Política e Resenha

Por que Tanto Alvoroço? Nada de Novo no Front

 

 

Padre Carlos.

Às vezes, a política local parece um filme que, de tanto ser reprisado, já conhecemos cada cena. E, mesmo assim, sempre aparece alguém agindo como se fosse a estreia. O atual debate sobre o novo empréstimo é um exemplo claro disso: muito barulho para algo que, na essência, já está no roteiro há bastante tempo.

Vamos rebobinar a fita da memória coletiva: logo após a última eleição, os próprios vereadores levantaram o assunto em reunião com a prefeita. Não foi um cochicho nos corredores, mas uma pauta aberta, discutida e registrada. A Câmara, inclusive, já aprovou o mesmo valor de operação, só que via empréstimo internacional.

O detalhe que muitos parecem ignorar — ou convenientemente esquecer — é que esse tal empréstimo internacional está há três anos tramitando, sem qualquer sinal de que vá sair do papel. É como esperar um trem que nunca parte: o tempo passa, o cenário muda, mas a locomotiva permanece no mesmo lugar.

A proposta do Executivo agora é simples: trocar o financiamento internacional por outro obtido junto a uma instituição financeira nacional, com aval da União. Ou seja, não há aumento de valor, não há “novo endividamento” além do já aprovado. O que há é uma mudança de rota para tentar fazer o recurso chegar, afinal, a cidade não pode viver de promessas que dependem de trâmites eternos no exterior.

O curioso é ver setores agindo como se estivéssemos diante de uma novidade bombástica. Não estamos. O que existe é a reedição de uma estratégia para viabilizar algo que já estava autorizado — apenas trocando o caminho burocrático por um mais curto e possível.

Portanto, antes de engrossar o coro do “escândalo”, vale lembrar: informação sem memória vira distorção. E, neste caso, a memória mostra que não há nada de novo, apenas a tentativa de fazer andar aquilo que já tinha sido decidido há anos.

Por que Tanto Alvoroço? Nada de Novo no Front

 

 

Padre Carlos.

Às vezes, a política local parece um filme que, de tanto ser reprisado, já conhecemos cada cena. E, mesmo assim, sempre aparece alguém agindo como se fosse a estreia. O atual debate sobre o novo empréstimo é um exemplo claro disso: muito barulho para algo que, na essência, já está no roteiro há bastante tempo.

Vamos rebobinar a fita da memória coletiva: logo após a última eleição, os próprios vereadores levantaram o assunto em reunião com a prefeita. Não foi um cochicho nos corredores, mas uma pauta aberta, discutida e registrada. A Câmara, inclusive, já aprovou o mesmo valor de operação, só que via empréstimo internacional.

O detalhe que muitos parecem ignorar — ou convenientemente esquecer — é que esse tal empréstimo internacional está há três anos tramitando, sem qualquer sinal de que vá sair do papel. É como esperar um trem que nunca parte: o tempo passa, o cenário muda, mas a locomotiva permanece no mesmo lugar.

A proposta do Executivo agora é simples: trocar o financiamento internacional por outro obtido junto a uma instituição financeira nacional, com aval da União. Ou seja, não há aumento de valor, não há “novo endividamento” além do já aprovado. O que há é uma mudança de rota para tentar fazer o recurso chegar, afinal, a cidade não pode viver de promessas que dependem de trâmites eternos no exterior.

O curioso é ver setores agindo como se estivéssemos diante de uma novidade bombástica. Não estamos. O que existe é a reedição de uma estratégia para viabilizar algo que já estava autorizado — apenas trocando o caminho burocrático por um mais curto e possível.

Portanto, antes de engrossar o coro do “escândalo”, vale lembrar: informação sem memória vira distorção. E, neste caso, a memória mostra que não há nada de novo, apenas a tentativa de fazer andar aquilo que já tinha sido decidido há anos.

ARTIGO – Conquista no centro do jogo político

 

(Padre Carlos)

A política de Vitória da Conquista está pegando fogo. O deputado estadual Tiago Correia (PSDB) garantiu, nesta sexta-feira, que não existe nenhum rompimento com a prefeita Sheila Lemos (União Brasil). Ele também negou que a pré-candidatura do marido dela seja para dividir votos na cidade.

Tiago fez questão de lembrar que tem raízes profundas aqui: é filho de Conquista e bisneto do primeiro prefeito. É o tipo de fala que reforça laços e tenta afastar qualquer clima de desconfiança. Mas, quem conhece política sabe: em ano eleitoral, toda movimentação tem um peso.

O deputado também falou do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que está rodando a Bahia com força. Segundo ele, Neto já aparece bem nas pesquisas, liderando em cidades como Feira de Santana e subindo em outras como Ilhéus. A mensagem é clara: o grupo está unido e em ritmo acelerado.

Mas Tiago não deixou barato para o PT. Disse que o partido está velho, cansado e sem renovar suas lideranças, tanto na Bahia quanto no Brasil. Citou nomes como Lula, Gleisi e José Dirceu como exemplo de uma política que não muda de rosto.

No fundo, o que vemos é Conquista no meio de um jogo grande. De um lado, a tentativa de mostrar união e força; do outro, as críticas para desgastar o adversário. A cidade vira peça importante nesse tabuleiro que vai muito além do nosso município.

Agora, é esperar para ver se essa tal “união” vai mesmo durar até as urnas ou se, mais cedo ou mais tarde, o clima vai esquentar e os verdadeiros interesses vão aparecer.

ARTIGO – Conquista no centro do jogo político

 

(Padre Carlos)

A política de Vitória da Conquista está pegando fogo. O deputado estadual Tiago Correia (PSDB) garantiu, nesta sexta-feira, que não existe nenhum rompimento com a prefeita Sheila Lemos (União Brasil). Ele também negou que a pré-candidatura do marido dela seja para dividir votos na cidade.

Tiago fez questão de lembrar que tem raízes profundas aqui: é filho de Conquista e bisneto do primeiro prefeito. É o tipo de fala que reforça laços e tenta afastar qualquer clima de desconfiança. Mas, quem conhece política sabe: em ano eleitoral, toda movimentação tem um peso.

O deputado também falou do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que está rodando a Bahia com força. Segundo ele, Neto já aparece bem nas pesquisas, liderando em cidades como Feira de Santana e subindo em outras como Ilhéus. A mensagem é clara: o grupo está unido e em ritmo acelerado.

Mas Tiago não deixou barato para o PT. Disse que o partido está velho, cansado e sem renovar suas lideranças, tanto na Bahia quanto no Brasil. Citou nomes como Lula, Gleisi e José Dirceu como exemplo de uma política que não muda de rosto.

No fundo, o que vemos é Conquista no meio de um jogo grande. De um lado, a tentativa de mostrar união e força; do outro, as críticas para desgastar o adversário. A cidade vira peça importante nesse tabuleiro que vai muito além do nosso município.

Agora, é esperar para ver se essa tal “união” vai mesmo durar até as urnas ou se, mais cedo ou mais tarde, o clima vai esquentar e os verdadeiros interesses vão aparecer.

ARTIGO – Últimas notícias sobre a saúde de Faustão: luta contra infecção na perna reacende apoio popular – (Padre Carlos)

 

O apresentador Fausto Silva, o Faustão, está novamente internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após ser diagnosticado, nesta quarta-feira (6), com uma infecção na perna. A notícia, confirmada pelo SBT News, mobilizou fãs e reacendeu as atenções sobre a trajetória recente de saúde do comunicador.

O estado de saúde do apresentador ainda não foi divulgado oficialmente. Por conta da internação do pai, João Silva, filho de Faustão e novo contratado do SBT, cancelou uma festa que aconteceria nesta quinta-feira (7) para celebrar sua estreia na emissora, marcada para o próximo sábado (9). Aos convidados, João justificou o cancelamento por “motivos pessoais”.

Essa não é a primeira batalha médica enfrentada por Faustão nos últimos anos. Em agosto de 2023, o apresentador recebeu diagnóstico de insuficiência cardíaca e foi submetido a um transplante de coração, ganhando prioridade na fila devido à gravidade de seu caso. Após a cirurgia, participou de uma campanha do Ministério da Saúde para incentivar a doação de órgãos, ressaltando que “é uma luta pela vida, sem partido político”.

Em fevereiro de 2024, Faustão passou por um transplante de rim, devido a complicações de uma doença renal crônica. Inicialmente, o corpo rejeitou o órgão, mas após tratamento intensivo, houve aceitação. Desde então, o apresentador realiza hemodiálise duas vezes por semana. Em tom bem-humorado, chegou a dizer no Fantástico: “Estou com um coração de atleta de 35 anos. Agora é cuidar da lanternagem e da funilaria”.

O início de 2025 já havia registrado outra internação, também por infecção, seguida de alta dias depois. Desta vez, a situação volta a preocupar e a gerar manifestações de apoio nas redes sociais, onde hashtags como #ForçaFaustão e #SaúdeFaustão ganharam força.

Para milhões de brasileiros, Faustão não é apenas um ícone da televisão, mas parte de suas memórias afetivas. A postura reservada da família e a presença de João ao lado do pai reforçam o valor da união e do cuidado nos momentos mais difíceis.

No palco da vida, onde a luta é contra o tempo e a saúde, Faustão mostra que o show pode até mudar de cenário, mas ainda continua — e segue com uma plateia inteira torcendo por ele.

ARTIGO – Últimas notícias sobre a saúde de Faustão: luta contra infecção na perna reacende apoio popular – (Padre Carlos)

 

O apresentador Fausto Silva, o Faustão, está novamente internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após ser diagnosticado, nesta quarta-feira (6), com uma infecção na perna. A notícia, confirmada pelo SBT News, mobilizou fãs e reacendeu as atenções sobre a trajetória recente de saúde do comunicador.

O estado de saúde do apresentador ainda não foi divulgado oficialmente. Por conta da internação do pai, João Silva, filho de Faustão e novo contratado do SBT, cancelou uma festa que aconteceria nesta quinta-feira (7) para celebrar sua estreia na emissora, marcada para o próximo sábado (9). Aos convidados, João justificou o cancelamento por “motivos pessoais”.

Essa não é a primeira batalha médica enfrentada por Faustão nos últimos anos. Em agosto de 2023, o apresentador recebeu diagnóstico de insuficiência cardíaca e foi submetido a um transplante de coração, ganhando prioridade na fila devido à gravidade de seu caso. Após a cirurgia, participou de uma campanha do Ministério da Saúde para incentivar a doação de órgãos, ressaltando que “é uma luta pela vida, sem partido político”.

Em fevereiro de 2024, Faustão passou por um transplante de rim, devido a complicações de uma doença renal crônica. Inicialmente, o corpo rejeitou o órgão, mas após tratamento intensivo, houve aceitação. Desde então, o apresentador realiza hemodiálise duas vezes por semana. Em tom bem-humorado, chegou a dizer no Fantástico: “Estou com um coração de atleta de 35 anos. Agora é cuidar da lanternagem e da funilaria”.

O início de 2025 já havia registrado outra internação, também por infecção, seguida de alta dias depois. Desta vez, a situação volta a preocupar e a gerar manifestações de apoio nas redes sociais, onde hashtags como #ForçaFaustão e #SaúdeFaustão ganharam força.

Para milhões de brasileiros, Faustão não é apenas um ícone da televisão, mas parte de suas memórias afetivas. A postura reservada da família e a presença de João ao lado do pai reforçam o valor da união e do cuidado nos momentos mais difíceis.

No palco da vida, onde a luta é contra o tempo e a saúde, Faustão mostra que o show pode até mudar de cenário, mas ainda continua — e segue com uma plateia inteira torcendo por ele.

ARTIGO – Deus no meio de nós, não acima de todos (Padre Carlos)

 

 

Há palavras que iluminam e outras que obscurecem. E há expressões que, de tanto serem repetidas fora de seu contexto original, tornam-se slogans vazios — ou, pior ainda, instrumentos de manipulação. Foi exatamente contra esse esvaziamento do sentido do sagrado que se insurgiu, com a autoridade profética que lhe é peculiar, o padre Júlio Lancellotti, durante missa celebrada em Salvador no Santuário de Santa Dulce.

Ao rebater o bordão “Deus acima de tudo”, utilizado de forma recorrente pelo bolsonarismo como uma espécie de selo divino para suas posturas políticas, o padre nos chama à coerência litúrgica, teológica e sobretudo ética. “Deus está no meio de nós” — é essa a proclamação da fé cristã, repetida em todas as celebrações eucarísticas. Não é um detalhe. É um princípio que define toda a espiritualidade do cristianismo: Deus não é um déspota sobre nossas cabeças, mas um Deus-conosco, Emmanuel, que caminha entre os pobres, que se deita nos colchões improvisados dos sem-teto, que se alimenta nos albergues, que é crucificado em cada corpo descartado pelas estruturas da desigualdade.

Ao afirmar que “não adianta dizer que Deus está acima se por um povo fica abaixo de nada”, Lancellotti nos recorda da essência do Evangelho: a radical opção preferencial pelos últimos. Ao denunciar o uso político de uma frase teologicamente inconsistente, ele também denuncia o projeto de sociedade que essa frase acaba legitimando: um modelo excludente, meritocrático, avesso à justiça social e incapaz de reconhecer a dignidade de quem foi lançado à margem.

Não é a primeira vez que o padre Lancellotti rompe com o protocolo do conforto e denuncia os “fariseus contemporâneos”. Sua pregação inclui, de forma cada vez mais urgente, o clamor pela taxação dos super-ricos e o fim de regimes de trabalho desumanos como o 6×1. Não se trata de ideologia política — trata-se de fidelidade ao Cristo crucificado. Quando ele afirma que “Jesus nunca quis coroa de ouro”, nos devolve ao centro da fé cristã: a solidariedade concreta com os sofredores. E quando afirma que “a única coroa foi a de espinhos”, ele está dizendo o óbvio que muitos querem esquecer — Deus não está no palanque, está na calçada.

O Brasil vive hoje uma profunda crise de significados. Palavras como “família”, “pátria”, “fé”, “Deus” foram sequestradas por uma lógica de exclusão. O combate à desigualdade social virou “comunismo”. A defesa da dignidade humana virou “lacração”. E as homilias transformaram-se, para alguns, em arenas de guerra ideológica — desde que, claro, sirvam à manutenção do poder.

Padre Júlio Lancellotti nos recorda que há outra forma de viver a fé: aquela que toca a carne do outro, que denuncia o sofrimento como escândalo social e não como fatalidade divina. Uma fé que não usa Deus como escudo, mas que permite que Deus nos desarme. Uma fé que não grita “acima de tudo”, mas sussurra — com reverência e compromisso —: “Ele está no meio de nós.”

ARTIGO – Deus no meio de nós, não acima de todos (Padre Carlos)

 

 

Há palavras que iluminam e outras que obscurecem. E há expressões que, de tanto serem repetidas fora de seu contexto original, tornam-se slogans vazios — ou, pior ainda, instrumentos de manipulação. Foi exatamente contra esse esvaziamento do sentido do sagrado que se insurgiu, com a autoridade profética que lhe é peculiar, o padre Júlio Lancellotti, durante missa celebrada em Salvador no Santuário de Santa Dulce.

Ao rebater o bordão “Deus acima de tudo”, utilizado de forma recorrente pelo bolsonarismo como uma espécie de selo divino para suas posturas políticas, o padre nos chama à coerência litúrgica, teológica e sobretudo ética. “Deus está no meio de nós” — é essa a proclamação da fé cristã, repetida em todas as celebrações eucarísticas. Não é um detalhe. É um princípio que define toda a espiritualidade do cristianismo: Deus não é um déspota sobre nossas cabeças, mas um Deus-conosco, Emmanuel, que caminha entre os pobres, que se deita nos colchões improvisados dos sem-teto, que se alimenta nos albergues, que é crucificado em cada corpo descartado pelas estruturas da desigualdade.

Ao afirmar que “não adianta dizer que Deus está acima se por um povo fica abaixo de nada”, Lancellotti nos recorda da essência do Evangelho: a radical opção preferencial pelos últimos. Ao denunciar o uso político de uma frase teologicamente inconsistente, ele também denuncia o projeto de sociedade que essa frase acaba legitimando: um modelo excludente, meritocrático, avesso à justiça social e incapaz de reconhecer a dignidade de quem foi lançado à margem.

Não é a primeira vez que o padre Lancellotti rompe com o protocolo do conforto e denuncia os “fariseus contemporâneos”. Sua pregação inclui, de forma cada vez mais urgente, o clamor pela taxação dos super-ricos e o fim de regimes de trabalho desumanos como o 6×1. Não se trata de ideologia política — trata-se de fidelidade ao Cristo crucificado. Quando ele afirma que “Jesus nunca quis coroa de ouro”, nos devolve ao centro da fé cristã: a solidariedade concreta com os sofredores. E quando afirma que “a única coroa foi a de espinhos”, ele está dizendo o óbvio que muitos querem esquecer — Deus não está no palanque, está na calçada.

O Brasil vive hoje uma profunda crise de significados. Palavras como “família”, “pátria”, “fé”, “Deus” foram sequestradas por uma lógica de exclusão. O combate à desigualdade social virou “comunismo”. A defesa da dignidade humana virou “lacração”. E as homilias transformaram-se, para alguns, em arenas de guerra ideológica — desde que, claro, sirvam à manutenção do poder.

Padre Júlio Lancellotti nos recorda que há outra forma de viver a fé: aquela que toca a carne do outro, que denuncia o sofrimento como escândalo social e não como fatalidade divina. Uma fé que não usa Deus como escudo, mas que permite que Deus nos desarme. Uma fé que não grita “acima de tudo”, mas sussurra — com reverência e compromisso —: “Ele está no meio de nós.”

O 8 de Janeiro de Terno e Gravata

 

Por Padre Carlos

O que presenciamos estupefatos nos últimos dois dias no Congresso Nacional foi nada menos que uma versão “civilizada” do 8 de janeiro de 2023. Se naquela data fatídica os golpistas vestiram verde e amarelo para invadir e depredar os Três Poderes, desta vez optaram pelo terno e gravata para tentar subverter a ordem democrática por dentro das próprias instituições.

A cena constrangedora de Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, tendo que implorar ao deputado Marcel van Hattem para que este lhe permitisse sentar em sua própria cadeira presidencial não foi apenas um episódio de insubordinação parlamentar. Foi a materialização visual de uma democracia em tensão permanente, onde as regras do jogo são constantemente testadas por aqueles que juraram defendê-las.

Van Hattem, em sua performance autoritária, não estava apenas desrespeitando o regimento interno da Casa. Estava encenando, para as câmeras e para seus seguidores nas redes sociais, o mesmo desprezo pelas instituições democráticas que motivou os vândalos de 8 de janeiro. A diferença é que, desta vez, o palco foi o próprio plenário da Câmara, e o figurino, mais adequado ao ambiente.

A Estratégia do Caos Institucional

O episódio revela uma estratégia deliberada de erosão das normas democráticas que vai muito além de birras parlamentares ou disputas regimentais. É a aplicação prática do manual golpista contemporâneo: deslegitimar as instituições por dentro, criar o caos procedimental e, assim, justificar intervenções cada vez mais autoritárias.

Motta sai desta crise não apenas desmoralizado, mas perigosamente fragilizado. Um presidente da Câmara que precisa negociar o direito de sentar em sua própria cadeira perde, inevitavelmente, a autoridade moral necessária para conduzir os trabalhos legislativos. E essa fragilização não é um efeito colateral indesejado – é precisamente o objetivo dos provocadores.

O Golpe Permanente

Não nos enganemos: o golpe não terminou em 8 de janeiro de 2023. Ele apenas mudou de tática. Se antes apostavam na força bruta e na ocupação física dos prédios públicos, agora optam pela corrosão lenta e metódica das instituições, aproveitando-se das próprias regras democráticas para subvertê-las.

Van Hattem e seus pares não são parlamentares exercendo legítima oposição – são agentes de um projeto de poder que não reconhece limites constitucionais quando estes contrariam seus interesses. Cada gesto de desrespeito às normas parlamentares, cada desafio à autoridade dos presidentes das Casas, cada tentativa de paralisar os trabalhos legislativos faz parte de uma estratégia maior de ingovernabilidade.

O Preço da Complacência

O mais grave é que esse comportamento vem sendo tolerado, normalizado e, em muitos casos, até mesmo celebrado por uma parcela da opinião pública que confunde democracia com vale-tudo. Há quem veja nos gestos autoritários de Van Hattem uma demonstração de “coragem” ou “firmeza”, quando, na verdade, assistimos à demolição controlada das bases sobre as quais nossa jovem democracia se sustenta.

A democracia brasileira não pode se dar ao luxo de tratar como “folclore parlamentar” aquilo que é, na essência, uma tentativa sistemática de subversão da ordem constitucional. O 8 de janeiro de terno e gravata pode não ter a dramaticidade visual das invasões de 2023, mas é, em muitos aspectos, mais perigoso – porque opera na zona cinzenta da aparente legalidade.

A Resistência Necessária

É urgente que as forças democráticas compreendam que estamos diante de uma ameaça existencial às nossas instituições. Não basta condenar retoricamente os excessos – é preciso reagir com a firmeza que a gravidade do momento exige.

A democracia não é um regime político suicida. Ela tem mecanismos de defesa, e estes precisam ser acionados antes que seja tarde demais. O episódio Van Hattem deve servir como alerta vermelho: o golpe continua em curso, apenas mudou de uniforme.

Resta saber se teremos a lucidez para identificá-lo a tempo e a coragem para detê-lo enquanto ainda é possível.

O 8 de Janeiro de Terno e Gravata

 

Por Padre Carlos

O que presenciamos estupefatos nos últimos dois dias no Congresso Nacional foi nada menos que uma versão “civilizada” do 8 de janeiro de 2023. Se naquela data fatídica os golpistas vestiram verde e amarelo para invadir e depredar os Três Poderes, desta vez optaram pelo terno e gravata para tentar subverter a ordem democrática por dentro das próprias instituições.

A cena constrangedora de Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, tendo que implorar ao deputado Marcel van Hattem para que este lhe permitisse sentar em sua própria cadeira presidencial não foi apenas um episódio de insubordinação parlamentar. Foi a materialização visual de uma democracia em tensão permanente, onde as regras do jogo são constantemente testadas por aqueles que juraram defendê-las.

Van Hattem, em sua performance autoritária, não estava apenas desrespeitando o regimento interno da Casa. Estava encenando, para as câmeras e para seus seguidores nas redes sociais, o mesmo desprezo pelas instituições democráticas que motivou os vândalos de 8 de janeiro. A diferença é que, desta vez, o palco foi o próprio plenário da Câmara, e o figurino, mais adequado ao ambiente.

A Estratégia do Caos Institucional

O episódio revela uma estratégia deliberada de erosão das normas democráticas que vai muito além de birras parlamentares ou disputas regimentais. É a aplicação prática do manual golpista contemporâneo: deslegitimar as instituições por dentro, criar o caos procedimental e, assim, justificar intervenções cada vez mais autoritárias.

Motta sai desta crise não apenas desmoralizado, mas perigosamente fragilizado. Um presidente da Câmara que precisa negociar o direito de sentar em sua própria cadeira perde, inevitavelmente, a autoridade moral necessária para conduzir os trabalhos legislativos. E essa fragilização não é um efeito colateral indesejado – é precisamente o objetivo dos provocadores.

O Golpe Permanente

Não nos enganemos: o golpe não terminou em 8 de janeiro de 2023. Ele apenas mudou de tática. Se antes apostavam na força bruta e na ocupação física dos prédios públicos, agora optam pela corrosão lenta e metódica das instituições, aproveitando-se das próprias regras democráticas para subvertê-las.

Van Hattem e seus pares não são parlamentares exercendo legítima oposição – são agentes de um projeto de poder que não reconhece limites constitucionais quando estes contrariam seus interesses. Cada gesto de desrespeito às normas parlamentares, cada desafio à autoridade dos presidentes das Casas, cada tentativa de paralisar os trabalhos legislativos faz parte de uma estratégia maior de ingovernabilidade.

O Preço da Complacência

O mais grave é que esse comportamento vem sendo tolerado, normalizado e, em muitos casos, até mesmo celebrado por uma parcela da opinião pública que confunde democracia com vale-tudo. Há quem veja nos gestos autoritários de Van Hattem uma demonstração de “coragem” ou “firmeza”, quando, na verdade, assistimos à demolição controlada das bases sobre as quais nossa jovem democracia se sustenta.

A democracia brasileira não pode se dar ao luxo de tratar como “folclore parlamentar” aquilo que é, na essência, uma tentativa sistemática de subversão da ordem constitucional. O 8 de janeiro de terno e gravata pode não ter a dramaticidade visual das invasões de 2023, mas é, em muitos aspectos, mais perigoso – porque opera na zona cinzenta da aparente legalidade.

A Resistência Necessária

É urgente que as forças democráticas compreendam que estamos diante de uma ameaça existencial às nossas instituições. Não basta condenar retoricamente os excessos – é preciso reagir com a firmeza que a gravidade do momento exige.

A democracia não é um regime político suicida. Ela tem mecanismos de defesa, e estes precisam ser acionados antes que seja tarde demais. O episódio Van Hattem deve servir como alerta vermelho: o golpe continua em curso, apenas mudou de uniforme.

Resta saber se teremos a lucidez para identificá-lo a tempo e a coragem para detê-lo enquanto ainda é possível.

A Dor Profunda da Saudade: O Amor que Fica Quando Tudo Vai Embora

 

 

 

Por Padre Carlos

 

Há dores que apertam o peito e há dores que apertam a alma — dessas últimas, a saudade é a mais persistente. Ela não sangra, mas sufoca. Não fratura ossos, mas fragmenta lembranças. Não aparece em exames, mas consome cada espaço invisível do coração. E o mais cruel: ela não avisa quando chega, mas sempre encontra uma forma de voltar.

 

Li recentemente uma reflexão tocante de uma amiga, dessas que a gente lê e, ao final, sente um silêncio profundo. Ela dizia que a saudade “dói por dentro”, e que, às vezes, quando não cabe mais no corpo, escapa em forma de lágrimas. Que precisão poética e dolorosa. Quem já perdeu alguém, um tempo, um lugar ou até uma versão de si mesmo, sabe: essa é a dor mais humana que existe.

 

Não há defesa contra a saudade. Tentamos enganá-la com rotina, abafá-la com sorrisos, distrair o coração com compromissos — mas ela espera. Paciência é seu nome do meio. E quando encontra uma brecha — uma música, um cheiro, uma fotografia antiga — ela se infiltra com a mesma força de quem nunca partiu.

 

A saudade é o que sobra quando o amor já não tem mais onde morar. É o rastro de tudo que foi tão bom que não poderia durar para sempre. É o que sentimos quando a presença vira lembrança, quando a vida exige que a gente siga, mesmo sem estar inteiro.

 

É curioso como vivemos num tempo em que tudo precisa ser superado, esquecido, resolvido. Não há espaço para saudades demoradas. “Segue em frente”, “levanta a cabeça”, “vai passar” — dizem, como se curar fosse simples e linear. Mas não é. Há dores que a gente não supera; a gente aprende a conviver. A saudade é uma delas.

 

E se ela dói tanto, talvez seja porque nos lembra que algo valeu a pena. Que houve uma alegria intensa, um amor verdadeiro, um instante eterno. A saudade, por mais cruel que seja, é também um elogio à vida. Um grito silencioso de que amamos profundamente.

 

Quando alguém chora de saudade, não está apenas sofrendo — está, na verdade, celebrando a beleza do que viveu. Porque só sente saudade quem teve sorte: a sorte de ter vivido algo bom o suficiente para deixar um vazio.

 

Portanto, talvez devêssemos parar de lutar contra a saudade e começar a escutá-la. Ela nos ensina. Nos humaniza. E, acima de tudo, nos lembra que existimos — e que amamos.

 

A Dor Profunda da Saudade: O Amor que Fica Quando Tudo Vai Embora

 

 

 

Por Padre Carlos

 

Há dores que apertam o peito e há dores que apertam a alma — dessas últimas, a saudade é a mais persistente. Ela não sangra, mas sufoca. Não fratura ossos, mas fragmenta lembranças. Não aparece em exames, mas consome cada espaço invisível do coração. E o mais cruel: ela não avisa quando chega, mas sempre encontra uma forma de voltar.

 

Li recentemente uma reflexão tocante de uma amiga, dessas que a gente lê e, ao final, sente um silêncio profundo. Ela dizia que a saudade “dói por dentro”, e que, às vezes, quando não cabe mais no corpo, escapa em forma de lágrimas. Que precisão poética e dolorosa. Quem já perdeu alguém, um tempo, um lugar ou até uma versão de si mesmo, sabe: essa é a dor mais humana que existe.

 

Não há defesa contra a saudade. Tentamos enganá-la com rotina, abafá-la com sorrisos, distrair o coração com compromissos — mas ela espera. Paciência é seu nome do meio. E quando encontra uma brecha — uma música, um cheiro, uma fotografia antiga — ela se infiltra com a mesma força de quem nunca partiu.

 

A saudade é o que sobra quando o amor já não tem mais onde morar. É o rastro de tudo que foi tão bom que não poderia durar para sempre. É o que sentimos quando a presença vira lembrança, quando a vida exige que a gente siga, mesmo sem estar inteiro.

 

É curioso como vivemos num tempo em que tudo precisa ser superado, esquecido, resolvido. Não há espaço para saudades demoradas. “Segue em frente”, “levanta a cabeça”, “vai passar” — dizem, como se curar fosse simples e linear. Mas não é. Há dores que a gente não supera; a gente aprende a conviver. A saudade é uma delas.

 

E se ela dói tanto, talvez seja porque nos lembra que algo valeu a pena. Que houve uma alegria intensa, um amor verdadeiro, um instante eterno. A saudade, por mais cruel que seja, é também um elogio à vida. Um grito silencioso de que amamos profundamente.

 

Quando alguém chora de saudade, não está apenas sofrendo — está, na verdade, celebrando a beleza do que viveu. Porque só sente saudade quem teve sorte: a sorte de ter vivido algo bom o suficiente para deixar um vazio.

 

Portanto, talvez devêssemos parar de lutar contra a saudade e começar a escutá-la. Ela nos ensina. Nos humaniza. E, acima de tudo, nos lembra que existimos — e que amamos.

 

ARTIGO – Até Quando Vamos Fingir Que Não Está Acontecendo Nada?

 

 

(Padre Carlos)

Não dá mais para fingir que está tudo normal. Há momentos na história de uma nação em que o silêncio se torna cumplicidade e a omissão, covardia. O Brasil acaba de atravessar mais uma linha vermelha que ameaça a nossa soberania nacional, e não é a primeira vez que isso acontece. A diferença agora é que a afronta veio escancarada, pública e direta: a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil repercutiu, nesta quinta-feira (7), uma nova ameaça contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e seus “aliados”.

O ataque veio pelas mãos — ou dedos — de Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, em uma publicação feita no X (antigo Twitter), onde acusa Moraes de ser o “principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”, afirmando que ele teria violado “flagrantemente os direitos humanos”, e que por isso teria sido alvo de sanções pela Lei Magnitsky, segundo o ex-presidente Donald Trump.

Independente de preferências políticas ou ideológicas, o que está em jogo aqui vai além da figura de Alexandre de Moraes ou de Jair Bolsonaro. O que está em jogo é o princípio sagrado da autonomia institucional brasileira, a independência entre os poderes e o respeito que qualquer nação civilizada deve ter por outra. Quando uma autoridade estrangeira se permite usar o nome de uma embaixada para lançar ameaças veladas — ou explícitas — contra um ministro do Supremo Tribunal Federal, temos que perguntar: onde está a reação do Governo Federal? Onde está o Itamaraty? Onde está o Congresso Nacional?

Até quando os Três Poderes da República seguirão inertes, tratando com normalidade um ato que em qualquer outro país seria considerado uma violação inaceitável da soberania? Até quando o silêncio vai ser a resposta oficial? Quando um agente estrangeiro utiliza canais diplomáticos ou redes sociais para influenciar, intimidar ou tentar coagir decisões internas de um Estado soberano, isso tem nome: ingerência estrangeira.

Essa ofensiva digital, carregada de símbolos e de geopolítica, não deve ser subestimada. Ela carrega o DNA de uma disputa muito maior: a luta pela hegemonia narrativa global. É preciso compreender que as redes sociais tornaram-se hoje campos de batalha geopolítica, onde diplomacia, desinformação e propaganda se misturam. Não é à toa que plataformas como o X estão cada vez mais servindo a interesses cruzados — muitas vezes contrários aos dos países onde operam.

O Brasil precisa reagir. E não falo aqui de reações emocionais, mas de posturas institucionais firmes. O Congresso precisa convocar o chanceler brasileiro para prestar esclarecimentos. O Itamaraty deve exigir explicações formais da Embaixada dos Estados Unidos. O Judiciário deve se pronunciar em defesa de sua autonomia. E o Presidente da República não pode mais permanecer no conforto da ambiguidade.

Chega de “fingir que não está acontecendo nada”. A soberania nacional não pode ser relativizada conforme o gosto político ou a conveniência diplomática. Nenhuma democracia sobrevive quando um de seus pilares — neste caso, o Judiciário — é atacado por agentes externos e ninguém reage.

A História nos cobra. O povo observa. E o mundo também.

ARTIGO – Até Quando Vamos Fingir Que Não Está Acontecendo Nada?

 

 

(Padre Carlos)

Não dá mais para fingir que está tudo normal. Há momentos na história de uma nação em que o silêncio se torna cumplicidade e a omissão, covardia. O Brasil acaba de atravessar mais uma linha vermelha que ameaça a nossa soberania nacional, e não é a primeira vez que isso acontece. A diferença agora é que a afronta veio escancarada, pública e direta: a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil repercutiu, nesta quinta-feira (7), uma nova ameaça contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e seus “aliados”.

O ataque veio pelas mãos — ou dedos — de Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, em uma publicação feita no X (antigo Twitter), onde acusa Moraes de ser o “principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”, afirmando que ele teria violado “flagrantemente os direitos humanos”, e que por isso teria sido alvo de sanções pela Lei Magnitsky, segundo o ex-presidente Donald Trump.

Independente de preferências políticas ou ideológicas, o que está em jogo aqui vai além da figura de Alexandre de Moraes ou de Jair Bolsonaro. O que está em jogo é o princípio sagrado da autonomia institucional brasileira, a independência entre os poderes e o respeito que qualquer nação civilizada deve ter por outra. Quando uma autoridade estrangeira se permite usar o nome de uma embaixada para lançar ameaças veladas — ou explícitas — contra um ministro do Supremo Tribunal Federal, temos que perguntar: onde está a reação do Governo Federal? Onde está o Itamaraty? Onde está o Congresso Nacional?

Até quando os Três Poderes da República seguirão inertes, tratando com normalidade um ato que em qualquer outro país seria considerado uma violação inaceitável da soberania? Até quando o silêncio vai ser a resposta oficial? Quando um agente estrangeiro utiliza canais diplomáticos ou redes sociais para influenciar, intimidar ou tentar coagir decisões internas de um Estado soberano, isso tem nome: ingerência estrangeira.

Essa ofensiva digital, carregada de símbolos e de geopolítica, não deve ser subestimada. Ela carrega o DNA de uma disputa muito maior: a luta pela hegemonia narrativa global. É preciso compreender que as redes sociais tornaram-se hoje campos de batalha geopolítica, onde diplomacia, desinformação e propaganda se misturam. Não é à toa que plataformas como o X estão cada vez mais servindo a interesses cruzados — muitas vezes contrários aos dos países onde operam.

O Brasil precisa reagir. E não falo aqui de reações emocionais, mas de posturas institucionais firmes. O Congresso precisa convocar o chanceler brasileiro para prestar esclarecimentos. O Itamaraty deve exigir explicações formais da Embaixada dos Estados Unidos. O Judiciário deve se pronunciar em defesa de sua autonomia. E o Presidente da República não pode mais permanecer no conforto da ambiguidade.

Chega de “fingir que não está acontecendo nada”. A soberania nacional não pode ser relativizada conforme o gosto político ou a conveniência diplomática. Nenhuma democracia sobrevive quando um de seus pilares — neste caso, o Judiciário — é atacado por agentes externos e ninguém reage.

A História nos cobra. O povo observa. E o mundo também.

Faustão é internado e filho do apresentador cancela “megafesta” em bairro de luxo às pressas

O apresentador Faustão, voltou a ser internado nesta semana, em São Paulo, devido a uma infecção na perna. A informação levou seu filho, João Silva, a cancelar de última hora uma festa que seria realizada nesta quinta-feira (7) para marcar o lançamento da nova temporada de seu programa no SBT.

Conforme informações do colunista Erlan Bastos, o evento aconteceria na casa de João, em um bairro de alto padrão da capital paulista, e reuniria diversos artistas, como Bruna Marquezine, Simone Mendes, Sandy, Tiago Leifert, Ratinho, Luciano Huck, Angélica, César Filho e Tom Cavalcante.

A comemoração simbolizaria o início de uma nova fase na carreira de João Silva, que estreia seu programa no sábado (8), na emissora de Silvio Santos. O cancelamento foi decidido nesta quarta-feira (6), logo após a internação do pai. Apesar disso, no comunicado oficial enviado aos convidados, a equipe de João informou que a festa foi adiada por “motivos pessoais”.

 

Ainda não há novas informações sobre o estado de saúde de Faustão. A equipe de João informou que uma nova data para o evento será anunciada futuramente. O programa de estreia está mantido na programação do SBT, com exibição após o “Sabadou com Virgínia”, por volta da meia-noite.

 

Faustão é internado e filho do apresentador cancela “megafesta” em bairro de luxo às pressas

O apresentador Faustão, voltou a ser internado nesta semana, em São Paulo, devido a uma infecção na perna. A informação levou seu filho, João Silva, a cancelar de última hora uma festa que seria realizada nesta quinta-feira (7) para marcar o lançamento da nova temporada de seu programa no SBT.

Conforme informações do colunista Erlan Bastos, o evento aconteceria na casa de João, em um bairro de alto padrão da capital paulista, e reuniria diversos artistas, como Bruna Marquezine, Simone Mendes, Sandy, Tiago Leifert, Ratinho, Luciano Huck, Angélica, César Filho e Tom Cavalcante.

A comemoração simbolizaria o início de uma nova fase na carreira de João Silva, que estreia seu programa no sábado (8), na emissora de Silvio Santos. O cancelamento foi decidido nesta quarta-feira (6), logo após a internação do pai. Apesar disso, no comunicado oficial enviado aos convidados, a equipe de João informou que a festa foi adiada por “motivos pessoais”.

 

Ainda não há novas informações sobre o estado de saúde de Faustão. A equipe de João informou que uma nova data para o evento será anunciada futuramente. O programa de estreia está mantido na programação do SBT, com exibição após o “Sabadou com Virgínia”, por volta da meia-noite.

 

ARTIGO – Portal da Transparência Escancara o Absurdo: Eduardo Bolsonaro Recebe Sem Trabalhar

 

(Padre Carlos)

O Portal da Transparência nos revelou, mais uma vez, que a indignação no Brasil tem data e CPF. Saiu o pagamento de R$ 17 mil para o deputado Eduardo Bolsonaro, mesmo após meses ausente do país, sem exercer seu mandato, sem honrar os votos recebidos, e ainda assim mantido como beneficiário do erário. O salário bruto superava R$ 46 mil, mas como a licença venceu no dia 17 do mês passado, o valor foi pago proporcionalmente. Resultado? R$ 17 mil brutos, R$ 14 mil líquidos. Um escárnio.

Mas não para por aí. Alexandre de Moraes, atento e previdente, já havia determinado o bloqueio das contas do “Zero Três”, que hoje parece mais um “Zero Compromisso”. O dinheiro está retido no banco. Ainda assim, saiu do nosso bolso. Foi consignado, lançado, processado — e pago. Não importa se foi bloqueado: o povo já pagou.

Pior: Eduardo mantém oito funcionários, que juntos nos custam R$ 123 mil por mês. Para fazer o quê? Atender ligações de um gabinete-fantasma? Imprimir fake news em papel timbrado da Câmara? Ninguém sabe, ninguém viu. Mas o dinheiro está lá. O contribuinte que se exploda.

A pergunta que se impõe é simples: qual é o limite da nossa tolerância institucional? Até quando aceitaremos que figuras públicas, que conspiram contra a soberania nacional, recebam salários de um povo que mal consegue pagar as próprias contas? Isso não é apenas desprezo pela função pública. Isso é sabotagem com fundo parlamentar.

É hora de acordar, Davi Alcolumbre, Hugo Motta e demais parlamentares. Ou tomam uma atitude contra essa serpente da desmoralização, ou serão picados por ela. A cada dia que passa, cresce o número de brasileiros que sabem que o Congresso Nacional não representa o povo, mas apenas seus próprios interesses. 78% dos brasileiros já disseram isso.

E não nos venham com a ladainha de que “o sistema funciona”. O sistema está podre. Quando um traidor da pátria recebe salário por conspiração internacional, enquanto o brasileiro enfrenta tarifaços, inflação e desemprego, não há mais desculpas.

É hora de agir. Porque, convenhamos, até o gado já está desconfiando da cerca.

ARTIGO – Portal da Transparência Escancara o Absurdo: Eduardo Bolsonaro Recebe Sem Trabalhar

 

(Padre Carlos)

O Portal da Transparência nos revelou, mais uma vez, que a indignação no Brasil tem data e CPF. Saiu o pagamento de R$ 17 mil para o deputado Eduardo Bolsonaro, mesmo após meses ausente do país, sem exercer seu mandato, sem honrar os votos recebidos, e ainda assim mantido como beneficiário do erário. O salário bruto superava R$ 46 mil, mas como a licença venceu no dia 17 do mês passado, o valor foi pago proporcionalmente. Resultado? R$ 17 mil brutos, R$ 14 mil líquidos. Um escárnio.

Mas não para por aí. Alexandre de Moraes, atento e previdente, já havia determinado o bloqueio das contas do “Zero Três”, que hoje parece mais um “Zero Compromisso”. O dinheiro está retido no banco. Ainda assim, saiu do nosso bolso. Foi consignado, lançado, processado — e pago. Não importa se foi bloqueado: o povo já pagou.

Pior: Eduardo mantém oito funcionários, que juntos nos custam R$ 123 mil por mês. Para fazer o quê? Atender ligações de um gabinete-fantasma? Imprimir fake news em papel timbrado da Câmara? Ninguém sabe, ninguém viu. Mas o dinheiro está lá. O contribuinte que se exploda.

A pergunta que se impõe é simples: qual é o limite da nossa tolerância institucional? Até quando aceitaremos que figuras públicas, que conspiram contra a soberania nacional, recebam salários de um povo que mal consegue pagar as próprias contas? Isso não é apenas desprezo pela função pública. Isso é sabotagem com fundo parlamentar.

É hora de acordar, Davi Alcolumbre, Hugo Motta e demais parlamentares. Ou tomam uma atitude contra essa serpente da desmoralização, ou serão picados por ela. A cada dia que passa, cresce o número de brasileiros que sabem que o Congresso Nacional não representa o povo, mas apenas seus próprios interesses. 78% dos brasileiros já disseram isso.

E não nos venham com a ladainha de que “o sistema funciona”. O sistema está podre. Quando um traidor da pátria recebe salário por conspiração internacional, enquanto o brasileiro enfrenta tarifaços, inflação e desemprego, não há mais desculpas.

É hora de agir. Porque, convenhamos, até o gado já está desconfiando da cerca.

ARTIGO – Sem Deus, a Vida Perde o Sentido: A Visão de Ariano Suassuna

 

(Padre Carlos)

“Então Deus tá bem uma necessidade”. Essa frase, que parece saída de um sertão em chamas e de uma alma em busca, encerra em si a síntese de uma angústia humana ancestral. Ariano Suassuna, homem de fé e cultura, não disfarçava sua crença, mas também não a reduzia a dogmas de catecismo. Para ele, Deus era menos uma fórmula religiosa e mais um respiro de sentido diante do absurdo da existência. Dizia: “Ou existe Deus ou então a vida não tem sentido nenhum.”

A afirmação não é uma fuga emocional, como alguns apressados poderiam interpretar, mas um ato filosófico, existencial, quase desesperado — como quem olha o mundo e só enxerga tragédia, desigualdade, morte e dor. A ausência de Deus seria, então, a negação do próprio sentido de ser.

No coração dessa inquietação está a velha pergunta que atravessa as eras: por que sofremos? O poeta e o místico, o filósofo e o pobre, todos, em algum momento, encaram essa questão diante da cova aberta ou da injustiça que grita. Por que a criança morre antes de falar? Por que a mãe sepulta o filho? Que economia metafísica é essa em que se morre para quitar uma dívida que não se lembra de ter contraído?

Ariano parece ecoar, ainda que de forma velada, o mesmo espírito de Ferreira Gullar, quando este escreveu: “A arte existe porque a vida não basta”. Suassuna inverte e amplia: Deus existe porque a vida — assim como ela se apresenta, tão dura e desalmada — não basta. É preciso uma razão maior, um sopro de transcendência, algo que resgate o humano do mero biológico.

Ao dizer que perguntaria a Deus por que Ele não dorme, não come e vive satisfeito, Suassuna não está zombando da divindade. Ele está, como Jó, reivindicando uma conversa honesta com o Criador. Está fazendo teologia a partir da dor. Está propondo um diálogo em que Deus seja mais que um conceito e se torne interlocutor dos desvalidos.

E quando pergunta: “Quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto?” — aí está toda a nossa tragédia: a vida parecia receita de festa, mas virou banquete de lágrimas. E, nesse cenário, Deus é, sim, uma necessidade. Não como muleta, mas como eixo. Como possibilidade de sentido. Como ponto de fuga de um mundo que, sozinho, não se basta.

Essa visão teológica-popular-poética carrega uma força tremenda. Porque não nasce dos tratados acadêmicos, mas da alma nordestina, do barro do chão rachado, da lida com a morte diária. É uma teologia da sobrevivência, da poesia e da esperança.

Sim, Deus é uma necessidade — sobretudo quando tudo parece não fazer sentido. Mas talvez mais que isso: Deus é o que ainda nos resta quando já não resta mais nada.

ARTIGO – Sem Deus, a Vida Perde o Sentido: A Visão de Ariano Suassuna

 

(Padre Carlos)

“Então Deus tá bem uma necessidade”. Essa frase, que parece saída de um sertão em chamas e de uma alma em busca, encerra em si a síntese de uma angústia humana ancestral. Ariano Suassuna, homem de fé e cultura, não disfarçava sua crença, mas também não a reduzia a dogmas de catecismo. Para ele, Deus era menos uma fórmula religiosa e mais um respiro de sentido diante do absurdo da existência. Dizia: “Ou existe Deus ou então a vida não tem sentido nenhum.”

A afirmação não é uma fuga emocional, como alguns apressados poderiam interpretar, mas um ato filosófico, existencial, quase desesperado — como quem olha o mundo e só enxerga tragédia, desigualdade, morte e dor. A ausência de Deus seria, então, a negação do próprio sentido de ser.

No coração dessa inquietação está a velha pergunta que atravessa as eras: por que sofremos? O poeta e o místico, o filósofo e o pobre, todos, em algum momento, encaram essa questão diante da cova aberta ou da injustiça que grita. Por que a criança morre antes de falar? Por que a mãe sepulta o filho? Que economia metafísica é essa em que se morre para quitar uma dívida que não se lembra de ter contraído?

Ariano parece ecoar, ainda que de forma velada, o mesmo espírito de Ferreira Gullar, quando este escreveu: “A arte existe porque a vida não basta”. Suassuna inverte e amplia: Deus existe porque a vida — assim como ela se apresenta, tão dura e desalmada — não basta. É preciso uma razão maior, um sopro de transcendência, algo que resgate o humano do mero biológico.

Ao dizer que perguntaria a Deus por que Ele não dorme, não come e vive satisfeito, Suassuna não está zombando da divindade. Ele está, como Jó, reivindicando uma conversa honesta com o Criador. Está fazendo teologia a partir da dor. Está propondo um diálogo em que Deus seja mais que um conceito e se torne interlocutor dos desvalidos.

E quando pergunta: “Quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto?” — aí está toda a nossa tragédia: a vida parecia receita de festa, mas virou banquete de lágrimas. E, nesse cenário, Deus é, sim, uma necessidade. Não como muleta, mas como eixo. Como possibilidade de sentido. Como ponto de fuga de um mundo que, sozinho, não se basta.

Essa visão teológica-popular-poética carrega uma força tremenda. Porque não nasce dos tratados acadêmicos, mas da alma nordestina, do barro do chão rachado, da lida com a morte diária. É uma teologia da sobrevivência, da poesia e da esperança.

Sim, Deus é uma necessidade — sobretudo quando tudo parece não fazer sentido. Mas talvez mais que isso: Deus é o que ainda nos resta quando já não resta mais nada.