Política e Resenha

ARTIGO – A arte de ser amigo num mundo que desaprendeu o afeto (Padre Carlos)

 

 

 

 

Como é bom ter amigos, né? Como é bonita a amizade. Amigo, não tem dia, não tem hora. Amigo é sempre agora. Amigo não tem jeito. Faz morada dentro do peito pela vida fora. Por um amigo se põe a mão no fogo, sem receio de nenhuma dor. Porque amizade de verdade é dessas coisas que desafiam lógica, tempo, espaço e convenções.

Amigo é parceiro de um jogo em que não há perdedor. É feito agulha no palheiro — difícil de encontrar, mas quando a gente acha, nunca mais quer perder. É meio a meio, mas com os dois inteiros. Amigo é sincero, entrega o que tem, e muitas vezes o que nem tem, só pra nos ver sorrir. E vence de 10 a 0 o poder, a fama e o dinheiro, porque amizade verdadeira é antídoto contra a vaidade e contra a solidão.

Amigo é aquele que nos representa onde a gente não pode estar. Que nos defende sem que seja preciso pedir. Que fala bem da gente até quando a gente anda mal com a vida. Amigo é extensão da nossa alma, é espelho do nosso melhor. E é por isso que se diz que ser amigo não é fácil. Porque a lealdade, hoje em dia, é artigo de luxo. E a amizade verdadeira é resistência: é um grito contra o egoísmo, contra a pressa, contra a indiferença.

Num mundo tão doente, de amores líquidos e afetos descartáveis, amigo é transplante de coração. É aquele abraço que chega antes do choro. É aquele silêncio que consola mais do que mil palavras. Amigo é pai adotivo, é filho do coração, é espírito santo, é anjo de carne e osso. E a presença dele nos torna menos sós, menos frios, menos cínicos.

Por isso, esse texto é um brinde aos amigos. Aqueles que chegaram, que ficaram, que foram embora, mas deixaram pegadas. Mas, principalmente, ao Amigo dos amigos. Aquele que gerou o Amor e fez dele um mandamento. Aquele que amava tanto os seus que os ressuscitava. Aquele que criou as florestas, os mares, o céu e a terra, mas que ainda hoje bate à porta de muitos lares sem ser ouvido. Aquele que chora ao ver um mundo tão conectado e, paradoxalmente, tão sozinho.

Sim, a amizade é o avesso da solidão. E talvez por isso Jesus tenha chamado os seus de amigos. Porque só quem ama até o fim pode ser chamado assim.

 

ARTIGO – A arte de ser amigo num mundo que desaprendeu o afeto (Padre Carlos)

 

 

 

 

Como é bom ter amigos, né? Como é bonita a amizade. Amigo, não tem dia, não tem hora. Amigo é sempre agora. Amigo não tem jeito. Faz morada dentro do peito pela vida fora. Por um amigo se põe a mão no fogo, sem receio de nenhuma dor. Porque amizade de verdade é dessas coisas que desafiam lógica, tempo, espaço e convenções.

Amigo é parceiro de um jogo em que não há perdedor. É feito agulha no palheiro — difícil de encontrar, mas quando a gente acha, nunca mais quer perder. É meio a meio, mas com os dois inteiros. Amigo é sincero, entrega o que tem, e muitas vezes o que nem tem, só pra nos ver sorrir. E vence de 10 a 0 o poder, a fama e o dinheiro, porque amizade verdadeira é antídoto contra a vaidade e contra a solidão.

Amigo é aquele que nos representa onde a gente não pode estar. Que nos defende sem que seja preciso pedir. Que fala bem da gente até quando a gente anda mal com a vida. Amigo é extensão da nossa alma, é espelho do nosso melhor. E é por isso que se diz que ser amigo não é fácil. Porque a lealdade, hoje em dia, é artigo de luxo. E a amizade verdadeira é resistência: é um grito contra o egoísmo, contra a pressa, contra a indiferença.

Num mundo tão doente, de amores líquidos e afetos descartáveis, amigo é transplante de coração. É aquele abraço que chega antes do choro. É aquele silêncio que consola mais do que mil palavras. Amigo é pai adotivo, é filho do coração, é espírito santo, é anjo de carne e osso. E a presença dele nos torna menos sós, menos frios, menos cínicos.

Por isso, esse texto é um brinde aos amigos. Aqueles que chegaram, que ficaram, que foram embora, mas deixaram pegadas. Mas, principalmente, ao Amigo dos amigos. Aquele que gerou o Amor e fez dele um mandamento. Aquele que amava tanto os seus que os ressuscitava. Aquele que criou as florestas, os mares, o céu e a terra, mas que ainda hoje bate à porta de muitos lares sem ser ouvido. Aquele que chora ao ver um mundo tão conectado e, paradoxalmente, tão sozinho.

Sim, a amizade é o avesso da solidão. E talvez por isso Jesus tenha chamado os seus de amigos. Porque só quem ama até o fim pode ser chamado assim.

 

O Futuro de Conquista Decola em Casa: Um Chamado ao Empresariado Local para Transformar o Antigo Aeroporto

 

 

Por Padre Carlos

Vitória da Conquista encontra-se diante de uma oportunidade singular, daquelas que definem o legado de uma geração: a requalificação da vasta área do antigo Aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo. O recente anúncio da inclusão do espaço no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal e a qualificação para estudos de múltiplos usos através da Resolução CPPI nº 325, de março de 2025, acendem um farol de esperança, mas também nos convocam à reflexão e, principalmente, à ação.

A dimensão do desafio é proporcional à da área. Como apontam as informações veiculadas, o custo de urbanizar e dotar o local da infraestrutura necessária é vultoso, e a Prefeitura, por si só, não disporia dos recursos para um empreendimento desta magnitude – lembremos da tentativa de financiamento internacional de 71 milhões de dólares em 2023, que não prosperou. O modelo de Parceria Público-Privada (PPP) surge, portanto, como o caminho natural. Contudo, a questão que se impõe é: quem serão esses parceiros?

É aqui que Vitória da Conquista pode, e deve, ousar fazer diferente. Em vez de aguardarmos apenas por investidores externos, cujos interesses nem sempre se alinham perfeitamente com as aspirações mais profundas da nossa comunidade, por que não olharmos para dentro? Por que não mobilizar a força empreendedora que pulsa em nossas veias conquistenses?

Temos em nossa cidade empresários de visão, com histórico de sucesso e, crucialmente, com raízes fincadas neste solo. Nomes como Gedel Couto, à frente da VCA, entre tantos outros empreendedores que construíram seus impérios e contribuem diariamente para a economia local, são exemplos da capacidade realizadora da nossa gente. Este é o momento de conclamá-los a serem protagonistas desta transformação.

Ganhos para a Prefeitura, Ganhos para a Comunidade

Ao fomentar um consórcio de investidores locais, ou mesmo ao atrair individualmente esses capitalistas da terra, a Prefeitura não apenas viabiliza o projeto, mas também colhe uma série de benefícios estratégicos. Primeiramente, garante que o desenvolvimento da área esteja sintonizado com as necessidades e anseios da população – afinal, quem melhor para entender o que Conquista precisa do que aqueles que vivem e investem aqui?

A visão de um novo bairro, “pensado já no futuro, pensando na acessibilidade, mobilidade, com corredores preferenciais para ônibus, pensando na mobilidade e no meio ambiente”, como idealizado pela gestão municipal, ganha contornos mais realistas e customizados quando o capital investido tem “CPF conquistense”. A priorização de unidades habitacionais de baixa renda e equipamentos públicos, conforme os indicadores socioeconômicos, como preveem os estudos em cooperação com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e o governo do estado, pode ser fiscalizada e impulsionada com maior proximidade e engajamento.

Para a comunidade, os ganhos são exponenciais. Além da óbvia valorização urbana, da criação de um novo polo de convivência, serviços e, quem sabe, um centro administrativo e de convenções – ideias que já circularam e que merecem ser amadurecidas –, há a geração de empregos diretos e indiretos, desde a fase de obras até a ocupação plena dos novos espaços. Mais do que isso, ao ver o capital local reinvestido na própria cidade, fortalece-se o sentimento de pertencimento e a certeza de que os frutos desse desenvolvimento beneficiarão, em primeiro lugar, quem é daqui. O lucro gerado tende a permanecer e a ser reinvestido na economia local, criando um ciclo virtuoso.

O Papel Estratégico do Empresariado Conquistense

Aos empresários de Vitória da Conquista, o convite é para que enxerguem além do retorno financeiro imediato, embora este seja um componente legítimo e esperado. Trata-se da oportunidade de deixar um legado, de inscrever seus nomes na história da cidade como agentes de uma transformação urbanística e social sem precedentes. O antigo aeroporto é uma tela em branco, esperando para ser pintada com as cores da inovação, da sustentabilidade e, acima de tudo, do compromisso com o futuro de Conquista.

A formação de um masterplan, que está em fase de estudos para alternativas de parcerias, segundo a última atualização do PPI em 8 de maio, deve ser um processo participativo, onde a expertise e a visão de futuro dos nossos empreendedores se somem às diretrizes do poder público. Que tal um modelo onde empresas locais, talvez reunidas em um fundo de investimento específico ou em consórcios por projeto, assumam fatias do desenvolvimento, especializando-se naquilo que fazem de melhor – seja construção civil, hotelaria, centros comerciais, tecnologia ou serviços?

A área, que há 88 anos foi doada pela Prefeitura e não retornará ao Município, agora pode ser redesenhada com o DNA da própria cidade. A questão principal, como bem se sabe, é o dinheiro. Que esse dinheiro, então, venha prioritariamente das mãos daqueles que conhecem, amam e querem ver Vitória da Conquista voar ainda mais alto. Este é o momento de unir forças – poder público, iniciativa privada local e comunidade – para que o antigo aeroporto não seja apenas um projeto grandioso, mas um símbolo perene da nossa capacidade de construir o futuro com as nossas próprias mãos. O futuro de Conquista pode e deve decolar em casa.

O Futuro de Conquista Decola em Casa: Um Chamado ao Empresariado Local para Transformar o Antigo Aeroporto

 

 

Por Padre Carlos

Vitória da Conquista encontra-se diante de uma oportunidade singular, daquelas que definem o legado de uma geração: a requalificação da vasta área do antigo Aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo. O recente anúncio da inclusão do espaço no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal e a qualificação para estudos de múltiplos usos através da Resolução CPPI nº 325, de março de 2025, acendem um farol de esperança, mas também nos convocam à reflexão e, principalmente, à ação.

A dimensão do desafio é proporcional à da área. Como apontam as informações veiculadas, o custo de urbanizar e dotar o local da infraestrutura necessária é vultoso, e a Prefeitura, por si só, não disporia dos recursos para um empreendimento desta magnitude – lembremos da tentativa de financiamento internacional de 71 milhões de dólares em 2023, que não prosperou. O modelo de Parceria Público-Privada (PPP) surge, portanto, como o caminho natural. Contudo, a questão que se impõe é: quem serão esses parceiros?

É aqui que Vitória da Conquista pode, e deve, ousar fazer diferente. Em vez de aguardarmos apenas por investidores externos, cujos interesses nem sempre se alinham perfeitamente com as aspirações mais profundas da nossa comunidade, por que não olharmos para dentro? Por que não mobilizar a força empreendedora que pulsa em nossas veias conquistenses?

Temos em nossa cidade empresários de visão, com histórico de sucesso e, crucialmente, com raízes fincadas neste solo. Nomes como Gedel Couto, à frente da VCA, entre tantos outros empreendedores que construíram seus impérios e contribuem diariamente para a economia local, são exemplos da capacidade realizadora da nossa gente. Este é o momento de conclamá-los a serem protagonistas desta transformação.

Ganhos para a Prefeitura, Ganhos para a Comunidade

Ao fomentar um consórcio de investidores locais, ou mesmo ao atrair individualmente esses capitalistas da terra, a Prefeitura não apenas viabiliza o projeto, mas também colhe uma série de benefícios estratégicos. Primeiramente, garante que o desenvolvimento da área esteja sintonizado com as necessidades e anseios da população – afinal, quem melhor para entender o que Conquista precisa do que aqueles que vivem e investem aqui?

A visão de um novo bairro, “pensado já no futuro, pensando na acessibilidade, mobilidade, com corredores preferenciais para ônibus, pensando na mobilidade e no meio ambiente”, como idealizado pela gestão municipal, ganha contornos mais realistas e customizados quando o capital investido tem “CPF conquistense”. A priorização de unidades habitacionais de baixa renda e equipamentos públicos, conforme os indicadores socioeconômicos, como preveem os estudos em cooperação com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e o governo do estado, pode ser fiscalizada e impulsionada com maior proximidade e engajamento.

Para a comunidade, os ganhos são exponenciais. Além da óbvia valorização urbana, da criação de um novo polo de convivência, serviços e, quem sabe, um centro administrativo e de convenções – ideias que já circularam e que merecem ser amadurecidas –, há a geração de empregos diretos e indiretos, desde a fase de obras até a ocupação plena dos novos espaços. Mais do que isso, ao ver o capital local reinvestido na própria cidade, fortalece-se o sentimento de pertencimento e a certeza de que os frutos desse desenvolvimento beneficiarão, em primeiro lugar, quem é daqui. O lucro gerado tende a permanecer e a ser reinvestido na economia local, criando um ciclo virtuoso.

O Papel Estratégico do Empresariado Conquistense

Aos empresários de Vitória da Conquista, o convite é para que enxerguem além do retorno financeiro imediato, embora este seja um componente legítimo e esperado. Trata-se da oportunidade de deixar um legado, de inscrever seus nomes na história da cidade como agentes de uma transformação urbanística e social sem precedentes. O antigo aeroporto é uma tela em branco, esperando para ser pintada com as cores da inovação, da sustentabilidade e, acima de tudo, do compromisso com o futuro de Conquista.

A formação de um masterplan, que está em fase de estudos para alternativas de parcerias, segundo a última atualização do PPI em 8 de maio, deve ser um processo participativo, onde a expertise e a visão de futuro dos nossos empreendedores se somem às diretrizes do poder público. Que tal um modelo onde empresas locais, talvez reunidas em um fundo de investimento específico ou em consórcios por projeto, assumam fatias do desenvolvimento, especializando-se naquilo que fazem de melhor – seja construção civil, hotelaria, centros comerciais, tecnologia ou serviços?

A área, que há 88 anos foi doada pela Prefeitura e não retornará ao Município, agora pode ser redesenhada com o DNA da própria cidade. A questão principal, como bem se sabe, é o dinheiro. Que esse dinheiro, então, venha prioritariamente das mãos daqueles que conhecem, amam e querem ver Vitória da Conquista voar ainda mais alto. Este é o momento de unir forças – poder público, iniciativa privada local e comunidade – para que o antigo aeroporto não seja apenas um projeto grandioso, mas um símbolo perene da nossa capacidade de construir o futuro com as nossas próprias mãos. O futuro de Conquista pode e deve decolar em casa.

ARTIGO – A Quadrilha da Toga: Quando o Crime Mira os Poderes da República

(Padre Carlos)

O Brasil, mais uma vez, se vê diante do abismo que separa a República do Estado de Direito. A operação recente da Polícia Federal, desvendando uma quadrilha que mirava políticos e juízes com serviços de espionagem e assassinatos sob encomenda, revela não apenas o avanço do crime organizado sobre as instituições, mas um esgarçamento do próprio tecido democrático. O assassinato do advogado Roberto Zampieri, com dez tiros em frente ao seu escritório, foi o estopim de um escândalo que aponta para o submundo onde a toga, a bala e o dinheiro se encontram.

A quadrilha — autodenominada Comando C4 — não era um bando comum de marginais. Sua estrutura, hierarquia e ambições ultrapassavam o mundo do crime comum. Estavam conectados a uma guerra por terras avaliadas em R$ 100 milhões, ligavam-se a gabinetes do Tribunal de Justiça do Mato Grosso e pretendiam eliminar figuras como o ministro Cristiano Zanin, do STF, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Um cardápio macabro com preços para a execução de autoridades foi encontrado: R$ 250 mil por um ministro do Supremo. Isso não é só crime: é conspiração contra a República.

Zampieri, segundo as investigações, era uma peça-chave no esquema de decisões judiciais fraudulentas. Seu assassinato não apenas calou uma testemunha, mas abriu uma janela para um submundo onde a justiça é moeda de troca e o homicídio é instrumento de negociação. E quando o Judiciário, que deveria ser o bastião da legalidade, aparece com nomes e assessores nas conversas do morto, a República treme.

A coragem da Polícia Federal em avançar nessa investigação, com autorização do próprio ministro Zanin, é digna de nota. No entanto, não basta prender executores e intermediários. O problema é mais profundo. A corrupção sistêmica nos tribunais precisa ser enfrentada com a mesma firmeza com que se combatem os pistoleiros. É imperativo saber quem são os desembargadores envolvidos, quais decisões foram manipuladas, e quem ganhou — e continua ganhando — com o sangue derramado no asfalto.

O Brasil convive com o paradoxo de ser uma democracia vigiada por forças que atuam nas sombras. O silêncio do ministro Zanin, embora compreensível no momento, é simbólico: estamos diante de um poder acuado. A nota do senador Rodrigo Pacheco, por outro lado, aponta o dedo com coragem para a gravidade do episódio. É preciso fazer mais: é preciso depurar o Judiciário, reconstruir a confiança pública e proteger os pilares da democracia.

A pergunta que fica no ar — e que deveria ecoar em cada gabinete em Brasília — é simples e perturbadora: quantas outras quadrilhas como essa ainda operam, silenciosas, protegidas por becas e selos de autoridade?

A liberdade, a democracia e a justiça não podem ser reféns de pistoleiros nem de juízes corruptos. O que está em jogo não é apenas o combate a um crime hediondo, mas a sobrevivência da própria República.

ARTIGO – A Quadrilha da Toga: Quando o Crime Mira os Poderes da República

(Padre Carlos)

O Brasil, mais uma vez, se vê diante do abismo que separa a República do Estado de Direito. A operação recente da Polícia Federal, desvendando uma quadrilha que mirava políticos e juízes com serviços de espionagem e assassinatos sob encomenda, revela não apenas o avanço do crime organizado sobre as instituições, mas um esgarçamento do próprio tecido democrático. O assassinato do advogado Roberto Zampieri, com dez tiros em frente ao seu escritório, foi o estopim de um escândalo que aponta para o submundo onde a toga, a bala e o dinheiro se encontram.

A quadrilha — autodenominada Comando C4 — não era um bando comum de marginais. Sua estrutura, hierarquia e ambições ultrapassavam o mundo do crime comum. Estavam conectados a uma guerra por terras avaliadas em R$ 100 milhões, ligavam-se a gabinetes do Tribunal de Justiça do Mato Grosso e pretendiam eliminar figuras como o ministro Cristiano Zanin, do STF, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Um cardápio macabro com preços para a execução de autoridades foi encontrado: R$ 250 mil por um ministro do Supremo. Isso não é só crime: é conspiração contra a República.

Zampieri, segundo as investigações, era uma peça-chave no esquema de decisões judiciais fraudulentas. Seu assassinato não apenas calou uma testemunha, mas abriu uma janela para um submundo onde a justiça é moeda de troca e o homicídio é instrumento de negociação. E quando o Judiciário, que deveria ser o bastião da legalidade, aparece com nomes e assessores nas conversas do morto, a República treme.

A coragem da Polícia Federal em avançar nessa investigação, com autorização do próprio ministro Zanin, é digna de nota. No entanto, não basta prender executores e intermediários. O problema é mais profundo. A corrupção sistêmica nos tribunais precisa ser enfrentada com a mesma firmeza com que se combatem os pistoleiros. É imperativo saber quem são os desembargadores envolvidos, quais decisões foram manipuladas, e quem ganhou — e continua ganhando — com o sangue derramado no asfalto.

O Brasil convive com o paradoxo de ser uma democracia vigiada por forças que atuam nas sombras. O silêncio do ministro Zanin, embora compreensível no momento, é simbólico: estamos diante de um poder acuado. A nota do senador Rodrigo Pacheco, por outro lado, aponta o dedo com coragem para a gravidade do episódio. É preciso fazer mais: é preciso depurar o Judiciário, reconstruir a confiança pública e proteger os pilares da democracia.

A pergunta que fica no ar — e que deveria ecoar em cada gabinete em Brasília — é simples e perturbadora: quantas outras quadrilhas como essa ainda operam, silenciosas, protegidas por becas e selos de autoridade?

A liberdade, a democracia e a justiça não podem ser reféns de pistoleiros nem de juízes corruptos. O que está em jogo não é apenas o combate a um crime hediondo, mas a sobrevivência da própria República.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quinta-feira

 

 

 

Da Redação
Publicado em 29 de maio de 2025

 

Folha de S.Paulo
EUA anunciam que negarão visto a autoridades consideradas censoras

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/05/governo-trump-diz-que-restringira-visto-de-quem-censurar-americanos-nas-redes-sociais.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Tribunal de Comércio Internacional dos EUA barra tarifaço de Trump

https://www.estadao.com.br/economia/justica-eua-bloqueia-tarifaco-considerar-ilegal-guerra-comercial-trump/?srsltid=AfmBOoqZyvi5NPNA7Nk0daBVmv_JD9ZYRnebXwH5qWIpZXYUIqqpj8kg

 

Valor Econômico (SP)
Após reunião com bancos, Fazenda admite discutir alternativas a alguns pontos do IOF

https://valor.globo.com/financas/noticia/2025/05/28/apos-receber-banqueiros-governo-admite-discutir-alternativas-a-alta-do-iof.ghtml

 

O Globo (RJ)
Não há alternativa para alta do IOF por ora, diz Haddad, sob pressão do Congresso

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/28/representantes-de-bancos-se-reunem-com-haddad-para-discutir-alternativas-a-alta-do-iof.ghtml

 

O Dia (RJ)
TRANSPORTE
Nova licitação de ônibus começa pela zona oeste

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/05/7064538-nova-licitacao-de-onibus-do-rio-preve-aumento-de-25-na-frota-e-comeca-pela-zona-oeste.html

 

Correio Braziliense
Suspeita de gripe aviária fecha o Zoo de Brasília

https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/05/7158792-gripe-aviaria-zoo-ficara-fechado-preventivamente-apos-morte-de-aves.html#:~:text=O%20Zool%C3%B3gico%20de%20Bras%C3%ADlia%20foi,que%20as%20suspeitas%20sejam%20descartadas.

 

Estado de Minas
MG tenta repassar bens emblemáticos à União

https://www.em.com.br/politica/2025/05/7158139-cidade-administrativa-e-hospital-imoveis-que-zema-pretende-passar-a-uniao.html

 

Zero Hora (RS)
Emprego cresce no RS em abril com 8,6 mil postos e mantém sequência positiva no ano

https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/economia/noticia/2025/05/caxias-do-sul-chega-ao-quarto-mes-consecutivo-com-saldo-positivo-na-geracao-de-empregos-cmb8gcqd4005a016jcv5ao2wr.html

 

Diário de Pernambuco
Lula: água e R$ 10 bi para o Nordeste e alfinetada em Bolsonaro

https://www.diariodepernambuco.com.br/politica/2025/05/3894460-governo-lanca-chamada-publica-de-rs-10-bilhoes-para-impulsionar-industria-no-nordeste.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Estado decreta emergência por superlotação em UTIs infantis

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2324

 

A Tarde (BA)
Número de mortes por embriaguez no trânsito cresce 12,6% na Bahia

https://atarde.com.br/bahia/bahia-tem-crescimento-no-numero-de-mortes-por-embriaguez-no-transito-1329208

 

Diário do Nordeste (CE)
Preços dos imóveis disparam na RMF

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/precos-dos-imoveis-disparam-ate-22-em-fortaleza-e-regiao-metropolitana-veja-bairros-mais-caros-1.3654340

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quinta-feira

 

 

 

Da Redação
Publicado em 29 de maio de 2025

 

Folha de S.Paulo
EUA anunciam que negarão visto a autoridades consideradas censoras

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/05/governo-trump-diz-que-restringira-visto-de-quem-censurar-americanos-nas-redes-sociais.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Tribunal de Comércio Internacional dos EUA barra tarifaço de Trump

https://www.estadao.com.br/economia/justica-eua-bloqueia-tarifaco-considerar-ilegal-guerra-comercial-trump/?srsltid=AfmBOoqZyvi5NPNA7Nk0daBVmv_JD9ZYRnebXwH5qWIpZXYUIqqpj8kg

 

Valor Econômico (SP)
Após reunião com bancos, Fazenda admite discutir alternativas a alguns pontos do IOF

https://valor.globo.com/financas/noticia/2025/05/28/apos-receber-banqueiros-governo-admite-discutir-alternativas-a-alta-do-iof.ghtml

 

O Globo (RJ)
Não há alternativa para alta do IOF por ora, diz Haddad, sob pressão do Congresso

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/28/representantes-de-bancos-se-reunem-com-haddad-para-discutir-alternativas-a-alta-do-iof.ghtml

 

O Dia (RJ)
TRANSPORTE
Nova licitação de ônibus começa pela zona oeste

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/05/7064538-nova-licitacao-de-onibus-do-rio-preve-aumento-de-25-na-frota-e-comeca-pela-zona-oeste.html

 

Correio Braziliense
Suspeita de gripe aviária fecha o Zoo de Brasília

https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/05/7158792-gripe-aviaria-zoo-ficara-fechado-preventivamente-apos-morte-de-aves.html#:~:text=O%20Zool%C3%B3gico%20de%20Bras%C3%ADlia%20foi,que%20as%20suspeitas%20sejam%20descartadas.

 

Estado de Minas
MG tenta repassar bens emblemáticos à União

https://www.em.com.br/politica/2025/05/7158139-cidade-administrativa-e-hospital-imoveis-que-zema-pretende-passar-a-uniao.html

 

Zero Hora (RS)
Emprego cresce no RS em abril com 8,6 mil postos e mantém sequência positiva no ano

https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/economia/noticia/2025/05/caxias-do-sul-chega-ao-quarto-mes-consecutivo-com-saldo-positivo-na-geracao-de-empregos-cmb8gcqd4005a016jcv5ao2wr.html

 

Diário de Pernambuco
Lula: água e R$ 10 bi para o Nordeste e alfinetada em Bolsonaro

https://www.diariodepernambuco.com.br/politica/2025/05/3894460-governo-lanca-chamada-publica-de-rs-10-bilhoes-para-impulsionar-industria-no-nordeste.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Estado decreta emergência por superlotação em UTIs infantis

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2324

 

A Tarde (BA)
Número de mortes por embriaguez no trânsito cresce 12,6% na Bahia

https://atarde.com.br/bahia/bahia-tem-crescimento-no-numero-de-mortes-por-embriaguez-no-transito-1329208

 

Diário do Nordeste (CE)
Preços dos imóveis disparam na RMF

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/precos-dos-imoveis-disparam-ate-22-em-fortaleza-e-regiao-metropolitana-veja-bairros-mais-caros-1.3654340

 

 

Lula anuncia lançamento de programa com médicos especialistas 

 

 


(Padre Carlos)

O anúncio do presidente Lula sobre o novo programa de acesso a médicos especialistas no SUS, previsto para esta sexta-feira, não deve ser lido como mais uma promessa de palanque. Trata-se de uma reedição necessária e urgente de uma política que, mesmo tendo sido iniciada em 2024, ainda engatinha diante da cruel realidade de milhões de brasileiros que esperam meses para conseguir uma consulta com um cardiologista ou realizar uma tomografia. O drama da fila na saúde pública não é uma estatística, é um sofrimento cotidiano — e uma afronta à dignidade humana.

Lula, com sua conhecida retórica visceral, volta a insistir em uma ideia simples, mas poderosa: quem adoece tem pressa. Não basta o diagnóstico; é preciso que o caminho do atendimento completo — da consulta ao exame, do remédio ao retorno — seja curto e eficaz. Isso, no Brasil real, ainda é um privilégio de poucos. O programa, embora ainda embrionário, aponta para uma reestruturação do modelo de pactuação com estados e municípios, com meta clara: reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso à saúde especializada.

O anúncio foi feito em Cachoeira dos Índios, no sertão da Paraíba, durante a entrega parcial do Ramal do Apodi, obra integrante da transposição do Rio São Francisco. É emblemático que esse compromisso com a saúde venha ladeado de ações estruturantes de abastecimento hídrico. Água e saúde são, para o povo nordestino, faces da mesma moeda da sobrevivência. Como pode alguém manter a saúde quando não tem nem água para beber?

Lula, ao retomar o “Caminho das Águas”, faz mais do que cortar fitas: ele reinscreve o Nordeste profundo no mapa das prioridades nacionais. A transposição, pensada desde o século XIX, ganhou corpo sob seu governo — e, goste-se ou não da figura política, trata-se da mais ambiciosa ação de infraestrutura hídrica desde a redemocratização. Com mais de 70 ações em andamento pelo Novo PAC, o governo tenta provar que sabe plantar obras com raízes no chão seco e colhê-las com dignidade social.

O gesto de falar aos pobres com o coração, como disse o próprio presidente, pode soar piegas para alguns, mas toca uma ferida antiga: o abandono histórico do Brasil interiorano. E aqui está o elo entre o estetoscópio do médico e o regador das águas do São Francisco: cuidar da saúde e garantir o direito à água são formas complementares de justiça social. São, também, promessas constitucionais que por décadas foram descumpridas.

Esse duplo anúncio — mais saúde e mais água — tem também valor simbólico. Revela um governo que tenta dialogar com urgências históricas e, ao mesmo tempo, responder à impaciência do agora. Mas o desafio está em transformar boas intenções em eficiência prática. Os gargalos da máquina pública, a má gestão local e os interesses paroquiais são pedras no caminho de qualquer projeto que pretenda mudar estruturalmente a vida das pessoas.

Que este novo programa de saúde e as obras hídricas não sejam apenas manchetes de uma sexta-feira. Que sejam, de fato, a abertura de caminhos — para a água e para o povo — onde antes só havia poeira, sede e espera.

Lula anuncia lançamento de programa com médicos especialistas 

 

 


(Padre Carlos)

O anúncio do presidente Lula sobre o novo programa de acesso a médicos especialistas no SUS, previsto para esta sexta-feira, não deve ser lido como mais uma promessa de palanque. Trata-se de uma reedição necessária e urgente de uma política que, mesmo tendo sido iniciada em 2024, ainda engatinha diante da cruel realidade de milhões de brasileiros que esperam meses para conseguir uma consulta com um cardiologista ou realizar uma tomografia. O drama da fila na saúde pública não é uma estatística, é um sofrimento cotidiano — e uma afronta à dignidade humana.

Lula, com sua conhecida retórica visceral, volta a insistir em uma ideia simples, mas poderosa: quem adoece tem pressa. Não basta o diagnóstico; é preciso que o caminho do atendimento completo — da consulta ao exame, do remédio ao retorno — seja curto e eficaz. Isso, no Brasil real, ainda é um privilégio de poucos. O programa, embora ainda embrionário, aponta para uma reestruturação do modelo de pactuação com estados e municípios, com meta clara: reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso à saúde especializada.

O anúncio foi feito em Cachoeira dos Índios, no sertão da Paraíba, durante a entrega parcial do Ramal do Apodi, obra integrante da transposição do Rio São Francisco. É emblemático que esse compromisso com a saúde venha ladeado de ações estruturantes de abastecimento hídrico. Água e saúde são, para o povo nordestino, faces da mesma moeda da sobrevivência. Como pode alguém manter a saúde quando não tem nem água para beber?

Lula, ao retomar o “Caminho das Águas”, faz mais do que cortar fitas: ele reinscreve o Nordeste profundo no mapa das prioridades nacionais. A transposição, pensada desde o século XIX, ganhou corpo sob seu governo — e, goste-se ou não da figura política, trata-se da mais ambiciosa ação de infraestrutura hídrica desde a redemocratização. Com mais de 70 ações em andamento pelo Novo PAC, o governo tenta provar que sabe plantar obras com raízes no chão seco e colhê-las com dignidade social.

O gesto de falar aos pobres com o coração, como disse o próprio presidente, pode soar piegas para alguns, mas toca uma ferida antiga: o abandono histórico do Brasil interiorano. E aqui está o elo entre o estetoscópio do médico e o regador das águas do São Francisco: cuidar da saúde e garantir o direito à água são formas complementares de justiça social. São, também, promessas constitucionais que por décadas foram descumpridas.

Esse duplo anúncio — mais saúde e mais água — tem também valor simbólico. Revela um governo que tenta dialogar com urgências históricas e, ao mesmo tempo, responder à impaciência do agora. Mas o desafio está em transformar boas intenções em eficiência prática. Os gargalos da máquina pública, a má gestão local e os interesses paroquiais são pedras no caminho de qualquer projeto que pretenda mudar estruturalmente a vida das pessoas.

Que este novo programa de saúde e as obras hídricas não sejam apenas manchetes de uma sexta-feira. Que sejam, de fato, a abertura de caminhos — para a água e para o povo — onde antes só havia poeira, sede e espera.

Coisas que Só o Meu Coração se Lembra

 

 

Por Padre Carlos — 28 de maio de 2025, às 16:45

Tem dias em que o mundo continua… mas eu não.
Fico ali, parado — em silêncio — e sinto o tempo se acomodar dentro do meu peito, como uma saudade antiga que não avisa antes de chegar.
Não é dor, exatamente. É outra coisa. É uma saudade mansa, de coisas que talvez nem voltem.
Ou talvez nunca tenham acontecido do jeito que eu lembro. Mas meu coração insiste em guardar.

Eu me lembro do cheiro do café feito devagar nas manhãs de domingo.
Da voz da minha mãe chamando meu nome no fim da tarde.
Lembro do barulho da chuva tocando o telhado quando tudo ainda parecia mais simples.
Lembro do abraço que durou pouco… mas que meu corpo carrega até hoje.

Essas lembranças não me deixam.
Ficam aqui comigo, feito bilhetes que nunca entreguei, músicas que ninguém mais ouve, palavras que ficaram presas na garganta.
E às vezes, quando eu respiro mais fundo, elas voltam…
E me abraçam por dentro.

O tempo não apaga o que foi de verdade.
Só cobre com poeira o que a alma ainda sente, mesmo sem querer sentir.
E eu, que finjo esquecer… sei que no fundo continuo esperando.
Esperando um reencontro, um nome chamado com carinho, um toque que me lembre quem eu fui.

Se você está lendo isso agora, talvez também tenha pedaços seus guardados aí dentro.
Talvez também carregue amores que não disseram adeus.
Ou lembranças que ainda doem bonito.

E tudo bem.
A gente ainda pode viver devagar.
A gente ainda pode sentir bonito.
Mesmo que doa um pouco.
Mesmo que seja só por dentro.

Coisas que Só o Meu Coração se Lembra

 

 

Por Padre Carlos — 28 de maio de 2025, às 16:45

Tem dias em que o mundo continua… mas eu não.
Fico ali, parado — em silêncio — e sinto o tempo se acomodar dentro do meu peito, como uma saudade antiga que não avisa antes de chegar.
Não é dor, exatamente. É outra coisa. É uma saudade mansa, de coisas que talvez nem voltem.
Ou talvez nunca tenham acontecido do jeito que eu lembro. Mas meu coração insiste em guardar.

Eu me lembro do cheiro do café feito devagar nas manhãs de domingo.
Da voz da minha mãe chamando meu nome no fim da tarde.
Lembro do barulho da chuva tocando o telhado quando tudo ainda parecia mais simples.
Lembro do abraço que durou pouco… mas que meu corpo carrega até hoje.

Essas lembranças não me deixam.
Ficam aqui comigo, feito bilhetes que nunca entreguei, músicas que ninguém mais ouve, palavras que ficaram presas na garganta.
E às vezes, quando eu respiro mais fundo, elas voltam…
E me abraçam por dentro.

O tempo não apaga o que foi de verdade.
Só cobre com poeira o que a alma ainda sente, mesmo sem querer sentir.
E eu, que finjo esquecer… sei que no fundo continuo esperando.
Esperando um reencontro, um nome chamado com carinho, um toque que me lembre quem eu fui.

Se você está lendo isso agora, talvez também tenha pedaços seus guardados aí dentro.
Talvez também carregue amores que não disseram adeus.
Ou lembranças que ainda doem bonito.

E tudo bem.
A gente ainda pode viver devagar.
A gente ainda pode sentir bonito.
Mesmo que doa um pouco.
Mesmo que seja só por dentro.

ARTIGO – Sete anos de decadência: a derrocada do Planserv, de orgulho dos servidores a símbolo de negligência pública

 

(Padre Carlos)

Sete anos. Este é o tempo que bastou para que um dos maiores patrimônios dos servidores públicos da Bahia, o Planserv, deixasse de ser uma referência em assistência médica e se transformasse numa bomba-relógio prestes a explodir nos rostos dos seus mais de 500 mil beneficiários. O que antes era sinônimo de segurança, agora é fonte de angústia, desespero e ações judiciais. A decadência do Planserv é um retrato claro da negligência com o funcionalismo público, e uma metáfora cruel da falência da gestão pública quando esta se rende ao desmonte silencioso e às políticas de privatização veladas.

O estopim da crise pode ser identificado com precisão cirúrgica: em 2018, o governo estadual decidiu reduzir sua participação no custeio do plano de 4% para 2,5%. Em tempos de inflação médica galopante, aumento da demanda por exames especializados e envelhecimento da população beneficiária, essa decisão não foi apenas tecnocrática — foi política. E desastrosa.

Como resultado, assistimos a uma escalada de problemas: negativas de atendimento até em situações emergenciais, diminuição brutal da rede credenciada, demora nos agendamentos, e a pior de todas as dores — a sensação de abandono. Não há ironia maior do que exigir que o servidor público dê o melhor de si, enquanto o próprio Estado falha em garantir o básico: sua saúde.

A tentativa de empurrar o problema para empresas terceirizadas, como a Qualirede e mais recentemente a Haptech, em nada amenizou a situação. Pelo contrário. O que se viu foi a substituição de uma estrutura pública, com vínculos e compromissos institucionais, por sistemas burocráticos, com atendimentos robotizados e serviços precarizados. A lógica do lucro venceu a lógica do cuidado.

É emblemático o depoimento de Rosângela Monteiro, enfermeira e ativista do movimento “Devolvam o Nosso Planserv”, que denuncia não apenas a queda da qualidade, mas a perda de identidade do serviço. E ainda mais simbólica é a voz de Francisco Átila, que carrega a memória de um tempo em que o IAPSEB era sinônimo de dignidade para os servidores. Hoje, sua lembrança contrasta com a impotência diante de uma estrutura em colapso.

A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia foi um suspiro coletivo de resistência. Centenas de vozes clamaram, não por privilégios, mas por justiça. O direito à saúde é constitucional, e Planserv não é um favor do governo — é conquista dos trabalhadores, sustentada por seus salários e suas lutas.

O sucateamento gradual do Planserv é parte de uma engrenagem maior de precarização dos serviços públicos e da lenta substituição do Estado pela lógica de mercado. A pergunta que deve nos inquietar é: a quem interessa que o Planserv vire pó?

Que este artigo, indexado nos motores de busca, ecoe como denúncia, mas também como convocação. Não podemos normalizar o desmonte. É preciso recuperar o Planserv como um bem público, e exigir do governo da Bahia que reverta essa lógica perversa, antes que o que ainda resta vire apenas lembrança.

ARTIGO – Sete anos de decadência: a derrocada do Planserv, de orgulho dos servidores a símbolo de negligência pública

 

(Padre Carlos)

Sete anos. Este é o tempo que bastou para que um dos maiores patrimônios dos servidores públicos da Bahia, o Planserv, deixasse de ser uma referência em assistência médica e se transformasse numa bomba-relógio prestes a explodir nos rostos dos seus mais de 500 mil beneficiários. O que antes era sinônimo de segurança, agora é fonte de angústia, desespero e ações judiciais. A decadência do Planserv é um retrato claro da negligência com o funcionalismo público, e uma metáfora cruel da falência da gestão pública quando esta se rende ao desmonte silencioso e às políticas de privatização veladas.

O estopim da crise pode ser identificado com precisão cirúrgica: em 2018, o governo estadual decidiu reduzir sua participação no custeio do plano de 4% para 2,5%. Em tempos de inflação médica galopante, aumento da demanda por exames especializados e envelhecimento da população beneficiária, essa decisão não foi apenas tecnocrática — foi política. E desastrosa.

Como resultado, assistimos a uma escalada de problemas: negativas de atendimento até em situações emergenciais, diminuição brutal da rede credenciada, demora nos agendamentos, e a pior de todas as dores — a sensação de abandono. Não há ironia maior do que exigir que o servidor público dê o melhor de si, enquanto o próprio Estado falha em garantir o básico: sua saúde.

A tentativa de empurrar o problema para empresas terceirizadas, como a Qualirede e mais recentemente a Haptech, em nada amenizou a situação. Pelo contrário. O que se viu foi a substituição de uma estrutura pública, com vínculos e compromissos institucionais, por sistemas burocráticos, com atendimentos robotizados e serviços precarizados. A lógica do lucro venceu a lógica do cuidado.

É emblemático o depoimento de Rosângela Monteiro, enfermeira e ativista do movimento “Devolvam o Nosso Planserv”, que denuncia não apenas a queda da qualidade, mas a perda de identidade do serviço. E ainda mais simbólica é a voz de Francisco Átila, que carrega a memória de um tempo em que o IAPSEB era sinônimo de dignidade para os servidores. Hoje, sua lembrança contrasta com a impotência diante de uma estrutura em colapso.

A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia foi um suspiro coletivo de resistência. Centenas de vozes clamaram, não por privilégios, mas por justiça. O direito à saúde é constitucional, e Planserv não é um favor do governo — é conquista dos trabalhadores, sustentada por seus salários e suas lutas.

O sucateamento gradual do Planserv é parte de uma engrenagem maior de precarização dos serviços públicos e da lenta substituição do Estado pela lógica de mercado. A pergunta que deve nos inquietar é: a quem interessa que o Planserv vire pó?

Que este artigo, indexado nos motores de busca, ecoe como denúncia, mas também como convocação. Não podemos normalizar o desmonte. É preciso recuperar o Planserv como um bem público, e exigir do governo da Bahia que reverta essa lógica perversa, antes que o que ainda resta vire apenas lembrança.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira

Da Redação
Publicado em 28 de maio de 2025

 

 

🇧🇷 1. STF julga validade de regras internacionais em sequestro de crianças

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar nesta quarta-feira (28) o julgamento da validade de regras sobre o sequestro internacional de crianças. As normas estão previstas na Convenção de Haia, ratificada pelo Brasil em 2000.


🌨️ 2. Frente fria pode trazer neve ao Brasil pela primeira vez em 2025

Nos últimos dias de maio de 2025, as condições meteorológicas serão especiais no Brasil. Uma grande e forte frente fria avança sobre o país, podendo trazer neve pela primeira vez neste ano.


💰 3. Prévia da inflação oficial recua para 0,36% em maio, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,36% em maio deste ano. A taxa é inferior às observadas nas prévias do mês anterior (0,43%) e de maio de 2024 (0,44%).


🛵 4. Uber e 99 suspendem corridas de moto em São Paulo após decisão judicial

Após a morte de uma passageira da 99 Moto, Uber e 99 suspenderam as corridas por moto em São Paulo por ordem da Justiça. A decisão foi tomada após grave acidente envolvendo motociclista.


📊 5. Situação da democracia no Brasil é preocupante, aponta relatório

A degradação da democracia avança na América Latina, e o mais afetado é o Brasil. O estado da democracia piorou pela nona vez consecutiva desde 2016, segundo o mais recente Índice de Democracia da Economist Intelligence Unit (EIU).

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira

Da Redação
Publicado em 28 de maio de 2025

 

 

🇧🇷 1. STF julga validade de regras internacionais em sequestro de crianças

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar nesta quarta-feira (28) o julgamento da validade de regras sobre o sequestro internacional de crianças. As normas estão previstas na Convenção de Haia, ratificada pelo Brasil em 2000.


🌨️ 2. Frente fria pode trazer neve ao Brasil pela primeira vez em 2025

Nos últimos dias de maio de 2025, as condições meteorológicas serão especiais no Brasil. Uma grande e forte frente fria avança sobre o país, podendo trazer neve pela primeira vez neste ano.


💰 3. Prévia da inflação oficial recua para 0,36% em maio, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,36% em maio deste ano. A taxa é inferior às observadas nas prévias do mês anterior (0,43%) e de maio de 2024 (0,44%).


🛵 4. Uber e 99 suspendem corridas de moto em São Paulo após decisão judicial

Após a morte de uma passageira da 99 Moto, Uber e 99 suspenderam as corridas por moto em São Paulo por ordem da Justiça. A decisão foi tomada após grave acidente envolvendo motociclista.


📊 5. Situação da democracia no Brasil é preocupante, aponta relatório

A degradação da democracia avança na América Latina, e o mais afetado é o Brasil. O estado da democracia piorou pela nona vez consecutiva desde 2016, segundo o mais recente Índice de Democracia da Economist Intelligence Unit (EIU).

ARTIGO – De volta ao passado: o espectro do Comando de Caça aos Comunistas (Padre Carlos)

 

 

Quando li a matéria sobre o grupo “Comando C4”, que agia com a frieza de um esquadrão da morte em pleno século XXI, não acreditei de imediato. Parecia uma daquelas notícias retiradas de arquivos empoeirados da ditadura militar brasileira. No entanto, o fato é contemporâneo, brutal e inquietante. Como num déjà-vu macabro, voltamos a um passado que insiste em assombrar nosso presente.

Durante os anos de chumbo da ditadura militar, o Comando de Caça aos Comunistas (CCC) espalhava o terror sob o pretexto de defender a pátria. Com apoio logístico e financeiro de empresários que se diziam “homens de bem”, e respaldo velado de setores do regime, perseguiam, torturavam e assassinavam opositores políticos. A tática era simples: rotular qualquer voz dissonante como “comunista”, tornando-a um alvo legitimado para a violência. O Estado brasileiro silenciava ou mesmo colaborava. Os jornais, em grande parte, se calavam. A sociedade, muitas vezes, aplaudia.

E agora, em 2025, lemos que um grupo autodenominado Comando C4 – Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos atuava com métodos semelhantes: espionagem, dossiês, execuções por encomenda, participação de militares da ativa e da reserva, e financiamento privado. Como se não bastasse, o grupo mantinha uma tabela de preços para assassinatos e fazia menção a autoridades do Judiciário e do Congresso. O mesmo discurso de “limpeza moral”, as mesmas justificativas patrióticas e os mesmos personagens: fazendeiros, militares e agentes ocultos do poder econômico.

A morte do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá, alvejado com dez tiros, revelou muito mais que um crime comum. Mostrou a podridão de um sistema judicial corrompido até os ossos – com suspeitas de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Mato Grosso e até no Superior Tribunal de Justiça. É um escândalo que mistura pistoleiros, coronéis e toga. É a velha política do coronelismo, reeditada com armas modernas e códigos criptografados.

O que mais choca não é só a brutalidade, mas a naturalização da violência como instrumento de resolução de conflitos. Estamos diante de uma cultura autoritária que nunca foi plenamente desmontada. O Brasil nunca julgou seus torturadores, nunca reeducou suas forças armadas, nunca teve uma Comissão da Verdade com consequências jurídicas reais. A semente da impunidade frutificou em novas organizações criminosas disfarçadas de defensores da moral e dos bons costumes.

A ressurreição do discurso anticomunista, vazio de conteúdo e cheio de ódio, não é coincidência. Ele é funcional para elites que temem qualquer ameaça à sua hegemonia. E como sempre, há os que matam, os que mandam matar, e os que lucram com a morte.

O caso Zampieri é um alerta: estamos vivendo um tempo onde o fascismo não se esconde mais atrás de fardas, mas usa redes sociais, discursos populistas e promessas de “ordem” para justificar o autoritarismo. O Brasil precisa urgentemente de reformas estruturais, mas também de uma cultura de justiça, verdade e memória. Só assim impediremos que o passado continue sendo o roteiro trágico do nosso futuro.

ARTIGO – De volta ao passado: o espectro do Comando de Caça aos Comunistas (Padre Carlos)

 

 

Quando li a matéria sobre o grupo “Comando C4”, que agia com a frieza de um esquadrão da morte em pleno século XXI, não acreditei de imediato. Parecia uma daquelas notícias retiradas de arquivos empoeirados da ditadura militar brasileira. No entanto, o fato é contemporâneo, brutal e inquietante. Como num déjà-vu macabro, voltamos a um passado que insiste em assombrar nosso presente.

Durante os anos de chumbo da ditadura militar, o Comando de Caça aos Comunistas (CCC) espalhava o terror sob o pretexto de defender a pátria. Com apoio logístico e financeiro de empresários que se diziam “homens de bem”, e respaldo velado de setores do regime, perseguiam, torturavam e assassinavam opositores políticos. A tática era simples: rotular qualquer voz dissonante como “comunista”, tornando-a um alvo legitimado para a violência. O Estado brasileiro silenciava ou mesmo colaborava. Os jornais, em grande parte, se calavam. A sociedade, muitas vezes, aplaudia.

E agora, em 2025, lemos que um grupo autodenominado Comando C4 – Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos atuava com métodos semelhantes: espionagem, dossiês, execuções por encomenda, participação de militares da ativa e da reserva, e financiamento privado. Como se não bastasse, o grupo mantinha uma tabela de preços para assassinatos e fazia menção a autoridades do Judiciário e do Congresso. O mesmo discurso de “limpeza moral”, as mesmas justificativas patrióticas e os mesmos personagens: fazendeiros, militares e agentes ocultos do poder econômico.

A morte do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá, alvejado com dez tiros, revelou muito mais que um crime comum. Mostrou a podridão de um sistema judicial corrompido até os ossos – com suspeitas de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Mato Grosso e até no Superior Tribunal de Justiça. É um escândalo que mistura pistoleiros, coronéis e toga. É a velha política do coronelismo, reeditada com armas modernas e códigos criptografados.

O que mais choca não é só a brutalidade, mas a naturalização da violência como instrumento de resolução de conflitos. Estamos diante de uma cultura autoritária que nunca foi plenamente desmontada. O Brasil nunca julgou seus torturadores, nunca reeducou suas forças armadas, nunca teve uma Comissão da Verdade com consequências jurídicas reais. A semente da impunidade frutificou em novas organizações criminosas disfarçadas de defensores da moral e dos bons costumes.

A ressurreição do discurso anticomunista, vazio de conteúdo e cheio de ódio, não é coincidência. Ele é funcional para elites que temem qualquer ameaça à sua hegemonia. E como sempre, há os que matam, os que mandam matar, e os que lucram com a morte.

O caso Zampieri é um alerta: estamos vivendo um tempo onde o fascismo não se esconde mais atrás de fardas, mas usa redes sociais, discursos populistas e promessas de “ordem” para justificar o autoritarismo. O Brasil precisa urgentemente de reformas estruturais, mas também de uma cultura de justiça, verdade e memória. Só assim impediremos que o passado continue sendo o roteiro trágico do nosso futuro.

ARTIGO – ARTIGO – Parabéns, Ivan Cordeiro: retorna a Conquista com duas passarelas na bagagem!

 

 

(
(Padre Carlos)

A política, quando feita com seriedade, entrega resultados concretos. E foi isso que vimos acontecer neste final e início de semana: uma articulação estratégica entre Prefeitura, Câmara de Vereadores, Governo do Estado e bancada federal, culminando na promessa firme do Ministro dos Transportes, Renan Filho, de construir duas passarelas no Anel Viário de Vitória da Conquista.

A conquista — literal e simbólica — tem nome e sobrenome: Ivan Cordeiro, presidente da Câmara Municipal. Ao lado dos vereadores Luciano Gomes, Cris Rocha, Ricardo Babão, Fernando Jacaré, Márcio de Vivi e Natan, Ivan liderou uma comitiva que desembarcou em Brasília não para discursos, mas para garantias. Foram recebidos com atenção por quem decide os rumos da infraestrutura nacional.

É preciso reconhecer também o papel do vice-prefeito, que representou a prefeita Sheila Lemos em compromissos na capital federal na semana passada em buscas destas melhorias.

O encontro dos vereadores contou também com as  presença ativa do governador Jerônimo Rodrigues e dos deputados federais Waldenor Pereira, Jorge Solla, Lídice da Mata e Daniel Almeida.

O resultado é promissor: dois novos viadutos sobre o Anel Rodoviário de Conquista, reduzindo riscos de acidentes e promovendo mais fluidez no tráfego — uma demanda antiga da população e um ponto crítico da mobilidade urbana na cidade.

Essa vitória política carrega um significado maior. Em tempos de polarização, ver forças divergentes se unirem pelo bem comum é raro — e, por isso, valioso.

Vitória da Conquista começa a viver um novo ciclo: o da política colaborativa, da eficiência na busca por recursos, da escuta das necessidades populares. Que este momento se eternize como marco de um novo tempo: mais passarelas, menos promessas; mais união, menos disputa.

 

ARTIGO – ARTIGO – Parabéns, Ivan Cordeiro: retorna a Conquista com duas passarelas na bagagem!

 

 

(
(Padre Carlos)

A política, quando feita com seriedade, entrega resultados concretos. E foi isso que vimos acontecer neste final e início de semana: uma articulação estratégica entre Prefeitura, Câmara de Vereadores, Governo do Estado e bancada federal, culminando na promessa firme do Ministro dos Transportes, Renan Filho, de construir duas passarelas no Anel Viário de Vitória da Conquista.

A conquista — literal e simbólica — tem nome e sobrenome: Ivan Cordeiro, presidente da Câmara Municipal. Ao lado dos vereadores Luciano Gomes, Cris Rocha, Ricardo Babão, Fernando Jacaré, Márcio de Vivi e Natan, Ivan liderou uma comitiva que desembarcou em Brasília não para discursos, mas para garantias. Foram recebidos com atenção por quem decide os rumos da infraestrutura nacional.

É preciso reconhecer também o papel do vice-prefeito, que representou a prefeita Sheila Lemos em compromissos na capital federal na semana passada em buscas destas melhorias.

O encontro dos vereadores contou também com as  presença ativa do governador Jerônimo Rodrigues e dos deputados federais Waldenor Pereira, Jorge Solla, Lídice da Mata e Daniel Almeida.

O resultado é promissor: dois novos viadutos sobre o Anel Rodoviário de Conquista, reduzindo riscos de acidentes e promovendo mais fluidez no tráfego — uma demanda antiga da população e um ponto crítico da mobilidade urbana na cidade.

Essa vitória política carrega um significado maior. Em tempos de polarização, ver forças divergentes se unirem pelo bem comum é raro — e, por isso, valioso.

Vitória da Conquista começa a viver um novo ciclo: o da política colaborativa, da eficiência na busca por recursos, da escuta das necessidades populares. Que este momento se eternize como marco de um novo tempo: mais passarelas, menos promessas; mais união, menos disputa.