Política e Resenha

Entre a Disciplina e a Consciência: A Atitude Corajosa de Fernando Jacaré em Defesa do Município

 

Padre Carlos

 

A democracia representativa se sustenta sobre pilares fundamentais, sendo um dos mais importantes a independência e a autonomia do mandato parlamentar. O episódio envolvendo o vereador Fernando Vasconcelos (PT), que votou de forma divergente de seus colegas de bancada na sessão que aprovou o empréstimo de R$ 400 milhões solicitado pela prefeita Sheila Lemos (UB), merece uma reflexão séria sobre o exercício da representação política e os limites da disciplina partidária.

Primeiramente, é fundamental expressar solidariedade ao vereador Fernando Jacaré diante da exposição pública de seu voto. O parlamentar exerceu seu direito constitucional de votar conforme sua consciência e seu juízo sobre o que considera melhor para o município. Não se trata aqui de defender a posição A ou B sobre o mérito do empréstimo, mas sim de defender algo muito mais essencial: a liberdade de voto do representante eleito.

O Voto Livre e Consciente

O vereador Fernando Jacaré não estava presente na primeira votação da matéria. Quando teve a oportunidade de manifestar seu posicionamento na segunda votação, optou por votar favoravelmente ao projeto. Segundo relatos, sua decisão foi pautada pela análise técnica e pela convicção de que o empréstimo poderia trazer benefícios para a cidade, ainda que o projeto careça de especificações detalhadas sobre a destinação dos recursos.

É importante ressaltar: o vereador não fez oposição ideológica. Não se posicionou contra seu partido por questões político-partidárias ou por estratégia de confronto. Sua escolha foi baseada no mérito da proposta, no que ele entende como positivo para o desenvolvimento municipal. Esta é a essência da representação responsável – votar pelo interesse coletivo, e não por automatismos partidários.

A Exposição Inadequada do Parlamentar

Todavia, a forma como o voto do vereador Jacaré foi destacado publicamente levanta questões preocupantes. Expor um parlamentar por ter votado de forma divergente de seus colegas de partido, especialmente quando seu voto não alterou o resultado final (já que o projeto foi aprovado inclusive com votos favoráveis da oposição), não contribui para o fortalecimento da democracia.

Ao contrário, essa exposição pode criar um ambiente de intimidação e constrangimento que inibe a manifestação livre do pensamento parlamentar. Se cada voto divergente for tratado como traição ou deslealdade, corremos o risco de transformar as câmaras legislativas em meros carimbos automáticos das decisões de lideranças partidárias, esvaziando o debate e a representação genuína.

Disciplina Partidária Versus Autonomia do Mandato

É verdade que os partidos políticos possuem diretrizes, orientações e, em determinadas matérias, podem estabelecer posicionamentos coletivos. Contudo, essa disciplina não pode se sobrepor completamente à autonomia do mandato, especialmente em questões de natureza administrativa e orçamentária que impactam diretamente a vida dos cidadãos.

O vereador Fernando Jacaré fez um juízo de valor – e ele tem todo o direito e, mais do que isso, o dever de fazê-lo. Foi eleito para pensar, analisar, deliberar e decidir. Não foi eleito para simplesmente seguir automaticamente orientações partidárias, especialmente quando sua consciência e análise técnica apontam em outra direção.

Por Uma Cultura Política Mais Madura

O caso do vereador Jacaré nos convida a refletir sobre que tipo de cultura política queremos construir. Queremos parlamentares autômatos ou representantes capazes de pensamento crítico e independente? Desejamos um legislativo vibrante, com debates robustos e posicionamentos fundamentados, ou preferimos uma casa legislativa domesticada e previsível?

A solidariedade ao vereador Fernando Jacaré não significa concordância com seu voto, mas sim a defesa intransigente do direito de votar livremente. Significa reconhecer que a democracia se fortalece quando os parlamentares podem exercer seus mandatos com autonomia, respondendo primordialmente aos cidadãos que os elegeram e à sua própria consciência.

Que este episódio sirva de lição: o voto parlamentar é livre, e essa liberdade deve ser protegida e respeitada, mesmo – e especialmente – quando diverge das expectativas ou orientações partidárias. Este é um princípio inegociável da democracia representativa que todos nós, independentemente de nossas preferências políticas, devemos defender.


A democracia se alimenta da diversidade de vozes, não de coros uníssimos. Respeitar o voto divergente é respeitar a própria democracia.

Entre a Disciplina e a Consciência: A Atitude Corajosa de Fernando Jacaré em Defesa do Município

 

Padre Carlos

 

A democracia representativa se sustenta sobre pilares fundamentais, sendo um dos mais importantes a independência e a autonomia do mandato parlamentar. O episódio envolvendo o vereador Fernando Vasconcelos (PT), que votou de forma divergente de seus colegas de bancada na sessão que aprovou o empréstimo de R$ 400 milhões solicitado pela prefeita Sheila Lemos (UB), merece uma reflexão séria sobre o exercício da representação política e os limites da disciplina partidária.

Primeiramente, é fundamental expressar solidariedade ao vereador Fernando Jacaré diante da exposição pública de seu voto. O parlamentar exerceu seu direito constitucional de votar conforme sua consciência e seu juízo sobre o que considera melhor para o município. Não se trata aqui de defender a posição A ou B sobre o mérito do empréstimo, mas sim de defender algo muito mais essencial: a liberdade de voto do representante eleito.

O Voto Livre e Consciente

O vereador Fernando Jacaré não estava presente na primeira votação da matéria. Quando teve a oportunidade de manifestar seu posicionamento na segunda votação, optou por votar favoravelmente ao projeto. Segundo relatos, sua decisão foi pautada pela análise técnica e pela convicção de que o empréstimo poderia trazer benefícios para a cidade, ainda que o projeto careça de especificações detalhadas sobre a destinação dos recursos.

É importante ressaltar: o vereador não fez oposição ideológica. Não se posicionou contra seu partido por questões político-partidárias ou por estratégia de confronto. Sua escolha foi baseada no mérito da proposta, no que ele entende como positivo para o desenvolvimento municipal. Esta é a essência da representação responsável – votar pelo interesse coletivo, e não por automatismos partidários.

A Exposição Inadequada do Parlamentar

Todavia, a forma como o voto do vereador Jacaré foi destacado publicamente levanta questões preocupantes. Expor um parlamentar por ter votado de forma divergente de seus colegas de partido, especialmente quando seu voto não alterou o resultado final (já que o projeto foi aprovado inclusive com votos favoráveis da oposição), não contribui para o fortalecimento da democracia.

Ao contrário, essa exposição pode criar um ambiente de intimidação e constrangimento que inibe a manifestação livre do pensamento parlamentar. Se cada voto divergente for tratado como traição ou deslealdade, corremos o risco de transformar as câmaras legislativas em meros carimbos automáticos das decisões de lideranças partidárias, esvaziando o debate e a representação genuína.

Disciplina Partidária Versus Autonomia do Mandato

É verdade que os partidos políticos possuem diretrizes, orientações e, em determinadas matérias, podem estabelecer posicionamentos coletivos. Contudo, essa disciplina não pode se sobrepor completamente à autonomia do mandato, especialmente em questões de natureza administrativa e orçamentária que impactam diretamente a vida dos cidadãos.

O vereador Fernando Jacaré fez um juízo de valor – e ele tem todo o direito e, mais do que isso, o dever de fazê-lo. Foi eleito para pensar, analisar, deliberar e decidir. Não foi eleito para simplesmente seguir automaticamente orientações partidárias, especialmente quando sua consciência e análise técnica apontam em outra direção.

Por Uma Cultura Política Mais Madura

O caso do vereador Jacaré nos convida a refletir sobre que tipo de cultura política queremos construir. Queremos parlamentares autômatos ou representantes capazes de pensamento crítico e independente? Desejamos um legislativo vibrante, com debates robustos e posicionamentos fundamentados, ou preferimos uma casa legislativa domesticada e previsível?

A solidariedade ao vereador Fernando Jacaré não significa concordância com seu voto, mas sim a defesa intransigente do direito de votar livremente. Significa reconhecer que a democracia se fortalece quando os parlamentares podem exercer seus mandatos com autonomia, respondendo primordialmente aos cidadãos que os elegeram e à sua própria consciência.

Que este episódio sirva de lição: o voto parlamentar é livre, e essa liberdade deve ser protegida e respeitada, mesmo – e especialmente – quando diverge das expectativas ou orientações partidárias. Este é um princípio inegociável da democracia representativa que todos nós, independentemente de nossas preferências políticas, devemos defender.


A democracia se alimenta da diversidade de vozes, não de coros uníssimos. Respeitar o voto divergente é respeitar a própria democracia.

Respeitosa Reflexão sobre o IPTU Rural em Vitória da Conquista

 

Padre Carlos

Com o devido respeito ao trabalho incansável e dedicado do vereador Luciano Gomes (PCdoB), cuja atuação em defesa dos moradores da zona rural é reconhecida e admirável, permito-me apresentar uma perspectiva complementar sobre esta importante questão.

O Reconhecimento Necessário

Primeiramente, é fundamental destacar o comprometimento do vereador Luciano Gomes com as comunidades rurais. Sua luta pela isenção definitiva do IPTU Rural demonstra sensibilidade política e proximidade com as necessidades da população. Esse engajamento merece reconhecimento e respeito.

Uma Análise Jurídica e Política Diferenciada

Contudo, respeitosamente, gostaria de apresentar argumentos que merecem consideração neste debate:

1. Princípio Constitucional da Capacidade Contributiva

A Constituição Federal, em seu artigo 145, §1º, estabelece que os impostos devem ser graduados conforme a capacidade econômica do contribuinte. Isso significa que não se trata de cobrar de todos indistintamente, mas sim de estabelecer critérios justos baseados na capacidade de pagamento.

2. A Realidade Heterogênea dos Distritos

Embora o vereador Luciano tenha razão ao apontar deficiências infraestruturais em parte da zona rural, é inegável que diversos distritos já contam com benefícios urbanos significativos:

  • Iluminação pública mantida e custeada pelo município

  • Limpeza urbana regular em diversas localidades

  • Asfalto e infraestrutura viária em condições adequadas

  • Acesso a serviços públicos similares aos da área urbana

Distritos como Bate-Pé, Cabeceira da Jiboia, Cercadinho, Dantilândia, Iguá, Inhobim e José Gonçalves já usufruem de infraestrutura que se equipara, em muitos aspectos, à da zona urbana.

3. A Questão da Isonomia Tributária

Aqui reside um ponto crucial de justiça fiscal: existem propriedades na zona rural com padrão construtivo superior a muitas residências urbanas. Propriedades com:

  • Piscinas e áreas de lazer completas

  • Construções de alto padrão

  • Infraestrutura particular sofisticada

  • Valorização imobiliária significativa

Enquanto isso, na zona urbana, famílias com renda modesta pagam IPTU sobre imóveis simples. Esta disparidade levanta uma questão de equidade tributária: é justo que um proprietário de imóvel luxuoso na zona rural não contribua, enquanto um trabalhador humilde na cidade paga imposto sobre sua casa popular?

4. Fundamento Jurídico da Progressividade

O Código Tributário Nacional (CTN) e a jurisprudência do STF reconhecem a progressividade do IPTU. A Emenda 30/2025 pode incorporar:

  • Critérios objetivos baseados no valor venal do imóvel

  • Faixas de isenção para propriedades de menor valor

  • Progressividade conforme características da propriedade

  • Consideração da infraestrutura disponível no local

5. Precedentes e Experiências Municipais

Diversos municípios brasileiros aplicam IPTU diferenciado em áreas rurais urbanizadas, sempre respeitando:

  • A capacidade contributiva

  • A disponibilidade de serviços públicos

  • Critérios de valorização imobiliária

  • Isenções para pequenos produtores e famílias de baixa renda

6. A Proposta Não Prejudica os Mais Vulneráveis

É essencial esclarecer: a cobrança seria direcionada a propriedades que:

  • Tenham características urbanas

  • Estejam em áreas com infraestrutura consolidada

  • Possuam valor venal significativo

  • Não sejam utilizadas para agricultura familiar de subsistência

Pequenos agricultores, famílias de baixa renda e propriedades sem infraestrutura continuariam isentos.

7. Destinação dos Recursos

A arrecadação poderia ser vinculada ao próprio desenvolvimento rural:

  • Melhorias nas estradas vicinais

  • Expansão da iluminação pública

  • Investimentos em saúde e educação rurais

  • Apoio à agricultura familiar

Argumentos Políticos para o Debate Democrático

Transparência e Diálogo

A prefeita Sheila Lemos tem demonstrado disposição ao diálogo. Um possível veto não seria contra a população rural, mas sim uma oportunidade para aperfeiçoar a legislação, garantindo:

  • Critérios mais claros e justos

  • Proteção efetiva aos mais vulneráveis

  • Mecanismos de isenção bem definidos

Responsabilidade Fiscal Municipal

O município precisa de recursos para manter e ampliar serviços. Uma tributação justa e equilibrada fortalece a capacidade de investimento em todas as áreas, incluindo a rural.

Construção de Consensos

Este debate não deve ser polarizado. É possível conciliar:

  • Proteção aos agricultores familiares e população rural vulnerável

  • Justiça tributária baseada na capacidade contributiva

  • Desenvolvimento equilibrado do município

Conclusão

Com todo respeito ao trabalho do vereador Luciano Gomes, que merece reconhecimento por sua dedicação, proponho que esta discussão seja aprofundada considerando critérios técnicos, jurídicos e de justiça social.

A questão não é “cobrar ou não cobrar da zona rural”, mas sim: como estabelecer um sistema tributário justo que respeite a capacidade contributiva de cada cidadão, seja ele urbano ou rural?

A equidade fiscal não é apenas um princípio constitucional – é uma questão de justiça social. Que o debate democrático prevaleça, sempre com foco no bem comum e na proteção dos mais vulneráveis, onde quer que estejam.

Esta reflexão visa enriquecer o debate público, respeitando todas as posições e buscando o aperfeiçoamento das políticas públicas municipais.

Respeitosa Reflexão sobre o IPTU Rural em Vitória da Conquista

 

Padre Carlos

Com o devido respeito ao trabalho incansável e dedicado do vereador Luciano Gomes (PCdoB), cuja atuação em defesa dos moradores da zona rural é reconhecida e admirável, permito-me apresentar uma perspectiva complementar sobre esta importante questão.

O Reconhecimento Necessário

Primeiramente, é fundamental destacar o comprometimento do vereador Luciano Gomes com as comunidades rurais. Sua luta pela isenção definitiva do IPTU Rural demonstra sensibilidade política e proximidade com as necessidades da população. Esse engajamento merece reconhecimento e respeito.

Uma Análise Jurídica e Política Diferenciada

Contudo, respeitosamente, gostaria de apresentar argumentos que merecem consideração neste debate:

1. Princípio Constitucional da Capacidade Contributiva

A Constituição Federal, em seu artigo 145, §1º, estabelece que os impostos devem ser graduados conforme a capacidade econômica do contribuinte. Isso significa que não se trata de cobrar de todos indistintamente, mas sim de estabelecer critérios justos baseados na capacidade de pagamento.

2. A Realidade Heterogênea dos Distritos

Embora o vereador Luciano tenha razão ao apontar deficiências infraestruturais em parte da zona rural, é inegável que diversos distritos já contam com benefícios urbanos significativos:

  • Iluminação pública mantida e custeada pelo município

  • Limpeza urbana regular em diversas localidades

  • Asfalto e infraestrutura viária em condições adequadas

  • Acesso a serviços públicos similares aos da área urbana

Distritos como Bate-Pé, Cabeceira da Jiboia, Cercadinho, Dantilândia, Iguá, Inhobim e José Gonçalves já usufruem de infraestrutura que se equipara, em muitos aspectos, à da zona urbana.

3. A Questão da Isonomia Tributária

Aqui reside um ponto crucial de justiça fiscal: existem propriedades na zona rural com padrão construtivo superior a muitas residências urbanas. Propriedades com:

  • Piscinas e áreas de lazer completas

  • Construções de alto padrão

  • Infraestrutura particular sofisticada

  • Valorização imobiliária significativa

Enquanto isso, na zona urbana, famílias com renda modesta pagam IPTU sobre imóveis simples. Esta disparidade levanta uma questão de equidade tributária: é justo que um proprietário de imóvel luxuoso na zona rural não contribua, enquanto um trabalhador humilde na cidade paga imposto sobre sua casa popular?

4. Fundamento Jurídico da Progressividade

O Código Tributário Nacional (CTN) e a jurisprudência do STF reconhecem a progressividade do IPTU. A Emenda 30/2025 pode incorporar:

  • Critérios objetivos baseados no valor venal do imóvel

  • Faixas de isenção para propriedades de menor valor

  • Progressividade conforme características da propriedade

  • Consideração da infraestrutura disponível no local

5. Precedentes e Experiências Municipais

Diversos municípios brasileiros aplicam IPTU diferenciado em áreas rurais urbanizadas, sempre respeitando:

  • A capacidade contributiva

  • A disponibilidade de serviços públicos

  • Critérios de valorização imobiliária

  • Isenções para pequenos produtores e famílias de baixa renda

6. A Proposta Não Prejudica os Mais Vulneráveis

É essencial esclarecer: a cobrança seria direcionada a propriedades que:

  • Tenham características urbanas

  • Estejam em áreas com infraestrutura consolidada

  • Possuam valor venal significativo

  • Não sejam utilizadas para agricultura familiar de subsistência

Pequenos agricultores, famílias de baixa renda e propriedades sem infraestrutura continuariam isentos.

7. Destinação dos Recursos

A arrecadação poderia ser vinculada ao próprio desenvolvimento rural:

  • Melhorias nas estradas vicinais

  • Expansão da iluminação pública

  • Investimentos em saúde e educação rurais

  • Apoio à agricultura familiar

Argumentos Políticos para o Debate Democrático

Transparência e Diálogo

A prefeita Sheila Lemos tem demonstrado disposição ao diálogo. Um possível veto não seria contra a população rural, mas sim uma oportunidade para aperfeiçoar a legislação, garantindo:

  • Critérios mais claros e justos

  • Proteção efetiva aos mais vulneráveis

  • Mecanismos de isenção bem definidos

Responsabilidade Fiscal Municipal

O município precisa de recursos para manter e ampliar serviços. Uma tributação justa e equilibrada fortalece a capacidade de investimento em todas as áreas, incluindo a rural.

Construção de Consensos

Este debate não deve ser polarizado. É possível conciliar:

  • Proteção aos agricultores familiares e população rural vulnerável

  • Justiça tributária baseada na capacidade contributiva

  • Desenvolvimento equilibrado do município

Conclusão

Com todo respeito ao trabalho do vereador Luciano Gomes, que merece reconhecimento por sua dedicação, proponho que esta discussão seja aprofundada considerando critérios técnicos, jurídicos e de justiça social.

A questão não é “cobrar ou não cobrar da zona rural”, mas sim: como estabelecer um sistema tributário justo que respeite a capacidade contributiva de cada cidadão, seja ele urbano ou rural?

A equidade fiscal não é apenas um princípio constitucional – é uma questão de justiça social. Que o debate democrático prevaleça, sempre com foco no bem comum e na proteção dos mais vulneráveis, onde quer que estejam.

Esta reflexão visa enriquecer o debate público, respeitando todas as posições e buscando o aperfeiçoamento das políticas públicas municipais.

O Elogio Adiado: Quando Só a Morte Nos Liberta para o Reconhecimento

 

 

 

A palavra elogio deriva de duas palavras da língua grega e significa “bom” ou “bem” — é o enaltecimento de uma qualidade ou virtude de alguém. Ressaltar as qualidades de uma pessoa em vida é muito difícil, principalmente quando se vive e milita no meio político. Tudo o que você disser poderá ser usado contra você e seu grupo um dia. Dentro de uma cultura de disputas constantes, reconhecer competências e valores nos torna, aos olhos de alguns, menores diante daquele que exaltamos. Mas eis o paradoxo que nos assombra: quando a morte chega, esse silêncio calculado se rompe em cascata de louvores. A recente partida de Raul Ferraz, figura marcante da política conquistense, nos obriga a refletir sobre esse adiamento que praticamos. Foi assim também com José Pedral, Jadiel Matos, Sebastião Castro, Clóvis Assis, Coriolano Sales, Herzem Gusmão — homens que só receberam o devido reconhecimento quando já não podiam mais ouvi-lo.

O Tabu Cultural que Nos Empobrece

Vivemos em uma cultura política onde o reconhecimento dos méritos alheios, especialmente dos adversários, parece ser um tabu quase sagrado. Há um receio instintivo de que elogiar o outro — ainda que por suas virtudes, sua dedicação à vida pública ou sua contribuição à cidade — seja interpretado como fraqueza ou traição ideológica. Essa postura, porém, nos empobrece profundamente como sociedade. Machado de Assis, em sua argúcia implacável, já havia percebido essa hipocrisia humana quando escreveu: «está morto: podemos elogiá-lo à vontade». A frase, publicada há mais de um século, continua a ecoar com perturbadora atualidade em nossos dias.

A morte, no meio político, tem essa capacidade quase mágica de propiciar a unanimidade no elogio. Por quê? Porque, na verdade, ninguém é absolutamente mau ou inteiramente bom. O defeito e a virtude coexistem em cada um de nós e traduzem essa circunstância que nos individualiza e humaniza. Quando alguém parte, a ameaça desaparece — já não há competição, já não há disputa eleitoral, já não há risco de fortalecimento do adversário. Então, e somente então, nos permitimos ser generosos. Que triste libertação é essa que só a morte proporciona!

O Esvaziamento de Uma Geração e a Saudade do Projeto

Perante esta atmosfera de luto que se repete com frequência crescente, o consenso e os elogios que estamos habituados a testemunhar nos questionam sobre nossos propósitos e sinceridade em relação ao outro. E aqui chegamos ao cerne mais doloroso desta reflexão: tenho cada vez mais a certeza de que uma geração de políticos forjados nas lutas contra o regime militar, que viveu a política com sentido de projeto e de serviço, está acabando. Não se trata de idealização nostálgica, mas de reconhecer uma verdade histórica incontornável.

Essa geração — que incluía Raul Ferraz, José Pedral, Jadiel Matos e tantos outros — carregava consigo uma visão de mundo moldada pela resistência, pela clandestinidade, pelo sacrifício pessoal em nome de um ideal coletivo. Eram homens e mulheres que aprenderam política não em cursos rápidos ou em marketings eleitorais, mas nas reuniões secretas, nos porões da ditadura, nas greves operárias, nas comunidades de base. A política, para eles, não era carreira — era missão. Não era performance — era compromisso existencial.

O vazio que se forma no meio político hoje tem muito a ver com esse esvaziamento geracional. Constata-se, em alguns quadros atuais, um amadorismo preocupante, uma falta de densidade intelectual e de preparo técnico que contrasta brutalmente com a formação daquela geração. Não se trata de romantizar o passado ou de negar que aqueles homens também tinham suas falhas — como disse o filósofo, somos a soma de todos os sins e nãos que damos em nossas vidas. Qualquer pessoa está sujeita a gestos de extrema covardia e pode, ao mesmo tempo, nos surpreender com atos heroicos que jamais poderíamos esperar. Mas há uma diferença qualitativa inegável entre quem aprendeu política na escola da vida e da luta, e quem a aprendeu como técnica de conquista de poder.

E agora me pergunto, com genuína angústia: será que vamos repetir esse padrão com Guilherme Menezes e Elquisson Soares? Vamos esperar que eles também partam para, só então, reconhecer suas trajetórias, sua firmeza de ideias, suas contribuições ao debate público? Quantos nomes mais precisarão desaparecer para que aprendamos a valorizar a presença enquanto ela ainda se faz corpo, voz e ação entre nós?

O Remédio do Reconhecimento em Vida

Precisamos romper com essa lógica que adia o elogio e posterga a gratidão. Valorizar o outro em vida — mesmo que pense diferente de nós, mesmo que tenha sido adversário em disputas acirradas — é um gesto de grandeza, de maturidade democrática e de humanidade. Não somos o que somos por acaso: diversos fatores externos e internos nos forjam o caráter e nos definem como pessoas. Reconhecer isso no outro é reconhecer nossa própria humanidade compartilhada.

Ressaltar as qualidades dos companheiros — e por que não dos adversários dignos? — talvez seja o remédio que tanto falta ao nosso ambiente político. Esse reconhecimento promove a autoestima coletiva, fortalece o sentido de comunidade e nos lembra de que somos capazes não apenas de assumir responsabilidades em partidos, mas de construir uma política à altura dos desafios que nossa cidade e nosso país enfrentam. A história de Vitória da Conquista é feita por muitos nomes, de diferentes matizes, e todos eles merecem ser lembrados com justiça e respeito enquanto ainda caminham entre nós.

Portanto, meu apelo final é simples, mas urgente: não esperemos a morte para sermos justos. Não precisemos de caixões para sermos generosos. A grandeza de uma sociedade se mede não apenas por suas conquistas materiais, mas por sua capacidade de reconhecer, valorizar e celebrar aqueles que se dedicam ao bem comum — ainda que imperfeitos, ainda que falíveis, ainda que diferentes de nós. Quem, em sua vida, merece hoje um elogio que você tem adiado? Quem merece ouvir, ainda em vida, o reconhecimento que certamente receberá quando não puder mais escutá-lo? A resposta a essa pergunta pode ser o primeiro passo para uma política mais humana, mais madura e mais digna do legado daquela geração que, infelizmente, está se despedindo de nós.

Padre Carlos

O Elogio Adiado: Quando Só a Morte Nos Liberta para o Reconhecimento

 

 

 

A palavra elogio deriva de duas palavras da língua grega e significa “bom” ou “bem” — é o enaltecimento de uma qualidade ou virtude de alguém. Ressaltar as qualidades de uma pessoa em vida é muito difícil, principalmente quando se vive e milita no meio político. Tudo o que você disser poderá ser usado contra você e seu grupo um dia. Dentro de uma cultura de disputas constantes, reconhecer competências e valores nos torna, aos olhos de alguns, menores diante daquele que exaltamos. Mas eis o paradoxo que nos assombra: quando a morte chega, esse silêncio calculado se rompe em cascata de louvores. A recente partida de Raul Ferraz, figura marcante da política conquistense, nos obriga a refletir sobre esse adiamento que praticamos. Foi assim também com José Pedral, Jadiel Matos, Sebastião Castro, Clóvis Assis, Coriolano Sales, Herzem Gusmão — homens que só receberam o devido reconhecimento quando já não podiam mais ouvi-lo.

O Tabu Cultural que Nos Empobrece

Vivemos em uma cultura política onde o reconhecimento dos méritos alheios, especialmente dos adversários, parece ser um tabu quase sagrado. Há um receio instintivo de que elogiar o outro — ainda que por suas virtudes, sua dedicação à vida pública ou sua contribuição à cidade — seja interpretado como fraqueza ou traição ideológica. Essa postura, porém, nos empobrece profundamente como sociedade. Machado de Assis, em sua argúcia implacável, já havia percebido essa hipocrisia humana quando escreveu: «está morto: podemos elogiá-lo à vontade». A frase, publicada há mais de um século, continua a ecoar com perturbadora atualidade em nossos dias.

A morte, no meio político, tem essa capacidade quase mágica de propiciar a unanimidade no elogio. Por quê? Porque, na verdade, ninguém é absolutamente mau ou inteiramente bom. O defeito e a virtude coexistem em cada um de nós e traduzem essa circunstância que nos individualiza e humaniza. Quando alguém parte, a ameaça desaparece — já não há competição, já não há disputa eleitoral, já não há risco de fortalecimento do adversário. Então, e somente então, nos permitimos ser generosos. Que triste libertação é essa que só a morte proporciona!

O Esvaziamento de Uma Geração e a Saudade do Projeto

Perante esta atmosfera de luto que se repete com frequência crescente, o consenso e os elogios que estamos habituados a testemunhar nos questionam sobre nossos propósitos e sinceridade em relação ao outro. E aqui chegamos ao cerne mais doloroso desta reflexão: tenho cada vez mais a certeza de que uma geração de políticos forjados nas lutas contra o regime militar, que viveu a política com sentido de projeto e de serviço, está acabando. Não se trata de idealização nostálgica, mas de reconhecer uma verdade histórica incontornável.

Essa geração — que incluía Raul Ferraz, José Pedral, Jadiel Matos e tantos outros — carregava consigo uma visão de mundo moldada pela resistência, pela clandestinidade, pelo sacrifício pessoal em nome de um ideal coletivo. Eram homens e mulheres que aprenderam política não em cursos rápidos ou em marketings eleitorais, mas nas reuniões secretas, nos porões da ditadura, nas greves operárias, nas comunidades de base. A política, para eles, não era carreira — era missão. Não era performance — era compromisso existencial.

O vazio que se forma no meio político hoje tem muito a ver com esse esvaziamento geracional. Constata-se, em alguns quadros atuais, um amadorismo preocupante, uma falta de densidade intelectual e de preparo técnico que contrasta brutalmente com a formação daquela geração. Não se trata de romantizar o passado ou de negar que aqueles homens também tinham suas falhas — como disse o filósofo, somos a soma de todos os sins e nãos que damos em nossas vidas. Qualquer pessoa está sujeita a gestos de extrema covardia e pode, ao mesmo tempo, nos surpreender com atos heroicos que jamais poderíamos esperar. Mas há uma diferença qualitativa inegável entre quem aprendeu política na escola da vida e da luta, e quem a aprendeu como técnica de conquista de poder.

E agora me pergunto, com genuína angústia: será que vamos repetir esse padrão com Guilherme Menezes e Elquisson Soares? Vamos esperar que eles também partam para, só então, reconhecer suas trajetórias, sua firmeza de ideias, suas contribuições ao debate público? Quantos nomes mais precisarão desaparecer para que aprendamos a valorizar a presença enquanto ela ainda se faz corpo, voz e ação entre nós?

O Remédio do Reconhecimento em Vida

Precisamos romper com essa lógica que adia o elogio e posterga a gratidão. Valorizar o outro em vida — mesmo que pense diferente de nós, mesmo que tenha sido adversário em disputas acirradas — é um gesto de grandeza, de maturidade democrática e de humanidade. Não somos o que somos por acaso: diversos fatores externos e internos nos forjam o caráter e nos definem como pessoas. Reconhecer isso no outro é reconhecer nossa própria humanidade compartilhada.

Ressaltar as qualidades dos companheiros — e por que não dos adversários dignos? — talvez seja o remédio que tanto falta ao nosso ambiente político. Esse reconhecimento promove a autoestima coletiva, fortalece o sentido de comunidade e nos lembra de que somos capazes não apenas de assumir responsabilidades em partidos, mas de construir uma política à altura dos desafios que nossa cidade e nosso país enfrentam. A história de Vitória da Conquista é feita por muitos nomes, de diferentes matizes, e todos eles merecem ser lembrados com justiça e respeito enquanto ainda caminham entre nós.

Portanto, meu apelo final é simples, mas urgente: não esperemos a morte para sermos justos. Não precisemos de caixões para sermos generosos. A grandeza de uma sociedade se mede não apenas por suas conquistas materiais, mas por sua capacidade de reconhecer, valorizar e celebrar aqueles que se dedicam ao bem comum — ainda que imperfeitos, ainda que falíveis, ainda que diferentes de nós. Quem, em sua vida, merece hoje um elogio que você tem adiado? Quem merece ouvir, ainda em vida, o reconhecimento que certamente receberá quando não puder mais escutá-lo? A resposta a essa pergunta pode ser o primeiro passo para uma política mais humana, mais madura e mais digna do legado daquela geração que, infelizmente, está se despedindo de nós.

Padre Carlos

Quando o Espinheiro Escolhe Virar Flor: O Natal Que Devolve Dignidade a 7 Mil Crianças

 

 

Padre Carlos

 

Há duas perguntas que todo ser humano precisa responder com a própria vida: que tipo de pessoa eu escolho ser? E que mundo eu deixarei para trás?

Cada um recebe de acordo com o que dá. Esta não é apenas uma frase de efeito bordada em almofadas ou compartilhada em redes sociais — é uma lei silenciosa que governa a experiência humana. Se você planta ódio e indiferença, colherá solidão e frieza. Mas se semeia atenção e carinho, verá brotar ao seu redor jardins de afeto e amor.

Ninguém se aproxima do espinheiro voluntariamente, porque os espinhos ferem. Ninguém mergulha no lodo, porque suja e mancha. Mas todos — absolutamente todos — querem estar perto das flores, que espalham beleza e perfume sem pedir nada em troca. A questão que nos persegue é simples e urgente: o que você escolhe ser neste mundo? Espinho, lodo ou flor?

Os Anjos Silenciosos Que Agem Enquanto o Mundo Apenas Fala

Há pessoas que não esperam que o mundo mude para então fazer o bem. Elas começam mudando o mundo ao seu redor — silenciosamente, com dedicação, constância e amor. Entre essas pessoas está o empresário Edvaldo Araújo e sua esposa Rita de Cassia Araujo, voluntários incansáveis do Natal Solidário das Creches.

Desde 1998 — leia novamente: desde 1998 — esta campanha transforma o dezembro de milhares de crianças em situação de vulnerabilidade. Não foi apenas um ano de boa vontade. Não foi uma ação pontual para aliviar a consciência. Foi uma escolha de vida repetida, ano após ano, com firmeza e afeto. Este ano, mais de 7.000 crianças terão seus natais mais felizes graças a esta iniciativa. E quando uma creche não alcança o resultado esperado, estes anjos chamados Edvaldo e Rita se encarregam de completar o que falta, assegurando que nenhum pequeno fique sem seu presente.

Pense nisso: nenhum pequeno. Nenhuma criança esquecida. Nenhum rosto sem sorriso.

Edvaldo Araújo poderia viver apenas para si, como tantos fazem. Poderia acumular, guardar, proteger apenas o seu círculo. Mas optou por viver para além de si. Atravessa o tempo levantando bandeiras de inclusão social, responsabilidade coletiva, empatia e amor ao próximo. Seu exemplo nos lembra que a cidadania não cabe apenas nas urnas, nos discursos ou nos documentos — ela floresce nos gestos concretos que devolvem dignidade às pessoas que mais precisam.

Não há algoritmo de busca mais poderoso que o da bondade. Não há palavra-chave maior que a do amor.

Mais Que Brinquedos: A Entrega de Esperança

O Natal Solidário não é sobre arrecadação de brinquedos. Seria reducionista, pequeno demais, pensar assim. Esta campanha é sobre infância preservada, autoestima fortalecida, sorrisos que vencem a vulnerabilidade.

Quando uma criança recebe seu presente, ela não segura apenas um brinquedo. Ela segura pertencimento. Ela segura cuidado. Ela segura esperança.

E a esperança — essa força invisível que mantém corações batendo mesmo diante da adversidade — é o presente mais urgente do nosso tempo. Num mundo que ensina crianças a desistirem antes mesmo de começarem, que normaliza a exclusão e celebra apenas quem já tem tudo, devolver esperança é um ato revolucionário de amor.

Imagine o rosto de uma criança que nunca recebeu um presente de Natal. Imagine seus olhos quando finalmente segura algo que é só dela, escolhido com carinho, embrulhado com cuidado. Naquele instante, algo muda. Não é apenas um objeto que muda de mãos — é uma mensagem que atravessa a alma: “Você importa. Você é vista. Você merece.”

A Convocação: E Você, Vai Ficar de Fora?

Hoje, o convite está feito. 7.000 crianças dessas creches esperam por nós — por mim, por você, por cada pessoa que pode transformar um simples gesto em uma memória inesquecível.

A doação de um brinquedo, é a oportunidade de colocar um presente nas mãos de quem pouco recebeu da vida.  Todos estão convidados para viver o momento da entrega — o encontro de quem doa com quem recebe, o encontro do amor com o sorriso.

Há quem pergunte: “Mas minha doação faz diferença?”

Sim. Faz. E faz muita. Porque solidariedade não se mede pelo tamanho do valor, mas pela grandeza do coração.

Mas a pergunta que realmente muda tudo é outra: Quantos sorrisos você quer patrocinar neste Natal? Um? Cinco? Dez? Cada contribuição é uma criança que não será esquecida, uma infância que não será roubada, uma esperança que não será apagada.

A transformação social não acontece nos gabinetes, nos discursos ou nas teorias. Ela acontece quando alguém decide agir. E hoje, o exemplo de Edvaldo Araújo é uma convocação a todos nós. Se ele pode, se ele faz, se ele insiste em acreditar — por que nós não?

O Natal Que Eleva Uma Cidade Inteira

Que este Natal seja mais que luzes nas ruas. Que seja luz no rosto de cada criança. E que Vitória da Conquista, mais uma vez, prove que solidariedade é o maior patrimônio de uma cidade.

Porque quando uma criança sorri, algo sagrado acontece. O mundo para por um instante. A esperança vence o cinismo. O amor vence a indiferença.

Quando uma criança sorri, Deus sorri junto. E nós também.

 

Quando o Espinheiro Escolhe Virar Flor: O Natal Que Devolve Dignidade a 7 Mil Crianças

 

 

Padre Carlos

 

Há duas perguntas que todo ser humano precisa responder com a própria vida: que tipo de pessoa eu escolho ser? E que mundo eu deixarei para trás?

Cada um recebe de acordo com o que dá. Esta não é apenas uma frase de efeito bordada em almofadas ou compartilhada em redes sociais — é uma lei silenciosa que governa a experiência humana. Se você planta ódio e indiferença, colherá solidão e frieza. Mas se semeia atenção e carinho, verá brotar ao seu redor jardins de afeto e amor.

Ninguém se aproxima do espinheiro voluntariamente, porque os espinhos ferem. Ninguém mergulha no lodo, porque suja e mancha. Mas todos — absolutamente todos — querem estar perto das flores, que espalham beleza e perfume sem pedir nada em troca. A questão que nos persegue é simples e urgente: o que você escolhe ser neste mundo? Espinho, lodo ou flor?

Os Anjos Silenciosos Que Agem Enquanto o Mundo Apenas Fala

Há pessoas que não esperam que o mundo mude para então fazer o bem. Elas começam mudando o mundo ao seu redor — silenciosamente, com dedicação, constância e amor. Entre essas pessoas está o empresário Edvaldo Araújo e sua esposa Rita de Cassia Araujo, voluntários incansáveis do Natal Solidário das Creches.

Desde 1998 — leia novamente: desde 1998 — esta campanha transforma o dezembro de milhares de crianças em situação de vulnerabilidade. Não foi apenas um ano de boa vontade. Não foi uma ação pontual para aliviar a consciência. Foi uma escolha de vida repetida, ano após ano, com firmeza e afeto. Este ano, mais de 7.000 crianças terão seus natais mais felizes graças a esta iniciativa. E quando uma creche não alcança o resultado esperado, estes anjos chamados Edvaldo e Rita se encarregam de completar o que falta, assegurando que nenhum pequeno fique sem seu presente.

Pense nisso: nenhum pequeno. Nenhuma criança esquecida. Nenhum rosto sem sorriso.

Edvaldo Araújo poderia viver apenas para si, como tantos fazem. Poderia acumular, guardar, proteger apenas o seu círculo. Mas optou por viver para além de si. Atravessa o tempo levantando bandeiras de inclusão social, responsabilidade coletiva, empatia e amor ao próximo. Seu exemplo nos lembra que a cidadania não cabe apenas nas urnas, nos discursos ou nos documentos — ela floresce nos gestos concretos que devolvem dignidade às pessoas que mais precisam.

Não há algoritmo de busca mais poderoso que o da bondade. Não há palavra-chave maior que a do amor.

Mais Que Brinquedos: A Entrega de Esperança

O Natal Solidário não é sobre arrecadação de brinquedos. Seria reducionista, pequeno demais, pensar assim. Esta campanha é sobre infância preservada, autoestima fortalecida, sorrisos que vencem a vulnerabilidade.

Quando uma criança recebe seu presente, ela não segura apenas um brinquedo. Ela segura pertencimento. Ela segura cuidado. Ela segura esperança.

E a esperança — essa força invisível que mantém corações batendo mesmo diante da adversidade — é o presente mais urgente do nosso tempo. Num mundo que ensina crianças a desistirem antes mesmo de começarem, que normaliza a exclusão e celebra apenas quem já tem tudo, devolver esperança é um ato revolucionário de amor.

Imagine o rosto de uma criança que nunca recebeu um presente de Natal. Imagine seus olhos quando finalmente segura algo que é só dela, escolhido com carinho, embrulhado com cuidado. Naquele instante, algo muda. Não é apenas um objeto que muda de mãos — é uma mensagem que atravessa a alma: “Você importa. Você é vista. Você merece.”

A Convocação: E Você, Vai Ficar de Fora?

Hoje, o convite está feito. 7.000 crianças dessas creches esperam por nós — por mim, por você, por cada pessoa que pode transformar um simples gesto em uma memória inesquecível.

A doação de um brinquedo, é a oportunidade de colocar um presente nas mãos de quem pouco recebeu da vida.  Todos estão convidados para viver o momento da entrega — o encontro de quem doa com quem recebe, o encontro do amor com o sorriso.

Há quem pergunte: “Mas minha doação faz diferença?”

Sim. Faz. E faz muita. Porque solidariedade não se mede pelo tamanho do valor, mas pela grandeza do coração.

Mas a pergunta que realmente muda tudo é outra: Quantos sorrisos você quer patrocinar neste Natal? Um? Cinco? Dez? Cada contribuição é uma criança que não será esquecida, uma infância que não será roubada, uma esperança que não será apagada.

A transformação social não acontece nos gabinetes, nos discursos ou nas teorias. Ela acontece quando alguém decide agir. E hoje, o exemplo de Edvaldo Araújo é uma convocação a todos nós. Se ele pode, se ele faz, se ele insiste em acreditar — por que nós não?

O Natal Que Eleva Uma Cidade Inteira

Que este Natal seja mais que luzes nas ruas. Que seja luz no rosto de cada criança. E que Vitória da Conquista, mais uma vez, prove que solidariedade é o maior patrimônio de uma cidade.

Porque quando uma criança sorri, algo sagrado acontece. O mundo para por um instante. A esperança vence o cinismo. O amor vence a indiferença.

Quando uma criança sorri, Deus sorri junto. E nós também.

 

Operação Transparência: Quando o Brasil Lava a Alma com Água Suja

 

 

(Padre Carlos)

 

 

O Brasil acordou nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, com mais uma operação da Polícia Federal sacudindo o noticiário político — um ritual tão previsível quanto a inflação subindo ou um novo escândalo de corrupção pipocando em Brasília. Desta vez, o espetáculo atende pelo nome de “Operação Transparência”. Uma ironia tão brilhante quanto a eficiência das nossas instituições, sempre empenhadas em combater o crime… depois que ele aparece na capa dos jornais.

O alvo do dia? Mariângela Fialek, carinhosamente chamada de Tuca, ex-assessora de Arthur Lira — aquele mesmo que domina Brasília com a habilidade de um maestro que rege uma orquestra onde cada instrumento custa algumas dezenas de milhões em emendas parlamentares. Tuca agora é investigada por supostos desvios de verbas públicas. Nada novo no horizonte; apenas mais um capítulo do eterno seriado “Brasil, o País do Futuro… e da Polícia Federal”.

As emendas parlamentares, criadas para promover desenvolvimento e justiça social, viraram a moeda oficial da barganha política, uma espécie de “Pix do poder”. Tuca ocupava uma posição-chave, coordenando e distribuindo emendas como quem administra um buffet de luxo: cada prato destinado a um aliado, cada fatia servida conforme a fome política do momento.

A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, impôs a Tuca a proibição de movimentar emendas — como se fosse possível impedir um pássaro que já aprendeu a voar. Enquanto isso, Arthur Lira assiste de camarote, como aquele espectador que finge surpresa diante de um filme cujo roteiro conhece de cor.

E o que dizer do nome da operação? Transparência. Ah, Brasil… No país onde documentos somem, investigações emperram e assessores viram donos de cofres, transparência é quase um conceito filosófico. A PF investiga peculato, corrupção, falsidade ideológica, uso de documentos falsos — o combo completo da política nacional.

O problema é que o escândalo já não escandaliza. O cidadão se acostumou a ver Brasília como um grande laboratório de experimentos ilegais. A indignação se desfaz no ar, e o absurdo se torna rotina. É exatamente aqui que mora o perigo: quando o crime vira ruído de fundo, quando o sistema se normaliza na lama.

A Operação Transparência funciona como um espelho: reflete o Brasil que somos e, principalmente, o Brasil que fingimos não ver. Um país dividido entre a promessa de democracia e a prática cotidiana da corrupção. Que ao menos este episódio sirva para reacender o debate público sobre ética, controle de emendas, responsabilidade política e fiscalização.

O nome da operação pede transparência. A pergunta é: estamos prontos para enxergar?

Operação Transparência: Quando o Brasil Lava a Alma com Água Suja

 

 

(Padre Carlos)

 

 

O Brasil acordou nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, com mais uma operação da Polícia Federal sacudindo o noticiário político — um ritual tão previsível quanto a inflação subindo ou um novo escândalo de corrupção pipocando em Brasília. Desta vez, o espetáculo atende pelo nome de “Operação Transparência”. Uma ironia tão brilhante quanto a eficiência das nossas instituições, sempre empenhadas em combater o crime… depois que ele aparece na capa dos jornais.

O alvo do dia? Mariângela Fialek, carinhosamente chamada de Tuca, ex-assessora de Arthur Lira — aquele mesmo que domina Brasília com a habilidade de um maestro que rege uma orquestra onde cada instrumento custa algumas dezenas de milhões em emendas parlamentares. Tuca agora é investigada por supostos desvios de verbas públicas. Nada novo no horizonte; apenas mais um capítulo do eterno seriado “Brasil, o País do Futuro… e da Polícia Federal”.

As emendas parlamentares, criadas para promover desenvolvimento e justiça social, viraram a moeda oficial da barganha política, uma espécie de “Pix do poder”. Tuca ocupava uma posição-chave, coordenando e distribuindo emendas como quem administra um buffet de luxo: cada prato destinado a um aliado, cada fatia servida conforme a fome política do momento.

A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, impôs a Tuca a proibição de movimentar emendas — como se fosse possível impedir um pássaro que já aprendeu a voar. Enquanto isso, Arthur Lira assiste de camarote, como aquele espectador que finge surpresa diante de um filme cujo roteiro conhece de cor.

E o que dizer do nome da operação? Transparência. Ah, Brasil… No país onde documentos somem, investigações emperram e assessores viram donos de cofres, transparência é quase um conceito filosófico. A PF investiga peculato, corrupção, falsidade ideológica, uso de documentos falsos — o combo completo da política nacional.

O problema é que o escândalo já não escandaliza. O cidadão se acostumou a ver Brasília como um grande laboratório de experimentos ilegais. A indignação se desfaz no ar, e o absurdo se torna rotina. É exatamente aqui que mora o perigo: quando o crime vira ruído de fundo, quando o sistema se normaliza na lama.

A Operação Transparência funciona como um espelho: reflete o Brasil que somos e, principalmente, o Brasil que fingimos não ver. Um país dividido entre a promessa de democracia e a prática cotidiana da corrupção. Que ao menos este episódio sirva para reacender o debate público sobre ética, controle de emendas, responsabilidade política e fiscalização.

O nome da operação pede transparência. A pergunta é: estamos prontos para enxergar?

O Corpo Invisível da Saudade

 

 


(Padre Carlos)

Há dias em que a saudade pesa tanto que parece ter corpo, cheiro e voz. Dias em que qualquer detalhe acorda as lembranças que tento manter em silêncio. É como se o coração ficasse mais frágil, mais sensível, mais vazio. Nesses dias, tudo lembra o que falta, tudo dói um pouco mais, tudo parece distante demais. E a gente só queria, por um instante que fosse, reviver o que marcou, abraçar o que ficou na memória e aliviar esse peso que o tempo insiste em carregar.

A saudade, nesses momentos, deixa de ser apenas sentimento: torna-se presença. Anda pela casa como uma sombra que reconhece cada canto. Entra pelas frestas das portas, toca de leve a pele, sussurra coisas que eu já tentei esquecer. Tem cheiro — às vezes de café que esfria sobre a mesa, às vezes de roupa guardada, às vezes de chuva fina batendo no quintal. Tem corpo — um corpo invisível, mas ainda assim capaz de empurrar o peito para dentro e apertar a garganta. E tem voz — não uma voz que fala, mas que murmura o que falta, o que se perdeu, o que ainda pulsa.

É curioso como o cotidiano se transforma em um campo minado. Um aroma inesperado, uma canção antiga que toca na rádio, a luz dourada da tarde refletida no vidro — tudo pode ser gatilho. Tudo pode romper o silêncio em que tento esconder as lembranças. Elas vêm sem pedir licença, invadem, ocupam, reclamam o que é delas. Às vezes chegam suaves, outras vezes chegam como avalanche. Mas chegam. E, quando chegam, não há quem segure o mundo para que eu possa respirar.

Nesses dias, o coração parece feito de vidro fino.
Qualquer toque, qualquer lembrança, qualquer palavra é suficiente para rachá-lo um pouco mais. A saudade torna tudo mais sensível — o corpo, o olhar, o gesto. O mundo exterior continua seu curso, mas nós ficamos suspensos, como se estivéssemos olhando a vida através de um vidro embaçado. Tudo parece distante demais, inalcançável demais. E dentro de nós, um vazio lateja, não como ausência absoluta, mas como espaço que já teve dono. É uma vulnerabilidade que não se explica: apenas se sente. E dói — dói um pouco mais do que gostaríamos de admitir.

E então surge o desejo impossível: o anseio de reviver o que marcou, de abraçar o que ficou na memória. É como tentar tocar a brisa ou segurar água entre os dedos. Sabemos que não dá, sabemos que não volta — mas ainda assim tentamos. Tentamos porque o coração insiste em conspirar contra a lógica; porque a lembrança, quando é grande demais, teima em pedir corpo de novo.

No fim, resta-nos aceitar que a saudade é o preço daquilo que foi verdadeiro.
O peso que o tempo insiste em carregar não é castigo — é testemunho. É a prova silenciosa de que algo, ou alguém, deixou marcas profundas demais para desaparecer. Transformamos a dor em homenagem. Transformamos a ausência em presença íntima. Transformamos o que falta em parte essencial do que somos. E assim seguimos — não apesar da saudade, mas com ela. Porque, no fundo, é ela quem nos lembra que já vivemos algo que valeu a pena permanecer.

O Corpo Invisível da Saudade

 

 


(Padre Carlos)

Há dias em que a saudade pesa tanto que parece ter corpo, cheiro e voz. Dias em que qualquer detalhe acorda as lembranças que tento manter em silêncio. É como se o coração ficasse mais frágil, mais sensível, mais vazio. Nesses dias, tudo lembra o que falta, tudo dói um pouco mais, tudo parece distante demais. E a gente só queria, por um instante que fosse, reviver o que marcou, abraçar o que ficou na memória e aliviar esse peso que o tempo insiste em carregar.

A saudade, nesses momentos, deixa de ser apenas sentimento: torna-se presença. Anda pela casa como uma sombra que reconhece cada canto. Entra pelas frestas das portas, toca de leve a pele, sussurra coisas que eu já tentei esquecer. Tem cheiro — às vezes de café que esfria sobre a mesa, às vezes de roupa guardada, às vezes de chuva fina batendo no quintal. Tem corpo — um corpo invisível, mas ainda assim capaz de empurrar o peito para dentro e apertar a garganta. E tem voz — não uma voz que fala, mas que murmura o que falta, o que se perdeu, o que ainda pulsa.

É curioso como o cotidiano se transforma em um campo minado. Um aroma inesperado, uma canção antiga que toca na rádio, a luz dourada da tarde refletida no vidro — tudo pode ser gatilho. Tudo pode romper o silêncio em que tento esconder as lembranças. Elas vêm sem pedir licença, invadem, ocupam, reclamam o que é delas. Às vezes chegam suaves, outras vezes chegam como avalanche. Mas chegam. E, quando chegam, não há quem segure o mundo para que eu possa respirar.

Nesses dias, o coração parece feito de vidro fino.
Qualquer toque, qualquer lembrança, qualquer palavra é suficiente para rachá-lo um pouco mais. A saudade torna tudo mais sensível — o corpo, o olhar, o gesto. O mundo exterior continua seu curso, mas nós ficamos suspensos, como se estivéssemos olhando a vida através de um vidro embaçado. Tudo parece distante demais, inalcançável demais. E dentro de nós, um vazio lateja, não como ausência absoluta, mas como espaço que já teve dono. É uma vulnerabilidade que não se explica: apenas se sente. E dói — dói um pouco mais do que gostaríamos de admitir.

E então surge o desejo impossível: o anseio de reviver o que marcou, de abraçar o que ficou na memória. É como tentar tocar a brisa ou segurar água entre os dedos. Sabemos que não dá, sabemos que não volta — mas ainda assim tentamos. Tentamos porque o coração insiste em conspirar contra a lógica; porque a lembrança, quando é grande demais, teima em pedir corpo de novo.

No fim, resta-nos aceitar que a saudade é o preço daquilo que foi verdadeiro.
O peso que o tempo insiste em carregar não é castigo — é testemunho. É a prova silenciosa de que algo, ou alguém, deixou marcas profundas demais para desaparecer. Transformamos a dor em homenagem. Transformamos a ausência em presença íntima. Transformamos o que falta em parte essencial do que somos. E assim seguimos — não apesar da saudade, mas com ela. Porque, no fundo, é ela quem nos lembra que já vivemos algo que valeu a pena permanecer.

Sheila Lemos projeta 2026 e anuncia novo ciclo de investimentos para transformar Vitória da Conquista

 

 

Padre Carlos

 

Na manhã desta semana, enquanto acompanhava a inauguração de mais uma etapa da iluminação pública em LED na Zona Rural de Vitória da Conquista, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil) fez questão de repetir uma frase que se tornou marca da sua gestão: “Conquista não pode parar”. E não é apenas retórica. Num momento em que a maioria dos gestores municipais já estaria no modo “último ano de mandato” — aquele ritmo de fim de festa, com obras pela metade e promessas adiadas —, Sheila decidiu fazer exatamente o contrário. Ela está tratando 2025 como se fosse o primeiro ano de um novo ciclo de investimentos. E isso, minha gente, não é pouca coisa.

Historicamente, prefeitos desaceleram no quinto ano. É quase uma lei da física política: chega o último exercício, e a cidade entra em compasso de espera. Mas Sheila Lemos parece ter lido o manual ao contrário. Enquanto outros se preparam para a despedida, ela anuncia UPA, projeta hospital municipal, amplia avenidas, estrutura parques ambientais e negocia financiamentos de mais de R$ 400 milhões para obras de infraestrutura. Se isso é campanha, como diriam os adversários, que venham mais gestores fazendo “campanha com obra”. Aqui em Conquista, pelo menos, a população tem aplaudido.

Os quatro primeiros anos do governo Sheila deixaram legados concretos. Na saúde, a ampliação e modernização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) — com destaque para o SUAS premiado nacionalmente — mostraram que é possível descentralizar o atendimento e levar dignidade às comunidades mais distantes do centro. Na educação, a cidade alcançou 100% de iluminação pública em LED, um feito raro no interior da Bahia, e que trouxe mais segurança para estudantes e moradores. Na infraestrutura, bairros antes esquecidos, como Conveima 1, Vila América e Panorama, receberam pavimentação, drenagem e investimentos que mudaram completamente a dinâmica urbana. E no desenvolvimento econômico, a prefeitura conseguiu atrair novas empresas e fomentar o comércio local, mesmo diante das limitações orçamentárias de uma cidade que não tem PIB industrial robusto. Como a própria prefeita gosta de lembrar: “Nós estamos no sexto PIB da Bahia, praticamente quase sétimo. Não temos mineração, não temos grande área de agronegócio. Temos serviço, comércio e um pouquinho de tudo”.

Agora, o que impressiona é a disposição de Sheila em acelerar ainda mais. Ela não está satisfeita com o que foi feito. Quer mais. E para isso, articulou na Câmara Municipal um projeto de financiamento de R$ 400 milhões, com foco em infraestrutura dos bairros. “Então, a gente precisa fazer esses investimentos com recursos extras. Quais seriam esses recursos extras? Recursos de emenda parlamentar, recursos de convênio como o do financiamento”, explicou. A comparação que ela mesma faz é didática: assim como uma dona de casa que precisa ampliar um cômodo e recorre a um consignado, a cidade precisa de crédito para crescer. E só contrata quem tem responsabilidade fiscal. Sheila tem.

Claro que não faltam críticas. A oposição já ensaia o discurso de sempre: “está fazendo obra para fazer campanha”. Ora, e o que deveria estar fazendo? Paralisando a cidade? Deixando buracos sem tapar, escolas sem reformar, bairros periféricos sem assistência? A verdade é que gestão que entrega não precisa fazer campanha — a obra fala por si. E quando mais de 80% da população de Vitória da Conquista diz, em pesquisa recente, que a cidade é boa, fica difícil sustentar o discurso de que “nada funciona”. Como a própria prefeita destacou: “Demonstra que a gente não está focando somente em um setor. A gente foca em toda a cidade, todo o município”.

É exatamente por isso que a defesa da continuidade administrativa deixou de ser uma questão partidária e virou uma questão de bom senso. Interromper agora o ciclo de investimentos que Sheila está acelerando seria condenar Conquista a mais alguns anos de paralisia. Seria voltar ao tempo em que bairros como Conveima 1 eram “periféricos e perigosos”, nas palavras da própria gestora, e que hoje respiram outro ar. Seria jogar fora anos de planejamento, obras estruturantes iniciadas em 2021 e que só agora começam a ganhar corpo. Seria, enfim, dar um tiro no pé.

Sheila Lemos não é uma gestora improvisada. Ela sabe que Conquista precisa de liderança experiente, de alguém que conheça os meandros do financiamento público, que tenha trânsito em Brasília e Salvador, e que, acima de tudo, tenha compromisso genuíno com as regiões mais vulneráveis. “Eu sempre falo que Conquista é uma cidade maravilhosa, é uma cidade de oportunidades e a gente quer que essa oportunidade seja para todos, não seja só para um grupo de pessoas”, declarou. E isso não é discurso vazio. É projeto de cidade.

Ao final, o que se vê em 2025 não é o crepúsculo de uma gestão, mas o amanhecer de um novo ciclo. Sheila Lemos está apostando que Vitória da Conquista quer mais — mais obras, mais serviços, mais dignidade, mais futuro. E pelo que se percebe nas ruas, nos bairros e nas conversas de esquina, a cidade está apostando nela também. Porque, afinal, quem planta com responsabilidade, colhe com gratidão. E Conquista não pode parar.

Sheila Lemos projeta 2026 e anuncia novo ciclo de investimentos para transformar Vitória da Conquista

 

 

Padre Carlos

 

Na manhã desta semana, enquanto acompanhava a inauguração de mais uma etapa da iluminação pública em LED na Zona Rural de Vitória da Conquista, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil) fez questão de repetir uma frase que se tornou marca da sua gestão: “Conquista não pode parar”. E não é apenas retórica. Num momento em que a maioria dos gestores municipais já estaria no modo “último ano de mandato” — aquele ritmo de fim de festa, com obras pela metade e promessas adiadas —, Sheila decidiu fazer exatamente o contrário. Ela está tratando 2025 como se fosse o primeiro ano de um novo ciclo de investimentos. E isso, minha gente, não é pouca coisa.

Historicamente, prefeitos desaceleram no quinto ano. É quase uma lei da física política: chega o último exercício, e a cidade entra em compasso de espera. Mas Sheila Lemos parece ter lido o manual ao contrário. Enquanto outros se preparam para a despedida, ela anuncia UPA, projeta hospital municipal, amplia avenidas, estrutura parques ambientais e negocia financiamentos de mais de R$ 400 milhões para obras de infraestrutura. Se isso é campanha, como diriam os adversários, que venham mais gestores fazendo “campanha com obra”. Aqui em Conquista, pelo menos, a população tem aplaudido.

Os quatro primeiros anos do governo Sheila deixaram legados concretos. Na saúde, a ampliação e modernização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) — com destaque para o SUAS premiado nacionalmente — mostraram que é possível descentralizar o atendimento e levar dignidade às comunidades mais distantes do centro. Na educação, a cidade alcançou 100% de iluminação pública em LED, um feito raro no interior da Bahia, e que trouxe mais segurança para estudantes e moradores. Na infraestrutura, bairros antes esquecidos, como Conveima 1, Vila América e Panorama, receberam pavimentação, drenagem e investimentos que mudaram completamente a dinâmica urbana. E no desenvolvimento econômico, a prefeitura conseguiu atrair novas empresas e fomentar o comércio local, mesmo diante das limitações orçamentárias de uma cidade que não tem PIB industrial robusto. Como a própria prefeita gosta de lembrar: “Nós estamos no sexto PIB da Bahia, praticamente quase sétimo. Não temos mineração, não temos grande área de agronegócio. Temos serviço, comércio e um pouquinho de tudo”.

Agora, o que impressiona é a disposição de Sheila em acelerar ainda mais. Ela não está satisfeita com o que foi feito. Quer mais. E para isso, articulou na Câmara Municipal um projeto de financiamento de R$ 400 milhões, com foco em infraestrutura dos bairros. “Então, a gente precisa fazer esses investimentos com recursos extras. Quais seriam esses recursos extras? Recursos de emenda parlamentar, recursos de convênio como o do financiamento”, explicou. A comparação que ela mesma faz é didática: assim como uma dona de casa que precisa ampliar um cômodo e recorre a um consignado, a cidade precisa de crédito para crescer. E só contrata quem tem responsabilidade fiscal. Sheila tem.

Claro que não faltam críticas. A oposição já ensaia o discurso de sempre: “está fazendo obra para fazer campanha”. Ora, e o que deveria estar fazendo? Paralisando a cidade? Deixando buracos sem tapar, escolas sem reformar, bairros periféricos sem assistência? A verdade é que gestão que entrega não precisa fazer campanha — a obra fala por si. E quando mais de 80% da população de Vitória da Conquista diz, em pesquisa recente, que a cidade é boa, fica difícil sustentar o discurso de que “nada funciona”. Como a própria prefeita destacou: “Demonstra que a gente não está focando somente em um setor. A gente foca em toda a cidade, todo o município”.

É exatamente por isso que a defesa da continuidade administrativa deixou de ser uma questão partidária e virou uma questão de bom senso. Interromper agora o ciclo de investimentos que Sheila está acelerando seria condenar Conquista a mais alguns anos de paralisia. Seria voltar ao tempo em que bairros como Conveima 1 eram “periféricos e perigosos”, nas palavras da própria gestora, e que hoje respiram outro ar. Seria jogar fora anos de planejamento, obras estruturantes iniciadas em 2021 e que só agora começam a ganhar corpo. Seria, enfim, dar um tiro no pé.

Sheila Lemos não é uma gestora improvisada. Ela sabe que Conquista precisa de liderança experiente, de alguém que conheça os meandros do financiamento público, que tenha trânsito em Brasília e Salvador, e que, acima de tudo, tenha compromisso genuíno com as regiões mais vulneráveis. “Eu sempre falo que Conquista é uma cidade maravilhosa, é uma cidade de oportunidades e a gente quer que essa oportunidade seja para todos, não seja só para um grupo de pessoas”, declarou. E isso não é discurso vazio. É projeto de cidade.

Ao final, o que se vê em 2025 não é o crepúsculo de uma gestão, mas o amanhecer de um novo ciclo. Sheila Lemos está apostando que Vitória da Conquista quer mais — mais obras, mais serviços, mais dignidade, mais futuro. E pelo que se percebe nas ruas, nos bairros e nas conversas de esquina, a cidade está apostando nela também. Porque, afinal, quem planta com responsabilidade, colhe com gratidão. E Conquista não pode parar.

ARTIGO – A Revolução Silenciosa da Zona Rural: Quinho Tigre e o Novo Mapa do Poder em Conquista 

 

 

Padre Carlos

Há um velho ditado nos bastidores do poder que ensina: a política não perdoa o vácuo, mas premia, com generosidade histórica, aqueles que têm a coragem de ocupar os espaços onde a dor do povo é mais latente. Em Vitória da Conquista, por décadas, a zona rural foi tratada como um curral eleitoral estático, visitado apenas na véspera dos pleitos e esquecido no dia seguinte à posse. No entanto, os ventos mudaram de direção. Quem observa o cenário com a frieza necessária para separar o ruído dos fatos percebe que a pré-campanha de Quinho Tigre não é apenas um movimento eleitoral; é um fenômeno de reocupação territorial e de justiça social que o credencia, hoje, a ser um dos deputados estaduais mais votados da história recente da região.

A prova cabal dessa transformação ocorreu nesta última quarta-feira, sob o sol de Inhobim. O que vimos ali não foi uma visita protocolar, mas a materialização da esperança. Ao lado de lideranças locais enraizadas como Juraci, Dai e Nathan, e acompanhado por Felipe, representante técnico da Cosampa, Quinho Tigre testemunhou o início do fim de uma espera angustiante. O levantamento topográfico da Rua Plínio Flores — a histórica e sofrida Rua da Pulga — é a pedra angular de uma nova era. Onde antes havia apenas a poeira do descaso, agora se desenha a geometria do asfalto. Para o observador desatento, é apenas uma obra; para a análise política séria, é a demonstração de força de um grupo que transformou a promessa em canteiro de obras.

Essa engrenagem, que opera com uma eficiência rara, tem pilares sólidos. De um lado, a vereadora Léia de Quinho, cuja atuação transcende o legislativo municipal e se converte em uma ponte blindada entre as demandas da comunidade e a caneta que decide. Do outro, a sensibilidade estratégica do governador Jerônimo, que compreendeu que o desenvolvimento da Bahia passa, obrigatoriamente, pela dignidade das zonas rurais dos grandes municípios. E, no centro desse eixo, está Quinho Tigre. Sua ascensão nas pesquisas e nas rodas de conversa não é fruto do acaso, mas da “política de resultado”. Ele entendeu que Inhobim, Bate-Pé, São João da Vitória e tantos outros distritos não são periferias geográficas, mas sim o coração pulsante da economia e da identidade conquistense.

O que assistimos em Inhobim, com a chegada da pavimentação e o redesenho urbano, replica-se em Bate-Pé e ecoa por todo o “cinturão verde” de Conquista. A narrativa que se constrói é poderosa: Quinho não está pedindo votos; ele está entregando dignidade. A mobilidade trazida pelo asfalto é sinônimo de saúde, de escoamento agrícola, de segurança e, acima de tudo, de respeito. O sertanejo, historicamente desconfiado de forasteiros de terno e gravata, acolhe Quinho porque o reconhece como um agente de transformação real, alguém que pisa no barro antes de subir no palanque.

Portanto, a leitura do cenário para 2026 começa a se cristalizar com uma clareza solar. Enquanto adversários ainda tentam desenhar estratégias em gabinetes refrigerados, Quinho Tigre já dominou o território. Sua pré-campanha cresce em ritmo de maré montante — constante, forte e inevitável. Ao vincular seu nome à transformação física e social da zona rural, ele cria uma base eleitoral blindada pela gratidão e pelo reconhecimento. Se a política é a arte de transformar vidas, Quinho está pintando uma obra-prima no interior da Bahia. E, quando as urnas se abrirem, o eco que virá da zona rural não será de surpresa, mas de consagração de quem teve a coragem de fazer o que ninguém fez.

ARTIGO – A Revolução Silenciosa da Zona Rural: Quinho Tigre e o Novo Mapa do Poder em Conquista 

 

 

Padre Carlos

Há um velho ditado nos bastidores do poder que ensina: a política não perdoa o vácuo, mas premia, com generosidade histórica, aqueles que têm a coragem de ocupar os espaços onde a dor do povo é mais latente. Em Vitória da Conquista, por décadas, a zona rural foi tratada como um curral eleitoral estático, visitado apenas na véspera dos pleitos e esquecido no dia seguinte à posse. No entanto, os ventos mudaram de direção. Quem observa o cenário com a frieza necessária para separar o ruído dos fatos percebe que a pré-campanha de Quinho Tigre não é apenas um movimento eleitoral; é um fenômeno de reocupação territorial e de justiça social que o credencia, hoje, a ser um dos deputados estaduais mais votados da história recente da região.

A prova cabal dessa transformação ocorreu nesta última quarta-feira, sob o sol de Inhobim. O que vimos ali não foi uma visita protocolar, mas a materialização da esperança. Ao lado de lideranças locais enraizadas como Juraci, Dai e Nathan, e acompanhado por Felipe, representante técnico da Cosampa, Quinho Tigre testemunhou o início do fim de uma espera angustiante. O levantamento topográfico da Rua Plínio Flores — a histórica e sofrida Rua da Pulga — é a pedra angular de uma nova era. Onde antes havia apenas a poeira do descaso, agora se desenha a geometria do asfalto. Para o observador desatento, é apenas uma obra; para a análise política séria, é a demonstração de força de um grupo que transformou a promessa em canteiro de obras.

Essa engrenagem, que opera com uma eficiência rara, tem pilares sólidos. De um lado, a vereadora Léia de Quinho, cuja atuação transcende o legislativo municipal e se converte em uma ponte blindada entre as demandas da comunidade e a caneta que decide. Do outro, a sensibilidade estratégica do governador Jerônimo, que compreendeu que o desenvolvimento da Bahia passa, obrigatoriamente, pela dignidade das zonas rurais dos grandes municípios. E, no centro desse eixo, está Quinho Tigre. Sua ascensão nas pesquisas e nas rodas de conversa não é fruto do acaso, mas da “política de resultado”. Ele entendeu que Inhobim, Bate-Pé, São João da Vitória e tantos outros distritos não são periferias geográficas, mas sim o coração pulsante da economia e da identidade conquistense.

O que assistimos em Inhobim, com a chegada da pavimentação e o redesenho urbano, replica-se em Bate-Pé e ecoa por todo o “cinturão verde” de Conquista. A narrativa que se constrói é poderosa: Quinho não está pedindo votos; ele está entregando dignidade. A mobilidade trazida pelo asfalto é sinônimo de saúde, de escoamento agrícola, de segurança e, acima de tudo, de respeito. O sertanejo, historicamente desconfiado de forasteiros de terno e gravata, acolhe Quinho porque o reconhece como um agente de transformação real, alguém que pisa no barro antes de subir no palanque.

Portanto, a leitura do cenário para 2026 começa a se cristalizar com uma clareza solar. Enquanto adversários ainda tentam desenhar estratégias em gabinetes refrigerados, Quinho Tigre já dominou o território. Sua pré-campanha cresce em ritmo de maré montante — constante, forte e inevitável. Ao vincular seu nome à transformação física e social da zona rural, ele cria uma base eleitoral blindada pela gratidão e pelo reconhecimento. Se a política é a arte de transformar vidas, Quinho está pintando uma obra-prima no interior da Bahia. E, quando as urnas se abrirem, o eco que virá da zona rural não será de surpresa, mas de consagração de quem teve a coragem de fazer o que ninguém fez.

Vitória da Conquista dá largada ao Fórum Comunitário do Selo UNICEF com foco total em crianças e adolescentes

 

 

 

Padre Carlos

Vitória da Conquista amanheceu em clima de mobilização social. No auditório lotado, onde vozes jovens se misturavam a educadores, conselheiros tutelares e gestores públicos, a prefeita Sheila Lemos participou da abertura do I Fórum Comunitário do Selo UNICEF, reafirmando que “as crianças e os adolescentes são prioridade absoluta” na gestão municipal.

O encontro marcou o início de um ciclo de discussões e escutas sobre políticas públicas voltadas à infância e adolescência, etapa fundamental para que o município avance rumo ao Selo UNICEF 2025–2028, um dos principais indicadores internacionais de proteção e cuidado social.

Em seu discurso, Sheila Lemos reforçou o caráter participativo do fórum:

“Estamos aqui para ouvir. As políticas públicas só funcionam quando escutamos o que as nossas crianças e adolescentes têm a dizer. Nada é mais importante do que trazê-los para perto, para compreender suas demandas e sugestões. Vitória da Conquista protege — e continuará protegendo — crianças e adolescentes.”

A prefeita destacou que a construção coletiva é o caminho para fortalecer toda a rede de proteção, desde as escolas até os equipamentos de assistência social:

“Enquanto estivermos aqui, seguiremos trabalhando para fazer desta cidade o melhor lugar para crescer, aprender e sonhar. Conquista é, e continuará sendo, exemplo no cuidado com a infância.”

Ao final, ela deixou uma frase destinada especialmente aos jovens presentes — uma espécie de orientação para a vida:

“Quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.”

O Fórum segue ao longo do dia com rodas de conversa, apresentações de diagnóstico das políticas públicas e participação ativa dos adolescentes. O foco é um só: garantir que Vitória da Conquista avance em inclusão social, combate à violência, educação de qualidade, saúde integral e proteção integral, pilares essenciais do Selo UNICEF.

Vitória da Conquista dá largada ao Fórum Comunitário do Selo UNICEF com foco total em crianças e adolescentes

 

 

 

Padre Carlos

Vitória da Conquista amanheceu em clima de mobilização social. No auditório lotado, onde vozes jovens se misturavam a educadores, conselheiros tutelares e gestores públicos, a prefeita Sheila Lemos participou da abertura do I Fórum Comunitário do Selo UNICEF, reafirmando que “as crianças e os adolescentes são prioridade absoluta” na gestão municipal.

O encontro marcou o início de um ciclo de discussões e escutas sobre políticas públicas voltadas à infância e adolescência, etapa fundamental para que o município avance rumo ao Selo UNICEF 2025–2028, um dos principais indicadores internacionais de proteção e cuidado social.

Em seu discurso, Sheila Lemos reforçou o caráter participativo do fórum:

“Estamos aqui para ouvir. As políticas públicas só funcionam quando escutamos o que as nossas crianças e adolescentes têm a dizer. Nada é mais importante do que trazê-los para perto, para compreender suas demandas e sugestões. Vitória da Conquista protege — e continuará protegendo — crianças e adolescentes.”

A prefeita destacou que a construção coletiva é o caminho para fortalecer toda a rede de proteção, desde as escolas até os equipamentos de assistência social:

“Enquanto estivermos aqui, seguiremos trabalhando para fazer desta cidade o melhor lugar para crescer, aprender e sonhar. Conquista é, e continuará sendo, exemplo no cuidado com a infância.”

Ao final, ela deixou uma frase destinada especialmente aos jovens presentes — uma espécie de orientação para a vida:

“Quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.”

O Fórum segue ao longo do dia com rodas de conversa, apresentações de diagnóstico das políticas públicas e participação ativa dos adolescentes. O foco é um só: garantir que Vitória da Conquista avance em inclusão social, combate à violência, educação de qualidade, saúde integral e proteção integral, pilares essenciais do Selo UNICEF.

A delação: Beto Louco’ negocia delação premiada e promete entregar políticos

 

 

 

Padre Carlos

 

Quando um personagem como Roberto Augusto Leme da Silva — o empresário conhecido como “Beto Louco” — surge no noticiário prometendo “entregar políticos”, o país automaticamente prende a respiração. Não por acaso: o Brasil vive há mais de uma década sob o impacto de delações premiadas que, em diferentes momentos, reconfiguraram o tabuleiro político, econômico e institucional.

Mas desta vez, o enredo seguiu outro rumo.

Segundo informações divulgadas pelo Brasil 247 e pelo UOL, a Procuradoria‑Geral da República decidiu não avançar, por ora, na proposta de delação apresentada pela defesa de Beto Louco, investigado em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao setor de combustíveis e, segundo apurações, com conexões com o PCC. A razão é direta: faltaram provas concretas que sustentassem acusações contra autoridades com foro privilegiado, o que levou o caso de volta à primeira instância.

A Revista Fórum acrescenta que, entre os nomes citados informalmente pelo empresário, estariam figuras de alta relevância política, o que naturalmente acendeu alertas na PGR — mas, novamente, sem elementos sólidos, não há acordo possível.

🔍 O que está em jogo quando uma delação não avança

A recusa da PGR não é apenas um detalhe processual. Ela revela três camadas importantes do momento institucional brasileiro:

✅ 1. O desgaste do modelo de delações premiadas

A delação premiada já foi tratada como panaceia anticorrupção. Hoje, é vista com muito mais cautela — e isso é positivo. O país aprendeu, a duras penas, que delações sem lastro probatório podem gerar danos irreparáveis, distorcer investigações e até se transformar em instrumentos de disputa política.

A decisão da PGR indica que o Ministério Público parece mais atento ao risco de “delações vazias”, feitas apenas para buscar benefícios penais.

✅ 2. A disputa narrativa em torno do combate ao crime organizado

O caso envolve investigações sobre lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e possíveis conexões com o PCC. Quando um investigado promete “entregar políticos”, o impacto público é imediato — mas a responsabilidade institucional exige separar fato de especulação.

A recusa da PGR, nesse sentido, funciona como um freio necessário para evitar que acusações sem provas se transformem em manchetes que alimentam crises artificiais.

✅ 3. A tensão permanente entre justiça criminal e política

Sempre que um delator menciona autoridades com foro privilegiado, o processo muda de patamar. A simples possibilidade de envolver figuras de alto escalão já é suficiente para gerar ruído político, mesmo quando não há comprovação.

A devolução do caso à primeira instância mostra que, ao menos neste episódio, prevaleceu a lógica jurídica sobre a lógica do espetáculo.

🧩 O silêncio que fala muito

É curioso notar que, mesmo sem provas robustas, a tentativa de delação de Beto Louco já movimentou Brasília. Isso diz muito sobre o ambiente político atual: a mera sombra de uma acusação é capaz de produzir turbulência.

Mas também diz algo sobre o próprio delator: quando alguém promete “entregar políticos”, mas não apresenta elementos concretos, a suspeita que paira é se a delação seria um instrumento de barganha — não de justiça.

🧭 O que esperar daqui para frente

O caso não está encerrado. A PGR pode retomar negociações se surgirem provas novas ou mais consistentes. E, na primeira instância, as investigações continuam, especialmente no âmbito das operações Tank e Carbono Oculto, que apuram lavagem de dinheiro em larga escala.

O Brasil, porém, parece estar entrando em uma fase mais madura do uso de delações premiadas. Menos espetáculo, mais técnica. Menos manchete, mais responsabilidade.

Se essa tendência se consolidar, talvez o país finalmente consiga equilibrar o combate ao crime com a preservação das garantias legais — algo que, no passado recente, nem sempre ocorreu.

Se quiser, posso transformar este artigo em uma versão mais longa, mais opinativa, mais literária ou mais jornalística. Também posso criar títulos alternativos ou adaptar o texto para publicação em blog, jornal ou redes sociais.

 

A delação: Beto Louco’ negocia delação premiada e promete entregar políticos

 

 

 

Padre Carlos

 

Quando um personagem como Roberto Augusto Leme da Silva — o empresário conhecido como “Beto Louco” — surge no noticiário prometendo “entregar políticos”, o país automaticamente prende a respiração. Não por acaso: o Brasil vive há mais de uma década sob o impacto de delações premiadas que, em diferentes momentos, reconfiguraram o tabuleiro político, econômico e institucional.

Mas desta vez, o enredo seguiu outro rumo.

Segundo informações divulgadas pelo Brasil 247 e pelo UOL, a Procuradoria‑Geral da República decidiu não avançar, por ora, na proposta de delação apresentada pela defesa de Beto Louco, investigado em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao setor de combustíveis e, segundo apurações, com conexões com o PCC. A razão é direta: faltaram provas concretas que sustentassem acusações contra autoridades com foro privilegiado, o que levou o caso de volta à primeira instância.

A Revista Fórum acrescenta que, entre os nomes citados informalmente pelo empresário, estariam figuras de alta relevância política, o que naturalmente acendeu alertas na PGR — mas, novamente, sem elementos sólidos, não há acordo possível.

🔍 O que está em jogo quando uma delação não avança

A recusa da PGR não é apenas um detalhe processual. Ela revela três camadas importantes do momento institucional brasileiro:

✅ 1. O desgaste do modelo de delações premiadas

A delação premiada já foi tratada como panaceia anticorrupção. Hoje, é vista com muito mais cautela — e isso é positivo. O país aprendeu, a duras penas, que delações sem lastro probatório podem gerar danos irreparáveis, distorcer investigações e até se transformar em instrumentos de disputa política.

A decisão da PGR indica que o Ministério Público parece mais atento ao risco de “delações vazias”, feitas apenas para buscar benefícios penais.

✅ 2. A disputa narrativa em torno do combate ao crime organizado

O caso envolve investigações sobre lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e possíveis conexões com o PCC. Quando um investigado promete “entregar políticos”, o impacto público é imediato — mas a responsabilidade institucional exige separar fato de especulação.

A recusa da PGR, nesse sentido, funciona como um freio necessário para evitar que acusações sem provas se transformem em manchetes que alimentam crises artificiais.

✅ 3. A tensão permanente entre justiça criminal e política

Sempre que um delator menciona autoridades com foro privilegiado, o processo muda de patamar. A simples possibilidade de envolver figuras de alto escalão já é suficiente para gerar ruído político, mesmo quando não há comprovação.

A devolução do caso à primeira instância mostra que, ao menos neste episódio, prevaleceu a lógica jurídica sobre a lógica do espetáculo.

🧩 O silêncio que fala muito

É curioso notar que, mesmo sem provas robustas, a tentativa de delação de Beto Louco já movimentou Brasília. Isso diz muito sobre o ambiente político atual: a mera sombra de uma acusação é capaz de produzir turbulência.

Mas também diz algo sobre o próprio delator: quando alguém promete “entregar políticos”, mas não apresenta elementos concretos, a suspeita que paira é se a delação seria um instrumento de barganha — não de justiça.

🧭 O que esperar daqui para frente

O caso não está encerrado. A PGR pode retomar negociações se surgirem provas novas ou mais consistentes. E, na primeira instância, as investigações continuam, especialmente no âmbito das operações Tank e Carbono Oculto, que apuram lavagem de dinheiro em larga escala.

O Brasil, porém, parece estar entrando em uma fase mais madura do uso de delações premiadas. Menos espetáculo, mais técnica. Menos manchete, mais responsabilidade.

Se essa tendência se consolidar, talvez o país finalmente consiga equilibrar o combate ao crime com a preservação das garantias legais — algo que, no passado recente, nem sempre ocorreu.

Se quiser, posso transformar este artigo em uma versão mais longa, mais opinativa, mais literária ou mais jornalística. Também posso criar títulos alternativos ou adaptar o texto para publicação em blog, jornal ou redes sociais.