Política e Resenha

Axé para o Presidente! Lula chega à Bahia com bons ventos soprando a favor, lá e cá

 

 

Por Padre Carlos

Há momentos na política em que o vento muda de direção — e, desta vez, sopra de forma generosa para o Planalto. Lula desembarca hoje na Bahia não apenas com os ares do Recôncavo, mas com a atmosfera política a seu favor. Depois de meses de turbulência e disputas narrativas, o presidente vive, enfim, uma fase de retomada — de imagem, de discurso e, sobretudo, de confiança.

A pesquisa Genial/Quest divulgada ontem aponta um empate técnico entre aprovação e rejeição: 49% a 49%. À primeira vista, um equilíbrio. Mas, ao se olhar o histórico, o número revela um salto expressivo. Em maio, Lula enfrentava uma maré de 41% de aprovação contra 57% de rejeição — uma diferença de 16 pontos que hoje simplesmente desapareceu. É um alívio político e simbólico: a curva de confiança volta a subir, e o discurso presidencial começa a ressoar novamente junto à base popular.

Mais que isso: as pautas econômicas do governo encontram eco no coração do povo. Isenção do imposto de renda até R$ 5 mil — aprovada por 79% dos entrevistados — e taxação dos super-ricos — apoiada por 64% — demonstram que a agenda de justiça fiscal, antes tratada como tema árido, ganhou musculatura popular. O país, cansado das distorções, parece disposto a aplaudir quem fala em equidade.

Não é coincidência que, no epicentro desse novo ciclo, esteja o toque baiano de Sidônio Palmeira. O marqueteiro, agora ministro da Secretaria de Comunicação, soube devolver a Lula aquilo que sempre o diferenciou: a narrativa da soberania e da dignidade nacional. Foi nessa toada que o presidente discursou na ONU, com o verbo firme e o corpo relaxado, misto de estadista e sindicalista. E é nessa batida que ele chega à Bahia, terra do axé e da força simbólica, onde o povo entende que política também é emoção, ritmo e fé.

E há simbolismo de sobra: é a sexta visita de Lula à Bahia desde o início do mandato. Nenhum outro estado recebeu tantas idas presidenciais — e isso não é acaso. A Bahia é mais que um reduto eleitoral; é o território afetivo do lulismo. Aqui, ele reencontra o Brasil que o abraçou primeiro, o Nordeste que o sustentou nas fases mais duras, e o povo que ainda o chama pelo nome, sem intermediação de protocolos.

Mas não se trata apenas de afeto. A visita traz também o anúncio da retomada do Estaleiro Enseada, em São Roque do Paraguaçu — uma ferida aberta desde os dias sombrios da Lava Jato. Ali, a operação que prometia moralidade acabou deixando ruínas econômicas e sociais: desemprego, violência e desespero. O retorno das atividades, se concretizado, será mais que um ato administrativo — será um gesto de reparação histórica.

Ao mesmo tempo, Lula se move com a habilidade de quem conhece o xadrez político. Faz as pazes com Donald Trump — sim, o mesmo que um dia o tratou como antagonista — e transforma o gesto em argumento de soberania nacional. Mostra que pode dialogar até com os ventos contrários quando o objetivo é o interesse do país.

Claro, há quem o veja velho no ciclo político, como se dissesse que o tempo dele já passou. Mas há um ditado baiano que parece feito sob medida: “quem tem axé, renasce todo dia”. Lula, ao que tudo indica, ainda tem muito desse axé — político, popular e simbólico.

No tabuleiro de 2026, ele surge novamente como o jogador central — o único brasileiro da história que pode mirar um quarto mandato conquistado nas urnas. Para seus adversários, é o prenúncio de um embate épico; para seus aliados, a promessa de um novo ciclo de poder.

Hoje, ao chegar à Bahia, Lula não encontrará apenas aplausos e câmeras — encontrará o espelho de sua própria trajetória: a resistência, o renascimento e a crença teimosa de que o Brasil ainda pode dar certo.

E quando o sol do Recôncavo tocar o fim da tarde, misturando política e fé, vai ser difícil negar: há, sim, bons ventos soprando a favor.
Axé para o presidente!

Axé para o Presidente! Lula chega à Bahia com bons ventos soprando a favor, lá e cá

 

 

Por Padre Carlos

Há momentos na política em que o vento muda de direção — e, desta vez, sopra de forma generosa para o Planalto. Lula desembarca hoje na Bahia não apenas com os ares do Recôncavo, mas com a atmosfera política a seu favor. Depois de meses de turbulência e disputas narrativas, o presidente vive, enfim, uma fase de retomada — de imagem, de discurso e, sobretudo, de confiança.

A pesquisa Genial/Quest divulgada ontem aponta um empate técnico entre aprovação e rejeição: 49% a 49%. À primeira vista, um equilíbrio. Mas, ao se olhar o histórico, o número revela um salto expressivo. Em maio, Lula enfrentava uma maré de 41% de aprovação contra 57% de rejeição — uma diferença de 16 pontos que hoje simplesmente desapareceu. É um alívio político e simbólico: a curva de confiança volta a subir, e o discurso presidencial começa a ressoar novamente junto à base popular.

Mais que isso: as pautas econômicas do governo encontram eco no coração do povo. Isenção do imposto de renda até R$ 5 mil — aprovada por 79% dos entrevistados — e taxação dos super-ricos — apoiada por 64% — demonstram que a agenda de justiça fiscal, antes tratada como tema árido, ganhou musculatura popular. O país, cansado das distorções, parece disposto a aplaudir quem fala em equidade.

Não é coincidência que, no epicentro desse novo ciclo, esteja o toque baiano de Sidônio Palmeira. O marqueteiro, agora ministro da Secretaria de Comunicação, soube devolver a Lula aquilo que sempre o diferenciou: a narrativa da soberania e da dignidade nacional. Foi nessa toada que o presidente discursou na ONU, com o verbo firme e o corpo relaxado, misto de estadista e sindicalista. E é nessa batida que ele chega à Bahia, terra do axé e da força simbólica, onde o povo entende que política também é emoção, ritmo e fé.

E há simbolismo de sobra: é a sexta visita de Lula à Bahia desde o início do mandato. Nenhum outro estado recebeu tantas idas presidenciais — e isso não é acaso. A Bahia é mais que um reduto eleitoral; é o território afetivo do lulismo. Aqui, ele reencontra o Brasil que o abraçou primeiro, o Nordeste que o sustentou nas fases mais duras, e o povo que ainda o chama pelo nome, sem intermediação de protocolos.

Mas não se trata apenas de afeto. A visita traz também o anúncio da retomada do Estaleiro Enseada, em São Roque do Paraguaçu — uma ferida aberta desde os dias sombrios da Lava Jato. Ali, a operação que prometia moralidade acabou deixando ruínas econômicas e sociais: desemprego, violência e desespero. O retorno das atividades, se concretizado, será mais que um ato administrativo — será um gesto de reparação histórica.

Ao mesmo tempo, Lula se move com a habilidade de quem conhece o xadrez político. Faz as pazes com Donald Trump — sim, o mesmo que um dia o tratou como antagonista — e transforma o gesto em argumento de soberania nacional. Mostra que pode dialogar até com os ventos contrários quando o objetivo é o interesse do país.

Claro, há quem o veja velho no ciclo político, como se dissesse que o tempo dele já passou. Mas há um ditado baiano que parece feito sob medida: “quem tem axé, renasce todo dia”. Lula, ao que tudo indica, ainda tem muito desse axé — político, popular e simbólico.

No tabuleiro de 2026, ele surge novamente como o jogador central — o único brasileiro da história que pode mirar um quarto mandato conquistado nas urnas. Para seus adversários, é o prenúncio de um embate épico; para seus aliados, a promessa de um novo ciclo de poder.

Hoje, ao chegar à Bahia, Lula não encontrará apenas aplausos e câmeras — encontrará o espelho de sua própria trajetória: a resistência, o renascimento e a crença teimosa de que o Brasil ainda pode dar certo.

E quando o sol do Recôncavo tocar o fim da tarde, misturando política e fé, vai ser difícil negar: há, sim, bons ventos soprando a favor.
Axé para o presidente!

A Casa da Amizade — Tijolos, Silêncios e Eternidades

 

 

Recebi de uma irmã gerada no espírito um trecho de um poema de Capiba e Hermínio Bello de Carvalho, desses que carregam a sabedoria mansa de quem compreende o coração humano:

“Amigo que é amigo quando quer estar presente
Faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
Se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
E oferece lugar pra dormir e comer.”

Esses versos são uma lição sobre o valor do afeto discreto — aquele que não precisa anunciar-se, porque simplesmente é. O verdadeiro amigo não invade o espaço do outro; ele o habita em silêncio. Sua presença é como o ar: não se vê, mas é impossível viver sem.

E foi nesse instante, ouvindo o eco das palavras do poeta, que me veio à memória a voz inconfundível de Zélia Duncan, interpretando um outro hino à amizade:

“Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre.
Mas é preciso ter muito tijolo e terra,
preparar reboco, construir tramelas…”

A imagem da amizade como uma casa é de uma beleza simples e profunda. Amigo é morada — e morada não se ergue da noite para o dia. É feita de tempo, confiança, erros, perdões e silêncios. Cada gesto de cuidado é um tijolo; cada palavra dita com verdade é um alicerce.

Mas o poema nos lembra também da fragilidade dessa construção. É preciso “reboco” para esconder as imperfeições, “tramelas” para proteger o que é íntimo. A amizade exige manutenção. Exige o trabalho delicado de quem entende que as paredes do afeto também podem trincar, e que só o amor paciente as reconstrói.

Zélia Duncan canta com ternura, mas também com firmeza, quando diz que “há que usar a sapiência de um João-de-barro”. O João-de-barro, pequeno arquiteto da natureza, constrói com arte e persistência. Faz e refaz sua casa quantas vezes for preciso. Assim deve ser a amizade: uma obra sempre inacabada, feita de recomeços.

E o verso final é um lembrete poderoso:

“Há que o alicerce seja muito resistente,
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger.”

Na vida, as tempestades são inevitáveis — mas é nelas que descobrimos quem realmente fica. O amigo verdadeiro é o teto que não desaba, o abrigo que não cobra, a mão que não solta.

Talvez, no fundo, seja isso o que os poetas tentam nos dizer: que amizade é uma forma de fé. Uma fé construída não com palavras bonitas, mas com tijolos de presença.

E, como toda boa casa, uma amizade verdadeira carrega o cheiro do café, o calor do abraço e a certeza de que, por mais longa que seja a estrada, há sempre um lugar para voltar.

Porque, afinal, amigo é casa — e casa é onde o coração repousa sem precisar explicar-se.

A Casa da Amizade — Tijolos, Silêncios e Eternidades

 

 

Recebi de uma irmã gerada no espírito um trecho de um poema de Capiba e Hermínio Bello de Carvalho, desses que carregam a sabedoria mansa de quem compreende o coração humano:

“Amigo que é amigo quando quer estar presente
Faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
Se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
E oferece lugar pra dormir e comer.”

Esses versos são uma lição sobre o valor do afeto discreto — aquele que não precisa anunciar-se, porque simplesmente é. O verdadeiro amigo não invade o espaço do outro; ele o habita em silêncio. Sua presença é como o ar: não se vê, mas é impossível viver sem.

E foi nesse instante, ouvindo o eco das palavras do poeta, que me veio à memória a voz inconfundível de Zélia Duncan, interpretando um outro hino à amizade:

“Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre.
Mas é preciso ter muito tijolo e terra,
preparar reboco, construir tramelas…”

A imagem da amizade como uma casa é de uma beleza simples e profunda. Amigo é morada — e morada não se ergue da noite para o dia. É feita de tempo, confiança, erros, perdões e silêncios. Cada gesto de cuidado é um tijolo; cada palavra dita com verdade é um alicerce.

Mas o poema nos lembra também da fragilidade dessa construção. É preciso “reboco” para esconder as imperfeições, “tramelas” para proteger o que é íntimo. A amizade exige manutenção. Exige o trabalho delicado de quem entende que as paredes do afeto também podem trincar, e que só o amor paciente as reconstrói.

Zélia Duncan canta com ternura, mas também com firmeza, quando diz que “há que usar a sapiência de um João-de-barro”. O João-de-barro, pequeno arquiteto da natureza, constrói com arte e persistência. Faz e refaz sua casa quantas vezes for preciso. Assim deve ser a amizade: uma obra sempre inacabada, feita de recomeços.

E o verso final é um lembrete poderoso:

“Há que o alicerce seja muito resistente,
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger.”

Na vida, as tempestades são inevitáveis — mas é nelas que descobrimos quem realmente fica. O amigo verdadeiro é o teto que não desaba, o abrigo que não cobra, a mão que não solta.

Talvez, no fundo, seja isso o que os poetas tentam nos dizer: que amizade é uma forma de fé. Uma fé construída não com palavras bonitas, mas com tijolos de presença.

E, como toda boa casa, uma amizade verdadeira carrega o cheiro do café, o calor do abraço e a certeza de que, por mais longa que seja a estrada, há sempre um lugar para voltar.

Porque, afinal, amigo é casa — e casa é onde o coração repousa sem precisar explicar-se.

Quando governar é ouvir: a revolução participativa de Sheila Lemos

 

Por Padre Carlos

Em tempos em que a palavra democracia parece, tantas vezes, reduzida a discursos vazios e promessas sazonais, Vitória da Conquista assiste a um movimento raro: a prática concreta da escuta popular. A prefeita Sheila Lemos tem se destacado, não apenas entre as gestões municipais da Bahia, mas em todo o eixo Norte-Nordeste, ao adotar um modelo de administração pública participativa, moderno, transparente e inclusivo.

Na tarde desta quinta-feira (9), mais uma audiência pública realizada pela Prefeitura Municipal reafirmou essa vocação democrática. O encontro, sediado no auditório da Praça CEU, abriu espaço para que a comunidade participasse da elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) — um instrumento decisivo para definir o destino dos recursos públicos. Mais do que um gesto simbólico, trata-se de uma ação efetiva de governo compartilhado.

Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Governo, a secretária Geanne Oliveira apresentou o processo de construção do Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, elaborado com base em 46 mil respostas enviadas pela população por meio de uma plataforma digital criada especialmente para ouvir as demandas da cidade. Esses números não representam apenas dados técnicos — são o retrato vivo de uma população que acredita que sua voz pode, de fato, transformar o espaço em que vive.

O secretário Rodrigo Bulhões, de Finanças e Execução Orçamentária, reforçou que a LOA nasce diretamente desse diálogo, levando em conta as prioridades indicadas pelos cidadãos. Trata-se de uma inovação administrativa que rompe com velhas práticas de gabinete e devolve ao povo o papel de coprodutor das políticas públicas.

A presença de técnicos e servidores como Edinael Pardim, da Secretaria de Saúde, demonstra que essa visão de gestão participativa não é apenas da prefeita, mas permeia todo o corpo administrativo. “São momentos extremamente importantes para que a gente consiga construir a gestão de modo que ela atenda as necessidades indicadas pela população”, disse ele, traduzindo em palavras a essência de uma gestão que se quer coletiva e responsável.

E a fala do mestrando Auristenisson da Mota trouxe a dimensão acadêmica e cidadã desse processo: “a opinião pública precisa ter espaço para que possa, de fato, participar, se sentir integrada e ser também comprometida com a Administração Municipal”. Essa frase resume o espírito de um tempo em que o cidadão deixa de ser mero espectador e passa a ser ator político na construção do futuro de sua cidade.

Em um cenário nacional em que o descrédito com a política ainda é forte, Sheila Lemos consolida-se como exemplo de que é possível governar com diálogo, planejamento e coragem de inovar. Vitória da Conquista não apenas segue avançando — ela está ensinando ao Brasil que democracia se faz com participação, e não apenas com votos.

Quando governar é ouvir: a revolução participativa de Sheila Lemos

 

Por Padre Carlos

Em tempos em que a palavra democracia parece, tantas vezes, reduzida a discursos vazios e promessas sazonais, Vitória da Conquista assiste a um movimento raro: a prática concreta da escuta popular. A prefeita Sheila Lemos tem se destacado, não apenas entre as gestões municipais da Bahia, mas em todo o eixo Norte-Nordeste, ao adotar um modelo de administração pública participativa, moderno, transparente e inclusivo.

Na tarde desta quinta-feira (9), mais uma audiência pública realizada pela Prefeitura Municipal reafirmou essa vocação democrática. O encontro, sediado no auditório da Praça CEU, abriu espaço para que a comunidade participasse da elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) — um instrumento decisivo para definir o destino dos recursos públicos. Mais do que um gesto simbólico, trata-se de uma ação efetiva de governo compartilhado.

Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Governo, a secretária Geanne Oliveira apresentou o processo de construção do Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, elaborado com base em 46 mil respostas enviadas pela população por meio de uma plataforma digital criada especialmente para ouvir as demandas da cidade. Esses números não representam apenas dados técnicos — são o retrato vivo de uma população que acredita que sua voz pode, de fato, transformar o espaço em que vive.

O secretário Rodrigo Bulhões, de Finanças e Execução Orçamentária, reforçou que a LOA nasce diretamente desse diálogo, levando em conta as prioridades indicadas pelos cidadãos. Trata-se de uma inovação administrativa que rompe com velhas práticas de gabinete e devolve ao povo o papel de coprodutor das políticas públicas.

A presença de técnicos e servidores como Edinael Pardim, da Secretaria de Saúde, demonstra que essa visão de gestão participativa não é apenas da prefeita, mas permeia todo o corpo administrativo. “São momentos extremamente importantes para que a gente consiga construir a gestão de modo que ela atenda as necessidades indicadas pela população”, disse ele, traduzindo em palavras a essência de uma gestão que se quer coletiva e responsável.

E a fala do mestrando Auristenisson da Mota trouxe a dimensão acadêmica e cidadã desse processo: “a opinião pública precisa ter espaço para que possa, de fato, participar, se sentir integrada e ser também comprometida com a Administração Municipal”. Essa frase resume o espírito de um tempo em que o cidadão deixa de ser mero espectador e passa a ser ator político na construção do futuro de sua cidade.

Em um cenário nacional em que o descrédito com a política ainda é forte, Sheila Lemos consolida-se como exemplo de que é possível governar com diálogo, planejamento e coragem de inovar. Vitória da Conquista não apenas segue avançando — ela está ensinando ao Brasil que democracia se faz com participação, e não apenas com votos.

Larissa Gomes e Thiago Aquino são as primeiras atrações confirmadas da 10ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia

A tradicional Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia chega à sua décima edição prometendo mais uma vez agitar toda a região. As primeiras atrações confirmadas são Larissa Gomes e Thiago Aquino, dois grandes nomes da música que garantem levantar o público com muito ritmo e animação.

 

O evento será realizado nos dias 8 e 9 de novembro, coincidindo com o aniversário de Vitória da Conquista, e promete reunir uma multidão. Outras atrações ainda serão anunciadas nos próximos dias, reforçando o clima de expectativa para a grande festa.

 

A Festa da Bandeira é uma realização do mandato do vereador Luciano Gomes, idealizador e apoiador do evento, que todos os anos traz grandes artistas de nível nacional para a comunidade, valorizando a cultura local e proporcionando momentos de lazer e diversão para toda a população.

 

🎉 Cabeceira do Jibóia se prepara para viver dois dias de muita festa, música e tradição!

Larissa Gomes e Thiago Aquino são as primeiras atrações confirmadas da 10ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia

A tradicional Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia chega à sua décima edição prometendo mais uma vez agitar toda a região. As primeiras atrações confirmadas são Larissa Gomes e Thiago Aquino, dois grandes nomes da música que garantem levantar o público com muito ritmo e animação.

 

O evento será realizado nos dias 8 e 9 de novembro, coincidindo com o aniversário de Vitória da Conquista, e promete reunir uma multidão. Outras atrações ainda serão anunciadas nos próximos dias, reforçando o clima de expectativa para a grande festa.

 

A Festa da Bandeira é uma realização do mandato do vereador Luciano Gomes, idealizador e apoiador do evento, que todos os anos traz grandes artistas de nível nacional para a comunidade, valorizando a cultura local e proporcionando momentos de lazer e diversão para toda a população.

 

🎉 Cabeceira do Jibóia se prepara para viver dois dias de muita festa, música e tradição!

Décima Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia será marcada por grandes atrações e pela presença do governador Jerônimo Rodrigues

A 10ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia vem com tudo este ano! Em clima de comemoração pelo aniversário da comunidade de Cabeceira do Jibóia, o evento será realizado em dois dias de festa — 8 e 9 de novembro, coincidindo com o aniversário de Vitória da Conquista.

As primeiras atrações confirmadas já prometem agitar o público: Thiago Aquino e Larissa Gomes estão garantidos no palco, levando muita música e animação. E tem muito mais atrações a serem divulgadas em breve, garantindo uma programação inesquecível!

Um dos grandes momentos será a presença do governador Jerônimo Rodrigues, que prestigiará o evento e reforçará a importância das tradições culturais da região.

A Festa da Bandeira é uma realização do mandato do vereador Luciano Gomes, que tem se dedicado a fortalecer as manifestações culturais e valorizar as comunidades do interior de Vitória da Conquista.

🌟 Prepare-se! Nos dias 8 e 9 de novembro, Cabeceira do Jibóia será o ponto de encontro da alegria, cultura e tradição do povo conquistense!

Décima Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia será marcada por grandes atrações e pela presença do governador Jerônimo Rodrigues

A 10ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia vem com tudo este ano! Em clima de comemoração pelo aniversário da comunidade de Cabeceira do Jibóia, o evento será realizado em dois dias de festa — 8 e 9 de novembro, coincidindo com o aniversário de Vitória da Conquista.

As primeiras atrações confirmadas já prometem agitar o público: Thiago Aquino e Larissa Gomes estão garantidos no palco, levando muita música e animação. E tem muito mais atrações a serem divulgadas em breve, garantindo uma programação inesquecível!

Um dos grandes momentos será a presença do governador Jerônimo Rodrigues, que prestigiará o evento e reforçará a importância das tradições culturais da região.

A Festa da Bandeira é uma realização do mandato do vereador Luciano Gomes, que tem se dedicado a fortalecer as manifestações culturais e valorizar as comunidades do interior de Vitória da Conquista.

🌟 Prepare-se! Nos dias 8 e 9 de novembro, Cabeceira do Jibóia será o ponto de encontro da alegria, cultura e tradição do povo conquistense!

Governo do Estado e Petrobras assinam acordo para implantar canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica no Estaleiro São Roque*

O governador Jerônimo Rodrigues e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, assinaram, na tarde desta quinta-feira (9), um protocolo de intenções que prevê a utilização do Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, como canteiro de obras do novo Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Itaparica. O acordo foi celebrado durante evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

 

Atualmente sem utilização, o estaleiro pertence à Petrobras, que planeja retomar sua operação. O documento firmado com o Governo do Estado estabelece, entre outros pontos, a cessão de parte da área do Estaleiro São Roque para utilização como apoio na construção da Ponte Salvador-Itaparica. A medida reforça a integração entre os grandes projetos estruturantes em curso na Bahia e o compromisso dos governos estadual e federal com a implantação do novo sistema rodoviário a partir da Baía de Todos-os-Santos.

 

De acordo com a Concessionária Ponte-Salvador Itaparica, responsável pela execução do projeto, o canteiro de São Roque do Paraguaçu será destinado à produção de pré-moldados da ponte. Os outros dois canteiros de obras serão implantados na região da Jequitaia, em Salvador, e no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.

 

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

Governo do Estado e Petrobras assinam acordo para implantar canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica no Estaleiro São Roque*

O governador Jerônimo Rodrigues e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, assinaram, na tarde desta quinta-feira (9), um protocolo de intenções que prevê a utilização do Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, como canteiro de obras do novo Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Itaparica. O acordo foi celebrado durante evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

 

Atualmente sem utilização, o estaleiro pertence à Petrobras, que planeja retomar sua operação. O documento firmado com o Governo do Estado estabelece, entre outros pontos, a cessão de parte da área do Estaleiro São Roque para utilização como apoio na construção da Ponte Salvador-Itaparica. A medida reforça a integração entre os grandes projetos estruturantes em curso na Bahia e o compromisso dos governos estadual e federal com a implantação do novo sistema rodoviário a partir da Baía de Todos-os-Santos.

 

De acordo com a Concessionária Ponte-Salvador Itaparica, responsável pela execução do projeto, o canteiro de São Roque do Paraguaçu será destinado à produção de pré-moldados da ponte. Os outros dois canteiros de obras serão implantados na região da Jequitaia, em Salvador, e no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.

 

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

“Padre Joselito: Da periferia ao altar”

 

por Padre Carlos

Nasceu entre serras, lá de Itambé, o menino,
com os olhos brilhando de sol e destino.
Mas foi nas Pedrinhas, de chão batido e fé,
que aprendeu que o amor é o maior catecismo.

Entre risos de rua e o sino da Catedral,
o pequeno coroinha acendia a esperança,
segurava o incenso como quem segura um ideal,
e o altar era já o espelho de sua bonança.

Filho da periferia, irmão dos humildes,
caminhou entre becos, rezas e sonhos,
e fez do Evangelho um gesto fecundo,
levando ternura aos cantos do mundo.

O tempo passou — mas não a pureza,
do olhar que um dia fitou o altar;
Padre Joselito, tua maior riqueza
é servir sem nunca deixar de amar.

Hoje, tua voz ecoa entre o povo,
não como quem prega, mas quem acolhe e sente.
Porque o Deus que moldou teu chamado novo,
habita o coração de quem é gente.

Das Pedrinhas ao céu, tua história ensina:
que a santidade nasce na esquina,
que a fé pode brotar da infância simples —
e que o altar começa, sempre,
no coração de um menino.

“Padre Joselito: Da periferia ao altar”

 

por Padre Carlos

Nasceu entre serras, lá de Itambé, o menino,
com os olhos brilhando de sol e destino.
Mas foi nas Pedrinhas, de chão batido e fé,
que aprendeu que o amor é o maior catecismo.

Entre risos de rua e o sino da Catedral,
o pequeno coroinha acendia a esperança,
segurava o incenso como quem segura um ideal,
e o altar era já o espelho de sua bonança.

Filho da periferia, irmão dos humildes,
caminhou entre becos, rezas e sonhos,
e fez do Evangelho um gesto fecundo,
levando ternura aos cantos do mundo.

O tempo passou — mas não a pureza,
do olhar que um dia fitou o altar;
Padre Joselito, tua maior riqueza
é servir sem nunca deixar de amar.

Hoje, tua voz ecoa entre o povo,
não como quem prega, mas quem acolhe e sente.
Porque o Deus que moldou teu chamado novo,
habita o coração de quem é gente.

Das Pedrinhas ao céu, tua história ensina:
que a santidade nasce na esquina,
que a fé pode brotar da infância simples —
e que o altar começa, sempre,
no coração de um menino.

Nota de Falecimento — João Carlos Moreira de Santana (1952–2025)

 

(por Padre Carlos)

Vitória da Conquista se despede, com pesar, de João Carlos Moreira de Santana, que faleceu aos 73 anos, nesta quarta-feira, no Hospital de Base, em decorrência de complicações de saúde.

Figura muito querida e conhecida por amigos e familiares, João Carlos deixa uma lacuna profunda na vida de todos que compartilharam de sua amizade, alegria e sabedoria. Homem de convicções firmes e coração generoso, foi exemplo de dedicação à família e de serenidade diante dos desafios da vida.

Casado, pai de três filhos e avô de seis netos, João Carlos será lembrado pelo amor à vida, pelo sorriso fácil e pelas histórias que marcaram as gerações que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

O velório acontece no Salão Prime da Pax, localizado na Rua Olavo Bilac, fundos do Hospital São Vicente. O sepultamento está programado para as 16h, no Cemitério Parque da Cidade.

À família e aos amigos, o Blog Política e Resenha e toda a comunidade expressam solidariedade e conforto neste momento de dor.

Nota de Falecimento — João Carlos Moreira de Santana (1952–2025)

 

(por Padre Carlos)

Vitória da Conquista se despede, com pesar, de João Carlos Moreira de Santana, que faleceu aos 73 anos, nesta quarta-feira, no Hospital de Base, em decorrência de complicações de saúde.

Figura muito querida e conhecida por amigos e familiares, João Carlos deixa uma lacuna profunda na vida de todos que compartilharam de sua amizade, alegria e sabedoria. Homem de convicções firmes e coração generoso, foi exemplo de dedicação à família e de serenidade diante dos desafios da vida.

Casado, pai de três filhos e avô de seis netos, João Carlos será lembrado pelo amor à vida, pelo sorriso fácil e pelas histórias que marcaram as gerações que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

O velório acontece no Salão Prime da Pax, localizado na Rua Olavo Bilac, fundos do Hospital São Vicente. O sepultamento está programado para as 16h, no Cemitério Parque da Cidade.

À família e aos amigos, o Blog Política e Resenha e toda a comunidade expressam solidariedade e conforto neste momento de dor.

ARTIGO – O Feitiço do Centrão e a Armadilha do Congresso

 

 

(Padre Carlos)

O que assistimos ontem em Brasília é mais do que um embate entre governo e oposição — é uma tragédia política em capítulos repetidos. O centrão e a oposição, de mãos dadas quando lhes convém, miram no presidente Lula, mas acertam em cheio o Brasil e a população brasileira. Esse é o ponto mais dramático dessa novela que, a cada legislatura, ganha novos atores, mas o mesmo roteiro: o Congresso Nacional transformado em um poder que captura o orçamento público e dita a pauta fiscal.

O economista Marcos Mendes tem razão ao afirmar que, desde Dilma Rousseff, o Congresso passou a interferir de forma determinante na política fiscal. A consequência disso é visível: o governo federal fica refém de uma estrutura de poder que se alimenta de emendas, cargos e benesses. O equilíbrio entre arrecadação e investimento estrutural foi substituído por um modelo de “sobrevivência política”, onde o presidente da República precisa negociar cada centavo como se fosse refém do próprio Parlamento.

E não é de hoje. Michel Temer, um político que conhecia como poucos os corredores da Câmara, acabou de joelhos diante do centrão. Se nem ele, com toda sua habilidade de bastidor, conseguiu governar sem entregar parte do orçamento, o que dizer de outros governos? Dilma caiu sob a mesma pressão. Bolsonaro, que prometeu enfrentar o sistema, rendeu-se a ele. E agora Lula enfrenta o mesmo dilema: governar com o Congresso ou ser engolido por ele.

O Brasil vive um feitiço perigoso — o feitiço do centrão. A cada governo, o Parlamento amplia o seu poder sobre o Orçamento, transformando a política em um balcão de negócios. É uma armadilha institucional, talvez a mais grave da Nova República. O risco é que nenhum presidente, por mais popular que seja, consiga romper esse ciclo. Nem Jesus Cristo, como ironizou um analista, conseguiria enfrentar esse Congresso Nacional.

A saída? Talvez esteja onde menos se espera: no Supremo Tribunal Federal. Se o STF não colocar freio na farra das emendas de relator e não restabelecer o princípio republicano do orçamento público — aquele que serve ao povo e não aos parlamentares —, ficaremos condenados a repetir a história.

O problema não é apenas fiscal, é estrutural. É a subversão do papel dos Poderes. Enquanto isso, o Brasil segue paralisado, e o povo continua pagando a conta.

ARTIGO – O Feitiço do Centrão e a Armadilha do Congresso

 

 

(Padre Carlos)

O que assistimos ontem em Brasília é mais do que um embate entre governo e oposição — é uma tragédia política em capítulos repetidos. O centrão e a oposição, de mãos dadas quando lhes convém, miram no presidente Lula, mas acertam em cheio o Brasil e a população brasileira. Esse é o ponto mais dramático dessa novela que, a cada legislatura, ganha novos atores, mas o mesmo roteiro: o Congresso Nacional transformado em um poder que captura o orçamento público e dita a pauta fiscal.

O economista Marcos Mendes tem razão ao afirmar que, desde Dilma Rousseff, o Congresso passou a interferir de forma determinante na política fiscal. A consequência disso é visível: o governo federal fica refém de uma estrutura de poder que se alimenta de emendas, cargos e benesses. O equilíbrio entre arrecadação e investimento estrutural foi substituído por um modelo de “sobrevivência política”, onde o presidente da República precisa negociar cada centavo como se fosse refém do próprio Parlamento.

E não é de hoje. Michel Temer, um político que conhecia como poucos os corredores da Câmara, acabou de joelhos diante do centrão. Se nem ele, com toda sua habilidade de bastidor, conseguiu governar sem entregar parte do orçamento, o que dizer de outros governos? Dilma caiu sob a mesma pressão. Bolsonaro, que prometeu enfrentar o sistema, rendeu-se a ele. E agora Lula enfrenta o mesmo dilema: governar com o Congresso ou ser engolido por ele.

O Brasil vive um feitiço perigoso — o feitiço do centrão. A cada governo, o Parlamento amplia o seu poder sobre o Orçamento, transformando a política em um balcão de negócios. É uma armadilha institucional, talvez a mais grave da Nova República. O risco é que nenhum presidente, por mais popular que seja, consiga romper esse ciclo. Nem Jesus Cristo, como ironizou um analista, conseguiria enfrentar esse Congresso Nacional.

A saída? Talvez esteja onde menos se espera: no Supremo Tribunal Federal. Se o STF não colocar freio na farra das emendas de relator e não restabelecer o princípio republicano do orçamento público — aquele que serve ao povo e não aos parlamentares —, ficaremos condenados a repetir a história.

O problema não é apenas fiscal, é estrutural. É a subversão do papel dos Poderes. Enquanto isso, o Brasil segue paralisado, e o povo continua pagando a conta.

O preço da mobilidade: quando o subsídio não se traduz em transporte digno

 

Por Padre Carlos

Há um momento em que as cidades precisam encarar o espelho — e Vitória da Conquista está diante desse reflexo incômodo. A fala do presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), nesta quarta-feira (9), trouxe à tona uma questão que há muito tempo é sussurrada nos pontos de ônibus, mas raramente ecoa com força nas tribunas: como é possível que um sistema de transporte coletivo subsidiado em R$ 9 milhões por mês continue tão distante das reais necessidades da população?

A pergunta de Ivan não é apenas contábil; é moral. O transporte público, ao lado da saúde e da educação, é um dos pilares da dignidade urbana. Quando ele falha, a cidade se torna menor — mais segregada, mais injusta e mais cansada. O vereador, ao propor a ampliação da gratuidade para pessoas a partir de 60 anos, não faz um favor: ele aponta para uma dívida social que cresce silenciosa, dia após dia, nos bancos frios dos terminais.

O Estatuto do Idoso garante o benefício a partir dos 65 anos, é verdade. Mas quem vive a realidade das ruas de Conquista sabe que o corpo de quem tem 60 muitas vezes carrega o peso de 80. São pessoas que ainda precisam trabalhar, buscar remédio, cuidar dos netos — e que, não raramente, deixam de se deslocar por falta de dinheiro para a passagem. Ampliar o direito à mobilidade é, portanto, um gesto de humanidade, e não um luxo orçamentário.

Mas o discurso de Ivan vai além da questão etária. Ele toca num ponto sensível: a transparência e a eficiência do subsídio público. Se o município destina R$ 9 milhões mensais às empresas de ônibus, é legítimo — e urgente — que a sociedade saiba o que está recebendo em troca. Linhas reduzidas, horários escassos e veículos sucateados não condizem com o peso desse investimento.

O vereador acerta também ao propor uma audiência pública. É nesse espaço que a democracia se oxigena, e que o cidadão pode questionar, sem filtros, onde estão os resultados desse aporte milionário. Afinal, se o transporte é público, a discussão sobre ele deve ser igualmente pública.

A lembrança feita por Ivan sobre o atual coordenador de transporte, Sérgio Hubner — que já esteve “dos dois lados do balcão”, como ele disse —, não é mero detalhe. Trata-se de um convite à coerência administrativa. Conhecer o sistema de dentro é uma vantagem, mas também uma responsabilidade. A experiência não pode ser usada como escudo, e sim como ferramenta de reforma.

Por fim, há algo de simbólico na sugestão de expansão das linhas para regiões como Bate-Pé, o Parque Logístico e o Condomínio Europa Unida. A cidade cresce, mas o transporte parece encolher. O poder público precisa acompanhar esse movimento — não apenas com ônibus, mas com visão de futuro.

O debate levantado por Ivan Cordeiro é mais do que oportuno: é necessário e corajoso. Porque discutir o transporte coletivo é discutir o próprio direito de existir plenamente na cidade.

E talvez o verdadeiro desafio de Vitória da Conquista não seja apenas o de gastar R$ 9 milhões com ônibus — mas o de fazer com que cada real investido faça o povo andar com dignidade.

O preço da mobilidade: quando o subsídio não se traduz em transporte digno

 

Por Padre Carlos

Há um momento em que as cidades precisam encarar o espelho — e Vitória da Conquista está diante desse reflexo incômodo. A fala do presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), nesta quarta-feira (9), trouxe à tona uma questão que há muito tempo é sussurrada nos pontos de ônibus, mas raramente ecoa com força nas tribunas: como é possível que um sistema de transporte coletivo subsidiado em R$ 9 milhões por mês continue tão distante das reais necessidades da população?

A pergunta de Ivan não é apenas contábil; é moral. O transporte público, ao lado da saúde e da educação, é um dos pilares da dignidade urbana. Quando ele falha, a cidade se torna menor — mais segregada, mais injusta e mais cansada. O vereador, ao propor a ampliação da gratuidade para pessoas a partir de 60 anos, não faz um favor: ele aponta para uma dívida social que cresce silenciosa, dia após dia, nos bancos frios dos terminais.

O Estatuto do Idoso garante o benefício a partir dos 65 anos, é verdade. Mas quem vive a realidade das ruas de Conquista sabe que o corpo de quem tem 60 muitas vezes carrega o peso de 80. São pessoas que ainda precisam trabalhar, buscar remédio, cuidar dos netos — e que, não raramente, deixam de se deslocar por falta de dinheiro para a passagem. Ampliar o direito à mobilidade é, portanto, um gesto de humanidade, e não um luxo orçamentário.

Mas o discurso de Ivan vai além da questão etária. Ele toca num ponto sensível: a transparência e a eficiência do subsídio público. Se o município destina R$ 9 milhões mensais às empresas de ônibus, é legítimo — e urgente — que a sociedade saiba o que está recebendo em troca. Linhas reduzidas, horários escassos e veículos sucateados não condizem com o peso desse investimento.

O vereador acerta também ao propor uma audiência pública. É nesse espaço que a democracia se oxigena, e que o cidadão pode questionar, sem filtros, onde estão os resultados desse aporte milionário. Afinal, se o transporte é público, a discussão sobre ele deve ser igualmente pública.

A lembrança feita por Ivan sobre o atual coordenador de transporte, Sérgio Hubner — que já esteve “dos dois lados do balcão”, como ele disse —, não é mero detalhe. Trata-se de um convite à coerência administrativa. Conhecer o sistema de dentro é uma vantagem, mas também uma responsabilidade. A experiência não pode ser usada como escudo, e sim como ferramenta de reforma.

Por fim, há algo de simbólico na sugestão de expansão das linhas para regiões como Bate-Pé, o Parque Logístico e o Condomínio Europa Unida. A cidade cresce, mas o transporte parece encolher. O poder público precisa acompanhar esse movimento — não apenas com ônibus, mas com visão de futuro.

O debate levantado por Ivan Cordeiro é mais do que oportuno: é necessário e corajoso. Porque discutir o transporte coletivo é discutir o próprio direito de existir plenamente na cidade.

E talvez o verdadeiro desafio de Vitória da Conquista não seja apenas o de gastar R$ 9 milhões com ônibus — mas o de fazer com que cada real investido faça o povo andar com dignidade.