Política e Resenha

O preço da mobilidade: quando o subsídio não se traduz em transporte digno

 

Por Padre Carlos

Há um momento em que as cidades precisam encarar o espelho — e Vitória da Conquista está diante desse reflexo incômodo. A fala do presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), nesta quarta-feira (9), trouxe à tona uma questão que há muito tempo é sussurrada nos pontos de ônibus, mas raramente ecoa com força nas tribunas: como é possível que um sistema de transporte coletivo subsidiado em R$ 9 milhões por mês continue tão distante das reais necessidades da população?

A pergunta de Ivan não é apenas contábil; é moral. O transporte público, ao lado da saúde e da educação, é um dos pilares da dignidade urbana. Quando ele falha, a cidade se torna menor — mais segregada, mais injusta e mais cansada. O vereador, ao propor a ampliação da gratuidade para pessoas a partir de 60 anos, não faz um favor: ele aponta para uma dívida social que cresce silenciosa, dia após dia, nos bancos frios dos terminais.

O Estatuto do Idoso garante o benefício a partir dos 65 anos, é verdade. Mas quem vive a realidade das ruas de Conquista sabe que o corpo de quem tem 60 muitas vezes carrega o peso de 80. São pessoas que ainda precisam trabalhar, buscar remédio, cuidar dos netos — e que, não raramente, deixam de se deslocar por falta de dinheiro para a passagem. Ampliar o direito à mobilidade é, portanto, um gesto de humanidade, e não um luxo orçamentário.

Mas o discurso de Ivan vai além da questão etária. Ele toca num ponto sensível: a transparência e a eficiência do subsídio público. Se o município destina R$ 9 milhões mensais às empresas de ônibus, é legítimo — e urgente — que a sociedade saiba o que está recebendo em troca. Linhas reduzidas, horários escassos e veículos sucateados não condizem com o peso desse investimento.

O vereador acerta também ao propor uma audiência pública. É nesse espaço que a democracia se oxigena, e que o cidadão pode questionar, sem filtros, onde estão os resultados desse aporte milionário. Afinal, se o transporte é público, a discussão sobre ele deve ser igualmente pública.

A lembrança feita por Ivan sobre o atual coordenador de transporte, Sérgio Hubner — que já esteve “dos dois lados do balcão”, como ele disse —, não é mero detalhe. Trata-se de um convite à coerência administrativa. Conhecer o sistema de dentro é uma vantagem, mas também uma responsabilidade. A experiência não pode ser usada como escudo, e sim como ferramenta de reforma.

Por fim, há algo de simbólico na sugestão de expansão das linhas para regiões como Bate-Pé, o Parque Logístico e o Condomínio Europa Unida. A cidade cresce, mas o transporte parece encolher. O poder público precisa acompanhar esse movimento — não apenas com ônibus, mas com visão de futuro.

O debate levantado por Ivan Cordeiro é mais do que oportuno: é necessário e corajoso. Porque discutir o transporte coletivo é discutir o próprio direito de existir plenamente na cidade.

E talvez o verdadeiro desafio de Vitória da Conquista não seja apenas o de gastar R$ 9 milhões com ônibus — mas o de fazer com que cada real investido faça o povo andar com dignidade.

O preço da mobilidade: quando o subsídio não se traduz em transporte digno

 

Por Padre Carlos

Há um momento em que as cidades precisam encarar o espelho — e Vitória da Conquista está diante desse reflexo incômodo. A fala do presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), nesta quarta-feira (9), trouxe à tona uma questão que há muito tempo é sussurrada nos pontos de ônibus, mas raramente ecoa com força nas tribunas: como é possível que um sistema de transporte coletivo subsidiado em R$ 9 milhões por mês continue tão distante das reais necessidades da população?

A pergunta de Ivan não é apenas contábil; é moral. O transporte público, ao lado da saúde e da educação, é um dos pilares da dignidade urbana. Quando ele falha, a cidade se torna menor — mais segregada, mais injusta e mais cansada. O vereador, ao propor a ampliação da gratuidade para pessoas a partir de 60 anos, não faz um favor: ele aponta para uma dívida social que cresce silenciosa, dia após dia, nos bancos frios dos terminais.

O Estatuto do Idoso garante o benefício a partir dos 65 anos, é verdade. Mas quem vive a realidade das ruas de Conquista sabe que o corpo de quem tem 60 muitas vezes carrega o peso de 80. São pessoas que ainda precisam trabalhar, buscar remédio, cuidar dos netos — e que, não raramente, deixam de se deslocar por falta de dinheiro para a passagem. Ampliar o direito à mobilidade é, portanto, um gesto de humanidade, e não um luxo orçamentário.

Mas o discurso de Ivan vai além da questão etária. Ele toca num ponto sensível: a transparência e a eficiência do subsídio público. Se o município destina R$ 9 milhões mensais às empresas de ônibus, é legítimo — e urgente — que a sociedade saiba o que está recebendo em troca. Linhas reduzidas, horários escassos e veículos sucateados não condizem com o peso desse investimento.

O vereador acerta também ao propor uma audiência pública. É nesse espaço que a democracia se oxigena, e que o cidadão pode questionar, sem filtros, onde estão os resultados desse aporte milionário. Afinal, se o transporte é público, a discussão sobre ele deve ser igualmente pública.

A lembrança feita por Ivan sobre o atual coordenador de transporte, Sérgio Hubner — que já esteve “dos dois lados do balcão”, como ele disse —, não é mero detalhe. Trata-se de um convite à coerência administrativa. Conhecer o sistema de dentro é uma vantagem, mas também uma responsabilidade. A experiência não pode ser usada como escudo, e sim como ferramenta de reforma.

Por fim, há algo de simbólico na sugestão de expansão das linhas para regiões como Bate-Pé, o Parque Logístico e o Condomínio Europa Unida. A cidade cresce, mas o transporte parece encolher. O poder público precisa acompanhar esse movimento — não apenas com ônibus, mas com visão de futuro.

O debate levantado por Ivan Cordeiro é mais do que oportuno: é necessário e corajoso. Porque discutir o transporte coletivo é discutir o próprio direito de existir plenamente na cidade.

E talvez o verdadeiro desafio de Vitória da Conquista não seja apenas o de gastar R$ 9 milhões com ônibus — mas o de fazer com que cada real investido faça o povo andar com dignidade.

ARTIGO — “Governando com as Pessoas: democracia participativa e cidadania ativa em Vitória da Conquista”

 

 

 

(Padre Carlos)

Em tempos de descrença na política, Vitória da Conquista dá um passo à frente e mostra que a democracia participativa ainda é o melhor caminho para aproximar governo e povo. O projeto “Governando com as Pessoas”, idealizado pela prefeita Sheila Lemos, é mais do que uma proposta administrativa — é uma nova forma de pensar as políticas públicas: com o cidadão no centro das decisões.

A iniciativa é inovadora porque rompe com a lógica tradicional do poder. Diferente do antigo Orçamento Participativo, que limitava a participação a percentuais fixos e a obras específicas, o novo projeto amplia o campo de atuação e elimina barreiras temáticas e orçamentárias. Aqui, a prioridade é a voz da comunidade — independente de credo, classe social ou orientação política.

Quando o governo escuta diretamente as pessoas, ele não apenas descentraliza o poder — ele o devolve à sociedade. Essa é a essência da gestão pública inclusiva, que reconhece na diversidade da população sua maior riqueza.

“Governando com as Pessoas” é, portanto, uma política que não apenas melhora a cidade, mas também educa para a cidadania ativa, resgatando o espírito de participação que sempre marcou a história conquistense.

Em cada assembleia, em cada debate comunitário, em cada sugestão acolhida, nasce um novo pacto social — onde o governo deixa de ser distante e o povo deixa de ser espectador. Vitória da Conquista volta a ser, assim, referência nacional em gestão democrática, mostrando que o verdadeiro progresso nasce da escuta e do diálogo.

A cidade que resistiu na ditadura, agora avança na democracia. E o que se constrói, quando o povo participa, tem raízes mais fortes, mais humanas e mais duradouras.

ARTIGO — “Governando com as Pessoas: democracia participativa e cidadania ativa em Vitória da Conquista”

 

 

 

(Padre Carlos)

Em tempos de descrença na política, Vitória da Conquista dá um passo à frente e mostra que a democracia participativa ainda é o melhor caminho para aproximar governo e povo. O projeto “Governando com as Pessoas”, idealizado pela prefeita Sheila Lemos, é mais do que uma proposta administrativa — é uma nova forma de pensar as políticas públicas: com o cidadão no centro das decisões.

A iniciativa é inovadora porque rompe com a lógica tradicional do poder. Diferente do antigo Orçamento Participativo, que limitava a participação a percentuais fixos e a obras específicas, o novo projeto amplia o campo de atuação e elimina barreiras temáticas e orçamentárias. Aqui, a prioridade é a voz da comunidade — independente de credo, classe social ou orientação política.

Quando o governo escuta diretamente as pessoas, ele não apenas descentraliza o poder — ele o devolve à sociedade. Essa é a essência da gestão pública inclusiva, que reconhece na diversidade da população sua maior riqueza.

“Governando com as Pessoas” é, portanto, uma política que não apenas melhora a cidade, mas também educa para a cidadania ativa, resgatando o espírito de participação que sempre marcou a história conquistense.

Em cada assembleia, em cada debate comunitário, em cada sugestão acolhida, nasce um novo pacto social — onde o governo deixa de ser distante e o povo deixa de ser espectador. Vitória da Conquista volta a ser, assim, referência nacional em gestão democrática, mostrando que o verdadeiro progresso nasce da escuta e do diálogo.

A cidade que resistiu na ditadura, agora avança na democracia. E o que se constrói, quando o povo participa, tem raízes mais fortes, mais humanas e mais duradouras.

A voz que defende o silêncio do ventre

 

 

 

Na tribuna da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira, 8 de outubro, a vereadora Lara subiu ao púlpito com a convicção de quem carrega, não apenas um discurso, mas uma cruz — a da defesa incondicional da vida. Sua fala, marcada por emoção e firmeza, tocou em temas que desafiam não só a política, mas também a consciência moral e espiritual de uma nação inteira.

Logo no início, a vereadora expressou solidariedade à família de Júlia Toche, lembrando a brevidade da vida e o valor que cada existência, mesmo a mais curta, carrega. Mas o que se seguiu foi mais do que uma homenagem: foi um chamado à reflexão sobre o que estamos fazendo com as vidas que ainda nem começaram.

Lara trouxe à tribuna o debate sobre o Dia do Nascituro, data que celebra o direito à vida do ser humano ainda no ventre materno. Ao citar a Resolução nº 258 do Conanda, a parlamentar denunciou o que considera uma afronta à Constituição e ao Estatuto da Criança e do Adolescente — um dispositivo que, segundo ela, permitiria o aborto sem o consentimento da gestante ou dos responsáveis legais. A vereadora apelou pela aprovação urgente do Projeto de Decreto Legislativo nº 3, que visa suspender essa resolução e restaurar, nas suas palavras, “a dignidade das crianças por nascer”.

Mas foi ao abordar o tema da cistolia fetal — procedimento médico usado em abortos tardios — que Lara deu o tom mais contundente de sua fala. Descreveu com dureza o método, comparando-o ao sofrimento de uma execução cruel, e indagou: “Como podemos aceitar o que nem é permitido em pena de morte, nem em sacrifício de animais, ser praticado contra bebês dentro do ventre de suas mães?”
A imagem é dura, incômoda — e talvez seja justamente essa a intenção: sacudir uma sociedade anestesiada pela retórica do “meu corpo, minhas regras”, expressão que, segundo ela, ignora o corpo e a vida que crescem dentro de outro.

Ao mesmo tempo em que defendeu o direito à vida, a vereadora aproveitou para contextualizar a sua visão política, citando o legado do governo Bolsonaro e criticando duramente o atual governo federal, ao qual atribuiu o descontrole econômico e a corrosão moral das instituições. A fala, evidentemente, tem um viés ideológico nítido, mas isso não anula o mérito do debate que ela levanta — um debate ético, profundo e necessário.

Lara terminou com uma frase que ressoa além da política:

“Como posso acreditar em uma justiça que me deixou desprotegida na minha primeira fase de vida e agora orienta que eu mate o ser que foi gerado em meu próprio ventre?”

É uma pergunta que ecoa no coração de quem ainda acredita que a defesa da vida não é uma pauta partidária, mas um princípio civilizatório.

Em tempos de relativismos morais e discursos moldados por algoritmos, ouvir uma voz que se ergue em defesa dos indefesos é, por si só, um ato de coragem.
Podemos discordar da retórica, do partido, ou da ideologia — mas é impossível ignorar a verdade que pulsa por trás de cada palavra dita: a vida não é uma escolha. É um direito.

E, enquanto houver quem a defenda na tribuna, ainda há esperança de que o silêncio do ventre continue sendo ouvido antes que seja interrompido.

Padre Carlos

A voz que defende o silêncio do ventre

 

 

 

Na tribuna da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira, 8 de outubro, a vereadora Lara subiu ao púlpito com a convicção de quem carrega, não apenas um discurso, mas uma cruz — a da defesa incondicional da vida. Sua fala, marcada por emoção e firmeza, tocou em temas que desafiam não só a política, mas também a consciência moral e espiritual de uma nação inteira.

Logo no início, a vereadora expressou solidariedade à família de Júlia Toche, lembrando a brevidade da vida e o valor que cada existência, mesmo a mais curta, carrega. Mas o que se seguiu foi mais do que uma homenagem: foi um chamado à reflexão sobre o que estamos fazendo com as vidas que ainda nem começaram.

Lara trouxe à tribuna o debate sobre o Dia do Nascituro, data que celebra o direito à vida do ser humano ainda no ventre materno. Ao citar a Resolução nº 258 do Conanda, a parlamentar denunciou o que considera uma afronta à Constituição e ao Estatuto da Criança e do Adolescente — um dispositivo que, segundo ela, permitiria o aborto sem o consentimento da gestante ou dos responsáveis legais. A vereadora apelou pela aprovação urgente do Projeto de Decreto Legislativo nº 3, que visa suspender essa resolução e restaurar, nas suas palavras, “a dignidade das crianças por nascer”.

Mas foi ao abordar o tema da cistolia fetal — procedimento médico usado em abortos tardios — que Lara deu o tom mais contundente de sua fala. Descreveu com dureza o método, comparando-o ao sofrimento de uma execução cruel, e indagou: “Como podemos aceitar o que nem é permitido em pena de morte, nem em sacrifício de animais, ser praticado contra bebês dentro do ventre de suas mães?”
A imagem é dura, incômoda — e talvez seja justamente essa a intenção: sacudir uma sociedade anestesiada pela retórica do “meu corpo, minhas regras”, expressão que, segundo ela, ignora o corpo e a vida que crescem dentro de outro.

Ao mesmo tempo em que defendeu o direito à vida, a vereadora aproveitou para contextualizar a sua visão política, citando o legado do governo Bolsonaro e criticando duramente o atual governo federal, ao qual atribuiu o descontrole econômico e a corrosão moral das instituições. A fala, evidentemente, tem um viés ideológico nítido, mas isso não anula o mérito do debate que ela levanta — um debate ético, profundo e necessário.

Lara terminou com uma frase que ressoa além da política:

“Como posso acreditar em uma justiça que me deixou desprotegida na minha primeira fase de vida e agora orienta que eu mate o ser que foi gerado em meu próprio ventre?”

É uma pergunta que ecoa no coração de quem ainda acredita que a defesa da vida não é uma pauta partidária, mas um princípio civilizatório.

Em tempos de relativismos morais e discursos moldados por algoritmos, ouvir uma voz que se ergue em defesa dos indefesos é, por si só, um ato de coragem.
Podemos discordar da retórica, do partido, ou da ideologia — mas é impossível ignorar a verdade que pulsa por trás de cada palavra dita: a vida não é uma escolha. É um direito.

E, enquanto houver quem a defenda na tribuna, ainda há esperança de que o silêncio do ventre continue sendo ouvido antes que seja interrompido.

Padre Carlos

A Voz da Razão na Tribuna: Edvaldo Ferreira e o Dever da Verdade Pública

 

(Por Padre Carlos)

Há momentos na vida política de uma cidade em que o silêncio é cúmplice e a palavra torna-se um ato de coragem. Foi exatamente isso que se viu na manhã desta quarta-feira, 8 de outubro, na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, quando o vereador Edvaldo Ferreira subiu à tribuna — não para inflamar paixões, mas para restabelecer fatos, trazer luz e memória ao debate público.

Com serenidade e firmeza, o parlamentar fez o que se espera de um verdadeiro representante do povo: esclareceu, pontuou e corrigiu distorções que, em tempos de desinformação, se espalham com a velocidade de um clique e o peso da mentira.

Minha Casa, Minha Vida: responsabilidade e transparência

Ao abordar o programa Minha Casa, Minha Vida, Edvaldo Ferreira demonstrou não apenas conhecimento de causa, mas também respeito pela população que mais precisa — aquela que sonha com o direito básico à moradia digna.
Reforçou o compromisso do governo municipal com a transparência nos cadastros, conduzidos por uma equipe técnica sob a coordenação de Nildo Freitas, nome que o vereador fez questão de destacar pela competência e responsabilidade.

Não há sorteio apressado, nem “fila amiga” de apadrinhados políticos, como em outros tempos. O processo segue critérios técnicos, datas definidas e comunicação clara — algo que, convenhamos, é raro em gestões passadas marcadas por sombras de favorecimento.

Ferreira, ao lembrar episódios em que “pessoas foram contempladas sem cadastro”, tocou numa ferida que muitos preferem encobrir: o uso político da esperança alheia. Sua fala foi um recado direto aos que ainda tentam transformar políticas públicas em moeda eleitoral.

A verdade sobre a COSIP: entre a memória e a má-fé

Mas foi ao tratar da COSIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública) que o vereador demonstrou a importância de se fazer política com memória.
Com didatismo raro na tribuna, ele explicou — e reafirmou — que a COSIP não é uma invenção do atual governo, tampouco um novo tributo.
Ela existe desde 2002, inserida no Código Tributário Municipal durante um governo do Partido dos Trabalhadores.

O que está sendo feito agora é apenas a regulamentação e ampliação da aplicação dos recursos, para que a cidade tenha um serviço de iluminação mais eficiente, moderno e seguro.
Ou seja, trata-se de aperfeiçoar o que já existe — e não de criar um novo peso para o bolso do cidadão.

Ferreira lembrou ainda que fazer política sem memória é flertar com a hipocrisia, e que há quem pratique uma “amnésia seletiva” conveniente, omitindo o passado quando este lhes convém. Uma fala necessária num tempo em que fake news se tornaram ferramenta de oposição vazia, movida mais por oportunismo do que por compromisso com a verdade.

Política com propósito

O pronunciamento de Edvaldo Ferreira foi mais que um discurso — foi um ato de responsabilidade pública.
Em meio à crescente desinformação, sua postura mostra que a Câmara Municipal ainda pode ser espaço de lucidez, coerência e serviço ao bem comum.
Num cenário em que tantos buscam palco, Ferreira buscou o esclarecimento.
Num ambiente onde muitos jogam para a plateia, ele defendeu o direito do povo à verdade.

E é exatamente aí que se revela o verdadeiro papel de um vereador: não o de gritar mais alto, mas o de falar com mais clareza.

Vitória da Conquista precisa de mais vozes como a de Edvaldo Ferreira — firmes, serenas e guiadas pela ética da verdade. Porque, como ensinava Rui Barbosa, “a força do direito deve superar o direito da força”.

E nesta quarta-feira, a tribuna da Câmara foi, mais do que nunca, o altar da verdade pública.

A Voz da Razão na Tribuna: Edvaldo Ferreira e o Dever da Verdade Pública

 

(Por Padre Carlos)

Há momentos na vida política de uma cidade em que o silêncio é cúmplice e a palavra torna-se um ato de coragem. Foi exatamente isso que se viu na manhã desta quarta-feira, 8 de outubro, na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, quando o vereador Edvaldo Ferreira subiu à tribuna — não para inflamar paixões, mas para restabelecer fatos, trazer luz e memória ao debate público.

Com serenidade e firmeza, o parlamentar fez o que se espera de um verdadeiro representante do povo: esclareceu, pontuou e corrigiu distorções que, em tempos de desinformação, se espalham com a velocidade de um clique e o peso da mentira.

Minha Casa, Minha Vida: responsabilidade e transparência

Ao abordar o programa Minha Casa, Minha Vida, Edvaldo Ferreira demonstrou não apenas conhecimento de causa, mas também respeito pela população que mais precisa — aquela que sonha com o direito básico à moradia digna.
Reforçou o compromisso do governo municipal com a transparência nos cadastros, conduzidos por uma equipe técnica sob a coordenação de Nildo Freitas, nome que o vereador fez questão de destacar pela competência e responsabilidade.

Não há sorteio apressado, nem “fila amiga” de apadrinhados políticos, como em outros tempos. O processo segue critérios técnicos, datas definidas e comunicação clara — algo que, convenhamos, é raro em gestões passadas marcadas por sombras de favorecimento.

Ferreira, ao lembrar episódios em que “pessoas foram contempladas sem cadastro”, tocou numa ferida que muitos preferem encobrir: o uso político da esperança alheia. Sua fala foi um recado direto aos que ainda tentam transformar políticas públicas em moeda eleitoral.

A verdade sobre a COSIP: entre a memória e a má-fé

Mas foi ao tratar da COSIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública) que o vereador demonstrou a importância de se fazer política com memória.
Com didatismo raro na tribuna, ele explicou — e reafirmou — que a COSIP não é uma invenção do atual governo, tampouco um novo tributo.
Ela existe desde 2002, inserida no Código Tributário Municipal durante um governo do Partido dos Trabalhadores.

O que está sendo feito agora é apenas a regulamentação e ampliação da aplicação dos recursos, para que a cidade tenha um serviço de iluminação mais eficiente, moderno e seguro.
Ou seja, trata-se de aperfeiçoar o que já existe — e não de criar um novo peso para o bolso do cidadão.

Ferreira lembrou ainda que fazer política sem memória é flertar com a hipocrisia, e que há quem pratique uma “amnésia seletiva” conveniente, omitindo o passado quando este lhes convém. Uma fala necessária num tempo em que fake news se tornaram ferramenta de oposição vazia, movida mais por oportunismo do que por compromisso com a verdade.

Política com propósito

O pronunciamento de Edvaldo Ferreira foi mais que um discurso — foi um ato de responsabilidade pública.
Em meio à crescente desinformação, sua postura mostra que a Câmara Municipal ainda pode ser espaço de lucidez, coerência e serviço ao bem comum.
Num cenário em que tantos buscam palco, Ferreira buscou o esclarecimento.
Num ambiente onde muitos jogam para a plateia, ele defendeu o direito do povo à verdade.

E é exatamente aí que se revela o verdadeiro papel de um vereador: não o de gritar mais alto, mas o de falar com mais clareza.

Vitória da Conquista precisa de mais vozes como a de Edvaldo Ferreira — firmes, serenas e guiadas pela ética da verdade. Porque, como ensinava Rui Barbosa, “a força do direito deve superar o direito da força”.

E nesta quarta-feira, a tribuna da Câmara foi, mais do que nunca, o altar da verdade pública.

Por um adeus responsável: o que fazer quando um animal morre?

 

Por Padre Carlos

Há dores que silenciam o corpo e apertam a alma. A morte de um animal de estimação é uma dessas perdas que nos lembram o quanto o amor não precisa de palavras para ser verdadeiro. Quem já sentiu o olhar de confiança de um cão ou o ronronar calmo de um gato sabe: eles não são apenas “bichos”, são presenças — às vezes, o único afeto constante em dias difíceis.

Mas o amor, quando é autêntico, também se manifesta no adeus. E é aqui que nossa responsabilidade se revela. Quando um animal morre, o modo como lidamos com seu corpo não é um detalhe técnico, mas um ato ético. Enterrar no quintal, jogar no lixo ou abandonar em terrenos baldios não é apenas falta de cuidado — é um gesto que agride a memória do animal e põe em risco o meio ambiente e a saúde pública.

A veterinária Carla Caroline lembra que cada caso exige um manejo adequado. Se o falecimento ocorre em uma clínica, a equipe já possui os meios para preparar o corpo e oferecer opções de enterro ou cremação. Já quando a morte acontece em casa, o tutor deve procurar uma clínica veterinária para receber orientação, jamais descartando o corpo em locais inadequados.

Há ainda a questão dos animais de rua, aqueles invisíveis que, mesmo sem um lar, também merecem dignidade no fim. Nesses casos, como explica Janildo Barbosa, da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) de Campina Grande, é essencial acionar o órgão público responsável pela coleta. O serviço, além de prevenir riscos sanitários, garante que aquele pequeno corpo seja tratado com respeito.

Porque o corpo de um animal, ainda que sem vida, continua sendo matéria de cuidado. O abandono de carcaças em vias públicas pode disseminar doenças como raiva, leptospirose e leishmaniose. O simples ato de recolher corretamente, avisar às autoridades e não tocar no animal encontrado já é uma forma de amor comunitário — um gesto civilizatório.

Fala-se tanto em humanidade, mas talvez ela se revele de forma mais sincera na maneira como tratamos os que não têm voz. A ética ambiental começa no quintal, nas ruas, nos pequenos gestos. E dizer adeus a um companheiro de quatro patas não é só uma despedida: é um compromisso com a vida, mesmo depois da morte.

Que cada um de nós aprenda a transformar o luto em respeito — porque cuidar do corpo que um dia nos deu alegria é, também, continuar amando.

Por um adeus responsável: o que fazer quando um animal morre?

 

Por Padre Carlos

Há dores que silenciam o corpo e apertam a alma. A morte de um animal de estimação é uma dessas perdas que nos lembram o quanto o amor não precisa de palavras para ser verdadeiro. Quem já sentiu o olhar de confiança de um cão ou o ronronar calmo de um gato sabe: eles não são apenas “bichos”, são presenças — às vezes, o único afeto constante em dias difíceis.

Mas o amor, quando é autêntico, também se manifesta no adeus. E é aqui que nossa responsabilidade se revela. Quando um animal morre, o modo como lidamos com seu corpo não é um detalhe técnico, mas um ato ético. Enterrar no quintal, jogar no lixo ou abandonar em terrenos baldios não é apenas falta de cuidado — é um gesto que agride a memória do animal e põe em risco o meio ambiente e a saúde pública.

A veterinária Carla Caroline lembra que cada caso exige um manejo adequado. Se o falecimento ocorre em uma clínica, a equipe já possui os meios para preparar o corpo e oferecer opções de enterro ou cremação. Já quando a morte acontece em casa, o tutor deve procurar uma clínica veterinária para receber orientação, jamais descartando o corpo em locais inadequados.

Há ainda a questão dos animais de rua, aqueles invisíveis que, mesmo sem um lar, também merecem dignidade no fim. Nesses casos, como explica Janildo Barbosa, da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) de Campina Grande, é essencial acionar o órgão público responsável pela coleta. O serviço, além de prevenir riscos sanitários, garante que aquele pequeno corpo seja tratado com respeito.

Porque o corpo de um animal, ainda que sem vida, continua sendo matéria de cuidado. O abandono de carcaças em vias públicas pode disseminar doenças como raiva, leptospirose e leishmaniose. O simples ato de recolher corretamente, avisar às autoridades e não tocar no animal encontrado já é uma forma de amor comunitário — um gesto civilizatório.

Fala-se tanto em humanidade, mas talvez ela se revele de forma mais sincera na maneira como tratamos os que não têm voz. A ética ambiental começa no quintal, nas ruas, nos pequenos gestos. E dizer adeus a um companheiro de quatro patas não é só uma despedida: é um compromisso com a vida, mesmo depois da morte.

Que cada um de nós aprenda a transformar o luto em respeito — porque cuidar do corpo que um dia nos deu alegria é, também, continuar amando.

A Cartografia da Existência: Redefinindo a Velhice e o Poder dos Laços

 

 

 

Há verdades que nos chegam não como um trovão, mas como o sussurro de um médico que, após décadas de observar a fragilidade humana, traça um mapa não do corpo, mas da própria existência. Foi assim que me deparei com a reflexão de um renomado oncologista brasileiro, uma cartografia da vida que nos força a repensar não apenas os números, mas o significado de cada etapa.

Ele propõe uma divisão lúcida e, de certa forma, libertadora. A terceira idade, aquele período dos 60 aos 80 anos, deixa de ser o crepúsculo para se tornar um novo capítulo, uma maturidade ativa onde a experiência ainda é a principal moeda de troca. Em seguida, a quarta idade, dos 80 aos 90, é a velhice em sua essência, um tempo de aceitação e de uma sabedoria mais contemplativa. E, por fim, a longevidade, a partir dos 90, não como uma anomalia, mas como um território final, uma prova da resiliência da vida.

Mas se essa cartografia nos mostra o “quando”, ela nos aponta com uma precisão cirúrgica o “onde” reside o maior desafio dessas jornadas. Não é a dor no joelho, nem a memória que falha. O principal flagelo da pessoa idosa, afirma o médico, é muito mais silencioso e devastador: a solidão.

É uma verdade que ressoa profundamente. Envelhecemos em casal, projetando um futuro a dois, mas a biologia, em sua crueldade, raramente nos concede a despedida em sincronia. Alguém sempre parte primeiro, deixando para trás um eco na casa vazia e uma ausência que se torna a principal companhia do sobrevivente. É nesse momento que o medo mais pavoroso se instala: o de se tornar um fardo.

E aqui tocamos no ponto mais delicado e talvez o mais universalmente temido. A palavra “fardo” é pesada, cheia de uma carga de inadequação e culpa. O viúvo ou a viúva, que antes eram pilares, passam a se sentir como um peso na dinâmica frenética dos filhos e netos. E o mais trágico é que esse sentimento é nutrido por um amor silencioso. A família, raramente, dirá em voz alta o cansaço ou o sacrifício. O amor atua como um véu, mas por baixo dele, o idoso sente, intui, que sua presença agora exige um esforço que não deseja impor.

É por isso que a recomendação do médico transcende a saúde e adentra o território da filosofia de vida. A solução não é complexa, mas exige coragem e proatividade: não perder o contato com amigos, cultivar as raízes que foram plantadas ao longo de décadas. Os amigos são a rede de segurança emocional que a família, por mais amorosa que seja, nem sempre consegue oferecer com a mesma leveza. Com os amigos, compartilhamos memórias, risadas e um entendimento mútuo do que significa ter vivido. Reunir-se, comunicar-se, manter-se ativo na teia social é um ato de autopreservação e, acima de tudo, de dignidade. É a forma de garantir que, mesmo quando um parceiro se vai, a identidade e o propósito permaneçam intactos.

Ele conclui, de forma quase sussurrada: “Minha recomendação pessoal é não perder o controle d…” E eu me permito completar sua frase, não com presunção, mas com a lógica que todo o seu discurso nos conduz: “…das rédeas da sua própria narrativa.”

Não perder o controle das suas escolhas, do seu calendário, do seu propósito. Não permitir que a viuvez ou a idade definam seu lugar no mundo como o de um coadjuvante. É sobre tomar para si a responsabilidade pela própria alegria, pela própria conexão. É entender que, para não ser um fardo para os outros, é preciso, antes de tudo, ser o pilar de si mesmo.

A longevidade, afinal, não deve ser medida apenas em anos, mas na plenitude com que eles são vividos. E essa plenitude, como nos ensina este sábio médico, é tecida um fio de cada vez, nas conversas com amigos, nas risadas compartilhadas e na decisão inabalável de sermos, até o fim, os autores da nossa própria história.

A Cartografia da Existência: Redefinindo a Velhice e o Poder dos Laços

 

 

 

Há verdades que nos chegam não como um trovão, mas como o sussurro de um médico que, após décadas de observar a fragilidade humana, traça um mapa não do corpo, mas da própria existência. Foi assim que me deparei com a reflexão de um renomado oncologista brasileiro, uma cartografia da vida que nos força a repensar não apenas os números, mas o significado de cada etapa.

Ele propõe uma divisão lúcida e, de certa forma, libertadora. A terceira idade, aquele período dos 60 aos 80 anos, deixa de ser o crepúsculo para se tornar um novo capítulo, uma maturidade ativa onde a experiência ainda é a principal moeda de troca. Em seguida, a quarta idade, dos 80 aos 90, é a velhice em sua essência, um tempo de aceitação e de uma sabedoria mais contemplativa. E, por fim, a longevidade, a partir dos 90, não como uma anomalia, mas como um território final, uma prova da resiliência da vida.

Mas se essa cartografia nos mostra o “quando”, ela nos aponta com uma precisão cirúrgica o “onde” reside o maior desafio dessas jornadas. Não é a dor no joelho, nem a memória que falha. O principal flagelo da pessoa idosa, afirma o médico, é muito mais silencioso e devastador: a solidão.

É uma verdade que ressoa profundamente. Envelhecemos em casal, projetando um futuro a dois, mas a biologia, em sua crueldade, raramente nos concede a despedida em sincronia. Alguém sempre parte primeiro, deixando para trás um eco na casa vazia e uma ausência que se torna a principal companhia do sobrevivente. É nesse momento que o medo mais pavoroso se instala: o de se tornar um fardo.

E aqui tocamos no ponto mais delicado e talvez o mais universalmente temido. A palavra “fardo” é pesada, cheia de uma carga de inadequação e culpa. O viúvo ou a viúva, que antes eram pilares, passam a se sentir como um peso na dinâmica frenética dos filhos e netos. E o mais trágico é que esse sentimento é nutrido por um amor silencioso. A família, raramente, dirá em voz alta o cansaço ou o sacrifício. O amor atua como um véu, mas por baixo dele, o idoso sente, intui, que sua presença agora exige um esforço que não deseja impor.

É por isso que a recomendação do médico transcende a saúde e adentra o território da filosofia de vida. A solução não é complexa, mas exige coragem e proatividade: não perder o contato com amigos, cultivar as raízes que foram plantadas ao longo de décadas. Os amigos são a rede de segurança emocional que a família, por mais amorosa que seja, nem sempre consegue oferecer com a mesma leveza. Com os amigos, compartilhamos memórias, risadas e um entendimento mútuo do que significa ter vivido. Reunir-se, comunicar-se, manter-se ativo na teia social é um ato de autopreservação e, acima de tudo, de dignidade. É a forma de garantir que, mesmo quando um parceiro se vai, a identidade e o propósito permaneçam intactos.

Ele conclui, de forma quase sussurrada: “Minha recomendação pessoal é não perder o controle d…” E eu me permito completar sua frase, não com presunção, mas com a lógica que todo o seu discurso nos conduz: “…das rédeas da sua própria narrativa.”

Não perder o controle das suas escolhas, do seu calendário, do seu propósito. Não permitir que a viuvez ou a idade definam seu lugar no mundo como o de um coadjuvante. É sobre tomar para si a responsabilidade pela própria alegria, pela própria conexão. É entender que, para não ser um fardo para os outros, é preciso, antes de tudo, ser o pilar de si mesmo.

A longevidade, afinal, não deve ser medida apenas em anos, mas na plenitude com que eles são vividos. E essa plenitude, como nos ensina este sábio médico, é tecida um fio de cada vez, nas conversas com amigos, nas risadas compartilhadas e na decisão inabalável de sermos, até o fim, os autores da nossa própria história.

Orgulho e coragem de ser nordestina

 

 

Por Padre Carlos

Cheia de orgulho no coração e coragem na alma, ela se levanta a cada amanhecer como quem carrega nas veias o sol do sertão e nas mãos o destino de um povo que nunca se dobra. Ser nordestina é mais do que uma identidade geográfica — é um ato de resistência, um gesto de fé e um canto de amor à vida, mesmo quando ela se apresenta árida como a caatinga em tempo de seca.

O Nordeste sempre foi terra de superação. Cada mulher que acorda antes do sol, que trabalha com dignidade e que sustenta sua família com o suor e a esperança, é a encarnação viva da força que move esta região. É o retrato de um Brasil profundo, aquele que pulsa nas feiras, nas ladeiras, nos terreiros e nas pequenas vitórias de todos os dias.

Vitória da Conquista, essa cidade que carrega no nome o símbolo da persistência, é exemplo vivo dessa alma nordestina. Aqui, o vento frio da serra sopra coragem; as praças guardam histórias de gente simples e honrada; e o olhar do povo revela a sabedoria de quem aprendeu a enfrentar a dureza da vida sem perder a ternura.

Ser nordestina é carregar no peito o sertão inteiro — suas dores e suas belezas, sua seca e sua abundância, sua saudade e sua poesia. É olhar o chão rachado e ainda assim plantar esperança. É dançar forró mesmo quando o coração chora. É transformar a luta em canto, o sofrimento em arte, a adversidade em fé.

Por isso, quando uma mulher nordestina diz “sou nordestina com orgulho”, ela não está apenas afirmando de onde veio — ela está proclamando o que o Brasil tem de mais valioso: a coragem de recomeçar, a capacidade de sonhar e a dignidade que nenhum sol escaldante é capaz de queimar.

Viva o Nordeste! Viva o povo de Vitória da Conquista! Viva a mulher nordestina — força que sustenta, fé que ilumina e coração que não se dobra.

Orgulho e coragem de ser nordestina

 

 

Por Padre Carlos

Cheia de orgulho no coração e coragem na alma, ela se levanta a cada amanhecer como quem carrega nas veias o sol do sertão e nas mãos o destino de um povo que nunca se dobra. Ser nordestina é mais do que uma identidade geográfica — é um ato de resistência, um gesto de fé e um canto de amor à vida, mesmo quando ela se apresenta árida como a caatinga em tempo de seca.

O Nordeste sempre foi terra de superação. Cada mulher que acorda antes do sol, que trabalha com dignidade e que sustenta sua família com o suor e a esperança, é a encarnação viva da força que move esta região. É o retrato de um Brasil profundo, aquele que pulsa nas feiras, nas ladeiras, nos terreiros e nas pequenas vitórias de todos os dias.

Vitória da Conquista, essa cidade que carrega no nome o símbolo da persistência, é exemplo vivo dessa alma nordestina. Aqui, o vento frio da serra sopra coragem; as praças guardam histórias de gente simples e honrada; e o olhar do povo revela a sabedoria de quem aprendeu a enfrentar a dureza da vida sem perder a ternura.

Ser nordestina é carregar no peito o sertão inteiro — suas dores e suas belezas, sua seca e sua abundância, sua saudade e sua poesia. É olhar o chão rachado e ainda assim plantar esperança. É dançar forró mesmo quando o coração chora. É transformar a luta em canto, o sofrimento em arte, a adversidade em fé.

Por isso, quando uma mulher nordestina diz “sou nordestina com orgulho”, ela não está apenas afirmando de onde veio — ela está proclamando o que o Brasil tem de mais valioso: a coragem de recomeçar, a capacidade de sonhar e a dignidade que nenhum sol escaldante é capaz de queimar.

Viva o Nordeste! Viva o povo de Vitória da Conquista! Viva a mulher nordestina — força que sustenta, fé que ilumina e coração que não se dobra.

Política com Propósito: Viviane Defende Saúde, Moradia e Transparência

 

 

Há falas na tribuna que passam despercebidas; outras, no entanto, marcam pela coerência, firmeza e senso de responsabilidade pública. A fala da vereadora Viviane, nesta quarta-feira, foi dessas que merecem atenção — não apenas pelo conteúdo, mas pelo tom equilibrado entre a crítica, o reconhecimento e o chamado à verdade dos fatos.

A parlamentar iniciou sua intervenção cumprimentando os presentes e destacando a audiência pública em homenagem ao Dia do Contador, um gesto de respeito à categoria que sustenta a transparência e a responsabilidade fiscal tanto no setor público quanto no privado. Num tempo em que o país debate reforma tributária e justiça fiscal, o tema abordado — com a presença de docentes, discentes e profissionais da contabilidade — foi oportuno e necessário. O reconhecimento a figuras como Valdemir Dias, autor da lei que instituiu o Dia Municipal do Contador, reforça o valor da memória política e do trabalho coletivo.

Mas o tom da fala de Viviane se elevou ao abordar a vitória histórica dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, após a aprovação da PEC 14/2021, que garante aposentadoria especial à categoria. Ela trouxe o tema para o chão da realidade conquistense, cobrando da Prefeitura o chamamento dos aprovados no último concurso — um gesto de empatia com trabalhadores que aguardam há anos para servir à cidade. Essa cobrança não é mero discurso: é uma reivindicação de justiça e eficiência administrativa. Afinal, áreas descobertas em saúde básica são feridas abertas em qualquer sistema público.

Viviane também fez um necessário resgate histórico ao defender o programa Minha Casa, Minha Vida, relembrando que, durante seis anos, o país ficou sem uma única unidade habitacional construída, fruto da descontinuidade imposta após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. É um ponto que incomoda alguns, mas que revela a verdade nua e crua: políticas públicas não sobrevivem a rupturas políticas quando a prioridade é o palanque, e não o povo.

Ao afirmar que a cobrança por novas moradias deve ser dirigida ao passado recente, e não ao atual governo, Viviane recoloca o debate na linha do tempo correta — algo raro em tempos de narrativas curtas e memórias seletivas.

Por fim, sua posição contrária à taxa de iluminação pública (COOPIE) foi clara e coerente. Mesmo ausente da sessão anterior por motivo justificado — uma aula de doutorado —, a vereadora reafirmou sua posição política e denunciou a manipulação de informações em redes sociais. Ao acionar o jurídico e registrar boletim de ocorrência, Viviane não apenas defende sua imagem, mas também defende um princípio essencial: a internet não é terra sem lei.

A fala da vereadora é um lembrete de que o mandato público exige coragem, coerência e compromisso. Viviane demonstrou que a política pode, sim, ser feita com firmeza e respeito. Em tempos de ruído, sua voz soou como um instrumento de clareza.

Padre Carlos

Política com Propósito: Viviane Defende Saúde, Moradia e Transparência

 

 

Há falas na tribuna que passam despercebidas; outras, no entanto, marcam pela coerência, firmeza e senso de responsabilidade pública. A fala da vereadora Viviane, nesta quarta-feira, foi dessas que merecem atenção — não apenas pelo conteúdo, mas pelo tom equilibrado entre a crítica, o reconhecimento e o chamado à verdade dos fatos.

A parlamentar iniciou sua intervenção cumprimentando os presentes e destacando a audiência pública em homenagem ao Dia do Contador, um gesto de respeito à categoria que sustenta a transparência e a responsabilidade fiscal tanto no setor público quanto no privado. Num tempo em que o país debate reforma tributária e justiça fiscal, o tema abordado — com a presença de docentes, discentes e profissionais da contabilidade — foi oportuno e necessário. O reconhecimento a figuras como Valdemir Dias, autor da lei que instituiu o Dia Municipal do Contador, reforça o valor da memória política e do trabalho coletivo.

Mas o tom da fala de Viviane se elevou ao abordar a vitória histórica dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, após a aprovação da PEC 14/2021, que garante aposentadoria especial à categoria. Ela trouxe o tema para o chão da realidade conquistense, cobrando da Prefeitura o chamamento dos aprovados no último concurso — um gesto de empatia com trabalhadores que aguardam há anos para servir à cidade. Essa cobrança não é mero discurso: é uma reivindicação de justiça e eficiência administrativa. Afinal, áreas descobertas em saúde básica são feridas abertas em qualquer sistema público.

Viviane também fez um necessário resgate histórico ao defender o programa Minha Casa, Minha Vida, relembrando que, durante seis anos, o país ficou sem uma única unidade habitacional construída, fruto da descontinuidade imposta após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. É um ponto que incomoda alguns, mas que revela a verdade nua e crua: políticas públicas não sobrevivem a rupturas políticas quando a prioridade é o palanque, e não o povo.

Ao afirmar que a cobrança por novas moradias deve ser dirigida ao passado recente, e não ao atual governo, Viviane recoloca o debate na linha do tempo correta — algo raro em tempos de narrativas curtas e memórias seletivas.

Por fim, sua posição contrária à taxa de iluminação pública (COOPIE) foi clara e coerente. Mesmo ausente da sessão anterior por motivo justificado — uma aula de doutorado —, a vereadora reafirmou sua posição política e denunciou a manipulação de informações em redes sociais. Ao acionar o jurídico e registrar boletim de ocorrência, Viviane não apenas defende sua imagem, mas também defende um princípio essencial: a internet não é terra sem lei.

A fala da vereadora é um lembrete de que o mandato público exige coragem, coerência e compromisso. Viviane demonstrou que a política pode, sim, ser feita com firmeza e respeito. Em tempos de ruído, sua voz soou como um instrumento de clareza.

Padre Carlos

Política e futebol: Rui anuncia, mas esquece de combinar com Otto

Por Padre Carlos

Há frases que atravessam décadas e continuam explicando a política melhor do que qualquer manual de ciência política. Uma delas nasceu nos vestiários da Copa de 1958, quando o técnico Vicente Feola, entusiasmado com seu plano estratégico, explicou minuciosamente aos jogadores como vencer a poderosa União Soviética. Garrincha, distraído e genial, ouviu, pensou um pouco e perguntou com simplicidade desconcertante: “Tá legal, seu Feola… mas o senhor já combinou com os russos?”

Essa lembrança me veio imediatamente à cabeça quando li a declaração do ministro Rui Costa: “Já dei ciência ao presidente Lula de que serei candidato ao Senado. Deixarei o cargo no início de abril, conforme prevê a lei.” Pois é, Rui, o senhor já combinou com os “russos”? E aqui os “russos” têm nome e sobrenome: Otto Alencar, o PSD, e toda a base aliada na Bahia que, como sabemos, é um campo minado de egos, projetos e vaidades.

A política, assim como o futebol, é um jogo coletivo. Não basta ter a melhor jogada desenhada no quadro. É preciso combinar com quem está em campo — e, principalmente, com quem tem a bola. Rui pode até já ter avisado Lula, mas será que Otto aceitou o drible? Será que o PSD, que hoje é um pilar importante da base baiana, vai assistir de camarote à sua candidatura sem reagir?

O governador Jerônimo Rodrigues, por sua vez, será o “técnico” dessa partida complicada. Terá de equilibrar o elenco, distribuir posições e evitar que o vestiário se divida. Porque, como ensinou Garrincha, planejamento sem acordo é só teoria. Política sem articulação é chute para fora.

Rui Costa é habilidoso, sem dúvida. Tem lastro político, experiência e capital eleitoral. Mas em 2026 o jogo será mais duro do que parece. Otto é jogador experiente, desses que não aceitam sair de campo sem brigar pela bola. E há outros atletas esquentando no banco, de olho nas duas únicas vagas ao Senado.

Portanto, Rui, a pergunta que ecoa no vestiário político da Bahia é a mesma que Garrincha fez há 67 anos: o senhor já combinou tudo isso com os russos?

Política e futebol: Rui anuncia, mas esquece de combinar com Otto

Por Padre Carlos

Há frases que atravessam décadas e continuam explicando a política melhor do que qualquer manual de ciência política. Uma delas nasceu nos vestiários da Copa de 1958, quando o técnico Vicente Feola, entusiasmado com seu plano estratégico, explicou minuciosamente aos jogadores como vencer a poderosa União Soviética. Garrincha, distraído e genial, ouviu, pensou um pouco e perguntou com simplicidade desconcertante: “Tá legal, seu Feola… mas o senhor já combinou com os russos?”

Essa lembrança me veio imediatamente à cabeça quando li a declaração do ministro Rui Costa: “Já dei ciência ao presidente Lula de que serei candidato ao Senado. Deixarei o cargo no início de abril, conforme prevê a lei.” Pois é, Rui, o senhor já combinou com os “russos”? E aqui os “russos” têm nome e sobrenome: Otto Alencar, o PSD, e toda a base aliada na Bahia que, como sabemos, é um campo minado de egos, projetos e vaidades.

A política, assim como o futebol, é um jogo coletivo. Não basta ter a melhor jogada desenhada no quadro. É preciso combinar com quem está em campo — e, principalmente, com quem tem a bola. Rui pode até já ter avisado Lula, mas será que Otto aceitou o drible? Será que o PSD, que hoje é um pilar importante da base baiana, vai assistir de camarote à sua candidatura sem reagir?

O governador Jerônimo Rodrigues, por sua vez, será o “técnico” dessa partida complicada. Terá de equilibrar o elenco, distribuir posições e evitar que o vestiário se divida. Porque, como ensinou Garrincha, planejamento sem acordo é só teoria. Política sem articulação é chute para fora.

Rui Costa é habilidoso, sem dúvida. Tem lastro político, experiência e capital eleitoral. Mas em 2026 o jogo será mais duro do que parece. Otto é jogador experiente, desses que não aceitam sair de campo sem brigar pela bola. E há outros atletas esquentando no banco, de olho nas duas únicas vagas ao Senado.

Portanto, Rui, a pergunta que ecoa no vestiário político da Bahia é a mesma que Garrincha fez há 67 anos: o senhor já combinou tudo isso com os russos?

ARTIGO – Este povo não se decide, assim cansa minha beleza!

 

Por Padre Carlos

Ah, o Brasil — esse eterno carnaval político onde o enredo muda mais rápido que o humor do brasileiro numa segunda-feira. Ontem, o grito era “Intervenção Militar Já!”, e hoje, os mesmos foliões marcham pedindo “Anistia Já!”. É o país do “jeitinho”, da “memória seletiva” e da “fé em causa própria”.

Vejamos: apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, aquele mesmo que achava que a Terra era plana em Brasília, resolveram desfilar — digo, marchar — em defesa da anistia para quem tentou um golpe de Estado. Querem perdoar o imperdoável, apagar o 8 de janeiro de 2023 como quem apaga um print comprometedor no WhatsApp.

A ironia é que o mesmo povo que gritava “Supremo é o povo!” agora implora ao Congresso — aquele mesmo que chamavam de “vendido” — para livrar seu líder de 27 anos de cadeia. Ora, decidam-se! Ou o Estado é “comunista” e “opressor”, ou é o novo templo da misericórdia bolsonarista. Não dá para ser as duas coisas, minha gente.

Talvez o Brasil devesse criar um novo ministério: o Ministério da Memória Curta e da Contradição Nacional. Seria o mais movimentado da Esplanada. Afinal, se há uma especialidade genuinamente brasileira, é a capacidade de ser contra o sistema até o momento em que ele pode te beneficiar.

E assim seguimos: entre bandeiras verde-amarelas desbotadas e faixas pedindo “anistia para o mito”, caminhamos a passos largos rumo ao abismo do absurdo político. O golpe virou espetáculo, a prisão virou causa e a contradição, religião.

O Brasil, de fato, é o país do perdão fácil — mas que ninguém espere anistia para o bom senso. Esse, há tempos, foi condenado à prisão perpétua.

ARTIGO – Este povo não se decide, assim cansa minha beleza!

 

Por Padre Carlos

Ah, o Brasil — esse eterno carnaval político onde o enredo muda mais rápido que o humor do brasileiro numa segunda-feira. Ontem, o grito era “Intervenção Militar Já!”, e hoje, os mesmos foliões marcham pedindo “Anistia Já!”. É o país do “jeitinho”, da “memória seletiva” e da “fé em causa própria”.

Vejamos: apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, aquele mesmo que achava que a Terra era plana em Brasília, resolveram desfilar — digo, marchar — em defesa da anistia para quem tentou um golpe de Estado. Querem perdoar o imperdoável, apagar o 8 de janeiro de 2023 como quem apaga um print comprometedor no WhatsApp.

A ironia é que o mesmo povo que gritava “Supremo é o povo!” agora implora ao Congresso — aquele mesmo que chamavam de “vendido” — para livrar seu líder de 27 anos de cadeia. Ora, decidam-se! Ou o Estado é “comunista” e “opressor”, ou é o novo templo da misericórdia bolsonarista. Não dá para ser as duas coisas, minha gente.

Talvez o Brasil devesse criar um novo ministério: o Ministério da Memória Curta e da Contradição Nacional. Seria o mais movimentado da Esplanada. Afinal, se há uma especialidade genuinamente brasileira, é a capacidade de ser contra o sistema até o momento em que ele pode te beneficiar.

E assim seguimos: entre bandeiras verde-amarelas desbotadas e faixas pedindo “anistia para o mito”, caminhamos a passos largos rumo ao abismo do absurdo político. O golpe virou espetáculo, a prisão virou causa e a contradição, religião.

O Brasil, de fato, é o país do perdão fácil — mas que ninguém espere anistia para o bom senso. Esse, há tempos, foi condenado à prisão perpétua.