboia

Em tom de emoção, o parlamentar relatou a grandiosidade da Festa da Bandeira de Cabeceira da Jiboia, que neste ano celebrou 40 anos de história com recorde de público.
“Alguns estimaram mais de 30 mil pessoas. Eu acredito que havia mais de 20 mil — para um distrito, é a maior festa rural de Vitória da Conquista”, destacou, ressaltando a tranquilidade e o clima de paz que marcaram o evento.

Luciano agradeceu o apoio da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual, Guarda Municipal, Simtrans e das comunidades locais, que garantiram a segurança durante toda a celebração. O evento contou ainda com uma missa de ação de graças, homenagens a mais de 50 personalidades da comunidade e shows de artistas locais e nacionais, entre eles Thiago Aquino e Larissa Gomes.

Parcerias e Investimentos

O vereador fez questão de agradecer o deputado federal João Carlos Bacelar, responsável por viabilizar a vinda de Thiago Aquino, e o deputado Fabrício Falcão, que contribuiu para a estrutura do evento. Luciano também citou o apoio do Governo do Estado da Bahia e da Prefeitura de Vitória da Conquista, que garantiram infraestrutura, limpeza e segurança.

Entre as conquistas anunciadas, destacou-se a entrega de uma ambulância equipada para atender as comunidades da Limeira e Capimbau, já à disposição da Secretaria de Saúde para início das operações.

Reconhecimento aos Colegas e Compromisso com o Futuro

Luciano Gomes encerrou seu pronunciamento parabenizando o vereador Babão e o deputado Daniel Almeida pela entrega de um novo posto de saúde no bairro Ibirapuera, além de reconhecer o trabalho da prefeita Sheila Lemos pela aplicação correta dos recursos.

“Fazemos festas que alegram o povo, mas também levamos obras e serviços. Em breve teremos uma nova UBS, uma creche e outras melhorias que vão garantir mais qualidade de vida à nossa gente”, afirmou o vereador, encerrando com um agradecimento emocionado: “A Deus toda honra e glória. Seguiremos trabalhando com verdade, fé e compromisso com o povo conquistense.”

 

ARTIGO – A Velhice e a Apoteose da Vida

 

(Padre Carlos)

Por que achar a velhice feia? — pergunta a professora Valderez de Oliveira Pereira em um texto de rara sensibilidade. Essa provocação, escrita em 1997, soa ainda mais atual em uma era em que o culto à juventude tenta silenciar a voz da experiência. Vivemos em uma sociedade que teme o envelhecimento, como se ele fosse sinônimo de perda, quando, na verdade, é o mais profundo testemunho da vida.

A velhice é a prova das nossas andanças, o espelho das noites bem ou mal dormidas, das alegrias vividas e das dores superadas. Cada ruga é uma lembrança, cada fio branco é um traço de sabedoria. O tempo não desfigura — ele revela. Revela a essência de quem amou, sonhou, lutou e permaneceu.

É preciso redescobrir a beleza da velhice. Envelhecer é uma conquista, não uma sentença. É ter sobrevivido às intempéries, é ter histórias para contar, é carregar dentro de si o peso doce da existência. Quem envelhece com serenidade não perde o brilho — apenas troca o fogo da juventude pela luz mansa da compreensão.

Valderez escreve: “Se ela é a experiência dos encontros e desencontros que o destino lhe proporcionou…” — e nesse verso repousa a chave da sabedoria do tempo. O envelhecimento saudável não se mede apenas pela força do corpo, mas pela leveza da alma. É saber que cada estação da vida tem sua beleza, seu ritmo, sua poesia.

O idoso não é o retrato do fim, mas o quadro completo da jornada. O que chamam de decadência é, na verdade, plenitude. A velhice é o capítulo mais honesto da biografia humana, onde o orgulho dá lugar à gratidão, e a pressa cede espaço à contemplação.

No entanto, ainda somos uma cultura que teme o espelho. Tentamos disfarçar o tempo com filtros, cirurgias e ilusões. Mas o verdadeiro envelhecimento saudável nasce da aceitação, da alegria de viver, da capacidade de transformar a passagem dos anos em sabedoria e ternura.

Como ensina Valderez, “a velhice é a apoteose da vida.” E é exatamente isso: o ponto culminante, o ápice, o momento em que o ser humano encontra sentido no próprio existir. A velhice é o testemunho da resistência, a celebração da memória, o cântico silencioso de quem venceu o tempo sem deixar de ser humano.

Envelhecer é viver plenamente — com dignidade, amor e consciência. Que saibamos, portanto, não apenas aceitar a velhice, mas celebrá-la como a coroação da vida.

ARTIGO – A Velhice e a Apoteose da Vida

 

(Padre Carlos)

Por que achar a velhice feia? — pergunta a professora Valderez de Oliveira Pereira em um texto de rara sensibilidade. Essa provocação, escrita em 1997, soa ainda mais atual em uma era em que o culto à juventude tenta silenciar a voz da experiência. Vivemos em uma sociedade que teme o envelhecimento, como se ele fosse sinônimo de perda, quando, na verdade, é o mais profundo testemunho da vida.

A velhice é a prova das nossas andanças, o espelho das noites bem ou mal dormidas, das alegrias vividas e das dores superadas. Cada ruga é uma lembrança, cada fio branco é um traço de sabedoria. O tempo não desfigura — ele revela. Revela a essência de quem amou, sonhou, lutou e permaneceu.

É preciso redescobrir a beleza da velhice. Envelhecer é uma conquista, não uma sentença. É ter sobrevivido às intempéries, é ter histórias para contar, é carregar dentro de si o peso doce da existência. Quem envelhece com serenidade não perde o brilho — apenas troca o fogo da juventude pela luz mansa da compreensão.

Valderez escreve: “Se ela é a experiência dos encontros e desencontros que o destino lhe proporcionou…” — e nesse verso repousa a chave da sabedoria do tempo. O envelhecimento saudável não se mede apenas pela força do corpo, mas pela leveza da alma. É saber que cada estação da vida tem sua beleza, seu ritmo, sua poesia.

O idoso não é o retrato do fim, mas o quadro completo da jornada. O que chamam de decadência é, na verdade, plenitude. A velhice é o capítulo mais honesto da biografia humana, onde o orgulho dá lugar à gratidão, e a pressa cede espaço à contemplação.

No entanto, ainda somos uma cultura que teme o espelho. Tentamos disfarçar o tempo com filtros, cirurgias e ilusões. Mas o verdadeiro envelhecimento saudável nasce da aceitação, da alegria de viver, da capacidade de transformar a passagem dos anos em sabedoria e ternura.

Como ensina Valderez, “a velhice é a apoteose da vida.” E é exatamente isso: o ponto culminante, o ápice, o momento em que o ser humano encontra sentido no próprio existir. A velhice é o testemunho da resistência, a celebração da memória, o cântico silencioso de quem venceu o tempo sem deixar de ser humano.

Envelhecer é viver plenamente — com dignidade, amor e consciência. Que saibamos, portanto, não apenas aceitar a velhice, mas celebrá-la como a coroação da vida.

Léia de Quinho defende união de forças para enfrentar consequências das chuvas e cobra transparência sobre empréstimo histórico do Executivo

 

 

(Por Padre Carlos)

Na sessão desta quarta-feira, 12 de novembro, a vereadora Léia de Quinho protagonizou um dos discursos mais enfáticos do plenário da Câmara Municipal de Vitória da Conquista. Em tom sereno, mas firme, a parlamentar chamou atenção para os impactos das fortes chuvas que vêm atingindo o município e a necessidade de ações estruturais urgentes.

“Hoje não tem como a gente falar de outra coisa a não ser das consequências que nossa cidade tem enfrentado em decorrência das fortes chuvas”, iniciou a vereadora, ao saudar colegas e o público presente. Léia destacou que tem acompanhado pessoalmente os bairros mais atingidos, mas fez questão de pontuar que o problema “não se resolve com visitas, e sim com investimentos sólidos em drenagem urbana”.

A parlamentar lembrou que, no mês anterior, acompanhada de seu líder político, Quinho, esteve em Brasília, onde se reuniu com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, levando como uma das principais pautas o tema da macro e microdrenagem de Vitória da Conquista. Segundo ela, o ministro “tem conhecimento da situação” e se mostrou “aberto a receber representantes do município com propostas concretas para solucionar problemas históricos evidenciados a cada período chuvoso”.

O maior empréstimo da história da cidade

Em outro ponto de sua fala, Léia abordou um dos temas mais comentados nos bastidores políticos: o projeto de lei do Executivo que solicita um crédito de R$ 400 milhões, o maior empréstimo já proposto na história da cidade.

“Como todos sabem, eu sou uma vereadora de independência política. Meu voto é por convicção, não por conveniência”, afirmou. Ela ressaltou que não se opõe a projetos do Executivo quando estes realmente beneficiam a população, mas exigiu maior detalhamento sobre o destino dos recursos. “A gente aguarda que o Executivo envie a essa casa mais informações sobre como essa verba será utilizada e investida para o bem de Vitória da Conquista. E se assim for, sem problema nenhum, terá o nosso apoio — e principalmente a nossa fiscalização.”

O posicionamento de Léia ecoou entre parlamentares e foi visto como um recado direto à gestão municipal, reforçando sua postura de independência e vigilância, em um momento de debates acalorados sobre o endividamento do município e as prioridades orçamentárias.

Gratidão e resultados no campo

Encerrando sua fala, Léia demonstrou também reconhecimento e gratidão ao secretário de Agricultura, Breno Farias, por ter atendido solicitações de seu mandato referentes ao fornecimento de água no distrito de Batepé, beneficiando os povoados de Lagoa de João Morais e Paraíso.

“Nossa solicitação foi atendida, essas regiões estão sendo beneficiadas com abastecimento de água. Fica aqui a nossa gratidão”, declarou.

A vereadora concluiu convidando todos para a cerimônia de entrega do Título de Cidadão Conquistense, que acontece nesta quinta-feira, e agradeceu “a presença de todos e a oportunidade de servir a cidade”.

Análise Política

A fala de Léia de Quinho reflete o perfil que tem marcado sua atuação na Câmara: equilíbrio entre crítica responsável e colaboração institucional. Sua ênfase na infraestrutura de drenagem e na fiscalização do uso de recursos públicos a posiciona como uma voz que busca equilíbrio entre o pragmatismo político e a ética da representação popular.

Num cenário em que Vitória da Conquista enfrenta desafios com chuvas, alagamentos e demandas sociais urgentes, a postura da vereadora reforça o papel do Legislativo como fiscal do Executivo e guardião do interesse coletivo.

Léia de Quinho defende união de forças para enfrentar consequências das chuvas e cobra transparência sobre empréstimo histórico do Executivo

 

 

(Por Padre Carlos)

Na sessão desta quarta-feira, 12 de novembro, a vereadora Léia de Quinho protagonizou um dos discursos mais enfáticos do plenário da Câmara Municipal de Vitória da Conquista. Em tom sereno, mas firme, a parlamentar chamou atenção para os impactos das fortes chuvas que vêm atingindo o município e a necessidade de ações estruturais urgentes.

“Hoje não tem como a gente falar de outra coisa a não ser das consequências que nossa cidade tem enfrentado em decorrência das fortes chuvas”, iniciou a vereadora, ao saudar colegas e o público presente. Léia destacou que tem acompanhado pessoalmente os bairros mais atingidos, mas fez questão de pontuar que o problema “não se resolve com visitas, e sim com investimentos sólidos em drenagem urbana”.

A parlamentar lembrou que, no mês anterior, acompanhada de seu líder político, Quinho, esteve em Brasília, onde se reuniu com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, levando como uma das principais pautas o tema da macro e microdrenagem de Vitória da Conquista. Segundo ela, o ministro “tem conhecimento da situação” e se mostrou “aberto a receber representantes do município com propostas concretas para solucionar problemas históricos evidenciados a cada período chuvoso”.

O maior empréstimo da história da cidade

Em outro ponto de sua fala, Léia abordou um dos temas mais comentados nos bastidores políticos: o projeto de lei do Executivo que solicita um crédito de R$ 400 milhões, o maior empréstimo já proposto na história da cidade.

“Como todos sabem, eu sou uma vereadora de independência política. Meu voto é por convicção, não por conveniência”, afirmou. Ela ressaltou que não se opõe a projetos do Executivo quando estes realmente beneficiam a população, mas exigiu maior detalhamento sobre o destino dos recursos. “A gente aguarda que o Executivo envie a essa casa mais informações sobre como essa verba será utilizada e investida para o bem de Vitória da Conquista. E se assim for, sem problema nenhum, terá o nosso apoio — e principalmente a nossa fiscalização.”

O posicionamento de Léia ecoou entre parlamentares e foi visto como um recado direto à gestão municipal, reforçando sua postura de independência e vigilância, em um momento de debates acalorados sobre o endividamento do município e as prioridades orçamentárias.

Gratidão e resultados no campo

Encerrando sua fala, Léia demonstrou também reconhecimento e gratidão ao secretário de Agricultura, Breno Farias, por ter atendido solicitações de seu mandato referentes ao fornecimento de água no distrito de Batepé, beneficiando os povoados de Lagoa de João Morais e Paraíso.

“Nossa solicitação foi atendida, essas regiões estão sendo beneficiadas com abastecimento de água. Fica aqui a nossa gratidão”, declarou.

A vereadora concluiu convidando todos para a cerimônia de entrega do Título de Cidadão Conquistense, que acontece nesta quinta-feira, e agradeceu “a presença de todos e a oportunidade de servir a cidade”.

Análise Política

A fala de Léia de Quinho reflete o perfil que tem marcado sua atuação na Câmara: equilíbrio entre crítica responsável e colaboração institucional. Sua ênfase na infraestrutura de drenagem e na fiscalização do uso de recursos públicos a posiciona como uma voz que busca equilíbrio entre o pragmatismo político e a ética da representação popular.

Num cenário em que Vitória da Conquista enfrenta desafios com chuvas, alagamentos e demandas sociais urgentes, a postura da vereadora reforça o papel do Legislativo como fiscal do Executivo e guardião do interesse coletivo.

ARTIGO – A Psicologia da Ausência: O que Fica Quando o Outro Vai

 

 

 

(Padre Carlos)

Nós não sentimos falta apenas da pessoa. Sentimos falta do que fomos com ela — da versão de nós mesmos que nascia em cada gesto, cada riso, cada silêncio compartilhado. Quando alguém vai embora sem o nosso consentimento, não leva só o corpo: leva o espelho em que víamos o nosso melhor reflexo. Leva o nós, e nos deixa sós — com um “eu” que precisa aprender novamente a existir.

A psicologia da ausência explica que a falta não é apenas saudade; é a quebra de um vínculo identitário. O amor, quando verdadeiro, cria uma fusão emocional: o “eu” e o “tu” se entrelaçam até formar um “nós” que dá sentido à rotina, ao tempo e à própria existência. Quando o outro parte, o que sentimos é uma orfandade emocional. Não choramos apenas o que se foi, mas o que deixamos de ser ao lado de quem partiu.

É por isso que a saudade tem cheiro, tem cor e tem som. Ela mora nas ruas que perderam o encanto, nos cafés onde a cadeira vazia parece olhar para nós, nas músicas que antes embalavam e agora ferem. A mente cria uma cartografia afetiva — e quando o amor acaba, é como se o mapa se apagasse, deixando-nos à deriva dentro da própria memória.

Os psicólogos chamam esse processo de luto simbólico: o momento em que precisamos enterrar não uma pessoa, mas uma identidade. E é aí que a memória afetiva age como remédio e ferida. Ela nos faz reviver, mas também compreender. Ensina que cada perda é uma forma de depuração, um convite silencioso para amadurecer e redescobrir quem somos sem o outro.

A ausência, quando bem vivida, pode ser uma mestra da alma. Ela nos devolve à essência, obriga o coração a criar novas moradas e a mente a encontrar novos significados. Na psicologia do amor, isso é crescimento: deixar de buscar o outro como espelho e começar a se enxergar por dentro.

E ainda assim, há beleza na falta. Porque sentir saudade é uma forma de dizer: “eu vivi”. É o selo de autenticidade de um amor que foi real, intenso e transformador. No fim, o que fica quando o outro vai não é apenas o vazio — é o aprendizado emocional que floresce do silêncio.

Nós não perdemos tudo. Ficamos com a alma que aprendemos a ter enquanto o outro estava.

ARTIGO – A Psicologia da Ausência: O que Fica Quando o Outro Vai

 

 

 

(Padre Carlos)

Nós não sentimos falta apenas da pessoa. Sentimos falta do que fomos com ela — da versão de nós mesmos que nascia em cada gesto, cada riso, cada silêncio compartilhado. Quando alguém vai embora sem o nosso consentimento, não leva só o corpo: leva o espelho em que víamos o nosso melhor reflexo. Leva o nós, e nos deixa sós — com um “eu” que precisa aprender novamente a existir.

A psicologia da ausência explica que a falta não é apenas saudade; é a quebra de um vínculo identitário. O amor, quando verdadeiro, cria uma fusão emocional: o “eu” e o “tu” se entrelaçam até formar um “nós” que dá sentido à rotina, ao tempo e à própria existência. Quando o outro parte, o que sentimos é uma orfandade emocional. Não choramos apenas o que se foi, mas o que deixamos de ser ao lado de quem partiu.

É por isso que a saudade tem cheiro, tem cor e tem som. Ela mora nas ruas que perderam o encanto, nos cafés onde a cadeira vazia parece olhar para nós, nas músicas que antes embalavam e agora ferem. A mente cria uma cartografia afetiva — e quando o amor acaba, é como se o mapa se apagasse, deixando-nos à deriva dentro da própria memória.

Os psicólogos chamam esse processo de luto simbólico: o momento em que precisamos enterrar não uma pessoa, mas uma identidade. E é aí que a memória afetiva age como remédio e ferida. Ela nos faz reviver, mas também compreender. Ensina que cada perda é uma forma de depuração, um convite silencioso para amadurecer e redescobrir quem somos sem o outro.

A ausência, quando bem vivida, pode ser uma mestra da alma. Ela nos devolve à essência, obriga o coração a criar novas moradas e a mente a encontrar novos significados. Na psicologia do amor, isso é crescimento: deixar de buscar o outro como espelho e começar a se enxergar por dentro.

E ainda assim, há beleza na falta. Porque sentir saudade é uma forma de dizer: “eu vivi”. É o selo de autenticidade de um amor que foi real, intenso e transformador. No fim, o que fica quando o outro vai não é apenas o vazio — é o aprendizado emocional que floresce do silêncio.

Nós não perdemos tudo. Ficamos com a alma que aprendemos a ter enquanto o outro estava.