Política e Resenha

Manchetes dos principais jornais nacionais neste domingo

 

 

Da Redação
Publicado em 15 de junho de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Lula tem queda e empata com Tarcísio no 2º turno, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/04/datafolha-lula-teria-48-contra-39-de-tarcisio-em-cenario-de-2o-turno.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Israel ataca rede de gás e óleo do Irã, que ameaça alvos ocidentais

https://www.estadao.com.br/internacional/israel-ataca-refinarias-de-gas-do-ira-que-revida-com-misseis-contra-cidades-israelenses/?srsltid=AfmBOoosTIw0Xy7GPHBZvxr30QLxnOSdMzIWvWc04k1ZncM8JZhsLczY

 

O Globo (RJ)
Troca de ataques se intensifica e Irã trava negociações com EUA por acordo nuclear

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/06/14/ira-diz-que-negociacoes-com-os-eua-sobre-novo-acordo-nuclear-serao-suspensas-ate-que-israel-encerre-seus-ataques.ghtml

 

Meia Hora (RJ)
Fogão inicia corrida pelo…tetra mundial?

https://www.meiahora.com.br/esportes/botafogo/2020/04/5899863-nao-deu–fifa-descarta-reconhecer-botafogo-como-campeao-mundial.html

 

O Dia (RJ)
Junho violeta reforça alerta para a violência contra idosos

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/06/7074289-junho-violeta-conscientizacao-sobre-a-violencia-contra-a-pessoa-idosa.html

 

Correio Braziliense
Escalada de uma guerra insana

https://www.correiobraziliense.com.br/

 

Estado de Minas
Os rostos por trás da vacina brasileira

https://www.em.com.br/gerais/2025/06/7174066-coragem-ou-solidariedade-o-que-moveu-voluntarios-da-1-vacina-brasileira.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Transporte por moto via aplicativo exige uma discussão profunda

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2341

 

A Tarde (BA)
Campanhas fecham o cerco ao assédio nas festas juninas

https://atarde.com.br/bahia/saojoao/sao-joao-tera-campanha-para-proteger-mulheres-contra-o-assedio-1231627

 

Diário do Nordeste (CE)
Saúde de Fortaleza tem contas reprovadas

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/conselho-aponta-divida-falta-de-transparencia-e-reprova-prestacao-de-contas-da-saude-de-fortaleza-em-2024-1.3658807

 

Correio do Povo (RS)
Energia do RS em debate

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/f%C3%B3rum-de-energias-renov%C3%A1veis/painel-debate-potencialidades-e-mescla-de-fontes-renov%C3%A1veis-na-matriz-energ%C3%A9tica-do-rs-1.1617396

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais neste domingo

 

 

Da Redação
Publicado em 15 de junho de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Lula tem queda e empata com Tarcísio no 2º turno, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/04/datafolha-lula-teria-48-contra-39-de-tarcisio-em-cenario-de-2o-turno.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Israel ataca rede de gás e óleo do Irã, que ameaça alvos ocidentais

https://www.estadao.com.br/internacional/israel-ataca-refinarias-de-gas-do-ira-que-revida-com-misseis-contra-cidades-israelenses/?srsltid=AfmBOoosTIw0Xy7GPHBZvxr30QLxnOSdMzIWvWc04k1ZncM8JZhsLczY

 

O Globo (RJ)
Troca de ataques se intensifica e Irã trava negociações com EUA por acordo nuclear

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/06/14/ira-diz-que-negociacoes-com-os-eua-sobre-novo-acordo-nuclear-serao-suspensas-ate-que-israel-encerre-seus-ataques.ghtml

 

Meia Hora (RJ)
Fogão inicia corrida pelo…tetra mundial?

https://www.meiahora.com.br/esportes/botafogo/2020/04/5899863-nao-deu–fifa-descarta-reconhecer-botafogo-como-campeao-mundial.html

 

O Dia (RJ)
Junho violeta reforça alerta para a violência contra idosos

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/06/7074289-junho-violeta-conscientizacao-sobre-a-violencia-contra-a-pessoa-idosa.html

 

Correio Braziliense
Escalada de uma guerra insana

https://www.correiobraziliense.com.br/

 

Estado de Minas
Os rostos por trás da vacina brasileira

https://www.em.com.br/gerais/2025/06/7174066-coragem-ou-solidariedade-o-que-moveu-voluntarios-da-1-vacina-brasileira.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Transporte por moto via aplicativo exige uma discussão profunda

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2341

 

A Tarde (BA)
Campanhas fecham o cerco ao assédio nas festas juninas

https://atarde.com.br/bahia/saojoao/sao-joao-tera-campanha-para-proteger-mulheres-contra-o-assedio-1231627

 

Diário do Nordeste (CE)
Saúde de Fortaleza tem contas reprovadas

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/conselho-aponta-divida-falta-de-transparencia-e-reprova-prestacao-de-contas-da-saude-de-fortaleza-em-2024-1.3658807

 

Correio do Povo (RS)
Energia do RS em debate

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/economia/f%C3%B3rum-de-energias-renov%C3%A1veis/painel-debate-potencialidades-e-mescla-de-fontes-renov%C3%A1veis-na-matriz-energ%C3%A9tica-do-rs-1.1617396

 

 

ARTIGO – A Trindade Santa: O Amor que Transborda e Nos Envia ao Mundo

 

(Padre Carlos)

No último domingo, celebramos Pentecostes — a grande efusão do Espírito Santo sobre a Igreja nascente — e encerramos o Tempo Pascal. No entanto, a Liturgia não nos deixa órfãos de grandes mistérios: agora, nos introduz na celebração do Domingo da Santíssima Trindade, revelando-nos que a experiência cristã não se esgota na Ressurreição, mas se aprofunda na relação eterna entre Pai, Filho e Espírito Santo.

A pergunta é inevitável: por que celebrar a Trindade no início do Tempo Comum? A resposta vem da sabedoria pastoral e espiritual da Igreja: o “tempo comum” da nossa vida é, na verdade, o “tempo de Deus”. É nesse tempo que somos chamados a viver, dia após dia, a lógica trinitária — a lógica do amor em relação, do amor que se doa.

Nas palavras do sempre afetuoso Papa Francisco: “Hoje celebramos Deus: o mistério de um único Deus. E este Deus é o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Três Pessoas, mas Deus é um só!” Não são “modos de ser” ou meras representações. São Pessoas reais e eternas. A Trindade não é uma equação matemática. É um coração pulsando em relação. Um Deus que é comunhão e, por isso mesmo, se comunica e nos convida a participar de Sua vida.

Explicar a Trindade é um desafio para qualquer teólogo, mas não é impossível quando se parte do ponto certo: o amor. Quando pensamos Deus como Trindade de amor, não há solidão em Deus, nem fechamento. Deus não é solitário nem isolado, Deus é relação plena e perfeita.

E é por isso que essa celebração nos toca tão profundamente. Nós fomos batizados “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, e desde então essa Trindade habita em nós. Somos templos vivos de um Deus em comunhão. A Trindade não é um conceito distante: ela pulsa dentro de nós e em tudo o que fazemos quando vivemos no amor.

Celebrar a Trindade é também um ato de denúncia e esperança. Denúncia contra o individualismo, o isolamento, a frieza das relações humanas, a indiferença ao sofrimento do outro. Mas também esperança: porque onde há amor, ali está Deus. E onde Deus está, a vida se transforma. Lares são restaurados, jovens são resgatados das trevas das drogas e do crime, corações endurecidos tornam-se morada de compaixão e perdão.

A Trindade nos educa. O amor de Deus nos forma. Como disse o Papa Francisco, “a Trindade é Amor a serviço do mundo, que quer salvar e recriar”. Portanto, não basta admirar o mistério. É preciso encarnar o mistério. Levar esse amor ao mundo. Servir com ternura, com firmeza, com compaixão. Ser imagem da Trindade no cotidiano da vida.

A Igreja, que é sinal visível desse amor trinitário, é chamada a ser farol nas noites do mundo, como desejava o Papa Leão XIII: “cidade colocada sobre o monte, arca de salvação, farol que ilumina”. Em tempos de tanto ódio, divisão e desespero, nós, povo de Deus, somos convocados a ser reflexo dessa Trindade Santa, a construir uma civilização do amor.

Que o amor trinitário, esse mistério eterno de relação e entrega, nos aqueça, nos mova e nos envie, todos os dias, a transformar o mundo — com esperança viva, fé concreta e caridade operosa.

ARTIGO – A Trindade Santa: O Amor que Transborda e Nos Envia ao Mundo

 

(Padre Carlos)

No último domingo, celebramos Pentecostes — a grande efusão do Espírito Santo sobre a Igreja nascente — e encerramos o Tempo Pascal. No entanto, a Liturgia não nos deixa órfãos de grandes mistérios: agora, nos introduz na celebração do Domingo da Santíssima Trindade, revelando-nos que a experiência cristã não se esgota na Ressurreição, mas se aprofunda na relação eterna entre Pai, Filho e Espírito Santo.

A pergunta é inevitável: por que celebrar a Trindade no início do Tempo Comum? A resposta vem da sabedoria pastoral e espiritual da Igreja: o “tempo comum” da nossa vida é, na verdade, o “tempo de Deus”. É nesse tempo que somos chamados a viver, dia após dia, a lógica trinitária — a lógica do amor em relação, do amor que se doa.

Nas palavras do sempre afetuoso Papa Francisco: “Hoje celebramos Deus: o mistério de um único Deus. E este Deus é o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Três Pessoas, mas Deus é um só!” Não são “modos de ser” ou meras representações. São Pessoas reais e eternas. A Trindade não é uma equação matemática. É um coração pulsando em relação. Um Deus que é comunhão e, por isso mesmo, se comunica e nos convida a participar de Sua vida.

Explicar a Trindade é um desafio para qualquer teólogo, mas não é impossível quando se parte do ponto certo: o amor. Quando pensamos Deus como Trindade de amor, não há solidão em Deus, nem fechamento. Deus não é solitário nem isolado, Deus é relação plena e perfeita.

E é por isso que essa celebração nos toca tão profundamente. Nós fomos batizados “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, e desde então essa Trindade habita em nós. Somos templos vivos de um Deus em comunhão. A Trindade não é um conceito distante: ela pulsa dentro de nós e em tudo o que fazemos quando vivemos no amor.

Celebrar a Trindade é também um ato de denúncia e esperança. Denúncia contra o individualismo, o isolamento, a frieza das relações humanas, a indiferença ao sofrimento do outro. Mas também esperança: porque onde há amor, ali está Deus. E onde Deus está, a vida se transforma. Lares são restaurados, jovens são resgatados das trevas das drogas e do crime, corações endurecidos tornam-se morada de compaixão e perdão.

A Trindade nos educa. O amor de Deus nos forma. Como disse o Papa Francisco, “a Trindade é Amor a serviço do mundo, que quer salvar e recriar”. Portanto, não basta admirar o mistério. É preciso encarnar o mistério. Levar esse amor ao mundo. Servir com ternura, com firmeza, com compaixão. Ser imagem da Trindade no cotidiano da vida.

A Igreja, que é sinal visível desse amor trinitário, é chamada a ser farol nas noites do mundo, como desejava o Papa Leão XIII: “cidade colocada sobre o monte, arca de salvação, farol que ilumina”. Em tempos de tanto ódio, divisão e desespero, nós, povo de Deus, somos convocados a ser reflexo dessa Trindade Santa, a construir uma civilização do amor.

Que o amor trinitário, esse mistério eterno de relação e entrega, nos aqueça, nos mova e nos envie, todos os dias, a transformar o mundo — com esperança viva, fé concreta e caridade operosa.

ARTIGO – O Poder e Suas Consequências: Quando a Arrogância Encontra a Justiça

 

(Padre Carlos)

A semana que se encerra nos oferece uma lição fundamental sobre a natureza transitória do poder político e as inevitáveis consequências de seu uso irresponsável. Os acontecimentos recentes envolvendo figuras como Jair Bolsonaro, Carla Zambelli e Donald Trump ilustram de forma cristalina uma verdade universal: o poder é, essencialmente, uma ilusão temporária, e aqueles que o exercem de forma abusiva invariavelmente encontram-se face a face com a justiça.

A Metamorfose do Discurso Autoritário
O caso mais emblemático desta semana foi a transformação radical do discurso de Jair Bolsonaro. Durante quatro anos, o ex-presidente construiu sua narrativa política atacando as instituições, minando a confiança nas urnas eletrônicas e ofendendo ministros do STF. Porém, diante do avanço das investigações e do risco real de punições, o mesmo Bolsonaro que insuflava a massa agora recua, pede desculpas, tenta negociar e se mostra arrependido. A pergunta que fica é: onde estavam esse respeito e essa humildade quando o poder ainda lhe sorria?

A Deputada e o Hacker
Carla Zambelli também revela os riscos da arrogância no exercício do poder. De perseguidora armada nas ruas a envolvida em escândalos cibernéticos, sua trajetória recente mostra como a sensação de impunidade pode corroer qualquer senso de limite. Agora, longe do Brasil, tenta escapar das consequências, mas a justiça já a alcança. O que parecia bravura virou fuga. E a lei, mesmo à distância, continua seu curso.

Trump e o Mito da Imunidade Presidencial
Nos Estados Unidos, Donald Trump continua a alimentar a fantasia de que um presidente pode tudo. Suas tentativas de subverter a Constituição e agir acima das regras resultaram em uma avalanche de processos, investigações e restrições. Mesmo comandando uma das maiores potências do planeta, Trump aprendeu que as instituições americanas não se curvam ao populismo de ocasião.

O Poder como Armadilha
Esses episódios reforçam a lição: o poder é passageiro, e os que dele abusam cedo ou tarde pagarão o preço. A arrogância, quando encontra a justiça, revela sua verdadeira face – não de força, mas de fragilidade. O verdadeiro líder é aquele que compreende os limites de sua autoridade e age com responsabilidade. Quem ignora essa verdade transforma o poder em ruína.

Conclusão
O poder é concessão temporária. Não é trono eterno, nem escudo contra a lei. Sua essência está no serviço, não na dominação. Quando o ego se sobrepõe ao dever, o destino é a queda. E, felizmente, numa democracia, a justiça tem memória, alcance e firmeza.

ARTIGO – O Poder e Suas Consequências: Quando a Arrogância Encontra a Justiça

 

(Padre Carlos)

A semana que se encerra nos oferece uma lição fundamental sobre a natureza transitória do poder político e as inevitáveis consequências de seu uso irresponsável. Os acontecimentos recentes envolvendo figuras como Jair Bolsonaro, Carla Zambelli e Donald Trump ilustram de forma cristalina uma verdade universal: o poder é, essencialmente, uma ilusão temporária, e aqueles que o exercem de forma abusiva invariavelmente encontram-se face a face com a justiça.

A Metamorfose do Discurso Autoritário
O caso mais emblemático desta semana foi a transformação radical do discurso de Jair Bolsonaro. Durante quatro anos, o ex-presidente construiu sua narrativa política atacando as instituições, minando a confiança nas urnas eletrônicas e ofendendo ministros do STF. Porém, diante do avanço das investigações e do risco real de punições, o mesmo Bolsonaro que insuflava a massa agora recua, pede desculpas, tenta negociar e se mostra arrependido. A pergunta que fica é: onde estavam esse respeito e essa humildade quando o poder ainda lhe sorria?

A Deputada e o Hacker
Carla Zambelli também revela os riscos da arrogância no exercício do poder. De perseguidora armada nas ruas a envolvida em escândalos cibernéticos, sua trajetória recente mostra como a sensação de impunidade pode corroer qualquer senso de limite. Agora, longe do Brasil, tenta escapar das consequências, mas a justiça já a alcança. O que parecia bravura virou fuga. E a lei, mesmo à distância, continua seu curso.

Trump e o Mito da Imunidade Presidencial
Nos Estados Unidos, Donald Trump continua a alimentar a fantasia de que um presidente pode tudo. Suas tentativas de subverter a Constituição e agir acima das regras resultaram em uma avalanche de processos, investigações e restrições. Mesmo comandando uma das maiores potências do planeta, Trump aprendeu que as instituições americanas não se curvam ao populismo de ocasião.

O Poder como Armadilha
Esses episódios reforçam a lição: o poder é passageiro, e os que dele abusam cedo ou tarde pagarão o preço. A arrogância, quando encontra a justiça, revela sua verdadeira face – não de força, mas de fragilidade. O verdadeiro líder é aquele que compreende os limites de sua autoridade e age com responsabilidade. Quem ignora essa verdade transforma o poder em ruína.

Conclusão
O poder é concessão temporária. Não é trono eterno, nem escudo contra a lei. Sua essência está no serviço, não na dominação. Quando o ego se sobrepõe ao dever, o destino é a queda. E, felizmente, numa democracia, a justiça tem memória, alcance e firmeza.

ARTIGO – Ensinar e Aprender: Uma Via de Mão Dupla

 

(Padre Carlos)

“Quanto mais a gente encina, mais aprende o que enscinou” – o verso torto e sincero de um sambinha que me veio à cabeça enquanto lia Paulo Freire, me fez lembrar de um tempo especial da minha vida: o estágio final no colégio Ademário Pinheiro, na conclusão do curso de Filosofia. Ali, diante dos jovens inquietos e perguntas desafiadoras, compreendi o que talvez nenhuma teoria explicasse melhor: ensinar é se colocar em constante aprendizado.

Essa via de mão dupla chamada educação exige algo precioso: humildade. Quem ensina e acredita que já sabe tudo, que já chegou ao topo do saber, não entendeu ainda o primeiro passo da pedagogia – a escuta. E a escuta começa com o reconhecimento de que o outro, mesmo que mais jovem ou com menos “títulos”, carrega uma bagagem que pode nos ensinar algo novo.

A arrogância é uma das piores inimigas do ambiente de aprendizado. Ela pode estar presente no professor que ridiculariza uma pergunta, no aluno que menospreza a aula, ou mesmo naquele que acredita que a dúvida do colega é irrelevante. Paulo Freire nos alerta que ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. Ou seja: não há ensino sem relação, sem troca, sem afetos.

E é na sala de aula que essas trocas se intensificam. Dúvidas “sem sentido” muitas vezes são janelas para grandes revelações. Às vezes, a pergunta que parece tola é aquela que toca na ferida do preconceito, do medo, da desinformação – e se acolhida com paciência e escuta, pode se transformar em aprendizado para todos, inclusive para o professor. A arrogância fecha portas, a humildade as escancara.

Mais do que conteúdo, ensinar é acolher o outro em sua humanidade. É reconhecer que um professor, por mais preparado que esteja, continua sendo um ser inacabado. E isso é libertador. Errar, pedir desculpas, mudar de ideia – tudo isso faz parte do processo educativo e, acima de tudo, do crescimento pessoal.

A beleza do ensinar está exatamente nisso: na construção conjunta do saber. O professor ensina, mas também aprende com cada aluno, com cada pergunta, com cada silêncio. A sala de aula é viva, dinâmica, imprevisível. E, por isso mesmo, fascinante.

Se Paulo Freire nos ensinou que ensinar exige coragem, é porque essa troca diária exige entrega. Ser professor é se comprometer com o outro, com o mundo, e com a constante reinvenção de si mesmo. O mestre que não aprende com seus alunos, repete fórmulas; o educador que escuta, transforma o cotidiano em sabedoria.

No fundo, a verdadeira pedagogia é feita não de certezas absolutas, mas de perguntas bem feitas. E ensinar é ter a coragem de aprender de novo todos os dias, mesmo aquilo que achávamos já saber.

ARTIGO – Ensinar e Aprender: Uma Via de Mão Dupla

 

(Padre Carlos)

“Quanto mais a gente encina, mais aprende o que enscinou” – o verso torto e sincero de um sambinha que me veio à cabeça enquanto lia Paulo Freire, me fez lembrar de um tempo especial da minha vida: o estágio final no colégio Ademário Pinheiro, na conclusão do curso de Filosofia. Ali, diante dos jovens inquietos e perguntas desafiadoras, compreendi o que talvez nenhuma teoria explicasse melhor: ensinar é se colocar em constante aprendizado.

Essa via de mão dupla chamada educação exige algo precioso: humildade. Quem ensina e acredita que já sabe tudo, que já chegou ao topo do saber, não entendeu ainda o primeiro passo da pedagogia – a escuta. E a escuta começa com o reconhecimento de que o outro, mesmo que mais jovem ou com menos “títulos”, carrega uma bagagem que pode nos ensinar algo novo.

A arrogância é uma das piores inimigas do ambiente de aprendizado. Ela pode estar presente no professor que ridiculariza uma pergunta, no aluno que menospreza a aula, ou mesmo naquele que acredita que a dúvida do colega é irrelevante. Paulo Freire nos alerta que ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. Ou seja: não há ensino sem relação, sem troca, sem afetos.

E é na sala de aula que essas trocas se intensificam. Dúvidas “sem sentido” muitas vezes são janelas para grandes revelações. Às vezes, a pergunta que parece tola é aquela que toca na ferida do preconceito, do medo, da desinformação – e se acolhida com paciência e escuta, pode se transformar em aprendizado para todos, inclusive para o professor. A arrogância fecha portas, a humildade as escancara.

Mais do que conteúdo, ensinar é acolher o outro em sua humanidade. É reconhecer que um professor, por mais preparado que esteja, continua sendo um ser inacabado. E isso é libertador. Errar, pedir desculpas, mudar de ideia – tudo isso faz parte do processo educativo e, acima de tudo, do crescimento pessoal.

A beleza do ensinar está exatamente nisso: na construção conjunta do saber. O professor ensina, mas também aprende com cada aluno, com cada pergunta, com cada silêncio. A sala de aula é viva, dinâmica, imprevisível. E, por isso mesmo, fascinante.

Se Paulo Freire nos ensinou que ensinar exige coragem, é porque essa troca diária exige entrega. Ser professor é se comprometer com o outro, com o mundo, e com a constante reinvenção de si mesmo. O mestre que não aprende com seus alunos, repete fórmulas; o educador que escuta, transforma o cotidiano em sabedoria.

No fundo, a verdadeira pedagogia é feita não de certezas absolutas, mas de perguntas bem feitas. E ensinar é ter a coragem de aprender de novo todos os dias, mesmo aquilo que achávamos já saber.

ARTIGO – Democracia em Risco: Os Estados Unidos e a Tentação do Autoritarismo

 

 

(Padre Carlos)

Durante muito tempo, o mundo olhou para os Estados Unidos como um farol de liberdade, uma referência de estabilidade institucional e respeito às leis. Hoje, essa imagem está seriamente ameaçada. O que está acontecendo no coração da maior democracia ocidental deveria acender um alerta em todos os países que ainda acreditam no valor da liberdade.

A ascensão de Donald Trump ao centro da política americana não é apenas um episódio isolado de populismo. Trata-se de um sintoma profundo de desgaste institucional e de uma sociedade que, aos poucos, parece aceitar práticas autoritárias como se fossem parte do jogo democrático. E o mais preocupante: tudo isso vem sendo feito dentro das regras do próprio sistema. Não há tanques nas ruas, mas há abusos de poder. Não há censura formal, mas há intimidação sistemática da imprensa, da Justiça e dos adversários políticos.

O que se observa é um processo lento e estratégico de corrosão da democracia por dentro. As instituições continuam existindo, os rituais democráticos seguem seu curso, mas a alma do sistema está sendo esvaziada. Leis são reinterpretadas para proteger os poderosos, decisões judiciais são ignoradas, e a polarização social é alimentada diariamente com discursos de ódio.

A grande pergunta é: por que parte da população apoia esse tipo de liderança? Por que tanta gente abre mão de valores democráticos em nome de promessas de segurança, combate à imigração ou estabilidade econômica? A resposta pode estar na ilusão de que um governo autoritário seria mais eficiente, ou ainda na crença de que a liberdade pode ser sacrificada temporariamente para evitar ameaças, reais ou imaginadas.

O caso dos Estados Unidos revela outra ferida antiga que nunca foi curada: a contradição entre o discurso de liberdade e a prática de exclusão. Desde a escravidão até a segregação racial, passando por guerras travadas em nome de interesses econômicos, o país acumulou uma história de desigualdades profundas que agora voltam à tona. A repressão a protestos pacíficos, a perseguição a minorias e o uso de forças militares contra civis não são sinais de força — são sintomas claros de uma democracia adoecida.

Não se trata apenas de Trump ou de um partido político. Trata-se de um modelo de poder que se apoia no medo, no ressentimento e na divisão social para se manter. E, ao contrário do que muitos pensam, esse modelo não está distante de nós. O que acontece lá pode acontecer aqui. A erosão da democracia não respeita fronteiras. Ela começa com pequenas concessões, com o silêncio diante de abusos, com o conformismo disfarçado de pragmatismo.

A lição que os Estados Unidos estão deixando ao mundo é clara: nenhuma democracia está a salvo por inércia. Ela exige vigilância constante, participação ativa da sociedade e, sobretudo, coragem para enfrentar quem tenta desfigurá-la. Quando um país que se orgulhava de ser o berço da liberdade passa a usar a força militar contra sua própria população, não estamos diante de um caso isolado — estamos diante de uma crise global de confiança nas instituições.

A democracia está em risco. E a pergunta que devemos fazer não é apenas se ela vai resistir, mas o que estamos fazendo — agora — para defendê-la.

ARTIGO – Democracia em Risco: Os Estados Unidos e a Tentação do Autoritarismo

 

 

(Padre Carlos)

Durante muito tempo, o mundo olhou para os Estados Unidos como um farol de liberdade, uma referência de estabilidade institucional e respeito às leis. Hoje, essa imagem está seriamente ameaçada. O que está acontecendo no coração da maior democracia ocidental deveria acender um alerta em todos os países que ainda acreditam no valor da liberdade.

A ascensão de Donald Trump ao centro da política americana não é apenas um episódio isolado de populismo. Trata-se de um sintoma profundo de desgaste institucional e de uma sociedade que, aos poucos, parece aceitar práticas autoritárias como se fossem parte do jogo democrático. E o mais preocupante: tudo isso vem sendo feito dentro das regras do próprio sistema. Não há tanques nas ruas, mas há abusos de poder. Não há censura formal, mas há intimidação sistemática da imprensa, da Justiça e dos adversários políticos.

O que se observa é um processo lento e estratégico de corrosão da democracia por dentro. As instituições continuam existindo, os rituais democráticos seguem seu curso, mas a alma do sistema está sendo esvaziada. Leis são reinterpretadas para proteger os poderosos, decisões judiciais são ignoradas, e a polarização social é alimentada diariamente com discursos de ódio.

A grande pergunta é: por que parte da população apoia esse tipo de liderança? Por que tanta gente abre mão de valores democráticos em nome de promessas de segurança, combate à imigração ou estabilidade econômica? A resposta pode estar na ilusão de que um governo autoritário seria mais eficiente, ou ainda na crença de que a liberdade pode ser sacrificada temporariamente para evitar ameaças, reais ou imaginadas.

O caso dos Estados Unidos revela outra ferida antiga que nunca foi curada: a contradição entre o discurso de liberdade e a prática de exclusão. Desde a escravidão até a segregação racial, passando por guerras travadas em nome de interesses econômicos, o país acumulou uma história de desigualdades profundas que agora voltam à tona. A repressão a protestos pacíficos, a perseguição a minorias e o uso de forças militares contra civis não são sinais de força — são sintomas claros de uma democracia adoecida.

Não se trata apenas de Trump ou de um partido político. Trata-se de um modelo de poder que se apoia no medo, no ressentimento e na divisão social para se manter. E, ao contrário do que muitos pensam, esse modelo não está distante de nós. O que acontece lá pode acontecer aqui. A erosão da democracia não respeita fronteiras. Ela começa com pequenas concessões, com o silêncio diante de abusos, com o conformismo disfarçado de pragmatismo.

A lição que os Estados Unidos estão deixando ao mundo é clara: nenhuma democracia está a salvo por inércia. Ela exige vigilância constante, participação ativa da sociedade e, sobretudo, coragem para enfrentar quem tenta desfigurá-la. Quando um país que se orgulhava de ser o berço da liberdade passa a usar a força militar contra sua própria população, não estamos diante de um caso isolado — estamos diante de uma crise global de confiança nas instituições.

A democracia está em risco. E a pergunta que devemos fazer não é apenas se ela vai resistir, mas o que estamos fazendo — agora — para defendê-la.

Manchetes dos principais jornais nacionais neste sábado

 

 

Da Redação
Publicado em 14 de junho de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Brasileiro quer ter ‘cheiro bom’ no corpo inteiro, diz Datafolha

https://estudio.folha.uol.com.br/unilever/2025/06/brasileiro-quer-ter-cheiro-bom-no-corpo-inteiro-diz-datafolha.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Mísseis do Irã atingem Tel-Aviv após Israel ampliar ofensiva

https://www.estadao.com.br/internacional/ira-contra-ataca-e-lanca-centenas-de-misseis-balisticos-contra-israel/?srsltid=AfmBOoq68XblgYfMscJyrEFurifjs5iF7vZu82_Rp5cxYjMPOB5K64Ck

 

O Globo (RJ)
Irã revida, troca ataques com Israel, e conflito escala

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/06/12/israel-lanca-ataques-preventivos-contra-o-ira-explosoes-sao-ouvidas-em-teera.ghtml

 

O Dia (RJ)
Vai começar o Mundial

https://odia.ig.com.br/esporte/2025/06/7074401-herois-dos-cariocas-na-libertadores-nao-vao-defender-trio-do-rio-no-mundial-de-clubes.html

 

Correio Braziliense
Ações contra o meio ambiente põem Brasil em risco na COP30

https://www.facebook.com/correiobraziliense/photos/a%C3%A7%C3%B5es-contra-o-meio-ambiente-p%C3%B5em-brasil-em-risco-na-cop30confira-a-capa-do-corr/1104302375077751/?_rdr

 

Estado de Minas
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Gripe lidera casos graves, mas Covid-19 é mais letal

https://www.em.com.br/gerais/2025/06/7173387-gripe-lidera-internacoes-mas-covid-19-ainda-e-mais-letal.html

 

Diário de Pernambuco
Guerra entre Irã e Israel deixa mundo em alerta

https://www.diariodepernambuco.com.br/mundo/2025/06/3895507-ataque-de-israel-a-alvos-nucleares-no-ira-deixa-mundo-em-alerta-maximo.html

 

A Tarde (BA)
Bahia lidera escolarização de adolescentes de 15 a 17 anos

https://atarde.com.br/bahia/bahia-lidera-escolarizacao-entre-adolescentes-de-15-a-17-anos-no-brasil-1330817

 

 

Diário do Nordeste (CE)
Custo de plano de saúde para jovens dobra em cinco anos

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/custo-dos-planos-de-saude-para-jovens-dobra-em-cinco-anos-no-ceara-e-supera-alta-entre-idosos-1.3659535

 

Manchetes dos principais jornais nacionais neste sábado

 

 

Da Redação
Publicado em 14 de junho de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Brasileiro quer ter ‘cheiro bom’ no corpo inteiro, diz Datafolha

https://estudio.folha.uol.com.br/unilever/2025/06/brasileiro-quer-ter-cheiro-bom-no-corpo-inteiro-diz-datafolha.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Mísseis do Irã atingem Tel-Aviv após Israel ampliar ofensiva

https://www.estadao.com.br/internacional/ira-contra-ataca-e-lanca-centenas-de-misseis-balisticos-contra-israel/?srsltid=AfmBOoq68XblgYfMscJyrEFurifjs5iF7vZu82_Rp5cxYjMPOB5K64Ck

 

O Globo (RJ)
Irã revida, troca ataques com Israel, e conflito escala

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/06/12/israel-lanca-ataques-preventivos-contra-o-ira-explosoes-sao-ouvidas-em-teera.ghtml

 

O Dia (RJ)
Vai começar o Mundial

https://odia.ig.com.br/esporte/2025/06/7074401-herois-dos-cariocas-na-libertadores-nao-vao-defender-trio-do-rio-no-mundial-de-clubes.html

 

Correio Braziliense
Ações contra o meio ambiente põem Brasil em risco na COP30

https://www.facebook.com/correiobraziliense/photos/a%C3%A7%C3%B5es-contra-o-meio-ambiente-p%C3%B5em-brasil-em-risco-na-cop30confira-a-capa-do-corr/1104302375077751/?_rdr

 

Estado de Minas
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Gripe lidera casos graves, mas Covid-19 é mais letal

https://www.em.com.br/gerais/2025/06/7173387-gripe-lidera-internacoes-mas-covid-19-ainda-e-mais-letal.html

 

Diário de Pernambuco
Guerra entre Irã e Israel deixa mundo em alerta

https://www.diariodepernambuco.com.br/mundo/2025/06/3895507-ataque-de-israel-a-alvos-nucleares-no-ira-deixa-mundo-em-alerta-maximo.html

 

A Tarde (BA)
Bahia lidera escolarização de adolescentes de 15 a 17 anos

https://atarde.com.br/bahia/bahia-lidera-escolarizacao-entre-adolescentes-de-15-a-17-anos-no-brasil-1330817

 

 

Diário do Nordeste (CE)
Custo de plano de saúde para jovens dobra em cinco anos

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/custo-dos-planos-de-saude-para-jovens-dobra-em-cinco-anos-no-ceara-e-supera-alta-entre-idosos-1.3659535

 

O Partido dos Corações Partidos: Quando a Alma se Perde no Espelho

 

 

Por Padre Carlos

 

Há algo profundamente melancólico em assistir um sonho morrer aos poucos. Como uma fotografia que desbota no tempo, o Partido dos Trabalhadores da Bahia nos oferece hoje um espetáculo de partir o coração: o de uma família que esqueceu como se abraçar, perdida em disputas que ecoam como gritos numa casa vazia.

As palavras de Jonas Paulo, ecoando pelo salão nesta quinta-feira, carregavam mais do que crítica política – traziam a dor de quem vê um lar se desmanchar. “Nenhuma liderança é maior que o PT”, disse ele, e nessa frase simples habitava todo o lamento de quem já amou demais para conseguir fingir que não vê a ferida aberta no peito da própria casa.

A Nostalgia dos Dias Que Não Voltam Mais

Quem viveu os primeiros anos do PT sabe o que é saudade de verdade. Aquelas plenárias eram mais do que reuniões – eram encontros de almas que acreditavam poder transformar o mundo. Cada voz importava, cada palavra era pesada na balança da coletividade. Hoje, olhando a frieza calculista que domina os corredores do poder, é impossível não sentir uma pontada no peito. Como se perdeu a capacidade de sonhar junto?

O debate entre Tássio Brito e seus adversários não é apenas sobre nomes ou estratégias. É sobre a alma perdida de um movimento que um dia soube fazer política como quem faz poesia – com paixão, com entrega, com a certeza de que cada decisão carregava o peso dos sonhos de milhões.

O Silêncio que Machuca Mais que Qualquer Grito

Existe uma violência sutil no silenciamento da militância, uma crueldade disfarçada de eficiência. Quando Jonas Paulo fala sobre a necessidade de “presidentes” e não de “assessores”, ele toca numa ferida que sangra há anos: a transformação de companheiros em súditos, de sonhadores em funcionários de um projeto que já não os inclui.

É doloroso ver como a disciplina militar substituiu o abraço fraterno, como a obediência cega tomou o lugar do debate apaixonado. Quantos corações se partiram em silêncio, quantas lágrimas foram engolidas por aqueles que viram seus sonhos serem arquivados em nome da “governabilidade”?

A Arrogância que Destrói Por Dentro

A hegemonia, quando não temperada com humildade, transforma-se num veneno lento que corrói a alma de qualquer movimento. O PT da Bahia, acostumado ao poder, esqueceu-se de que a força verdadeira não vem da imposição, mas da capacidade de emocionar, de fazer o povo acreditar que sua luta vale a pena.

Hoje, enquanto a oposição cresce nas periferias que um dia foram berço petista, o partido parece perdido numa dança narcísica consigo mesmo, incapaz de enxergar que o povo – esse povo que um dia o amou com fervor – está se afastando em silêncio, carregando no peito a desilusão de quem acreditou demais.

O Espelho Que Reflete a Dor da Alma

O alerta de Jonas Paulo ressoa como um último grito de quem ainda tem esperança. Quando ele fala sobre o avanço da oposição, suas palavras carregam o desespero de quem vê a casa pegando fogo e ainda acredita que é possível salvar alguma coisa dos escombros.

O PT precisa encontrar coragem para olhar-se no espelho sem máscaras, sem discursos prontos, sem a armadura da arrogância. Precisa ver refletida nesse espelho não a imagem que gostaria de projetar, mas a realidade crua de um partido que perdeu a capacidade de emocionar, de fazer os olhos brilharem, de transformar indignação em esperança.

O Caminho de Volta ao Coração

A eleição interna na Bahia é mais do que uma disputa política – é uma oportunidade de reencontro com a própria alma. É a chance de o PT lembrar que sua força nunca esteve nos gabinetes refrigerados, mas nos corações aquecidos pela paixão de transformar o mundo.

Jonas Paulo, ao levantar sua voz, faz mais do que criticar – ele chora pela memória do que o PT já foi e ainda pode voltar a ser. Sua revolta é a revolta de quem ama demais para aceitar a mediocridade, de quem sonhou alto demais para se conformar com o chão.

O Último Apelo de Quem Ainda Acredita

O Partido dos Trabalhadores está numa encruzilhada que é, antes de tudo, emocional. Pode escolher continuar sendo uma máquina fria e calculista, eficiente na conquista do poder mas incapaz de tocar a alma do povo. Ou pode escolher reencontrar sua humanidade, sua capacidade de sonhar junto, de construir esperança onde há apenas desespero.

A escolha é simples, mas dolorosa: continuar brigando com o espelho ou ter coragem de quebrar a imagem falsa e reconstruir-se a partir dos cacos, sangrando se necessário, mas com a alma limpa e o coração aberto para quem sempre foi sua razão de existir – o povo que um dia acreditou que era possível mudar o mundo.

Que o PT da Bahia encontre em si mesmo a coragem de voltar a ser aquilo que um dia foi: não apenas um partido, mas um sonho coletivo, uma esperança viva, um abraço caloroso numa sociedade cada vez mais fria. Só assim poderá olhar-se no espelho e gostar do que vê refletido.

O Partido dos Corações Partidos: Quando a Alma se Perde no Espelho

 

 

Por Padre Carlos

 

Há algo profundamente melancólico em assistir um sonho morrer aos poucos. Como uma fotografia que desbota no tempo, o Partido dos Trabalhadores da Bahia nos oferece hoje um espetáculo de partir o coração: o de uma família que esqueceu como se abraçar, perdida em disputas que ecoam como gritos numa casa vazia.

As palavras de Jonas Paulo, ecoando pelo salão nesta quinta-feira, carregavam mais do que crítica política – traziam a dor de quem vê um lar se desmanchar. “Nenhuma liderança é maior que o PT”, disse ele, e nessa frase simples habitava todo o lamento de quem já amou demais para conseguir fingir que não vê a ferida aberta no peito da própria casa.

A Nostalgia dos Dias Que Não Voltam Mais

Quem viveu os primeiros anos do PT sabe o que é saudade de verdade. Aquelas plenárias eram mais do que reuniões – eram encontros de almas que acreditavam poder transformar o mundo. Cada voz importava, cada palavra era pesada na balança da coletividade. Hoje, olhando a frieza calculista que domina os corredores do poder, é impossível não sentir uma pontada no peito. Como se perdeu a capacidade de sonhar junto?

O debate entre Tássio Brito e seus adversários não é apenas sobre nomes ou estratégias. É sobre a alma perdida de um movimento que um dia soube fazer política como quem faz poesia – com paixão, com entrega, com a certeza de que cada decisão carregava o peso dos sonhos de milhões.

O Silêncio que Machuca Mais que Qualquer Grito

Existe uma violência sutil no silenciamento da militância, uma crueldade disfarçada de eficiência. Quando Jonas Paulo fala sobre a necessidade de “presidentes” e não de “assessores”, ele toca numa ferida que sangra há anos: a transformação de companheiros em súditos, de sonhadores em funcionários de um projeto que já não os inclui.

É doloroso ver como a disciplina militar substituiu o abraço fraterno, como a obediência cega tomou o lugar do debate apaixonado. Quantos corações se partiram em silêncio, quantas lágrimas foram engolidas por aqueles que viram seus sonhos serem arquivados em nome da “governabilidade”?

A Arrogância que Destrói Por Dentro

A hegemonia, quando não temperada com humildade, transforma-se num veneno lento que corrói a alma de qualquer movimento. O PT da Bahia, acostumado ao poder, esqueceu-se de que a força verdadeira não vem da imposição, mas da capacidade de emocionar, de fazer o povo acreditar que sua luta vale a pena.

Hoje, enquanto a oposição cresce nas periferias que um dia foram berço petista, o partido parece perdido numa dança narcísica consigo mesmo, incapaz de enxergar que o povo – esse povo que um dia o amou com fervor – está se afastando em silêncio, carregando no peito a desilusão de quem acreditou demais.

O Espelho Que Reflete a Dor da Alma

O alerta de Jonas Paulo ressoa como um último grito de quem ainda tem esperança. Quando ele fala sobre o avanço da oposição, suas palavras carregam o desespero de quem vê a casa pegando fogo e ainda acredita que é possível salvar alguma coisa dos escombros.

O PT precisa encontrar coragem para olhar-se no espelho sem máscaras, sem discursos prontos, sem a armadura da arrogância. Precisa ver refletida nesse espelho não a imagem que gostaria de projetar, mas a realidade crua de um partido que perdeu a capacidade de emocionar, de fazer os olhos brilharem, de transformar indignação em esperança.

O Caminho de Volta ao Coração

A eleição interna na Bahia é mais do que uma disputa política – é uma oportunidade de reencontro com a própria alma. É a chance de o PT lembrar que sua força nunca esteve nos gabinetes refrigerados, mas nos corações aquecidos pela paixão de transformar o mundo.

Jonas Paulo, ao levantar sua voz, faz mais do que criticar – ele chora pela memória do que o PT já foi e ainda pode voltar a ser. Sua revolta é a revolta de quem ama demais para aceitar a mediocridade, de quem sonhou alto demais para se conformar com o chão.

O Último Apelo de Quem Ainda Acredita

O Partido dos Trabalhadores está numa encruzilhada que é, antes de tudo, emocional. Pode escolher continuar sendo uma máquina fria e calculista, eficiente na conquista do poder mas incapaz de tocar a alma do povo. Ou pode escolher reencontrar sua humanidade, sua capacidade de sonhar junto, de construir esperança onde há apenas desespero.

A escolha é simples, mas dolorosa: continuar brigando com o espelho ou ter coragem de quebrar a imagem falsa e reconstruir-se a partir dos cacos, sangrando se necessário, mas com a alma limpa e o coração aberto para quem sempre foi sua razão de existir – o povo que um dia acreditou que era possível mudar o mundo.

Que o PT da Bahia encontre em si mesmo a coragem de voltar a ser aquilo que um dia foi: não apenas um partido, mas um sonho coletivo, uma esperança viva, um abraço caloroso numa sociedade cada vez mais fria. Só assim poderá olhar-se no espelho e gostar do que vê refletido.

ARTIGO – Quando a Tradição Encontra a Responsabilidade: A Feira de Fogos em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

No coração do sertão baiano, onde o céu de junho se enche de estrelas e pólvora, pulsa a alma vibrante do povo nordestino. A festa junina, com sua música, sua fé, sua dança e seus sabores, é também um rito de identidade. E dentro desse universo encantado, os fogos de artifício ocupam um lugar de destaque. São eles que, como num clarim ancestral, anunciam o São João, o São Pedro e a alegria coletiva que resiste ao tempo e às mudanças culturais.

Em Vitória da Conquista, cidade de raízes profundas e espírito comunitário, a tradição junina não apenas sobrevive — ela se reinventa com responsabilidade. Desde 2019, a Prefeitura deu um passo importante ao estabelecer a Feira de Fogos na Rua Eduardo Campos, bairro Boa Vista, próximo ao Atakarejo. Uma decisão que une o respeito à cultura popular com o compromisso com a segurança pública.

A feira, que comporta oito barracas licenciadas, respeita todos os protocolos exigidos pelas normas municipais e estaduais. O espaço é adequado, com distanciamento necessário de residências e comércios, sistema de iluminação de emergência, extintores, para-raios e estacionamento. Tudo sob o olhar vigilante da Defesa Civil e da Secretaria de Serviços Públicos, que transformaram o local em referência de boas práticas na comercialização de artefatos pirotécnicos.

Esse modelo de organização e fiscalização não é apenas uma medida técnica — é um gesto de valorização à cultura local. Trata-se de reconhecer que os fogos são, sim, uma tradição, mas que toda tradição precisa de mediação para não ferir o presente. O equilíbrio entre cultura e responsabilidade é o que garante sua continuidade.

Comerciantes como Márcio Karlane e Robério Santos, com décadas de experiência, testemunham a transformação do setor. Não se trata apenas de vender produtos, mas de orientar, educar, conscientizar. E isso só é possível quando o poder público age como parceiro, não como opressor. A limpeza do terreno, o suporte burocrático e os seminários educativos promovidos pela Defesa Civil mostram que o diálogo entre tradição e modernidade é não apenas possível, mas necessário.

Há ainda um aspecto simbólico importante: em tempos em que o medo é muitas vezes usado para justificar a supressão de manifestações populares, a manutenção e a organização da Feira de Fogos representam uma vitória da cultura sobre a indiferença. Afinal, preservar o São João é também preservar a memória coletiva, o senso de pertencimento e o direito de celebrar a vida com cor, luz e sons.

Que a fogueira continue acesa, não apenas nos quintais, mas no espírito do nosso povo. E que os fogos, tão amados quanto perigosos, sigam iluminando o céu com segurança, consciência e respeito à tradição.

ARTIGO – Quando a Tradição Encontra a Responsabilidade: A Feira de Fogos em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

No coração do sertão baiano, onde o céu de junho se enche de estrelas e pólvora, pulsa a alma vibrante do povo nordestino. A festa junina, com sua música, sua fé, sua dança e seus sabores, é também um rito de identidade. E dentro desse universo encantado, os fogos de artifício ocupam um lugar de destaque. São eles que, como num clarim ancestral, anunciam o São João, o São Pedro e a alegria coletiva que resiste ao tempo e às mudanças culturais.

Em Vitória da Conquista, cidade de raízes profundas e espírito comunitário, a tradição junina não apenas sobrevive — ela se reinventa com responsabilidade. Desde 2019, a Prefeitura deu um passo importante ao estabelecer a Feira de Fogos na Rua Eduardo Campos, bairro Boa Vista, próximo ao Atakarejo. Uma decisão que une o respeito à cultura popular com o compromisso com a segurança pública.

A feira, que comporta oito barracas licenciadas, respeita todos os protocolos exigidos pelas normas municipais e estaduais. O espaço é adequado, com distanciamento necessário de residências e comércios, sistema de iluminação de emergência, extintores, para-raios e estacionamento. Tudo sob o olhar vigilante da Defesa Civil e da Secretaria de Serviços Públicos, que transformaram o local em referência de boas práticas na comercialização de artefatos pirotécnicos.

Esse modelo de organização e fiscalização não é apenas uma medida técnica — é um gesto de valorização à cultura local. Trata-se de reconhecer que os fogos são, sim, uma tradição, mas que toda tradição precisa de mediação para não ferir o presente. O equilíbrio entre cultura e responsabilidade é o que garante sua continuidade.

Comerciantes como Márcio Karlane e Robério Santos, com décadas de experiência, testemunham a transformação do setor. Não se trata apenas de vender produtos, mas de orientar, educar, conscientizar. E isso só é possível quando o poder público age como parceiro, não como opressor. A limpeza do terreno, o suporte burocrático e os seminários educativos promovidos pela Defesa Civil mostram que o diálogo entre tradição e modernidade é não apenas possível, mas necessário.

Há ainda um aspecto simbólico importante: em tempos em que o medo é muitas vezes usado para justificar a supressão de manifestações populares, a manutenção e a organização da Feira de Fogos representam uma vitória da cultura sobre a indiferença. Afinal, preservar o São João é também preservar a memória coletiva, o senso de pertencimento e o direito de celebrar a vida com cor, luz e sons.

Que a fogueira continue acesa, não apenas nos quintais, mas no espírito do nosso povo. E que os fogos, tão amados quanto perigosos, sigam iluminando o céu com segurança, consciência e respeito à tradição.

Camila dos Passos e o Grito da Juventude: Câmara de Conquista Reconhece Talento Feminino e Pede Mais Apoio ao Esporte

 

 

 

Por Padre Carlos

Em tempos de superficialidade e discursos rasos, a jovem enxadrista Camila dos Passos Bonfim, de apenas 12 anos, faz muito mais do que ganhar partidas de xadrez. Ela movimenta peças no tabuleiro da vida, com a mesma precisão que um mestre. Ao receber a Moção de Aplauso da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Camila transforma uma conquista esportiva em um manifesto silencioso em favor da educação, do protagonismo feminino e do investimento no esporte como política pública.

Quando uma menina de escola pública ou privada sobe à tribuna para discursar com clareza e consciência, é a cidade inteira que sobe com ela. Camila é a expressão do que Vitória da Conquista pode ser: uma cidade que educa, que apoia seus talentos, que olha para sua juventude com esperança real.

Ela soma mais de 35 medalhas e 7 troféus, e cada um deles carrega o peso da persistência, do apoio familiar e, em muitos casos, do sacrifício. Mas o que mais impressiona é sua maturidade ao afirmar que o xadrez lhe ensinou a perder. Isso, sim, é uma lição que os parlamentares presentes deveriam anotar.

Neste Brasil tão carente de bons exemplos e tão refém de narrativas vazias, Camila representa o que realmente importa: educação com excelência, juventude com valores e esporte com propósito. Que essa homenagem não seja um fim, mas um começo: que se abram editais, bolsas e programas que façam o talento dessa e de tantas outras meninas ecoar por todo o país.

Porque no jogo da vida, Vitória da Conquista já está em xeque se não souber valorizar suas rainhas do futuro.

Camila dos Passos e o Grito da Juventude: Câmara de Conquista Reconhece Talento Feminino e Pede Mais Apoio ao Esporte

 

 

 

Por Padre Carlos

Em tempos de superficialidade e discursos rasos, a jovem enxadrista Camila dos Passos Bonfim, de apenas 12 anos, faz muito mais do que ganhar partidas de xadrez. Ela movimenta peças no tabuleiro da vida, com a mesma precisão que um mestre. Ao receber a Moção de Aplauso da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, Camila transforma uma conquista esportiva em um manifesto silencioso em favor da educação, do protagonismo feminino e do investimento no esporte como política pública.

Quando uma menina de escola pública ou privada sobe à tribuna para discursar com clareza e consciência, é a cidade inteira que sobe com ela. Camila é a expressão do que Vitória da Conquista pode ser: uma cidade que educa, que apoia seus talentos, que olha para sua juventude com esperança real.

Ela soma mais de 35 medalhas e 7 troféus, e cada um deles carrega o peso da persistência, do apoio familiar e, em muitos casos, do sacrifício. Mas o que mais impressiona é sua maturidade ao afirmar que o xadrez lhe ensinou a perder. Isso, sim, é uma lição que os parlamentares presentes deveriam anotar.

Neste Brasil tão carente de bons exemplos e tão refém de narrativas vazias, Camila representa o que realmente importa: educação com excelência, juventude com valores e esporte com propósito. Que essa homenagem não seja um fim, mas um começo: que se abram editais, bolsas e programas que façam o talento dessa e de tantas outras meninas ecoar por todo o país.

Porque no jogo da vida, Vitória da Conquista já está em xeque se não souber valorizar suas rainhas do futuro.

ARTIGO – Congresso age como sindicato dos ricos, sacrificando os pobres

 

(Padre Carlos)

Enquanto o povo brasileiro aperta o cinto, sacrifica o almoço para garantir a janta, e enfrenta filas nos hospitais e nas portas do INSS, uma elite política inescrupulosa se organiza para proteger seus próprios privilégios com unhas e dentes. É isso mesmo: em pleno ano de ajuste fiscal, quando se fala em cortar gastos, não se trata de cortar o que sangra os cofres públicos de verdade — as benesses do alto clero do Congresso Nacional —, mas sim de asfixiar ainda mais os pobres, os trabalhadores e os aposentados que sustentam esse país.

Essa semana, tivemos mais um exemplo do escárnio. O deputado Hugo Motta, diante de uma plateia de empresários, disse que o governo “precisa fazer o dever de casa” e cortar gastos. Mal terminou o discurso, apresentou um projeto que permite aos parlamentares acumular aposentadoria especial com salário de deputado. Uma vergonha! Desde 1997, essa acumulação é proibida. Mas agora, como se fosse algo justo, querem reverter a regra para garantir mais um privilégio para poucos.

E não para por aí. A Câmara aprovou um aumento no número de deputados com direito a reembolso de até R$ 46 mil mensais, além dos já conhecidos R$ 5 mil de auxílio-moradia. Querem convencer o povo de que isso é normal, enquanto empurram para a população a conta do ajuste, dizendo que é preciso rever o salário mínimo, cortar o piso da saúde e da educação.

É hipocrisia pura! Eles não querem debater a redução dos R$ 50 bilhões anuais em emendas parlamentares — a famosa moeda de troca para barganhas políticas. Não querem falar dos subsídios indevidos que protegem grandes fortunas, latifundiários e grupos econômicos. Não querem tocar nos privilégios que garantem a elite econômica e política uma blindagem total contra a crise.

Enquanto isso, a bomba estoura sempre no mesmo colo: o dos mais pobres. A proposta de ajuste fiscal do governo, sob pressão desses setores, mira o aumento da carga tributária sobre consumo, a precarização dos serviços públicos e a restrição do acesso à saúde e educação. Isso não é reforma. É perversidade.

O sociólogo Marcelo Medeiros foi certeiro ao afirmar: “Ao fazer isso, o Congresso atua como sindicato dos ricos”. E não há expressão melhor. Os verdadeiros sindicatos dos trabalhadores, perseguidos e criminalizados, lutam por direitos básicos. Já o “sindicato dos ricos” se reúne nos salões refrigerados do Congresso para garantir que nada toque em seus privilégios, enquanto o povo come o pão que o diabo amassou.

Chega! O Brasil precisa de uma reforma tributária que taxe os super-ricos, que corte os privilégios do alto escalão, que acabe com aposentadorias especiais e mordomias parlamentares. O povo não aguenta mais pagar essa conta injusta.

ARTIGO – Congresso age como sindicato dos ricos, sacrificando os pobres

 

(Padre Carlos)

Enquanto o povo brasileiro aperta o cinto, sacrifica o almoço para garantir a janta, e enfrenta filas nos hospitais e nas portas do INSS, uma elite política inescrupulosa se organiza para proteger seus próprios privilégios com unhas e dentes. É isso mesmo: em pleno ano de ajuste fiscal, quando se fala em cortar gastos, não se trata de cortar o que sangra os cofres públicos de verdade — as benesses do alto clero do Congresso Nacional —, mas sim de asfixiar ainda mais os pobres, os trabalhadores e os aposentados que sustentam esse país.

Essa semana, tivemos mais um exemplo do escárnio. O deputado Hugo Motta, diante de uma plateia de empresários, disse que o governo “precisa fazer o dever de casa” e cortar gastos. Mal terminou o discurso, apresentou um projeto que permite aos parlamentares acumular aposentadoria especial com salário de deputado. Uma vergonha! Desde 1997, essa acumulação é proibida. Mas agora, como se fosse algo justo, querem reverter a regra para garantir mais um privilégio para poucos.

E não para por aí. A Câmara aprovou um aumento no número de deputados com direito a reembolso de até R$ 46 mil mensais, além dos já conhecidos R$ 5 mil de auxílio-moradia. Querem convencer o povo de que isso é normal, enquanto empurram para a população a conta do ajuste, dizendo que é preciso rever o salário mínimo, cortar o piso da saúde e da educação.

É hipocrisia pura! Eles não querem debater a redução dos R$ 50 bilhões anuais em emendas parlamentares — a famosa moeda de troca para barganhas políticas. Não querem falar dos subsídios indevidos que protegem grandes fortunas, latifundiários e grupos econômicos. Não querem tocar nos privilégios que garantem a elite econômica e política uma blindagem total contra a crise.

Enquanto isso, a bomba estoura sempre no mesmo colo: o dos mais pobres. A proposta de ajuste fiscal do governo, sob pressão desses setores, mira o aumento da carga tributária sobre consumo, a precarização dos serviços públicos e a restrição do acesso à saúde e educação. Isso não é reforma. É perversidade.

O sociólogo Marcelo Medeiros foi certeiro ao afirmar: “Ao fazer isso, o Congresso atua como sindicato dos ricos”. E não há expressão melhor. Os verdadeiros sindicatos dos trabalhadores, perseguidos e criminalizados, lutam por direitos básicos. Já o “sindicato dos ricos” se reúne nos salões refrigerados do Congresso para garantir que nada toque em seus privilégios, enquanto o povo come o pão que o diabo amassou.

Chega! O Brasil precisa de uma reforma tributária que taxe os super-ricos, que corte os privilégios do alto escalão, que acabe com aposentadorias especiais e mordomias parlamentares. O povo não aguenta mais pagar essa conta injusta.