Política e Resenha

Fiscal demitida por justa causa vence C&A na Justiça e ganha indenização

Em uma reviravolta judicial, uma fiscal de loja da C&A em Vitória da Conquista conseguiu reverter sua demissão por justa causa e ainda foi indenizada em R$ 10 mil por danos morais. A profissional havia sido dispensada após um erro ao acusar duas clientes de furto, levando os seguranças da loja a abordá-las injustamente. O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, no entanto, considerou que a funcionária cometeu o equívoco por falta de treinamento adequado, e não por má-fé.

O incidente ocorreu quando a fiscal, ao suspeitar das duas clientes, alertou os seguranças para uma abordagem. Ao revisar as imagens de segurança, a profissional percebeu que as clientes não haviam cometido nenhum delito e imediatamente notificou a gerência do erro. No entanto, mesmo após assumir a falha e tentar corrigir a situação, a empresa optou por afastá-la e, posteriormente, demiti-la por justa causa.

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que o comportamento da funcionária não foi resultado de negligência intencional, mas sim de uma ausência de treinamento apropriado, o que levou à reversão da justa causa para rescisão indireta. Além disso, o Tribunal decidiu que a demissão foi uma atitude desproporcional e condenou a C&A a pagar uma indenização por danos morais, reconhecendo o impacto emocional e profissional causado à trabalhadora.

A decisão ainda cabe recurso, mas destaca um alerta para as grandes redes sobre a responsabilidade de investir em treinamentos adequados, visando evitar situações como essa, que afetam tanto os clientes quanto os próprios funcionários.

Essa vitória judicial levanta questões sobre os direitos trabalhistas e a necessidade de suporte para profissionais que lidam com o público em grandes corporações.

Fiscal demitida por justa causa vence C&A na Justiça e ganha indenização

Em uma reviravolta judicial, uma fiscal de loja da C&A em Vitória da Conquista conseguiu reverter sua demissão por justa causa e ainda foi indenizada em R$ 10 mil por danos morais. A profissional havia sido dispensada após um erro ao acusar duas clientes de furto, levando os seguranças da loja a abordá-las injustamente. O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, no entanto, considerou que a funcionária cometeu o equívoco por falta de treinamento adequado, e não por má-fé.

O incidente ocorreu quando a fiscal, ao suspeitar das duas clientes, alertou os seguranças para uma abordagem. Ao revisar as imagens de segurança, a profissional percebeu que as clientes não haviam cometido nenhum delito e imediatamente notificou a gerência do erro. No entanto, mesmo após assumir a falha e tentar corrigir a situação, a empresa optou por afastá-la e, posteriormente, demiti-la por justa causa.

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que o comportamento da funcionária não foi resultado de negligência intencional, mas sim de uma ausência de treinamento apropriado, o que levou à reversão da justa causa para rescisão indireta. Além disso, o Tribunal decidiu que a demissão foi uma atitude desproporcional e condenou a C&A a pagar uma indenização por danos morais, reconhecendo o impacto emocional e profissional causado à trabalhadora.

A decisão ainda cabe recurso, mas destaca um alerta para as grandes redes sobre a responsabilidade de investir em treinamentos adequados, visando evitar situações como essa, que afetam tanto os clientes quanto os próprios funcionários.

Essa vitória judicial levanta questões sobre os direitos trabalhistas e a necessidade de suporte para profissionais que lidam com o público em grandes corporações.

ARTIGO – A Imortalidade de um Educador: O Legado de Sudário de Aguiar Cunha (Padre Carlos)

 

 

 

 

 

Nesta terça-feira, 15 de outubro de 2024, nos despedimos de uma das maiores referências no campo da educação e da contabilidade no Brasil: o professor Sudário de Aguiar Cunha. Sua partida deixa não apenas um vazio no coração de seus familiares e amigos, mas também uma lacuna no cenário acadêmico e profissional baiano, e até mesmo nacional. Um legado vasto e significativo que continuará inspirando gerações futuras.

O professor Sudário não foi apenas um educador; ele foi um formador de caráteres e mentes, guiando estudantes pelo caminho do conhecimento com dedicação incansável. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Ciências Contábeis, ele retornou à mesma instituição como professor, onde não apenas transmitiu seu saber técnico, mas também sua visão crítica e reflexiva sobre a importância da contabilidade na sociedade. Sudário compreendia a educação como um processo transformador, um meio de fortalecer tanto as habilidades intelectuais quanto os valores humanos.

Com mestrado em Educação pela UFBA e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sudário trilhou um caminho acadêmico brilhante, e sua presença na sala de aula era motivo de orgulho e admiração para seus alunos. Ele sempre fez questão de incluir e exaltar a participação feminina nos debates, uma postura que o tornava à frente de seu tempo, evidenciando a necessidade de equidade nos espaços de saber e poder.

Seus anos à frente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado da Bahia (CRCBA), entre 1986 e 1989, e na vice-presidência de Desenvolvimento Profissional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) foram períodos de profunda contribuição para o fortalecimento da profissão contábil no Brasil. A seriedade com que exerceu essas funções era sempre acompanhada por sua humanidade, expressa em seu bom humor e na cordialidade com que tratava a todos, especialmente quando, em seus discursos, fazia questão de saudar as mulheres em primeiro lugar, um gesto que ia além da cortesia, refletindo um posicionamento político e social claro.

Sudário de Aguiar Cunha não será lembrado apenas por seus títulos acadêmicos ou cargos de prestígio. Seu verdadeiro legado reside na formação das centenas de alunos que tiveram o privilégio de aprender com ele, e na forma como ele inspirou seus colegas de profissão a nunca se contentarem com menos do que a excelência. Seu exemplo é de um intelectual que não se fechava em torres de marfim, mas que fazia do conhecimento uma ferramenta a serviço da comunidade.

O Conselho Regional de Contabilidade da Bahia decretou luto oficial de três dias, uma justa homenagem a quem tanto fez pela classe contábil e pela educação. No entanto, o verdadeiro tributo ao professor Sudário de Aguiar Cunha não está apenas nesse ato oficial, mas na continuidade de seus ensinamentos, nos profissionais que ele formou e que continuarão a levar adiante seus princípios.

Seu legado permanecerá vivo em cada um de nós que teve a honra de conhecê-lo, seja como estudante, colega ou amigo. O professor Sudário foi, e sempre será, um farol de sabedoria, dedicação e respeito humano. E embora nos despedimos dele com tristeza, celebramos, ao mesmo tempo, a vida grandiosa que ele viveu e as sementes que plantou em tantas mentes e corações. Que sua memória continue a inspirar e que sua paixão pela educação e pela contabilidade jamais se apague.

Carlos Roberto Pereira dos Santos

ARTIGO – A Imortalidade de um Educador: O Legado de Sudário de Aguiar Cunha (Padre Carlos)

 

 

 

 

 

Nesta terça-feira, 15 de outubro de 2024, nos despedimos de uma das maiores referências no campo da educação e da contabilidade no Brasil: o professor Sudário de Aguiar Cunha. Sua partida deixa não apenas um vazio no coração de seus familiares e amigos, mas também uma lacuna no cenário acadêmico e profissional baiano, e até mesmo nacional. Um legado vasto e significativo que continuará inspirando gerações futuras.

O professor Sudário não foi apenas um educador; ele foi um formador de caráteres e mentes, guiando estudantes pelo caminho do conhecimento com dedicação incansável. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Ciências Contábeis, ele retornou à mesma instituição como professor, onde não apenas transmitiu seu saber técnico, mas também sua visão crítica e reflexiva sobre a importância da contabilidade na sociedade. Sudário compreendia a educação como um processo transformador, um meio de fortalecer tanto as habilidades intelectuais quanto os valores humanos.

Com mestrado em Educação pela UFBA e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sudário trilhou um caminho acadêmico brilhante, e sua presença na sala de aula era motivo de orgulho e admiração para seus alunos. Ele sempre fez questão de incluir e exaltar a participação feminina nos debates, uma postura que o tornava à frente de seu tempo, evidenciando a necessidade de equidade nos espaços de saber e poder.

Seus anos à frente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado da Bahia (CRCBA), entre 1986 e 1989, e na vice-presidência de Desenvolvimento Profissional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) foram períodos de profunda contribuição para o fortalecimento da profissão contábil no Brasil. A seriedade com que exerceu essas funções era sempre acompanhada por sua humanidade, expressa em seu bom humor e na cordialidade com que tratava a todos, especialmente quando, em seus discursos, fazia questão de saudar as mulheres em primeiro lugar, um gesto que ia além da cortesia, refletindo um posicionamento político e social claro.

Sudário de Aguiar Cunha não será lembrado apenas por seus títulos acadêmicos ou cargos de prestígio. Seu verdadeiro legado reside na formação das centenas de alunos que tiveram o privilégio de aprender com ele, e na forma como ele inspirou seus colegas de profissão a nunca se contentarem com menos do que a excelência. Seu exemplo é de um intelectual que não se fechava em torres de marfim, mas que fazia do conhecimento uma ferramenta a serviço da comunidade.

O Conselho Regional de Contabilidade da Bahia decretou luto oficial de três dias, uma justa homenagem a quem tanto fez pela classe contábil e pela educação. No entanto, o verdadeiro tributo ao professor Sudário de Aguiar Cunha não está apenas nesse ato oficial, mas na continuidade de seus ensinamentos, nos profissionais que ele formou e que continuarão a levar adiante seus princípios.

Seu legado permanecerá vivo em cada um de nós que teve a honra de conhecê-lo, seja como estudante, colega ou amigo. O professor Sudário foi, e sempre será, um farol de sabedoria, dedicação e respeito humano. E embora nos despedimos dele com tristeza, celebramos, ao mesmo tempo, a vida grandiosa que ele viveu e as sementes que plantou em tantas mentes e corações. Que sua memória continue a inspirar e que sua paixão pela educação e pela contabilidade jamais se apague.

Carlos Roberto Pereira dos Santos

ARTIGO – O Peso das Saudades Inexplicáveis (Padre Carlos)

 

 

 

 

Saudade é uma palavra única em nosso idioma, carregada de um significado profundo e muitas vezes indescritível. Nos últimos anos, tenho sentido sua presença de maneira intensa e envolvente. Saudade de tempos que marcaram profundamente minha vida, de lugares que guardam fragmentos da minha história e de pessoas que, de uma forma ou outra, já não fazem mais parte do meu cotidiano.

O bairro da Pituba, onde vivi a minha infância, é um dos principais cenários dessas memórias. Ando pelas ruas de hoje, mas é a Pituba de ontem que se impõe em minha lembrança: o som das crianças brincando, o vento que soprava pelo litoral, a sensação de que o tempo corria mais devagar. Da mesma forma, o Nordeste de Amaralina, com sua vida pulsante, me lembra de uma juventude cheia de energia, repleta de descobertas, de amigos que compartilham sonhos que hoje parecem distantes, mas continuam vivos dentro de mim.

Sinto saudades da militância no grupo de jovens da minha paróquia, onde aprendi a força da coletividade, o poder transformador da fé em ação. E como não sentir falta do seminário? Ali construí as bases da minha formação acadêmica e espiritual. Foram tempos de reflexão, de incertezas, de busca por um sentido maior. Tantas conversas, estudos, experiências, tudo isso ecoa em minha memória, como uma marca indelével de quem me tornei.

Curioso é que essas saudades não surgem apenas dos fatos ou das pessoas, mas de sensações quase invisíveis: o cheiro de terra molhada após uma chuva, uma melodia que toca ao longe, uma voz que de repente evoca momentos distantes. São lembranças de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem deixei de cruzar pelas ruas da vida, de histórias que se interromperam sem despedidas adequadas.

É nesse ponto que a saudade dói mais: a ausência de uma despedida. Quantos ficaram sem um adeus? Quantas vidas partiram antes que eu pudesse me dar conta do quanto eram importantes? O tempo se encarregou de levar algumas dessas figuras, enquanto outras se dissolveram nas circunstâncias da vida.

E o que dizer das coisas que vivi sem me dar conta de sua magnitude no momento? As oportunidades que deixei passar, as alegrias que não aproveitei plenamente, as pequenas felicidades que não reconheci. Agora, quando olho para trás, desejo desesperadamente reviver tudo isso, como se fosse possível capturar o que, na pressa da vida, escorregou por entre os dedos.

Há, ainda, um tipo de saudade que é mais misteriosa: saudade de algo que não sei o que é. Um vazio que aparece sem explicação, uma busca interna por algo indefinido. Parece que há um pedaço de mim espalhado pelo tempo, e eu tento encontrar, em lugares e memórias, aquilo que perdi, mas não sei o que é, tampouco onde se foi.

Clarice Lispector, em toda sua sensibilidade, expressou muito bem esse sentimento de saudade inexplicável. É a saudade que não tem nome nem forma, que não se refere a uma pessoa, lugar ou coisa específica, mas a um estado de espírito, a uma experiência existencial de incompletude. O tempo passa, as coisas mudam, e ficamos sempre à procura de algo que nos faltou.

Talvez a saudade, no fim, seja isso: uma ânsia de voltar a ser completo, mesmo que saibamos que o passado nunca se recupera completamente. Ainda assim, continuamos buscando, porque é isso que nos mantém conectados ao que fomos, ao que vivemos, e ao que, em última instância, nos tornou quem somos.

ARTIGO – O Peso das Saudades Inexplicáveis (Padre Carlos)

 

 

 

 

Saudade é uma palavra única em nosso idioma, carregada de um significado profundo e muitas vezes indescritível. Nos últimos anos, tenho sentido sua presença de maneira intensa e envolvente. Saudade de tempos que marcaram profundamente minha vida, de lugares que guardam fragmentos da minha história e de pessoas que, de uma forma ou outra, já não fazem mais parte do meu cotidiano.

O bairro da Pituba, onde vivi a minha infância, é um dos principais cenários dessas memórias. Ando pelas ruas de hoje, mas é a Pituba de ontem que se impõe em minha lembrança: o som das crianças brincando, o vento que soprava pelo litoral, a sensação de que o tempo corria mais devagar. Da mesma forma, o Nordeste de Amaralina, com sua vida pulsante, me lembra de uma juventude cheia de energia, repleta de descobertas, de amigos que compartilham sonhos que hoje parecem distantes, mas continuam vivos dentro de mim.

Sinto saudades da militância no grupo de jovens da minha paróquia, onde aprendi a força da coletividade, o poder transformador da fé em ação. E como não sentir falta do seminário? Ali construí as bases da minha formação acadêmica e espiritual. Foram tempos de reflexão, de incertezas, de busca por um sentido maior. Tantas conversas, estudos, experiências, tudo isso ecoa em minha memória, como uma marca indelével de quem me tornei.

Curioso é que essas saudades não surgem apenas dos fatos ou das pessoas, mas de sensações quase invisíveis: o cheiro de terra molhada após uma chuva, uma melodia que toca ao longe, uma voz que de repente evoca momentos distantes. São lembranças de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem deixei de cruzar pelas ruas da vida, de histórias que se interromperam sem despedidas adequadas.

É nesse ponto que a saudade dói mais: a ausência de uma despedida. Quantos ficaram sem um adeus? Quantas vidas partiram antes que eu pudesse me dar conta do quanto eram importantes? O tempo se encarregou de levar algumas dessas figuras, enquanto outras se dissolveram nas circunstâncias da vida.

E o que dizer das coisas que vivi sem me dar conta de sua magnitude no momento? As oportunidades que deixei passar, as alegrias que não aproveitei plenamente, as pequenas felicidades que não reconheci. Agora, quando olho para trás, desejo desesperadamente reviver tudo isso, como se fosse possível capturar o que, na pressa da vida, escorregou por entre os dedos.

Há, ainda, um tipo de saudade que é mais misteriosa: saudade de algo que não sei o que é. Um vazio que aparece sem explicação, uma busca interna por algo indefinido. Parece que há um pedaço de mim espalhado pelo tempo, e eu tento encontrar, em lugares e memórias, aquilo que perdi, mas não sei o que é, tampouco onde se foi.

Clarice Lispector, em toda sua sensibilidade, expressou muito bem esse sentimento de saudade inexplicável. É a saudade que não tem nome nem forma, que não se refere a uma pessoa, lugar ou coisa específica, mas a um estado de espírito, a uma experiência existencial de incompletude. O tempo passa, as coisas mudam, e ficamos sempre à procura de algo que nos faltou.

Talvez a saudade, no fim, seja isso: uma ânsia de voltar a ser completo, mesmo que saibamos que o passado nunca se recupera completamente. Ainda assim, continuamos buscando, porque é isso que nos mantém conectados ao que fomos, ao que vivemos, e ao que, em última instância, nos tornou quem somos.

Último foragido por envolvimento na doação de órgãos com HIV é preso no Rio de Janeiro

O técnico de laboratório Cleber de Oliveira Santos, acusado de ter emitido um dos laudos com falso negativo para HIV no Rio de Janeiro, foi preso nesta quarta-feira (16). Ele estava foragido desde segunda (14).

O erro nos exames do laboratório PSC Lab Saleme fez com que seis pacientes recebessem transplantes de órgãos infectados com o vírus. Cleber era o último foragido. Além dele, também estão presos os técnicos Ivanilson Fernandes dos Santos e Jacqueline Iris Bacellar de Assis, e o ginecologista Walter Vieira, um dos sócios.

A defesa do técnico de laboratório afirma que ele não fez exames com falsos negativos e não tinha vínculo empregatício com a clínica.

O laboratório, no entanto, diz que um erro humano teria levado à infecção com o vírus HIV em pacientes. Em depoimento à polícia na segunda, Vieira detalhou as supostas falhas.

No primeiro laudo, o sócio do laboratório disse que o erro foi causado pelo biólogo Cleber Santos no momento de preparar o exame. Antes de manusear o equipamento que faria o teste para detectar a doença, ele não teria “zerado” a máquina, o que causou o falso negativo.

Segundo o PCS Lab Saleme, o profissional tinha formação e capacidade para assinar e liberar o documento com os resultados, mas a assinatura final é de Vieira. A defesa alegou que os documentos foram assinados porque há vários testes a serem feitos antes de os órgãos serem doados e que o ginecologista assinou somente o exame final.

No segundo laudo, o erro foi atribuído ao responsável técnico pelos laudos, Ivanilson dos Santos. Ele teria se enganado e escrito “negativo” no lugar de “positivo”. Por não ter formação de nível superior, porém, não poderia assinar e liberar o resultado.

A função de checar e assinar o exame feito por Ivanilson era de Jacqueline de Assis, que não teria realizado uma checagem e liberado o laudo com o falso negativo. A profissional, de acordo com o PCS Saleme, apresentou um diploma falso de biomédica no momento da contratação. A profissional nega conhecimento sobre o documento.

“O laboratório não sabia que o diploma dela não era verdadeiro, só descobrimos depois da descoberta desses casos”, disse Afonso Destri, advogado de Walter Vieira. “Se foi cometido algum erro, o erro foi não ter checado a autenticidade do documento apresentado pela Jacqueline.”

Em nota, a defesa da funcionária diz que Jacqueline “jamais cursou faculdade ou atuou como Biomédica durante sua carreira e, principalmente, junto ao laboratório investigado”.

Último foragido por envolvimento na doação de órgãos com HIV é preso no Rio de Janeiro

O técnico de laboratório Cleber de Oliveira Santos, acusado de ter emitido um dos laudos com falso negativo para HIV no Rio de Janeiro, foi preso nesta quarta-feira (16). Ele estava foragido desde segunda (14).

O erro nos exames do laboratório PSC Lab Saleme fez com que seis pacientes recebessem transplantes de órgãos infectados com o vírus. Cleber era o último foragido. Além dele, também estão presos os técnicos Ivanilson Fernandes dos Santos e Jacqueline Iris Bacellar de Assis, e o ginecologista Walter Vieira, um dos sócios.

A defesa do técnico de laboratório afirma que ele não fez exames com falsos negativos e não tinha vínculo empregatício com a clínica.

O laboratório, no entanto, diz que um erro humano teria levado à infecção com o vírus HIV em pacientes. Em depoimento à polícia na segunda, Vieira detalhou as supostas falhas.

No primeiro laudo, o sócio do laboratório disse que o erro foi causado pelo biólogo Cleber Santos no momento de preparar o exame. Antes de manusear o equipamento que faria o teste para detectar a doença, ele não teria “zerado” a máquina, o que causou o falso negativo.

Segundo o PCS Lab Saleme, o profissional tinha formação e capacidade para assinar e liberar o documento com os resultados, mas a assinatura final é de Vieira. A defesa alegou que os documentos foram assinados porque há vários testes a serem feitos antes de os órgãos serem doados e que o ginecologista assinou somente o exame final.

No segundo laudo, o erro foi atribuído ao responsável técnico pelos laudos, Ivanilson dos Santos. Ele teria se enganado e escrito “negativo” no lugar de “positivo”. Por não ter formação de nível superior, porém, não poderia assinar e liberar o resultado.

A função de checar e assinar o exame feito por Ivanilson era de Jacqueline de Assis, que não teria realizado uma checagem e liberado o laudo com o falso negativo. A profissional, de acordo com o PCS Saleme, apresentou um diploma falso de biomédica no momento da contratação. A profissional nega conhecimento sobre o documento.

“O laboratório não sabia que o diploma dela não era verdadeiro, só descobrimos depois da descoberta desses casos”, disse Afonso Destri, advogado de Walter Vieira. “Se foi cometido algum erro, o erro foi não ter checado a autenticidade do documento apresentado pela Jacqueline.”

Em nota, a defesa da funcionária diz que Jacqueline “jamais cursou faculdade ou atuou como Biomédica durante sua carreira e, principalmente, junto ao laboratório investigado”.

Renatinho, Prefeito Eleito de Caraíbas, Realiza Festa da Vitória no Próximo Sábado

No próximo sábado, dia 19, o prefeito eleito de Caraíbas, Renatinho, junto com seu vice, Arnaldo, promoverá uma grande festa da vitória para agradecer o apoio recebido durante a campanha eleitoral. O evento acontecerá em Caraíbas e contará com a presença de amigos, familiares, apoiadores e a população em geral.

Renatinho e Arnaldo destacam que este será um momento especial de celebração e agradecimento pela confiança depositada nas urnas. A festa da vitória promete ser um marco de união e entusiasmo para todos que acreditam em um futuro melhor para a cidade.

Não perca essa grande comemoração! A presença de todos será muito bem-vinda.

Renatinho, Prefeito Eleito de Caraíbas, Realiza Festa da Vitória no Próximo Sábado

No próximo sábado, dia 19, o prefeito eleito de Caraíbas, Renatinho, junto com seu vice, Arnaldo, promoverá uma grande festa da vitória para agradecer o apoio recebido durante a campanha eleitoral. O evento acontecerá em Caraíbas e contará com a presença de amigos, familiares, apoiadores e a população em geral.

Renatinho e Arnaldo destacam que este será um momento especial de celebração e agradecimento pela confiança depositada nas urnas. A festa da vitória promete ser um marco de união e entusiasmo para todos que acreditam em um futuro melhor para a cidade.

Não perca essa grande comemoração! A presença de todos será muito bem-vinda.

Hospital Geral de Vitória da Conquista: Símbolo da Terceirização Petista na Bahia

 

 

 

Após quase vinte anos de governo do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, é hora de fazermos um balanço crítico sobre as promessas e a realidade enfrentada pelos trabalhadores do estado. O que se observa é uma contradição gritante entre o discurso de defesa dos direitos trabalhistas e a prática de terceirização e precarização das condições de trabalho.

O PT, que outrora criticava veementemente as políticas de Antonio Carlos Magalhães (ACM), acabou por implementar e aprofundar práticas semelhantes, senão piores, no que tange à gestão da mão de obra no estado. A terceirização, antes alvo de críticas ferrenhas do partido, tornou-se uma realidade generalizada, atingindo setores cruciais como a saúde pública.

Um exemplo alarmante desta situação é o caso dos profissionais de enfermagem da Fundação José Silveira, que atuam no Hospital Geral de Vitória da Conquista e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Estes trabalhadores essenciais enfrentam atrasos salariais recorrentes, incluindo o não recebimento do complemento referente ao piso salarial da categoria, garantido por lei federal.

As denúncias que chegam a nossa redação são inúmeras e nos chamaram a refletir sobre sobre este tema. É particularmente chocante que um governo que se proclama defensor dos trabalhadores permita que:

  1. Salários sejam pagos com atrasos de até 20 dias;
  2. O complemento salarial, previsto na Lei do Piso de Enfermagem, esteja atrasado há meses;
  3. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não seja devidamente depositado;
  4. O pagamento de férias seja realizado com até 60 dias de atraso;
  5. Adicionais noturnos e salários família sejam negligenciados.

A situação beira o absurdo quando a Fundação José Silveira alega não receber os repasses da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab), enquanto a própria Sesab afirma realizar os pagamentos pontualmente. Esta discrepância levanta sérias questões sobre a transparência e a eficiência da gestão dos recursos públicos destinados à saúde.

O mais preocupante é que este não parece ser um caso isolado. As denúncias recorrentes contra a Fundação José Silveira sugerem um problema sistêmico na terceirização dos serviços de saúde no estado. O que deveria ser uma solução para melhorar a eficiência do serviço público tornou-se um mecanismo de precarização do trabalho e desrespeito aos direitos dos trabalhadores.

É irônico e profundamente decepcionante que, sob a gestão de um partido que se autodenomina “dos trabalhadores” e se posiciona à esquerda do espectro político, os profissionais da saúde estejam “passando necessidade”, como relatado por uma funcionária. Esta realidade expõe a falência moral de um projeto político que se distanciou de suas bases e de seus princípios fundamentais.

O governo do PT na Bahia deve explicações urgentes à população. Como um partido que construiu sua identidade na defesa dos direitos trabalhistas permite que tais violações ocorram de forma sistemática e prolongada? Qual é o verdadeiro compromisso do PT com os trabalhadores baianos?

É imperativo que haja uma investigação rigorosa sobre a gestão dos contratos de terceirização na saúde pública da Bahia. Os responsáveis por estas irregularidades devem ser responsabilizados, e medidas concretas precisam ser tomadas para garantir os direitos e a dignidade dos trabalhadores da saúde.

A população baiana merece um governo que não apenas fale em nome dos trabalhadores, mas que efetivamente proteja seus direitos e assegure condições dignas de trabalho. Após duas décadas no poder, o PT da Bahia mostra que a retórica de esquerda pode muito bem mascarar práticas que em nada se diferenciam – e por vezes até pioram – aquelas dos governos que tanto criticaram no passado.

É hora de uma reflexão profunda sobre o rumo da política baiana e brasileira. Os trabalhadores não podem continuar sendo peões em um jogo político onde as promessas de campanha se evaporam diante da realidade da gestão pública. A Bahia e seus trabalhadores merecem muito mais do que isso.

 

Hospital Geral de Vitória da Conquista: Símbolo da Terceirização Petista na Bahia

 

 

 

Após quase vinte anos de governo do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, é hora de fazermos um balanço crítico sobre as promessas e a realidade enfrentada pelos trabalhadores do estado. O que se observa é uma contradição gritante entre o discurso de defesa dos direitos trabalhistas e a prática de terceirização e precarização das condições de trabalho.

O PT, que outrora criticava veementemente as políticas de Antonio Carlos Magalhães (ACM), acabou por implementar e aprofundar práticas semelhantes, senão piores, no que tange à gestão da mão de obra no estado. A terceirização, antes alvo de críticas ferrenhas do partido, tornou-se uma realidade generalizada, atingindo setores cruciais como a saúde pública.

Um exemplo alarmante desta situação é o caso dos profissionais de enfermagem da Fundação José Silveira, que atuam no Hospital Geral de Vitória da Conquista e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Estes trabalhadores essenciais enfrentam atrasos salariais recorrentes, incluindo o não recebimento do complemento referente ao piso salarial da categoria, garantido por lei federal.

As denúncias que chegam a nossa redação são inúmeras e nos chamaram a refletir sobre sobre este tema. É particularmente chocante que um governo que se proclama defensor dos trabalhadores permita que:

  1. Salários sejam pagos com atrasos de até 20 dias;
  2. O complemento salarial, previsto na Lei do Piso de Enfermagem, esteja atrasado há meses;
  3. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não seja devidamente depositado;
  4. O pagamento de férias seja realizado com até 60 dias de atraso;
  5. Adicionais noturnos e salários família sejam negligenciados.

A situação beira o absurdo quando a Fundação José Silveira alega não receber os repasses da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab), enquanto a própria Sesab afirma realizar os pagamentos pontualmente. Esta discrepância levanta sérias questões sobre a transparência e a eficiência da gestão dos recursos públicos destinados à saúde.

O mais preocupante é que este não parece ser um caso isolado. As denúncias recorrentes contra a Fundação José Silveira sugerem um problema sistêmico na terceirização dos serviços de saúde no estado. O que deveria ser uma solução para melhorar a eficiência do serviço público tornou-se um mecanismo de precarização do trabalho e desrespeito aos direitos dos trabalhadores.

É irônico e profundamente decepcionante que, sob a gestão de um partido que se autodenomina “dos trabalhadores” e se posiciona à esquerda do espectro político, os profissionais da saúde estejam “passando necessidade”, como relatado por uma funcionária. Esta realidade expõe a falência moral de um projeto político que se distanciou de suas bases e de seus princípios fundamentais.

O governo do PT na Bahia deve explicações urgentes à população. Como um partido que construiu sua identidade na defesa dos direitos trabalhistas permite que tais violações ocorram de forma sistemática e prolongada? Qual é o verdadeiro compromisso do PT com os trabalhadores baianos?

É imperativo que haja uma investigação rigorosa sobre a gestão dos contratos de terceirização na saúde pública da Bahia. Os responsáveis por estas irregularidades devem ser responsabilizados, e medidas concretas precisam ser tomadas para garantir os direitos e a dignidade dos trabalhadores da saúde.

A população baiana merece um governo que não apenas fale em nome dos trabalhadores, mas que efetivamente proteja seus direitos e assegure condições dignas de trabalho. Após duas décadas no poder, o PT da Bahia mostra que a retórica de esquerda pode muito bem mascarar práticas que em nada se diferenciam – e por vezes até pioram – aquelas dos governos que tanto criticaram no passado.

É hora de uma reflexão profunda sobre o rumo da política baiana e brasileira. Os trabalhadores não podem continuar sendo peões em um jogo político onde as promessas de campanha se evaporam diante da realidade da gestão pública. A Bahia e seus trabalhadores merecem muito mais do que isso.

 

Descartada a adoção do horário de verão este ano; saiba detalhes

 

 

 

 

Após ter sido recomendado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) a retomar o horário de verão em meio ao cenário de estiagem no país, o governo anunciou nesta quarta-feira (16) que a medida não será adotada em 2024.

O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), que vinha se mostrando resistente à medida, afirmou que apesar de o país ter vivenciado a maior seca de sua história, medidas tomadas durante o ano fizeram com que os reservatórios chegassem a índices que dão tranquilidade.

“Chegamos à conclusão que não há necessidade de decretação para esse período, para este verão”, afirmou nesta quarta. Segundo ele, a adoção do horário especial para o ano que vem será avaliada no ano que vem.

O ONS havia recomendado a medida baseado nas indicações de que, no cenário atual, o horário de verão contribuiria para a maior eficiência do SIN (Sistema Interligado Nacional) em especial entre 18h e 20h -quando a geração solar cessa e a demanda por energia aumenta.

De acordo com o relatório do ONS, a aplicação do horário de verão poderia trazer uma redução de até 2,9% da demanda máxima, o que diminuiria a necessidade de geração termelétrica e traria uma economia no custo da operação próxima a R$ 400 milhões entre os meses de outubro e fevereiro.

A medida gera controvérsia entre os setores da economia. Empresas de comércio, turismo e lazer têm maior ganho potencial, já que a luz natural ao fim do expediente eleva a expectativa de movimento em bares, restaurantes e atividades ao ar livre. Por outro lado, setores como transporte aéreo e indústria enfrentam desafios para se ajustar.

Um dos setores mais resistentes à alteração nos relógios era justamente o de aviação. A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) afirma que os bilhetes são vendidos com quase um ano de antecedência e que há necessidade de um prazo de seis meses para ajustes de horários e conexões.

Na semana passada, a associação comemorou a indicação de Silveira de que a medida poderia ser evitada neste ano. “A sinalização do ministro está em linha com o princípio da previsibilidade, fundamental para […] assegurar a conectividade do país sem transtornos para a sociedade”, afirmou a entidade.

Luiz Eduardo Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia e ex-diretor-geral do ONS, afirmou em artigo recente que o horário de verão traria economia e menos emissões de gases de efeito estufa devido ao menor acionamento de termelétricas.

“Vivemos no país da energia barata e abundante, porém da conta de luz cara. Devemos mesmo renunciar ao uso de ferramentas que promovem eficiência energética? Acredito que não”, disse.

Já Luiz Carlos Ciocchi, consultor e também ex-diretor-geral do ONS, afirmou em artigo que, a adoção do horário de verão não parece necessária e que suas economias não soam relevantes para a economia como um todo.

“Mais importante seria realizar uma revisão estrutural da matriz elétrica e dos processos de planejamento e operação, levando em conta essa nova ‘arquitetura’ do setor elétrico brasileiro”, afirmou.

O horário de verão também tradicionalmente divide a população, mas o apoio à mudança no relógio nunca foi tão baixa na série do Datafolha, que começa em 2017.

Pela mais recente pesquisa, divulgada nesta semana, 47% declararam ser favoráveis e 47% contrários a ele, enquanto uma parcela de 6% se diz indiferente.

HISTÓRIA
O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931. A “hora da economia de luz”, como era chamada, foi estabelecida por decreto do então presidente Getúlio Vargas.

O horário especial foi sendo adotado esporadicamente até 1967. Só 18 anos mais tarde, porém, a hora a mais no verão foi implementada em definitivo.

Em 1988, o decreto deixou de incluir os estados do Acre, Amapá, Pará, Roraima e Rondônia, que ficam muito próximos da linha do Equador e, como consequência, a duração de seus dias e noites não tem grandes mudanças a depender da estação.

O horário de verão permaneceu, desde então, com pequenas variações nas datas de início e término e nos estados que o adotaram. Ele foi implementado em definitivo pelo decreto 6.558, de 2008, durante o segundo mandato de Lula como presidente.

Em 2019, foi novamente abolido por meio de decreto do então presidente Jair Bolsonaro. Sua justificativa, confirmada por alguns estudos, foi a mudança no padrão de consumo de energia no país, com picos também durante o dia.

 

Descartada a adoção do horário de verão este ano; saiba detalhes

 

 

 

 

Após ter sido recomendado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) a retomar o horário de verão em meio ao cenário de estiagem no país, o governo anunciou nesta quarta-feira (16) que a medida não será adotada em 2024.

O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), que vinha se mostrando resistente à medida, afirmou que apesar de o país ter vivenciado a maior seca de sua história, medidas tomadas durante o ano fizeram com que os reservatórios chegassem a índices que dão tranquilidade.

“Chegamos à conclusão que não há necessidade de decretação para esse período, para este verão”, afirmou nesta quarta. Segundo ele, a adoção do horário especial para o ano que vem será avaliada no ano que vem.

O ONS havia recomendado a medida baseado nas indicações de que, no cenário atual, o horário de verão contribuiria para a maior eficiência do SIN (Sistema Interligado Nacional) em especial entre 18h e 20h -quando a geração solar cessa e a demanda por energia aumenta.

De acordo com o relatório do ONS, a aplicação do horário de verão poderia trazer uma redução de até 2,9% da demanda máxima, o que diminuiria a necessidade de geração termelétrica e traria uma economia no custo da operação próxima a R$ 400 milhões entre os meses de outubro e fevereiro.

A medida gera controvérsia entre os setores da economia. Empresas de comércio, turismo e lazer têm maior ganho potencial, já que a luz natural ao fim do expediente eleva a expectativa de movimento em bares, restaurantes e atividades ao ar livre. Por outro lado, setores como transporte aéreo e indústria enfrentam desafios para se ajustar.

Um dos setores mais resistentes à alteração nos relógios era justamente o de aviação. A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) afirma que os bilhetes são vendidos com quase um ano de antecedência e que há necessidade de um prazo de seis meses para ajustes de horários e conexões.

Na semana passada, a associação comemorou a indicação de Silveira de que a medida poderia ser evitada neste ano. “A sinalização do ministro está em linha com o princípio da previsibilidade, fundamental para […] assegurar a conectividade do país sem transtornos para a sociedade”, afirmou a entidade.

Luiz Eduardo Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia e ex-diretor-geral do ONS, afirmou em artigo recente que o horário de verão traria economia e menos emissões de gases de efeito estufa devido ao menor acionamento de termelétricas.

“Vivemos no país da energia barata e abundante, porém da conta de luz cara. Devemos mesmo renunciar ao uso de ferramentas que promovem eficiência energética? Acredito que não”, disse.

Já Luiz Carlos Ciocchi, consultor e também ex-diretor-geral do ONS, afirmou em artigo que, a adoção do horário de verão não parece necessária e que suas economias não soam relevantes para a economia como um todo.

“Mais importante seria realizar uma revisão estrutural da matriz elétrica e dos processos de planejamento e operação, levando em conta essa nova ‘arquitetura’ do setor elétrico brasileiro”, afirmou.

O horário de verão também tradicionalmente divide a população, mas o apoio à mudança no relógio nunca foi tão baixa na série do Datafolha, que começa em 2017.

Pela mais recente pesquisa, divulgada nesta semana, 47% declararam ser favoráveis e 47% contrários a ele, enquanto uma parcela de 6% se diz indiferente.

HISTÓRIA
O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931. A “hora da economia de luz”, como era chamada, foi estabelecida por decreto do então presidente Getúlio Vargas.

O horário especial foi sendo adotado esporadicamente até 1967. Só 18 anos mais tarde, porém, a hora a mais no verão foi implementada em definitivo.

Em 1988, o decreto deixou de incluir os estados do Acre, Amapá, Pará, Roraima e Rondônia, que ficam muito próximos da linha do Equador e, como consequência, a duração de seus dias e noites não tem grandes mudanças a depender da estação.

O horário de verão permaneceu, desde então, com pequenas variações nas datas de início e término e nos estados que o adotaram. Ele foi implementado em definitivo pelo decreto 6.558, de 2008, durante o segundo mandato de Lula como presidente.

Em 2019, foi novamente abolido por meio de decreto do então presidente Jair Bolsonaro. Sua justificativa, confirmada por alguns estudos, foi a mudança no padrão de consumo de energia no país, com picos também durante o dia.

 

Vitória da Conquista: Entre a Inércia da Esquerda e o Pragmatismo do Poder

 

A cena política em Vitória da Conquista reflete, em escala municipal, os dilemas e contradições que assolam a esquerda brasileira. O recente pleito eleitoral, marcado pela vitória expressiva de Ana Sheila Lemos Andrade (União Brasil) sobre Waldenor Alves Pereira Filho (PT), expõe as fraturas de um projeto político que parece ter perdido o compasso com as aspirações populares.

A esquerda local enfrenta um paradoxo existencial: como ser a voz da renovação quando seus próprios quadros personificam a perpetuação no poder? A presença de vereadores em seu sexto mandato na Câmara Municipal é sintomática de uma estrutura política calcificada, incapaz de oxigenar-se com novas ideias e lideranças. Este envelhecimento político não é apenas uma questão de idade cronológica, mas de esgotamento de um modelo de fazer política que já não ressoa com o eleitorado.

O desempenho pífio de Waldenor Alves nas urnas – 52.947 votos contra 116.488 de Ana Sheila – é mais do que uma derrota eleitoral; é um atestado de desconexão com a realidade local. Atribuir este resultado apenas às “obras de última hora” da gestão atual é simplificar uma equação complexa. É inegável que o pragmatismo de entregar melhorias visíveis e tangíveis à população surtiu efeito, mas reduzir a vitória a isso é subestimar a inteligência do eleitor conquistense.

A esquerda local parece ter se perdido em um labirinto de autoengano. O Programa de Governo Participativo (PGP), embora louvável em sua concepção, falhou em traduzir escuta em ação efetiva. Como bem observado, “a cidade cansou de ser ouvida, ela queria que alguém fizesse”. Esta constatação deveria ser um alerta para uma revisão profunda de estratégias e práticas políticas.

Agora, diante da incerteza jurídica que paira sobre o mandato de Ana Sheila, com a questão de sua inelegibilidade ainda sub judice no TSE, a oposição se agarra a uma tênue esperança de reverter nas cortes o que não conseguiu nas urnas. Esta postura, contudo, é perigosa e potencialmente autodestrutiva.

A ideia de uma “mesa mista” neste contexto é, de fato, um combustível perigoso. Em um momento que clama por estabilidade e ação efetiva, alimentar incertezas políticas serve apenas para aprofundar as divisões e paralisar o progresso da cidade. Mais ainda, expõe a fragilidade de uma oposição que, incapaz de se reinventar, busca atalhos jurídicos para o poder.

Para Waldenor Alves, em particular, o momento pede reflexão e, possivelmente, recuo estratégico. Arriscar-se em um novo pleito, caso ocorra, poderia não apenas solidificar uma derrota já expressiva, mas encerrar prematuramente uma carreira política. A sabedoria, neste caso, pode estar em reconhecer os limites e abrir espaço para novas lideranças emergirem.

A lição que se desenha para a esquerda em Vitória da Conquista é clara: é preciso mais do que ouvir; é necessário agir. É imperativo renovar não apenas os rostos, mas as práticas e as ideias. O eleitorado demonstrou de forma inequívoca seu desejo por uma política que vá além do discurso, que se materialize em melhorias concretas no cotidiano da cidade.

Para avançar, a esquerda local precisa fazer uma autocrítica corajosa. Reconhecer que a longevidade no poder não é sinônimo de eficácia política. Entender que a verdadeira conexão com o povo se faz não apenas na escuta, mas na resposta ágil e efetiva às demandas populares.

O futuro político de Vitória da Conquista não será decidido em gabinetes judiciais, mas nas ruas, nas praças, nos bairros. É lá que a verdadeira renovação política deve começar. Uma renovação que não tema desafiar os próprios dogmas e que esteja disposta a aprender com os erros do passado para construir um projeto político verdadeiramente sintonizado com os anseios da população.

A mensagem das urnas foi clara. Cabe agora aos atores políticos, especialmente à esquerda, demonstrar se têm a humildade para ouvir e a coragem para mudar. O destino de Vitória da Conquista depende disso.

 

Padre Carlos

Vitória da Conquista: Entre a Inércia da Esquerda e o Pragmatismo do Poder

 

A cena política em Vitória da Conquista reflete, em escala municipal, os dilemas e contradições que assolam a esquerda brasileira. O recente pleito eleitoral, marcado pela vitória expressiva de Ana Sheila Lemos Andrade (União Brasil) sobre Waldenor Alves Pereira Filho (PT), expõe as fraturas de um projeto político que parece ter perdido o compasso com as aspirações populares.

A esquerda local enfrenta um paradoxo existencial: como ser a voz da renovação quando seus próprios quadros personificam a perpetuação no poder? A presença de vereadores em seu sexto mandato na Câmara Municipal é sintomática de uma estrutura política calcificada, incapaz de oxigenar-se com novas ideias e lideranças. Este envelhecimento político não é apenas uma questão de idade cronológica, mas de esgotamento de um modelo de fazer política que já não ressoa com o eleitorado.

O desempenho pífio de Waldenor Alves nas urnas – 52.947 votos contra 116.488 de Ana Sheila – é mais do que uma derrota eleitoral; é um atestado de desconexão com a realidade local. Atribuir este resultado apenas às “obras de última hora” da gestão atual é simplificar uma equação complexa. É inegável que o pragmatismo de entregar melhorias visíveis e tangíveis à população surtiu efeito, mas reduzir a vitória a isso é subestimar a inteligência do eleitor conquistense.

A esquerda local parece ter se perdido em um labirinto de autoengano. O Programa de Governo Participativo (PGP), embora louvável em sua concepção, falhou em traduzir escuta em ação efetiva. Como bem observado, “a cidade cansou de ser ouvida, ela queria que alguém fizesse”. Esta constatação deveria ser um alerta para uma revisão profunda de estratégias e práticas políticas.

Agora, diante da incerteza jurídica que paira sobre o mandato de Ana Sheila, com a questão de sua inelegibilidade ainda sub judice no TSE, a oposição se agarra a uma tênue esperança de reverter nas cortes o que não conseguiu nas urnas. Esta postura, contudo, é perigosa e potencialmente autodestrutiva.

A ideia de uma “mesa mista” neste contexto é, de fato, um combustível perigoso. Em um momento que clama por estabilidade e ação efetiva, alimentar incertezas políticas serve apenas para aprofundar as divisões e paralisar o progresso da cidade. Mais ainda, expõe a fragilidade de uma oposição que, incapaz de se reinventar, busca atalhos jurídicos para o poder.

Para Waldenor Alves, em particular, o momento pede reflexão e, possivelmente, recuo estratégico. Arriscar-se em um novo pleito, caso ocorra, poderia não apenas solidificar uma derrota já expressiva, mas encerrar prematuramente uma carreira política. A sabedoria, neste caso, pode estar em reconhecer os limites e abrir espaço para novas lideranças emergirem.

A lição que se desenha para a esquerda em Vitória da Conquista é clara: é preciso mais do que ouvir; é necessário agir. É imperativo renovar não apenas os rostos, mas as práticas e as ideias. O eleitorado demonstrou de forma inequívoca seu desejo por uma política que vá além do discurso, que se materialize em melhorias concretas no cotidiano da cidade.

Para avançar, a esquerda local precisa fazer uma autocrítica corajosa. Reconhecer que a longevidade no poder não é sinônimo de eficácia política. Entender que a verdadeira conexão com o povo se faz não apenas na escuta, mas na resposta ágil e efetiva às demandas populares.

O futuro político de Vitória da Conquista não será decidido em gabinetes judiciais, mas nas ruas, nas praças, nos bairros. É lá que a verdadeira renovação política deve começar. Uma renovação que não tema desafiar os próprios dogmas e que esteja disposta a aprender com os erros do passado para construir um projeto político verdadeiramente sintonizado com os anseios da população.

A mensagem das urnas foi clara. Cabe agora aos atores políticos, especialmente à esquerda, demonstrar se têm a humildade para ouvir e a coragem para mudar. O destino de Vitória da Conquista depende disso.

 

Padre Carlos

Jovem é Raptado na Frente da Namorada e Executado em Ato Brutal: Comunidade em Choque!

Na noite desta terça-feira, 15 de outubro de 2024, um crime chocante abalou a cidade de Jequié, no sudoeste da Bahia. Gabriel de Jesus Santos, de apenas 22 anos, foi sequestrado em frente à casa de sua namorada e levado para a região do Caranguejo, no bairro Mandacaru, onde foi brutalmente executado com vários disparos.

Testemunhas relataram que Gabriel foi arrancado à força por criminosos enquanto visitava a namorada. Horas depois, seu corpo foi encontrado com marcas de violência extrema. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe.

A comunidade está em estado de choque diante da brutalidade do crime. Amigos e familiares pedem respostas enquanto a Polícia Civil de Jequié trabalha para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação por trás dessa execução fria.

A morte de Gabriel é mais um trágico exemplo da crescente violência na região, levantando questionamentos sobre a segurança pública e gerando um clamor por justiça entre os moradores.

 

Jovem é Raptado na Frente da Namorada e Executado em Ato Brutal: Comunidade em Choque!

Na noite desta terça-feira, 15 de outubro de 2024, um crime chocante abalou a cidade de Jequié, no sudoeste da Bahia. Gabriel de Jesus Santos, de apenas 22 anos, foi sequestrado em frente à casa de sua namorada e levado para a região do Caranguejo, no bairro Mandacaru, onde foi brutalmente executado com vários disparos.

Testemunhas relataram que Gabriel foi arrancado à força por criminosos enquanto visitava a namorada. Horas depois, seu corpo foi encontrado com marcas de violência extrema. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe.

A comunidade está em estado de choque diante da brutalidade do crime. Amigos e familiares pedem respostas enquanto a Polícia Civil de Jequié trabalha para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação por trás dessa execução fria.

A morte de Gabriel é mais um trágico exemplo da crescente violência na região, levantando questionamentos sobre a segurança pública e gerando um clamor por justiça entre os moradores.

 

Bandido ‘Invisível’? Jovem é Preso 3 Vezes em Uma Semana e Choca Vitória da Conquista

Vitória da Conquista está perplexa com a audácia de um jovem de 19 anos, que foi preso três vezes somente na última semana por uma série de furtos qualificados. O rapaz, já conhecido no mundo do crime, coleciona nada menos que 14 passagens pela delegacia, sendo ao menos oito delas por arrombamentos.

O ciclo de prisões e libertações começou na quinta-feira (10), quando o indivíduo foi detido por furtos em estabelecimentos comerciais. Contudo, após uma audiência de custódia, ele foi liberado no dia seguinte. Isso não impediu que, no domingo (13) e na segunda-feira (14), o jovem fosse flagrado novamente, desta vez por câmeras de segurança, cometendo mais furtos em pontos comerciais da cidade.

Na terça-feira (15), por volta das 9h30 da manhã, ele foi detido mais uma vez, enquanto tentava furtar um estabelecimento no Centro da cidade. Levado de volta ao Disep, a repetição dos crimes levanta sérias questões sobre a eficácia do sistema judicial e o temor dos comerciantes.

Com uma ficha criminal cada vez mais extensa, a população se pergunta: até quando essa história de prisão-relâmpago vai continuar? Para os comerciantes, que vêm sofrendo prejuízos, a sensação de impunidade é crescente.

Bandido ‘Invisível’? Jovem é Preso 3 Vezes em Uma Semana e Choca Vitória da Conquista

Vitória da Conquista está perplexa com a audácia de um jovem de 19 anos, que foi preso três vezes somente na última semana por uma série de furtos qualificados. O rapaz, já conhecido no mundo do crime, coleciona nada menos que 14 passagens pela delegacia, sendo ao menos oito delas por arrombamentos.

O ciclo de prisões e libertações começou na quinta-feira (10), quando o indivíduo foi detido por furtos em estabelecimentos comerciais. Contudo, após uma audiência de custódia, ele foi liberado no dia seguinte. Isso não impediu que, no domingo (13) e na segunda-feira (14), o jovem fosse flagrado novamente, desta vez por câmeras de segurança, cometendo mais furtos em pontos comerciais da cidade.

Na terça-feira (15), por volta das 9h30 da manhã, ele foi detido mais uma vez, enquanto tentava furtar um estabelecimento no Centro da cidade. Levado de volta ao Disep, a repetição dos crimes levanta sérias questões sobre a eficácia do sistema judicial e o temor dos comerciantes.

Com uma ficha criminal cada vez mais extensa, a população se pergunta: até quando essa história de prisão-relâmpago vai continuar? Para os comerciantes, que vêm sofrendo prejuízos, a sensação de impunidade é crescente.