Política e Resenha

ARTIGO – O Novo Centro que Pode Mudar Conquista

 

(Padre Carlos)

Em tempos em que a política de Vitória da Conquista parece cada vez mais cansada dos extremos, surge um fato novo que merece atenção: a presença de quadros técnicos e politicamente maduros no entorno da prefeita Sheila Lemos. Entre eles, destaca-se o secretário da Casa Civil, Ivanildo da Silva — um dos nomes mais preparados e influentes da política local e estadual.

Sua trajetória na Polícia Militar e agora no coração da gestão municipal o credenciam como um dos articuladores mais hábeis da política conquistense. Ivanildo alia experiência administrativa, sensibilidade política e uma visão de centro que dialoga tanto com o empresariado quanto com os setores populares. É esse equilíbrio que faltava à cena local — e que o coloca como um dos nomes naturais no debate sucessório de 2028.

A política, como o próprio Ivanildo disse em entrevista, é como a esgrima: requer inteligência e estratégia. Ele entendeu isso com rapidez ao transitar do comando militar para a arena política, defendendo a postura republicana da prefeita e mantendo pontes tanto com o Governo do Estado quanto com o Governo Federal. Essa capacidade de diálogo é o que caracteriza o verdadeiro centro — não o da omissão, mas o da construção.

Outro nome que não esconde a intenção de disputar também a prefeitura de Vitória da Conquista é o ex-prefeito de Belo Campo. Afinal, ele já colocou um pé na cidade através do mandato de sua esposa, Léia de Quinho, eleita vereadora com a segunda maior votação. Este também seria mais um nome correndo pelo centro político, buscando ocupar o espaço deixado pelos extremos e consolidar uma alternativa pragmática e conciliadora.

Hoje, a política conquistense se reorganiza em torno de um eixo moderado. O PT, em declínio, tenta se reinventar; a extrema direita, desgastada, perdeu o fôlego do discurso da negação. Nesse vácuo, o centro político emerge como força decisiva. Fabrício Falcão percebeu isso e vem costurando alianças com setores moderados. Não por acaso, fala-se até na possibilidade de uma composição com Lúcia Rocha, outro nome de perfil conciliador.

Enquanto isso, Ivanildo representa uma centro-direita racional, de resultados, e não de slogans. Ele encarna o novo espírito que pode reconciliar Conquista com a boa política — a que une, em vez de dividir. Sua presença no secretariado é um ativo valioso para a prefeita Sheila e uma sinalização clara de que o futuro político da cidade será decidido não nas trincheiras ideológicas, mas na mesa da moderação.

As próximas eleições municipais não serão travadas entre polos opostos, e sim entre projetos que buscam o equilíbrio. Vitória da Conquista precisa de gestores que compreendam a complexidade do tempo presente, e Ivanildo da Silva é uma dessas figuras raras que unem técnica, diálogo e liderança.

Se o futuro pertence ao centro, Conquista já tem quem o represente.

ARTIGO – O Novo Centro que Pode Mudar Conquista

 

(Padre Carlos)

Em tempos em que a política de Vitória da Conquista parece cada vez mais cansada dos extremos, surge um fato novo que merece atenção: a presença de quadros técnicos e politicamente maduros no entorno da prefeita Sheila Lemos. Entre eles, destaca-se o secretário da Casa Civil, Ivanildo da Silva — um dos nomes mais preparados e influentes da política local e estadual.

Sua trajetória na Polícia Militar e agora no coração da gestão municipal o credenciam como um dos articuladores mais hábeis da política conquistense. Ivanildo alia experiência administrativa, sensibilidade política e uma visão de centro que dialoga tanto com o empresariado quanto com os setores populares. É esse equilíbrio que faltava à cena local — e que o coloca como um dos nomes naturais no debate sucessório de 2028.

A política, como o próprio Ivanildo disse em entrevista, é como a esgrima: requer inteligência e estratégia. Ele entendeu isso com rapidez ao transitar do comando militar para a arena política, defendendo a postura republicana da prefeita e mantendo pontes tanto com o Governo do Estado quanto com o Governo Federal. Essa capacidade de diálogo é o que caracteriza o verdadeiro centro — não o da omissão, mas o da construção.

Outro nome que não esconde a intenção de disputar também a prefeitura de Vitória da Conquista é o ex-prefeito de Belo Campo. Afinal, ele já colocou um pé na cidade através do mandato de sua esposa, Léia de Quinho, eleita vereadora com a segunda maior votação. Este também seria mais um nome correndo pelo centro político, buscando ocupar o espaço deixado pelos extremos e consolidar uma alternativa pragmática e conciliadora.

Hoje, a política conquistense se reorganiza em torno de um eixo moderado. O PT, em declínio, tenta se reinventar; a extrema direita, desgastada, perdeu o fôlego do discurso da negação. Nesse vácuo, o centro político emerge como força decisiva. Fabrício Falcão percebeu isso e vem costurando alianças com setores moderados. Não por acaso, fala-se até na possibilidade de uma composição com Lúcia Rocha, outro nome de perfil conciliador.

Enquanto isso, Ivanildo representa uma centro-direita racional, de resultados, e não de slogans. Ele encarna o novo espírito que pode reconciliar Conquista com a boa política — a que une, em vez de dividir. Sua presença no secretariado é um ativo valioso para a prefeita Sheila e uma sinalização clara de que o futuro político da cidade será decidido não nas trincheiras ideológicas, mas na mesa da moderação.

As próximas eleições municipais não serão travadas entre polos opostos, e sim entre projetos que buscam o equilíbrio. Vitória da Conquista precisa de gestores que compreendam a complexidade do tempo presente, e Ivanildo da Silva é uma dessas figuras raras que unem técnica, diálogo e liderança.

Se o futuro pertence ao centro, Conquista já tem quem o represente.

Reforma Casa Brasil: Uma Aposta que Pode Reformar o Futuro das Famílias Brasileiras

 

 

 

Por Padre Carlos

Em um país onde a moradia digna ainda é um sonho distante para milhões, o lançamento do programa Reforma Casa Brasil pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva representa um passo audacioso – e, convenhamos, calculado – em direção à classe média. Anunciado nesta segunda-feira (20), o iniciativa oferece crédito facilitado para reformas habitacionais a famílias com renda mensal de até R$ 9.600, com um subsídio generoso de R$ 7,3 bilhões do erário público. É uma medida que, à primeira vista, soa como música para os ouvidos de quem luta contra telhados furados, instalações elétricas precárias ou a falta de acessibilidade em casa. Mas, como em toda política pública de vulto, especialmente às vésperas de uma eleição, é preciso analisar além do verniz: será isso um genuíno avanço social ou uma cartada eleitoral para 2026?

Vamos aos fatos. O programa, elaborado conjuntamente pelo Ministério das Cidades e da Fazenda, não é para quem sonha com a casa própria – isso fica para o Minha Casa, Minha Vida –, mas para aqueles que já possuem um imóvel e precisam consertá-lo ou adaptá-lo. Reparos em pisos, telhados, sistemas hidráulicos e elétricos, ampliação de cômodos ou instalação de rampas para deficientes: tudo isso pode ser financiado com empréstimos de R$ 5 mil a R$ 30 mil, parcelados em até 60 meses, sem comprometer mais de 25% da renda familiar. E o melhor: com juros subsidiados, variando de 1,17% ao mês para famílias de baixa renda (até R$ 3.200) a 1,95% para as de renda média (até R$ 9.600). Para quem ganha mais, há uma faixa com taxas de mercado, abastecida por R$ 10 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

O funding principal vem do Fundo Social do Pré-Sal, com R$ 30 bilhões destinados às faixas subsidiadas, totalizando R$ 40 bilhões em crédito disponível. A meta é ambiciosa: 1,5 milhão de contratações. E o processo parece desburocratizado – a partir de 3 de novembro, basta ir a uma agência da Caixa, apresentar o projeto, passar pela análise de crédito e receber 90% do valor adiantado, com os 10% restantes liberados após comprovação da obra. Não é preciso provar um “problema estrutural grave”; basta querer melhorar o lar. Isso inclui materiais, mão de obra, projetos e até visitas técnicas.

No discurso de lançamento, Lula não escondeu o tom de campanha. Cobrou o Banco Central pela redução dos juros – uma briga recorrente que, aliás, faz sentido em um contexto de crédito caro para o povo comum –, cutucou os empresários que reclamam de “gastos excessivos” do governo enquanto desfrutam de R$ 500 bilhões em desonerações fiscais, e reforçou a soberania nacional. “Não é preciso extorquir o povo”, disse ele, em uma crítica velada ao capitalismo predatório. É Lula em sua essência: populista, sim, mas com um pé na realidade social. Ele sabe que a classe média, espremida entre a inflação e o desemprego, é o eleitorado volátil que pode decidir 2026. Ao mirar nela, o presidente não só cumpre uma promessa de campanha como constrói uma narrativa de inclusão que vai além dos vulneráveis da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida (renda até R$ 2.850).

Aqui entra minha opinião: o Reforma Casa Brasil é uma iniciativa louvável e necessária. Em um Brasil onde milhões de residências sofrem com deficiências estruturais – segundo dados do IBGE, cerca de 20% das moradias urbanas apresentam problemas graves –, investir em reformas não é luxo, é urgência. Esse programa pode estimular a economia local, gerando empregos para pedreiros, eletricistas e fornecedores de materiais de construção. Imagine o impacto: famílias mais seguras, lares adaptados para idosos ou deficientes, e um ciclo virtuoso de consumo que aquece o PIB sem depender só de exportações de commodities.

Mas não sejamos ingênuos. Há um cheiro forte de eleitoralismo no ar. Lula, aos 80 anos em 2026, busca reeleição ou, no mínimo, fortalecer o PT para o sucessor. Apostar na classe média é estratégico: ela é vocal, influente nas redes e cansada de promessas vazias. O subsídio de R$ 7,3 bilhões, financiado pelo Pré-Sal – um recurso finito –, levanta questões sobre sustentabilidade fiscal. Em um país com dívida pública alta e juros elevados, priorizar reformas sobre, digamos, educação ou saúde pode ser questionável. E por que limitar a capitais e cidades grandes? Famílias em municípios menores também merecem tetos firmes.

Ainda assim, defendo que o lado positivo prevalece. Políticas como essa humanizam o governo, mostrando que o Estado pode ser parceiro, não só cobrador de impostos. Aos empresários que Lula criticou: sim, desonerações são generosas, mas e se usássemos parte delas para cofinanciar programas assim? Aos críticos do “gasto excessivo”: investir em moradia é investir em produtividade, saúde e bem-estar. Lula acerta ao perguntar: “De que lado a gente está e pra quem a gente quer governar?”

No fim das contas, o Reforma Casa Brasil pode ser o tijolo que faltava para reconstruir a confiança na gestão petista. Se bem executado – com transparência na Caixa e fiscalização rigorosa –, ele não só reformará casas, mas também o tecido social brasileiro. Que venham as reformas, e que elas sejam para todos, não só para votos.

Reforma Casa Brasil: Uma Aposta que Pode Reformar o Futuro das Famílias Brasileiras

 

 

 

Por Padre Carlos

Em um país onde a moradia digna ainda é um sonho distante para milhões, o lançamento do programa Reforma Casa Brasil pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva representa um passo audacioso – e, convenhamos, calculado – em direção à classe média. Anunciado nesta segunda-feira (20), o iniciativa oferece crédito facilitado para reformas habitacionais a famílias com renda mensal de até R$ 9.600, com um subsídio generoso de R$ 7,3 bilhões do erário público. É uma medida que, à primeira vista, soa como música para os ouvidos de quem luta contra telhados furados, instalações elétricas precárias ou a falta de acessibilidade em casa. Mas, como em toda política pública de vulto, especialmente às vésperas de uma eleição, é preciso analisar além do verniz: será isso um genuíno avanço social ou uma cartada eleitoral para 2026?

Vamos aos fatos. O programa, elaborado conjuntamente pelo Ministério das Cidades e da Fazenda, não é para quem sonha com a casa própria – isso fica para o Minha Casa, Minha Vida –, mas para aqueles que já possuem um imóvel e precisam consertá-lo ou adaptá-lo. Reparos em pisos, telhados, sistemas hidráulicos e elétricos, ampliação de cômodos ou instalação de rampas para deficientes: tudo isso pode ser financiado com empréstimos de R$ 5 mil a R$ 30 mil, parcelados em até 60 meses, sem comprometer mais de 25% da renda familiar. E o melhor: com juros subsidiados, variando de 1,17% ao mês para famílias de baixa renda (até R$ 3.200) a 1,95% para as de renda média (até R$ 9.600). Para quem ganha mais, há uma faixa com taxas de mercado, abastecida por R$ 10 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

O funding principal vem do Fundo Social do Pré-Sal, com R$ 30 bilhões destinados às faixas subsidiadas, totalizando R$ 40 bilhões em crédito disponível. A meta é ambiciosa: 1,5 milhão de contratações. E o processo parece desburocratizado – a partir de 3 de novembro, basta ir a uma agência da Caixa, apresentar o projeto, passar pela análise de crédito e receber 90% do valor adiantado, com os 10% restantes liberados após comprovação da obra. Não é preciso provar um “problema estrutural grave”; basta querer melhorar o lar. Isso inclui materiais, mão de obra, projetos e até visitas técnicas.

No discurso de lançamento, Lula não escondeu o tom de campanha. Cobrou o Banco Central pela redução dos juros – uma briga recorrente que, aliás, faz sentido em um contexto de crédito caro para o povo comum –, cutucou os empresários que reclamam de “gastos excessivos” do governo enquanto desfrutam de R$ 500 bilhões em desonerações fiscais, e reforçou a soberania nacional. “Não é preciso extorquir o povo”, disse ele, em uma crítica velada ao capitalismo predatório. É Lula em sua essência: populista, sim, mas com um pé na realidade social. Ele sabe que a classe média, espremida entre a inflação e o desemprego, é o eleitorado volátil que pode decidir 2026. Ao mirar nela, o presidente não só cumpre uma promessa de campanha como constrói uma narrativa de inclusão que vai além dos vulneráveis da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida (renda até R$ 2.850).

Aqui entra minha opinião: o Reforma Casa Brasil é uma iniciativa louvável e necessária. Em um Brasil onde milhões de residências sofrem com deficiências estruturais – segundo dados do IBGE, cerca de 20% das moradias urbanas apresentam problemas graves –, investir em reformas não é luxo, é urgência. Esse programa pode estimular a economia local, gerando empregos para pedreiros, eletricistas e fornecedores de materiais de construção. Imagine o impacto: famílias mais seguras, lares adaptados para idosos ou deficientes, e um ciclo virtuoso de consumo que aquece o PIB sem depender só de exportações de commodities.

Mas não sejamos ingênuos. Há um cheiro forte de eleitoralismo no ar. Lula, aos 80 anos em 2026, busca reeleição ou, no mínimo, fortalecer o PT para o sucessor. Apostar na classe média é estratégico: ela é vocal, influente nas redes e cansada de promessas vazias. O subsídio de R$ 7,3 bilhões, financiado pelo Pré-Sal – um recurso finito –, levanta questões sobre sustentabilidade fiscal. Em um país com dívida pública alta e juros elevados, priorizar reformas sobre, digamos, educação ou saúde pode ser questionável. E por que limitar a capitais e cidades grandes? Famílias em municípios menores também merecem tetos firmes.

Ainda assim, defendo que o lado positivo prevalece. Políticas como essa humanizam o governo, mostrando que o Estado pode ser parceiro, não só cobrador de impostos. Aos empresários que Lula criticou: sim, desonerações são generosas, mas e se usássemos parte delas para cofinanciar programas assim? Aos críticos do “gasto excessivo”: investir em moradia é investir em produtividade, saúde e bem-estar. Lula acerta ao perguntar: “De que lado a gente está e pra quem a gente quer governar?”

No fim das contas, o Reforma Casa Brasil pode ser o tijolo que faltava para reconstruir a confiança na gestão petista. Se bem executado – com transparência na Caixa e fiscalização rigorosa –, ele não só reformará casas, mas também o tecido social brasileiro. Que venham as reformas, e que elas sejam para todos, não só para votos.

ARTIGO – A CHUVA, A RESPONSABILIDADE E O COMPROMISSO DE UMA GESTORA

 

(Padre Carlos)

Em tempos em que muitos gestores se escondem atrás de discursos e gabinetes, a prefeita Sheila Lemos tem mostrado, mais uma vez, que o verdadeiro compromisso com a cidade vai muito além da retórica. Nesta segunda-feira (20), enquanto parte da população ainda observava os rastros das fortes chuvas do domingo, Sheila estava nas ruas — vistoriando pessoalmente as obras e acompanhando os impactos da chuva em diversos pontos de Vitória da Conquista.

A presença da prefeita nos locais atingidos — acompanhada do vice-prefeito Aloisio Alan, do secretário da Casa Civil, Ivanildo da Silva, e das equipes da Seinfra e da Emurc — demonstra um governo que não se contenta com relatórios de gabinete, mas prefere olhar nos olhos da realidade. E o que se constatou? Nenhuma obra municipal sofreu danos significativos. Apenas movimentações de terra, que são normais em períodos de chuva, especialmente em obras de macrodrenagem e pavimentação.

A exceção foi um ponto na Rua A, no Alto do Panorama, onde a Embasa havia feito uma intervenção na rede de abastecimento e não refez o asfalto. A chuva, naturalmente, agravou o problema. A Prefeitura já notificou a empresa para recompor o pavimento, numa ação que mostra zelo com o patrimônio público e respeito ao contribuinte.

O que se percebe, portanto, é que o planejamento preventivo da Prefeitura tem funcionado. Sheila Lemos lembrou que bairros como o Panorama e o Bateias II, que antes ficavam isolados em períodos de chuva, hoje atravessam as intempéries com normalidade. Isso é resultado direto dos investimentos em macrodrenagem e pavimentação realizados pelo programa Acelera Conquista, que vem mudando o cenário urbano da cidade e protegendo vidas e bens.

No caso da Avenida Brumado, onde se realiza uma das maiores obras de infraestrutura da cidade, a chuva apenas causou o acúmulo de material — nada que comprometa a estrutura. Segundo o engenheiro Paulo Rocha, diretor-presidente da Emurc, o transbordamento observado é comum em obras dessa natureza, sobretudo quando o canal antigo ainda está sendo substituído por uma nova estrutura, muito mais robusta e moderna.

Mais do que vistoriar, Sheila Lemos deu um exemplo de gestão responsável e transparente, pautada na presença e no diálogo. Em vez de buscar culpados, buscou soluções. Em vez de dramatizar a chuva, preferiu transformar o episódio em prova de resistência do trabalho que vem sendo feito.

É justamente nessas horas, quando o imprevisto chega, que se conhece a maturidade de um governo. E, neste caso, o resultado é claro: Vitória da Conquista está mais preparada, mais segura e melhor administrada.

A prefeita mostrou que a liderança de uma cidade não se mede por aparições em cerimônias, mas por ações concretas em momentos de desafio. A chuva passou, mas ficou a marca de uma gestão que tem os pés no barro e o olhar no futuro.

ARTIGO – A CHUVA, A RESPONSABILIDADE E O COMPROMISSO DE UMA GESTORA

 

(Padre Carlos)

Em tempos em que muitos gestores se escondem atrás de discursos e gabinetes, a prefeita Sheila Lemos tem mostrado, mais uma vez, que o verdadeiro compromisso com a cidade vai muito além da retórica. Nesta segunda-feira (20), enquanto parte da população ainda observava os rastros das fortes chuvas do domingo, Sheila estava nas ruas — vistoriando pessoalmente as obras e acompanhando os impactos da chuva em diversos pontos de Vitória da Conquista.

A presença da prefeita nos locais atingidos — acompanhada do vice-prefeito Aloisio Alan, do secretário da Casa Civil, Ivanildo da Silva, e das equipes da Seinfra e da Emurc — demonstra um governo que não se contenta com relatórios de gabinete, mas prefere olhar nos olhos da realidade. E o que se constatou? Nenhuma obra municipal sofreu danos significativos. Apenas movimentações de terra, que são normais em períodos de chuva, especialmente em obras de macrodrenagem e pavimentação.

A exceção foi um ponto na Rua A, no Alto do Panorama, onde a Embasa havia feito uma intervenção na rede de abastecimento e não refez o asfalto. A chuva, naturalmente, agravou o problema. A Prefeitura já notificou a empresa para recompor o pavimento, numa ação que mostra zelo com o patrimônio público e respeito ao contribuinte.

O que se percebe, portanto, é que o planejamento preventivo da Prefeitura tem funcionado. Sheila Lemos lembrou que bairros como o Panorama e o Bateias II, que antes ficavam isolados em períodos de chuva, hoje atravessam as intempéries com normalidade. Isso é resultado direto dos investimentos em macrodrenagem e pavimentação realizados pelo programa Acelera Conquista, que vem mudando o cenário urbano da cidade e protegendo vidas e bens.

No caso da Avenida Brumado, onde se realiza uma das maiores obras de infraestrutura da cidade, a chuva apenas causou o acúmulo de material — nada que comprometa a estrutura. Segundo o engenheiro Paulo Rocha, diretor-presidente da Emurc, o transbordamento observado é comum em obras dessa natureza, sobretudo quando o canal antigo ainda está sendo substituído por uma nova estrutura, muito mais robusta e moderna.

Mais do que vistoriar, Sheila Lemos deu um exemplo de gestão responsável e transparente, pautada na presença e no diálogo. Em vez de buscar culpados, buscou soluções. Em vez de dramatizar a chuva, preferiu transformar o episódio em prova de resistência do trabalho que vem sendo feito.

É justamente nessas horas, quando o imprevisto chega, que se conhece a maturidade de um governo. E, neste caso, o resultado é claro: Vitória da Conquista está mais preparada, mais segura e melhor administrada.

A prefeita mostrou que a liderança de uma cidade não se mede por aparições em cerimônias, mas por ações concretas em momentos de desafio. A chuva passou, mas ficou a marca de uma gestão que tem os pés no barro e o olhar no futuro.

Ivan Cordeiro e o Compromisso com a Cidade em Tempos de Tempestade

 

(Padre Carlos)

As chuvas que caíram sobre Vitória da Conquista no último domingo (19) deixaram marcas visíveis nas ruas e, sobretudo, nas preocupações dos moradores. A Avenida Brumado, uma das principais vias da cidade, voltou a ser palco de alagamentos e danos estruturais, reacendendo o debate sobre a qualidade das obras e a eficiência da aplicação dos recursos públicos.

Na manhã desta segunda-feira (20), o presidente da Câmara Municipal, vereador Ivan Cordeiro (PL), esteve no local para acompanhar os estragos e dialogar com a população. Seu gesto não foi apenas protocolar — foi simbólico. Representou a presença de um Legislativo atento, que não se esconde nos gabinetes, mas caminha sobre o chão encharcado da realidade.

A visita de Ivan Cordeiro à Avenida Brumado deve ser lida como um ato de fiscalização e empatia. Ao ouvir moradores e constatar de perto os prejuízos, o vereador reafirma o papel da Câmara como instrumento de equilíbrio entre poder e responsabilidade. Não é apenas o Executivo que executa — o Legislativo fiscaliza, cobra e, quando necessário, aponta caminhos. Essa postura é o que legitima a representação popular.

É fato que parte das obras do programa Finisa, financiadas com recursos importantes para o desenvolvimento urbano, foi comprometida pelas chuvas. Isso exige não apenas monitoramento técnico, mas também transparência na avaliação dos projetos, dos materiais utilizados e do acompanhamento das empreiteiras envolvidas. O que se espera é que a tragédia climática não se transforme em tragédia administrativa.

O gesto de Ivan Cordeiro vem em um momento em que a população clama por políticos mais próximos, mais humanos, menos retóricos e mais presentes. Sua fala — “Nossa missão é estar ao lado da população” — ganha eco em uma cidade que enfrenta os desafios de crescer e se modernizar sem perder o compromisso com as pessoas.

O exemplo deve ser seguido. A boa política começa no olhar atento, na escuta ativa e na presença física onde o problema acontece. É isso que diferencia o discurso do compromisso, a promessa do resultado.

Que o episódio sirva de lição: obras públicas não são apenas investimentos em concreto, mas em confiança. E confiança se constrói — ou se destrói — conforme a postura dos que governam e fiscalizam.

Em tempos de chuva, o que se espera de um bom político é exatamente isso: estar onde o povo está, não apenas para consolar, mas para agir. E nisso, Ivan Cordeiro acertou o caminho.

Ivan Cordeiro e o Compromisso com a Cidade em Tempos de Tempestade

 

(Padre Carlos)

As chuvas que caíram sobre Vitória da Conquista no último domingo (19) deixaram marcas visíveis nas ruas e, sobretudo, nas preocupações dos moradores. A Avenida Brumado, uma das principais vias da cidade, voltou a ser palco de alagamentos e danos estruturais, reacendendo o debate sobre a qualidade das obras e a eficiência da aplicação dos recursos públicos.

Na manhã desta segunda-feira (20), o presidente da Câmara Municipal, vereador Ivan Cordeiro (PL), esteve no local para acompanhar os estragos e dialogar com a população. Seu gesto não foi apenas protocolar — foi simbólico. Representou a presença de um Legislativo atento, que não se esconde nos gabinetes, mas caminha sobre o chão encharcado da realidade.

A visita de Ivan Cordeiro à Avenida Brumado deve ser lida como um ato de fiscalização e empatia. Ao ouvir moradores e constatar de perto os prejuízos, o vereador reafirma o papel da Câmara como instrumento de equilíbrio entre poder e responsabilidade. Não é apenas o Executivo que executa — o Legislativo fiscaliza, cobra e, quando necessário, aponta caminhos. Essa postura é o que legitima a representação popular.

É fato que parte das obras do programa Finisa, financiadas com recursos importantes para o desenvolvimento urbano, foi comprometida pelas chuvas. Isso exige não apenas monitoramento técnico, mas também transparência na avaliação dos projetos, dos materiais utilizados e do acompanhamento das empreiteiras envolvidas. O que se espera é que a tragédia climática não se transforme em tragédia administrativa.

O gesto de Ivan Cordeiro vem em um momento em que a população clama por políticos mais próximos, mais humanos, menos retóricos e mais presentes. Sua fala — “Nossa missão é estar ao lado da população” — ganha eco em uma cidade que enfrenta os desafios de crescer e se modernizar sem perder o compromisso com as pessoas.

O exemplo deve ser seguido. A boa política começa no olhar atento, na escuta ativa e na presença física onde o problema acontece. É isso que diferencia o discurso do compromisso, a promessa do resultado.

Que o episódio sirva de lição: obras públicas não são apenas investimentos em concreto, mas em confiança. E confiança se constrói — ou se destrói — conforme a postura dos que governam e fiscalizam.

Em tempos de chuva, o que se espera de um bom político é exatamente isso: estar onde o povo está, não apenas para consolar, mas para agir. E nisso, Ivan Cordeiro acertou o caminho.

Envelhecer com Coragem: A Beleza da Maturidade e o Valor da Autoestima

 

 

(Padre Carlos)

Envelhecer é uma arte. Uma arte rara, humana e profundamente libertadora. Em tempos em que o mundo venera a juventude e esconde as rugas sob filtros digitais, assumir a idade tornou-se um ato de rebeldia e amor próprio. “Quando a gente envelhece, a gente fica crocante, né?” — a frase, leve e espirituosa, revela algo essencial: o envelhecimento saudável não é decadência, é conquista.

Cada ruga carrega uma história. Cada marca na pele é o registro de uma emoção vivida, de uma vitória alcançada, de uma dor superada. É por isso que a beleza natural da maturidade deve ser celebrada, não disfarçada. O corpo muda, é verdade, mas ele se torna um mapa sagrado de experiências. As “pelanquinhas”, como se diz com humor, são troféus invisíveis da passagem do tempo — símbolos de uma vida que se recusou a ser superficial.

O envelhecimento saudável começa quando aceitamos o tempo como aliado, não como inimigo. A maturidade traz a serenidade que a juventude ainda não conhece: o saber escolher, o saber dizer não, o saber esperar. A autoestima na terceira idade nasce desse encontro com a própria história. É olhar o espelho e reconhecer-se inteiro, sem precisar da aprovação de ninguém.

É claro que o corpo cobra seu preço. “Vai doer? Vai, mas vai doer também se você não fizer”, diz o texto. Essa frase poderia ser um lema da vida madura: o de continuar em movimento, mesmo com dor. A disciplina é o segredo. Envelhecer bem não é parar, é persistir — caminhar, ler, dançar, amar, cuidar do corpo e da mente. É manter viva a curiosidade, o desejo e a fé.

A sociedade precisa reaprender o valor da maturidade. O idoso não é um ser invisível; é uma biblioteca viva. A cultura da juventude eterna nos faz esquecer que o tempo é o maior mestre da sabedoria. O envelhecimento saudável é também um exercício de espiritualidade: reconhecer que há beleza no limite, grandeza na paciência e plenitude em cada fase da vida.

Aos 50, 60 ou 70, há um novo brilho no olhar. Não é mais o brilho da descoberta, mas o da consciência. É a luz de quem já entendeu que a vida é curta demais para ter vergonha da própria idade. A maturidade nos devolve o essencial: o amor por nós mesmos.

Por isso, quando alguém diz “eu sou crocante”, está dizendo, na verdade: “sou inteiro, sou real, e continuo indo em frente”. E isso, no fim das contas, é o segredo da beleza eterna — aquela que o tempo não apaga, apenas aperfeiçoa.

Envelhecer com Coragem: A Beleza da Maturidade e o Valor da Autoestima

 

 

(Padre Carlos)

Envelhecer é uma arte. Uma arte rara, humana e profundamente libertadora. Em tempos em que o mundo venera a juventude e esconde as rugas sob filtros digitais, assumir a idade tornou-se um ato de rebeldia e amor próprio. “Quando a gente envelhece, a gente fica crocante, né?” — a frase, leve e espirituosa, revela algo essencial: o envelhecimento saudável não é decadência, é conquista.

Cada ruga carrega uma história. Cada marca na pele é o registro de uma emoção vivida, de uma vitória alcançada, de uma dor superada. É por isso que a beleza natural da maturidade deve ser celebrada, não disfarçada. O corpo muda, é verdade, mas ele se torna um mapa sagrado de experiências. As “pelanquinhas”, como se diz com humor, são troféus invisíveis da passagem do tempo — símbolos de uma vida que se recusou a ser superficial.

O envelhecimento saudável começa quando aceitamos o tempo como aliado, não como inimigo. A maturidade traz a serenidade que a juventude ainda não conhece: o saber escolher, o saber dizer não, o saber esperar. A autoestima na terceira idade nasce desse encontro com a própria história. É olhar o espelho e reconhecer-se inteiro, sem precisar da aprovação de ninguém.

É claro que o corpo cobra seu preço. “Vai doer? Vai, mas vai doer também se você não fizer”, diz o texto. Essa frase poderia ser um lema da vida madura: o de continuar em movimento, mesmo com dor. A disciplina é o segredo. Envelhecer bem não é parar, é persistir — caminhar, ler, dançar, amar, cuidar do corpo e da mente. É manter viva a curiosidade, o desejo e a fé.

A sociedade precisa reaprender o valor da maturidade. O idoso não é um ser invisível; é uma biblioteca viva. A cultura da juventude eterna nos faz esquecer que o tempo é o maior mestre da sabedoria. O envelhecimento saudável é também um exercício de espiritualidade: reconhecer que há beleza no limite, grandeza na paciência e plenitude em cada fase da vida.

Aos 50, 60 ou 70, há um novo brilho no olhar. Não é mais o brilho da descoberta, mas o da consciência. É a luz de quem já entendeu que a vida é curta demais para ter vergonha da própria idade. A maturidade nos devolve o essencial: o amor por nós mesmos.

Por isso, quando alguém diz “eu sou crocante”, está dizendo, na verdade: “sou inteiro, sou real, e continuo indo em frente”. E isso, no fim das contas, é o segredo da beleza eterna — aquela que o tempo não apaga, apenas aperfeiçoa.

ARTIGO – O Petróleo é Nosso: A Reconquista da Soberania Energética Brasileira

 

 

(Padre Carlos)

Depois de muita espera, resistência e luta política, o Brasil volta a afirmar sua soberania sobre uma de suas maiores riquezas: o petróleo. A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, 20, que o Ibama concedeu a licença para a perfuração do poço exploratório Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial brasileira — uma faixa estratégica que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá. Essa notícia marca não apenas um avanço tecnológico, mas um ato de independência nacional diante de pressões externas e narrativas que, sob o disfarce da preocupação ambiental, buscam frear o desenvolvimento do povo brasileiro.

Há décadas, o grito “O petróleo é nosso!” ecoa como símbolo de luta e identidade nacional. Hoje, ele ganha novo fôlego. É preciso reafirmar que o petróleo brasileiro pertence aos brasileiros — e não às ONGs estrangeiras financiadas por interesses ocultos, nem aos grupos ambientalistas europeus que tentam ditar regras sobre o que podemos ou não explorar em nosso próprio território. É irônico ver países que exploram o Ártico, constroem gasodutos e mantêm usinas a carvão quererem dar lições ao Brasil, que possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo.

O petróleo da Margem Equatorial pode representar um novo ciclo de prosperidade, principalmente para o Norte e o Nordeste, regiões historicamente esquecidas nos grandes projetos nacionais. Com responsabilidade ambiental, tecnologia e compromisso social, a Petrobras tem plenas condições de transformar essa riqueza em energia, emprego e dignidade para milhões de brasileiros.

Defender a exploração do petróleo não é negar o futuro verde, é garantir o presente com soberania. Nenhum país do mundo abre mão de suas riquezas estratégicas — muito menos em nome de discursos que escondem a velha dependência econômica que as potências tentam perpetuar.

A verdadeira sustentabilidade nasce do equilíbrio entre preservação e progresso. O Brasil pode e deve liderar essa nova era, mostrando que desenvolvimento e responsabilidade ambiental podem caminhar juntos — mas sob nossa decisão, nossa bandeira e nosso interesse nacional.

Hoje, quando a broca da Petrobras volta a tocar o fundo do mar da Margem Equatorial, não é apenas o petróleo que jorra — é o orgulho nacional, a lembrança de que esta nação nasceu para ser grande e soberana.

O petróleo é nosso. E o Brasil, finalmente, volta a ser dono do seu destino.

ARTIGO – O Petróleo é Nosso: A Reconquista da Soberania Energética Brasileira

 

 

(Padre Carlos)

Depois de muita espera, resistência e luta política, o Brasil volta a afirmar sua soberania sobre uma de suas maiores riquezas: o petróleo. A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, 20, que o Ibama concedeu a licença para a perfuração do poço exploratório Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial brasileira — uma faixa estratégica que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá. Essa notícia marca não apenas um avanço tecnológico, mas um ato de independência nacional diante de pressões externas e narrativas que, sob o disfarce da preocupação ambiental, buscam frear o desenvolvimento do povo brasileiro.

Há décadas, o grito “O petróleo é nosso!” ecoa como símbolo de luta e identidade nacional. Hoje, ele ganha novo fôlego. É preciso reafirmar que o petróleo brasileiro pertence aos brasileiros — e não às ONGs estrangeiras financiadas por interesses ocultos, nem aos grupos ambientalistas europeus que tentam ditar regras sobre o que podemos ou não explorar em nosso próprio território. É irônico ver países que exploram o Ártico, constroem gasodutos e mantêm usinas a carvão quererem dar lições ao Brasil, que possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo.

O petróleo da Margem Equatorial pode representar um novo ciclo de prosperidade, principalmente para o Norte e o Nordeste, regiões historicamente esquecidas nos grandes projetos nacionais. Com responsabilidade ambiental, tecnologia e compromisso social, a Petrobras tem plenas condições de transformar essa riqueza em energia, emprego e dignidade para milhões de brasileiros.

Defender a exploração do petróleo não é negar o futuro verde, é garantir o presente com soberania. Nenhum país do mundo abre mão de suas riquezas estratégicas — muito menos em nome de discursos que escondem a velha dependência econômica que as potências tentam perpetuar.

A verdadeira sustentabilidade nasce do equilíbrio entre preservação e progresso. O Brasil pode e deve liderar essa nova era, mostrando que desenvolvimento e responsabilidade ambiental podem caminhar juntos — mas sob nossa decisão, nossa bandeira e nosso interesse nacional.

Hoje, quando a broca da Petrobras volta a tocar o fundo do mar da Margem Equatorial, não é apenas o petróleo que jorra — é o orgulho nacional, a lembrança de que esta nação nasceu para ser grande e soberana.

O petróleo é nosso. E o Brasil, finalmente, volta a ser dono do seu destino.

ARTIGO – A Boia e o Peixe: O Sentido Humano do Bolsa Família

 

(Padre Carlos)

Há frases que resistem ao tempo porque tocam o essencial da condição humana. Uma delas nasceu de um diálogo entre dois homens que, à sua maneira, buscavam compreender o Brasil: o empresário Norberto Odebrecht e o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, criador do movimento Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Diante da clássica máxima empresarial — “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe” —, Betinho respondeu com a doçura firme de quem conhece a realidade:

“Dr. Norberto, se alguém estiver se afogando, o senhor joga a boia ou vai ensinar a nadar?”

Essa resposta, simples e poderosa, traduz o espírito do Bolsa Família, talvez o programa social mais emblemático da história recente do Brasil.

O Bolsa Família não é um prêmio nem um favor. É uma boia de emergência lançada a milhões de brasileiros que, sem ela, afundariam na miséria. Filosoficamente, ele toca no cerne do que Kant chamaria de imperativo moral: o dever ético de socorrer o outro em situação de necessidade, não como ato de caridade, mas de humanidade.

Psicologicamente, a fome destrói o que há de mais básico no ser humano: a energia vital para existir. “Saco vazio não fica em pé”, diz o povo com a sabedoria de quem aprendeu com a vida. Como exigir produtividade, esperança e busca de trabalho de alguém que não tem o que comer ao amanhecer? Antes de ensinar a pescar, é preciso garantir que haja forças para segurar a vara.

O Bolsa Família é, portanto, um programa emergencial e civilizatório, não um projeto de dependência. Ao contrário do que muitos repetem, quem recebe o benefício não deseja viver dele, mas dele se levanta. O que dignifica o homem não é o subsídio, mas o trabalho que o retira da condição de necessitado. E é justamente por isso que programas assim são pontes, não portos.

É preciso lembrar que a desigualdade brasileira não nasceu de preguiça, mas de uma história estrutural de exclusão, concentrada no campo e nas periferias urbanas. Quando o Estado chega com uma transferência mínima de renda, ele está apenas devolvendo uma parte da dignidade que o próprio sistema negou.

Norberto Odebrecht, homem prático e construtor, entendeu a lição de Betinho: “Na situação emergencial, você precisa de uma saída emergencial.” É disso que se trata o Bolsa Família — de lançar a boia para que o país inteiro não se afogue em sua própria desigualdade.

E como bem lembrava Paulo Freire, outro educador das consciências:

“Ninguém se liberta sozinho, os homens se libertam em comunhão.”

O Bolsa Família é o gesto coletivo de um país que, por instantes, compreendeu que a fome não é um problema individual, mas uma ferida moral que diz respeito a todos nós.

Enquanto houver quem precise de uma boia, que o Brasil não economize solidariedade. Ensinar a pescar é nobre — mas só depois que o pescador tiver o que comer.

ARTIGO – A Boia e o Peixe: O Sentido Humano do Bolsa Família

 

(Padre Carlos)

Há frases que resistem ao tempo porque tocam o essencial da condição humana. Uma delas nasceu de um diálogo entre dois homens que, à sua maneira, buscavam compreender o Brasil: o empresário Norberto Odebrecht e o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, criador do movimento Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Diante da clássica máxima empresarial — “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe” —, Betinho respondeu com a doçura firme de quem conhece a realidade:

“Dr. Norberto, se alguém estiver se afogando, o senhor joga a boia ou vai ensinar a nadar?”

Essa resposta, simples e poderosa, traduz o espírito do Bolsa Família, talvez o programa social mais emblemático da história recente do Brasil.

O Bolsa Família não é um prêmio nem um favor. É uma boia de emergência lançada a milhões de brasileiros que, sem ela, afundariam na miséria. Filosoficamente, ele toca no cerne do que Kant chamaria de imperativo moral: o dever ético de socorrer o outro em situação de necessidade, não como ato de caridade, mas de humanidade.

Psicologicamente, a fome destrói o que há de mais básico no ser humano: a energia vital para existir. “Saco vazio não fica em pé”, diz o povo com a sabedoria de quem aprendeu com a vida. Como exigir produtividade, esperança e busca de trabalho de alguém que não tem o que comer ao amanhecer? Antes de ensinar a pescar, é preciso garantir que haja forças para segurar a vara.

O Bolsa Família é, portanto, um programa emergencial e civilizatório, não um projeto de dependência. Ao contrário do que muitos repetem, quem recebe o benefício não deseja viver dele, mas dele se levanta. O que dignifica o homem não é o subsídio, mas o trabalho que o retira da condição de necessitado. E é justamente por isso que programas assim são pontes, não portos.

É preciso lembrar que a desigualdade brasileira não nasceu de preguiça, mas de uma história estrutural de exclusão, concentrada no campo e nas periferias urbanas. Quando o Estado chega com uma transferência mínima de renda, ele está apenas devolvendo uma parte da dignidade que o próprio sistema negou.

Norberto Odebrecht, homem prático e construtor, entendeu a lição de Betinho: “Na situação emergencial, você precisa de uma saída emergencial.” É disso que se trata o Bolsa Família — de lançar a boia para que o país inteiro não se afogue em sua própria desigualdade.

E como bem lembrava Paulo Freire, outro educador das consciências:

“Ninguém se liberta sozinho, os homens se libertam em comunhão.”

O Bolsa Família é o gesto coletivo de um país que, por instantes, compreendeu que a fome não é um problema individual, mas uma ferida moral que diz respeito a todos nós.

Enquanto houver quem precise de uma boia, que o Brasil não economize solidariedade. Ensinar a pescar é nobre — mas só depois que o pescador tiver o que comer.

ARTIGO – A Bahia Não Pode Abrir Mão de Rui Costa: A Lógica da Responsabilidade e o Risco da Loucura

 

(Padre Carlos)

Há momentos na história política de um Estado em que o bom senso precisa falar mais alto do que o orgulho e a vaidade. A Bahia vive um desses momentos. A eventual saída de Rui Costa da Casa Civil seria, para o governo federal e sobretudo para o Nordeste, uma perda estratégica de proporções incalculáveis. Não podemos — por caprichos pessoais ou por projetos eleitorais antecipados — abrir mão de um dos cargos mais importantes do governo Lula, ocupado por um dos mais experientes e articulados líderes baianos da atualidade.

Rui Costa não está na Casa Civil por acaso. Sua presença no centro das decisões nacionais é resultado de uma trajetória marcada pela eficiência, lealdade política e pela capacidade de gestão que o tornou uma referência nacional. A Bahia, com sua força simbólica e política, ganha representatividade quando tem um dos seus na linha de frente do governo federal. Perder essa cadeira seria o mesmo que rasgar um bilhete premiado em nome de um impulso emocional.

Não se trata aqui de idolatria política, mas de estratégia e responsabilidade. Quando Rui afirma que “as conversas serão intensificadas na virada do ano” e que “a decisão será coletiva”, ele envia uma mensagem clara: há consciência do peso da sua função e das consequências que uma mudança precipitada poderia causar.

A Casa Civil é mais do que um ministério — é o coração político do governo. É dali que se coordenam projetos, se desenham estratégias, se costuram alianças e se traduzem em prática as diretrizes do presidente. Entregar esse cargo, neste momento delicado, seria como abandonar o leme em meio a uma tempestade, e a Bahia não pode se dar a esse luxo.

Há quem defenda a substituição em nome de reacomodações internas, de supostas “renovações”, ou até de ajustes eleitorais para 2026. Mas política não é campo de vaidades, é terreno de responsabilidade. Se não há consenso em torno do nome de Ângelo Coronel, que se converse com Otto Alencar, que se busque uma solução dentro do grupo, mas jamais fora dele. Abrir mão da Casa Civil por divergências internas seria uma irresponsabilidade política que beira a loucura.

Rui representa, hoje, uma ponte entre o Planalto e o Nordeste, entre a técnica e a sensibilidade social. Sua permanência é garantia de que a Bahia continuará com voz ativa nas decisões de Brasília, e que o projeto de reconstrução do país seguirá com equilíbrio.

A política exige grandeza — e grandeza é saber preservar o que é essencial. Que o grupo político da Bahia saiba compreender isso a tempo. Porque perder Rui na Casa Civil não seria apenas perder um ministro — seria permitir que o ego derrotasse a razão, e que a Bahia deixasse escapar uma das suas mais poderosas vozes no cenário nacional.

ARTIGO – A Bahia Não Pode Abrir Mão de Rui Costa: A Lógica da Responsabilidade e o Risco da Loucura

 

(Padre Carlos)

Há momentos na história política de um Estado em que o bom senso precisa falar mais alto do que o orgulho e a vaidade. A Bahia vive um desses momentos. A eventual saída de Rui Costa da Casa Civil seria, para o governo federal e sobretudo para o Nordeste, uma perda estratégica de proporções incalculáveis. Não podemos — por caprichos pessoais ou por projetos eleitorais antecipados — abrir mão de um dos cargos mais importantes do governo Lula, ocupado por um dos mais experientes e articulados líderes baianos da atualidade.

Rui Costa não está na Casa Civil por acaso. Sua presença no centro das decisões nacionais é resultado de uma trajetória marcada pela eficiência, lealdade política e pela capacidade de gestão que o tornou uma referência nacional. A Bahia, com sua força simbólica e política, ganha representatividade quando tem um dos seus na linha de frente do governo federal. Perder essa cadeira seria o mesmo que rasgar um bilhete premiado em nome de um impulso emocional.

Não se trata aqui de idolatria política, mas de estratégia e responsabilidade. Quando Rui afirma que “as conversas serão intensificadas na virada do ano” e que “a decisão será coletiva”, ele envia uma mensagem clara: há consciência do peso da sua função e das consequências que uma mudança precipitada poderia causar.

A Casa Civil é mais do que um ministério — é o coração político do governo. É dali que se coordenam projetos, se desenham estratégias, se costuram alianças e se traduzem em prática as diretrizes do presidente. Entregar esse cargo, neste momento delicado, seria como abandonar o leme em meio a uma tempestade, e a Bahia não pode se dar a esse luxo.

Há quem defenda a substituição em nome de reacomodações internas, de supostas “renovações”, ou até de ajustes eleitorais para 2026. Mas política não é campo de vaidades, é terreno de responsabilidade. Se não há consenso em torno do nome de Ângelo Coronel, que se converse com Otto Alencar, que se busque uma solução dentro do grupo, mas jamais fora dele. Abrir mão da Casa Civil por divergências internas seria uma irresponsabilidade política que beira a loucura.

Rui representa, hoje, uma ponte entre o Planalto e o Nordeste, entre a técnica e a sensibilidade social. Sua permanência é garantia de que a Bahia continuará com voz ativa nas decisões de Brasília, e que o projeto de reconstrução do país seguirá com equilíbrio.

A política exige grandeza — e grandeza é saber preservar o que é essencial. Que o grupo político da Bahia saiba compreender isso a tempo. Porque perder Rui na Casa Civil não seria apenas perder um ministro — seria permitir que o ego derrotasse a razão, e que a Bahia deixasse escapar uma das suas mais poderosas vozes no cenário nacional.

ARTIGO – (Por que deixamos Odete escapar?) e (Padre Carlos)

 

 

A cena final em que Odete Roitman, a grande vilã de Vale Tudo, não apenas sobrevive ao tiro como consegue simular a própria morte e fugir do país, deixou mais do que um burburinho televisivo: gerou um espelho desconfortável do que estamos aceitando como sociedade. A novela histórica e o remake convergem num ponto cruel — a narrativa expõe que poder, influência e dinheiro criam atalhos que a justiça formal nem sempre consegue perseguir. Essa fatura não é apenas dramatúrgica; é cultural.

Quando a mídia transforma o enredo em debate público, ela pode tanto iluminar quanto anestesiar. Ao reproduzir com fúria a polarização entre “merece castigo” e “merece clemência”, parte do jornalismo alimenta um teatro de exceções: normaliza-se o desejo de vingança e, ao mesmo tempo, relativiza-se o processo judicial. O risco é nítido — se a narrativa coletiva passa a imaginar que ‘quem tem dinheiro pode tudo’, o imaginário social assimilado é o da impunidade latente, e isso corrói a confiança nas instituições.

Há uma lógica psicológica por trás da comoção: precisamos de finais morais que nos reajustem o mundo. Vemos isso nas discussões públicas — o clamor por “justiçamento” é, em essência, uma busca de restauração emocional. Filosoficamente, contudo, esse clamor enfrenta um limite ético: aceitar o assassinato como punição, ou apoiar soluções extrajudiciais, equivale a declarar que a sociedade abdica do princípio de legalidade. Ao celebrar um castigo sem julgamento, entramos numa via que termina onde começa o esquadrão da morte. É uma regressão civilizacional.

Pergunto, então: por que deixamos Odete escapar? Porque, ao reagirmos com paixão e espetáculo, confundimos catarse com justiça. Porque parte da mídia transforma crime e punição em entretenimento e, nesse processo, dessensibiliza. Porque uma cultura que tolera atalhos de poder, que admira a esperteza que dribla a lei, está permitindo — simbólica e efetivamente — que o crime “compense”. O perigo maior não é somente Odete escapar na ficção, mas a naturalização dessa lógica fora das telas.

Se existe uma lição, ela não é sobre quem matou ou deixou escapar uma vilã: é sobre nós — nossa capacidade de resistir ao desejo imediato por vingança e de reafirmar que justiça é processo, não espetáculo. Se aceitarmos a impunidade, se aplaudirmos o justo a partir do tribunal das redes, seremos cúmplices de uma erosão maior: a perda da noção de que nenhum cidadão, por mais poderoso, pode estar acima da lei.

ARTIGO – (Por que deixamos Odete escapar?) e (Padre Carlos)

 

 

A cena final em que Odete Roitman, a grande vilã de Vale Tudo, não apenas sobrevive ao tiro como consegue simular a própria morte e fugir do país, deixou mais do que um burburinho televisivo: gerou um espelho desconfortável do que estamos aceitando como sociedade. A novela histórica e o remake convergem num ponto cruel — a narrativa expõe que poder, influência e dinheiro criam atalhos que a justiça formal nem sempre consegue perseguir. Essa fatura não é apenas dramatúrgica; é cultural.

Quando a mídia transforma o enredo em debate público, ela pode tanto iluminar quanto anestesiar. Ao reproduzir com fúria a polarização entre “merece castigo” e “merece clemência”, parte do jornalismo alimenta um teatro de exceções: normaliza-se o desejo de vingança e, ao mesmo tempo, relativiza-se o processo judicial. O risco é nítido — se a narrativa coletiva passa a imaginar que ‘quem tem dinheiro pode tudo’, o imaginário social assimilado é o da impunidade latente, e isso corrói a confiança nas instituições.

Há uma lógica psicológica por trás da comoção: precisamos de finais morais que nos reajustem o mundo. Vemos isso nas discussões públicas — o clamor por “justiçamento” é, em essência, uma busca de restauração emocional. Filosoficamente, contudo, esse clamor enfrenta um limite ético: aceitar o assassinato como punição, ou apoiar soluções extrajudiciais, equivale a declarar que a sociedade abdica do princípio de legalidade. Ao celebrar um castigo sem julgamento, entramos numa via que termina onde começa o esquadrão da morte. É uma regressão civilizacional.

Pergunto, então: por que deixamos Odete escapar? Porque, ao reagirmos com paixão e espetáculo, confundimos catarse com justiça. Porque parte da mídia transforma crime e punição em entretenimento e, nesse processo, dessensibiliza. Porque uma cultura que tolera atalhos de poder, que admira a esperteza que dribla a lei, está permitindo — simbólica e efetivamente — que o crime “compense”. O perigo maior não é somente Odete escapar na ficção, mas a naturalização dessa lógica fora das telas.

Se existe uma lição, ela não é sobre quem matou ou deixou escapar uma vilã: é sobre nós — nossa capacidade de resistir ao desejo imediato por vingança e de reafirmar que justiça é processo, não espetáculo. Se aceitarmos a impunidade, se aplaudirmos o justo a partir do tribunal das redes, seremos cúmplices de uma erosão maior: a perda da noção de que nenhum cidadão, por mais poderoso, pode estar acima da lei.

ARTIGO – Vitória da Conquista: Um Exemplo Nacional na Proteção da Infância

 

(Padre Carlos)

Em tempos em que as manchetes frequentemente trazem notícias sobre a violência, a negligência e o abandono sofridos por nossas crianças e adolescentes, é motivo de orgulho ver Vitória da Conquista ser reconhecida, pela segunda vez consecutiva, com o Prêmio Prioridade Absoluta, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse reconhecimento, que em 2024 premiou o Complexo de Escuta Protegida e agora consagra o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cidca), coloca o município no mapa das boas práticas em políticas públicas de proteção infantojuvenil no Brasil.

Mais do que uma premiação simbólica, o Prêmio Prioridade Absoluta representa o coroamento de uma política pública que entende a infância e a adolescência como prioridade absoluta, e não como retórica de discurso. Criado pelo CNJ, o prêmio valoriza ações que modernizam e tornam mais eficientes as redes de proteção, estimulando a integração entre os diversos órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos. E é exatamente isso que o Cidca tem feito com notável competência.

Inaugurado em 2015 e ampliado em 2021, o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente é um espaço que traduz, na prática, a ideia de um atendimento humanizado, intersetorial e resolutivo. Reunindo sob o mesmo teto instituições como o Creas, os Conselhos Tutelares, a Defensoria Pública, a Promotoria da Infância e Juventude, o Núcleo da Criança e do Adolescente da Polícia Civil e o Complexo de Escuta Protegida, o Cidca evita que vítimas e famílias revivam seus traumas ao percorrer inúmeros órgãos em busca de ajuda.

Esse modelo, além de reduzir a revitimização, cria uma rede de cuidado que atua com celeridade, sensibilidade e eficácia — três palavras que deveriam ser regra, mas que ainda são exceção em boa parte do país. Em um contexto social de tantas carências e desigualdades, essa estrutura integrada torna-se um verdadeiro porto seguro institucional, onde as crianças são tratadas não como números, mas como vidas com futuro e dignidade.

O reconhecimento do CNJ é também um reconhecimento ao trabalho coletivo e à gestão que compreendeu que política social não é gasto, é investimento. Como destacou o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias, essa conquista é fruto de um esforço conjunto entre servidores, gestores e parceiros comprometidos com a causa da infância. O promotor Marcos Coelho reforça a mesma ideia ao lembrar que a vitória é de todos — do Ministério Público, do Executivo, das equipes técnicas e, sobretudo, das crianças e adolescentes que hoje têm um atendimento mais digno.

Vitória da Conquista, muitas vezes vista apenas por seus desafios urbanos e econômicos, dá agora uma lição de cidadania e humanidade ao Brasil. Num cenário nacional onde tantas políticas públicas sofrem com cortes, improvisos e descontinuidade, ver um município do interior da Bahia se destacar com um modelo de gestão eficiente, integrado e inovador é sinal de que é possível fazer diferente — e melhor.

A conquista do Prêmio Prioridade Absoluta 2025 não é apenas uma medalha institucional. É um selo de esperança. É o reconhecimento de que, quando o poder público atua com empatia, técnica e compromisso, a infância deixa de ser uma estatística e passa a ser, de fato, uma prioridade absoluta.

Que esse exemplo inspire outras cidades do Brasil. Porque proteger a infância é, em última instância, proteger o futuro.

ARTIGO – Vitória da Conquista: Um Exemplo Nacional na Proteção da Infância

 

(Padre Carlos)

Em tempos em que as manchetes frequentemente trazem notícias sobre a violência, a negligência e o abandono sofridos por nossas crianças e adolescentes, é motivo de orgulho ver Vitória da Conquista ser reconhecida, pela segunda vez consecutiva, com o Prêmio Prioridade Absoluta, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse reconhecimento, que em 2024 premiou o Complexo de Escuta Protegida e agora consagra o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cidca), coloca o município no mapa das boas práticas em políticas públicas de proteção infantojuvenil no Brasil.

Mais do que uma premiação simbólica, o Prêmio Prioridade Absoluta representa o coroamento de uma política pública que entende a infância e a adolescência como prioridade absoluta, e não como retórica de discurso. Criado pelo CNJ, o prêmio valoriza ações que modernizam e tornam mais eficientes as redes de proteção, estimulando a integração entre os diversos órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos. E é exatamente isso que o Cidca tem feito com notável competência.

Inaugurado em 2015 e ampliado em 2021, o Centro Integrado dos Direitos da Criança e do Adolescente é um espaço que traduz, na prática, a ideia de um atendimento humanizado, intersetorial e resolutivo. Reunindo sob o mesmo teto instituições como o Creas, os Conselhos Tutelares, a Defensoria Pública, a Promotoria da Infância e Juventude, o Núcleo da Criança e do Adolescente da Polícia Civil e o Complexo de Escuta Protegida, o Cidca evita que vítimas e famílias revivam seus traumas ao percorrer inúmeros órgãos em busca de ajuda.

Esse modelo, além de reduzir a revitimização, cria uma rede de cuidado que atua com celeridade, sensibilidade e eficácia — três palavras que deveriam ser regra, mas que ainda são exceção em boa parte do país. Em um contexto social de tantas carências e desigualdades, essa estrutura integrada torna-se um verdadeiro porto seguro institucional, onde as crianças são tratadas não como números, mas como vidas com futuro e dignidade.

O reconhecimento do CNJ é também um reconhecimento ao trabalho coletivo e à gestão que compreendeu que política social não é gasto, é investimento. Como destacou o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias, essa conquista é fruto de um esforço conjunto entre servidores, gestores e parceiros comprometidos com a causa da infância. O promotor Marcos Coelho reforça a mesma ideia ao lembrar que a vitória é de todos — do Ministério Público, do Executivo, das equipes técnicas e, sobretudo, das crianças e adolescentes que hoje têm um atendimento mais digno.

Vitória da Conquista, muitas vezes vista apenas por seus desafios urbanos e econômicos, dá agora uma lição de cidadania e humanidade ao Brasil. Num cenário nacional onde tantas políticas públicas sofrem com cortes, improvisos e descontinuidade, ver um município do interior da Bahia se destacar com um modelo de gestão eficiente, integrado e inovador é sinal de que é possível fazer diferente — e melhor.

A conquista do Prêmio Prioridade Absoluta 2025 não é apenas uma medalha institucional. É um selo de esperança. É o reconhecimento de que, quando o poder público atua com empatia, técnica e compromisso, a infância deixa de ser uma estatística e passa a ser, de fato, uma prioridade absoluta.

Que esse exemplo inspire outras cidades do Brasil. Porque proteger a infância é, em última instância, proteger o futuro.