Política e Resenha

ARTIGO – Palavras Gastas, Amor Perdido

 

(Padre Carlos)

Gastamos as palavras pelas ruas, meu amor. Como moedas esquecidas, deixamos cair pedaços de nós em cada esquina, em cada conversa sem retorno. Hoje, o que restou não basta para afastar o frio de quatro paredes. É o silêncio que se instala onde antes morava a música.

Gastamos tudo — menos o silêncio.
Gastamos as mãos na força de nos apertarmos, como quem segura um mundo prestes a desabar. Gastamos os olhos com o sal das lágrimas. Gastamos até o tempo, nas esperas inúteis que o coração insistia em acreditar.

Meto as mãos nos bolsos e encontro apenas o vazio. Antigamente, havia tanto para dar: bilhetes apressados, promessas ditas ao pé do ouvido, pequenos gestos que faziam a vida parecer eterna. Era como se nossa história de amor fosse um rio que não conhecia seca.

Você dizia:
“Seus olhos são como peixes verdes.”
E eu acreditava.
Acreditava porque ao seu lado, todas as coisas eram possíveis. No tempo dos segredos, seu corpo era um aquário onde meus sentimentos profundos nadavam livres.

Hoje, são apenas olhos. Comuns. Sem maré.
Já gastamos as palavras.
Quando digo “meu amor”, não sinto estremecer nada. Não há sede dentro de você que me peça água.

O fim de relacionamento chegou como o inverno: lento, inevitável, e ainda assim gelando tudo. O passado… o passado é inútil como um trapo esquecido.

O amor perdido deixou apenas lembranças que doem.
E o que nos resta, meu amor, é o silêncio.

Adeus.

ARTIGO – Palavras Gastas, Amor Perdido

 

(Padre Carlos)

Gastamos as palavras pelas ruas, meu amor. Como moedas esquecidas, deixamos cair pedaços de nós em cada esquina, em cada conversa sem retorno. Hoje, o que restou não basta para afastar o frio de quatro paredes. É o silêncio que se instala onde antes morava a música.

Gastamos tudo — menos o silêncio.
Gastamos as mãos na força de nos apertarmos, como quem segura um mundo prestes a desabar. Gastamos os olhos com o sal das lágrimas. Gastamos até o tempo, nas esperas inúteis que o coração insistia em acreditar.

Meto as mãos nos bolsos e encontro apenas o vazio. Antigamente, havia tanto para dar: bilhetes apressados, promessas ditas ao pé do ouvido, pequenos gestos que faziam a vida parecer eterna. Era como se nossa história de amor fosse um rio que não conhecia seca.

Você dizia:
“Seus olhos são como peixes verdes.”
E eu acreditava.
Acreditava porque ao seu lado, todas as coisas eram possíveis. No tempo dos segredos, seu corpo era um aquário onde meus sentimentos profundos nadavam livres.

Hoje, são apenas olhos. Comuns. Sem maré.
Já gastamos as palavras.
Quando digo “meu amor”, não sinto estremecer nada. Não há sede dentro de você que me peça água.

O fim de relacionamento chegou como o inverno: lento, inevitável, e ainda assim gelando tudo. O passado… o passado é inútil como um trapo esquecido.

O amor perdido deixou apenas lembranças que doem.
E o que nos resta, meu amor, é o silêncio.

Adeus.

🚨 Urgente: Caminhão bate em poste na BA-263, no Capinal

Um caminhão colidiu contra um poste na BA-263, na região do povoado do Capinal, deixando a pista totalmente interditada. O motorista permanece dentro do veículo, impossibilitado de sair.

Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local realizando o resgate. A Coelba e a Polícia Rodoviária Estadual também atuam na ocorrência para garantir a segurança e restabelecer o tráfego na via.

🚨 Urgente: Caminhão bate em poste na BA-263, no Capinal

Um caminhão colidiu contra um poste na BA-263, na região do povoado do Capinal, deixando a pista totalmente interditada. O motorista permanece dentro do veículo, impossibilitado de sair.

Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local realizando o resgate. A Coelba e a Polícia Rodoviária Estadual também atuam na ocorrência para garantir a segurança e restabelecer o tráfego na via.

A exploração infantil no ambiente digital

 

Quando a Denúncia Precede a Proteção

A repercussão do vídeo de Felipe Bressanim Pereira, o youtuber Felca, que ultrapassou 26 milhões de visualizações ao denunciar casos de exploração infantil no ambiente digital, representa mais do que um fenômeno viral nas redes sociais. Representa, na verdade, um espelho incômodo da nossa sociedade: a necessidade de que um influenciador digital faça o trabalho que deveria ser sistemático e preventivo por parte do Estado e das instituições de proteção à infância.

A Força da Indignação Popular

O impacto do trabalho investigativo de Felca foi imediato e contundente. Em poucos dias, conseguiu mobilizar não apenas milhões de brasileiros, mas também forçar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a anunciar a pauta urgente de projetos de lei contra a adultização infantil. A rapidez dessa resposta institucional, embora louvável, expõe uma questão preocupante: por que foi necessário um vídeo viral para que 216 propostas relacionadas ao combate à exploração infantil ganhassem prioridade?

O caso de Hytalo Santos, influenciador com mais de 20 milhões de seguidores que teve sua conta no Instagram desativada após as denúncias, ilustra perfeitamente como a monetização da exploração infantil pode operar às claras, protegida pela aparente normalidade das redes sociais. A investigação do Ministério Público da Paraíba contra Santos já estava em andamento desde 2024, mas foi preciso a pressão da opinião pública para que medidas mais efetivas fossem tomadas.

A Responsabilidade das Plataformas

A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, tocou no cerne da questão ao destacar que “não adianta só aumentar a pena” e que é preciso “fazer um controle dos algoritmos que fazem com que esse tipo de conteúdo monetize na internet”. Esta observação é crucial porque aponta para a verdadeira raiz do problema: a arquitetura das plataformas digitais que permite e, muitas vezes, incentiva a produção de conteúdo exploratório através de seus sistemas de recomendação e monetização.

As grandes empresas de tecnologia construíram impérios baseados no engajamento, independentemente da natureza desse engajamento. Seus algoritmos são programados para maximizar o tempo de permanência na plataforma, e conteúdos que exploram a sexualização de menores, mesmo que de forma sutil ou disfarçada, frequentemente geram altos níveis de interação. É uma perversão do sistema que transforma a vulnerabilidade infantil em commodity digital.

O Desafio Legislativo

O PL 2.628/22, de autoria do senador Alessandro Vieira, representa um avanço importante ao focar não apenas no aumento de penalidades, mas na responsabilização das plataformas digitais. No entanto, a tramitação lenta desse e de outros projetos similares demonstra como nosso sistema legislativo frequentemente reage à pressão popular em vez de antecipar problemas sociais.

A criação da CPI proposta pelos senadores Jaime Bagattoli e Damares Alves, com 51 assinaturas, é um passo necessário para investigar sistematicamente a atuação de influenciadores e plataformas na promoção de conteúdos que sexualizam menores. Porém, é fundamental que essa investigação não se limite a casos isolados, mas examine toda a estrutura que permite e incentiva esse tipo de exploração.

A Educação Digital Como Prevenção

Enquanto aguardamos mudanças legislativas e regulatórias, é crucial reconhecer que a proteção da infância no ambiente digital também passa pela educação. Pais, responsáveis e educadores precisam ser capacitados para identificar sinais de exploração e entender como os algoritmos das redes sociais funcionam. Crianças e adolescentes devem ser educados sobre seus direitos e sobre os riscos da exposição digital precoce.

Reflexão Final

O trabalho de Felca merece reconhecimento não apenas pela coragem em expor casos específicos, mas por forçar uma discussão que já deveria estar no centro do debate público há anos. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, a adultização e erotização infantil estão entre os cinco tipos de violações mais recorrentes no Disque 100 – um indicativo claro de que esse não é um problema novo ou isolado.

A sociedade brasileira precisa superar a cultura de reagir apenas quando escândalos ganham repercussão nacional. A proteção da infância no ambiente digital deve ser uma prioridade permanente, não uma pauta de emergência ativada pela indignação viral.

O momento atual oferece uma oportunidade única para estabelecer marcos regulatórios efetivos, responsabilizar plataformas digitais e criar mecanismos preventivos robustos. Não podemos desperdiçá-la. As crianças brasileiras merecem proteção sistemática, não apenas quando um youtuber corajoso decide quebrar o silêncio.

A exploração infantil no ambiente digital

 

Quando a Denúncia Precede a Proteção

A repercussão do vídeo de Felipe Bressanim Pereira, o youtuber Felca, que ultrapassou 26 milhões de visualizações ao denunciar casos de exploração infantil no ambiente digital, representa mais do que um fenômeno viral nas redes sociais. Representa, na verdade, um espelho incômodo da nossa sociedade: a necessidade de que um influenciador digital faça o trabalho que deveria ser sistemático e preventivo por parte do Estado e das instituições de proteção à infância.

A Força da Indignação Popular

O impacto do trabalho investigativo de Felca foi imediato e contundente. Em poucos dias, conseguiu mobilizar não apenas milhões de brasileiros, mas também forçar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a anunciar a pauta urgente de projetos de lei contra a adultização infantil. A rapidez dessa resposta institucional, embora louvável, expõe uma questão preocupante: por que foi necessário um vídeo viral para que 216 propostas relacionadas ao combate à exploração infantil ganhassem prioridade?

O caso de Hytalo Santos, influenciador com mais de 20 milhões de seguidores que teve sua conta no Instagram desativada após as denúncias, ilustra perfeitamente como a monetização da exploração infantil pode operar às claras, protegida pela aparente normalidade das redes sociais. A investigação do Ministério Público da Paraíba contra Santos já estava em andamento desde 2024, mas foi preciso a pressão da opinião pública para que medidas mais efetivas fossem tomadas.

A Responsabilidade das Plataformas

A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, tocou no cerne da questão ao destacar que “não adianta só aumentar a pena” e que é preciso “fazer um controle dos algoritmos que fazem com que esse tipo de conteúdo monetize na internet”. Esta observação é crucial porque aponta para a verdadeira raiz do problema: a arquitetura das plataformas digitais que permite e, muitas vezes, incentiva a produção de conteúdo exploratório através de seus sistemas de recomendação e monetização.

As grandes empresas de tecnologia construíram impérios baseados no engajamento, independentemente da natureza desse engajamento. Seus algoritmos são programados para maximizar o tempo de permanência na plataforma, e conteúdos que exploram a sexualização de menores, mesmo que de forma sutil ou disfarçada, frequentemente geram altos níveis de interação. É uma perversão do sistema que transforma a vulnerabilidade infantil em commodity digital.

O Desafio Legislativo

O PL 2.628/22, de autoria do senador Alessandro Vieira, representa um avanço importante ao focar não apenas no aumento de penalidades, mas na responsabilização das plataformas digitais. No entanto, a tramitação lenta desse e de outros projetos similares demonstra como nosso sistema legislativo frequentemente reage à pressão popular em vez de antecipar problemas sociais.

A criação da CPI proposta pelos senadores Jaime Bagattoli e Damares Alves, com 51 assinaturas, é um passo necessário para investigar sistematicamente a atuação de influenciadores e plataformas na promoção de conteúdos que sexualizam menores. Porém, é fundamental que essa investigação não se limite a casos isolados, mas examine toda a estrutura que permite e incentiva esse tipo de exploração.

A Educação Digital Como Prevenção

Enquanto aguardamos mudanças legislativas e regulatórias, é crucial reconhecer que a proteção da infância no ambiente digital também passa pela educação. Pais, responsáveis e educadores precisam ser capacitados para identificar sinais de exploração e entender como os algoritmos das redes sociais funcionam. Crianças e adolescentes devem ser educados sobre seus direitos e sobre os riscos da exposição digital precoce.

Reflexão Final

O trabalho de Felca merece reconhecimento não apenas pela coragem em expor casos específicos, mas por forçar uma discussão que já deveria estar no centro do debate público há anos. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, a adultização e erotização infantil estão entre os cinco tipos de violações mais recorrentes no Disque 100 – um indicativo claro de que esse não é um problema novo ou isolado.

A sociedade brasileira precisa superar a cultura de reagir apenas quando escândalos ganham repercussão nacional. A proteção da infância no ambiente digital deve ser uma prioridade permanente, não uma pauta de emergência ativada pela indignação viral.

O momento atual oferece uma oportunidade única para estabelecer marcos regulatórios efetivos, responsabilizar plataformas digitais e criar mecanismos preventivos robustos. Não podemos desperdiçá-la. As crianças brasileiras merecem proteção sistemática, não apenas quando um youtuber corajoso decide quebrar o silêncio.

O Cooperativismo como Alternativa Econômica: Reflexões sobre a Audiência Pública em Vitória da Conquista

 

 

 

 

A realização da audiência pública sobre o Ano Internacional do Cooperativismo na Câmara Municipal de Vitória da Conquista representa mais que um evento institucional — simboliza o reconhecimento de um modelo econômico que tem se mostrado resiliente diante das transformações do mundo contemporâneo. A iniciativa do vereador Ivan Cordeiro (PL) merece destaque não apenas por sua oportunidade, mas por colocar em pauta uma discussão fundamental sobre alternativas de desenvolvimento econômico e social para nossa região.

Um Modelo que Desafia o Capitalismo Tradicional

O cooperativismo, em sua essência, questiona os pilares do capitalismo selvagem ao propor uma terceira via entre o mercado puramente competitivo e a intervenção estatal. Quando falamos de cooperativas, estamos discutindo organizações onde o lucro não é o único objetivo, mas sim o bem-estar coletivo dos associados. Este modelo, que teve suas origens na Inglaterra do século XIX com os Pioneiros de Rochdale, encontra no Brasil um terreno fértil para seu desenvolvimento.

Em Vitória da Conquista, cidade que se consolidou como importante centro econômico do interior baiano, o cooperativismo pode representar uma resposta às desigualdades sociais que ainda marcam nossa realidade. A proposta de Ivan Cordeiro de reunir representantes das cooperativas, poder público e sociedade civil demonstra compreensão de que o desenvolvimento sustentável exige articulação entre diferentes atores sociais.

Além do Discurso: Os Desafios Práticos

Contudo, é preciso ir além das declarações de boas intenções. O cooperativismo enfrenta desafios estruturais que não podem ser ignorados. A falta de educação cooperativista, as dificuldades de acesso ao crédito, a concorrência desleal com empresas tradicionais e a necessidade de profissionalização da gestão são obstáculos reais que precisam ser enfrentados com políticas públicas concretas.

A audiência pública programada para hoje representa uma oportunidade única para que essas questões sejam debatidas abertamente. Não basta celebrar o cooperativismo como panaceia para todos os males econômicos; é necessário identificar gargalos, propor soluções e estabelecer compromissos efetivos entre os diferentes setores da sociedade.

O Papel do Poder Público

O Estado tem papel fundamental no fortalecimento do cooperativismo, não como interventor direto, mas como facilitador e indutor de políticas que criem ambiente favorável ao desenvolvimento cooperativo. Isso inclui desde marcos regulatórios adequados até programas de capacitação e linhas de crédito específicas.

Em Vitória da Conquista, a Câmara Municipal tem a oportunidade de se posicionar como protagonista nesse processo, criando legislação municipal que incentive a formação de cooperativas e estabeleça parcerias entre o poder público e o movimento cooperativista. A experiência de outras cidades brasileiras mostra que é possível criar ecossistemas cooperativos prósperos quando há vontade política e articulação adequada.

Cooperativismo e Transformação Social

O que torna o cooperativismo especialmente relevante em nosso contexto é sua capacidade de promover inclusão social sem abrir mão da eficiência econômica. Em uma região como o Sudoeste da Bahia, marcada por contrastes sociais significativos, as cooperativas podem funcionar como instrumentos de redistribuição de renda e democratização do acesso aos meios de produção.

A experiência internacional mostra que países com forte tradição cooperativista, como Canadá e países nórdicos, conseguem conciliar crescimento econômico com menor desigualdade social. No Brasil, o cooperativismo agropecuário já demonstrou sua viabilidade, sendo responsável por significativa parcela da produção nacional. O desafio agora é expandir essa experiência para outros setores da economia.

Perspectivas e Compromissos

A audiência pública de hoje deve ser encarada não como ponto de chegada, mas como ponto de partida para um projeto de médio e longo prazo de fortalecimento do cooperativismo em nossa cidade. É fundamental que saiam dessa discussão compromissos concretos: criação de um conselho municipal de cooperativismo, estabelecimento de linhas de microcrédito específicas, programas de capacitação e, sobretudo, um plano municipal que integre o cooperativismo às estratégias de desenvolvimento local.

Conclusão: Uma Aposta no Futuro

O cooperativismo não é apenas uma forma diferente de organizar a produção; é uma aposta em um modelo de sociedade mais justa e solidária. A iniciativa do vereador Ivan Cordeiro e da Câmara Municipal de Vitória da Conquista de celebrar o Ano Internacional do Cooperativismo representa reconhecimento de que precisamos buscar alternativas aos modelos econômicos tradicionais.

Contudo, o sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade de transformar boas intenções em ações concretas, discursos em políticas públicas e celebrações em compromissos duradouros. O cooperativismo oferece ferramentas para enfrentar os desafios do desenvolvimento local, mas apenas se for abraçado com seriedade, competência e visão de futuro.

A audiência de hoje é, portanto, uma oportunidade histórica. Que ela seja aproveitada não apenas para celebrar, mas para construir as bases de uma Vitória da Conquista mais cooperativa, mais inclusiva e mais próspera para todos.

O Cooperativismo como Alternativa Econômica: Reflexões sobre a Audiência Pública em Vitória da Conquista

 

 

 

 

A realização da audiência pública sobre o Ano Internacional do Cooperativismo na Câmara Municipal de Vitória da Conquista representa mais que um evento institucional — simboliza o reconhecimento de um modelo econômico que tem se mostrado resiliente diante das transformações do mundo contemporâneo. A iniciativa do vereador Ivan Cordeiro (PL) merece destaque não apenas por sua oportunidade, mas por colocar em pauta uma discussão fundamental sobre alternativas de desenvolvimento econômico e social para nossa região.

Um Modelo que Desafia o Capitalismo Tradicional

O cooperativismo, em sua essência, questiona os pilares do capitalismo selvagem ao propor uma terceira via entre o mercado puramente competitivo e a intervenção estatal. Quando falamos de cooperativas, estamos discutindo organizações onde o lucro não é o único objetivo, mas sim o bem-estar coletivo dos associados. Este modelo, que teve suas origens na Inglaterra do século XIX com os Pioneiros de Rochdale, encontra no Brasil um terreno fértil para seu desenvolvimento.

Em Vitória da Conquista, cidade que se consolidou como importante centro econômico do interior baiano, o cooperativismo pode representar uma resposta às desigualdades sociais que ainda marcam nossa realidade. A proposta de Ivan Cordeiro de reunir representantes das cooperativas, poder público e sociedade civil demonstra compreensão de que o desenvolvimento sustentável exige articulação entre diferentes atores sociais.

Além do Discurso: Os Desafios Práticos

Contudo, é preciso ir além das declarações de boas intenções. O cooperativismo enfrenta desafios estruturais que não podem ser ignorados. A falta de educação cooperativista, as dificuldades de acesso ao crédito, a concorrência desleal com empresas tradicionais e a necessidade de profissionalização da gestão são obstáculos reais que precisam ser enfrentados com políticas públicas concretas.

A audiência pública programada para hoje representa uma oportunidade única para que essas questões sejam debatidas abertamente. Não basta celebrar o cooperativismo como panaceia para todos os males econômicos; é necessário identificar gargalos, propor soluções e estabelecer compromissos efetivos entre os diferentes setores da sociedade.

O Papel do Poder Público

O Estado tem papel fundamental no fortalecimento do cooperativismo, não como interventor direto, mas como facilitador e indutor de políticas que criem ambiente favorável ao desenvolvimento cooperativo. Isso inclui desde marcos regulatórios adequados até programas de capacitação e linhas de crédito específicas.

Em Vitória da Conquista, a Câmara Municipal tem a oportunidade de se posicionar como protagonista nesse processo, criando legislação municipal que incentive a formação de cooperativas e estabeleça parcerias entre o poder público e o movimento cooperativista. A experiência de outras cidades brasileiras mostra que é possível criar ecossistemas cooperativos prósperos quando há vontade política e articulação adequada.

Cooperativismo e Transformação Social

O que torna o cooperativismo especialmente relevante em nosso contexto é sua capacidade de promover inclusão social sem abrir mão da eficiência econômica. Em uma região como o Sudoeste da Bahia, marcada por contrastes sociais significativos, as cooperativas podem funcionar como instrumentos de redistribuição de renda e democratização do acesso aos meios de produção.

A experiência internacional mostra que países com forte tradição cooperativista, como Canadá e países nórdicos, conseguem conciliar crescimento econômico com menor desigualdade social. No Brasil, o cooperativismo agropecuário já demonstrou sua viabilidade, sendo responsável por significativa parcela da produção nacional. O desafio agora é expandir essa experiência para outros setores da economia.

Perspectivas e Compromissos

A audiência pública de hoje deve ser encarada não como ponto de chegada, mas como ponto de partida para um projeto de médio e longo prazo de fortalecimento do cooperativismo em nossa cidade. É fundamental que saiam dessa discussão compromissos concretos: criação de um conselho municipal de cooperativismo, estabelecimento de linhas de microcrédito específicas, programas de capacitação e, sobretudo, um plano municipal que integre o cooperativismo às estratégias de desenvolvimento local.

Conclusão: Uma Aposta no Futuro

O cooperativismo não é apenas uma forma diferente de organizar a produção; é uma aposta em um modelo de sociedade mais justa e solidária. A iniciativa do vereador Ivan Cordeiro e da Câmara Municipal de Vitória da Conquista de celebrar o Ano Internacional do Cooperativismo representa reconhecimento de que precisamos buscar alternativas aos modelos econômicos tradicionais.

Contudo, o sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade de transformar boas intenções em ações concretas, discursos em políticas públicas e celebrações em compromissos duradouros. O cooperativismo oferece ferramentas para enfrentar os desafios do desenvolvimento local, mas apenas se for abraçado com seriedade, competência e visão de futuro.

A audiência de hoje é, portanto, uma oportunidade histórica. Que ela seja aproveitada não apenas para celebrar, mas para construir as bases de uma Vitória da Conquista mais cooperativa, mais inclusiva e mais próspera para todos.

Um Bom Momento para Conquista Voar Mais

 

 

 

Por José Maria Caires

 

O céu da aviação comercial é dinâmico. Quando uma companhia aérea retira de sua malha trechos deficitários, ela não deixa suas aeronaves paradas — pelo contrário, realoca-as para rotas mais rentáveis, com maior demanda e melhor taxa de ocupação. É justamente nesse movimento estratégico que o Sudoeste da Bahia encontra uma oportunidade rara para recuperar um protagonismo histórico.

 

A Azul anunciou que deixará de operar em cidades como Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatu (CE); Campos dos Goytacazes (RJ); Correia Pinto e Jaguaruna (SC); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); Barreirinha (MA); Três Lagoas (MS) e Ponta Grossa (PR). Essa reconfiguração abre espaço para que novas frequências surjam em regiões com demanda comprovada — e Vitória da Conquista se encaixa perfeitamente nesse perfil.

 

A terceira maior cidade da Bahia já foi referência em conectividade aérea regional, com dois voos diários para Salvador e retorno na mesma proporção. Esses voos não eram apenas um comodismo: eram motores de negócios, turismo, saúde e integração cultural. O que se perde quando se reduz a malha aérea é muito mais do que assentos no ar — perde-se competitividade, atratividade e, sobretudo, tempo, o ativo mais valioso no mundo moderno.

 

O momento pede ação. Nossos representantes políticos, lideranças empresariais e entidades de classe precisam se mobilizar para mostrar à Azul que há mercado, demanda e vontade política para sustentar essa retomada. O secretário de Turismo da Bahia deve estar na linha de frente dessa articulação, aproveitando cada dado, cada argumento e cada contato para trazer de volta o que já foi nosso: dois voos diários entre Salvador e Vitória da Conquista, ida e volta.

 

Não é apenas sobre aviação, é sobre desenvolvimento regional. É sobre encurtar distâncias para que Conquista continue crescendo e liderando o Sudoeste baiano. Quando o céu abre uma janela, é preciso ter coragem para voar. E este, sem dúvida, é o nosso momento.

 

 

Um Bom Momento para Conquista Voar Mais

 

 

 

Por José Maria Caires

 

O céu da aviação comercial é dinâmico. Quando uma companhia aérea retira de sua malha trechos deficitários, ela não deixa suas aeronaves paradas — pelo contrário, realoca-as para rotas mais rentáveis, com maior demanda e melhor taxa de ocupação. É justamente nesse movimento estratégico que o Sudoeste da Bahia encontra uma oportunidade rara para recuperar um protagonismo histórico.

 

A Azul anunciou que deixará de operar em cidades como Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatu (CE); Campos dos Goytacazes (RJ); Correia Pinto e Jaguaruna (SC); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); Barreirinha (MA); Três Lagoas (MS) e Ponta Grossa (PR). Essa reconfiguração abre espaço para que novas frequências surjam em regiões com demanda comprovada — e Vitória da Conquista se encaixa perfeitamente nesse perfil.

 

A terceira maior cidade da Bahia já foi referência em conectividade aérea regional, com dois voos diários para Salvador e retorno na mesma proporção. Esses voos não eram apenas um comodismo: eram motores de negócios, turismo, saúde e integração cultural. O que se perde quando se reduz a malha aérea é muito mais do que assentos no ar — perde-se competitividade, atratividade e, sobretudo, tempo, o ativo mais valioso no mundo moderno.

 

O momento pede ação. Nossos representantes políticos, lideranças empresariais e entidades de classe precisam se mobilizar para mostrar à Azul que há mercado, demanda e vontade política para sustentar essa retomada. O secretário de Turismo da Bahia deve estar na linha de frente dessa articulação, aproveitando cada dado, cada argumento e cada contato para trazer de volta o que já foi nosso: dois voos diários entre Salvador e Vitória da Conquista, ida e volta.

 

Não é apenas sobre aviação, é sobre desenvolvimento regional. É sobre encurtar distâncias para que Conquista continue crescendo e liderando o Sudoeste baiano. Quando o céu abre uma janela, é preciso ter coragem para voar. E este, sem dúvida, é o nosso momento.

 

 

ARTIGO – Angelo Coronel, ACM Neto e a Política sem Amarras

 

(Padre Carlos)

Na cena política baiana, onde alianças e rupturas são sempre acompanhadas por olhares atentos e especulações intensas, o senador Angelo Coronel voltou a mexer no tabuleiro. Em entrevista a um blog da capital, falou sem rodeios: “Tudo pode acontecer”. A frase, curta e cheia de significados, foi o suficiente para reacender o debate sobre uma possível composição com ACM Neto nas próximas eleições.

Coronel não esconde a amizade com o ex-prefeito de Salvador. Recorda campanhas conjuntas, encontros pessoais e até visitas informais, que, segundo ele, jamais se deixariam contaminar pelo clima de patrulhamento político. “Não aceito que ninguém patrulhe as minhas amizades, em hipótese alguma”, cravou, mirando de forma indireta setores mais rígidos do PT e da esquerda.

Essa postura, que se recusa a colocar fronteiras intransponíveis entre relações pessoais e divergências partidárias, incomoda. No ambiente polarizado, a simples ideia de um diálogo próximo entre figuras de espectros diferentes — um senador do PSD e um líder do União Brasil — provoca calafrios nos guardiões da coerência ideológica. Mas, para Coronel, coerência não significa isolamento: “Não é porque estamos em partidos opostos que devemos romper vínculos de amizade ou gratidão”.

Ao reafirmar que nunca foi “carlista” — termo historicamente associado ao grupo político de Antônio Carlos Magalhães — e sim “autista” no sentido partidário que ele próprio define, Coronel tenta se colocar como uma figura livre, não subordinada a rótulos tradicionais da política baiana. É, no mínimo, um posicionamento estratégico: manter pontes abertas, não fechar portas e preservar margens de manobra para o futuro.

O impacto dessas declarações vai além da relação entre Angelo Coronel e ACM Neto. Revela, na prática, um traço cada vez mais raro na política brasileira: a capacidade de transitar entre campos distintos sem se deixar capturar pelo sectarismo. Em tempos de trincheiras ideológicas, esse gesto é visto por uns como pragmatismo inteligente, por outros como flerte perigoso com o adversário.

No fim, o recado é claro: 2026 ainda está longe e, no tabuleiro da política baiana, nenhuma peça está fixada. Como disse o próprio Coronel, “tudo pode acontecer”. E, no Brasil, isso geralmente significa que muita coisa vai mudar antes do jogo terminar.

ARTIGO – Angelo Coronel, ACM Neto e a Política sem Amarras

 

(Padre Carlos)

Na cena política baiana, onde alianças e rupturas são sempre acompanhadas por olhares atentos e especulações intensas, o senador Angelo Coronel voltou a mexer no tabuleiro. Em entrevista a um blog da capital, falou sem rodeios: “Tudo pode acontecer”. A frase, curta e cheia de significados, foi o suficiente para reacender o debate sobre uma possível composição com ACM Neto nas próximas eleições.

Coronel não esconde a amizade com o ex-prefeito de Salvador. Recorda campanhas conjuntas, encontros pessoais e até visitas informais, que, segundo ele, jamais se deixariam contaminar pelo clima de patrulhamento político. “Não aceito que ninguém patrulhe as minhas amizades, em hipótese alguma”, cravou, mirando de forma indireta setores mais rígidos do PT e da esquerda.

Essa postura, que se recusa a colocar fronteiras intransponíveis entre relações pessoais e divergências partidárias, incomoda. No ambiente polarizado, a simples ideia de um diálogo próximo entre figuras de espectros diferentes — um senador do PSD e um líder do União Brasil — provoca calafrios nos guardiões da coerência ideológica. Mas, para Coronel, coerência não significa isolamento: “Não é porque estamos em partidos opostos que devemos romper vínculos de amizade ou gratidão”.

Ao reafirmar que nunca foi “carlista” — termo historicamente associado ao grupo político de Antônio Carlos Magalhães — e sim “autista” no sentido partidário que ele próprio define, Coronel tenta se colocar como uma figura livre, não subordinada a rótulos tradicionais da política baiana. É, no mínimo, um posicionamento estratégico: manter pontes abertas, não fechar portas e preservar margens de manobra para o futuro.

O impacto dessas declarações vai além da relação entre Angelo Coronel e ACM Neto. Revela, na prática, um traço cada vez mais raro na política brasileira: a capacidade de transitar entre campos distintos sem se deixar capturar pelo sectarismo. Em tempos de trincheiras ideológicas, esse gesto é visto por uns como pragmatismo inteligente, por outros como flerte perigoso com o adversário.

No fim, o recado é claro: 2026 ainda está longe e, no tabuleiro da política baiana, nenhuma peça está fixada. Como disse o próprio Coronel, “tudo pode acontecer”. E, no Brasil, isso geralmente significa que muita coisa vai mudar antes do jogo terminar.

Azul anuncia corte de voos em 14 cidades brasileiras

 

 

 

A companhia aérea Azul Linhas Aéreas anunciou nesta segunda-feira (11) que irá retirar 14 cidades de sua malha aérea a partir dos próximos meses. A decisão, segundo a empresa, faz parte de um processo de “ajuste operacional” para otimizar rotas e adequar a oferta à demanda atual.

Deixarão de contar com voos da Azul as seguintes localidades: Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatu, no Ceará; Campos dos Goytacazes (RJ); Correia Pinto e Jaguaruna, em Santa Catarina; Mossoró, no Rio Grande do Norte; São Raimundo Nonato e Parnaíba, no Piauí; Rio Verde, em Goiás; Barreirinha, no Maranhão; Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul; e Ponta Grossa, no Paraná.

Em nota, a Azul afirmou que a medida busca concentrar operações em rotas mais sustentáveis economicamente e com maior volume de passageiros. A companhia ressaltou que “os clientes com passagens emitidas para voos nessas localidades, com datas posteriores ao fim das operações, poderão remarcar seus bilhetes ou solicitar reembolso integral sem custos adicionais”.

A empresa não informou a data exata de encerramento das operações em cada cidade, mas indicou que o processo será concluído até o final deste ano.

O corte afeta especialmente cidades de pequeno e médio porte, onde a Azul vinha sendo a principal — e em alguns casos, única — opção de transporte aéreo. Prefeitos e representantes regionais já se manifestaram sobre o impacto econômico e social da medida, apontando preocupações com a redução da conectividade e o possível enfraquecimento de atividades como turismo e negócios locais.

Especialistas do setor afirmam que o cenário reflete uma combinação de fatores, como alta do combustível, custos operacionais elevados e variações na demanda pós-pandemia. Ainda assim, a expectativa é que outras companhias possam avaliar a possibilidade de preencher parte das rotas descontinuadas.

Azul anuncia corte de voos em 14 cidades brasileiras

 

 

 

A companhia aérea Azul Linhas Aéreas anunciou nesta segunda-feira (11) que irá retirar 14 cidades de sua malha aérea a partir dos próximos meses. A decisão, segundo a empresa, faz parte de um processo de “ajuste operacional” para otimizar rotas e adequar a oferta à demanda atual.

Deixarão de contar com voos da Azul as seguintes localidades: Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatu, no Ceará; Campos dos Goytacazes (RJ); Correia Pinto e Jaguaruna, em Santa Catarina; Mossoró, no Rio Grande do Norte; São Raimundo Nonato e Parnaíba, no Piauí; Rio Verde, em Goiás; Barreirinha, no Maranhão; Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul; e Ponta Grossa, no Paraná.

Em nota, a Azul afirmou que a medida busca concentrar operações em rotas mais sustentáveis economicamente e com maior volume de passageiros. A companhia ressaltou que “os clientes com passagens emitidas para voos nessas localidades, com datas posteriores ao fim das operações, poderão remarcar seus bilhetes ou solicitar reembolso integral sem custos adicionais”.

A empresa não informou a data exata de encerramento das operações em cada cidade, mas indicou que o processo será concluído até o final deste ano.

O corte afeta especialmente cidades de pequeno e médio porte, onde a Azul vinha sendo a principal — e em alguns casos, única — opção de transporte aéreo. Prefeitos e representantes regionais já se manifestaram sobre o impacto econômico e social da medida, apontando preocupações com a redução da conectividade e o possível enfraquecimento de atividades como turismo e negócios locais.

Especialistas do setor afirmam que o cenário reflete uma combinação de fatores, como alta do combustível, custos operacionais elevados e variações na demanda pós-pandemia. Ainda assim, a expectativa é que outras companhias possam avaliar a possibilidade de preencher parte das rotas descontinuadas.

ACM deixa mansão “mal-assombrada” em Brasília e família ainda ajusta inventário

Falecido desde 2007, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães deixou uma residência de alto padrão em um bairro nobre de Brasília. O imóvel, que foi considerado abandonado, gerou questionamentos de vizinhos que apontaram a contaminação de cupins, mosquitos transmissores de dengue e ferrugens nas dependências do imóvel. A informação foi divulgada por uma reportagem da Revista Veja, neste domingo (10).

 

A casa é considerada “mal assombrada” na vizinhaça. A reportagem destaca que os moradores já entregaram um abaixo-assinado aos órgãos de fiscalização do Distrito Federal pedindo providências após mais de 36 casos de dengue terem sido registrados na vizinhança em 2022. No entanto, ninguém apareceu para receber a notificação.

A residência, que fica a 10 quilômetros do Congresso Nacional, foi a residência da ACM até o seu falecimento. O imóvel teria 782 metros quadrados de área construída e valeria, mesmo abandonada, algo em torno de 10 milhões de reais.

 

À reportagem, o ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, explicou o motivo pelo qual a casa segue intocada há quase duas décadas. “Ela está abandonada porque existe uma judicialização em relação ao inventário de meu avô e, em função disso, não se pode mexer em nada”.

Antônio Carlos deixou para seus herdeiros uma fortuna de 345 milhões de reais em valores da época. O espólio inclui, além da casa, emissoras de TV e rádio, gráfica, construtora, ações e dinheiro.

ACM deixa mansão “mal-assombrada” em Brasília e família ainda ajusta inventário

Falecido desde 2007, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães deixou uma residência de alto padrão em um bairro nobre de Brasília. O imóvel, que foi considerado abandonado, gerou questionamentos de vizinhos que apontaram a contaminação de cupins, mosquitos transmissores de dengue e ferrugens nas dependências do imóvel. A informação foi divulgada por uma reportagem da Revista Veja, neste domingo (10).

 

A casa é considerada “mal assombrada” na vizinhaça. A reportagem destaca que os moradores já entregaram um abaixo-assinado aos órgãos de fiscalização do Distrito Federal pedindo providências após mais de 36 casos de dengue terem sido registrados na vizinhança em 2022. No entanto, ninguém apareceu para receber a notificação.

A residência, que fica a 10 quilômetros do Congresso Nacional, foi a residência da ACM até o seu falecimento. O imóvel teria 782 metros quadrados de área construída e valeria, mesmo abandonada, algo em torno de 10 milhões de reais.

 

À reportagem, o ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, explicou o motivo pelo qual a casa segue intocada há quase duas décadas. “Ela está abandonada porque existe uma judicialização em relação ao inventário de meu avô e, em função disso, não se pode mexer em nada”.

Antônio Carlos deixou para seus herdeiros uma fortuna de 345 milhões de reais em valores da época. O espólio inclui, além da casa, emissoras de TV e rádio, gráfica, construtora, ações e dinheiro.

Av. Olívia Flores vira cenário criativo com “Ônibus de pintar” do Universo VCA

O último domingo (10) foi marcado por cor, criatividade e conexão em Vitória da Conquista. A VCA Construtora, patrocinadora master do Festival de Inverno Bahia 2025, promoveu a ação “Universo VCA” e transformou uma das principais avenidas da cidade com um “ônibus de pintar” no estilo Bobbie Goods.

O público, formado por crianças, jovens e adultos, participou de pintura com hidrocores e lápis de cor, criando desenhos e mensagens que deram ainda mais vida ao espaço. Para aliviar o calor, picolés foram distribuídos, tornando o clima descontraído e convidativo.

O encontro reforçou o compromisso da VCA em criar experiências marcantes e aproximar seu universo do dia a dia das pessoas. E aí, onde você quer curtir a próxima parada?

Av. Olívia Flores vira cenário criativo com “Ônibus de pintar” do Universo VCA

O último domingo (10) foi marcado por cor, criatividade e conexão em Vitória da Conquista. A VCA Construtora, patrocinadora master do Festival de Inverno Bahia 2025, promoveu a ação “Universo VCA” e transformou uma das principais avenidas da cidade com um “ônibus de pintar” no estilo Bobbie Goods.

O público, formado por crianças, jovens e adultos, participou de pintura com hidrocores e lápis de cor, criando desenhos e mensagens que deram ainda mais vida ao espaço. Para aliviar o calor, picolés foram distribuídos, tornando o clima descontraído e convidativo.

O encontro reforçou o compromisso da VCA em criar experiências marcantes e aproximar seu universo do dia a dia das pessoas. E aí, onde você quer curtir a próxima parada?

ARTIGO – Duplicação do Sudoeste: O Asfalto que Nunca Chega 

 

 

A paciência do povo do Sudoeste baiano parece não ter fim, mas também não tem recompensa. Enquanto a promessa da duplicação da BR-116 se repete como um refrão cansado nas campanhas eleitorais, o novo edital anunciado para dezembro de 2025 deixa Vitória da Conquista e toda a região mais uma vez de fora. É duro admitir, mas a verdade está no papel: o projeto contempla apenas o trecho entre Feira de Santana e Salgueiro, em Pernambuco — batizado de “Rota dos Sertões” — ignorando o Sudoeste como se aqui não passasse vida, progresso e carga para o Brasil inteiro.

Quem conhece a BR-116 sabe: ela é mais que uma rodovia. É artéria vital para o transporte de mercadorias, a ligação de famílias e o escoamento da produção agrícola. Mas, para nós, continua sendo também sinônimo de buracos, acidentes e longas filas de caminhões. Não é por acaso que, nos últimos anos, tragédias se acumularam nessa pista estreita, que parece não acompanhar o tamanho da economia que sustenta.

Quando se fala em desenvolvimento regional, duplicar a BR-116 no Sudoeste não é luxo — é necessidade urgente. Vitória da Conquista é o terceiro maior polo econômico da Bahia, ponto de convergência de estados vizinhos como Minas Gerais e Espírito Santo. Deixar nossa região fora do plano de concessão é mais que um erro logístico: é uma negligência histórica.

A “Rota dos Sertões” pode ser um nome bonito, mas carrega o peso de um mapa que exclui. Ao mesmo tempo em que investe em um trecho estratégico do Nordeste, o governo fecha os olhos para um corredor rodoviário que sustenta boa parte do comércio entre o Sudeste e o Norte/Nordeste. É como se a duplicação fosse sempre para “o próximo edital” — promessa que nunca chega, como chuva que ameaça cair, mas se perde no vento.

Esperar? Sim, teremos que esperar mais uma vez. Mas a paciência do Sudoeste já está no limite. Não se trata de capricho localista, mas de justiça econômica e de segurança para quem cruza diariamente essa estrada. Se quisermos que esse asfalto finalmente dobre de tamanho, será preciso mais do que resignação: será preciso voz, pressão e união.

O Sudoeste não pode ser eternamente o fim da fila.

JOSÉ MARIA CAIRES

DUPLICA SUDOESTE

ARTIGO – Duplicação do Sudoeste: O Asfalto que Nunca Chega 

 

 

A paciência do povo do Sudoeste baiano parece não ter fim, mas também não tem recompensa. Enquanto a promessa da duplicação da BR-116 se repete como um refrão cansado nas campanhas eleitorais, o novo edital anunciado para dezembro de 2025 deixa Vitória da Conquista e toda a região mais uma vez de fora. É duro admitir, mas a verdade está no papel: o projeto contempla apenas o trecho entre Feira de Santana e Salgueiro, em Pernambuco — batizado de “Rota dos Sertões” — ignorando o Sudoeste como se aqui não passasse vida, progresso e carga para o Brasil inteiro.

Quem conhece a BR-116 sabe: ela é mais que uma rodovia. É artéria vital para o transporte de mercadorias, a ligação de famílias e o escoamento da produção agrícola. Mas, para nós, continua sendo também sinônimo de buracos, acidentes e longas filas de caminhões. Não é por acaso que, nos últimos anos, tragédias se acumularam nessa pista estreita, que parece não acompanhar o tamanho da economia que sustenta.

Quando se fala em desenvolvimento regional, duplicar a BR-116 no Sudoeste não é luxo — é necessidade urgente. Vitória da Conquista é o terceiro maior polo econômico da Bahia, ponto de convergência de estados vizinhos como Minas Gerais e Espírito Santo. Deixar nossa região fora do plano de concessão é mais que um erro logístico: é uma negligência histórica.

A “Rota dos Sertões” pode ser um nome bonito, mas carrega o peso de um mapa que exclui. Ao mesmo tempo em que investe em um trecho estratégico do Nordeste, o governo fecha os olhos para um corredor rodoviário que sustenta boa parte do comércio entre o Sudeste e o Norte/Nordeste. É como se a duplicação fosse sempre para “o próximo edital” — promessa que nunca chega, como chuva que ameaça cair, mas se perde no vento.

Esperar? Sim, teremos que esperar mais uma vez. Mas a paciência do Sudoeste já está no limite. Não se trata de capricho localista, mas de justiça econômica e de segurança para quem cruza diariamente essa estrada. Se quisermos que esse asfalto finalmente dobre de tamanho, será preciso mais do que resignação: será preciso voz, pressão e união.

O Sudoeste não pode ser eternamente o fim da fila.

JOSÉ MARIA CAIRES

DUPLICA SUDOESTE