Política e Resenha

ARTIGO – A força de quem trabalha onde o povo vive

 

 

Padre Carlos

 

A Zona Rural de Vitória da Conquista sempre revelou, em sua simplicidade, o mapa real das necessidades do município. É lá, nos povoados distantes do centro urbano, que a população sente na pele a urgência por infraestrutura, mobilidade, dignidade e presença do poder público. E é justamente por isso que o que aconteceu em Campo Formoso tem significado maior do que a mera formalidade de um levantamento topográfico: representa o início de um ciclo de conquistas para quem, historicamente, foi deixado para depois.

A chegada de Quinho e da vereadora Léia ao povoado, acompanhando de perto as etapas técnicas da futura pavimentação, é um gesto político que fala por si. Não é visita de fotografia, é compromisso. Não é promessa solta, é trabalho medido em etapas concretas. Campo Formoso, e toda a Zona Rural, sabem reconhecer quando o poder público aparece não apenas para dizer, mas para fazer.

A parceria com a COSAMPA acelera aquilo que a comunidade tanto esperava: obra planejada, investimento público direcionado, infraestrutura que melhora a vida e impulsiona o desenvolvimento local. A pavimentação não significa apenas ruas bonitas; significa acesso à saúde, à escola, ao transporte, novas oportunidades econômicas, mais segurança e qualidade de vida.

E, num tempo em que a política é tão questionada, o que a comunidade viu foi o contrário: ação, presença, planejamento, resultado. Isso gera confiança. Isso cria esperança. Isso mostra que, quando há união entre liderança, vereança e comunidade, o desenvolvimento chega — e chega com força.

A Zona Rural está vendo quem trabalha por ela. E Campo Formoso, neste dia importante, se torna símbolo de que Vitória da Conquista avança quando política deixa de ser discurso e vira entrega.

Infraestrutura, pavimentação, Zona Rural, investimento público, desenvolvimento local, obras, Vitória da Conquista — são essas as palavras que hoje ecoam com verdade e que ajudam a mover o interesse de quem busca informação qualificada sobre o que realmente importa: resultado pra nossa gente.

ARTIGO – A força de quem trabalha onde o povo vive

 

 

Padre Carlos

 

A Zona Rural de Vitória da Conquista sempre revelou, em sua simplicidade, o mapa real das necessidades do município. É lá, nos povoados distantes do centro urbano, que a população sente na pele a urgência por infraestrutura, mobilidade, dignidade e presença do poder público. E é justamente por isso que o que aconteceu em Campo Formoso tem significado maior do que a mera formalidade de um levantamento topográfico: representa o início de um ciclo de conquistas para quem, historicamente, foi deixado para depois.

A chegada de Quinho e da vereadora Léia ao povoado, acompanhando de perto as etapas técnicas da futura pavimentação, é um gesto político que fala por si. Não é visita de fotografia, é compromisso. Não é promessa solta, é trabalho medido em etapas concretas. Campo Formoso, e toda a Zona Rural, sabem reconhecer quando o poder público aparece não apenas para dizer, mas para fazer.

A parceria com a COSAMPA acelera aquilo que a comunidade tanto esperava: obra planejada, investimento público direcionado, infraestrutura que melhora a vida e impulsiona o desenvolvimento local. A pavimentação não significa apenas ruas bonitas; significa acesso à saúde, à escola, ao transporte, novas oportunidades econômicas, mais segurança e qualidade de vida.

E, num tempo em que a política é tão questionada, o que a comunidade viu foi o contrário: ação, presença, planejamento, resultado. Isso gera confiança. Isso cria esperança. Isso mostra que, quando há união entre liderança, vereança e comunidade, o desenvolvimento chega — e chega com força.

A Zona Rural está vendo quem trabalha por ela. E Campo Formoso, neste dia importante, se torna símbolo de que Vitória da Conquista avança quando política deixa de ser discurso e vira entrega.

Infraestrutura, pavimentação, Zona Rural, investimento público, desenvolvimento local, obras, Vitória da Conquista — são essas as palavras que hoje ecoam com verdade e que ajudam a mover o interesse de quem busca informação qualificada sobre o que realmente importa: resultado pra nossa gente.

ARTIGO – As obras que podem reposicionar Vitória da Conquista no mapa do desenvolvimento brasileiro

 

 (Padre Carlos)

Vitória da Conquista está diante de um daqueles raros momentos históricos em que decisões de infraestrutura, articuladas entre os três níveis de governo, podem mudar o destino de uma cidade inteira. E se há algo que sempre repito, é isto: nenhum município cresce de verdade sem um tripé sólido – estradas, água e drenagem. Pois, finalmente, esses três pilares começam a se alinhar no horizonte conquistense.

A visita do ministro da Casa Civil, Rui Costa, não trouxe apenas discursos; trouxe datas, números, compromissos e sinais claros de prioridade política. E isso, num país acostumado a promessas vazias, já representa um divisor de águas.

Comecemos pela infraestrutura rodoviária, motor de qualquer desenvolvimento regional. O anúncio do ministro de que o leilão da BR-116 e BR-324 será realizado no primeiro semestre do ano que vem, logo após o aval do Tribunal de Contas da União, recoloca Conquista no eixo das grandes decisões logísticas do Brasil. Estamos falando de R$ 14 bilhões de investimentos – e não é pouca coisa.

A duplicação da chegada de Conquista, as intervenções no contorno e os novos acessos ao Distrito Industrial dos Imborés são obras estruturantes. Obras que destravam gargalos, reduzem acidentes, barateiam o transporte, atraem empresas, geram empregos e fortalecem a economia local. É assim que se constrói crescimento econômico sustentável.

Mas não se vive só de estradas. Em regiões do semiárido, o futuro depende da água – e, nesse ponto, o anúncio da reta final da Barragem do Rio Catolé é talvez a notícia mais estratégica das últimas décadas. Faltam apenas seis meses para sua conclusão. Isso significa segurança hídrica pelos próximos trinta anos, condição indispensável para indústria, comércio, agricultura e para a própria qualidade de vida da população.

Água disponível é desenvolvimento garantido.

E há ainda um terceiro pilar sem o qual a cidade seguirá vulnerável: a macrodrenagem. Vitória da Conquista sofre há décadas com alagamentos, erosões, destruição de vias e prejuízos que se repetem ano após ano. Agora, pela primeira vez, vemos uma ação unificada entre Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal, inserida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo o próprio ministro, os projetos já estão autorizados e a licitação deve ser publicada nos próximos dias. Com isso, as obras começam ainda no primeiro semestre.

A pergunta que fica é simples: quantas cidades no Brasil conseguem, ao mesmo tempo, garantir rodovias modernizadas, barragem concluída e macrodrenagem integral? Pouquíssimas. Conquista, se tudo avançar como anunciado, estará entre elas.

O que se desenha não é apenas um conjunto de obras; é uma virada de chave. É a chance de transformar um problema crônico em solução duradoura. É o momento de olhar para frente com ousadia e responsabilidade. É o instante em que a política mostra sua face mais nobre: a de unir forças para resolver aquilo que, sozinho, cada governo jamais resolveria.

Devemos fiscalizar, cobrar e acompanhar cada passo. Mas também devemos reconhecer que, desta vez, o futuro começou a se mover. E Vitória da Conquista, se souber aproveitar, poderá viver a década mais promissora de sua história.

ARTIGO – As obras que podem reposicionar Vitória da Conquista no mapa do desenvolvimento brasileiro

 

 (Padre Carlos)

Vitória da Conquista está diante de um daqueles raros momentos históricos em que decisões de infraestrutura, articuladas entre os três níveis de governo, podem mudar o destino de uma cidade inteira. E se há algo que sempre repito, é isto: nenhum município cresce de verdade sem um tripé sólido – estradas, água e drenagem. Pois, finalmente, esses três pilares começam a se alinhar no horizonte conquistense.

A visita do ministro da Casa Civil, Rui Costa, não trouxe apenas discursos; trouxe datas, números, compromissos e sinais claros de prioridade política. E isso, num país acostumado a promessas vazias, já representa um divisor de águas.

Comecemos pela infraestrutura rodoviária, motor de qualquer desenvolvimento regional. O anúncio do ministro de que o leilão da BR-116 e BR-324 será realizado no primeiro semestre do ano que vem, logo após o aval do Tribunal de Contas da União, recoloca Conquista no eixo das grandes decisões logísticas do Brasil. Estamos falando de R$ 14 bilhões de investimentos – e não é pouca coisa.

A duplicação da chegada de Conquista, as intervenções no contorno e os novos acessos ao Distrito Industrial dos Imborés são obras estruturantes. Obras que destravam gargalos, reduzem acidentes, barateiam o transporte, atraem empresas, geram empregos e fortalecem a economia local. É assim que se constrói crescimento econômico sustentável.

Mas não se vive só de estradas. Em regiões do semiárido, o futuro depende da água – e, nesse ponto, o anúncio da reta final da Barragem do Rio Catolé é talvez a notícia mais estratégica das últimas décadas. Faltam apenas seis meses para sua conclusão. Isso significa segurança hídrica pelos próximos trinta anos, condição indispensável para indústria, comércio, agricultura e para a própria qualidade de vida da população.

Água disponível é desenvolvimento garantido.

E há ainda um terceiro pilar sem o qual a cidade seguirá vulnerável: a macrodrenagem. Vitória da Conquista sofre há décadas com alagamentos, erosões, destruição de vias e prejuízos que se repetem ano após ano. Agora, pela primeira vez, vemos uma ação unificada entre Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal, inserida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo o próprio ministro, os projetos já estão autorizados e a licitação deve ser publicada nos próximos dias. Com isso, as obras começam ainda no primeiro semestre.

A pergunta que fica é simples: quantas cidades no Brasil conseguem, ao mesmo tempo, garantir rodovias modernizadas, barragem concluída e macrodrenagem integral? Pouquíssimas. Conquista, se tudo avançar como anunciado, estará entre elas.

O que se desenha não é apenas um conjunto de obras; é uma virada de chave. É a chance de transformar um problema crônico em solução duradoura. É o momento de olhar para frente com ousadia e responsabilidade. É o instante em que a política mostra sua face mais nobre: a de unir forças para resolver aquilo que, sozinho, cada governo jamais resolveria.

Devemos fiscalizar, cobrar e acompanhar cada passo. Mas também devemos reconhecer que, desta vez, o futuro começou a se mover. E Vitória da Conquista, se souber aproveitar, poderá viver a década mais promissora de sua história.

ARTIGO – A Coragem de Existir Entre os Cacos

 

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos em que a alma se recolhe como quem tateia a própria escuridão buscando um sinal de vida. Clarice Lispector, com sua pena feita de silêncio e incêndio, dizia que algumas dores não se explicam — apenas se sentem. E é nesse sentir, cru e desamparado, que cada um de nós descobre a estranha e íntima geografia das próprias quedas.

Porque há dias em que o mundo pesa demais, e a gente continua andando como se nada tivesse falhado dentro da gente. Fingimos força, empilhamos sorrisos, cumprimos rotinas — mas por dentro há rachaduras que só o coração conhece. E, ainda assim, continuamos. Não por heroísmo, mas por instinto. Por essa teimosa vocação de estar vivo.

Clarice acreditava no renascimento que espreita atrás do caos. E, de fato, existe uma beleza quase secreta no instante em que tudo parece ruir. É quando percebemos que a vida não é feita de constância, mas de verdade. A verdade de aceitar que há dias que não começam, apenas se arrastam. Dias em que apenas existir já é coragem suficiente para justificar o fôlego.

Permitir-se desacelerar, respirar, recolher-se… isso não é fraqueza. É sabedoria emocional. É devolver-se ao próprio ritmo, permitir que o corpo encontre o compasso que o tumulto levou. Porque a vida nem sempre é leve — mas a suavidade é uma escolha. A suavidade com os outros, claro, mas principalmente com esses cacos que carregamos sem saber onde colá-los.

A grande virada acontece quando você entende que não precisa ser inteira para prosseguir. Basta ser honesta com o que sente. E essa honestidade é a porta entreaberta por onde entra luz. É ela que transforma dor em palavra, queda em gesto, silêncio em oração.

Nos tempos de hoje, em que todos correm, opinam, julgam e performam felicidade, desacelerar virou ato político, gesto de proteção, quase resistência. Buscar sentido, respirar, recompor-se, permitir-se ser frágil… tudo isso se tornou, paradoxalmente, a forma mais profunda de força.

E talvez seja justamente essa a mensagem mais humana que Clarice nos deixou:
quando tudo desaba, não procure ser forte — procure ser verdadeira.
É assim que o renascimento começa: com a coragem de existir, mesmo entre os próprios cacos.

ARTIGO – A Coragem de Existir Entre os Cacos

 

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos em que a alma se recolhe como quem tateia a própria escuridão buscando um sinal de vida. Clarice Lispector, com sua pena feita de silêncio e incêndio, dizia que algumas dores não se explicam — apenas se sentem. E é nesse sentir, cru e desamparado, que cada um de nós descobre a estranha e íntima geografia das próprias quedas.

Porque há dias em que o mundo pesa demais, e a gente continua andando como se nada tivesse falhado dentro da gente. Fingimos força, empilhamos sorrisos, cumprimos rotinas — mas por dentro há rachaduras que só o coração conhece. E, ainda assim, continuamos. Não por heroísmo, mas por instinto. Por essa teimosa vocação de estar vivo.

Clarice acreditava no renascimento que espreita atrás do caos. E, de fato, existe uma beleza quase secreta no instante em que tudo parece ruir. É quando percebemos que a vida não é feita de constância, mas de verdade. A verdade de aceitar que há dias que não começam, apenas se arrastam. Dias em que apenas existir já é coragem suficiente para justificar o fôlego.

Permitir-se desacelerar, respirar, recolher-se… isso não é fraqueza. É sabedoria emocional. É devolver-se ao próprio ritmo, permitir que o corpo encontre o compasso que o tumulto levou. Porque a vida nem sempre é leve — mas a suavidade é uma escolha. A suavidade com os outros, claro, mas principalmente com esses cacos que carregamos sem saber onde colá-los.

A grande virada acontece quando você entende que não precisa ser inteira para prosseguir. Basta ser honesta com o que sente. E essa honestidade é a porta entreaberta por onde entra luz. É ela que transforma dor em palavra, queda em gesto, silêncio em oração.

Nos tempos de hoje, em que todos correm, opinam, julgam e performam felicidade, desacelerar virou ato político, gesto de proteção, quase resistência. Buscar sentido, respirar, recompor-se, permitir-se ser frágil… tudo isso se tornou, paradoxalmente, a forma mais profunda de força.

E talvez seja justamente essa a mensagem mais humana que Clarice nos deixou:
quando tudo desaba, não procure ser forte — procure ser verdadeira.
É assim que o renascimento começa: com a coragem de existir, mesmo entre os próprios cacos.

ARTIGO – Novo Plano Diretor: a decisão correta em defesa das famílias dos distritos

 

 

Padre Carlos

A discussão sobre o novo Plano Diretor Urbano tomou conta das conversas em Bate-Pé, Inhobim, São Joaquim, Cercadinho, Iguá, Veredinha e outros distritos. A inquietação foi compreensível: ninguém quer ser surpreendido com IPTU em regiões que sempre viveram sob características rurais. Mas, ao separar emoção de fato, fica evidente que a polêmica nasceu de um equívoco — e que a prefeita agiu no eixo da responsabilidade ao enviar o projeto em regime de urgência.

O ponto central é simples: desde 2007 os distritos já estavam definidos como área urbana, porém de forma ampla demais, quase imprecisa. O novo PDDU não amplia essa condição; ao contrário, reduz, delimita, corrige e protege. Ao ajustar o mapa, o governo municipal estabelece claramente onde é urbanizado — o pequeno núcleo compacto de cada sede — e devolve o restante para a condição real: área rural ou de expansão.

Esse detalhe técnico, que parecia burocracia, evitou algo sério. Sem essa redefinição, a legislação federal obrigaria o município a cobrar IPTU automaticamente já em 2025 ou 2027, inclusive em chácaras, sítios e terrenos de antigas fazendas. A omissão geraria o imposto; a ação correta evita o abuso. Ou seja, o risco não vinha da prefeita: vinha da lei.

O Projeto de Lei Complementar enviado pelo Executivo não cria nenhum “IPTU rural” — aliás, isso jamais existiu. Ele faz dois movimentos essenciais:

  1. Garante isenção até 2026, construindo um período de transição segura, sem sustos;
  2. Oferece proteção jurídica às famílias que compraram lotes irregulares de antigas propriedades rurais, permitindo que regularizem seus imóveis de modo inteligente, humano e progressivo.

A urgência, portanto, não foi esperteza; foi defesa. Se nada fosse feito, o IPTU cairia como avalanche sobre famílias que sequer possuem infraestrutura adequada. Ao agir rapidamente, a Prefeitura blindou essas pessoas de uma cobrança injusta.

Quem vive na zona rural continuará onde sempre esteve: pagando ITR (quando devido) — ou nenhum imposto predial. Já quem mora nas sedes compactas dos distritos, áreas que recebem iluminação pública, pavimentação e coleta de lixo, terá o tempo necessário para organizar a documentação com serenidade.

É hora de encerrar o boato e reconhecer o essencial: a prefeita acertou. Ela se antecipou à exigência da lei federal, agiu com transparência, chamou a Câmara para o debate e protegeu milhares de famílias de um impacto financeiro indevido. A aprovação do PLC na segunda-feira — com eventuais ajustes naturais do processo legislativo — representa um passo de maturidade administrativa, de planejamento sério e de defesa real da população.

Apoiar essa medida não é defender aumento de imposto.
É defender inteligência administrativa, segurança jurídica e respeito às famílias dos nossos distritos.

 

ARTIGO – Novo Plano Diretor: a decisão correta em defesa das famílias dos distritos

 

 

Padre Carlos

A discussão sobre o novo Plano Diretor Urbano tomou conta das conversas em Bate-Pé, Inhobim, São Joaquim, Cercadinho, Iguá, Veredinha e outros distritos. A inquietação foi compreensível: ninguém quer ser surpreendido com IPTU em regiões que sempre viveram sob características rurais. Mas, ao separar emoção de fato, fica evidente que a polêmica nasceu de um equívoco — e que a prefeita agiu no eixo da responsabilidade ao enviar o projeto em regime de urgência.

O ponto central é simples: desde 2007 os distritos já estavam definidos como área urbana, porém de forma ampla demais, quase imprecisa. O novo PDDU não amplia essa condição; ao contrário, reduz, delimita, corrige e protege. Ao ajustar o mapa, o governo municipal estabelece claramente onde é urbanizado — o pequeno núcleo compacto de cada sede — e devolve o restante para a condição real: área rural ou de expansão.

Esse detalhe técnico, que parecia burocracia, evitou algo sério. Sem essa redefinição, a legislação federal obrigaria o município a cobrar IPTU automaticamente já em 2025 ou 2027, inclusive em chácaras, sítios e terrenos de antigas fazendas. A omissão geraria o imposto; a ação correta evita o abuso. Ou seja, o risco não vinha da prefeita: vinha da lei.

O Projeto de Lei Complementar enviado pelo Executivo não cria nenhum “IPTU rural” — aliás, isso jamais existiu. Ele faz dois movimentos essenciais:

  1. Garante isenção até 2026, construindo um período de transição segura, sem sustos;
  2. Oferece proteção jurídica às famílias que compraram lotes irregulares de antigas propriedades rurais, permitindo que regularizem seus imóveis de modo inteligente, humano e progressivo.

A urgência, portanto, não foi esperteza; foi defesa. Se nada fosse feito, o IPTU cairia como avalanche sobre famílias que sequer possuem infraestrutura adequada. Ao agir rapidamente, a Prefeitura blindou essas pessoas de uma cobrança injusta.

Quem vive na zona rural continuará onde sempre esteve: pagando ITR (quando devido) — ou nenhum imposto predial. Já quem mora nas sedes compactas dos distritos, áreas que recebem iluminação pública, pavimentação e coleta de lixo, terá o tempo necessário para organizar a documentação com serenidade.

É hora de encerrar o boato e reconhecer o essencial: a prefeita acertou. Ela se antecipou à exigência da lei federal, agiu com transparência, chamou a Câmara para o debate e protegeu milhares de famílias de um impacto financeiro indevido. A aprovação do PLC na segunda-feira — com eventuais ajustes naturais do processo legislativo — representa um passo de maturidade administrativa, de planejamento sério e de defesa real da população.

Apoiar essa medida não é defender aumento de imposto.
É defender inteligência administrativa, segurança jurídica e respeito às famílias dos nossos distritos.

 

ARTIGO – O Amor Que Só Existiu Porque Eu Precisei Criá-lo

 

 

 

Padre Carlos

Houve amores que chegaram para ficar. Houve outros que passaram apenas para ensinar. E houve aqueles — os mais perigosos, os mais intensos, os mais difíceis de abandonar — que eu mesmo inventei. Fiz isso porque a realidade não dava conta da minha falta, porque o coração, inquieto, buscava alguma forma de existir para além do possível. E assim, num instante de fragilidade e coragem, eu acabei criando você.

Sim, eu tinha inventado você.
Inventei porque precisava. Porque o amor real, às vezes, não bastava. Porque a vida exigia, em certos dias, um pouco de fantasia para não me quebrar por inteiro. Existia você — com suas idas, suas ausências, sua indecisão — e existia aquilo que eu inventei de você: a versão que sorria no tempo certo, que permanecia quando tudo pedia desistência, que cuidava do que eu nunca ousaria confessar.

A cada reencontro, eu experimentava a mesma dúvida: era você que encostava na minha vida ou era minha imaginação que te vestia de esperança? Havia algo de assombro no seu olhar, como se você carregasse o dom de ser real e irreal ao mesmo tempo. Você tinha sido meu amor mais bonito, mas também a minha criação mais ousada. Meu coração, teimoso, precisava de você — mesmo que você nunca estivesse realmente disposto.

Você sempre aparecia e desaparecia.
Chegava perto, mas com a postura de quem já preparava o passo seguinte — aquele que levava embora. Seu corpo se aproximava, mas sua alma parecia sempre com a mala pronta. E eu, sabendo disso, ficava quieto, te assistia devagar, como quem queria prolongar o minuto, esticar o instante, arrancar do tempo uma trégua para respirar você um pouco mais.

Eu te amava como quem escrevia coragem no próprio corpo.
Como quem traçava nas veias uma rota silenciosa para não se perder de si mesmo. Eu te inventava com a mesma desatenção de quem atravessa uma rua sem olhar, acreditando que o destino teria piedade. Escrevia você numa língua que ainda não existia — um idioma que só compreendia quem já tinha amado o impossível. Talvez elaborar uma nova língua fosse, realmente, a única forma de dialogar com o amor inventado.

É verdade: jogado aos seus pés, eu era mesmo exagerado.
Mas quem amava o irreal precisava ser. Intensificava tudo para que a fantasia não se dissolvesse. Soprava vida naquilo que insistia em não existir completamente.

E eu adorava um amor inventado.
Não porque ele me enganava, mas porque me mantinha vivo. O amor inventado permitia que eu seguisse acreditando que, apesar das faltas, da distância e do seu eterno “ir embora”, havia algo em mim capaz de amar com uma força que o mundo real ainda não tinha aprendido a acolher.

No fim, talvez a grande verdade fosse esta:
você nunca tinha sido só você.
Você tinha sido — e talvez ainda fosse — tudo o que meu coração, ferido e faminto, ousara criar para não desistir do amor.

Um amor real demais para existir.
E inventado demais para ser esquecido.

ARTIGO – O Amor Que Só Existiu Porque Eu Precisei Criá-lo

 

 

 

Padre Carlos

Houve amores que chegaram para ficar. Houve outros que passaram apenas para ensinar. E houve aqueles — os mais perigosos, os mais intensos, os mais difíceis de abandonar — que eu mesmo inventei. Fiz isso porque a realidade não dava conta da minha falta, porque o coração, inquieto, buscava alguma forma de existir para além do possível. E assim, num instante de fragilidade e coragem, eu acabei criando você.

Sim, eu tinha inventado você.
Inventei porque precisava. Porque o amor real, às vezes, não bastava. Porque a vida exigia, em certos dias, um pouco de fantasia para não me quebrar por inteiro. Existia você — com suas idas, suas ausências, sua indecisão — e existia aquilo que eu inventei de você: a versão que sorria no tempo certo, que permanecia quando tudo pedia desistência, que cuidava do que eu nunca ousaria confessar.

A cada reencontro, eu experimentava a mesma dúvida: era você que encostava na minha vida ou era minha imaginação que te vestia de esperança? Havia algo de assombro no seu olhar, como se você carregasse o dom de ser real e irreal ao mesmo tempo. Você tinha sido meu amor mais bonito, mas também a minha criação mais ousada. Meu coração, teimoso, precisava de você — mesmo que você nunca estivesse realmente disposto.

Você sempre aparecia e desaparecia.
Chegava perto, mas com a postura de quem já preparava o passo seguinte — aquele que levava embora. Seu corpo se aproximava, mas sua alma parecia sempre com a mala pronta. E eu, sabendo disso, ficava quieto, te assistia devagar, como quem queria prolongar o minuto, esticar o instante, arrancar do tempo uma trégua para respirar você um pouco mais.

Eu te amava como quem escrevia coragem no próprio corpo.
Como quem traçava nas veias uma rota silenciosa para não se perder de si mesmo. Eu te inventava com a mesma desatenção de quem atravessa uma rua sem olhar, acreditando que o destino teria piedade. Escrevia você numa língua que ainda não existia — um idioma que só compreendia quem já tinha amado o impossível. Talvez elaborar uma nova língua fosse, realmente, a única forma de dialogar com o amor inventado.

É verdade: jogado aos seus pés, eu era mesmo exagerado.
Mas quem amava o irreal precisava ser. Intensificava tudo para que a fantasia não se dissolvesse. Soprava vida naquilo que insistia em não existir completamente.

E eu adorava um amor inventado.
Não porque ele me enganava, mas porque me mantinha vivo. O amor inventado permitia que eu seguisse acreditando que, apesar das faltas, da distância e do seu eterno “ir embora”, havia algo em mim capaz de amar com uma força que o mundo real ainda não tinha aprendido a acolher.

No fim, talvez a grande verdade fosse esta:
você nunca tinha sido só você.
Você tinha sido — e talvez ainda fosse — tudo o que meu coração, ferido e faminto, ousara criar para não desistir do amor.

Um amor real demais para existir.
E inventado demais para ser esquecido.

Câmara de Vitória da Conquista debate novo empréstimo de R$ 400 milhões e busca ampliar participação popular no processo

 

 

 

Padre Carlos

Vitória da Conquista (BA) – A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou, na manhã desta quinta-feira (4), reunião técnica com representantes da Caixa Econômica Federal para discutir a situação dos contratos do programa Finisa I, II e III e a proposta de novo empréstimo municipal no valor de R$ 400 milhões encaminhada pela Prefeitura.

O encontro contou com a presença do superintendente executivo de governo da Caixa, Claudeir Silva, do presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), e dos vereadores Hermínio Oliveira (PP), Dudé (UB), Gabriela Garrido (PV), Luciano Gomes (PCdoB), Alexandre Xandó (PT), Adinilson Pereira (UB), Cris Rocha (MDB), Paulinho Oliveira (PSDB), Dinho dos Campinho (Republicanos), Simão (Republicanos), Ricardo Babão (PCdoB), Bibia (UB), Nelson de Vivi (PSDB), Márcio de Vivi (PSD), Ricardo Gordo (PSB) e Edivaldo Ferreira Júnior (PSDB).

Durante a exposição, a Caixa informou que os Finisa anteriores apresentam bom índice de execução. O Finisa I, contratado na gestão do ex-prefeito Herzem Gusmão, viabilizou pavimentação e melhorias viárias em bairros como Conveima I, Recanto das Águas, Itaipu, Pradoso e Henriqueta Prates, além de intervenções no aterro sanitário e no parque municipal. O Finisa II, de aproximadamente R$ 50 milhões, também registrou a maior parte das obras concluídas, com foco em infraestrutura urbana e drenagem em áreas periféricas. Já o Finisa III, de R$ 160 milhões, aprovado pela Câmara em 2023 e com contrato já assinado, encontra-se na fase final do período de carência e possui saldo de R$ 10 milhões ainda a ser liberado.

Claudeir Silva afirmou que o município mantém histórico positivo junto à instituição e possui capacidade técnica para contratar nova operação. “Se a Prefeitura fizesse a solicitação hoje dos R$ 400 milhões, é possível, viável”, declarou o superintendente, ressaltando que a Caixa mantém “portas abertas” para nova contratação.

O presidente Ivan Cordeiro destacou que o projeto encaminhado pela Prefeitura autoriza o empréstimo junto a qualquer instituição financeira, não exclusivamente à Caixa. “Convidamos a Caixa pela expertise nas operações anteriores, mas a escolha do agente financeiro caberá ao Executivo”, explicou. Ele reforçou a necessidade de detalhamento prévio das obras e enfatizou que “este é o maior pedido de empréstimo da história de Vitória da Conquista, por isso não podemos aprovar um cheque em branco”.

Para ampliar a transparência pública e o controle social, a Câmara disponibilizou no site oficial (www.cmvc.ba.gov.br) canal de consulta pública destinado a receber sugestões da população sobre prioridades de investimento. O presidente da Casa informou que o objetivo é garantir que a destinação dos recursos seja definida de forma participativa, com definição clara de bairros, ruas e equipamentos públicos a serem beneficiados antes da votação do projeto.

A proposta de R$ 400 milhões ainda não tem data marcada para entrar na pauta de votações. A Câmara informou que continuará promovendo debates e ações de transparência e responsabilidade fiscal até a conclusão do processo legislativo, mantendo a população informada sobre todos os etapas do trâmite do empréstimo municipal.

 

Câmara de Vitória da Conquista debate novo empréstimo de R$ 400 milhões e busca ampliar participação popular no processo

 

 

 

Padre Carlos

Vitória da Conquista (BA) – A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou, na manhã desta quinta-feira (4), reunião técnica com representantes da Caixa Econômica Federal para discutir a situação dos contratos do programa Finisa I, II e III e a proposta de novo empréstimo municipal no valor de R$ 400 milhões encaminhada pela Prefeitura.

O encontro contou com a presença do superintendente executivo de governo da Caixa, Claudeir Silva, do presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), e dos vereadores Hermínio Oliveira (PP), Dudé (UB), Gabriela Garrido (PV), Luciano Gomes (PCdoB), Alexandre Xandó (PT), Adinilson Pereira (UB), Cris Rocha (MDB), Paulinho Oliveira (PSDB), Dinho dos Campinho (Republicanos), Simão (Republicanos), Ricardo Babão (PCdoB), Bibia (UB), Nelson de Vivi (PSDB), Márcio de Vivi (PSD), Ricardo Gordo (PSB) e Edivaldo Ferreira Júnior (PSDB).

Durante a exposição, a Caixa informou que os Finisa anteriores apresentam bom índice de execução. O Finisa I, contratado na gestão do ex-prefeito Herzem Gusmão, viabilizou pavimentação e melhorias viárias em bairros como Conveima I, Recanto das Águas, Itaipu, Pradoso e Henriqueta Prates, além de intervenções no aterro sanitário e no parque municipal. O Finisa II, de aproximadamente R$ 50 milhões, também registrou a maior parte das obras concluídas, com foco em infraestrutura urbana e drenagem em áreas periféricas. Já o Finisa III, de R$ 160 milhões, aprovado pela Câmara em 2023 e com contrato já assinado, encontra-se na fase final do período de carência e possui saldo de R$ 10 milhões ainda a ser liberado.

Claudeir Silva afirmou que o município mantém histórico positivo junto à instituição e possui capacidade técnica para contratar nova operação. “Se a Prefeitura fizesse a solicitação hoje dos R$ 400 milhões, é possível, viável”, declarou o superintendente, ressaltando que a Caixa mantém “portas abertas” para nova contratação.

O presidente Ivan Cordeiro destacou que o projeto encaminhado pela Prefeitura autoriza o empréstimo junto a qualquer instituição financeira, não exclusivamente à Caixa. “Convidamos a Caixa pela expertise nas operações anteriores, mas a escolha do agente financeiro caberá ao Executivo”, explicou. Ele reforçou a necessidade de detalhamento prévio das obras e enfatizou que “este é o maior pedido de empréstimo da história de Vitória da Conquista, por isso não podemos aprovar um cheque em branco”.

Para ampliar a transparência pública e o controle social, a Câmara disponibilizou no site oficial (www.cmvc.ba.gov.br) canal de consulta pública destinado a receber sugestões da população sobre prioridades de investimento. O presidente da Casa informou que o objetivo é garantir que a destinação dos recursos seja definida de forma participativa, com definição clara de bairros, ruas e equipamentos públicos a serem beneficiados antes da votação do projeto.

A proposta de R$ 400 milhões ainda não tem data marcada para entrar na pauta de votações. A Câmara informou que continuará promovendo debates e ações de transparência e responsabilidade fiscal até a conclusão do processo legislativo, mantendo a população informada sobre todos os etapas do trâmite do empréstimo municipal.

 

A Queda de Ciro: Como os Bolsonaros Enterraram Sua Última Chance no Ceará

 

 

Padre Carlos

Ah, a política brasileira, esse circo de egos inflados e alianças efêmeras, onde o pragmatismo beija a ideologia na boca e acorda com ressaca. No Ceará, berço dos Ferreira Gomes e reduto inabalável do petismo, acabamos de assistir a um espetáculo digno de novela das nove: a briga dos Bolsonaros pelo rumo do PL, que, como um bônus inesperado, enterra de vez a carreira pública de Ciro Gomes. Sim, enterra por completo. Despacha o ex-governador pela porta dos fundos da história, com um chute discreto mas definitivo, enquanto reforça a hegemonia do PT no estado e dispersa os votos bolsonaristas como folhas ao vento. E que os meninos de Bolsonaro e Michelle continuem assim, brilhando em suas próprias fogueiras: a esquerda e a frente democrática agradecem, de joelhos.

Vamos aos fatos, com a frieza de quem já viu muitos Quixotes tombarem. Ciro, esse eterno candidato a salvador da pátria – ou pelo menos do Nordeste –, vinha costurando o que seria sua tábua de salvação para 2026: uma aliança improvável com o PL, o partido do bolsonarismo raiz. O plano? Apoio dos liberais cearenses, liderados pelo deputado André Fernandes, para enfrentar o governador Elmano de Freitas (PT) na eleição pelo Palácio da Abolição. Era o “mal necessário”, como sussurravam os pragmáticos do PL: unir forças contra o PT, mesmo que isso significasse engolir um Ciro que, em outros tempos, xingava Jair Bolsonaro de tudo que é nome feio. O ex-presidente, dizem as fontes, deu o aval pessoal – uma ligação no viva-voz, segundo Fernandes, para selar o pacto. Valdemar Costa Neto, o eterno presidente do PL, referendou. Parecia o xeque-mate perfeito: Ciro como cabeça de chapa, com o bolsonarismo como muleta eleitoral.

Mas aí veio Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama que, no domingo passado, subiu ao palco em Fortaleza para lançar a pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo e, de quebra, detonou a bomba. “Fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita? Isso não dá”, disparou ela, referindo-se a Ciro como um “precipitado de esquerda”. Foi o estopim. Os filhos de Jair – Flávio, Eduardo e Carlos – reagiram como leões feridos: Flávio chamou a atitude de “autoritária e constrangedora”, postando nas redes que Michelle “atropelou” o pai. Uma reunião de emergência no PL nacional, e pronto: o acordo foi suspenso. Pausado por tempo indeterminado, como um filme ruim que ninguém quer terminar de assistir. Ruído de comunicação? Claro, Flávio tentou apagar o incêndio assim, mas o cheiro de enxofre familiar é inconfundível.

Para Ciro, isso não é um tropeço; é o abismo. Aos 68 anos, após quatro derrotas presidenciais que o transformaram em meme eterno, o cearense apostava tudo nessa guinada à direita local. Filiou-se ao PSDB, rompeu com o PDT (e com o irmão Cid, que agora filia deputados para o PSB e apoia o PT), e se vendia como o “inteligente” anti-petista, elogiado até por bolsonaristas como Fernandes. Mas o PL, em sua crise interna, o descartou como um pano de chão usado. Sem o apoio bolsonarista, Ciro fica isolado: pesquisas recentes, como a do Real Time Big Data, o mostram empatado com Elmano em 39%, mas com Eduardo Girão (PL/Novo) em 14% – votos que poderiam ter migrado para ele, mas agora voltam ao colo ideológico de Michelle e Girão. É o fim da linha pública. Daqui em diante, Ciro será o eterno ex: ex-governador, ex-ministro, ex-candidato viável. A história o despachará pela porta dos fundos, como um convidado indesejado que chega atrasado à festa e é barrado na entrada.

E o PT? Sai dançando valsa. Os petistas, que suavam frio com as polêmicas internas para montar a chapa majoritária de 2026 – Elmano na reeleição, Cid Gomes no Senado, e o risco de sangria para o PSB –, viram o foco se dissipar como fumaça. A briga dos Bolsonaros virou o roteiro principal: Michelle vs. filhos, pragmatismo vs. pureza ideológica, tudo exposto em rede nacional. “Que a aliança era fracassada, a gente já sabia, mas a briga começou foi cedo”, ironizou a deputada estadual Larissa Gaspar (PT), ecoando o alívio coletivo. O PT consolida sua hegemonia no Ceará – estado onde governa há mais de uma década, com Camilo Santana como herança e Elmano como executor –, enquanto a oposição se autofagocita. A crise no PL não só dispersa os votos bolsonaristas (Girão isolado, Fernandes humilhado), mas os condena a um terceiro lugar irrelevante, sem o “boost” de Ciro.

Que os meninos de Bolsonaro e Michelle prossigam nesse brilho autodestrutivo: Flávio mediando, Eduardo tuítando, Carlos memeando. Cada racha é um presente para a frente democrática. A esquerda agradece, o Brasil observa – e Ciro, coitado, pode enfim descansar dos holofotes. Ou tentar um podcast, quem sabe. No Ceará de 2026, o PT rirá por último, e por muito tempo.

A Queda de Ciro: Como os Bolsonaros Enterraram Sua Última Chance no Ceará

 

 

Padre Carlos

Ah, a política brasileira, esse circo de egos inflados e alianças efêmeras, onde o pragmatismo beija a ideologia na boca e acorda com ressaca. No Ceará, berço dos Ferreira Gomes e reduto inabalável do petismo, acabamos de assistir a um espetáculo digno de novela das nove: a briga dos Bolsonaros pelo rumo do PL, que, como um bônus inesperado, enterra de vez a carreira pública de Ciro Gomes. Sim, enterra por completo. Despacha o ex-governador pela porta dos fundos da história, com um chute discreto mas definitivo, enquanto reforça a hegemonia do PT no estado e dispersa os votos bolsonaristas como folhas ao vento. E que os meninos de Bolsonaro e Michelle continuem assim, brilhando em suas próprias fogueiras: a esquerda e a frente democrática agradecem, de joelhos.

Vamos aos fatos, com a frieza de quem já viu muitos Quixotes tombarem. Ciro, esse eterno candidato a salvador da pátria – ou pelo menos do Nordeste –, vinha costurando o que seria sua tábua de salvação para 2026: uma aliança improvável com o PL, o partido do bolsonarismo raiz. O plano? Apoio dos liberais cearenses, liderados pelo deputado André Fernandes, para enfrentar o governador Elmano de Freitas (PT) na eleição pelo Palácio da Abolição. Era o “mal necessário”, como sussurravam os pragmáticos do PL: unir forças contra o PT, mesmo que isso significasse engolir um Ciro que, em outros tempos, xingava Jair Bolsonaro de tudo que é nome feio. O ex-presidente, dizem as fontes, deu o aval pessoal – uma ligação no viva-voz, segundo Fernandes, para selar o pacto. Valdemar Costa Neto, o eterno presidente do PL, referendou. Parecia o xeque-mate perfeito: Ciro como cabeça de chapa, com o bolsonarismo como muleta eleitoral.

Mas aí veio Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama que, no domingo passado, subiu ao palco em Fortaleza para lançar a pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo e, de quebra, detonou a bomba. “Fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita? Isso não dá”, disparou ela, referindo-se a Ciro como um “precipitado de esquerda”. Foi o estopim. Os filhos de Jair – Flávio, Eduardo e Carlos – reagiram como leões feridos: Flávio chamou a atitude de “autoritária e constrangedora”, postando nas redes que Michelle “atropelou” o pai. Uma reunião de emergência no PL nacional, e pronto: o acordo foi suspenso. Pausado por tempo indeterminado, como um filme ruim que ninguém quer terminar de assistir. Ruído de comunicação? Claro, Flávio tentou apagar o incêndio assim, mas o cheiro de enxofre familiar é inconfundível.

Para Ciro, isso não é um tropeço; é o abismo. Aos 68 anos, após quatro derrotas presidenciais que o transformaram em meme eterno, o cearense apostava tudo nessa guinada à direita local. Filiou-se ao PSDB, rompeu com o PDT (e com o irmão Cid, que agora filia deputados para o PSB e apoia o PT), e se vendia como o “inteligente” anti-petista, elogiado até por bolsonaristas como Fernandes. Mas o PL, em sua crise interna, o descartou como um pano de chão usado. Sem o apoio bolsonarista, Ciro fica isolado: pesquisas recentes, como a do Real Time Big Data, o mostram empatado com Elmano em 39%, mas com Eduardo Girão (PL/Novo) em 14% – votos que poderiam ter migrado para ele, mas agora voltam ao colo ideológico de Michelle e Girão. É o fim da linha pública. Daqui em diante, Ciro será o eterno ex: ex-governador, ex-ministro, ex-candidato viável. A história o despachará pela porta dos fundos, como um convidado indesejado que chega atrasado à festa e é barrado na entrada.

E o PT? Sai dançando valsa. Os petistas, que suavam frio com as polêmicas internas para montar a chapa majoritária de 2026 – Elmano na reeleição, Cid Gomes no Senado, e o risco de sangria para o PSB –, viram o foco se dissipar como fumaça. A briga dos Bolsonaros virou o roteiro principal: Michelle vs. filhos, pragmatismo vs. pureza ideológica, tudo exposto em rede nacional. “Que a aliança era fracassada, a gente já sabia, mas a briga começou foi cedo”, ironizou a deputada estadual Larissa Gaspar (PT), ecoando o alívio coletivo. O PT consolida sua hegemonia no Ceará – estado onde governa há mais de uma década, com Camilo Santana como herança e Elmano como executor –, enquanto a oposição se autofagocita. A crise no PL não só dispersa os votos bolsonaristas (Girão isolado, Fernandes humilhado), mas os condena a um terceiro lugar irrelevante, sem o “boost” de Ciro.

Que os meninos de Bolsonaro e Michelle prossigam nesse brilho autodestrutivo: Flávio mediando, Eduardo tuítando, Carlos memeando. Cada racha é um presente para a frente democrática. A esquerda agradece, o Brasil observa – e Ciro, coitado, pode enfim descansar dos holofotes. Ou tentar um podcast, quem sabe. No Ceará de 2026, o PT rirá por último, e por muito tempo.

Sheila Lemos ouviu a população e corrigiu: Zona Azul deixa de ser castigo e vira solução

 

 

Padre Carlos

 

Há momentos em que a boa política se revela não na imposição de uma regra, mas na coragem de ouvir o povo e consertar o que estava errado. É exatamente isso que a prefeita Sheila Lemos fez com o Decreto nº 24.021/2025, que reformula a implantação do novo sistema de Zona Azul em Vitória da Conquista. Depois de ouvir o clamor das ruas – motoristas indignados, comerciantes preocupados e cidadãos comuns que se sentiram injustiçados –, Sheila escolheu dialogar, reconhecer o excesso e corrigir o rumo. O resultado é um dos raros casos em que a reclamação popular não caiu no vazio, mas virou política pública melhor.

Vamos aos fatos, sem rodeios: o modelo inicial era pesado demais. Esquecer de ativar o aplicativo ou não ter crédito no momento significava multa grave imediata de R$ 195,00 e cinco pontos na CNH. A população reclamou com razão. E a prefeita, em vez de endurecer ou ignorar, sentou, ouviu e agiu.

O decreto traz três acertos que mostram que Sheila Lemos realmente escutou a população:

  1. A prorrogação do período de adaptação até 31 de dezembro – quase um mês inteiro de transição sem punição, dando tempo para todo mundo se acostumar com o novo sistema.
  2. A criação da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) de R$ 60,00, que só é aplicada depois de um aviso e 20 minutos de prazo para regularizar. Só quem ignorar o aviso e depois a TPU leva a multa pesada. Ou seja: errou sem querer? Paga pouco e aprende. Teimou? Aí sim sente o peso da lei. É a diferença entre punir e educar – exatamente o que o povo pediu nas redes sociais e nas conversas de rua.
  3. A instalação obrigatória de pontos fixos de atendimento no centro da cidade, com funcionários para tirar dúvida, ensinar quem não domina o celular e explicar tudo na hora. Foi a população mais velha e menos digitalizada que mais reclamou da falta de atendimento humano. Sheila ouviu e mandou colocar gente de verdade na praça.

Some-se o ressarcimento de quem já havia pago TPU antes do decreto (em dinheiro ou crédito) e a manutenção do pré-pago – outra reivindicação antiga que foi atendida – e temos um pacote que equilibra organização do trânsito, necessidade da concessionária e, acima de tudo, respeito ao cidadão que paga imposto e vota.

A própria prefeita resumiu o espírito da mudança: “A Zona Azul não tem como objetivo penalizar a população”. Desta vez, a frase não ficou só no discurso. Sheila Lemos provou que ouviu de verdade quando transformou uma medida que estava gerando revolta em política pública aceita e até elogiada.

Num Brasil onde prefeitos costumam responder críticas com arrogância ou silêncio, Vitória da Conquista viveu o oposto: a população falou alto, a prefeita escutou com humildade e entregou a correção em tempo recorde. Quando uma gestora senta, ouve o povo e ajusta o que estava errado, ela não perde autoridade – ela ganha respeito.

Sheila Lemos acaba de mostrar que é possível modernizar a cidade sem tratar o cidadão como adversário. A população reclamou. A prefeita dialogou. E consertou. Às vezes, a melhor democracia é exatamente essa: barulho na rua que vira solução no gabinete. Em Vitória da Conquista, deu certo – porque, antes de tudo, alguém lá em cima resolveu ouvir.

Sheila Lemos ouviu a população e corrigiu: Zona Azul deixa de ser castigo e vira solução

 

 

Padre Carlos

 

Há momentos em que a boa política se revela não na imposição de uma regra, mas na coragem de ouvir o povo e consertar o que estava errado. É exatamente isso que a prefeita Sheila Lemos fez com o Decreto nº 24.021/2025, que reformula a implantação do novo sistema de Zona Azul em Vitória da Conquista. Depois de ouvir o clamor das ruas – motoristas indignados, comerciantes preocupados e cidadãos comuns que se sentiram injustiçados –, Sheila escolheu dialogar, reconhecer o excesso e corrigir o rumo. O resultado é um dos raros casos em que a reclamação popular não caiu no vazio, mas virou política pública melhor.

Vamos aos fatos, sem rodeios: o modelo inicial era pesado demais. Esquecer de ativar o aplicativo ou não ter crédito no momento significava multa grave imediata de R$ 195,00 e cinco pontos na CNH. A população reclamou com razão. E a prefeita, em vez de endurecer ou ignorar, sentou, ouviu e agiu.

O decreto traz três acertos que mostram que Sheila Lemos realmente escutou a população:

  1. A prorrogação do período de adaptação até 31 de dezembro – quase um mês inteiro de transição sem punição, dando tempo para todo mundo se acostumar com o novo sistema.
  2. A criação da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) de R$ 60,00, que só é aplicada depois de um aviso e 20 minutos de prazo para regularizar. Só quem ignorar o aviso e depois a TPU leva a multa pesada. Ou seja: errou sem querer? Paga pouco e aprende. Teimou? Aí sim sente o peso da lei. É a diferença entre punir e educar – exatamente o que o povo pediu nas redes sociais e nas conversas de rua.
  3. A instalação obrigatória de pontos fixos de atendimento no centro da cidade, com funcionários para tirar dúvida, ensinar quem não domina o celular e explicar tudo na hora. Foi a população mais velha e menos digitalizada que mais reclamou da falta de atendimento humano. Sheila ouviu e mandou colocar gente de verdade na praça.

Some-se o ressarcimento de quem já havia pago TPU antes do decreto (em dinheiro ou crédito) e a manutenção do pré-pago – outra reivindicação antiga que foi atendida – e temos um pacote que equilibra organização do trânsito, necessidade da concessionária e, acima de tudo, respeito ao cidadão que paga imposto e vota.

A própria prefeita resumiu o espírito da mudança: “A Zona Azul não tem como objetivo penalizar a população”. Desta vez, a frase não ficou só no discurso. Sheila Lemos provou que ouviu de verdade quando transformou uma medida que estava gerando revolta em política pública aceita e até elogiada.

Num Brasil onde prefeitos costumam responder críticas com arrogância ou silêncio, Vitória da Conquista viveu o oposto: a população falou alto, a prefeita escutou com humildade e entregou a correção em tempo recorde. Quando uma gestora senta, ouve o povo e ajusta o que estava errado, ela não perde autoridade – ela ganha respeito.

Sheila Lemos acaba de mostrar que é possível modernizar a cidade sem tratar o cidadão como adversário. A população reclamou. A prefeita dialogou. E consertou. Às vezes, a melhor democracia é exatamente essa: barulho na rua que vira solução no gabinete. Em Vitória da Conquista, deu certo – porque, antes de tudo, alguém lá em cima resolveu ouvir.

Dudé na tribuna: o discurso que cala os palanques eternos e aponta obras reais para Conquista

 

 

 

 

Padre Carlos

Em Vitória da Conquista, a eleição de 2024 terminou há mais de um ano, mas parece que alguns candidatos ainda não receberam o recado. Continuam no palanque virtual, postando diariamente nas redes sociais insinuações, meias-verdades e ataques velados à administração da prefeita Sheila Lemos. O objetivo é claro: manter a chama da oposição acesa, confundir a opinião pública e desgastar o governo antes mesmo que ele consiga executar o que prometeu. É o velho script da política rasteira: quanto pior, melhor – para eles.

Enquanto isso, na tribuna da Câmara Municipal, o vereador Luís Carlos Dudé  (União Brasil) fez algo raro nos dias de hoje: falou com clareza, citou obras concretas, mostrou compromisso com fiscalização e defendeu o projeto do Finisa 4 sem demagogia barata. Seu discurso, proferido na sessão que analisou o empréstimo junto à Caixa Econômica, deveria ser leitura obrigatória para quem ainda confunde crítica legítima com boataria irresponsável.

Dudé foi cirúrgico. Destacou que o Finisa 4 não é “dinheiro jogado fora” nem “empréstimo para pagar campanha”, como andam dizendo os palanqueiros de plantão. É, isso sim, a chance real de resolver problemas crônicos de drenagem e mobilidade que atormentam bairros inteiros há décadas.

  • O Jurema e o Leblon, que viram verdadeiros rios quando chove forte, terão microdrenagem eficiente.
  • A baixada do Alegria, a Avenida Itabuna e trechos da Integração finalmente receberão intervenções que acabem com o caos das enchentes.
  • O canal da Urbis 4, um perigo constante para moradores e motoristas, será resolvido.
  • Avenida Filipinas, Alto Maron, Urbis 2 e 3, Santa Cruz, Professor Itamar, São Vicente e tantos outros pontos clamados pela população terão requalificação asfáltica.
  • E ainda virão quadras, praças e eixos viários importantes, como a Cidade Serrinha que o vereador Babão tanto cobra.

Tudo isso com um detalhe que os críticos de teclado convenientemente ignoram: o projeto passou pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara – da qual o próprio Dudé  faz parte – e foi considerado legal e constitucional. Ou seja, não é “cheque em branco”. É empréstimo com destino certo, fiscalização parlamentar garantida e contrapartidas que a cidade inteira vai sentir no dia a dia.

A diferença entre os dois comportamentos é gritante.

De um lado, quem perdeu a eleição e transforma frustração em factóide diário nas redes sociais, espalhando desconfiança sem apresentar uma única alternativa viável. Do outro, um vereador que, mesmo sendo da base da prefeita, sobe à tribuna para cobrar, detalhar, lembrar compromissos antigos e reforçar que a Casa Legislativa vai acompanhar cada centavo gasto.

Essa é a política que presta: a que discute o mérito, aponta o bairro sofrido, lembra o nome da rua esburacada e se compromete a fiscalizar. Não a que fica no WhatsApp forwardando áudio de 5 minutos dizendo que “o Finisa é para roubar” sem nem saber o que é contrapartida ou plano de trabalho.

Vitória da Conquista merece mais do que palanque eterno. Merece obras que saiam do papel, vereadores que cobrem com responsabilidade e opositores que, se quiserem criticar, tragam números, projetos e soluções – não apenas raiva e fake news.

O Finisa 4 não é perfeito – nenhum empréstimo é. Mas é, hoje, a ferramenta mais concreta que a cidade tem para resolver problemas que atravessam gestões e gestões. Aprovar com fiscalização rigorosa, como propõe o vereador Dude, é o caminho responsável.

Quanto aos que ainda não desceram do palanque: a campanha acabou. A cidade, não. Ela segue em frente – e com ou sem vocês, as obras vão acontecer.

Que venham a drenagem do Jurema, o asfalto do Alto Maron, o canal resolvido na Urbis 4 e o fim do sofrimento de quem mora nos bairros esquecidos.

Conquista agradece a quem trabalha. E já aprendeu a identificar quem só atrapalha.

 

 

Dudé na tribuna: o discurso que cala os palanques eternos e aponta obras reais para Conquista

 

 

 

 

Padre Carlos

Em Vitória da Conquista, a eleição de 2024 terminou há mais de um ano, mas parece que alguns candidatos ainda não receberam o recado. Continuam no palanque virtual, postando diariamente nas redes sociais insinuações, meias-verdades e ataques velados à administração da prefeita Sheila Lemos. O objetivo é claro: manter a chama da oposição acesa, confundir a opinião pública e desgastar o governo antes mesmo que ele consiga executar o que prometeu. É o velho script da política rasteira: quanto pior, melhor – para eles.

Enquanto isso, na tribuna da Câmara Municipal, o vereador Luís Carlos Dudé  (União Brasil) fez algo raro nos dias de hoje: falou com clareza, citou obras concretas, mostrou compromisso com fiscalização e defendeu o projeto do Finisa 4 sem demagogia barata. Seu discurso, proferido na sessão que analisou o empréstimo junto à Caixa Econômica, deveria ser leitura obrigatória para quem ainda confunde crítica legítima com boataria irresponsável.

Dudé foi cirúrgico. Destacou que o Finisa 4 não é “dinheiro jogado fora” nem “empréstimo para pagar campanha”, como andam dizendo os palanqueiros de plantão. É, isso sim, a chance real de resolver problemas crônicos de drenagem e mobilidade que atormentam bairros inteiros há décadas.

  • O Jurema e o Leblon, que viram verdadeiros rios quando chove forte, terão microdrenagem eficiente.
  • A baixada do Alegria, a Avenida Itabuna e trechos da Integração finalmente receberão intervenções que acabem com o caos das enchentes.
  • O canal da Urbis 4, um perigo constante para moradores e motoristas, será resolvido.
  • Avenida Filipinas, Alto Maron, Urbis 2 e 3, Santa Cruz, Professor Itamar, São Vicente e tantos outros pontos clamados pela população terão requalificação asfáltica.
  • E ainda virão quadras, praças e eixos viários importantes, como a Cidade Serrinha que o vereador Babão tanto cobra.

Tudo isso com um detalhe que os críticos de teclado convenientemente ignoram: o projeto passou pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara – da qual o próprio Dudé  faz parte – e foi considerado legal e constitucional. Ou seja, não é “cheque em branco”. É empréstimo com destino certo, fiscalização parlamentar garantida e contrapartidas que a cidade inteira vai sentir no dia a dia.

A diferença entre os dois comportamentos é gritante.

De um lado, quem perdeu a eleição e transforma frustração em factóide diário nas redes sociais, espalhando desconfiança sem apresentar uma única alternativa viável. Do outro, um vereador que, mesmo sendo da base da prefeita, sobe à tribuna para cobrar, detalhar, lembrar compromissos antigos e reforçar que a Casa Legislativa vai acompanhar cada centavo gasto.

Essa é a política que presta: a que discute o mérito, aponta o bairro sofrido, lembra o nome da rua esburacada e se compromete a fiscalizar. Não a que fica no WhatsApp forwardando áudio de 5 minutos dizendo que “o Finisa é para roubar” sem nem saber o que é contrapartida ou plano de trabalho.

Vitória da Conquista merece mais do que palanque eterno. Merece obras que saiam do papel, vereadores que cobrem com responsabilidade e opositores que, se quiserem criticar, tragam números, projetos e soluções – não apenas raiva e fake news.

O Finisa 4 não é perfeito – nenhum empréstimo é. Mas é, hoje, a ferramenta mais concreta que a cidade tem para resolver problemas que atravessam gestões e gestões. Aprovar com fiscalização rigorosa, como propõe o vereador Dude, é o caminho responsável.

Quanto aos que ainda não desceram do palanque: a campanha acabou. A cidade, não. Ela segue em frente – e com ou sem vocês, as obras vão acontecer.

Que venham a drenagem do Jurema, o asfalto do Alto Maron, o canal resolvido na Urbis 4 e o fim do sofrimento de quem mora nos bairros esquecidos.

Conquista agradece a quem trabalha. E já aprendeu a identificar quem só atrapalha.

 

 

ARTIGO – A Vocação Silenciosa do Articulista

 

 

Padre Carlos

Escrever não é um ofício, é uma convocação. Uma vocação que nasce antes da palavra, quando ainda somos apenas testemunhas inquietas do mundo. Para mim, escrever é um gesto solidário, quase um sacramento laico: é conceder existência às vidas que o sistema insiste em esconder. As histórias que recolho são como ouro misturado ao barro — podem passar despercebidas, podem não ser recolhidas por ninguém, podem não ser celebradas, mas jamais perdem o valor. Dar notoriedade aos invisíveis é uma forma de piedade civil. É um ato de cidadania e de justiça social no sentido mais profundo.

A filosofia e a teologia me abriram portas para a complexidade insondável da alma humana. Ao escrever, busco compreender a bondade e o mal que habitam o ser humano, o covarde e o herói que coexistem em nós. É desse paradoxo que alimento minha escrita, meus artigos, minhas análises. Não é apenas política — embora política atravesse tudo — é leitura espiritual da realidade. Mesmo longe do ministério sacerdotal, a formação que recebi molda meu olhar: continuo sendo levado a enxergar a vida com essa tensão entre o humano e o transcendente. A lente que utilizo é sempre a da dignidade, da compaixão, da verdade.

O articulista, no Brasil, tem uma missão ingrata: precisa dar voz aos que foram abafados pelas estruturas de poder, abandonados pelo Estado, ignorados pela iniciativa privada, silenciados pelas desigualdades históricas deste país. Falamos de vítimas da violência urbana, das injustiças da política econômica, da miséria produzida por um sistema que concentra renda, riqueza e direitos. Nosso dever é iluminar aquilo que muitos querem manter nas sombras. É enfrentar a cultura de indiferença, esta nova modalidade de barbárie que cresce sob o disfarce de normalidade.

Sei que um dia todos nós seremos esquecidos — esta é a lei natural. Mas o que dói não é o esquecimento futuro: é a ignorância presente. É ver pessoas sendo apagadas em vida, como se sua existência fosse incômoda demais para ser registrada. Humanidade significa racionalidade, mas a sociedade tornou-se cada vez mais irracional. Crescem a violência urbana, a intolerância, a mesquinhez, as desigualdades estruturais e a cultura de morte que insiste em se infiltrar no cotidiano. O mundo parece cada vez mais excludente com os pobres, com os vulneráveis, com os que perderam o direito de falar.

Nos últimos dias, tenho pensado muito sobre a gratidão que sinto por poder escrever. Por poder reescrever aquilo que tantos tentaram apagar. Escrever me aproxima do divino não pela liturgia, mas pela memória — memória que salva vidas, memória que diz à história aquilo que ela tenta esquecer. Um dia nossos netos perguntarão: “Onde estão as narrativas das mulheres, dos negros, dos indígenas, dos trabalhadores que não aparecem nos livros de história?” E será então que compreenderão a importância do articulista — este trabalhador da palavra que resiste para preservar a verdade.

O articulista não escreve para si. Escreve para os outros, especialmente para aqueles que nunca tiveram o direito de narrar a própria vida. Esta é a nossa missão. Este é o nosso sacrifício. Esta é a nossa vocação.

ARTIGO – A Vocação Silenciosa do Articulista

 

 

Padre Carlos

Escrever não é um ofício, é uma convocação. Uma vocação que nasce antes da palavra, quando ainda somos apenas testemunhas inquietas do mundo. Para mim, escrever é um gesto solidário, quase um sacramento laico: é conceder existência às vidas que o sistema insiste em esconder. As histórias que recolho são como ouro misturado ao barro — podem passar despercebidas, podem não ser recolhidas por ninguém, podem não ser celebradas, mas jamais perdem o valor. Dar notoriedade aos invisíveis é uma forma de piedade civil. É um ato de cidadania e de justiça social no sentido mais profundo.

A filosofia e a teologia me abriram portas para a complexidade insondável da alma humana. Ao escrever, busco compreender a bondade e o mal que habitam o ser humano, o covarde e o herói que coexistem em nós. É desse paradoxo que alimento minha escrita, meus artigos, minhas análises. Não é apenas política — embora política atravesse tudo — é leitura espiritual da realidade. Mesmo longe do ministério sacerdotal, a formação que recebi molda meu olhar: continuo sendo levado a enxergar a vida com essa tensão entre o humano e o transcendente. A lente que utilizo é sempre a da dignidade, da compaixão, da verdade.

O articulista, no Brasil, tem uma missão ingrata: precisa dar voz aos que foram abafados pelas estruturas de poder, abandonados pelo Estado, ignorados pela iniciativa privada, silenciados pelas desigualdades históricas deste país. Falamos de vítimas da violência urbana, das injustiças da política econômica, da miséria produzida por um sistema que concentra renda, riqueza e direitos. Nosso dever é iluminar aquilo que muitos querem manter nas sombras. É enfrentar a cultura de indiferença, esta nova modalidade de barbárie que cresce sob o disfarce de normalidade.

Sei que um dia todos nós seremos esquecidos — esta é a lei natural. Mas o que dói não é o esquecimento futuro: é a ignorância presente. É ver pessoas sendo apagadas em vida, como se sua existência fosse incômoda demais para ser registrada. Humanidade significa racionalidade, mas a sociedade tornou-se cada vez mais irracional. Crescem a violência urbana, a intolerância, a mesquinhez, as desigualdades estruturais e a cultura de morte que insiste em se infiltrar no cotidiano. O mundo parece cada vez mais excludente com os pobres, com os vulneráveis, com os que perderam o direito de falar.

Nos últimos dias, tenho pensado muito sobre a gratidão que sinto por poder escrever. Por poder reescrever aquilo que tantos tentaram apagar. Escrever me aproxima do divino não pela liturgia, mas pela memória — memória que salva vidas, memória que diz à história aquilo que ela tenta esquecer. Um dia nossos netos perguntarão: “Onde estão as narrativas das mulheres, dos negros, dos indígenas, dos trabalhadores que não aparecem nos livros de história?” E será então que compreenderão a importância do articulista — este trabalhador da palavra que resiste para preservar a verdade.

O articulista não escreve para si. Escreve para os outros, especialmente para aqueles que nunca tiveram o direito de narrar a própria vida. Esta é a nossa missão. Este é o nosso sacrifício. Esta é a nossa vocação.