Política e Resenha

O Sonho Que Todo Brasileiro Já Teve — e Eu Ousei Dizer em Voz Alta

 

 

Por Padre Carlos Roberto

Na noite passada, tive um sonho.
Um sonho tão vívido que acordei suando, com o coração acelerado e uma sensação estranha de alívio — como se finalmente tivesse dito tudo aquilo que há anos está entalado na garganta de milhões de brasileiros.

No sonho, eu estava no plenário da Câmara dos Deputados.
O ambiente era o mesmo de sempre: tapete verde, discursos longos, olhares dissimulados e celulares piscando sob as mesas. Mas, naquele instante, um silêncio pesado dominava o ar. Todos olhavam para mim.
E então, tomei a palavra — não como político, mas como cidadão.
Comecei assim:


“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

Permitam-me dizer com toda a franqueza — quem vive o dia a dia desta Casa, quem sente o cheiro da política correndo pelos corredores de mármore e pelos gabinetes com ar-condicionado, sabe: o Centrão é a pior coisa que aconteceu à política brasileira.

Não tem ideologia, não tem moral, não tem ética. É tudo transacional.
O Centrão é governo em qualquer governo. Ontem foi Bolsonaro, hoje é Lula, e amanhã… Deus saberá o que será. O que muda é apenas o endereço do poder, mas o sistema é o mesmo.

(Aparte de um deputado) — “Mas o Centrão dá estabilidade ao governo!”
Respondo: estabilidade pra quem, meu caro colega? Pro país ou pros acordos de bastidores? Estabilidade não é sinônimo de subserviência. Estabilidade sem princípios é só conveniência institucionalizada.

Senhoras e senhores, o problema do Brasil não é a falta de partidos — é o excesso deles.
Mais de 30 partidos!
E eu pergunto: precisamos de 30 partidos para governar um país?
Claro que não.

O que temos são uniões com fins lucrativos, verdadeiras empresas políticas. Cada partido é um CNPJ que vive do fundo partidário, do tempo de TV e da barganha por cargos.
A política virou um negócio, e o cidadão, um detalhe estatístico.

Eu costumo dizer — o Brasil não tem democracia plena, tem uma democracia de fachada, uma encenação cara e ineficiente.
E o pior é que todo mundo, dentro e fora daqui, finge que acredita nela.”**


Nesse ponto, no sonho, lembro-me de ouvir murmúrios no plenário. Alguns batiam discretos aplausos, outros reviravam os olhos — como quem vê o espelho e não gosta do reflexo.
Mas eu segui.

Falei que o Brasil não precisa de 30 legendas, precisa de cinco forças ideológicas claras — Direita, Centro-Direita, Centro, Centro-Esquerda e Esquerda.
Chega de cacarejo partidário, chega de legenda de aluguel, chega da política do “me dá que eu te apoio”.

Disse também que o país precisa reduzir o tamanho do Congresso:
200 deputados são suficientes para representar 200 milhões de brasileiros.
Um senador por estado basta.
Menos custo, mais decência.

E quando olhei ao redor, vi rostos petrificados.
Alguns com raiva, outros com culpa.
E ali, no meio daquele silêncio, eu concluí o discurso que talvez nunca aconteça de verdade, mas que mora no desejo de todo cidadão honesto deste país:


**“Sr. Presidente, quando a democracia custa mais do que o povo pode pagar, ela deixa de ser um direito e passa a ser um luxo.
E o povo brasileiro não aguenta mais bancar esse luxo de uma elite política que se serve do Estado em vez de servi-lo.

Enquanto o Centrão continuar mandando, o Brasil continuará cativo de sua própria mediocridade.
A verdadeira reforma política começa aqui, dentro desta Casa, quando cada um de nós tiver coragem de cortar na própria carne.

Menos partidos, menos deputados, menos privilégios — mais país.

Muito obrigado, Sr. Presidente.”**


Acordei antes dos aplausos.
Mas, por alguns segundos, juro que ouvi o eco das palmas — o som que talvez represente a esperança sufocada de um povo inteiro.
E percebi que, mesmo em sonho, há verdades que não podem mais ser caladas.

Porque o Brasil ainda dorme, mas o sonho de um país decente continua vivo — e pode despertar a qualquer momento.

O Sonho Que Todo Brasileiro Já Teve — e Eu Ousei Dizer em Voz Alta

 

 

Por Padre Carlos Roberto

Na noite passada, tive um sonho.
Um sonho tão vívido que acordei suando, com o coração acelerado e uma sensação estranha de alívio — como se finalmente tivesse dito tudo aquilo que há anos está entalado na garganta de milhões de brasileiros.

No sonho, eu estava no plenário da Câmara dos Deputados.
O ambiente era o mesmo de sempre: tapete verde, discursos longos, olhares dissimulados e celulares piscando sob as mesas. Mas, naquele instante, um silêncio pesado dominava o ar. Todos olhavam para mim.
E então, tomei a palavra — não como político, mas como cidadão.
Comecei assim:


“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

Permitam-me dizer com toda a franqueza — quem vive o dia a dia desta Casa, quem sente o cheiro da política correndo pelos corredores de mármore e pelos gabinetes com ar-condicionado, sabe: o Centrão é a pior coisa que aconteceu à política brasileira.

Não tem ideologia, não tem moral, não tem ética. É tudo transacional.
O Centrão é governo em qualquer governo. Ontem foi Bolsonaro, hoje é Lula, e amanhã… Deus saberá o que será. O que muda é apenas o endereço do poder, mas o sistema é o mesmo.

(Aparte de um deputado) — “Mas o Centrão dá estabilidade ao governo!”
Respondo: estabilidade pra quem, meu caro colega? Pro país ou pros acordos de bastidores? Estabilidade não é sinônimo de subserviência. Estabilidade sem princípios é só conveniência institucionalizada.

Senhoras e senhores, o problema do Brasil não é a falta de partidos — é o excesso deles.
Mais de 30 partidos!
E eu pergunto: precisamos de 30 partidos para governar um país?
Claro que não.

O que temos são uniões com fins lucrativos, verdadeiras empresas políticas. Cada partido é um CNPJ que vive do fundo partidário, do tempo de TV e da barganha por cargos.
A política virou um negócio, e o cidadão, um detalhe estatístico.

Eu costumo dizer — o Brasil não tem democracia plena, tem uma democracia de fachada, uma encenação cara e ineficiente.
E o pior é que todo mundo, dentro e fora daqui, finge que acredita nela.”**


Nesse ponto, no sonho, lembro-me de ouvir murmúrios no plenário. Alguns batiam discretos aplausos, outros reviravam os olhos — como quem vê o espelho e não gosta do reflexo.
Mas eu segui.

Falei que o Brasil não precisa de 30 legendas, precisa de cinco forças ideológicas claras — Direita, Centro-Direita, Centro, Centro-Esquerda e Esquerda.
Chega de cacarejo partidário, chega de legenda de aluguel, chega da política do “me dá que eu te apoio”.

Disse também que o país precisa reduzir o tamanho do Congresso:
200 deputados são suficientes para representar 200 milhões de brasileiros.
Um senador por estado basta.
Menos custo, mais decência.

E quando olhei ao redor, vi rostos petrificados.
Alguns com raiva, outros com culpa.
E ali, no meio daquele silêncio, eu concluí o discurso que talvez nunca aconteça de verdade, mas que mora no desejo de todo cidadão honesto deste país:


**“Sr. Presidente, quando a democracia custa mais do que o povo pode pagar, ela deixa de ser um direito e passa a ser um luxo.
E o povo brasileiro não aguenta mais bancar esse luxo de uma elite política que se serve do Estado em vez de servi-lo.

Enquanto o Centrão continuar mandando, o Brasil continuará cativo de sua própria mediocridade.
A verdadeira reforma política começa aqui, dentro desta Casa, quando cada um de nós tiver coragem de cortar na própria carne.

Menos partidos, menos deputados, menos privilégios — mais país.

Muito obrigado, Sr. Presidente.”**


Acordei antes dos aplausos.
Mas, por alguns segundos, juro que ouvi o eco das palmas — o som que talvez represente a esperança sufocada de um povo inteiro.
E percebi que, mesmo em sonho, há verdades que não podem mais ser caladas.

Porque o Brasil ainda dorme, mas o sonho de um país decente continua vivo — e pode despertar a qualquer momento.

A Honra de Dizer a Verdade

 

 


por Padre Carlos Roberto

Em tempos em que a palavra se prostitui nas praças digitais e a verdade se esconde entre os ruídos da conveniência, ser articulista tornou-se um ato de resistência. Escrever não é apenas comunicar, mas assumir uma responsabilidade ética diante do outro — o leitor, o cidadão, o ser humano que ainda acredita que a palavra pode iluminar. Eu escrevo não por vaidade de opinião, mas por necessidade de consciência. Escrevo porque calar seria trair aquilo que há de mais digno no ofício da vida pública: o compromisso com a verdade possível, mesmo quando ela é incômoda.

Não reclamo a posse da verdade — seria arrogância e cegueira. O que reivindico é o direito e o dever de buscá-la, com a limpidez de quem prefere a honestidade à conveniência. Escrevo com liberdade e com inteireza, como quem não deseja esconder nada no coração. Porque sei que uma voz só tem valor quando nasce limpa da alma, quando se recusa a negociar princípios em nome do aplauso fácil ou do silêncio cúmplice.

Sou um homem devotado a causas impessoais — essas que não cabem em slogans, mas se afirmam na dor silenciosa dos oprimidos. Luto pelos humilhados, pelos esquecidos, pelos que vivem à margem do discurso oficial e da indiferença cotidiana. Não o faço por ideologia, nem por religião, mas por uma forma de fé humana: o respeito pelos outros. Amar os que sofrem não é um mandamento teológico, é um gesto de decência. Estender a mão não é santidade — é simplesmente humanidade.

Porque, no fim das contas, não escrevo apenas para informar, mas para formar. Formar consciência, caráter, compaixão. Em cada linha, tento sustentar um fio de esperança de que ainda é possível pensar o mundo com ética e sentir o outro com ternura.

E se me perguntam o que sou, respondo sem hesitar: sou um homem que escreve como quem reza, não por devoção a dogmas, mas por amor à dignidade. Escrevo porque creio que a palavra justa é a última trincheira do homem livre. E enquanto houver alguém disposto a ouvir, continuarei aqui — fiel à verdade que não possuo, mas que, mesmo assim, todos os dias, busco merecer.

A Honra de Dizer a Verdade

 

 


por Padre Carlos Roberto

Em tempos em que a palavra se prostitui nas praças digitais e a verdade se esconde entre os ruídos da conveniência, ser articulista tornou-se um ato de resistência. Escrever não é apenas comunicar, mas assumir uma responsabilidade ética diante do outro — o leitor, o cidadão, o ser humano que ainda acredita que a palavra pode iluminar. Eu escrevo não por vaidade de opinião, mas por necessidade de consciência. Escrevo porque calar seria trair aquilo que há de mais digno no ofício da vida pública: o compromisso com a verdade possível, mesmo quando ela é incômoda.

Não reclamo a posse da verdade — seria arrogância e cegueira. O que reivindico é o direito e o dever de buscá-la, com a limpidez de quem prefere a honestidade à conveniência. Escrevo com liberdade e com inteireza, como quem não deseja esconder nada no coração. Porque sei que uma voz só tem valor quando nasce limpa da alma, quando se recusa a negociar princípios em nome do aplauso fácil ou do silêncio cúmplice.

Sou um homem devotado a causas impessoais — essas que não cabem em slogans, mas se afirmam na dor silenciosa dos oprimidos. Luto pelos humilhados, pelos esquecidos, pelos que vivem à margem do discurso oficial e da indiferença cotidiana. Não o faço por ideologia, nem por religião, mas por uma forma de fé humana: o respeito pelos outros. Amar os que sofrem não é um mandamento teológico, é um gesto de decência. Estender a mão não é santidade — é simplesmente humanidade.

Porque, no fim das contas, não escrevo apenas para informar, mas para formar. Formar consciência, caráter, compaixão. Em cada linha, tento sustentar um fio de esperança de que ainda é possível pensar o mundo com ética e sentir o outro com ternura.

E se me perguntam o que sou, respondo sem hesitar: sou um homem que escreve como quem reza, não por devoção a dogmas, mas por amor à dignidade. Escrevo porque creio que a palavra justa é a última trincheira do homem livre. E enquanto houver alguém disposto a ouvir, continuarei aqui — fiel à verdade que não possuo, mas que, mesmo assim, todos os dias, busco merecer.

“O Primeiro Nome do Amor”

 

 

por Padre Carlos

Há amores que não se repetem, apenas permanecem — silenciosos, como quem ainda mora em algum corredor da memória. O amor da infância é assim: não envelhece, não se apaga, apenas muda de voz.

Ele vive dentro da gente como um retrato guardado entre páginas antigas. Às vezes, basta um perfume leve, uma música que o tempo esqueceu de apagar, e ele volta — não como saudade, mas como presença. Porque o primeiro amor não parte: ele se esconde.

Não importa quantos anos se tenham passado, quantos rostos novos tenham cruzado o caminho. Há algo naquele olhar puro, desarmado, que o coração não quis desaprender. Foi ali que ele descobriu, pela primeira vez, o que é querer o bem de alguém, sem pedir nada em troca.

Hoje, quando o mundo pesa e o amor parece sempre condicionado, é ali que a alma volta — àquele tempo em que amar era apenas sentir, sem precisar entender.

E talvez seja isso o que permanece: a lembrança de quando o amor era simples, sincero, e inteiro.
O primeiro nome que demos ao sentimento.
A primeira vez que o coração, ainda menino, aprendeu a bater diferente — e nunca mais desaprendeu.

É por isso que escrevo.
É por isso que coloco minha pena nestes versos —
porque certas memórias não pedem voz, pedem eternidade.
E só a palavra tem o poder de guardar aquilo que o tempo não consegue levar.

“O Primeiro Nome do Amor”

 

 

por Padre Carlos

Há amores que não se repetem, apenas permanecem — silenciosos, como quem ainda mora em algum corredor da memória. O amor da infância é assim: não envelhece, não se apaga, apenas muda de voz.

Ele vive dentro da gente como um retrato guardado entre páginas antigas. Às vezes, basta um perfume leve, uma música que o tempo esqueceu de apagar, e ele volta — não como saudade, mas como presença. Porque o primeiro amor não parte: ele se esconde.

Não importa quantos anos se tenham passado, quantos rostos novos tenham cruzado o caminho. Há algo naquele olhar puro, desarmado, que o coração não quis desaprender. Foi ali que ele descobriu, pela primeira vez, o que é querer o bem de alguém, sem pedir nada em troca.

Hoje, quando o mundo pesa e o amor parece sempre condicionado, é ali que a alma volta — àquele tempo em que amar era apenas sentir, sem precisar entender.

E talvez seja isso o que permanece: a lembrança de quando o amor era simples, sincero, e inteiro.
O primeiro nome que demos ao sentimento.
A primeira vez que o coração, ainda menino, aprendeu a bater diferente — e nunca mais desaprendeu.

É por isso que escrevo.
É por isso que coloco minha pena nestes versos —
porque certas memórias não pedem voz, pedem eternidade.
E só a palavra tem o poder de guardar aquilo que o tempo não consegue levar.

ARTIGO – Corrupção na Bahia: O Peso da Ética e o Valor da Presunção de Inocência

 

 

(Padre Carlos)

Vivemos em um país que se construiu sob o pilar do Estado de Direito. E, nesse alicerce, repousa um dos princípios mais nobres da civilização: a presunção de inocência. Antes de qualquer condenação moral ou jurídica, é preciso lembrar aos leitores e cidadãos que ninguém é culpado até que se prove o contrário. Essa premissa não é uma formalidade jurídica — é o fio que separa a justiça do linchamento moral, o direito do arbítrio, e a verdade do espetáculo político.

A recente investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) que tem como alvos as prefeituras de Poções e Encruzilhada, administradas por gestores ligados ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), acendeu um alerta em toda a Bahia. Segundo as investigações, há indícios de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de terceirização de mão de obra financiados com recursos do Fundeb, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

Entre os investigados estão o prefeito de Encruzilhada, Dr. Pedrinho (PCdoB), e a prefeita de Poções, Dona Nilda (PCdoB). As denúncias apontam para irregularidades em licitações, majoração indevida de contratos, serviços fictícios e até ocultação patrimonial por meio de empresas de fachada e movimentações bancárias suspeitas. O prejuízo estimado pela Polícia Federal chega a R$ 12 milhões, valor que, em cidades pequenas, representa o sangue vital das políticas públicas.

Entretanto, é fundamental compreender: o PCdoB, enquanto partido político, não pode ser condenado pelos atos de seus membros, antes que os fatos sejam devidamente apurados. A história da legenda sempre foi marcada por uma linha de conduta ideológica coerente, por seu papel histórico nas lutas sociais e pela defesa intransigente da moralidade pública.

Caso as acusações se confirmem, e haja sentença condenatória, caberá ao partido — se quiser preservar sua integridade ética — expulsar os culpados e romper qualquer vínculo com cúmplices ou beneficiários dos desvios. Assim se faz política com coerência: separando o erro individual da responsabilidade coletiva.

Mas por ora, cabe-nos a prudência. O julgamento precipitado é a forma mais cruel de injustiça. A sociedade precisa acompanhar o caso com atenção, exigir transparência, respeitar o contraditório e aguardar o desfecho das investigações. O que está em jogo não é apenas a imagem de um partido, mas a própria credibilidade da democracia e da ética na política.

É inegável que denúncias como essa alimentam o discurso corrosivo de que “todos os políticos são iguais”. Esse é o veneno que mina a fé cívica, que desestimula o cidadão honesto e fortalece o ceticismo social. Contudo, é preciso lembrar que nem todos os homens públicos são corruptos — e nem toda suspeita é condenação.

Em tempos de corrupção na Bahia, de investigações em prefeituras e de manchetes diárias que abalam a confiança popular, precisamos resgatar a virtude do equilíbrio: a coragem de cobrar, mas também a sabedoria de esperar.

Afinal, se a verdade é a lâmpada da justiça, a ética é o óleo que a mantém acesa. Que o tempo e a lei revelem o que há de fato sob as sombras deste caso — e que, seja qual for o desfecho, a moral pública saia fortalecida.

ARTIGO – Corrupção na Bahia: O Peso da Ética e o Valor da Presunção de Inocência

 

 

(Padre Carlos)

Vivemos em um país que se construiu sob o pilar do Estado de Direito. E, nesse alicerce, repousa um dos princípios mais nobres da civilização: a presunção de inocência. Antes de qualquer condenação moral ou jurídica, é preciso lembrar aos leitores e cidadãos que ninguém é culpado até que se prove o contrário. Essa premissa não é uma formalidade jurídica — é o fio que separa a justiça do linchamento moral, o direito do arbítrio, e a verdade do espetáculo político.

A recente investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) que tem como alvos as prefeituras de Poções e Encruzilhada, administradas por gestores ligados ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), acendeu um alerta em toda a Bahia. Segundo as investigações, há indícios de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de terceirização de mão de obra financiados com recursos do Fundeb, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

Entre os investigados estão o prefeito de Encruzilhada, Dr. Pedrinho (PCdoB), e a prefeita de Poções, Dona Nilda (PCdoB). As denúncias apontam para irregularidades em licitações, majoração indevida de contratos, serviços fictícios e até ocultação patrimonial por meio de empresas de fachada e movimentações bancárias suspeitas. O prejuízo estimado pela Polícia Federal chega a R$ 12 milhões, valor que, em cidades pequenas, representa o sangue vital das políticas públicas.

Entretanto, é fundamental compreender: o PCdoB, enquanto partido político, não pode ser condenado pelos atos de seus membros, antes que os fatos sejam devidamente apurados. A história da legenda sempre foi marcada por uma linha de conduta ideológica coerente, por seu papel histórico nas lutas sociais e pela defesa intransigente da moralidade pública.

Caso as acusações se confirmem, e haja sentença condenatória, caberá ao partido — se quiser preservar sua integridade ética — expulsar os culpados e romper qualquer vínculo com cúmplices ou beneficiários dos desvios. Assim se faz política com coerência: separando o erro individual da responsabilidade coletiva.

Mas por ora, cabe-nos a prudência. O julgamento precipitado é a forma mais cruel de injustiça. A sociedade precisa acompanhar o caso com atenção, exigir transparência, respeitar o contraditório e aguardar o desfecho das investigações. O que está em jogo não é apenas a imagem de um partido, mas a própria credibilidade da democracia e da ética na política.

É inegável que denúncias como essa alimentam o discurso corrosivo de que “todos os políticos são iguais”. Esse é o veneno que mina a fé cívica, que desestimula o cidadão honesto e fortalece o ceticismo social. Contudo, é preciso lembrar que nem todos os homens públicos são corruptos — e nem toda suspeita é condenação.

Em tempos de corrupção na Bahia, de investigações em prefeituras e de manchetes diárias que abalam a confiança popular, precisamos resgatar a virtude do equilíbrio: a coragem de cobrar, mas também a sabedoria de esperar.

Afinal, se a verdade é a lâmpada da justiça, a ética é o óleo que a mantém acesa. Que o tempo e a lei revelem o que há de fato sob as sombras deste caso — e que, seja qual for o desfecho, a moral pública saia fortalecida.

ARTIGO – O Retorno de ACM Neto: O Clamor por Mudança na Bahia

 

(Padre Carlos)

“ACM Neto é candidatíssimo e vem com chances reais de vencer as eleições! É nisso que eu acredito: Neto está preparado, é o melhor nome que nós temos na oposição e o povo da Bahia está clamando por essa mudança.”

Com essa afirmação firme e convicta, a prefeita Sheila Lemos abriu sua entrevista exclusiva ao Blog Política e Resenha, concedida ao Padre Carlos. Em tom confiante, Sheila falou com naturalidade e conhecimento de causa sobre o cenário das eleições na Bahia, reafirmando seu apoio à candidatura de ACM Neto 2026 e descrevendo o sentimento que, segundo ela, cresce em todo o Estado: o desejo de mudança política.

“Neto já se colocou como candidato, vem se preparando há muito tempo para isso. É o melhor nome que a oposição tem. Tenho certeza de que Neto é candidato e com chances de ganhar a eleição. Estamos a um ano do pleito, e já é perceptível o movimento das ruas”, afirmou a prefeita, com a convicção de quem acompanha de perto as transformações no tabuleiro político baiano.

De fato, há momentos na história de um Estado em que a esperança do povo se transforma em força motriz para o renascimento de uma liderança. E é nesse exato ponto que a Bahia parece estar. O nome de ACM Neto ressurge com vigor, embalado não apenas pelo discurso da oposição ao PT, mas por um sentimento difuso de saturação e expectativa que percorre ruas, praças e conversas de esquina: o desejo de mudança.

O trecho da entrevista reflete algo que vai além da retórica eleitoral — trata-se de uma leitura precisa do momento político. ACM Neto é candidatíssimo, e a convicção que move sua pré-campanha é sustentada por três pilares sólidos: preparo, experiência e percepção popular. Ele conhece o tabuleiro político baiano como poucos. Não é um aventureiro nem um nome de ocasião; é um político forjado no calor das disputas e nas responsabilidades de quem já administrou, com eficiência reconhecida, a maior capital do Nordeste.

Durante a conversa com o Blog Política e Resenha, Sheila Lemos também fez uma análise sobre o movimento de prefeitos e lideranças políticas no interior:

“Estamos vendo um movimento de vários prefeitos aderindo à base do governo, mas acredito que até a época da campanha, muita gente que tá indo pode voltar, e muita gente que está lá pode vir. O que nós estamos percebendo é que a população clama por uma mudança, e esse sentimento é crescente. As pessoas querem uma Bahia diferente, e Neto representa isso.”

A fala da prefeita traduz uma realidade observada nas últimas semanas: prefeitos que hoje se aproximam do governo estadual o fazem por pragmatismo, não por convicção. A história política ensina que quando o sentimento popular muda, as alianças mudam junto. Quando a maré eleitoral começar a virar — e ela inevitavelmente vira —, veremos um movimento inverso. É aí que reside a força de ACM Neto candidato 2026: ele encarna, neste momento, o símbolo de uma alternância de poder desejada por amplos setores da sociedade baiana.

O governo atual, embora ainda conserve apoio institucional, enfrenta o cansaço natural de uma hegemonia longa. São quase duas décadas de domínio político, e os sinais de esgotamento se tornam cada vez mais visíveis. A máquina administrativa pode sustentar programas e obras, mas não sustenta mais o imaginário coletivo de transformação. E a política, no fundo, é isso: imaginação e esperança.

É nesse contexto que a candidatura de ACM Neto adquire densidade histórica. Ele representa uma nova narrativa possível, uma síntese entre gestão moderna e diálogo com as demandas populares. Sua pré-campanha já desperta o interesse de grupos sociais e econômicos, especialmente entre os que desejam equilíbrio entre desenvolvimento e responsabilidade fiscal.

“Neto é preparado, conhece a Bahia, tem experiência e dialoga bem com todos os setores. Ele é o nome da esperança e da competência”, ressaltou Sheila Lemos durante a entrevista, destacando a importância de uma campanha que fale ao coração do eleitor e ao mesmo tempo ofereça soluções concretas.

É cedo para afirmar o resultado, mas é impossível negar: ACM Neto é o nome mais preparado e competitivo da oposição baiana. O tempo, agora, joga a seu favor. Se conseguir manter a serenidade, consolidar alianças estratégicas e falar diretamente ao coração do eleitor baiano — aquele que quer progresso, mas também dignidade —, poderá romper um ciclo que parecia eterno.

A Bahia está, mais uma vez, diante de uma encruzilhada histórica. E talvez, desta vez, a voz das urnas ecoe o mesmo sentimento expresso por Sheila Lemos na entrevista exclusiva ao Blog Política e Resenha: o de um povo que, cansado de esperar, começa a pedir — em alto e bom som — mudança.

ARTIGO – O Retorno de ACM Neto: O Clamor por Mudança na Bahia

 

(Padre Carlos)

“ACM Neto é candidatíssimo e vem com chances reais de vencer as eleições! É nisso que eu acredito: Neto está preparado, é o melhor nome que nós temos na oposição e o povo da Bahia está clamando por essa mudança.”

Com essa afirmação firme e convicta, a prefeita Sheila Lemos abriu sua entrevista exclusiva ao Blog Política e Resenha, concedida ao Padre Carlos. Em tom confiante, Sheila falou com naturalidade e conhecimento de causa sobre o cenário das eleições na Bahia, reafirmando seu apoio à candidatura de ACM Neto 2026 e descrevendo o sentimento que, segundo ela, cresce em todo o Estado: o desejo de mudança política.

“Neto já se colocou como candidato, vem se preparando há muito tempo para isso. É o melhor nome que a oposição tem. Tenho certeza de que Neto é candidato e com chances de ganhar a eleição. Estamos a um ano do pleito, e já é perceptível o movimento das ruas”, afirmou a prefeita, com a convicção de quem acompanha de perto as transformações no tabuleiro político baiano.

De fato, há momentos na história de um Estado em que a esperança do povo se transforma em força motriz para o renascimento de uma liderança. E é nesse exato ponto que a Bahia parece estar. O nome de ACM Neto ressurge com vigor, embalado não apenas pelo discurso da oposição ao PT, mas por um sentimento difuso de saturação e expectativa que percorre ruas, praças e conversas de esquina: o desejo de mudança.

O trecho da entrevista reflete algo que vai além da retórica eleitoral — trata-se de uma leitura precisa do momento político. ACM Neto é candidatíssimo, e a convicção que move sua pré-campanha é sustentada por três pilares sólidos: preparo, experiência e percepção popular. Ele conhece o tabuleiro político baiano como poucos. Não é um aventureiro nem um nome de ocasião; é um político forjado no calor das disputas e nas responsabilidades de quem já administrou, com eficiência reconhecida, a maior capital do Nordeste.

Durante a conversa com o Blog Política e Resenha, Sheila Lemos também fez uma análise sobre o movimento de prefeitos e lideranças políticas no interior:

“Estamos vendo um movimento de vários prefeitos aderindo à base do governo, mas acredito que até a época da campanha, muita gente que tá indo pode voltar, e muita gente que está lá pode vir. O que nós estamos percebendo é que a população clama por uma mudança, e esse sentimento é crescente. As pessoas querem uma Bahia diferente, e Neto representa isso.”

A fala da prefeita traduz uma realidade observada nas últimas semanas: prefeitos que hoje se aproximam do governo estadual o fazem por pragmatismo, não por convicção. A história política ensina que quando o sentimento popular muda, as alianças mudam junto. Quando a maré eleitoral começar a virar — e ela inevitavelmente vira —, veremos um movimento inverso. É aí que reside a força de ACM Neto candidato 2026: ele encarna, neste momento, o símbolo de uma alternância de poder desejada por amplos setores da sociedade baiana.

O governo atual, embora ainda conserve apoio institucional, enfrenta o cansaço natural de uma hegemonia longa. São quase duas décadas de domínio político, e os sinais de esgotamento se tornam cada vez mais visíveis. A máquina administrativa pode sustentar programas e obras, mas não sustenta mais o imaginário coletivo de transformação. E a política, no fundo, é isso: imaginação e esperança.

É nesse contexto que a candidatura de ACM Neto adquire densidade histórica. Ele representa uma nova narrativa possível, uma síntese entre gestão moderna e diálogo com as demandas populares. Sua pré-campanha já desperta o interesse de grupos sociais e econômicos, especialmente entre os que desejam equilíbrio entre desenvolvimento e responsabilidade fiscal.

“Neto é preparado, conhece a Bahia, tem experiência e dialoga bem com todos os setores. Ele é o nome da esperança e da competência”, ressaltou Sheila Lemos durante a entrevista, destacando a importância de uma campanha que fale ao coração do eleitor e ao mesmo tempo ofereça soluções concretas.

É cedo para afirmar o resultado, mas é impossível negar: ACM Neto é o nome mais preparado e competitivo da oposição baiana. O tempo, agora, joga a seu favor. Se conseguir manter a serenidade, consolidar alianças estratégicas e falar diretamente ao coração do eleitor baiano — aquele que quer progresso, mas também dignidade —, poderá romper um ciclo que parecia eterno.

A Bahia está, mais uma vez, diante de uma encruzilhada histórica. E talvez, desta vez, a voz das urnas ecoe o mesmo sentimento expresso por Sheila Lemos na entrevista exclusiva ao Blog Política e Resenha: o de um povo que, cansado de esperar, começa a pedir — em alto e bom som — mudança.

ARTIGO – A Ingenuidade dos Juízes e o Teatro da Justiça

 

 

(Padre Carlos)

Há uma espécie de pureza perigosa habitando certas togas no Brasil. É o legalismo dos ingênuos, dos que acreditam que a letra fria da lei pode deter a astúcia dos que transformaram a mentira em método político. O caso da inelegibilidade de Jair Bolsonaro — declarada pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido do Palácio da Alvorada — tornou-se mais do que um julgamento jurídico. É um espelho que revela o abismo entre o idealismo formal da Justiça e a brutalidade real do poder.

Os juízes legalistas são, muitas vezes, os inocentes úteis do autoritarismo. Julgam como se a política fosse um jardim de normas e não um campo de serpentes. Acreditam que neutralidade é virtude, quando na verdade pode ser cumplicidade. E assim, entre votos “técnicos” e justificativas “constitucionais”, o jogo ideológico segue se movendo sob a aparência de imparcialidade.

A movimentação do ministro Luiz Fux — ao pedir transferência da Primeira para a Segunda Turma do STF — é emblemática. O gesto, travestido de rotina, tem o perfume de uma jogada política. Não há ingenuidade em quem conhece o tabuleiro do Supremo. A ingenuidade está, isso sim, nos que ainda acreditam que o STF é um templo imune às paixões do poder. O pedido de Fux pode, eventualmente, abrir caminho para beneficiar Bolsonaro em seu recurso. Mas o que espanta não é a manobra — é a candura de quem finge não enxergar.

O Brasil vive um paradoxo: quanto mais falamos em ética, mais o moralismo serve aos interesses da extrema direita. O puritanismo jurídico, em nome da pureza institucional, torna-se um escudo para os que conspiram contra a própria democracia. André Mendonça e Nunes Marques — notórios bolsonaristas travestidos de juízes — não se declaram impedidos, porque sabem que o jogo é político. E, no xadrez do poder, só perde quem acredita que as peças são neutras.

A ingenuidade dos juízes legalistas é o óleo que lubrifica as engrenagens da manipulação. Eles se prendem às aparências, aos rituais, às tecnicalidades, enquanto o país é corroído por dentro. Pensam estar protegendo a lei, quando na verdade estão desarmando a Justiça diante dos espertos. E o esperto, no Brasil, é sempre o que se disfarça de vítima e faz da toga um escudo moral.

A democracia brasileira não morre por golpes escancarados, mas por ilusões jurídicas. O perigo não está apenas nos autoritários — está nos inocentes que acreditam que basta aplicar a lei para deter o mal. A história, porém, mostra que o mal se adapta, aprende a falar o idioma do direito, e se infiltra nas salas dos tribunais.

No fim, o que destrói a República não é a malícia dos poderosos, mas a ingenuidade dos juízes que ainda acreditam em anjos no inferno da política.

ARTIGO – A Ingenuidade dos Juízes e o Teatro da Justiça

 

 

(Padre Carlos)

Há uma espécie de pureza perigosa habitando certas togas no Brasil. É o legalismo dos ingênuos, dos que acreditam que a letra fria da lei pode deter a astúcia dos que transformaram a mentira em método político. O caso da inelegibilidade de Jair Bolsonaro — declarada pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido do Palácio da Alvorada — tornou-se mais do que um julgamento jurídico. É um espelho que revela o abismo entre o idealismo formal da Justiça e a brutalidade real do poder.

Os juízes legalistas são, muitas vezes, os inocentes úteis do autoritarismo. Julgam como se a política fosse um jardim de normas e não um campo de serpentes. Acreditam que neutralidade é virtude, quando na verdade pode ser cumplicidade. E assim, entre votos “técnicos” e justificativas “constitucionais”, o jogo ideológico segue se movendo sob a aparência de imparcialidade.

A movimentação do ministro Luiz Fux — ao pedir transferência da Primeira para a Segunda Turma do STF — é emblemática. O gesto, travestido de rotina, tem o perfume de uma jogada política. Não há ingenuidade em quem conhece o tabuleiro do Supremo. A ingenuidade está, isso sim, nos que ainda acreditam que o STF é um templo imune às paixões do poder. O pedido de Fux pode, eventualmente, abrir caminho para beneficiar Bolsonaro em seu recurso. Mas o que espanta não é a manobra — é a candura de quem finge não enxergar.

O Brasil vive um paradoxo: quanto mais falamos em ética, mais o moralismo serve aos interesses da extrema direita. O puritanismo jurídico, em nome da pureza institucional, torna-se um escudo para os que conspiram contra a própria democracia. André Mendonça e Nunes Marques — notórios bolsonaristas travestidos de juízes — não se declaram impedidos, porque sabem que o jogo é político. E, no xadrez do poder, só perde quem acredita que as peças são neutras.

A ingenuidade dos juízes legalistas é o óleo que lubrifica as engrenagens da manipulação. Eles se prendem às aparências, aos rituais, às tecnicalidades, enquanto o país é corroído por dentro. Pensam estar protegendo a lei, quando na verdade estão desarmando a Justiça diante dos espertos. E o esperto, no Brasil, é sempre o que se disfarça de vítima e faz da toga um escudo moral.

A democracia brasileira não morre por golpes escancarados, mas por ilusões jurídicas. O perigo não está apenas nos autoritários — está nos inocentes que acreditam que basta aplicar a lei para deter o mal. A história, porém, mostra que o mal se adapta, aprende a falar o idioma do direito, e se infiltra nas salas dos tribunais.

No fim, o que destrói a República não é a malícia dos poderosos, mas a ingenuidade dos juízes que ainda acreditam em anjos no inferno da política.

Quando a Cidade Aprende a Se Escutar

 

 

 

Uma lei que não legisla apenas — ela resgata

Querida Vitória da Conquista,

Há momentos em que uma lei não é apenas um texto jurídico. Há momentos em que ela se transforma em abraço, em reconhecimento, em sussurro ancestral que diz: “você existe, sua voz importa, seu canto merece ecoar”.

A sanção da Lei que destina 10% da programação radiofônica aos artistas locais não é um decreto burocrático. É um ato de amor civilizatório. É a cidade olhando-se no espelho e, finalmente, reconhecendo sua própria beleza — aquela beleza imperfeita, verdadeira, que nasce do chão vermelho da terra, do frio da serra que corta a pele e aquece a alma.

O Silêncio que Dói

Quantos compositores desta cidade já adormeceram com melodias presas na garganta? Quantos violeiros, cantadores, poetas da música popular carregaram o peso amargo de não serem ouvidos em sua própria terra?

Há uma violência silenciosa em não se ver representado nos meios que deveriam ser a voz da comunidade. Há uma ferida profunda quando um artista local precisa disputar espaço com a indústria massificada, como se seu talento fosse menos legítimo, menos digno de existir nas ondas do rádio que atravessam nossos lares.

Essa lei chega não como concessão, mas como reparação. Como um pedido de desculpas tardio a todos os que foram invisibilizados. Como uma promessa de que, daqui em diante, a cidade será palco para seus próprios filhos.

A Coragem de Legislar com o Coração

O vereador Luciano Gomes compreendeu algo que poucos políticos conseguem enxergar: cultura não é luxo, é alimento da alma coletiva. E ao propor esta lei, ele não estava pensando apenas em números ou em obrigações — estava pensando em dignidade, em pertencimento, em identidade.

A prefeita Sheila Lemos, ao sancionar, demonstrou que governar também é cuidar do invisível, daquilo que não enche barriga mas alimenta o espírito. É reconhecer que uma cidade sem cultura própria é uma cidade amnésica, que não sabe de onde vem nem para onde vai.

O Rádio como Espelho Sonoro

Imagine o poder transformador deste ato: uma jovem liga o rádio pela manhã e escuta a voz de seu vizinho, do amigo de seu pai, da mulher que canta na igreja. Ela percebe, então, que a arte não é privilégio distante — está ali, ao alcance da mão, nascendo nas mesmas ruas que ela caminha.

Imagine o compositor que, durante anos, tocou apenas para paredes, ouvindo sua canção no intervalo do noticiário. A emoção não cabe no peito. É o reconhecimento que cura, que valida, que diz: você não estava louco em sonhar.

O rádio se torna, assim, mais que um veículo de comunicação. Torna-se confessionário público, altar laico onde a cidade celebra suas próprias vozes. Onde o sotaque conquistense não é defeito a ser corrigido, mas melodia a ser exaltada.

A Identidade que Se Reconstrói em Cada Nota

Uma cidade que não conhece seus artistas é uma cidade que não se conhece. Que não sabe rir de si mesma, chorar suas próprias lágrimas, cantar suas próprias vitórias. É uma cidade órfã de memória afetiva, habitada por estrangeiros de si mesmos.

Esta lei é o início de uma reconciliação. É a oportunidade de que nossa juventude cresça ouvindo não apenas os sucessos nacionais, mas as histórias cantadas que nasceram aqui — com as referências que ela reconhece, os lugares que ela frequenta, as dores e alegrias que ela compartilha.

É a construção de um espelho sonoro onde possamos nos ver refletidos, não como cópias imperfeitas de outros lugares, mas como expressão única, autêntica, insubstituível.

O Convite que Fica

Agora, queridas rádios de Vitória da Conquista, vocês têm uma missão sagrada. Não cumpram esta lei apenas porque é obrigatório — cumpram porque é necessário, porque é justo, porque é urgente.

Busquem os artistas nos bairros, nas periferias, nos palcos improvisados. Escutem as demos gravadas com poucos recursos mas com alma abundante. Deem espaço não apenas aos já conhecidos, mas aos desconhecidos que merecem ser descobertos.

E a você, artista conquistense que lê estas linhas: sua voz sempre foi válida. Agora ela terá o amplificador que merecia. Continue criando, compondo, resistindo. Sua arte é resistência. Sua melodia é revolução silenciosa.

Porque uma cidade que aprende a se escutar é uma cidade que aprende a se amar. E o amor próprio de um povo é o primeiro passo para qualquer transformação verdadeira.

Que esta lei seja apenas o começo de uma sinfonia maior — onde cada conquistense seja, simultaneamente, compositor e ouvinte da própria história.


Com profunda esperança e emoção,
Um observador que acredita que toda cidade merece ouvir seu próprio coração bater

Padre Carlos

Quando a Cidade Aprende a Se Escutar

 

 

 

Uma lei que não legisla apenas — ela resgata

Querida Vitória da Conquista,

Há momentos em que uma lei não é apenas um texto jurídico. Há momentos em que ela se transforma em abraço, em reconhecimento, em sussurro ancestral que diz: “você existe, sua voz importa, seu canto merece ecoar”.

A sanção da Lei que destina 10% da programação radiofônica aos artistas locais não é um decreto burocrático. É um ato de amor civilizatório. É a cidade olhando-se no espelho e, finalmente, reconhecendo sua própria beleza — aquela beleza imperfeita, verdadeira, que nasce do chão vermelho da terra, do frio da serra que corta a pele e aquece a alma.

O Silêncio que Dói

Quantos compositores desta cidade já adormeceram com melodias presas na garganta? Quantos violeiros, cantadores, poetas da música popular carregaram o peso amargo de não serem ouvidos em sua própria terra?

Há uma violência silenciosa em não se ver representado nos meios que deveriam ser a voz da comunidade. Há uma ferida profunda quando um artista local precisa disputar espaço com a indústria massificada, como se seu talento fosse menos legítimo, menos digno de existir nas ondas do rádio que atravessam nossos lares.

Essa lei chega não como concessão, mas como reparação. Como um pedido de desculpas tardio a todos os que foram invisibilizados. Como uma promessa de que, daqui em diante, a cidade será palco para seus próprios filhos.

A Coragem de Legislar com o Coração

O vereador Luciano Gomes compreendeu algo que poucos políticos conseguem enxergar: cultura não é luxo, é alimento da alma coletiva. E ao propor esta lei, ele não estava pensando apenas em números ou em obrigações — estava pensando em dignidade, em pertencimento, em identidade.

A prefeita Sheila Lemos, ao sancionar, demonstrou que governar também é cuidar do invisível, daquilo que não enche barriga mas alimenta o espírito. É reconhecer que uma cidade sem cultura própria é uma cidade amnésica, que não sabe de onde vem nem para onde vai.

O Rádio como Espelho Sonoro

Imagine o poder transformador deste ato: uma jovem liga o rádio pela manhã e escuta a voz de seu vizinho, do amigo de seu pai, da mulher que canta na igreja. Ela percebe, então, que a arte não é privilégio distante — está ali, ao alcance da mão, nascendo nas mesmas ruas que ela caminha.

Imagine o compositor que, durante anos, tocou apenas para paredes, ouvindo sua canção no intervalo do noticiário. A emoção não cabe no peito. É o reconhecimento que cura, que valida, que diz: você não estava louco em sonhar.

O rádio se torna, assim, mais que um veículo de comunicação. Torna-se confessionário público, altar laico onde a cidade celebra suas próprias vozes. Onde o sotaque conquistense não é defeito a ser corrigido, mas melodia a ser exaltada.

A Identidade que Se Reconstrói em Cada Nota

Uma cidade que não conhece seus artistas é uma cidade que não se conhece. Que não sabe rir de si mesma, chorar suas próprias lágrimas, cantar suas próprias vitórias. É uma cidade órfã de memória afetiva, habitada por estrangeiros de si mesmos.

Esta lei é o início de uma reconciliação. É a oportunidade de que nossa juventude cresça ouvindo não apenas os sucessos nacionais, mas as histórias cantadas que nasceram aqui — com as referências que ela reconhece, os lugares que ela frequenta, as dores e alegrias que ela compartilha.

É a construção de um espelho sonoro onde possamos nos ver refletidos, não como cópias imperfeitas de outros lugares, mas como expressão única, autêntica, insubstituível.

O Convite que Fica

Agora, queridas rádios de Vitória da Conquista, vocês têm uma missão sagrada. Não cumpram esta lei apenas porque é obrigatório — cumpram porque é necessário, porque é justo, porque é urgente.

Busquem os artistas nos bairros, nas periferias, nos palcos improvisados. Escutem as demos gravadas com poucos recursos mas com alma abundante. Deem espaço não apenas aos já conhecidos, mas aos desconhecidos que merecem ser descobertos.

E a você, artista conquistense que lê estas linhas: sua voz sempre foi válida. Agora ela terá o amplificador que merecia. Continue criando, compondo, resistindo. Sua arte é resistência. Sua melodia é revolução silenciosa.

Porque uma cidade que aprende a se escutar é uma cidade que aprende a se amar. E o amor próprio de um povo é o primeiro passo para qualquer transformação verdadeira.

Que esta lei seja apenas o começo de uma sinfonia maior — onde cada conquistense seja, simultaneamente, compositor e ouvinte da própria história.


Com profunda esperança e emoção,
Um observador que acredita que toda cidade merece ouvir seu próprio coração bater

Padre Carlos

Jerônimo Rodrigues inaugura Centro de Abastecimento e obras estruturantes em Barra do Choça, nesta quinta (23)

O governador Jerônimo Rodrigues cumpre agenda em Barra do Choça, nesta quinta-feira (23), a partir das 14h, onde inaugura o Centro de Abastecimento Izaltine Rodrigues, a pavimentação no trecho que liga o entroncamento da BA-265 à BR-415, a unidade de beneficiamento de café da Fazenda Ingazeira, o galpão de armazenamento da Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (Cooperbac) e a requalificação da unidade de beneficiamento de laticínios no km 2 da estrada de Caatiba.

As ações serão realizadas durante a 4ª edição do Concurso de Qualidade de Café de Barra do Choça, que também celebra a cafeicultura do Sudoeste baiano.

*Serviço:*
*Data:* Quinta-feira (23/10/2025)
*Horário:* A partir das 14h
*Local:* Centro de Abastecimento Izaltine Rodrigues – Barra do Choça

Jerônimo Rodrigues inaugura Centro de Abastecimento e obras estruturantes em Barra do Choça, nesta quinta (23)

O governador Jerônimo Rodrigues cumpre agenda em Barra do Choça, nesta quinta-feira (23), a partir das 14h, onde inaugura o Centro de Abastecimento Izaltine Rodrigues, a pavimentação no trecho que liga o entroncamento da BA-265 à BR-415, a unidade de beneficiamento de café da Fazenda Ingazeira, o galpão de armazenamento da Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (Cooperbac) e a requalificação da unidade de beneficiamento de laticínios no km 2 da estrada de Caatiba.

As ações serão realizadas durante a 4ª edição do Concurso de Qualidade de Café de Barra do Choça, que também celebra a cafeicultura do Sudoeste baiano.

*Serviço:*
*Data:* Quinta-feira (23/10/2025)
*Horário:* A partir das 14h
*Local:* Centro de Abastecimento Izaltine Rodrigues – Barra do Choça

ARTIGO – O Estranho no Ninho: O Isolamento de Luiz Fux e o Mal-Estar no Supremo

 

(Padre Carlos)

Há gestos que dizem mais do que discursos. O pedido de Luiz Fux para deixar a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal — justamente após votar pela absolvição de Jair Bolsonaro na trama golpista que abalou o país — é um desses gestos que condensam em si um desconforto profundo, quase existencial. O ministro, outrora figura de destaque entre seus pares, hoje se vê como um estranho no ninho. Não é apenas um deslocamento físico de uma turma a outra; é um deslocamento simbólico, político e ético.

O isolamento de Fux soa como um eco tardio do lavajatismo que o projetou — aquele tempo em que o moralismo de toga se confundia com espetáculo, e onde o poder judicial se deixava seduzir pela aura de redenção da República. O lema “In Fux We Trust”, tão celebrado nas ruas e nos corredores da operação que prometia purificar a política brasileira, hoje parece uma relíquia amarga de um tempo em que o Judiciário acreditou poder ser o messias da democracia brasileira.

Mas o tempo passou, e com ele vieram os destroços. A retórica da cruzada anticorrupção deu lugar à narrativa do ressentimento autoritário. E Fux, que antes posava de guardião da moral pública, agora se aproxima do discurso daqueles que conspiraram contra as instituições, que desprezaram o voto popular e que sonharam com tanques na Praça dos Três Poderes. Sua decisão de absolver Bolsonaro não é um gesto jurídico isolado — é a confissão simbólica de um alinhamento.

O que faz um ministro do Supremo Tribunal Federal defender o indefensável? O que leva um guardião da Constituição a flertar, uma vez mais, com o abismo do autoritarismo? Fux parece ter se tornado o espelho de um país dividido, onde o medo da história pesa mais do que o dever da justiça. Sua posição revela um isolamento político que não nasce da divergência saudável entre magistrados, mas de uma escolha consciente de se afastar da razão democrática.

Há uma dimensão trágica nesse movimento: o homem de toga, cercado por símbolos da República, mas entregue à solidão dos que buscam aplausos fora do templo da lei. O Supremo Tribunal Federal, que nos últimos anos tem sido a muralha frágil mas firme diante do avanço do bolsonarismo, vê agora um de seus membros preferir o silêncio cúmplice à voz da consciência institucional.

O gesto de Fux é mais que um pedido administrativo — é um grito contido de desalento ou de cumplicidade. E, talvez, o presságio de que a democracia brasileira ainda vive cercada de sombras. Porque, no fundo, o que está em jogo não é apenas o destino de um ministro, mas o da própria República, quando aqueles incumbidos de defendê-la se tornam personagens do enredo que ameaça destruí-la.

Luiz Fux, o antigo arauto da lei, hoje parece perdido entre os ecos do passado e o ruído ensurdecedor do presente. Um homem que acreditou ser o salvador, mas que termina como um estranho no ninho, cercado por colegas que ainda resistem — e pela história, que não perdoa os que escolheram o lado errado da verdade.

ARTIGO – O Estranho no Ninho: O Isolamento de Luiz Fux e o Mal-Estar no Supremo

 

(Padre Carlos)

Há gestos que dizem mais do que discursos. O pedido de Luiz Fux para deixar a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal — justamente após votar pela absolvição de Jair Bolsonaro na trama golpista que abalou o país — é um desses gestos que condensam em si um desconforto profundo, quase existencial. O ministro, outrora figura de destaque entre seus pares, hoje se vê como um estranho no ninho. Não é apenas um deslocamento físico de uma turma a outra; é um deslocamento simbólico, político e ético.

O isolamento de Fux soa como um eco tardio do lavajatismo que o projetou — aquele tempo em que o moralismo de toga se confundia com espetáculo, e onde o poder judicial se deixava seduzir pela aura de redenção da República. O lema “In Fux We Trust”, tão celebrado nas ruas e nos corredores da operação que prometia purificar a política brasileira, hoje parece uma relíquia amarga de um tempo em que o Judiciário acreditou poder ser o messias da democracia brasileira.

Mas o tempo passou, e com ele vieram os destroços. A retórica da cruzada anticorrupção deu lugar à narrativa do ressentimento autoritário. E Fux, que antes posava de guardião da moral pública, agora se aproxima do discurso daqueles que conspiraram contra as instituições, que desprezaram o voto popular e que sonharam com tanques na Praça dos Três Poderes. Sua decisão de absolver Bolsonaro não é um gesto jurídico isolado — é a confissão simbólica de um alinhamento.

O que faz um ministro do Supremo Tribunal Federal defender o indefensável? O que leva um guardião da Constituição a flertar, uma vez mais, com o abismo do autoritarismo? Fux parece ter se tornado o espelho de um país dividido, onde o medo da história pesa mais do que o dever da justiça. Sua posição revela um isolamento político que não nasce da divergência saudável entre magistrados, mas de uma escolha consciente de se afastar da razão democrática.

Há uma dimensão trágica nesse movimento: o homem de toga, cercado por símbolos da República, mas entregue à solidão dos que buscam aplausos fora do templo da lei. O Supremo Tribunal Federal, que nos últimos anos tem sido a muralha frágil mas firme diante do avanço do bolsonarismo, vê agora um de seus membros preferir o silêncio cúmplice à voz da consciência institucional.

O gesto de Fux é mais que um pedido administrativo — é um grito contido de desalento ou de cumplicidade. E, talvez, o presságio de que a democracia brasileira ainda vive cercada de sombras. Porque, no fundo, o que está em jogo não é apenas o destino de um ministro, mas o da própria República, quando aqueles incumbidos de defendê-la se tornam personagens do enredo que ameaça destruí-la.

Luiz Fux, o antigo arauto da lei, hoje parece perdido entre os ecos do passado e o ruído ensurdecedor do presente. Um homem que acreditou ser o salvador, mas que termina como um estranho no ninho, cercado por colegas que ainda resistem — e pela história, que não perdoa os que escolheram o lado errado da verdade.

🌿 A Lagoa das Bateias: Um Espelho da Nossa Responsabilidade com a Criação

 

 

Por Lucas Batista

O dia de hoje amanheceu com um clima que nos convida à reflexão. O céu, as águas e o verde que cercam o Parque Ambiental da Lagoa das Bateias parecem falar conosco em um mesmo tom: o da gratidão e do cuidado. Em tempos em que o planeta clama por consciência, a alegria que nos envolve é saber que estamos contribuindo com o meio ambiente, cuidando daquilo que é uma pertença de toda a população de Vitória da Conquista e, por que não dizer, de toda a região Sudoeste da Bahia.

 

Ao contemplar a imensidão desse paraíso natural, sentimos algo que vai além do dever — é o sentimento de missão. Missão essa que me foi confiada pela prefeita Sheila Lemos, com o propósito de zelar pela nossa história e pelo meio ambiente, cuidando de um espaço que, há muito tempo, é símbolo de esperança para o nosso povo.

 

A Lagoa das Bateias hoje não é apenas um parque. Ela é um símbolo de pertencimento. Cada passo dado aqui, cada família que caminha em suas trilhas, cada criança que brinca, cada idoso que respira esse ar puro, reforça a certeza de que esse espaço é do povo conquistense.

 

Aqui, a natureza encontrou abrigo. Os pássaros voltaram a cantar, as águas voltaram a refletir o céu, e a população voltou a sorrir. O parque se transformou em um ponto de encontro entre gerações, entre cultura, esporte, lazer e fé.

 

As quadras poliesportivas, os espaços de convivência e toda a estrutura construída são frutos de um trabalho que não é de um grupo, nem de um lado — é da cidade inteira. A Lagoa das Bateias é patrimônio de todos, um espelho que reflete o cuidado de um povo com sua terra.

 

Por isso, hoje o meu convite é para que cada cidadão conquiste esse sentimento de zelo. Cuidar do Parque é cuidar da nossa casa. Como diz a Palavra: “O zelo pela Tua casa me consumirá.” (Salmo 69:9).

 

E é sob essa luz, e com esse propósito, que seguimos acreditando: a Lagoa das Bateias é o coração verde de Vitória da Conquista. Um espaço que pulsa vida, amor e fé. Que as misericórdias do Senhor continuem se renovando sobre este lugar e sobre todos que acreditam que cuidar da criação é uma forma de adorar o Criador.

🌿 A Lagoa das Bateias: Um Espelho da Nossa Responsabilidade com a Criação

 

 

Por Lucas Batista

O dia de hoje amanheceu com um clima que nos convida à reflexão. O céu, as águas e o verde que cercam o Parque Ambiental da Lagoa das Bateias parecem falar conosco em um mesmo tom: o da gratidão e do cuidado. Em tempos em que o planeta clama por consciência, a alegria que nos envolve é saber que estamos contribuindo com o meio ambiente, cuidando daquilo que é uma pertença de toda a população de Vitória da Conquista e, por que não dizer, de toda a região Sudoeste da Bahia.

 

Ao contemplar a imensidão desse paraíso natural, sentimos algo que vai além do dever — é o sentimento de missão. Missão essa que me foi confiada pela prefeita Sheila Lemos, com o propósito de zelar pela nossa história e pelo meio ambiente, cuidando de um espaço que, há muito tempo, é símbolo de esperança para o nosso povo.

 

A Lagoa das Bateias hoje não é apenas um parque. Ela é um símbolo de pertencimento. Cada passo dado aqui, cada família que caminha em suas trilhas, cada criança que brinca, cada idoso que respira esse ar puro, reforça a certeza de que esse espaço é do povo conquistense.

 

Aqui, a natureza encontrou abrigo. Os pássaros voltaram a cantar, as águas voltaram a refletir o céu, e a população voltou a sorrir. O parque se transformou em um ponto de encontro entre gerações, entre cultura, esporte, lazer e fé.

 

As quadras poliesportivas, os espaços de convivência e toda a estrutura construída são frutos de um trabalho que não é de um grupo, nem de um lado — é da cidade inteira. A Lagoa das Bateias é patrimônio de todos, um espelho que reflete o cuidado de um povo com sua terra.

 

Por isso, hoje o meu convite é para que cada cidadão conquiste esse sentimento de zelo. Cuidar do Parque é cuidar da nossa casa. Como diz a Palavra: “O zelo pela Tua casa me consumirá.” (Salmo 69:9).

 

E é sob essa luz, e com esse propósito, que seguimos acreditando: a Lagoa das Bateias é o coração verde de Vitória da Conquista. Um espaço que pulsa vida, amor e fé. Que as misericórdias do Senhor continuem se renovando sobre este lugar e sobre todos que acreditam que cuidar da criação é uma forma de adorar o Criador.