Política e Resenha

ARTIGO – O Carreirismo Político e a Falta de Renovação em Vitória da Conquista

 

 

(Padre Carlos)

O Parlamento não é profissão, mas muitos dos nossos deputados de Vitória da Conquista parecem ter esquecido este princípio fundamental da democracia. O mandato eletivo é, em essência, uma missão temporária de representação, uma oportunidade de servir ao povo e, depois, abrir espaço para novos quadros políticos. Contudo, a realidade que vivemos há mais de vinte anos mostra o contrário: o carreirismo político se tornou prática comum.

Esse apego às cadeiras legislativas sufoca a renovação, impede a circulação de novas ideias e acaba por cristalizar grupos que se fecham em torno de seus próprios interesses. O resultado é um eleitorado cansado e uma esquerda que não consegue se reinventar. Ao contrário da direita conquistense, que, após a era Pedral, soube se reconstruir, buscar novas lideranças e até surpreender em determinados momentos, a esquerda permanece engessada, presa a nomes que se eternizam de vereador a deputado federal, sem abrir brechas para que outras vozes possam surgir.

O carreirismo político é prejudicial não apenas ao debate público, mas também à própria vitalidade democrática. Ele afasta a juventude, esvazia os partidos e transforma a política em carreira privada, e não em espaço de serviço coletivo. Enquanto alguns se perpetuam, gerações inteiras ficam sem representação e sem oportunidade de exercer a cidadania em sua plenitude.

Vitória da Conquista merece mais. Merece líderes que entendam que a democracia é movimento, que o poder não é herança e que o mandato não é profissão. A cidade precisa de políticos que tenham a coragem de servir e, depois, abrir espaço para os outros. Só assim será possível recuperar a esperança de um futuro mais justo, plural e verdadeiramente democrático.

ARTIGO – O Carreirismo Político e a Falta de Renovação em Vitória da Conquista

 

 

(Padre Carlos)

O Parlamento não é profissão, mas muitos dos nossos deputados de Vitória da Conquista parecem ter esquecido este princípio fundamental da democracia. O mandato eletivo é, em essência, uma missão temporária de representação, uma oportunidade de servir ao povo e, depois, abrir espaço para novos quadros políticos. Contudo, a realidade que vivemos há mais de vinte anos mostra o contrário: o carreirismo político se tornou prática comum.

Esse apego às cadeiras legislativas sufoca a renovação, impede a circulação de novas ideias e acaba por cristalizar grupos que se fecham em torno de seus próprios interesses. O resultado é um eleitorado cansado e uma esquerda que não consegue se reinventar. Ao contrário da direita conquistense, que, após a era Pedral, soube se reconstruir, buscar novas lideranças e até surpreender em determinados momentos, a esquerda permanece engessada, presa a nomes que se eternizam de vereador a deputado federal, sem abrir brechas para que outras vozes possam surgir.

O carreirismo político é prejudicial não apenas ao debate público, mas também à própria vitalidade democrática. Ele afasta a juventude, esvazia os partidos e transforma a política em carreira privada, e não em espaço de serviço coletivo. Enquanto alguns se perpetuam, gerações inteiras ficam sem representação e sem oportunidade de exercer a cidadania em sua plenitude.

Vitória da Conquista merece mais. Merece líderes que entendam que a democracia é movimento, que o poder não é herança e que o mandato não é profissão. A cidade precisa de políticos que tenham a coragem de servir e, depois, abrir espaço para os outros. Só assim será possível recuperar a esperança de um futuro mais justo, plural e verdadeiramente democrático.

Novo ciclo de lideranças políticas na Bahia: da força do PT a um possível sucessor de Jerônimo Rodrigues

A política baiana tem mostrado, nas últimas décadas, uma capacidade constante de renovação dentro do grupo que governa o estado desde 2007. Em 2014, quando o então governador Jaques Wagner se preparava para deixar o cargo, muitos petistas apostavam no nome de Walter Pinheiro para a sucessão. Wagner, no entanto, preferiu apostar em um quadro novo: Rui Costa, então secretário da Casa Civil. A escolha surpreendeu, mas Rui venceu no primeiro turno com mais de um milhão de votos de vantagem e, em 2018, garantiu a reeleição com ampla margem, praticamente em um “W.O.” político.

Quando chegou a vez de Rui Costa deixar o governo, o cenário se repetiu. O grupo chegou a cogitar o retorno de Jaques Wagner, mas o próprio ex-governador recusou. Coube a Rui indicar um nome ainda menos conhecido: Jerônimo Rodrigues, então secretário de Educação. A aposta, vista como ousada, quase levou Jerônimo à vitória já no primeiro turno de 2022 e, no segundo, ele derrotou ACM Neto, consolidando a força do PT no estado.

Agora, com Jerônimo bem encaminhado para buscar a reeleição em 2026 — e favorito, segundo avaliações de bastidores —, as conversas sobre o futuro já começaram. Entre os nomes que despontam, ganha destaque o de Adholfo Loyola, ex-chefe de gabinete e atual secretário de Relações Institucionais, pasta considerada estratégica no governo. Jovem e próximo do governador, Loyola tem circulado com cada vez mais frequência nos bastidores e nos holofotes da política baiana, sendo apontado como um possível sucessor de Jerônimo Rodrigues no próximo ciclo.

A história recente da Bahia mostra que apostas em nomes “fora da curva” podem se transformar em vitórias expressivas. Se a tendência se mantiver, Adholfo Loyola pode se tornar mais um capítulo dessa tradição de renovação e surpresa na política estadual.

Novo ciclo de lideranças políticas na Bahia: da força do PT a um possível sucessor de Jerônimo Rodrigues

A política baiana tem mostrado, nas últimas décadas, uma capacidade constante de renovação dentro do grupo que governa o estado desde 2007. Em 2014, quando o então governador Jaques Wagner se preparava para deixar o cargo, muitos petistas apostavam no nome de Walter Pinheiro para a sucessão. Wagner, no entanto, preferiu apostar em um quadro novo: Rui Costa, então secretário da Casa Civil. A escolha surpreendeu, mas Rui venceu no primeiro turno com mais de um milhão de votos de vantagem e, em 2018, garantiu a reeleição com ampla margem, praticamente em um “W.O.” político.

Quando chegou a vez de Rui Costa deixar o governo, o cenário se repetiu. O grupo chegou a cogitar o retorno de Jaques Wagner, mas o próprio ex-governador recusou. Coube a Rui indicar um nome ainda menos conhecido: Jerônimo Rodrigues, então secretário de Educação. A aposta, vista como ousada, quase levou Jerônimo à vitória já no primeiro turno de 2022 e, no segundo, ele derrotou ACM Neto, consolidando a força do PT no estado.

Agora, com Jerônimo bem encaminhado para buscar a reeleição em 2026 — e favorito, segundo avaliações de bastidores —, as conversas sobre o futuro já começaram. Entre os nomes que despontam, ganha destaque o de Adholfo Loyola, ex-chefe de gabinete e atual secretário de Relações Institucionais, pasta considerada estratégica no governo. Jovem e próximo do governador, Loyola tem circulado com cada vez mais frequência nos bastidores e nos holofotes da política baiana, sendo apontado como um possível sucessor de Jerônimo Rodrigues no próximo ciclo.

A história recente da Bahia mostra que apostas em nomes “fora da curva” podem se transformar em vitórias expressivas. Se a tendência se mantiver, Adholfo Loyola pode se tornar mais um capítulo dessa tradição de renovação e surpresa na política estadual.

ARTIGO – A Força da Disposição na Pré-Campanha de Wagner Santos Alves

 

(Padre Carlos)

Na política, um dos maiores diferenciais não está apenas nos apoios conquistados, mas na disposição pessoal de quem se lança ao desafio de representar uma coletividade. Wagner Santos Alves, pré-candidato a deputado estadual, tem mostrado exatamente isso: energia, presença e uma clara vontade de servir.

Sua caminhada é marcada pela construção gradual de uma identidade pública, mas é inegável que ele não se furta ao contato com a população. Wagner se apresenta em eventos, marca presença nas redes sociais e, sobretudo, busca transmitir que não está nesta disputa por vaidade ou conveniência, mas por acreditar que Vitória da Conquista merece ampliar sua representatividade no cenário estadual.

É evidente que sua ligação familiar com a prefeita Sheila Lemos dá a ele certa projeção inicial. No entanto, Wagner não se apoia apenas nesse elo. Sua disposição em ir a campo, participar de atividades comunitárias e se apresentar como alguém que deseja aprender com o povo mostra um traço fundamental: o de quem sabe que a política não é herança, mas conquista.

Ele mesmo reconhece que precisa crescer em visibilidade, em alcance digital e em presença política. Mas a disposição que já demonstra — e que o leva a se colocar de maneira firme como pré-candidato — é o combustível que o diferencia. Política é feita de narrativas, mas sobretudo de atitudes. E Wagner tem se mostrado disposto a dar esse passo, sem pressa, mas com firmeza.

Representar uma cidade do porte de Vitória da Conquista na Assembleia Legislativa não é apenas ocupar uma cadeira. É abrir portas, negociar emendas, lutar por investimentos e garantir que a voz da população ecoe nos grandes debates estaduais. Para isso, é preciso mais do que nomes: é necessário compromisso. E Wagner sinaliza que está preparado para assumir esse compromisso.

Por isso, sua pré-campanha ganha um sentido maior: o de demonstrar que, para além do apoio político que o cerca, há em sua postura um desejo genuíno de se colocar à disposição da sociedade. Afinal, ser candidato é, antes de tudo, querer servir. E nesse quesito, Wagner Alves já mostrou que disposição não lhe falta.

ARTIGO – A Força da Disposição na Pré-Campanha de Wagner Santos Alves

 

(Padre Carlos)

Na política, um dos maiores diferenciais não está apenas nos apoios conquistados, mas na disposição pessoal de quem se lança ao desafio de representar uma coletividade. Wagner Santos Alves, pré-candidato a deputado estadual, tem mostrado exatamente isso: energia, presença e uma clara vontade de servir.

Sua caminhada é marcada pela construção gradual de uma identidade pública, mas é inegável que ele não se furta ao contato com a população. Wagner se apresenta em eventos, marca presença nas redes sociais e, sobretudo, busca transmitir que não está nesta disputa por vaidade ou conveniência, mas por acreditar que Vitória da Conquista merece ampliar sua representatividade no cenário estadual.

É evidente que sua ligação familiar com a prefeita Sheila Lemos dá a ele certa projeção inicial. No entanto, Wagner não se apoia apenas nesse elo. Sua disposição em ir a campo, participar de atividades comunitárias e se apresentar como alguém que deseja aprender com o povo mostra um traço fundamental: o de quem sabe que a política não é herança, mas conquista.

Ele mesmo reconhece que precisa crescer em visibilidade, em alcance digital e em presença política. Mas a disposição que já demonstra — e que o leva a se colocar de maneira firme como pré-candidato — é o combustível que o diferencia. Política é feita de narrativas, mas sobretudo de atitudes. E Wagner tem se mostrado disposto a dar esse passo, sem pressa, mas com firmeza.

Representar uma cidade do porte de Vitória da Conquista na Assembleia Legislativa não é apenas ocupar uma cadeira. É abrir portas, negociar emendas, lutar por investimentos e garantir que a voz da população ecoe nos grandes debates estaduais. Para isso, é preciso mais do que nomes: é necessário compromisso. E Wagner sinaliza que está preparado para assumir esse compromisso.

Por isso, sua pré-campanha ganha um sentido maior: o de demonstrar que, para além do apoio político que o cerca, há em sua postura um desejo genuíno de se colocar à disposição da sociedade. Afinal, ser candidato é, antes de tudo, querer servir. E nesse quesito, Wagner Alves já mostrou que disposição não lhe falta.

ARTIGO – Um brasileiro na confiança do Papa Leão XIV

 

(Padre Carlos)

A nomeação do papa Leão XIV para a Cúria Romana traz consigo um significado que vai além da formalidade institucional. O fato de o escolhido ser um brasileiro, dom Ilson de Jesus Montanari, é motivo de reflexão sobre o papel crescente que a Igreja latino-americana, e em especial a brasileira, tem desempenhado no coração do catolicismo mundial.

Nascido em Sertãozinho, interior de São Paulo, dom Ilson carrega consigo uma trajetória marcada pela formação sólida em Filosofia, Direito, Economia e Teologia, com um percurso acadêmico que se consolidou em Roma, mas que nasceu nas bases pastorais de Ribeirão Preto. Ele não é apenas um teólogo de gabinete, mas um bispo que experimentou a vida pastoral, coordenou comunidades, ensinou futuros sacerdotes e acompanhou de perto as transformações sociais e religiosas do Brasil nas últimas décadas.

Ao ser confirmado por mais cinco anos como secretário do Dicastério dos Bispos, Montanari reafirma a confiança que a Santa Sé deposita nele. Trata-se de um cargo estratégico: é nesse dicastério que se avaliam e se indicam nomes para a sucessão episcopal em todo o mundo. Em outras palavras, dom Ilson participa diretamente da definição dos rumos da liderança eclesial do nosso tempo.

Não é a primeira vez que o Vaticano reconhece sua competência. Ele foi vice-camerlengo e assumiu funções de altíssima responsabilidade após a morte de Francisco, colaborando na organização do velório e sepultamento do pontífice. Ou seja, sua presença não é apenas simbólica, mas de confiança prática, em momentos em que a Igreja exigiu estabilidade e discernimento.

Para nós, brasileiros, essa nomeação é um sinal de esperança e responsabilidade. Esperança, porque mostra que a Igreja do Brasil não é periférica, mas tem voz ativa em Roma. Responsabilidade, porque a presença de um de nossos bispos em posição tão estratégica exige que também nós, como povo de fé, nos reconheçamos parte da missão universal da Igreja.

O papa Leão XIV inicia o seu pontificado mostrando sensibilidade ao reafirmar nomes que já têm experiência e credibilidade. O gesto de confirmar dom Ilson não é apenas continuidade, mas também uma mensagem clara: o catolicismo latino-americano continuará a ser ouvido em Roma.

Num tempo em que a Igreja enfrenta o desafio de dialogar com a modernidade, preservar a tradição e responder às dores da humanidade, a presença de dom Ilson Montanari na Cúria é mais do que um reconhecimento individual. É um símbolo da maturidade da fé latino-americana e um convite para que o Brasil, maior país católico do mundo, se reconheça como protagonista na evangelização do século XXI.

ARTIGO – Um brasileiro na confiança do Papa Leão XIV

 

(Padre Carlos)

A nomeação do papa Leão XIV para a Cúria Romana traz consigo um significado que vai além da formalidade institucional. O fato de o escolhido ser um brasileiro, dom Ilson de Jesus Montanari, é motivo de reflexão sobre o papel crescente que a Igreja latino-americana, e em especial a brasileira, tem desempenhado no coração do catolicismo mundial.

Nascido em Sertãozinho, interior de São Paulo, dom Ilson carrega consigo uma trajetória marcada pela formação sólida em Filosofia, Direito, Economia e Teologia, com um percurso acadêmico que se consolidou em Roma, mas que nasceu nas bases pastorais de Ribeirão Preto. Ele não é apenas um teólogo de gabinete, mas um bispo que experimentou a vida pastoral, coordenou comunidades, ensinou futuros sacerdotes e acompanhou de perto as transformações sociais e religiosas do Brasil nas últimas décadas.

Ao ser confirmado por mais cinco anos como secretário do Dicastério dos Bispos, Montanari reafirma a confiança que a Santa Sé deposita nele. Trata-se de um cargo estratégico: é nesse dicastério que se avaliam e se indicam nomes para a sucessão episcopal em todo o mundo. Em outras palavras, dom Ilson participa diretamente da definição dos rumos da liderança eclesial do nosso tempo.

Não é a primeira vez que o Vaticano reconhece sua competência. Ele foi vice-camerlengo e assumiu funções de altíssima responsabilidade após a morte de Francisco, colaborando na organização do velório e sepultamento do pontífice. Ou seja, sua presença não é apenas simbólica, mas de confiança prática, em momentos em que a Igreja exigiu estabilidade e discernimento.

Para nós, brasileiros, essa nomeação é um sinal de esperança e responsabilidade. Esperança, porque mostra que a Igreja do Brasil não é periférica, mas tem voz ativa em Roma. Responsabilidade, porque a presença de um de nossos bispos em posição tão estratégica exige que também nós, como povo de fé, nos reconheçamos parte da missão universal da Igreja.

O papa Leão XIV inicia o seu pontificado mostrando sensibilidade ao reafirmar nomes que já têm experiência e credibilidade. O gesto de confirmar dom Ilson não é apenas continuidade, mas também uma mensagem clara: o catolicismo latino-americano continuará a ser ouvido em Roma.

Num tempo em que a Igreja enfrenta o desafio de dialogar com a modernidade, preservar a tradição e responder às dores da humanidade, a presença de dom Ilson Montanari na Cúria é mais do que um reconhecimento individual. É um símbolo da maturidade da fé latino-americana e um convite para que o Brasil, maior país católico do mundo, se reconheça como protagonista na evangelização do século XXI.

ARTIGO – O Retorno da Prefeita e a Primavera que Floresce em Vitória da Conquista (Padre Carlos)

 

 

Vitória da Conquista já foi conhecida como a “Cidade das Flores”. Quem viveu ou ouviu falar desse tempo sabe que essa identidade poética refletia não apenas na paisagem, mas também no espírito do seu povo: acolhedor, vibrante e cheio de esperança. Hoje, quando a primavera chega novamente, é impossível não resgatar essa memória, ainda mais marcada pelo retorno da prefeita Sheila Lemos ao comando do município, depois de quinze dias de licença.

Há uma sintonia simbólica entre esses dois acontecimentos. Assim como a primavera colore os jardins e renova o ar, a volta da prefeita reacende a expectativa de novos projetos, mais cuidado e dedicação à cidade. É como se Vitória da Conquista abrisse novamente os braços para receber tanto as flores da estação quanto a energia de sua gestora.

Durante sua ausência, o vice-prefeito Aloisio Alan conduziu com zelo e competência o governo municipal, garantindo a continuidade da administração e reforçando a confiança na equipe que trabalha para manter a cidade em ordem. Agora, Sheila reassume com a serenidade de quem soube confiar e com o compromisso de seguir adiante, motivada por novos planos e pelo desejo de aproximar ainda mais a gestão da população.

Esse reencontro entre a primavera e a prefeita carrega um recado poderoso: é tempo de florescer. Tempo de transformar as dificuldades em aprendizado, de regar com dedicação as sementes lançadas em obras, saúde, educação e qualidade de vida. A cidade que um dia foi conhecida pelas flores, hoje pode reencontrar sua identidade, não apenas no colorido das praças e jardins, mas no florescimento de políticas públicas que transformem a vida de sua gente.

Vitória da Conquista, como um jardim fértil, espera ser cultivada com cuidado, criatividade e coragem. Que este retorno da prefeita, em plena primavera, seja o sinal de que os melhores dias ainda estão por vir. Afinal, quando o poder público se alia ao espírito de renovação, a cidade floresce em esperança e em dignidade.

ARTIGO – O Retorno da Prefeita e a Primavera que Floresce em Vitória da Conquista (Padre Carlos)

 

 

Vitória da Conquista já foi conhecida como a “Cidade das Flores”. Quem viveu ou ouviu falar desse tempo sabe que essa identidade poética refletia não apenas na paisagem, mas também no espírito do seu povo: acolhedor, vibrante e cheio de esperança. Hoje, quando a primavera chega novamente, é impossível não resgatar essa memória, ainda mais marcada pelo retorno da prefeita Sheila Lemos ao comando do município, depois de quinze dias de licença.

Há uma sintonia simbólica entre esses dois acontecimentos. Assim como a primavera colore os jardins e renova o ar, a volta da prefeita reacende a expectativa de novos projetos, mais cuidado e dedicação à cidade. É como se Vitória da Conquista abrisse novamente os braços para receber tanto as flores da estação quanto a energia de sua gestora.

Durante sua ausência, o vice-prefeito Aloisio Alan conduziu com zelo e competência o governo municipal, garantindo a continuidade da administração e reforçando a confiança na equipe que trabalha para manter a cidade em ordem. Agora, Sheila reassume com a serenidade de quem soube confiar e com o compromisso de seguir adiante, motivada por novos planos e pelo desejo de aproximar ainda mais a gestão da população.

Esse reencontro entre a primavera e a prefeita carrega um recado poderoso: é tempo de florescer. Tempo de transformar as dificuldades em aprendizado, de regar com dedicação as sementes lançadas em obras, saúde, educação e qualidade de vida. A cidade que um dia foi conhecida pelas flores, hoje pode reencontrar sua identidade, não apenas no colorido das praças e jardins, mas no florescimento de políticas públicas que transformem a vida de sua gente.

Vitória da Conquista, como um jardim fértil, espera ser cultivada com cuidado, criatividade e coragem. Que este retorno da prefeita, em plena primavera, seja o sinal de que os melhores dias ainda estão por vir. Afinal, quando o poder público se alia ao espírito de renovação, a cidade floresce em esperança e em dignidade.

Nota de Falecimento.Licorino Rodrigues de Lima aos 82 anos morador do ibc capinal

Faleceu na manhã deste sábado, em sua residência, Licorino Rodrigues de Lima, aos 82 anos, no povoado do IBC, em Capinal.

Morador antigo e muito querido na comunidade, Licorino deixa lembranças de amizade, respeito e carinho entre todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

O velório acontece em sua própria residência, no IBC, e o sepultamento será realizado neste domingo, às 9h, no cemitério local.

O Blogue Política e Resenha expressa seus mais sinceros sentimentos e solidariedade à família e aos amigos enlutados, desejando força e conforto neste momento de dor

Nota de Falecimento.Licorino Rodrigues de Lima aos 82 anos morador do ibc capinal

Faleceu na manhã deste sábado, em sua residência, Licorino Rodrigues de Lima, aos 82 anos, no povoado do IBC, em Capinal.

Morador antigo e muito querido na comunidade, Licorino deixa lembranças de amizade, respeito e carinho entre todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

O velório acontece em sua própria residência, no IBC, e o sepultamento será realizado neste domingo, às 9h, no cemitério local.

O Blogue Política e Resenha expressa seus mais sinceros sentimentos e solidariedade à família e aos amigos enlutados, desejando força e conforto neste momento de dor

ARTIGO – A Força da Fé: Confiar na Divina Providência em Tempos de Crise

 

 

(Padre Carlos)

A vida é feita de travessias. Ora navegamos em mares tranquilos, ora somos surpreendidos por tempestades que nos deixam à deriva. São os momentos de crise, de dor e de incerteza que mais nos testam. É quando a preocupação com o futuro nos paralisa, quando as dúvidas nos esmagam, que surge a pergunta essencial: em quem confiamos?

Muitos tentam se agarrar ao controle, mas logo descobrem que ele é ilusório. É nesse ponto que a fé na Divina Providência revela sua força. Entregar-se ao cuidado de Deus é reconhecer que existe um Poder Superior que guia nossas vidas com sabedoria infinita. Não se trata de resignação cega, mas de confiança madura de que, mesmo quando tudo parece perdido, existe um caminho de esperança.

A Providência Divina não é mágica, mas cuidado. É presença silenciosa que orienta, sustenta e protege. Quando aceitamos essa presença, algo se transforma dentro de nós: a angústia dá lugar à serenidade, o medo à coragem, o desespero à esperança.

É nesse espaço de confiança que aprendemos a viver com mais leveza. Não porque os problemas desapareçam, mas porque temos a certeza de que não caminhamos sozinhos. O Pai maior nos acolhe, nos cuida e nos mostra que toda dificuldade pode ser também um degrau para nossa superação.

Confiar na Divina Providência é, no fundo, uma decisão diária. É escolher acreditar que a vida tem sentido mesmo quando não compreendemos tudo. É ter fé de que Deus escreve certo mesmo por linhas tortas.

ARTIGO – A Força da Fé: Confiar na Divina Providência em Tempos de Crise

 

 

(Padre Carlos)

A vida é feita de travessias. Ora navegamos em mares tranquilos, ora somos surpreendidos por tempestades que nos deixam à deriva. São os momentos de crise, de dor e de incerteza que mais nos testam. É quando a preocupação com o futuro nos paralisa, quando as dúvidas nos esmagam, que surge a pergunta essencial: em quem confiamos?

Muitos tentam se agarrar ao controle, mas logo descobrem que ele é ilusório. É nesse ponto que a fé na Divina Providência revela sua força. Entregar-se ao cuidado de Deus é reconhecer que existe um Poder Superior que guia nossas vidas com sabedoria infinita. Não se trata de resignação cega, mas de confiança madura de que, mesmo quando tudo parece perdido, existe um caminho de esperança.

A Providência Divina não é mágica, mas cuidado. É presença silenciosa que orienta, sustenta e protege. Quando aceitamos essa presença, algo se transforma dentro de nós: a angústia dá lugar à serenidade, o medo à coragem, o desespero à esperança.

É nesse espaço de confiança que aprendemos a viver com mais leveza. Não porque os problemas desapareçam, mas porque temos a certeza de que não caminhamos sozinhos. O Pai maior nos acolhe, nos cuida e nos mostra que toda dificuldade pode ser também um degrau para nossa superação.

Confiar na Divina Providência é, no fundo, uma decisão diária. É escolher acreditar que a vida tem sentido mesmo quando não compreendemos tudo. É ter fé de que Deus escreve certo mesmo por linhas tortas.

ARTIGO – O Reconhecimento Merecido de Nelson de Vivi à Atuação Social da Dra. Lara (Padre Carlos)

 

 

O pronunciamento do vereador Nelson de Vivi nesta sexta-feira, 26, no plenário da Câmara Municipal, merece ser destacado não apenas pelo conteúdo elogioso, mas pela sinceridade com que trouxe à tona o valor do trabalho comunitário realizado pela sua colega de Casa, a vereadora Dra. Lara, na região da Vila Elisa. Em um cenário político onde muitas vezes predominam disputas, críticas e divergências, ouvir de um vereador o reconhecimento público da dedicação de outra parlamentar é sinal de maturidade política e apreço pelo bem comum.

Nelson de Vivi relatou sua participação na reinauguração do Centro Municipal Infantil José Capitolino Teles, que passou por uma reforma significativa. Ao visitar o espaço, tomou conhecimento, com maior profundidade, do envolvimento da Dra. Lara junto à comunidade, ressaltando o impacto social de suas ações. Não se trata apenas de presença institucional, mas de compromisso efetivo, traduzido em iniciativas concretas que beneficiam famílias de bairros historicamente carentes como Vila Elisa e Parque Imperial.

A vereadora não se limita a legislar dentro das paredes da Câmara. Ela mobiliza parceiros, envolve empresários e articula recursos, o que resultará na ampliação de quatro novas salas de aula, ampliando a capacidade de atendimento educacional na região. Esse é um gesto que vai muito além de promessas: é resposta direta a uma demanda urgente da população.

Outro ponto destacado por Nelson de Vivi foi o projeto de treinamento esportivo implantado pela Dra. Lara, que já atende mais de 50 crianças da comunidade. A ação, em parceria com o juiz Edson, mostra que políticas públicas podem ser fortalecidas quando vereadores atuam como pontes entre o poder público, a sociedade civil e o setor privado. O esporte, nesse contexto, não é apenas lazer: é disciplina, inclusão e oportunidade para transformar vidas.

É preciso reconhecer: comunidades periféricas como Vila Elisa carecem de políticas eficazes e presença constante do poder público. Nesse vácuo de atenção, o protagonismo da Dra. Lara se torna ainda mais evidente e necessário. Ao elogiar sua atuação, Nelson de Vivi não apenas faz justiça ao trabalho de sua colega, mas também lança luz sobre uma prática política que deveria ser regra e não exceção: a união de forças em prol da população.

O gesto de reconhecimento é simbólico e político ao mesmo tempo. Ele mostra que, quando a política é exercida com responsabilidade social, ela ganha legitimidade e aproxima-se de sua verdadeira vocação: servir às pessoas.

Assim, ao ecoar a voz da comunidade carente de Vila Elisa, Nelson de Vivi deu um exemplo raro, mas valioso, de que o debate político pode se transformar em palco de reconhecimento mútuo e valorização de quem faz a diferença. Nesse sentido, o elogio à Dra. Lara ultrapassa o campo pessoal e se torna uma afirmação coletiva: a política que se faz presente e eficaz é a que merece ser celebrada.

ARTIGO – O Reconhecimento Merecido de Nelson de Vivi à Atuação Social da Dra. Lara (Padre Carlos)

 

 

O pronunciamento do vereador Nelson de Vivi nesta sexta-feira, 26, no plenário da Câmara Municipal, merece ser destacado não apenas pelo conteúdo elogioso, mas pela sinceridade com que trouxe à tona o valor do trabalho comunitário realizado pela sua colega de Casa, a vereadora Dra. Lara, na região da Vila Elisa. Em um cenário político onde muitas vezes predominam disputas, críticas e divergências, ouvir de um vereador o reconhecimento público da dedicação de outra parlamentar é sinal de maturidade política e apreço pelo bem comum.

Nelson de Vivi relatou sua participação na reinauguração do Centro Municipal Infantil José Capitolino Teles, que passou por uma reforma significativa. Ao visitar o espaço, tomou conhecimento, com maior profundidade, do envolvimento da Dra. Lara junto à comunidade, ressaltando o impacto social de suas ações. Não se trata apenas de presença institucional, mas de compromisso efetivo, traduzido em iniciativas concretas que beneficiam famílias de bairros historicamente carentes como Vila Elisa e Parque Imperial.

A vereadora não se limita a legislar dentro das paredes da Câmara. Ela mobiliza parceiros, envolve empresários e articula recursos, o que resultará na ampliação de quatro novas salas de aula, ampliando a capacidade de atendimento educacional na região. Esse é um gesto que vai muito além de promessas: é resposta direta a uma demanda urgente da população.

Outro ponto destacado por Nelson de Vivi foi o projeto de treinamento esportivo implantado pela Dra. Lara, que já atende mais de 50 crianças da comunidade. A ação, em parceria com o juiz Edson, mostra que políticas públicas podem ser fortalecidas quando vereadores atuam como pontes entre o poder público, a sociedade civil e o setor privado. O esporte, nesse contexto, não é apenas lazer: é disciplina, inclusão e oportunidade para transformar vidas.

É preciso reconhecer: comunidades periféricas como Vila Elisa carecem de políticas eficazes e presença constante do poder público. Nesse vácuo de atenção, o protagonismo da Dra. Lara se torna ainda mais evidente e necessário. Ao elogiar sua atuação, Nelson de Vivi não apenas faz justiça ao trabalho de sua colega, mas também lança luz sobre uma prática política que deveria ser regra e não exceção: a união de forças em prol da população.

O gesto de reconhecimento é simbólico e político ao mesmo tempo. Ele mostra que, quando a política é exercida com responsabilidade social, ela ganha legitimidade e aproxima-se de sua verdadeira vocação: servir às pessoas.

Assim, ao ecoar a voz da comunidade carente de Vila Elisa, Nelson de Vivi deu um exemplo raro, mas valioso, de que o debate político pode se transformar em palco de reconhecimento mútuo e valorização de quem faz a diferença. Nesse sentido, o elogio à Dra. Lara ultrapassa o campo pessoal e se torna uma afirmação coletiva: a política que se faz presente e eficaz é a que merece ser celebrada.

ARTIGO – O silêncio eloquente do Brasil diante de Netanyahu

 

 

(Padre Carlos)

O gesto do Brasil ao se retirar do plenário da Assembleia Geral da ONU, durante o discurso de Benjamin Netanyahu, não foi apenas simbólico: foi um ato político de grande envergadura. Em um cenário onde cada movimento é analisado como recado diplomático, a ausência da delegação brasileira marcou presença mais do que qualquer palavra poderia fazê-lo. Trata-se de uma posição clara de defesa da dignidade e da soberania do povo palestino.

As imagens são contundentes: vaias ecoando, delegações se levantando, chefes de missão virando as costas para o primeiro-ministro israelense. Netanyahu, no púlpito, foi confrontado não com armas, mas com o silêncio ensurdecedor de um plenário vazio. Essa reação global não surge do acaso; ela é fruto do desgaste da imagem de Israel frente à opinião pública mundial, consequência direta da devastação em Gaza, dos milhares de civis mortos e da fome imposta à população palestina. O mundo já não enxerga em suas ações apenas uma defesa legítima, mas a escalada para crimes de guerra, para o que muitos não hesitam mais em nomear de genocídio.

O Brasil, ao se alinhar com diversas outras nações, reafirmou seu compromisso com o direito internacional e com a tese dos dois Estados, reconhecendo que só assim haverá uma possibilidade de paz duradoura no Oriente Médio. O boicote brasileiro foi mais do que uma recusa a ouvir: foi uma afirmação de que não há espaço para discursos que neguem o direito palestino de existir como nação soberana.

Nesse momento, enquanto França, Reino Unido e outras potências sinalizam reconhecimento ao Estado Palestino, a postura brasileira se inscreve na história como coerência entre discurso e prática. O país não se omitiu, não relativizou a tragédia, não buscou neutralidade cúmplice. Ao contrário, mostrou que estar ao lado dos mais vulneráveis, mesmo em meio às pressões internacionais, é uma marca de soberania e de seriedade diplomática.

Netanyahu saiu vaiado e isolado. O Brasil saiu engrandecido, reafirmando que dignidade e soberania não se negociam. É essa firmeza que faz da diplomacia brasileira uma referência quando o mundo busca, ainda que em meio ao caos, sinais de humanidade.

ARTIGO – O silêncio eloquente do Brasil diante de Netanyahu

 

 

(Padre Carlos)

O gesto do Brasil ao se retirar do plenário da Assembleia Geral da ONU, durante o discurso de Benjamin Netanyahu, não foi apenas simbólico: foi um ato político de grande envergadura. Em um cenário onde cada movimento é analisado como recado diplomático, a ausência da delegação brasileira marcou presença mais do que qualquer palavra poderia fazê-lo. Trata-se de uma posição clara de defesa da dignidade e da soberania do povo palestino.

As imagens são contundentes: vaias ecoando, delegações se levantando, chefes de missão virando as costas para o primeiro-ministro israelense. Netanyahu, no púlpito, foi confrontado não com armas, mas com o silêncio ensurdecedor de um plenário vazio. Essa reação global não surge do acaso; ela é fruto do desgaste da imagem de Israel frente à opinião pública mundial, consequência direta da devastação em Gaza, dos milhares de civis mortos e da fome imposta à população palestina. O mundo já não enxerga em suas ações apenas uma defesa legítima, mas a escalada para crimes de guerra, para o que muitos não hesitam mais em nomear de genocídio.

O Brasil, ao se alinhar com diversas outras nações, reafirmou seu compromisso com o direito internacional e com a tese dos dois Estados, reconhecendo que só assim haverá uma possibilidade de paz duradoura no Oriente Médio. O boicote brasileiro foi mais do que uma recusa a ouvir: foi uma afirmação de que não há espaço para discursos que neguem o direito palestino de existir como nação soberana.

Nesse momento, enquanto França, Reino Unido e outras potências sinalizam reconhecimento ao Estado Palestino, a postura brasileira se inscreve na história como coerência entre discurso e prática. O país não se omitiu, não relativizou a tragédia, não buscou neutralidade cúmplice. Ao contrário, mostrou que estar ao lado dos mais vulneráveis, mesmo em meio às pressões internacionais, é uma marca de soberania e de seriedade diplomática.

Netanyahu saiu vaiado e isolado. O Brasil saiu engrandecido, reafirmando que dignidade e soberania não se negociam. É essa firmeza que faz da diplomacia brasileira uma referência quando o mundo busca, ainda que em meio ao caos, sinais de humanidade.

ARTIGO – Gisa Maia e o Movimento de Fraternidade Cristã: a força da consagração leiga

 

 

(Padre Carlos)

A história da Igreja Católica no Brasil é feita de figuras discretas, mas luminosas, que souberam ler os sinais dos tempos e entregar suas vidas ao serviço do Evangelho. Uma dessas presenças marcantes é a de Gisa Maia, cuja vida nos ensina que a consagração não é privilégio apenas de religiosos de hábito e convento, mas também dos leigos que, pelo Batismo, se oferecem totalmente a Deus.

Na paróquia de Nossa Senhora da Luz, em Salvador, Gisa tornou-se referência pela sua inteligência brilhante, pela simplicidade desarmada e pela coragem de assumir a causa dos pobres. Inspirada pelo Concílio Vaticano II, ela renunciou às comodidades de sua classe e às expectativas familiares para viver uma fé encarnada, feita de serviço e fraternidade.

Dessa entrega radical nasceu o MFraC – Movimento de Fraternidade Cristã, um espaço onde jovens e adultos puderam viver a fé com compromisso social e espiritualidade profunda. O apoio de Dom Tape, bispo de Ilhéus, deu consistência a essa experiência que se tornou sinal de esperança para muitos.

O testemunho de Gisa recorda que a espiritualidade laical tem um papel insubstituível na missão da Igreja. Num tempo em que a secularização e o individualismo desafiam a vivência comunitária, sua vida mostra que a consagração é, antes de tudo, uma atitude interior de entrega.

Celebrar a memória de Gisa é reafirmar que a força da Igreja não está apenas em suas estruturas, mas na vida de homens e mulheres que, sem buscar destaque, vivem o Evangelho até as últimas consequências. É a grande lição do MFraC: uma fraternidade que nasce da fé, cresce no amor e se traduz em compromisso com os mais pobres.

ARTIGO – Gisa Maia e o Movimento de Fraternidade Cristã: a força da consagração leiga

 

 

(Padre Carlos)

A história da Igreja Católica no Brasil é feita de figuras discretas, mas luminosas, que souberam ler os sinais dos tempos e entregar suas vidas ao serviço do Evangelho. Uma dessas presenças marcantes é a de Gisa Maia, cuja vida nos ensina que a consagração não é privilégio apenas de religiosos de hábito e convento, mas também dos leigos que, pelo Batismo, se oferecem totalmente a Deus.

Na paróquia de Nossa Senhora da Luz, em Salvador, Gisa tornou-se referência pela sua inteligência brilhante, pela simplicidade desarmada e pela coragem de assumir a causa dos pobres. Inspirada pelo Concílio Vaticano II, ela renunciou às comodidades de sua classe e às expectativas familiares para viver uma fé encarnada, feita de serviço e fraternidade.

Dessa entrega radical nasceu o MFraC – Movimento de Fraternidade Cristã, um espaço onde jovens e adultos puderam viver a fé com compromisso social e espiritualidade profunda. O apoio de Dom Tape, bispo de Ilhéus, deu consistência a essa experiência que se tornou sinal de esperança para muitos.

O testemunho de Gisa recorda que a espiritualidade laical tem um papel insubstituível na missão da Igreja. Num tempo em que a secularização e o individualismo desafiam a vivência comunitária, sua vida mostra que a consagração é, antes de tudo, uma atitude interior de entrega.

Celebrar a memória de Gisa é reafirmar que a força da Igreja não está apenas em suas estruturas, mas na vida de homens e mulheres que, sem buscar destaque, vivem o Evangelho até as últimas consequências. É a grande lição do MFraC: uma fraternidade que nasce da fé, cresce no amor e se traduz em compromisso com os mais pobres.