Política e Resenha

Quando o Amor Não Recua: A Coragem de Sofrer em Tempos de Fuga

 

 Padre Carlos

 

Vivemos uma era que desaprendeu a sofrer.

Não porque o sofrimento tenha desaparecido — ele está mais presente do que nunca, infiltrado nas casas silenciosas, nas mentes inquietas e nos corações exaustos —, mas porque criamos uma cultura que o nega, o esconde ou o descarta como um erro da existência. A lógica contemporânea é simples e cruel: sentir dor é fracassar.

Mas a fé cristã nunca negociou com essa ilusão.

Ao contrário, como recordava São João Paulo II, o sofrimento não é o fim da história humana — é passagem. E talvez seja justamente isso que mais incomoda o homem moderno: a ideia de que a dor não pode ser eliminada, mas precisa ser atravessada.

A Ressurreição de Cristo não apagou a cruz. Ela a transformou.

E aqui está o ponto que muitos não querem aceitar: não existe ressurreição sem entrega, não existe esperança sem travessia, não existe amor verdadeiro que não passe pelo sacrifício. A promessa cristã não é a ausência da dor, mas o seu sentido.

Enquanto o mundo vende atalhos para a felicidade, o Evangelho continua oferecendo um caminho — estreito, exigente e profundamente humano.

E é nesse caminho que a Igreja encontra sua verdadeira identidade.

Não nos templos cheios apenas de palavras, nem nos discursos vazios de compromisso, mas no encontro direto com o sofrimento humano. É ali, no leito de um enfermo, na solidão de um idoso, no desespero silencioso de quem perdeu o sentido de viver, que a fé deixa de ser teoria e se torna presença.

A Igreja não é chamada a explicar a dor. Ela é chamada a permanecer nela.

Num tempo em que todos passam apressados, ignorando a queda do outro, ser cristão é parar. É inclinar-se. É tocar a ferida. É recusar a indiferença.

Porque o sofrimento do outro não é um incômodo — é um chamado.

E talvez seja isso que o mundo mais rejeita: a responsabilidade de amar quando é difícil.

O amor verdadeiro não recua.

Não recua diante da doença, não recua diante da perda, não recua diante da fragilidade humana. E é exatamente por isso que ele se torna sinal de algo maior. Como lembra o Papa Leão XIV, mesmo nas frestas mais escuras da existência, há sinais discretos de ressurreição.

Pequenos gestos. Silenciosos. Invisíveis aos olhos do mundo.

Mas poderosos o suficiente para sustentar a esperança.

Talvez o maior erro do nosso tempo seja acreditar que a felicidade está na ausência de dor, quando, na verdade, ela pode estar na forma como escolhemos enfrentá-la.

O sofrimento, quando atravessado com fé, deixa de ser prisão e se torna altar.

E nesse altar invisível, onde lágrimas se misturam com esperança, algo extraordinário acontece: o amor se revela em sua forma mais pura.

Não como sentimento, mas como decisão.

Não como discurso, mas como entrega.

No fim, a grande pergunta não é por que sofremos.

A pergunta é: o que fazemos com a dor que nos encontra?

Podemos fugir dela — como faz a maioria.

Ou podemos transformá-la — como fez Cristo.

E é nessa escolha silenciosa, cotidiana, quase invisível, que se decide o destino da alma humana.

Porque onde há dor, ainda pode nascer redenção.

E onde o amor não recua… a vida sempre encontra um caminho.

Quando o Amor Não Recua: A Coragem de Sofrer em Tempos de Fuga

 

 Padre Carlos

 

Vivemos uma era que desaprendeu a sofrer.

Não porque o sofrimento tenha desaparecido — ele está mais presente do que nunca, infiltrado nas casas silenciosas, nas mentes inquietas e nos corações exaustos —, mas porque criamos uma cultura que o nega, o esconde ou o descarta como um erro da existência. A lógica contemporânea é simples e cruel: sentir dor é fracassar.

Mas a fé cristã nunca negociou com essa ilusão.

Ao contrário, como recordava São João Paulo II, o sofrimento não é o fim da história humana — é passagem. E talvez seja justamente isso que mais incomoda o homem moderno: a ideia de que a dor não pode ser eliminada, mas precisa ser atravessada.

A Ressurreição de Cristo não apagou a cruz. Ela a transformou.

E aqui está o ponto que muitos não querem aceitar: não existe ressurreição sem entrega, não existe esperança sem travessia, não existe amor verdadeiro que não passe pelo sacrifício. A promessa cristã não é a ausência da dor, mas o seu sentido.

Enquanto o mundo vende atalhos para a felicidade, o Evangelho continua oferecendo um caminho — estreito, exigente e profundamente humano.

E é nesse caminho que a Igreja encontra sua verdadeira identidade.

Não nos templos cheios apenas de palavras, nem nos discursos vazios de compromisso, mas no encontro direto com o sofrimento humano. É ali, no leito de um enfermo, na solidão de um idoso, no desespero silencioso de quem perdeu o sentido de viver, que a fé deixa de ser teoria e se torna presença.

A Igreja não é chamada a explicar a dor. Ela é chamada a permanecer nela.

Num tempo em que todos passam apressados, ignorando a queda do outro, ser cristão é parar. É inclinar-se. É tocar a ferida. É recusar a indiferença.

Porque o sofrimento do outro não é um incômodo — é um chamado.

E talvez seja isso que o mundo mais rejeita: a responsabilidade de amar quando é difícil.

O amor verdadeiro não recua.

Não recua diante da doença, não recua diante da perda, não recua diante da fragilidade humana. E é exatamente por isso que ele se torna sinal de algo maior. Como lembra o Papa Leão XIV, mesmo nas frestas mais escuras da existência, há sinais discretos de ressurreição.

Pequenos gestos. Silenciosos. Invisíveis aos olhos do mundo.

Mas poderosos o suficiente para sustentar a esperança.

Talvez o maior erro do nosso tempo seja acreditar que a felicidade está na ausência de dor, quando, na verdade, ela pode estar na forma como escolhemos enfrentá-la.

O sofrimento, quando atravessado com fé, deixa de ser prisão e se torna altar.

E nesse altar invisível, onde lágrimas se misturam com esperança, algo extraordinário acontece: o amor se revela em sua forma mais pura.

Não como sentimento, mas como decisão.

Não como discurso, mas como entrega.

No fim, a grande pergunta não é por que sofremos.

A pergunta é: o que fazemos com a dor que nos encontra?

Podemos fugir dela — como faz a maioria.

Ou podemos transformá-la — como fez Cristo.

E é nessa escolha silenciosa, cotidiana, quase invisível, que se decide o destino da alma humana.

Porque onde há dor, ainda pode nascer redenção.

E onde o amor não recua… a vida sempre encontra um caminho.

Quando o Passado Não Basta: a Igreja e o Desafio de Reconquistar a Juventude

 

 

Há algo de profundamente revelador — e, ao mesmo tempo, inquietante — no anúncio de que o Frei Gilson fará sua primeira apresentação em Vitória da Conquista, no dia 14 de novembro de 2026, com o show “Um Encontro de Fé”. O evento, promovido pela Arquidiocese como parte de um Ano Vocacional voltado à juventude, carrega em si mais do que uma agenda pastoral: revela um movimento de adaptação, talvez tardio, de uma Igreja que se vê desafiada a reencontrar o coração pulsante das novas gerações.

É preciso dizer com clareza: a Igreja demorou a perceber que os jovens não abandonaram a fé — abandonaram, isso sim, as formas rígidas, silenciosas e, muitas vezes, distantes com que ela se apresentava. Enquanto outras expressões religiosas avançaram com linguagem acessível, música vibrante e forte senso de pertencimento, a Igreja tradicional hesitou, presa entre o zelo pela tradição e o medo de se descaracterizar.

O resultado está diante de nós. O fenômeno religioso contemporâneo, impulsionado sobretudo pela onda neopentecostal, não apenas cresceu — ocupou espaços emocionais, sociais e espirituais que a Igreja deixou vagos. Não se trata de uma derrota da fé, mas de uma vitória de quem soube comunicar melhor essa mesma fé.

Por isso, iniciativas como o show de Frei Gilson não devem ser vistas com desconfiança ou nostalgia crítica, mas com lucidez estratégica. Trata-se de reconhecer que a evangelização, para ser eficaz, precisa falar a língua do seu tempo. Jovens não se encantam apenas com discursos; eles buscam experiência, encontro, emoção, sentido compartilhado. Querem uma fé que se viva, não apenas que se explique.

E aqui reside o ponto central: a Igreja não pode confundir essência com forma. A mensagem permanece eterna, mas os meios precisam ser constantemente renovados. Se ontem o silêncio reverente falava alto, hoje ele muitas vezes não atravessa o ruído do mundo digital e acelerado. É preciso cantar, reunir, emocionar — não como espetáculo vazio, mas como ponte verdadeira para o transcendente.

Há, no entanto, um risco que não pode ser ignorado. Ao tentar dialogar com a cultura contemporânea, a Igreja não pode se tornar refém dela. Evangelizar não é entreter. A música, os eventos e os grandes encontros devem conduzir a algo mais profundo: o compromisso, a vocação, a transformação de vida. Caso contrário, tudo se dilui em mais um evento passageiro, incapaz de gerar raízes.

Quem conheceu a Igreja das décadas de 70 e 80, marcada por uma sobriedade quase austera, pode sentir estranhamento diante dessa nova configuração. E talvez com razão. Aquela Igreja, feita de silêncio, de comunidades mais orgânicas e de vínculos mais duradouros, já não existe como antes. Mas isso não significa que a fé tenha se perdido. Significa, apenas, que ela precisa encontrar novas moradas.

A verdade é dura, mas necessária: a Igreja é feita por homens, e os homens mudam com o tempo. As gerações passam, as sensibilidades se transformam, e a instituição que não acompanha esse movimento corre o risco de falar sozinha. Não se trata de ceder ao mundo, mas de compreender o mundo para melhor iluminá-lo.

O evento com Frei Gilson, portanto, é mais do que um show. É um sintoma — e também uma possibilidade. Sintoma de uma Igreja que reconhece suas lacunas na relação com a juventude. Possibilidade de um novo caminho, onde fé e linguagem contemporânea não se excluem, mas se fortalecem.

Se a Igreja deseja, de fato, tocar os jovens, precisará ir além de iniciativas pontuais. Será necessário construir presença constante, escuta verdadeira e espaços reais de protagonismo juvenil. Porque, no fim das contas, os jovens não querem apenas ser convidados para eventos — querem ser parte da história.

E talvez aí esteja a grande virada: não basta chamar os jovens para dentro da Igreja. É preciso permitir que eles ajudem a reconstruí-la.

A vida, afinal, é um grande ciclo de homens e ideias. E a fé, quando verdadeiramente viva, não teme recomeçar.

Quando o Passado Não Basta: a Igreja e o Desafio de Reconquistar a Juventude

 

 

Há algo de profundamente revelador — e, ao mesmo tempo, inquietante — no anúncio de que o Frei Gilson fará sua primeira apresentação em Vitória da Conquista, no dia 14 de novembro de 2026, com o show “Um Encontro de Fé”. O evento, promovido pela Arquidiocese como parte de um Ano Vocacional voltado à juventude, carrega em si mais do que uma agenda pastoral: revela um movimento de adaptação, talvez tardio, de uma Igreja que se vê desafiada a reencontrar o coração pulsante das novas gerações.

É preciso dizer com clareza: a Igreja demorou a perceber que os jovens não abandonaram a fé — abandonaram, isso sim, as formas rígidas, silenciosas e, muitas vezes, distantes com que ela se apresentava. Enquanto outras expressões religiosas avançaram com linguagem acessível, música vibrante e forte senso de pertencimento, a Igreja tradicional hesitou, presa entre o zelo pela tradição e o medo de se descaracterizar.

O resultado está diante de nós. O fenômeno religioso contemporâneo, impulsionado sobretudo pela onda neopentecostal, não apenas cresceu — ocupou espaços emocionais, sociais e espirituais que a Igreja deixou vagos. Não se trata de uma derrota da fé, mas de uma vitória de quem soube comunicar melhor essa mesma fé.

Por isso, iniciativas como o show de Frei Gilson não devem ser vistas com desconfiança ou nostalgia crítica, mas com lucidez estratégica. Trata-se de reconhecer que a evangelização, para ser eficaz, precisa falar a língua do seu tempo. Jovens não se encantam apenas com discursos; eles buscam experiência, encontro, emoção, sentido compartilhado. Querem uma fé que se viva, não apenas que se explique.

E aqui reside o ponto central: a Igreja não pode confundir essência com forma. A mensagem permanece eterna, mas os meios precisam ser constantemente renovados. Se ontem o silêncio reverente falava alto, hoje ele muitas vezes não atravessa o ruído do mundo digital e acelerado. É preciso cantar, reunir, emocionar — não como espetáculo vazio, mas como ponte verdadeira para o transcendente.

Há, no entanto, um risco que não pode ser ignorado. Ao tentar dialogar com a cultura contemporânea, a Igreja não pode se tornar refém dela. Evangelizar não é entreter. A música, os eventos e os grandes encontros devem conduzir a algo mais profundo: o compromisso, a vocação, a transformação de vida. Caso contrário, tudo se dilui em mais um evento passageiro, incapaz de gerar raízes.

Quem conheceu a Igreja das décadas de 70 e 80, marcada por uma sobriedade quase austera, pode sentir estranhamento diante dessa nova configuração. E talvez com razão. Aquela Igreja, feita de silêncio, de comunidades mais orgânicas e de vínculos mais duradouros, já não existe como antes. Mas isso não significa que a fé tenha se perdido. Significa, apenas, que ela precisa encontrar novas moradas.

A verdade é dura, mas necessária: a Igreja é feita por homens, e os homens mudam com o tempo. As gerações passam, as sensibilidades se transformam, e a instituição que não acompanha esse movimento corre o risco de falar sozinha. Não se trata de ceder ao mundo, mas de compreender o mundo para melhor iluminá-lo.

O evento com Frei Gilson, portanto, é mais do que um show. É um sintoma — e também uma possibilidade. Sintoma de uma Igreja que reconhece suas lacunas na relação com a juventude. Possibilidade de um novo caminho, onde fé e linguagem contemporânea não se excluem, mas se fortalecem.

Se a Igreja deseja, de fato, tocar os jovens, precisará ir além de iniciativas pontuais. Será necessário construir presença constante, escuta verdadeira e espaços reais de protagonismo juvenil. Porque, no fim das contas, os jovens não querem apenas ser convidados para eventos — querem ser parte da história.

E talvez aí esteja a grande virada: não basta chamar os jovens para dentro da Igreja. É preciso permitir que eles ajudem a reconstruí-la.

A vida, afinal, é um grande ciclo de homens e ideias. E a fé, quando verdadeiramente viva, não teme recomeçar.

25 de Abril: Quando os Cravos Falam Mais Alto que as Armas

 

 

Há datas que não são apenas marcas no calendário, mas sim símbolos vivos de transformação, esperança e coragem. O 25 de Abril de 1974 é uma dessas datas para Portugal — um dia em que o silêncio imposto pela ditadura foi quebrado pelo som de uma canção, pelo aroma dos cravos e pela voz uníssona de um povo que decidiu escrever o seu próprio destino.

A Revolução dos Cravos: Um Ato de Coragem Coletiva

A Revolução dos Cravos não foi apenas um golpe militar, mas um movimento popular que uniu civis e soldados em torno de um ideal comum: liberdade. Sem violência, sem ódio, mas com uma determinação inquebrantável, os portugueses mostraram ao mundo que a mudança é possível quando a justiça e a fraternidade guiam os passos de uma nação.

Os cravos, colocados nos canos das armas pelos soldados, tornaram-se o símbolo dessa revolução pacífica. Eles representavam a delicadeza da esperança em meio à dureza dos tempos, e a certeza de que um novo Portugal estava nascendo — um país onde a democracia, a igualdade e os direitos humanos seriam os pilares de uma sociedade renovada.

Grândola, Vila Morena: A Canção que Mudou a História

Na madrugada daquele dia, a canção “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, ecoou pelas rádios. Mais do que uma música, ela foi a senha para a ação, um hino de resistência que uniu corações e mentes. Os versos simples, mas profundos, falavam de fraternidade, de um povo que “mais ordena” dentro da sua própria terra. Era a voz daqueles que, durante décadas, haviam sido silenciados.

O Legado do 25 de Abril: Liberdade, Democracia e Memória

Passadas mais de cinco décadas, o 25 de Abril continua a inspirar. Não é apenas uma data para celebrar, mas um lembrete de que a liberdade é um bem precioso, conquistado com luta e mantido com responsabilidade. É um convite para refletirmos sobre o valor da democracia, da participação cívica e da justiça social.

Hoje, quando olhamos para trás, vemos que a Revolução dos Cravos não foi apenas um evento histórico — foi um ato de amor pela pátria. Um amor que se traduz na construção de um país mais justo, mais livre e mais humano.

Conclusão: A Revolução que Nunca Acaba

O 25 de Abril não pertence apenas ao passado. Ele vive em cada um de nós que acredita na força da unidade, na importância da memória e na necessidade de lutar, todos os dias, por um mundo melhor. Que este dia nos lembre sempre: a liberdade não é um dom, é uma conquista.

25 de Abril: Quando os Cravos Falam Mais Alto que as Armas

 

 

Há datas que não são apenas marcas no calendário, mas sim símbolos vivos de transformação, esperança e coragem. O 25 de Abril de 1974 é uma dessas datas para Portugal — um dia em que o silêncio imposto pela ditadura foi quebrado pelo som de uma canção, pelo aroma dos cravos e pela voz uníssona de um povo que decidiu escrever o seu próprio destino.

A Revolução dos Cravos: Um Ato de Coragem Coletiva

A Revolução dos Cravos não foi apenas um golpe militar, mas um movimento popular que uniu civis e soldados em torno de um ideal comum: liberdade. Sem violência, sem ódio, mas com uma determinação inquebrantável, os portugueses mostraram ao mundo que a mudança é possível quando a justiça e a fraternidade guiam os passos de uma nação.

Os cravos, colocados nos canos das armas pelos soldados, tornaram-se o símbolo dessa revolução pacífica. Eles representavam a delicadeza da esperança em meio à dureza dos tempos, e a certeza de que um novo Portugal estava nascendo — um país onde a democracia, a igualdade e os direitos humanos seriam os pilares de uma sociedade renovada.

Grândola, Vila Morena: A Canção que Mudou a História

Na madrugada daquele dia, a canção “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, ecoou pelas rádios. Mais do que uma música, ela foi a senha para a ação, um hino de resistência que uniu corações e mentes. Os versos simples, mas profundos, falavam de fraternidade, de um povo que “mais ordena” dentro da sua própria terra. Era a voz daqueles que, durante décadas, haviam sido silenciados.

O Legado do 25 de Abril: Liberdade, Democracia e Memória

Passadas mais de cinco décadas, o 25 de Abril continua a inspirar. Não é apenas uma data para celebrar, mas um lembrete de que a liberdade é um bem precioso, conquistado com luta e mantido com responsabilidade. É um convite para refletirmos sobre o valor da democracia, da participação cívica e da justiça social.

Hoje, quando olhamos para trás, vemos que a Revolução dos Cravos não foi apenas um evento histórico — foi um ato de amor pela pátria. Um amor que se traduz na construção de um país mais justo, mais livre e mais humano.

Conclusão: A Revolução que Nunca Acaba

O 25 de Abril não pertence apenas ao passado. Ele vive em cada um de nós que acredita na força da unidade, na importância da memória e na necessidade de lutar, todos os dias, por um mundo melhor. Que este dia nos lembre sempre: a liberdade não é um dom, é uma conquista.

O Cheiro do Tempo – Crônica Literária


Crônica Literária

O Cheiro do Tempo

por Padre Carlos

― ✦ ―

Há manhãs que não pedem licença.

Entram pela janela antes mesmo de você abrir os olhos — primeiro o cheiro, depois a luz, e só por último a consciência de que um novo dia começou. Nessas manhãs, o tempo não é um relógio. É um velho que prepara café sem coador, que assopra a chaleira velha, que deixa o pó assentar no fundo como quem sabe que a pressa é inimiga do sabor. E do vivido.

Conheci um homem assim. Ou talvez eu o tenha inventado. Ou talvez ele seja todos os velhos que já vi de manhã cedo, sentados à soleira, com um copo nas mãos e os olhos voltados para um horizonte que só eles enxergavam. O aroma do café que ele preparava não ficava na cozinha. Subia, atravessava cômodos, dobrava corredores, e ia pousar, manso, em cada canto da casa — como um fio de memória tecendo a manhã, como diria o poeta.

Ele cantava. Não se sabe bem se para si mesmo ou para alguém que já foi. “Você por aqui é novidade” — essa frase de canção antiga que, repetida vezes sem conta, vai deixando de ser canção e vira reza, encantamento, mantra.

Há palavras que, de tanto ditas, perdem o significado e ganham outra coisa: ganham peso, ganham silêncio, ganham a textura do tempo.

― ― ―

Lembro das arraias.

Aqui em Salvador, ninguém chama de pipa. Arraia é o nome certo, o nome da terra, e a palavra já tem asas só de ser dita. Arraias no céu de fim de tarde — leves, loucas, disputando o azul com as nuvens e os pássaros. Cada linha puxada por uma mão de criança que ainda não sabe que está aprendendo a soltar: a soltar o barbante, a soltar o dia, a soltar tudo que um dia vai embora de qualquer jeito.

A infância é isso. Um copo de água fresca bebido sem pensar, porque quando se é criança não se pensa em sede, se bebe. Um raio de sol na montanha que aquece sem queimar — porque tudo, nessa idade, vem na medida certa do milagre. Uma cabeleira comprida boiando nos lagos da memória, que a gente vai puxando, puxando, e ela não acaba nunca, porque a memória é funda e o passado não tem fundo.

O sino não conta minutos,
conta momentos.

O menino que eu quero lembrar — e que mora em algum lugar dentro de cada um que leu até aqui — sentia o cheiro de jasmim vindo da casa grande. Havia uma casa grande, sempre há uma casa grande na infância de quem cresceu em um balneário. Com seus mistérios e suas sombras, com seu jardim que cheirava diferente do resto do mundo. E havia o sino da Igreja, marcando as horas que o relógio não sabia marcar — porque o sino não conta minutos, conta momentos.

E as freiras que passavam em frente ao portão, com seus hábitos brancos ou seria marrom? Seus passos silenciosos, como se carregassem nas solas dos sapatos o segredo de como se atravessa um dia com graça.

Mais um dia se ia. Assim. Quieto.

― ― ―

O filósofo diria que o tempo é uma flecha. O físico, que é uma dimensão. O poeta, que é um rio. Mas o cronista — esse ser menor e mais humano — diria apenas que o tempo cheira a café.

E que há hábitos que o corpo guarda depois que a mente esquece. O jeito de segurar o copo. O gesto de assoar. A melodia murmurada sem letra, sem começo, sem fim. Esses hábitos não são nostalgia — a nostalgia dói, a nostalgia sabe que perdeu. Esses hábitos são outra coisa: são o tempo que ficou no corpo como uma caixa de recordações que ninguém mais abre, mas todos sabem onde está.

O vento leva as arraias. O café esfria. O sino para de tocar. As freiras dobram a esquina e somem. O jasmim fecha suas pétalas quando escurece. E o velho do copo de café, que cantava sem saber que cantava, vai ficando quieto — não porque não tenha mais nada a dizer, mas porque chegou àquela hora da tarde em que as palavras são desnecessárias e basta existir.

― ― ―

Há manhãs que não pedem licença.

E há crônicas que são apenas isso: a tentativa honesta de dizer que existimos, que sentimos, que o cheiro do café ainda sobe pela janela, e que enquanto isso acontecer, o tempo — esse velho sem coador, esse menino de arraia, esse sino que marca o que o relógio esquece — ainda não terminou.

✦ ✦ ✦

Vitória da Conquista, abril de 2026

O Cheiro do Tempo – Crônica Literária


Crônica Literária

O Cheiro do Tempo

por Padre Carlos

― ✦ ―

Há manhãs que não pedem licença.

Entram pela janela antes mesmo de você abrir os olhos — primeiro o cheiro, depois a luz, e só por último a consciência de que um novo dia começou. Nessas manhãs, o tempo não é um relógio. É um velho que prepara café sem coador, que assopra a chaleira velha, que deixa o pó assentar no fundo como quem sabe que a pressa é inimiga do sabor. E do vivido.

Conheci um homem assim. Ou talvez eu o tenha inventado. Ou talvez ele seja todos os velhos que já vi de manhã cedo, sentados à soleira, com um copo nas mãos e os olhos voltados para um horizonte que só eles enxergavam. O aroma do café que ele preparava não ficava na cozinha. Subia, atravessava cômodos, dobrava corredores, e ia pousar, manso, em cada canto da casa — como um fio de memória tecendo a manhã, como diria o poeta.

Ele cantava. Não se sabe bem se para si mesmo ou para alguém que já foi. “Você por aqui é novidade” — essa frase de canção antiga que, repetida vezes sem conta, vai deixando de ser canção e vira reza, encantamento, mantra.

Há palavras que, de tanto ditas, perdem o significado e ganham outra coisa: ganham peso, ganham silêncio, ganham a textura do tempo.

― ― ―

Lembro das arraias.

Aqui em Salvador, ninguém chama de pipa. Arraia é o nome certo, o nome da terra, e a palavra já tem asas só de ser dita. Arraias no céu de fim de tarde — leves, loucas, disputando o azul com as nuvens e os pássaros. Cada linha puxada por uma mão de criança que ainda não sabe que está aprendendo a soltar: a soltar o barbante, a soltar o dia, a soltar tudo que um dia vai embora de qualquer jeito.

A infância é isso. Um copo de água fresca bebido sem pensar, porque quando se é criança não se pensa em sede, se bebe. Um raio de sol na montanha que aquece sem queimar — porque tudo, nessa idade, vem na medida certa do milagre. Uma cabeleira comprida boiando nos lagos da memória, que a gente vai puxando, puxando, e ela não acaba nunca, porque a memória é funda e o passado não tem fundo.

O sino não conta minutos,
conta momentos.

O menino que eu quero lembrar — e que mora em algum lugar dentro de cada um que leu até aqui — sentia o cheiro de jasmim vindo da casa grande. Havia uma casa grande, sempre há uma casa grande na infância de quem cresceu em um balneário. Com seus mistérios e suas sombras, com seu jardim que cheirava diferente do resto do mundo. E havia o sino da Igreja, marcando as horas que o relógio não sabia marcar — porque o sino não conta minutos, conta momentos.

E as freiras que passavam em frente ao portão, com seus hábitos brancos ou seria marrom? Seus passos silenciosos, como se carregassem nas solas dos sapatos o segredo de como se atravessa um dia com graça.

Mais um dia se ia. Assim. Quieto.

― ― ―

O filósofo diria que o tempo é uma flecha. O físico, que é uma dimensão. O poeta, que é um rio. Mas o cronista — esse ser menor e mais humano — diria apenas que o tempo cheira a café.

E que há hábitos que o corpo guarda depois que a mente esquece. O jeito de segurar o copo. O gesto de assoar. A melodia murmurada sem letra, sem começo, sem fim. Esses hábitos não são nostalgia — a nostalgia dói, a nostalgia sabe que perdeu. Esses hábitos são outra coisa: são o tempo que ficou no corpo como uma caixa de recordações que ninguém mais abre, mas todos sabem onde está.

O vento leva as arraias. O café esfria. O sino para de tocar. As freiras dobram a esquina e somem. O jasmim fecha suas pétalas quando escurece. E o velho do copo de café, que cantava sem saber que cantava, vai ficando quieto — não porque não tenha mais nada a dizer, mas porque chegou àquela hora da tarde em que as palavras são desnecessárias e basta existir.

― ― ―

Há manhãs que não pedem licença.

E há crônicas que são apenas isso: a tentativa honesta de dizer que existimos, que sentimos, que o cheiro do café ainda sobe pela janela, e que enquanto isso acontecer, o tempo — esse velho sem coador, esse menino de arraia, esse sino que marca o que o relógio esquece — ainda não terminou.

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Vitória da Conquista, abril de 2026

Governar é Trabalho, Excelência — Não Susto em Coletiva


Política & Resenha — Opinião

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Oh, que choque! Jerônimo ficou surpreso

Quando o governador descobre que governar exige mais do que tomar sustos em entrevista coletiva


Por Padre Carlos  |  Vitória da Conquista, 25 de abril de 2026

A
ssim que li a manchete, precisei reler. Uma vez. Duas. Três. “Jerônimo critica troca de aeronaves da Azul e cobra respeito a Vitória da Conquista.” Fiquei eu também surpreso — não com a Azul, cujo pragmatismo empresarial é tão previsível quanto o pôr do sol no sertão, mas com o espetáculo de um governador do estado mais rico do Nordeste descobrindo, em coletiva de imprensa na cidade de Brumado, que uma empresa aérea tomou uma decisão comercial sem lhe pedir licença. Que drama. Que tragédia grega. Que cena.

A Azul Linhas Aéreas — empresa privada, movida por lucro, guiada por planilhas — anunciou que substituirá o ATR 72, de 72 assentos, pelo Cessna Grand Caravan, com espaço para nove almas corajosas dispostas a cruzar os céus do Sudoeste Baiano como em tempos de Lampião. A reação institucional do governador Jerônimo Rodrigues Souza foi a que qualquer cidadão deveria esperar de um representante eleito: ele ficou chocado. Profundamente chocado. Moralmente indignado. E nos comunicou esse choque com a solenidade de quem acaba de descobrir que a Terra é redonda.

“Nós não vamos aceitar que Vitória da Conquista seja tratada dessa forma.”

— Jerônimo Rodrigues, em declaração memorável à imprensa

Não vão aceitar. Categórico. Contundente. Vibrante. Só faltou a trilha sonora e os fogos de artifício. Pois bem, Excelência: a Azul já aceitou. É ela quem opera os aviões, é ela quem decide a rota, é ela quem faz a conta entre receita e custo. E, diante desse implacável teorema do capitalismo, o governador saiu da coletiva de imprensa armado de indignação — aquele instrumento tão útil quanto uma espingarda de água numa floresta em chamas.

— ✦ —

Esta atitude seria trágica se não fosse cômica. E seria cômica se não fosse reveladora. Ela revela um traço que, infelizmente, tem marcado certa cultura de gestão pública no Brasil: a confusão entre governar e protestar. O governante que perde tempo ficando chocado diante de uma decisão empresarial está, na prática, terceirizando sua função executiva para os microfones. Está fazendo o papel do torcedor — aquele que grita da arquibancada, bate no peito, aponta o dedo para o campo, mas jamais entra em campo.

Governador não é pra se indignar. Governador é pra trabalhar. Sentar com a empresa. Abrir a planilha. Oferecer incentivos fiscais, isenções, contrapartidas que tornem a rota viável e atrativa. Mapear outras companhias aéreas interessadas no Aeroporto Glauber Rocha — afinal, o mercado da aviação regional no Brasil é dinâmico e a ANAC não é uma entidade mística inacessível. Ligar para a LATAM, para a Gol, para quem quer que opere aviões com mais de nove assentos. Isso seria governar. Isso seria executar. Isso não gera manchete edificante, é verdade — mas gera resultado.

O papel de ficar chocado, contrariado, vociferante e indignado já tem dono nas democracias: chama-se parlamento. Deputados e vereadores existem exatamente para isso — para fazer barulho, para cobrar, para pressionar, para subir o tom. É a função deles. É pra isso que o povo os elege. O governador tem outra função: a chata, silenciosa, cotidiana e absolutamente indispensável função de resolver.

Mas há algo esteticamente perfeito na cena. Ali estava o governador da Bahia, em Brumado, sendo abordado sobre o Cessna de nove lugares que ameaça substituir o voo para Salvador — e ele ficou surpreso. Surpreso! Como se a decisão tivesse caído do céu de paraquedas naquela manhã de sexta-feira. Como se ninguém em seu secretariado, em sua assessoria técnica, em seu gabinete de desenvolvimento econômico houvesse acompanhado os movimentos da Azul Conecta, empresa que há meses reorganiza suas rotas regionais pelo interior do Brasil. A surpresa, num chefe do Executivo estadual, não é um sinal de humanidade. É um sinal de desacompanhamento.

— ✦ —

Já os demais personagens desta pequena ópera cômica completam o cenário com esmero. O empresário e ex-prefeito de Dom Basílio, entusiasta da aviação, declarou que Conquista está “abandonada”. O vereador Luís Carlos Dudé, do União Brasil, fustigou o “teco-teco” e evocou um retrocesso de oitenta anos. Certo. Legítimo. Barulhento. É o que parlamentares fazem — e fazem bem. Que gritem. Que pressionem. É a função deles, e exercem-na com vigor admirável.

O problema é quando o governador decide brincar de parlamentar. Quando o Executivo abandona o árido território da negociação técnica e vai disputar espaço nos microfones com quem foi eleito para isso. Resultado: muito barulho, nenhuma rota nova, nenhum assento a mais. O Cessna continua no hangar, esperando decolar com seus nove passageiros — enquanto o governador espera que a Azul leia o jornal e se envergonhe.

Vitória da Conquista — a Terra do Radialista Herzem Gusmão, como o blog irmão a celebra com carinho regionalista — é de fato a terceira maior cidade da Bahia. Merece conectividade aérea digna. Merece um aeroporto Glauber Rocha pulsante, com frequências, companhias e assentos. Merece, sobretudo, um gestor estadual que não precise descobrir em coletiva de imprensa que uma empresa privada age como empresa privada. Isso a cidade merece — e ainda não tem.

✦ ✦ ✦

Enquanto o governador aguarda que a Azul se comova com seu discurso e reponha os 63 assentos que pretende subtrair, o Cessna segue lá, pequenino, novecentas vezes mais honesto do que qualquer declaração pública: ele simplesmente vai. Sem barulho. Sem manchete. Sem choque. Com nove lugares e uma turbina. É modesto, é insuficiente, é inaceitável — mas vai. Talvez fosse uma boa metáfora para o que Vitória da Conquista precisa do seu governador: menos espanto, mais motor.

— ✦ —

Padre Carlos

Teólogo, colunista político & editor do Política e Resenha — Vitória da Conquista, Bahia

As opiniões expressas neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, a posição de qualquer partido, diocese ou companhia aérea de pequeno porte.

Governar é Trabalho, Excelência — Não Susto em Coletiva


Política & Resenha — Opinião

✦ ✦ ✦

Oh, que choque! Jerônimo ficou surpreso

Quando o governador descobre que governar exige mais do que tomar sustos em entrevista coletiva


Por Padre Carlos  |  Vitória da Conquista, 25 de abril de 2026

A
ssim que li a manchete, precisei reler. Uma vez. Duas. Três. “Jerônimo critica troca de aeronaves da Azul e cobra respeito a Vitória da Conquista.” Fiquei eu também surpreso — não com a Azul, cujo pragmatismo empresarial é tão previsível quanto o pôr do sol no sertão, mas com o espetáculo de um governador do estado mais rico do Nordeste descobrindo, em coletiva de imprensa na cidade de Brumado, que uma empresa aérea tomou uma decisão comercial sem lhe pedir licença. Que drama. Que tragédia grega. Que cena.

A Azul Linhas Aéreas — empresa privada, movida por lucro, guiada por planilhas — anunciou que substituirá o ATR 72, de 72 assentos, pelo Cessna Grand Caravan, com espaço para nove almas corajosas dispostas a cruzar os céus do Sudoeste Baiano como em tempos de Lampião. A reação institucional do governador Jerônimo Rodrigues Souza foi a que qualquer cidadão deveria esperar de um representante eleito: ele ficou chocado. Profundamente chocado. Moralmente indignado. E nos comunicou esse choque com a solenidade de quem acaba de descobrir que a Terra é redonda.

“Nós não vamos aceitar que Vitória da Conquista seja tratada dessa forma.”

— Jerônimo Rodrigues, em declaração memorável à imprensa

Não vão aceitar. Categórico. Contundente. Vibrante. Só faltou a trilha sonora e os fogos de artifício. Pois bem, Excelência: a Azul já aceitou. É ela quem opera os aviões, é ela quem decide a rota, é ela quem faz a conta entre receita e custo. E, diante desse implacável teorema do capitalismo, o governador saiu da coletiva de imprensa armado de indignação — aquele instrumento tão útil quanto uma espingarda de água numa floresta em chamas.

— ✦ —

Esta atitude seria trágica se não fosse cômica. E seria cômica se não fosse reveladora. Ela revela um traço que, infelizmente, tem marcado certa cultura de gestão pública no Brasil: a confusão entre governar e protestar. O governante que perde tempo ficando chocado diante de uma decisão empresarial está, na prática, terceirizando sua função executiva para os microfones. Está fazendo o papel do torcedor — aquele que grita da arquibancada, bate no peito, aponta o dedo para o campo, mas jamais entra em campo.

Governador não é pra se indignar. Governador é pra trabalhar. Sentar com a empresa. Abrir a planilha. Oferecer incentivos fiscais, isenções, contrapartidas que tornem a rota viável e atrativa. Mapear outras companhias aéreas interessadas no Aeroporto Glauber Rocha — afinal, o mercado da aviação regional no Brasil é dinâmico e a ANAC não é uma entidade mística inacessível. Ligar para a LATAM, para a Gol, para quem quer que opere aviões com mais de nove assentos. Isso seria governar. Isso seria executar. Isso não gera manchete edificante, é verdade — mas gera resultado.

O papel de ficar chocado, contrariado, vociferante e indignado já tem dono nas democracias: chama-se parlamento. Deputados e vereadores existem exatamente para isso — para fazer barulho, para cobrar, para pressionar, para subir o tom. É a função deles. É pra isso que o povo os elege. O governador tem outra função: a chata, silenciosa, cotidiana e absolutamente indispensável função de resolver.

Mas há algo esteticamente perfeito na cena. Ali estava o governador da Bahia, em Brumado, sendo abordado sobre o Cessna de nove lugares que ameaça substituir o voo para Salvador — e ele ficou surpreso. Surpreso! Como se a decisão tivesse caído do céu de paraquedas naquela manhã de sexta-feira. Como se ninguém em seu secretariado, em sua assessoria técnica, em seu gabinete de desenvolvimento econômico houvesse acompanhado os movimentos da Azul Conecta, empresa que há meses reorganiza suas rotas regionais pelo interior do Brasil. A surpresa, num chefe do Executivo estadual, não é um sinal de humanidade. É um sinal de desacompanhamento.

— ✦ —

Já os demais personagens desta pequena ópera cômica completam o cenário com esmero. O empresário e ex-prefeito de Dom Basílio, entusiasta da aviação, declarou que Conquista está “abandonada”. O vereador Luís Carlos Dudé, do União Brasil, fustigou o “teco-teco” e evocou um retrocesso de oitenta anos. Certo. Legítimo. Barulhento. É o que parlamentares fazem — e fazem bem. Que gritem. Que pressionem. É a função deles, e exercem-na com vigor admirável.

O problema é quando o governador decide brincar de parlamentar. Quando o Executivo abandona o árido território da negociação técnica e vai disputar espaço nos microfones com quem foi eleito para isso. Resultado: muito barulho, nenhuma rota nova, nenhum assento a mais. O Cessna continua no hangar, esperando decolar com seus nove passageiros — enquanto o governador espera que a Azul leia o jornal e se envergonhe.

Vitória da Conquista — a Terra do Radialista Herzem Gusmão, como o blog irmão a celebra com carinho regionalista — é de fato a terceira maior cidade da Bahia. Merece conectividade aérea digna. Merece um aeroporto Glauber Rocha pulsante, com frequências, companhias e assentos. Merece, sobretudo, um gestor estadual que não precise descobrir em coletiva de imprensa que uma empresa privada age como empresa privada. Isso a cidade merece — e ainda não tem.

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Enquanto o governador aguarda que a Azul se comova com seu discurso e reponha os 63 assentos que pretende subtrair, o Cessna segue lá, pequenino, novecentas vezes mais honesto do que qualquer declaração pública: ele simplesmente vai. Sem barulho. Sem manchete. Sem choque. Com nove lugares e uma turbina. É modesto, é insuficiente, é inaceitável — mas vai. Talvez fosse uma boa metáfora para o que Vitória da Conquista precisa do seu governador: menos espanto, mais motor.

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Padre Carlos

Teólogo, colunista político & editor do Política e Resenha — Vitória da Conquista, Bahia

As opiniões expressas neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, a posição de qualquer partido, diocese ou companhia aérea de pequeno porte.

Sangue no Planalto: A Guerra dos Peduros e Meletes

 

 

 

Por Padre Carlos 

 

Há episódios que não envelhecem — apenas são escondidos. E quanto mais se tenta soterrá-los sob o pó da conveniência histórica, mais eles insistem em respirar por entre as frestas da memória coletiva. O janeiro de 1919, em Vitória da Conquista, não é apenas um capítulo esquecido: é um espelho incômodo. Um daqueles que não refletem o rosto que queremos ver, mas o que insistimos em negar.

O conflito entre Peduros e Meletes não foi um acidente. Não foi um desvio da norma. Foi, ao contrário, a revelação brutal da norma em seu estado mais puro.

O Poder Como Herança — E Como Arma

O que se convencionou chamar de “guerra” entre facções familiares não tinha nada de ideológico, nada de programático, nada de republicano. Era, em essência, uma disputa patrimonial. O poder local não era entendido como função pública, mas como extensão da propriedade privada. Governar não era servir — era possuir.

A genealogia política da cidade, fincada na conquista armada do território e consolidada pela endogamia das elites, produziu algo mais sólido que instituições: produziu um sistema fechado. Um sistema onde o sobrenome valia mais que o voto, onde alianças matrimoniais tinham mais peso que qualquer projeto de governo, e onde a política era menos debate e mais herança.

Quando o Coronel Gugé morreu, não foi apenas um homem que partiu. Foi o último mecanismo de contenção de um modelo que nunca aprendeu a conviver com limites. Sua autoridade pessoal — não institucional — era o que mantinha a paz. E isso, por si só, já é uma acusação histórica grave: a ordem dependia de um homem, não de regras.

Quando a Política Fala Pela Espingarda

A guerra de janeiro de 1919 foi, portanto, inevitável. Não porque os homens fossem particularmente violentos — mas porque o sistema era.

Sem mediação institucional, sem cultura democrática, sem freios legais eficazes, a disputa pelo comando da cidade recorreu ao único instrumento que sempre esteve disponível: a força. E a força, no sertão político da Primeira República, não era exceção — era linguagem.

Peduros e Meletes não representavam visões distintas de futuro. Representavam o mesmo passado disputando o controle do presente.

E o mais revelador não foi o confronto em si — mas o que veio depois.

A Legitimação do Vencedor

Menos de um mês após o derramamento de sangue, o poder estadual reconheceu o resultado. Não houve investigação profunda, não houve responsabilização exemplar, não houve ruptura. Houve nomeação.

Ascendino Melo dos Santos, líder dos vencedores, foi alçado à Intendência com a naturalidade de quem apenas assume aquilo que, na lógica vigente, já lhe pertencia. O gesto do governo estadual não foi de reprovação — foi de homologação.

Aqui reside o ponto mais desconcertante de toda a história: o sistema não apenas tolerava a violência — ele a incorporava como método de seleção de liderança.

Não se tratava de um colapso institucional. Era o funcionamento regular de uma engrenagem perversa.

O Que Mudou? Quase Nada.

A vitória dos Peduros não representou transformação. Representou continuidade com novos nomes.

O modelo oligárquico permaneceu intacto. A exclusão política seguiu sendo regra. A democracia continuou sendo ritual, não substância. Eleições sem concorrência, decisões tomadas fora do espaço público, concentração de poder nas mesmas mãos — tudo isso persistiu com a mesma naturalidade silenciosa de antes.

A cidade mudou de comando, mas não mudou de lógica.

E talvez essa seja a constatação mais dura: o conflito não rompeu o sistema — ele o reforçou.

O Eco no Presente

Seria confortável tratar esse episódio como uma relíquia de um Brasil arcaico, distante, superado. Mas isso exigiria uma dose de ingenuidade que a realidade não permite.

A história dos Peduros e Meletes não fala apenas de 1919. Fala de um padrão recorrente: a captura do público pelo privado, a fragilidade das instituições diante de estruturas de poder consolidadas, a substituição do debate pela imposição.

Os nomes mudam. As formas se sofisticam. Mas a lógica — essa, infelizmente, demonstra uma inquietante capacidade de adaptação.

Hoje não se duelam famílias com rifles nas ruas. Mas ainda se disputam espaços de poder com ferramentas que contornam — ou esvaziam — o espírito das instituições. Ainda se confundem interesses pessoais com decisões públicas. Ainda se perpetuam estruturas que resistem à renovação real.

A Advertência Ignorada

O episódio de 1919 não deveria ser apenas um registro histórico. Deveria ser um alerta permanente.

Ele nos lembra que instituições frágeis não contêm ambições fortes. Que democracia sem cultura democrática é apenas aparência. E que, quando o poder deixa de ser regulado por regras impessoais, ele inevitavelmente retorna ao seu estado mais primitivo: o da imposição.

A tragédia não está apenas no sangue derramado naquele janeiro distante. Está no fato de que, mais de um século depois, ainda reconhecemos — em versões menos explícitas, mas não menos preocupantes — os mesmos mecanismos em funcionamento.

A história não grita. Ela sussurra.

E o problema nunca foi a falta de aviso. Foi a falta de escuta.

Sangue no Planalto: A Guerra dos Peduros e Meletes

 

 

 

Por Padre Carlos 

 

Há episódios que não envelhecem — apenas são escondidos. E quanto mais se tenta soterrá-los sob o pó da conveniência histórica, mais eles insistem em respirar por entre as frestas da memória coletiva. O janeiro de 1919, em Vitória da Conquista, não é apenas um capítulo esquecido: é um espelho incômodo. Um daqueles que não refletem o rosto que queremos ver, mas o que insistimos em negar.

O conflito entre Peduros e Meletes não foi um acidente. Não foi um desvio da norma. Foi, ao contrário, a revelação brutal da norma em seu estado mais puro.

O Poder Como Herança — E Como Arma

O que se convencionou chamar de “guerra” entre facções familiares não tinha nada de ideológico, nada de programático, nada de republicano. Era, em essência, uma disputa patrimonial. O poder local não era entendido como função pública, mas como extensão da propriedade privada. Governar não era servir — era possuir.

A genealogia política da cidade, fincada na conquista armada do território e consolidada pela endogamia das elites, produziu algo mais sólido que instituições: produziu um sistema fechado. Um sistema onde o sobrenome valia mais que o voto, onde alianças matrimoniais tinham mais peso que qualquer projeto de governo, e onde a política era menos debate e mais herança.

Quando o Coronel Gugé morreu, não foi apenas um homem que partiu. Foi o último mecanismo de contenção de um modelo que nunca aprendeu a conviver com limites. Sua autoridade pessoal — não institucional — era o que mantinha a paz. E isso, por si só, já é uma acusação histórica grave: a ordem dependia de um homem, não de regras.

Quando a Política Fala Pela Espingarda

A guerra de janeiro de 1919 foi, portanto, inevitável. Não porque os homens fossem particularmente violentos — mas porque o sistema era.

Sem mediação institucional, sem cultura democrática, sem freios legais eficazes, a disputa pelo comando da cidade recorreu ao único instrumento que sempre esteve disponível: a força. E a força, no sertão político da Primeira República, não era exceção — era linguagem.

Peduros e Meletes não representavam visões distintas de futuro. Representavam o mesmo passado disputando o controle do presente.

E o mais revelador não foi o confronto em si — mas o que veio depois.

A Legitimação do Vencedor

Menos de um mês após o derramamento de sangue, o poder estadual reconheceu o resultado. Não houve investigação profunda, não houve responsabilização exemplar, não houve ruptura. Houve nomeação.

Ascendino Melo dos Santos, líder dos vencedores, foi alçado à Intendência com a naturalidade de quem apenas assume aquilo que, na lógica vigente, já lhe pertencia. O gesto do governo estadual não foi de reprovação — foi de homologação.

Aqui reside o ponto mais desconcertante de toda a história: o sistema não apenas tolerava a violência — ele a incorporava como método de seleção de liderança.

Não se tratava de um colapso institucional. Era o funcionamento regular de uma engrenagem perversa.

O Que Mudou? Quase Nada.

A vitória dos Peduros não representou transformação. Representou continuidade com novos nomes.

O modelo oligárquico permaneceu intacto. A exclusão política seguiu sendo regra. A democracia continuou sendo ritual, não substância. Eleições sem concorrência, decisões tomadas fora do espaço público, concentração de poder nas mesmas mãos — tudo isso persistiu com a mesma naturalidade silenciosa de antes.

A cidade mudou de comando, mas não mudou de lógica.

E talvez essa seja a constatação mais dura: o conflito não rompeu o sistema — ele o reforçou.

O Eco no Presente

Seria confortável tratar esse episódio como uma relíquia de um Brasil arcaico, distante, superado. Mas isso exigiria uma dose de ingenuidade que a realidade não permite.

A história dos Peduros e Meletes não fala apenas de 1919. Fala de um padrão recorrente: a captura do público pelo privado, a fragilidade das instituições diante de estruturas de poder consolidadas, a substituição do debate pela imposição.

Os nomes mudam. As formas se sofisticam. Mas a lógica — essa, infelizmente, demonstra uma inquietante capacidade de adaptação.

Hoje não se duelam famílias com rifles nas ruas. Mas ainda se disputam espaços de poder com ferramentas que contornam — ou esvaziam — o espírito das instituições. Ainda se confundem interesses pessoais com decisões públicas. Ainda se perpetuam estruturas que resistem à renovação real.

A Advertência Ignorada

O episódio de 1919 não deveria ser apenas um registro histórico. Deveria ser um alerta permanente.

Ele nos lembra que instituições frágeis não contêm ambições fortes. Que democracia sem cultura democrática é apenas aparência. E que, quando o poder deixa de ser regulado por regras impessoais, ele inevitavelmente retorna ao seu estado mais primitivo: o da imposição.

A tragédia não está apenas no sangue derramado naquele janeiro distante. Está no fato de que, mais de um século depois, ainda reconhecemos — em versões menos explícitas, mas não menos preocupantes — os mesmos mecanismos em funcionamento.

A história não grita. Ela sussurra.

E o problema nunca foi a falta de aviso. Foi a falta de escuta.

Sexta-feira começa fria e fim de semana terá tempo instável em Vitória da Conquista

A sexta-feira (24) amanheceu com temperaturas baixas em Vitória da Conquista, marcando a transição do outono e antecipando características típicas do inverno. Os termômetros variaram entre 15°C e 18°C durante a madrugada até o início da manhã.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão para o fim de semana é de tempo instável. O céu deve permanecer encoberto, com possibilidade de chuvas isoladas e ventos moderados, o que pode intensificar a sensação de frio.

As temperaturas mínimas devem continuar em torno dos 15°C, enquanto as máximas não devem ultrapassar os 24°C no sábado (25) e domingo (26).

A neblina também deve marcar presença nas primeiras horas do dia e durante a noite, exigindo maior atenção de motoristas nas rodovias e vias urbanas.

Sexta-feira começa fria e fim de semana terá tempo instável em Vitória da Conquista

A sexta-feira (24) amanheceu com temperaturas baixas em Vitória da Conquista, marcando a transição do outono e antecipando características típicas do inverno. Os termômetros variaram entre 15°C e 18°C durante a madrugada até o início da manhã.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão para o fim de semana é de tempo instável. O céu deve permanecer encoberto, com possibilidade de chuvas isoladas e ventos moderados, o que pode intensificar a sensação de frio.

As temperaturas mínimas devem continuar em torno dos 15°C, enquanto as máximas não devem ultrapassar os 24°C no sábado (25) e domingo (26).

A neblina também deve marcar presença nas primeiras horas do dia e durante a noite, exigindo maior atenção de motoristas nas rodovias e vias urbanas.

Vigilância Sanitária apreende 1,8 tonelada de alimentos vencidos em supermercado de Vitória da Conquista

A Coordenação Municipal da Vigilância Sanitária apreendeu aproximadamente 1.800 quilos de produtos alimentícios impróprios para o consumo em um supermercado de Vitória da Conquista. Os itens estavam com prazos de validade vencidos e permaneciam expostos nas prateleiras e armazenados no estoque para comercialização.

Entre os produtos apreendidos estavam alimentos de consumo básico, como biscoitos, pães, feijão e arroz. Parte das mercadorias apresentava validade expirada desde 2024, segundo a fiscalização.

De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares, os produtos serão encaminhados ao aterro sanitário para descarte imediato. Ele informou ainda que a área de armazenamento onde foram encontradas as irregularidades foi parcialmente interditada, embora o estabelecimento continue funcionando.

A comercialização de alimentos vencidos é considerada infração sanitária. Conforme a Resolução RDC nº 216/2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apenas produtos dentro do prazo de validade podem ser utilizados ou expostos à venda. A prática também viola o Código de Defesa do Consumidor.

A Vigilância Sanitária orienta que consumidores verifiquem sempre a validade dos produtos e denunciem possíveis irregularidades aos órgãos competentes.

Vigilância Sanitária apreende 1,8 tonelada de alimentos vencidos em supermercado de Vitória da Conquista

A Coordenação Municipal da Vigilância Sanitária apreendeu aproximadamente 1.800 quilos de produtos alimentícios impróprios para o consumo em um supermercado de Vitória da Conquista. Os itens estavam com prazos de validade vencidos e permaneciam expostos nas prateleiras e armazenados no estoque para comercialização.

Entre os produtos apreendidos estavam alimentos de consumo básico, como biscoitos, pães, feijão e arroz. Parte das mercadorias apresentava validade expirada desde 2024, segundo a fiscalização.

De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares, os produtos serão encaminhados ao aterro sanitário para descarte imediato. Ele informou ainda que a área de armazenamento onde foram encontradas as irregularidades foi parcialmente interditada, embora o estabelecimento continue funcionando.

A comercialização de alimentos vencidos é considerada infração sanitária. Conforme a Resolução RDC nº 216/2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apenas produtos dentro do prazo de validade podem ser utilizados ou expostos à venda. A prática também viola o Código de Defesa do Consumidor.

A Vigilância Sanitária orienta que consumidores verifiquem sempre a validade dos produtos e denunciem possíveis irregularidades aos órgãos competentes.

Segurança em ação: o desafio do enfrentamento à violência em Vitória da Conquista

(Maria Clara)

A intensificação das operações policiais em Vitória da Conquista revela um momento de atenção e vigilância reforçada diante do avanço da violência. A atuação das forças de segurança, cada vez mais presente em diferentes regiões do município, demonstra o compromisso com a proteção da população e o enfrentamento direto ao crime.

A recente ocorrência na região de Veredinha, na zona rural, onde um suspeito morreu após confronto com a polícia, evidencia a complexidade do cenário atual. Situações como essa mostram que o combate à criminalidade exige preparo, estratégia e, muitas vezes, decisões rápidas em contextos de alto risco.

É importante reconhecer que o trabalho das forças policiais tem sido intensificado justamente para conter o avanço de práticas criminosas e garantir maior tranquilidade à sociedade. A presença mais ativa nas ruas, nos bairros e também nas áreas rurais amplia a sensação de segurança e reforça a ideia de que o Estado está atento.

Ao mesmo tempo, o aumento de confrontos armados revela o nível de desafio enfrentado diariamente pelos agentes de segurança. O crime, em muitos casos, se apresenta de forma cada vez mais organizada e resistente, exigindo respostas firmes e coordenadas.

Para a população, esse cenário gera diferentes percepções. Há o reconhecimento da importância das operações e da atuação policial, mas também um natural estado de alerta diante da realidade vivida. A segurança pública, nesse contexto, passa a ser um tema central no cotidiano das pessoas.

Outro ponto relevante é a expansão dessas ações para a zona rural, o que demonstra uma cobertura mais ampla e estratégica das forças de segurança. Essa presença contribui para proteger comunidades que, historicamente, tinham menor visibilidade nesse tipo de atuação.

A construção de uma cidade mais segura passa por um conjunto de fatores. Além das ações operacionais, envolve planejamento, integração entre instituições e o fortalecimento de políticas que promovam estabilidade social.

Vitória da Conquista segue avançando nesse desafio, buscando equilíbrio entre firmeza no combate ao crime e a preservação da segurança da população.

Porque, acima de tudo, garantir a paz social é um compromisso permanente — e um caminho que se constrói com presença, responsabilidade e ação contínua.

Segurança em ação: o desafio do enfrentamento à violência em Vitória da Conquista

(Maria Clara)

A intensificação das operações policiais em Vitória da Conquista revela um momento de atenção e vigilância reforçada diante do avanço da violência. A atuação das forças de segurança, cada vez mais presente em diferentes regiões do município, demonstra o compromisso com a proteção da população e o enfrentamento direto ao crime.

A recente ocorrência na região de Veredinha, na zona rural, onde um suspeito morreu após confronto com a polícia, evidencia a complexidade do cenário atual. Situações como essa mostram que o combate à criminalidade exige preparo, estratégia e, muitas vezes, decisões rápidas em contextos de alto risco.

É importante reconhecer que o trabalho das forças policiais tem sido intensificado justamente para conter o avanço de práticas criminosas e garantir maior tranquilidade à sociedade. A presença mais ativa nas ruas, nos bairros e também nas áreas rurais amplia a sensação de segurança e reforça a ideia de que o Estado está atento.

Ao mesmo tempo, o aumento de confrontos armados revela o nível de desafio enfrentado diariamente pelos agentes de segurança. O crime, em muitos casos, se apresenta de forma cada vez mais organizada e resistente, exigindo respostas firmes e coordenadas.

Para a população, esse cenário gera diferentes percepções. Há o reconhecimento da importância das operações e da atuação policial, mas também um natural estado de alerta diante da realidade vivida. A segurança pública, nesse contexto, passa a ser um tema central no cotidiano das pessoas.

Outro ponto relevante é a expansão dessas ações para a zona rural, o que demonstra uma cobertura mais ampla e estratégica das forças de segurança. Essa presença contribui para proteger comunidades que, historicamente, tinham menor visibilidade nesse tipo de atuação.

A construção de uma cidade mais segura passa por um conjunto de fatores. Além das ações operacionais, envolve planejamento, integração entre instituições e o fortalecimento de políticas que promovam estabilidade social.

Vitória da Conquista segue avançando nesse desafio, buscando equilíbrio entre firmeza no combate ao crime e a preservação da segurança da população.

Porque, acima de tudo, garantir a paz social é um compromisso permanente — e um caminho que se constrói com presença, responsabilidade e ação contínua.

Segurança com sensibilidade: o caminho que Vitória da Conquista começa a construir

Em meio a um cenário desafiador vivido por Vitória da Conquista, uma iniciativa recente da Prefeitura, em conjunto com as forças de segurança, aponta para algo que vai além de uma simples operação: revela um modelo de gestão que busca equilíbrio entre ordem pública e responsabilidade social.

A articulação no entorno do Centro POP e da Biblioteca Municipal não surge por acaso. Ela responde a uma demanda legítima da população por mais segurança, mas, ao mesmo tempo, preserva um princípio fundamental: o respeito à dignidade humana.

E este é o ponto central.

O Centro POP é um espaço essencial, que acolhe diariamente pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo alimentação, higiene, acesso a documentos e encaminhamento para serviços públicos. Trata-se de uma política social que representa cuidado — e não pode ser tratada como problema.

Ao integrar segurança pública com assistência social, a gestão municipal demonstra compreender que os desafios urbanos não se resolvem com medidas isoladas. É preciso inteligência, planejamento e, sobretudo, sensibilidade.

A presença das forças de segurança, o uso de tecnologia com videomonitoramento, a intensificação das rondas e a melhoria da infraestrutura urbana são ações que dialogam diretamente com o desejo da população por tranquilidade. Mas o diferencial está justamente na forma como tudo isso é conduzido: sem abrir mão do caráter humano da política pública.

Essa abordagem revela maturidade administrativa.

Porque cidades que avançam são aquelas que conseguem enfrentar suas dificuldades sem negar sua própria realidade. E Vitória da Conquista, ao optar por um caminho integrado, mostra que é possível cuidar das pessoas e, ao mesmo tempo, garantir a ordem.

Não se trata de uma solução imediata ou simples. Mas é, sem dúvida, um passo consistente.

Ao reunir Prefeitura, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e equipe socioassistencial em torno de um objetivo comum, constrói-se algo maior do que uma operação: constrói-se uma estratégia.

E estratégia, em gestão pública, é o que diferencia ações pontuais de resultados duradouros.

Vitória da Conquista começa a sinalizar um caminho importante — aquele em que segurança pública e políticas sociais não competem entre si, mas caminham lado a lado.

Porque, no fim, uma cidade verdadeiramente segura não é apenas aquela onde há policiamento.

É aquela onde existe cuidado, presença e compromisso com todos.

Segurança com sensibilidade: o caminho que Vitória da Conquista começa a construir

Em meio a um cenário desafiador vivido por Vitória da Conquista, uma iniciativa recente da Prefeitura, em conjunto com as forças de segurança, aponta para algo que vai além de uma simples operação: revela um modelo de gestão que busca equilíbrio entre ordem pública e responsabilidade social.

A articulação no entorno do Centro POP e da Biblioteca Municipal não surge por acaso. Ela responde a uma demanda legítima da população por mais segurança, mas, ao mesmo tempo, preserva um princípio fundamental: o respeito à dignidade humana.

E este é o ponto central.

O Centro POP é um espaço essencial, que acolhe diariamente pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo alimentação, higiene, acesso a documentos e encaminhamento para serviços públicos. Trata-se de uma política social que representa cuidado — e não pode ser tratada como problema.

Ao integrar segurança pública com assistência social, a gestão municipal demonstra compreender que os desafios urbanos não se resolvem com medidas isoladas. É preciso inteligência, planejamento e, sobretudo, sensibilidade.

A presença das forças de segurança, o uso de tecnologia com videomonitoramento, a intensificação das rondas e a melhoria da infraestrutura urbana são ações que dialogam diretamente com o desejo da população por tranquilidade. Mas o diferencial está justamente na forma como tudo isso é conduzido: sem abrir mão do caráter humano da política pública.

Essa abordagem revela maturidade administrativa.

Porque cidades que avançam são aquelas que conseguem enfrentar suas dificuldades sem negar sua própria realidade. E Vitória da Conquista, ao optar por um caminho integrado, mostra que é possível cuidar das pessoas e, ao mesmo tempo, garantir a ordem.

Não se trata de uma solução imediata ou simples. Mas é, sem dúvida, um passo consistente.

Ao reunir Prefeitura, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e equipe socioassistencial em torno de um objetivo comum, constrói-se algo maior do que uma operação: constrói-se uma estratégia.

E estratégia, em gestão pública, é o que diferencia ações pontuais de resultados duradouros.

Vitória da Conquista começa a sinalizar um caminho importante — aquele em que segurança pública e políticas sociais não competem entre si, mas caminham lado a lado.

Porque, no fim, uma cidade verdadeiramente segura não é apenas aquela onde há policiamento.

É aquela onde existe cuidado, presença e compromisso com todos.