Política e Resenha

ARTIGO – O vereador Diogo e a defesa incansável da saúde em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

A presença do vereador Diogo Azevedo no gabinete da prefeita de Vitória da Conquista não pode ser vista apenas como um gesto protocolar. Trata-se de uma demonstração clara de que a política local, quando bem conduzida, tem como prioridade ouvir a população e transformar as demandas em ações concretas.

Diogo tem se destacado na Câmara Municipal pelo compromisso com a saúde pública. Sua ligação histórica com o Hospital Esaú Matos, instituição que atende mulheres e crianças em momentos decisivos da vida, o coloca em posição de autoridade para reivindicar melhorias e investimentos. Não é apenas discurso: é experiência de quem viveu de perto a realidade da saúde materno-infantil.

Ao buscar apoio junto aos governos estadual e federal, o vereador cumpre um papel fundamental de articulação política. Vitória da Conquista, sendo um polo regional, precisa de investimentos constantes, especialmente em setores estratégicos como a saúde. O Esaú Matos, por exemplo, não é apenas um hospital local, mas referência de alta complexidade para toda a região.

Nesse sentido, o encontro entre o vereador e a prefeita demonstra maturidade política e senso de responsabilidade. Em tempos de descrédito com a política, atitudes como essa aproximam a Câmara Municipal do Executivo e reforçam a ideia de que a união de forças é a única forma de promover avanços reais.

Parabéns ao vereador Diogo pelo empenho, pela coragem e pela defesa incansável da saúde pública. Que sua atuação sirva de exemplo para outros parlamentares que desejam fazer política com propósito e resultados para o povo de Vitória da Conquista.

ARTIGO – O vereador Diogo e a defesa incansável da saúde em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

A presença do vereador Diogo Azevedo no gabinete da prefeita de Vitória da Conquista não pode ser vista apenas como um gesto protocolar. Trata-se de uma demonstração clara de que a política local, quando bem conduzida, tem como prioridade ouvir a população e transformar as demandas em ações concretas.

Diogo tem se destacado na Câmara Municipal pelo compromisso com a saúde pública. Sua ligação histórica com o Hospital Esaú Matos, instituição que atende mulheres e crianças em momentos decisivos da vida, o coloca em posição de autoridade para reivindicar melhorias e investimentos. Não é apenas discurso: é experiência de quem viveu de perto a realidade da saúde materno-infantil.

Ao buscar apoio junto aos governos estadual e federal, o vereador cumpre um papel fundamental de articulação política. Vitória da Conquista, sendo um polo regional, precisa de investimentos constantes, especialmente em setores estratégicos como a saúde. O Esaú Matos, por exemplo, não é apenas um hospital local, mas referência de alta complexidade para toda a região.

Nesse sentido, o encontro entre o vereador e a prefeita demonstra maturidade política e senso de responsabilidade. Em tempos de descrédito com a política, atitudes como essa aproximam a Câmara Municipal do Executivo e reforçam a ideia de que a união de forças é a única forma de promover avanços reais.

Parabéns ao vereador Diogo pelo empenho, pela coragem e pela defesa incansável da saúde pública. Que sua atuação sirva de exemplo para outros parlamentares que desejam fazer política com propósito e resultados para o povo de Vitória da Conquista.

ARTIGO – O Milagre Raro da Amizade

(Padre Carlos)

Há coisas na vida que não se explicam. E talvez a amizade seja a mais misteriosa delas. Michel de Montaigne, filósofo francês do século XVI, descobriu isso de forma dolorosa quando perdeu seu grande amigo Étienne. Tomado por uma tristeza que surpreendeu até os que estavam ao redor, ele só conseguiu dizer: “Se me obrigassem a dizer porque eu o amava, minha única resposta seria: porque era ele, porque era eu”.

Essa frase é mais do que memória; é revelação. Amizade não cabe em definições utilitárias, não se mede em favores, não se pesa em vantagens. Ela é o lugar onde as almas se reconhecem sem esforço, onde posso ser quem sou sem medo, sem precisar inventar uma versão melhorada de mim mesmo para caber nos moldes do outro.

A vida nos fere com rejeições: quantas vezes tentamos pertencer a um grupo, a uma história, a um coração, e fomos recusados pelo simples fato de sermos nós mesmos? Pois a amizade, quando verdadeira, cura exatamente essa ferida. Ela é abrigo contra a solidão, é mesa posta onde não há disputa, apenas descanso.

A sociedade moderna insiste em cantar os encantos do amor eros, o amor da paixão. Mas se esquece do amor philia, o amor fraterno, aquele que não exige esforço nem conquista, porque já nasceu inteiro. Encontrar alguém assim é raro. Raríssimo. A Bíblia não hesita em dizer que quem encontra um amigo encontra um tesouro — e não é exagero: é a mais pura verdade.

A amizade, no fim, é esse milagre discreto que dá sentido à vida. Porque é no olhar de um amigo que descobrimos que não precisamos ser nada além do que somos. E isso, talvez, seja a mais alta forma de liberdade.

ARTIGO – O Milagre Raro da Amizade

(Padre Carlos)

Há coisas na vida que não se explicam. E talvez a amizade seja a mais misteriosa delas. Michel de Montaigne, filósofo francês do século XVI, descobriu isso de forma dolorosa quando perdeu seu grande amigo Étienne. Tomado por uma tristeza que surpreendeu até os que estavam ao redor, ele só conseguiu dizer: “Se me obrigassem a dizer porque eu o amava, minha única resposta seria: porque era ele, porque era eu”.

Essa frase é mais do que memória; é revelação. Amizade não cabe em definições utilitárias, não se mede em favores, não se pesa em vantagens. Ela é o lugar onde as almas se reconhecem sem esforço, onde posso ser quem sou sem medo, sem precisar inventar uma versão melhorada de mim mesmo para caber nos moldes do outro.

A vida nos fere com rejeições: quantas vezes tentamos pertencer a um grupo, a uma história, a um coração, e fomos recusados pelo simples fato de sermos nós mesmos? Pois a amizade, quando verdadeira, cura exatamente essa ferida. Ela é abrigo contra a solidão, é mesa posta onde não há disputa, apenas descanso.

A sociedade moderna insiste em cantar os encantos do amor eros, o amor da paixão. Mas se esquece do amor philia, o amor fraterno, aquele que não exige esforço nem conquista, porque já nasceu inteiro. Encontrar alguém assim é raro. Raríssimo. A Bíblia não hesita em dizer que quem encontra um amigo encontra um tesouro — e não é exagero: é a mais pura verdade.

A amizade, no fim, é esse milagre discreto que dá sentido à vida. Porque é no olhar de um amigo que descobrimos que não precisamos ser nada além do que somos. E isso, talvez, seja a mais alta forma de liberdade.

ARTIGO – O Anel Viário de Vitória da Conquista: Entre o Progresso e o Caos

 

(Padre Carlos)

Vitória da Conquista não é apenas um polo regional de serviços e saúde; é também um corredor logístico estratégico. Cortada pela BR-116, uma das mais importantes rodovias do Brasil, a cidade respira transporte, comércio e indústria. Contudo, esse fluxo de riqueza e movimentação se transforma em dor de cabeça para quem precisa atravessar o anel viário. Cada cruzamento virou um ponto de tensão, e nos horários de pico, a rotina de motoristas e pedestres se resume em engarrafamentos intermináveis e riscos de acidentes.

O cenário é desolador: filas que se estendem por dois ou três quilômetros, esperas de mais de 20 minutos, e uma estatística que cresce como mancha vergonhosa. Só neste ano, cerca de 50 acidentes foram registrados pela Polícia Rodoviária Federal no trecho. A ausência de sinalização adequada e a falta de uma estrutura compatível com o movimento intenso de veículos pesados tornam o anel viário uma verdadeira armadilha.

Não se trata apenas de melhorar a mobilidade; trata-se de preservar vidas. O transporte é a espinha dorsal de uma cidade em crescimento, e Vitória da Conquista não pode conviver com uma infraestrutura defasada enquanto sonha em se consolidar como polo de desenvolvimento do sudoeste baiano. A criação da rota turística dos cafés especiais, por exemplo, tende a ampliar ainda mais o tráfego e expor as fragilidades da atual estrutura.

A promessa existe. Em reunião com o Ministério dos Transportes e o Governo da Bahia, ficou previsto o investimento de R$ 40 milhões para a construção de dois viadutos no anel viário, sendo um deles na saída para Itambé. O governador Jerônimo Rodrigues comprometeu-se a entregar o projeto. Contudo, o que vemos até agora é apenas expectativa. Expectativa que não salva vidas, não reduz o risco de colisões e nem alivia o estresse diário de quem depende desse trecho para trabalhar.

É urgente que os projetos saiam do papel. Viadutos, passarelas, mergulhões, todas essas alternativas precisam ser estudadas e executadas com celeridade. Vitória da Conquista cresceu, modernizou-se, mas o anel viário continua aprisionado em velhas soluções. O futuro da mobilidade na cidade passa necessariamente por esse eixo estratégico. Não há mais espaço para paliativos: o que está em jogo é o equilíbrio entre o progresso e o caos.

Enquanto os governos não assumirem de fato a responsabilidade, o anel viário continuará a ser não apenas um corredor de transporte, mas também um corredor de riscos. E isso, para uma cidade que se projeta como referência, é simplesmente inaceitável.

ARTIGO – O Anel Viário de Vitória da Conquista: Entre o Progresso e o Caos

 

(Padre Carlos)

Vitória da Conquista não é apenas um polo regional de serviços e saúde; é também um corredor logístico estratégico. Cortada pela BR-116, uma das mais importantes rodovias do Brasil, a cidade respira transporte, comércio e indústria. Contudo, esse fluxo de riqueza e movimentação se transforma em dor de cabeça para quem precisa atravessar o anel viário. Cada cruzamento virou um ponto de tensão, e nos horários de pico, a rotina de motoristas e pedestres se resume em engarrafamentos intermináveis e riscos de acidentes.

O cenário é desolador: filas que se estendem por dois ou três quilômetros, esperas de mais de 20 minutos, e uma estatística que cresce como mancha vergonhosa. Só neste ano, cerca de 50 acidentes foram registrados pela Polícia Rodoviária Federal no trecho. A ausência de sinalização adequada e a falta de uma estrutura compatível com o movimento intenso de veículos pesados tornam o anel viário uma verdadeira armadilha.

Não se trata apenas de melhorar a mobilidade; trata-se de preservar vidas. O transporte é a espinha dorsal de uma cidade em crescimento, e Vitória da Conquista não pode conviver com uma infraestrutura defasada enquanto sonha em se consolidar como polo de desenvolvimento do sudoeste baiano. A criação da rota turística dos cafés especiais, por exemplo, tende a ampliar ainda mais o tráfego e expor as fragilidades da atual estrutura.

A promessa existe. Em reunião com o Ministério dos Transportes e o Governo da Bahia, ficou previsto o investimento de R$ 40 milhões para a construção de dois viadutos no anel viário, sendo um deles na saída para Itambé. O governador Jerônimo Rodrigues comprometeu-se a entregar o projeto. Contudo, o que vemos até agora é apenas expectativa. Expectativa que não salva vidas, não reduz o risco de colisões e nem alivia o estresse diário de quem depende desse trecho para trabalhar.

É urgente que os projetos saiam do papel. Viadutos, passarelas, mergulhões, todas essas alternativas precisam ser estudadas e executadas com celeridade. Vitória da Conquista cresceu, modernizou-se, mas o anel viário continua aprisionado em velhas soluções. O futuro da mobilidade na cidade passa necessariamente por esse eixo estratégico. Não há mais espaço para paliativos: o que está em jogo é o equilíbrio entre o progresso e o caos.

Enquanto os governos não assumirem de fato a responsabilidade, o anel viário continuará a ser não apenas um corredor de transporte, mas também um corredor de riscos. E isso, para uma cidade que se projeta como referência, é simplesmente inaceitável.

ARTIGO – Dia do Miguelense: A História Viva de São Miguel das Matas em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

A história de Vitória da Conquista é feita de encontros. E um dos mais marcantes é, sem dúvida, o protagonismo do povo de São Miguel das Matas. No dia 29 de setembro, celebramos o Dia do Miguelense, uma data oficializada pela prefeita Sheila Lemos e que nasceu da iniciativa do vereador Luis Carlos Dudé. Não se trata apenas de uma lembrança simbólica, mas de um gesto político e cultural que devolve visibilidade a um povo que ajudou a construir a Conquista que conhecemos hoje.

Os miguelenses chegaram em grande número a partir das décadas de 1950 e 1960. Vieram movidos pela busca de trabalho, educação e novas perspectivas. Mas, ao se fixarem em Conquista, não foram meros expectadores: tornaram-se construtores. Com eles vieram tradições do Recôncavo Baiano — uma das regiões mais ricas do Brasil em religiosidade, arte e manifestações populares. Na bagagem, trouxeram fé, música, culinária, trabalho duro e um espírito de comunidade que rapidamente se integrou ao tecido conquistense.

 

Se hoje Vitória da Conquista desponta como capital regional, com PIB superior a 8 bilhões e influência sobre quase cem municípios entre Bahia e Minas Gerais, muito se deve a essa integração. Os miguelenses estão no comércio, na política, na vida cultural e na educação. Eles ajudaram a consolidar a cidade como referência no Nordeste e como espaço de oportunidades para milhares de famílias.

O Dia do Miguelense é, portanto, mais do que uma comemoração: é uma reafirmação de identidade. É dizer que a grandeza de Conquista não se explica sem os braços, os sonhos e os valores trazidos de São Miguel das Matas. É um convite à memória, à gratidão e ao fortalecimento do orgulho coletivo.

Celebrar os miguelenses é celebrar a diversidade que nos torna mais fortes. É reconhecer que o presente só se sustenta porque o passado foi tecido com coragem, fé e trabalho. E é projetar um futuro no qual diferentes culturas continuam a se encontrar, se respeitar e se completar.

 

Cada 29 de setembro deve ser lembrado como um dia de festa, mas também como um dia de reflexão: quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir. O Dia do Miguelense é história viva, e cabe a nós preservá-la e honrá-la.

ARTIGO – Dia do Miguelense: A História Viva de São Miguel das Matas em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

A história de Vitória da Conquista é feita de encontros. E um dos mais marcantes é, sem dúvida, o protagonismo do povo de São Miguel das Matas. No dia 29 de setembro, celebramos o Dia do Miguelense, uma data oficializada pela prefeita Sheila Lemos e que nasceu da iniciativa do vereador Luis Carlos Dudé. Não se trata apenas de uma lembrança simbólica, mas de um gesto político e cultural que devolve visibilidade a um povo que ajudou a construir a Conquista que conhecemos hoje.

Os miguelenses chegaram em grande número a partir das décadas de 1950 e 1960. Vieram movidos pela busca de trabalho, educação e novas perspectivas. Mas, ao se fixarem em Conquista, não foram meros expectadores: tornaram-se construtores. Com eles vieram tradições do Recôncavo Baiano — uma das regiões mais ricas do Brasil em religiosidade, arte e manifestações populares. Na bagagem, trouxeram fé, música, culinária, trabalho duro e um espírito de comunidade que rapidamente se integrou ao tecido conquistense.

 

Se hoje Vitória da Conquista desponta como capital regional, com PIB superior a 8 bilhões e influência sobre quase cem municípios entre Bahia e Minas Gerais, muito se deve a essa integração. Os miguelenses estão no comércio, na política, na vida cultural e na educação. Eles ajudaram a consolidar a cidade como referência no Nordeste e como espaço de oportunidades para milhares de famílias.

O Dia do Miguelense é, portanto, mais do que uma comemoração: é uma reafirmação de identidade. É dizer que a grandeza de Conquista não se explica sem os braços, os sonhos e os valores trazidos de São Miguel das Matas. É um convite à memória, à gratidão e ao fortalecimento do orgulho coletivo.

Celebrar os miguelenses é celebrar a diversidade que nos torna mais fortes. É reconhecer que o presente só se sustenta porque o passado foi tecido com coragem, fé e trabalho. E é projetar um futuro no qual diferentes culturas continuam a se encontrar, se respeitar e se completar.

 

Cada 29 de setembro deve ser lembrado como um dia de festa, mas também como um dia de reflexão: quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir. O Dia do Miguelense é história viva, e cabe a nós preservá-la e honrá-la.

ARTIGO – A barbárie travestida de prêmio

 

(Padre Carlos)

A decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de aprovar uma gratificação para policiais que matem suspeitos em alegados confrontos é, sem dúvida, um tapa na cara dos direitos humanos e da própria justiça. Trata-se de um retrocesso brutal, que remonta às práticas mais sombrias da história recente do Brasil, quando os chamados “autos de resistência” funcionavam como um salvo-conduto para execuções sumárias e ocultamento de crimes cometidos por agentes do Estado.

Premiar a morte significa institucionalizar a barbárie, transformando o papel do policial — que deveria ser o de proteger a vida e garantir a ordem pública dentro da legalidade — em uma função de carrasco autorizado pelo Estado. É como se a vida humana tivesse preço, e o valor desse preço estivesse inscrito em uma tabela de bonificações. Que justiça é essa que incentiva a morte em vez de promover a justiça?

Além de inconstitucional, a medida é profundamente imoral. O Brasil é signatário de tratados internacionais de direitos humanos que proíbem expressamente execuções extrajudiciais. Ao premiar policiais por mortes, o Estado brasileiro se afasta dos compromissos assumidos diante da comunidade internacional e reforça um modelo de segurança pública baseado no extermínio, e não na prevenção e na inteligência policial.

A consequência previsível desse gesto é o aumento da letalidade policial e, consequentemente, a multiplicação de tragédias em comunidades já vulneráveis. Em vez de investir em políticas de redução da violência, educação, cultura e oportunidades de trabalho para jovens, o Estado escolhe a via mais fácil e desumana: matar.

O discurso da “neutralização” de criminosos esconde o que, na prática, é a autorização para execuções. Com isso, qualquer suspeito — ainda que inocente — pode se tornar alvo da sanha de uma polícia motivada não pelo dever de proteger, mas pela recompensa financeira. Não é exagero dizer que se trata de um retorno aos tempos mais obscuros da ditadura militar, quando execuções, torturas e desaparecimentos eram política de Estado.

A justiça não pode se render ao apelo populista e autoritário de quem acredita que violência se combate com mais violência. A verdadeira segurança pública nasce da presença do Estado onde hoje reina a ausência, e não da política de terra arrasada. Transformar policiais em mercenários pagos para matar não é solução, é barbárie.

O Rio de Janeiro, já ferido pela violência cotidiana, não precisa de mais sangue inocente derramado. Precisa de justiça, de paz, de direitos respeitados. E sobretudo de governantes que tenham coragem de dizer não ao clamor fácil por morte e sim ao difícil, mas necessário, caminho da civilização.

Premiar a barbárie é condenar o futuro.

ARTIGO – A barbárie travestida de prêmio

 

(Padre Carlos)

A decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de aprovar uma gratificação para policiais que matem suspeitos em alegados confrontos é, sem dúvida, um tapa na cara dos direitos humanos e da própria justiça. Trata-se de um retrocesso brutal, que remonta às práticas mais sombrias da história recente do Brasil, quando os chamados “autos de resistência” funcionavam como um salvo-conduto para execuções sumárias e ocultamento de crimes cometidos por agentes do Estado.

Premiar a morte significa institucionalizar a barbárie, transformando o papel do policial — que deveria ser o de proteger a vida e garantir a ordem pública dentro da legalidade — em uma função de carrasco autorizado pelo Estado. É como se a vida humana tivesse preço, e o valor desse preço estivesse inscrito em uma tabela de bonificações. Que justiça é essa que incentiva a morte em vez de promover a justiça?

Além de inconstitucional, a medida é profundamente imoral. O Brasil é signatário de tratados internacionais de direitos humanos que proíbem expressamente execuções extrajudiciais. Ao premiar policiais por mortes, o Estado brasileiro se afasta dos compromissos assumidos diante da comunidade internacional e reforça um modelo de segurança pública baseado no extermínio, e não na prevenção e na inteligência policial.

A consequência previsível desse gesto é o aumento da letalidade policial e, consequentemente, a multiplicação de tragédias em comunidades já vulneráveis. Em vez de investir em políticas de redução da violência, educação, cultura e oportunidades de trabalho para jovens, o Estado escolhe a via mais fácil e desumana: matar.

O discurso da “neutralização” de criminosos esconde o que, na prática, é a autorização para execuções. Com isso, qualquer suspeito — ainda que inocente — pode se tornar alvo da sanha de uma polícia motivada não pelo dever de proteger, mas pela recompensa financeira. Não é exagero dizer que se trata de um retorno aos tempos mais obscuros da ditadura militar, quando execuções, torturas e desaparecimentos eram política de Estado.

A justiça não pode se render ao apelo populista e autoritário de quem acredita que violência se combate com mais violência. A verdadeira segurança pública nasce da presença do Estado onde hoje reina a ausência, e não da política de terra arrasada. Transformar policiais em mercenários pagos para matar não é solução, é barbárie.

O Rio de Janeiro, já ferido pela violência cotidiana, não precisa de mais sangue inocente derramado. Precisa de justiça, de paz, de direitos respeitados. E sobretudo de governantes que tenham coragem de dizer não ao clamor fácil por morte e sim ao difícil, mas necessário, caminho da civilização.

Premiar a barbárie é condenar o futuro.

ARTIGO – Câmara de Vitória da Conquista dá exemplo ao colocar idosos no centro do debate

 

(Padre Carlos)

A agenda da cidadania ganha um capítulo importante em Vitória da Conquista. Na próxima quarta-feira, 1º de outubro, a Câmara Municipal realizará uma Sessão Especial em homenagem ao Dia Nacional e Internacional do Idoso, por iniciativa do presidente da Casa, vereador Ivan Cordeiro. Trata-se de uma atitude que merece ser celebrada, pois revela compromisso com o presente e visão para o futuro.

O envelhecimento da população brasileira é uma realidade inegável. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, em poucas décadas, seremos um país com mais idosos que jovens. Isso exige políticas públicas robustas e permanentes, desde a saúde preventiva até a segurança, da previdência à inclusão digital. Nesse contexto, a Sessão Especial cumpre um papel essencial: dar voz àqueles que muitas vezes são esquecidos ou tratados com descaso.

Saúde, combate à violência, direitos previdenciários e assistenciais, inclusão social e digital — todos esses temas estarão em pauta. Mais do que um debate, será um ato pedagógico para a sociedade, lembrando que envelhecer é uma conquista, e não um problema.

Parabenizo, com firmeza, o vereador Ivan Cordeiro por conduzir esta iniciativa. Quando o Legislativo municipal se compromete a abrir espaço para ouvir, dialogar e construir pontes com os idosos, ele reafirma sua função democrática. Que esta seja apenas a primeira de muitas ações para transformar Vitória da Conquista numa cidade verdadeiramente amiga do idoso, onde cada geração encontre respeito e dignidade.

ARTIGO – Câmara de Vitória da Conquista dá exemplo ao colocar idosos no centro do debate

 

(Padre Carlos)

A agenda da cidadania ganha um capítulo importante em Vitória da Conquista. Na próxima quarta-feira, 1º de outubro, a Câmara Municipal realizará uma Sessão Especial em homenagem ao Dia Nacional e Internacional do Idoso, por iniciativa do presidente da Casa, vereador Ivan Cordeiro. Trata-se de uma atitude que merece ser celebrada, pois revela compromisso com o presente e visão para o futuro.

O envelhecimento da população brasileira é uma realidade inegável. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, em poucas décadas, seremos um país com mais idosos que jovens. Isso exige políticas públicas robustas e permanentes, desde a saúde preventiva até a segurança, da previdência à inclusão digital. Nesse contexto, a Sessão Especial cumpre um papel essencial: dar voz àqueles que muitas vezes são esquecidos ou tratados com descaso.

Saúde, combate à violência, direitos previdenciários e assistenciais, inclusão social e digital — todos esses temas estarão em pauta. Mais do que um debate, será um ato pedagógico para a sociedade, lembrando que envelhecer é uma conquista, e não um problema.

Parabenizo, com firmeza, o vereador Ivan Cordeiro por conduzir esta iniciativa. Quando o Legislativo municipal se compromete a abrir espaço para ouvir, dialogar e construir pontes com os idosos, ele reafirma sua função democrática. Que esta seja apenas a primeira de muitas ações para transformar Vitória da Conquista numa cidade verdadeiramente amiga do idoso, onde cada geração encontre respeito e dignidade.

ARTIGO – A Vergonhosa PEC da Dosimetria: Um Insulto ao Supremo e à Justiça Brasileira

 

(Padre Carlos)

O Brasil assiste atônito mais uma tentativa de transformar o Parlamento em balcão de negócios de conveniências políticas. O chamado “PL da dosimetria” ou “PEC da redução de penas” é mais do que um escárnio: é um atentado contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Constituição e contra a própria dignidade do Estado Democrático de Direito.

A proposta, apresentada sob o pretexto de rever penas, revela sua real intenção ao tocar diretamente no processo que envolve Jair Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe. Em bom português, não se trata de corrigir injustiças, mas de abrir as portas da impunidade para quem ousou afrontar a República. É a política da conveniência, disfarçada de técnica legislativa.

A direita bolsonarista, em sua arrogância, brada diante do Supremo e do povo brasileiro a velha canção francesa: “Non, je ne regrette rien” — “não me arrependo de nada”. O grito não é de resistência, mas de escárnio. Um desafio aberto às instituições. Um deboche à memória de quem lutou para que o Brasil tivesse uma democracia viva.

Paulinho da Força — ou seria da Fraqueza, ou quem sabe da Vergonha? — precisa compreender que não há lei que sirva para salvar um projeto de poder derrotado pelo voto e condenado pela Justiça. Reduzir penas sob medida para beneficiar aliados é desrespeitar a separação de Poderes, é colocar o Legislativo como cúmplice de quem tentou destruir a ordem constitucional.

O Supremo já cumpriu seu papel: julgou, fundamentou, estabeleceu penas proporcionais. Cabe ao Parlamento legislar para o futuro, nunca para apagar crimes do passado recente. O contrário disso é uma clara obstrução da Justiça, uma afronta à soberania do Judiciário e um desserviço à democracia.

A sociedade brasileira não pode aceitar que, em pleno século XXI, se utilize o Congresso Nacional como instrumento de blindagem para criminosos de colarinho branco ou golpistas de plantão. Se a direita insiste em repetir que “não se arrepende de nada”, cabe ao povo brasileiro e às instituições democráticas responder com firmeza: arrependam-se ou arquem com as consequências.

A PEC da dosimetria é mais um capítulo vergonhoso na crônica da impunidade nacional. Que fique registrado: quem a apoia não defende a Justiça, mas apenas a conveniência política. E contra isso, a voz do Supremo, a Constituição e o povo devem se erguer em uníssono.

ARTIGO – A Vergonhosa PEC da Dosimetria: Um Insulto ao Supremo e à Justiça Brasileira

 

(Padre Carlos)

O Brasil assiste atônito mais uma tentativa de transformar o Parlamento em balcão de negócios de conveniências políticas. O chamado “PL da dosimetria” ou “PEC da redução de penas” é mais do que um escárnio: é um atentado contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Constituição e contra a própria dignidade do Estado Democrático de Direito.

A proposta, apresentada sob o pretexto de rever penas, revela sua real intenção ao tocar diretamente no processo que envolve Jair Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe. Em bom português, não se trata de corrigir injustiças, mas de abrir as portas da impunidade para quem ousou afrontar a República. É a política da conveniência, disfarçada de técnica legislativa.

A direita bolsonarista, em sua arrogância, brada diante do Supremo e do povo brasileiro a velha canção francesa: “Non, je ne regrette rien” — “não me arrependo de nada”. O grito não é de resistência, mas de escárnio. Um desafio aberto às instituições. Um deboche à memória de quem lutou para que o Brasil tivesse uma democracia viva.

Paulinho da Força — ou seria da Fraqueza, ou quem sabe da Vergonha? — precisa compreender que não há lei que sirva para salvar um projeto de poder derrotado pelo voto e condenado pela Justiça. Reduzir penas sob medida para beneficiar aliados é desrespeitar a separação de Poderes, é colocar o Legislativo como cúmplice de quem tentou destruir a ordem constitucional.

O Supremo já cumpriu seu papel: julgou, fundamentou, estabeleceu penas proporcionais. Cabe ao Parlamento legislar para o futuro, nunca para apagar crimes do passado recente. O contrário disso é uma clara obstrução da Justiça, uma afronta à soberania do Judiciário e um desserviço à democracia.

A sociedade brasileira não pode aceitar que, em pleno século XXI, se utilize o Congresso Nacional como instrumento de blindagem para criminosos de colarinho branco ou golpistas de plantão. Se a direita insiste em repetir que “não se arrepende de nada”, cabe ao povo brasileiro e às instituições democráticas responder com firmeza: arrependam-se ou arquem com as consequências.

A PEC da dosimetria é mais um capítulo vergonhoso na crônica da impunidade nacional. Que fique registrado: quem a apoia não defende a Justiça, mas apenas a conveniência política. E contra isso, a voz do Supremo, a Constituição e o povo devem se erguer em uníssono.

ARTIGO – Dom Celso: sete anos de saudade, um legado de fé e gratidão (Padre Carlos)

 

 

 

Sete anos se passaram desde a madrugada em que Dom Celso partiu para a Casa do Pai. Foi em 28 de setembro de 2018, de forma súbita, vítima de uma parada cardíaca, que sua voz se calou, mas sua presença jamais se apagou. Para muitos, inclusive para mim, não foi apenas a perda de um bispo, mas de um pai espiritual, de um amigo fiel, de um guia que transformava o Evangelho em gesto e presença.

Lembro-me das palavras de Shakespeare, o mestre das paixões humanas: “quando alguém morre, a sua bondade é também enterrada com ele”. Mas não consigo aplicar essa máxima a Dom Celso. Sua bondade era tão imensa que ultrapassa a morte, continua viva em cada padre, em cada fiel, em cada gesto de amor e misericórdia que ele deixou como herança.

Quando morre um pai espiritual, morre também um pouco de seu clero. Senti isso em mim. E ecoam ainda as palavras do poeta inglês John Donne: “a morte de alguém sempre me diminui, pois faço parte da humanidade”.

A vida nos ensina que existem encontros que mudam tudo. Eu tive a graça de viver um desses encontros. No início da década de 1990, em Salvador, fui orientado a conhecer Dom Celso. Relutante, porque já havia outros planos em meu coração, aceitei por respeito. Ao me apresentar àquele bispo, fui apresentado também a uma Igreja misericordiosa, generosa, aberta a todos. Uma Igreja onde o perdão era maior que a culpa, onde o acolhimento superava qualquer julgamento. Esse foi o primeiro traço que gravou em mim a figura de Dom Celso: ele tinha o coração de um pai, capaz de amar sem medir merecimentos.

Sua preocupação com a formação de seu clero era comovente. Ele sabia que a fé só se fortalece quando unida à razão, ao estudo, à espiritualidade sólida. Pertencia àquela geração moldada pela Ação Católica, que enxergava na formação um caminho de libertação e maturidade. Por isso, fez da educação um legado. Não apenas conhecimento, mas consciência de comunidade, de pertença, de fé encarnada na vida.

Recordar Dom Celso é recordar uma presença que continua nos sustentando. É perceber que, mesmo diante da saudade, sua herança espiritual nos convoca à fidelidade. Sua voz ainda ecoa quando somos chamados a sermos Igreja viva, capaz de amar, acolher e caminhar juntos.

Hoje, agradeço a Deus por ter colocado Dom Celso em meu caminho. Se não tive coragem de dizer em vida, digo agora com a alma plena de gratidão: obrigado, Dom Celso, por acreditar em mim, por me acolher como filho, por mostrar que o Evangelho se vive antes de ser pregado.

Sete anos depois, o tempo não diminui a dor da perda, mas aumenta a certeza de que seu legado continua fecundando corações. A saudade nos visita, mas também nos fortalece. Porque quando um pastor como Dom Celso parte, não leva consigo apenas lembranças: deixa um rastro de fé, esperança e amor que nenhum esquecimento é capaz de apagar.

 

 

ARTIGO – Dom Celso: sete anos de saudade, um legado de fé e gratidão (Padre Carlos)

 

 

 

Sete anos se passaram desde a madrugada em que Dom Celso partiu para a Casa do Pai. Foi em 28 de setembro de 2018, de forma súbita, vítima de uma parada cardíaca, que sua voz se calou, mas sua presença jamais se apagou. Para muitos, inclusive para mim, não foi apenas a perda de um bispo, mas de um pai espiritual, de um amigo fiel, de um guia que transformava o Evangelho em gesto e presença.

Lembro-me das palavras de Shakespeare, o mestre das paixões humanas: “quando alguém morre, a sua bondade é também enterrada com ele”. Mas não consigo aplicar essa máxima a Dom Celso. Sua bondade era tão imensa que ultrapassa a morte, continua viva em cada padre, em cada fiel, em cada gesto de amor e misericórdia que ele deixou como herança.

Quando morre um pai espiritual, morre também um pouco de seu clero. Senti isso em mim. E ecoam ainda as palavras do poeta inglês John Donne: “a morte de alguém sempre me diminui, pois faço parte da humanidade”.

A vida nos ensina que existem encontros que mudam tudo. Eu tive a graça de viver um desses encontros. No início da década de 1990, em Salvador, fui orientado a conhecer Dom Celso. Relutante, porque já havia outros planos em meu coração, aceitei por respeito. Ao me apresentar àquele bispo, fui apresentado também a uma Igreja misericordiosa, generosa, aberta a todos. Uma Igreja onde o perdão era maior que a culpa, onde o acolhimento superava qualquer julgamento. Esse foi o primeiro traço que gravou em mim a figura de Dom Celso: ele tinha o coração de um pai, capaz de amar sem medir merecimentos.

Sua preocupação com a formação de seu clero era comovente. Ele sabia que a fé só se fortalece quando unida à razão, ao estudo, à espiritualidade sólida. Pertencia àquela geração moldada pela Ação Católica, que enxergava na formação um caminho de libertação e maturidade. Por isso, fez da educação um legado. Não apenas conhecimento, mas consciência de comunidade, de pertença, de fé encarnada na vida.

Recordar Dom Celso é recordar uma presença que continua nos sustentando. É perceber que, mesmo diante da saudade, sua herança espiritual nos convoca à fidelidade. Sua voz ainda ecoa quando somos chamados a sermos Igreja viva, capaz de amar, acolher e caminhar juntos.

Hoje, agradeço a Deus por ter colocado Dom Celso em meu caminho. Se não tive coragem de dizer em vida, digo agora com a alma plena de gratidão: obrigado, Dom Celso, por acreditar em mim, por me acolher como filho, por mostrar que o Evangelho se vive antes de ser pregado.

Sete anos depois, o tempo não diminui a dor da perda, mas aumenta a certeza de que seu legado continua fecundando corações. A saudade nos visita, mas também nos fortalece. Porque quando um pastor como Dom Celso parte, não leva consigo apenas lembranças: deixa um rastro de fé, esperança e amor que nenhum esquecimento é capaz de apagar.

 

 

Vitória da Conquista ganha vitrine mundial através da VCA Construtora e da Axêgu

A VCA Construtora e a Axêgu projetam Vitória da Conquista em uma vitrine mundial ao participar da FIT (Feira Internacional de Turismo da América Latina), realizada em Buenos Aires. A cidade, que já se destaca pela força de sua economia regional, agora aparece em um dos eventos mais prestigiados do setor turístico internacional.

 

A Axêgu se apresenta como marca de hospitalidade e gestão condominial que nasceu da VCA, reforçando o protagonismo conquistense em criar soluções inovadoras para o turismo e o mercado imobiliário. Ao compartilhar essa proposta no exterior, as marcas mostram a capacidade do interior da Bahia de gerar impacto global.

 

O estande de 21 m² simboliza esse conceito, oferecendo experiências imersivas que aproximam os visitantes do estilo de vida nordestino. Entre elas, estão a Kombi cenográfica, as redes de descanso e as simulações em realidade virtual, que unem tradição, modernidade e hospitalidade.

 

Com a presença do CEO Jardel Couto, a participação vai além da promoção de empreendimentos. Ela consolida Vitória da Conquista como cidade que exporta inovação, acolhimento e desenvolvimento, fortalecendo sua posição no mapa do turismo internacional.

Vitória da Conquista ganha vitrine mundial através da VCA Construtora e da Axêgu

A VCA Construtora e a Axêgu projetam Vitória da Conquista em uma vitrine mundial ao participar da FIT (Feira Internacional de Turismo da América Latina), realizada em Buenos Aires. A cidade, que já se destaca pela força de sua economia regional, agora aparece em um dos eventos mais prestigiados do setor turístico internacional.

 

A Axêgu se apresenta como marca de hospitalidade e gestão condominial que nasceu da VCA, reforçando o protagonismo conquistense em criar soluções inovadoras para o turismo e o mercado imobiliário. Ao compartilhar essa proposta no exterior, as marcas mostram a capacidade do interior da Bahia de gerar impacto global.

 

O estande de 21 m² simboliza esse conceito, oferecendo experiências imersivas que aproximam os visitantes do estilo de vida nordestino. Entre elas, estão a Kombi cenográfica, as redes de descanso e as simulações em realidade virtual, que unem tradição, modernidade e hospitalidade.

 

Com a presença do CEO Jardel Couto, a participação vai além da promoção de empreendimentos. Ela consolida Vitória da Conquista como cidade que exporta inovação, acolhimento e desenvolvimento, fortalecendo sua posição no mapa do turismo internacional.

O Voo Perdido: Quando a Distância Mata o Coração Baiano

 

 

 

Por José Maria Caires

Há feridas que não sangram, mas doem mais que qualquer corte. Há distâncias que não se medem em quilômetros, mas em sonhos destroçados e identidades perdidas. E há injustiças que se vestem de números, de tarifas, de “políticas comerciais” – mas que, no fundo, estão arrancando pedaços da nossa alma baiana.

A Dor que Pousa na Mesa da MAXTOUR

Todos os dias, sentado atrás do balcão da MAXTOUR, sou testemunha silenciosa de uma tragédia que se repete. Vejo conquistenses – nossos irmãos de terra vermelha e coração sertanejo – virando as costas para Salvador. Não por desamor, não por ingratidão, mas por uma força maior que suas vontades: a impossibilidade econômica de voar para casa.

É devastador ver uma senhora idosa, lágrimas nos olhos, cancelar sua consulta com o cardiologista do Hospital Português – aquele mesmo médico que acompanha sua família há gerações – para marcar com um desconhecido em São Paulo. Não porque São Paulo seja melhor, mas porque é o que ela pode pagar. Seu coração baiano se parte duas vezes: pela doença e pela traição forçada às suas raízes.

Quando R$ 4.100 Vale Mais que uma Alma

Que país é este onde é mais barato voar para Miami – cruzar oceanos, fronteiras e culturas – do que conectar dois pedaços da mesma alma? Que lógica perversa faz com que R$ 2.800 te levem aos Estados Unidos, enquanto R$ 4.100 mal te aproximam de Salvador?

Estes números não são apenas tarifas. São muralhas construídas entre corações que batem no mesmo ritmo, entre pessoas que dividem a mesma história, o mesmo sotaque, a mesma forma de ver o mundo. Cada real a mais nessas passagens é uma pedrada na janela da nossa identidade coletiva.

O Êxodo dos Eventos e dos Sonhos

Lembro-me quando Vitória da Conquista fervilhava com a chegada dos soteropolitanos. Nossos eventos eram celebrações conjuntas, nossas festas eram abraços entre o sertão e o litoral. O conquistense subia para Salvador como quem vai visitar os parentes, e o soteropolitano descia para Conquista como quem vem buscar as raízes.

Hoje, esse intercâmbio morreu. Não por falta de amor, mas por falta de acesso. Os eventos de Conquista ecoam mais vazios, não porque perdemos a capacidade de encantar, mas porque o preço do encontro se tornou impagável. Estamos sendo forçados a construir muros onde antes havia pontes.

A Identidade que Se Perde no Ar

E o que dizer dos nossos jovens conquistenses que, em busca de oportunidades de estudo e trabalho, olham mais para São Paulo do que para Salvador? Não os culpo – quando voar para a capital paulista custa dez vezes menos que voar para nossa capital baiana, a conta é cruel mas matemática.

Estamos perdendo uma geração inteira de baianos que não conhecerão o Pelourinho como segunda casa, que não sentirão o cheiro do acarajé da Dinha misturado com a brisa do Farol da Barra, que não entenderão que Salvador não é apenas uma cidade – é o útero cultural donde todos nascemos.

A Revolta que Nasce da Injustiça

Não posso mais ficar calado diante dessa aberração econômica que está fragmentando nossa identidade. Não é possível que, em pleno século XXI, em um estado rico como a Bahia, tenhamos que escolher entre nossa carteira e nossa alma.

Onde estão nossos representantes? Onde estão aqueles que juraram defender os interesses baianos? Como podem dormir tranquilos sabendo que cada dia que passa, mais um conquistense desiste de Salvador não por escolha, mas por impossibilidade?

O Grito que Precisa Ser Ouvido

Esta não é apenas uma questão de aviação civil – é uma questão de direito à identidade, de direito ao pertencimento, de direito de ser baiano por inteiro. Quando tornam impossível o acesso entre duas cidades do mesmo estado, estão cometendo um crime contra nossa cultura, nossa história, nossa essência.

É inadmissível que uma mãe tenha que escolher entre levar o filho doente para se tratar em Salvador ou conseguir pagar o tratamento. É inaceitável que um estudante universitário desista da UFBA porque as passagens custam mais que a mensalidade. É revoltante que empresários conquistenses prefiram fazer negócios em São Paulo porque é mais barato chegar lá.

O Chamado para a Ação

Não podemos mais aceitar essa situação com resignação sertaneja. Precisamos da fúria dos ventos que varrem nossas serras, da força das águas que nascem em nossas nascentes, da determinação do povo que transformou caatinga em cidade próspera.

Exigimos voos regulares e acessíveis entre Conquista e Salvador. Exigimos que nossa ligação com a capital baiana seja tratada como prioridade de estado, não como negócio de ocasião. Exigimos que parem de transformar nossa identidade em mercadoria de luxo.

A Esperança que Não Pode Morrer

Ainda acredito que podemos reverter essa situação. Ainda sonho com o dia em que um conquistense poderá voar para Salvador pelo mesmo preço que voa para São Paulo. Ainda espero ver nossos eventos voltarem a receber soteropolitanos de braços abertos, ainda quero presenciar jovens baianos escolhendo Salvador não por obrigação, mas por amor.

Mas para isso, precisamos lutar. Precisamos fazer barulho. Precisamos transformar nossa dor em movimento, nossa indignação em mudança.

Porque ser baiano não pode ser um privilégio para poucos. Porque voar para casa não pode custar mais que voar para o fim do mundo. Porque nossa identidade não pode ser refém de planilhas de lucro.

Somos baianos. Somos conquistenses. E merecemos voar para casa sem ter que vender a alma.

 

José Maria Caires é proprietário da agência de viagens MAXTOUR e testemunha diária dos impactos da falta de conectividade aérea acessível entre o interior e a capital baiana.

 

O Voo Perdido: Quando a Distância Mata o Coração Baiano

 

 

 

Por José Maria Caires

Há feridas que não sangram, mas doem mais que qualquer corte. Há distâncias que não se medem em quilômetros, mas em sonhos destroçados e identidades perdidas. E há injustiças que se vestem de números, de tarifas, de “políticas comerciais” – mas que, no fundo, estão arrancando pedaços da nossa alma baiana.

A Dor que Pousa na Mesa da MAXTOUR

Todos os dias, sentado atrás do balcão da MAXTOUR, sou testemunha silenciosa de uma tragédia que se repete. Vejo conquistenses – nossos irmãos de terra vermelha e coração sertanejo – virando as costas para Salvador. Não por desamor, não por ingratidão, mas por uma força maior que suas vontades: a impossibilidade econômica de voar para casa.

É devastador ver uma senhora idosa, lágrimas nos olhos, cancelar sua consulta com o cardiologista do Hospital Português – aquele mesmo médico que acompanha sua família há gerações – para marcar com um desconhecido em São Paulo. Não porque São Paulo seja melhor, mas porque é o que ela pode pagar. Seu coração baiano se parte duas vezes: pela doença e pela traição forçada às suas raízes.

Quando R$ 4.100 Vale Mais que uma Alma

Que país é este onde é mais barato voar para Miami – cruzar oceanos, fronteiras e culturas – do que conectar dois pedaços da mesma alma? Que lógica perversa faz com que R$ 2.800 te levem aos Estados Unidos, enquanto R$ 4.100 mal te aproximam de Salvador?

Estes números não são apenas tarifas. São muralhas construídas entre corações que batem no mesmo ritmo, entre pessoas que dividem a mesma história, o mesmo sotaque, a mesma forma de ver o mundo. Cada real a mais nessas passagens é uma pedrada na janela da nossa identidade coletiva.

O Êxodo dos Eventos e dos Sonhos

Lembro-me quando Vitória da Conquista fervilhava com a chegada dos soteropolitanos. Nossos eventos eram celebrações conjuntas, nossas festas eram abraços entre o sertão e o litoral. O conquistense subia para Salvador como quem vai visitar os parentes, e o soteropolitano descia para Conquista como quem vem buscar as raízes.

Hoje, esse intercâmbio morreu. Não por falta de amor, mas por falta de acesso. Os eventos de Conquista ecoam mais vazios, não porque perdemos a capacidade de encantar, mas porque o preço do encontro se tornou impagável. Estamos sendo forçados a construir muros onde antes havia pontes.

A Identidade que Se Perde no Ar

E o que dizer dos nossos jovens conquistenses que, em busca de oportunidades de estudo e trabalho, olham mais para São Paulo do que para Salvador? Não os culpo – quando voar para a capital paulista custa dez vezes menos que voar para nossa capital baiana, a conta é cruel mas matemática.

Estamos perdendo uma geração inteira de baianos que não conhecerão o Pelourinho como segunda casa, que não sentirão o cheiro do acarajé da Dinha misturado com a brisa do Farol da Barra, que não entenderão que Salvador não é apenas uma cidade – é o útero cultural donde todos nascemos.

A Revolta que Nasce da Injustiça

Não posso mais ficar calado diante dessa aberração econômica que está fragmentando nossa identidade. Não é possível que, em pleno século XXI, em um estado rico como a Bahia, tenhamos que escolher entre nossa carteira e nossa alma.

Onde estão nossos representantes? Onde estão aqueles que juraram defender os interesses baianos? Como podem dormir tranquilos sabendo que cada dia que passa, mais um conquistense desiste de Salvador não por escolha, mas por impossibilidade?

O Grito que Precisa Ser Ouvido

Esta não é apenas uma questão de aviação civil – é uma questão de direito à identidade, de direito ao pertencimento, de direito de ser baiano por inteiro. Quando tornam impossível o acesso entre duas cidades do mesmo estado, estão cometendo um crime contra nossa cultura, nossa história, nossa essência.

É inadmissível que uma mãe tenha que escolher entre levar o filho doente para se tratar em Salvador ou conseguir pagar o tratamento. É inaceitável que um estudante universitário desista da UFBA porque as passagens custam mais que a mensalidade. É revoltante que empresários conquistenses prefiram fazer negócios em São Paulo porque é mais barato chegar lá.

O Chamado para a Ação

Não podemos mais aceitar essa situação com resignação sertaneja. Precisamos da fúria dos ventos que varrem nossas serras, da força das águas que nascem em nossas nascentes, da determinação do povo que transformou caatinga em cidade próspera.

Exigimos voos regulares e acessíveis entre Conquista e Salvador. Exigimos que nossa ligação com a capital baiana seja tratada como prioridade de estado, não como negócio de ocasião. Exigimos que parem de transformar nossa identidade em mercadoria de luxo.

A Esperança que Não Pode Morrer

Ainda acredito que podemos reverter essa situação. Ainda sonho com o dia em que um conquistense poderá voar para Salvador pelo mesmo preço que voa para São Paulo. Ainda espero ver nossos eventos voltarem a receber soteropolitanos de braços abertos, ainda quero presenciar jovens baianos escolhendo Salvador não por obrigação, mas por amor.

Mas para isso, precisamos lutar. Precisamos fazer barulho. Precisamos transformar nossa dor em movimento, nossa indignação em mudança.

Porque ser baiano não pode ser um privilégio para poucos. Porque voar para casa não pode custar mais que voar para o fim do mundo. Porque nossa identidade não pode ser refém de planilhas de lucro.

Somos baianos. Somos conquistenses. E merecemos voar para casa sem ter que vender a alma.

 

José Maria Caires é proprietário da agência de viagens MAXTOUR e testemunha diária dos impactos da falta de conectividade aérea acessível entre o interior e a capital baiana.