Política e Resenha

ARTIGO – A duplicação que não chega: quando a vida vale menos que a burocracia

 

 

(Padre Carlos)

Há rodovias no Brasil que mais parecem corredores de morte do que vias de progresso. A BR-116, entre o entroncamento de Belo Campo e a cidade de Planalto, é um desses exemplos gritantes de omissão e inércia estatal. Nesta segunda-feira, lideranças do movimento Duplicação Sudoeste voltaram a soar o alarme: a duplicação prometida segue atolada em processos licitatórios que nem sequer foram iniciados. Pior — o horizonte é sombrio: só para 2030.

Sete anos. Milhares de dias. E, até lá, quantas vidas ainda se perderão naquele trecho?

O apelo do movimento é sensato, técnico e urgente: se a duplicação está emperrada na burocracia, que ao menos sejam implantadas faixas adicionais, como medida emergencial, para reduzir acidentes e dar vazão ao tráfego cada vez mais intenso. É uma sugestão simples, eficaz e já aplicada em outros trechos com sucesso — como entre Ilhéus e Itabuna, onde a mobilidade urbana e a segurança viária deram um salto de qualidade.

A proposta não é nova. O próprio CONTRAN já prevê, por meio de portarias, a criação de faixas adicionais para melhorar o fluxo e garantir a segurança dos usuários das rodovias federais. O que falta, então? Coragem política e vontade orçamentária. Falta ao Ministério dos Transportes reconhecer a urgência da região sudoeste da Bahia e agir de forma célere e objetiva.

Enquanto isso, caminhões e carretas lentas disputam espaço com ônibus lotados e veículos leves, num verdadeiro jogo de roleta russa asfaltada. A cada ultrapassagem forçada, uma nova tragédia pode estar a segundos de distância.

Não se trata de luxo. Trata-se de justiça. De respeito à vida. De reconhecer que o Brasil profundo também tem voz — e que essa voz grita por socorro nas margens da BR-116.

ARTIGO – A duplicação que não chega: quando a vida vale menos que a burocracia

 

 

(Padre Carlos)

Há rodovias no Brasil que mais parecem corredores de morte do que vias de progresso. A BR-116, entre o entroncamento de Belo Campo e a cidade de Planalto, é um desses exemplos gritantes de omissão e inércia estatal. Nesta segunda-feira, lideranças do movimento Duplicação Sudoeste voltaram a soar o alarme: a duplicação prometida segue atolada em processos licitatórios que nem sequer foram iniciados. Pior — o horizonte é sombrio: só para 2030.

Sete anos. Milhares de dias. E, até lá, quantas vidas ainda se perderão naquele trecho?

O apelo do movimento é sensato, técnico e urgente: se a duplicação está emperrada na burocracia, que ao menos sejam implantadas faixas adicionais, como medida emergencial, para reduzir acidentes e dar vazão ao tráfego cada vez mais intenso. É uma sugestão simples, eficaz e já aplicada em outros trechos com sucesso — como entre Ilhéus e Itabuna, onde a mobilidade urbana e a segurança viária deram um salto de qualidade.

A proposta não é nova. O próprio CONTRAN já prevê, por meio de portarias, a criação de faixas adicionais para melhorar o fluxo e garantir a segurança dos usuários das rodovias federais. O que falta, então? Coragem política e vontade orçamentária. Falta ao Ministério dos Transportes reconhecer a urgência da região sudoeste da Bahia e agir de forma célere e objetiva.

Enquanto isso, caminhões e carretas lentas disputam espaço com ônibus lotados e veículos leves, num verdadeiro jogo de roleta russa asfaltada. A cada ultrapassagem forçada, uma nova tragédia pode estar a segundos de distância.

Não se trata de luxo. Trata-se de justiça. De respeito à vida. De reconhecer que o Brasil profundo também tem voz — e que essa voz grita por socorro nas margens da BR-116.

ARTIGO – Quando a Justiça é Tardia, o Feminicídio É Premeditado (Padre Carlos)

 

 

A tragédia que tirou a vida de Edilaine de Jesus, em plena luz do dia, em uma via pública de Planalto, não foi um crime inesperado. Foi um assassinato anunciado. Um ato brutal cometido por um homem que já possuía histórico de violência doméstica, que já havia sido preso, que já havia ameaçado, que já havia ultrapassado os limites da obsessão. E mesmo assim, estava solto.

Edilaine tinha uma medida protetiva. Isso mesmo: a Justiça reconheceu o risco. O Estado sabia. A polícia sabia. O Judiciário sabia. E o agressor também sabia. Mas nada disso foi suficiente para salvá-la. Ela foi atropelada. Ela foi esfaqueada. Ela foi executada. E agora, mais uma vez, resta a indignação pública e uma promessa de diligência policial após o corpo já estar no chão.

O que mais falta acontecer para que o Estado cumpra o seu papel? Quantas Edilaines ainda vão precisar morrer para que as medidas protetivas deixem de ser apenas papéis timbrados? Quantos feminicidas reincidentes ainda terão o benefício da fiança, mesmo sendo evidentes os sinais de que continuarão perseguindo, ameaçando e matando?

A omissão das instituições não pode mais ser tratada como falha. É cúmplice. Quando o Estado falha sistematicamente em proteger as mulheres mais vulneráveis, ele se torna corresponsável por cada gota de sangue derramada. As estatísticas do feminicídio não mentem. Elas gritam. Elas choram por justiça. Mas esse grito está sendo abafado por uma burocracia insensível, uma política de segurança ineficaz e um sistema penal leniente com criminosos reincidentes.

O feminicídio de Edilaine não é só um drama individual ou familiar. É um espelho cruel de uma sociedade que ainda não levou a sério a vida das mulheres. E mais do que indignação, é hora de ação. É hora de responsabilizar os que agem e os que se omitem. É hora de transformar o luto em luta.

Justiça por Edilaine. Justiça por todas.

ARTIGO – Quando a Justiça é Tardia, o Feminicídio É Premeditado (Padre Carlos)

 

 

A tragédia que tirou a vida de Edilaine de Jesus, em plena luz do dia, em uma via pública de Planalto, não foi um crime inesperado. Foi um assassinato anunciado. Um ato brutal cometido por um homem que já possuía histórico de violência doméstica, que já havia sido preso, que já havia ameaçado, que já havia ultrapassado os limites da obsessão. E mesmo assim, estava solto.

Edilaine tinha uma medida protetiva. Isso mesmo: a Justiça reconheceu o risco. O Estado sabia. A polícia sabia. O Judiciário sabia. E o agressor também sabia. Mas nada disso foi suficiente para salvá-la. Ela foi atropelada. Ela foi esfaqueada. Ela foi executada. E agora, mais uma vez, resta a indignação pública e uma promessa de diligência policial após o corpo já estar no chão.

O que mais falta acontecer para que o Estado cumpra o seu papel? Quantas Edilaines ainda vão precisar morrer para que as medidas protetivas deixem de ser apenas papéis timbrados? Quantos feminicidas reincidentes ainda terão o benefício da fiança, mesmo sendo evidentes os sinais de que continuarão perseguindo, ameaçando e matando?

A omissão das instituições não pode mais ser tratada como falha. É cúmplice. Quando o Estado falha sistematicamente em proteger as mulheres mais vulneráveis, ele se torna corresponsável por cada gota de sangue derramada. As estatísticas do feminicídio não mentem. Elas gritam. Elas choram por justiça. Mas esse grito está sendo abafado por uma burocracia insensível, uma política de segurança ineficaz e um sistema penal leniente com criminosos reincidentes.

O feminicídio de Edilaine não é só um drama individual ou familiar. É um espelho cruel de uma sociedade que ainda não levou a sério a vida das mulheres. E mais do que indignação, é hora de ação. É hora de responsabilizar os que agem e os que se omitem. É hora de transformar o luto em luta.

Justiça por Edilaine. Justiça por todas.

Chega de Vidas Perdidas no Anel Rodoviário de Vitória da Conquista Por um futuro onde o trânsito não seja sentença de morte

 

 

 

Mais uma vida se foi. Mais uma família foi devastada. E, mais uma vez, sinto a dor e a revolta que me acompanham toda vez que recebo a notícia de mais um acidente no anel rodoviário de nossa cidade. Não é possível continuar assistindo a essa realidade brutal sem agir. Cada tragédia nesse trecho já deveria ter mobilizado o poder público a buscar soluções definitivas — mas até agora, o que vimos foram promessas que não saíram do papel.

Eu tenho dito, repetidamente, que não podemos mais aceitar essa rotina de luto e descaso. O anel rodoviário de Vitória da Conquista deveria ser um símbolo de desenvolvimento, mas tem sido cenário de tragédias que poderiam ser evitadas com planejamento, investimento e vontade política. Quantos mais precisarão perder a vida para que sejamos ouvidos?

Não me calarei. Cada vida perdida é um grito silencioso por socorro. É um alerta que precisa ser levado a sério. Não há mais espaço para promessas vazias ou discursos genéricos. Precisamos de ações concretas e urgentes.

Por isso, sigo mobilizado e conclamo todas as forças políticas, estaduais e federais, a se somarem nesse esforço. Precisamos de investimentos reais em infraestrutura: viadutos, duplicação dos trechos críticos, sinalização eficiente, iluminação adequada e fiscalização eletrônica. Não há outra saída. É disso que dependem as próximas vidas que circulam por aquela via todos os dias.

Vitória da Conquista tem pressa. E mais do que pressa, tem um clamor: chega de mortes! A população não quer mais condolências. Quer segurança. Quer respeito. E eu estarei, com toda minha energia, ao lado de cada cidadão que luta por isso.

É hora de transformar a dor em força, a indignação em ação, e a omissão em responsabilidade. Chega de luto. Chega de descaso. Chega de vidas perdidas no anel rodoviário.

Vereador Ivan Cordeiro
Por Conquista. Pela Vida.

Chega de Vidas Perdidas no Anel Rodoviário de Vitória da Conquista Por um futuro onde o trânsito não seja sentença de morte

 

 

 

Mais uma vida se foi. Mais uma família foi devastada. E, mais uma vez, sinto a dor e a revolta que me acompanham toda vez que recebo a notícia de mais um acidente no anel rodoviário de nossa cidade. Não é possível continuar assistindo a essa realidade brutal sem agir. Cada tragédia nesse trecho já deveria ter mobilizado o poder público a buscar soluções definitivas — mas até agora, o que vimos foram promessas que não saíram do papel.

Eu tenho dito, repetidamente, que não podemos mais aceitar essa rotina de luto e descaso. O anel rodoviário de Vitória da Conquista deveria ser um símbolo de desenvolvimento, mas tem sido cenário de tragédias que poderiam ser evitadas com planejamento, investimento e vontade política. Quantos mais precisarão perder a vida para que sejamos ouvidos?

Não me calarei. Cada vida perdida é um grito silencioso por socorro. É um alerta que precisa ser levado a sério. Não há mais espaço para promessas vazias ou discursos genéricos. Precisamos de ações concretas e urgentes.

Por isso, sigo mobilizado e conclamo todas as forças políticas, estaduais e federais, a se somarem nesse esforço. Precisamos de investimentos reais em infraestrutura: viadutos, duplicação dos trechos críticos, sinalização eficiente, iluminação adequada e fiscalização eletrônica. Não há outra saída. É disso que dependem as próximas vidas que circulam por aquela via todos os dias.

Vitória da Conquista tem pressa. E mais do que pressa, tem um clamor: chega de mortes! A população não quer mais condolências. Quer segurança. Quer respeito. E eu estarei, com toda minha energia, ao lado de cada cidadão que luta por isso.

É hora de transformar a dor em força, a indignação em ação, e a omissão em responsabilidade. Chega de luto. Chega de descaso. Chega de vidas perdidas no anel rodoviário.

Vereador Ivan Cordeiro
Por Conquista. Pela Vida.

Nota de Pesar Sr Celsino

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do Sr. Celsino, morador antigo da Avenida Ilhéus, no bairro Brasil, em Vitória da Conquista. Sempre sorridente e alegre, Celsino conquistou o carinho de todos por onde passou.

Conhecido carinhosamente como Celsino da Cachaça, era uma figura muito querida tanto na cidade quanto na região da Limeira, onde nasceu e mantinha fortes laços com sua terra natal e suas irmãs.

Neste momento de dor, expressamos nossas condolências aos familiares, amigos e a todos que partilharam da convivência com Celsino. Que Deus conforte o coração de todos.

Nota de Pesar Sr Celsino

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do Sr. Celsino, morador antigo da Avenida Ilhéus, no bairro Brasil, em Vitória da Conquista. Sempre sorridente e alegre, Celsino conquistou o carinho de todos por onde passou.

Conhecido carinhosamente como Celsino da Cachaça, era uma figura muito querida tanto na cidade quanto na região da Limeira, onde nasceu e mantinha fortes laços com sua terra natal e suas irmãs.

Neste momento de dor, expressamos nossas condolências aos familiares, amigos e a todos que partilharam da convivência com Celsino. Que Deus conforte o coração de todos.

ARTIGO – A Esquerda Sem Renovação e a Sinfonia da Prefeita

 

(Padre Carlos)

Vitória da Conquista, palco de tantas lutas sociais e símbolo de resistência no sertão baiano, enfrenta hoje um paradoxo político que não pode mais ser ignorado. A esquerda, que historicamente se apresentou como força de mudança, encontra-se presa a um ciclo de repetição, onde seus quadros para a disputa de cargos legislativos permanecem praticamente os mesmos há décadas. Nomes que já marcaram sua trajetória, mas que agora parecem desconectados da renovação exigida pelo tempo e pela sociedade.

Enquanto isso, no campo do centro e da direita, a paisagem é outra. Novas figuras surgem com apelo popular, estratégias bem definidas e uma linguagem mais conectada às demandas atuais da população. O exemplo mais emblemático ainda é Herzem Gusmão, último representante desse campo a vencer a barreira do Legislativo estadual com vigor e representatividade. Desde então, a direita local soube se reorganizar, criar novos nomes e apostar em discursos que seduzem inclusive setores tradicionalmente críticos ao seu projeto.

Essa assimetria salta aos olhos. A esquerda, que deveria ser vanguarda, parece ter estacionado no passado. Os mesmos candidatos, os mesmos discursos, as mesmas práticas. E quando uma ideia se repete demais sem renovação, perde sua potência. O eleitor quer escuta, quer presença, quer ousadia. Quer se ver representado — e não apenas lembrado em épocas de eleição.

Neste cenário, a prefeita Sheila Lemos mostra-se uma maestrina astuta. Constrói sua base com precisão, alinha os instrumentos e exige que ninguém desafine sua sinfonia política. Ela compreendeu o jogo. Compreendeu que política é organização, é narrativa, é composição harmônica entre força institucional e comunicação de massa. Seu governo pode não agradar a todos — nenhum agrada — mas ela impõe ritmo, método e liderança, enquanto os adversários ainda tentam encontrar a batida.

Se a esquerda quiser voltar a ocupar espaços estratégicos em Conquista, precisará mais do que história e memória afetiva. Será necessário oxigenar, abrir mão de vaidades pessoais, identificar novas lideranças, acolher a juventude, valorizar as mulheres e ampliar a escuta popular. Política é, acima de tudo, movimento — e quem não se move é tragado pela irrelevância.

Não se vence um concerto tocando a mesma melodia cansada de sempre. Enquanto isso, a prefeita rege sua orquestra, e quem desafinar… que se cale ou mude o tom.

ARTIGO – A Esquerda Sem Renovação e a Sinfonia da Prefeita

 

(Padre Carlos)

Vitória da Conquista, palco de tantas lutas sociais e símbolo de resistência no sertão baiano, enfrenta hoje um paradoxo político que não pode mais ser ignorado. A esquerda, que historicamente se apresentou como força de mudança, encontra-se presa a um ciclo de repetição, onde seus quadros para a disputa de cargos legislativos permanecem praticamente os mesmos há décadas. Nomes que já marcaram sua trajetória, mas que agora parecem desconectados da renovação exigida pelo tempo e pela sociedade.

Enquanto isso, no campo do centro e da direita, a paisagem é outra. Novas figuras surgem com apelo popular, estratégias bem definidas e uma linguagem mais conectada às demandas atuais da população. O exemplo mais emblemático ainda é Herzem Gusmão, último representante desse campo a vencer a barreira do Legislativo estadual com vigor e representatividade. Desde então, a direita local soube se reorganizar, criar novos nomes e apostar em discursos que seduzem inclusive setores tradicionalmente críticos ao seu projeto.

Essa assimetria salta aos olhos. A esquerda, que deveria ser vanguarda, parece ter estacionado no passado. Os mesmos candidatos, os mesmos discursos, as mesmas práticas. E quando uma ideia se repete demais sem renovação, perde sua potência. O eleitor quer escuta, quer presença, quer ousadia. Quer se ver representado — e não apenas lembrado em épocas de eleição.

Neste cenário, a prefeita Sheila Lemos mostra-se uma maestrina astuta. Constrói sua base com precisão, alinha os instrumentos e exige que ninguém desafine sua sinfonia política. Ela compreendeu o jogo. Compreendeu que política é organização, é narrativa, é composição harmônica entre força institucional e comunicação de massa. Seu governo pode não agradar a todos — nenhum agrada — mas ela impõe ritmo, método e liderança, enquanto os adversários ainda tentam encontrar a batida.

Se a esquerda quiser voltar a ocupar espaços estratégicos em Conquista, precisará mais do que história e memória afetiva. Será necessário oxigenar, abrir mão de vaidades pessoais, identificar novas lideranças, acolher a juventude, valorizar as mulheres e ampliar a escuta popular. Política é, acima de tudo, movimento — e quem não se move é tragado pela irrelevância.

Não se vence um concerto tocando a mesma melodia cansada de sempre. Enquanto isso, a prefeita rege sua orquestra, e quem desafinar… que se cale ou mude o tom.

A Catedral da Memória: Quando um Amigo Chega ao Episcopado

 

 

 

Hoje, um filme inteiro passou pela minha mente. Daqueles que não se assistem com os olhos, mas com a alma. Um daqueles roteiros que não precisam de palavras, porque o que se sente fala mais alto. A notícia da nomeação de Monsenhor Gilvan Pereira Rodrigues como bispo auxiliar de São Salvador da Bahia tocou fundo, não apenas pelo peso da missão que ele agora abraça, mas pela memória viva que ele desperta em mim — e, ouso dizer, em tantos de nós que fomos marcados por uma geração inesquecível.

Sim, mais um amigo de seminário chamado ao episcopado. E embora os anos tenham se acumulado como folhas sobre folhas — quase três décadas desde o último encontro — o sentimento permanece intacto. Porque quem compartilha os anos de formação, os silêncios do discernimento vocacional, as alegrias discretas e os dramas da juventude consagrada, forma laços que o tempo não dissolve. Apenas amadurece.

Nosso tempo de formação foi algo raro. A geração que atravessou os corredores das casas de formação nas décadas de 1980 e 1990 foi forjada no ferro da profundidade intelectual e na argila sensível da espiritualidade. Vivíamos a transição do mundo, da Igreja e do pensamento teológico. E estávamos lá, no olho do furacão, dentro de uma verdadeira incubadora de vocações sólidas e lideranças eclesiais que hoje florescem nas catedrais do Brasil.

Belo Horizonte era, então, mais do que uma capital mineira. Era o centro nervoso da teologia brasileira. Uma cidade onde os institutos de formação pululavam, os centros religiosos fervilhavam de ideias, e as congregações disputavam espaço com um entusiasmo que beirava o profético. Era difícil encontrar uma ordem ou congregação que não tivesse ao menos uma casa em BH — ou ao menos um estudante frequentando as salas dos nossos teólogos mais inspirados.

Recordo-me dos dias em que discutíamos Rahner, guardávamos silêncio diante de Balthasar, e nos apaixonávamos pela simplicidade complexa de Teresa e João da Cruz. Os corredores, os claustros, as capelas. Cada espaço tinha seu eco, sua marca, sua centelha. E no meio disso tudo, Gilvan. Discreto, constante, com aquele olhar de quem sabe ouvir antes de falar — um traço raro e precioso.

Hoje, ao vê-lo chamado ao episcopado, sinto como se uma parte de todos nós também estivesse sendo levada junto. Não por vaidade, mas por reconhecimento. Reconhecimento de um tempo em que o chamado de Deus encontrava eco numa juventude que buscava, com zelo, verdade e entrega. Um tempo que deixou frutos — e que ainda frutifica.

Parabéns, Gilvan. Não apenas pelo título, mas pela trajetória silenciosa que agora ganha o som dos sinos episcopais. Que tua missão em Salvador seja regida pela mesma serenidade e firmeza com que viveste tua formação. E que tua presença, como bispo, continue sendo luz para os que caminham, e consolo para os que ainda buscam.

Nós, teus amigos de outrora, seguimos aqui — na distância dos corpos, mas na intimidade das lembranças e na comunhão da fé. Que o filme de hoje nunca se apague, e que tua história inspire novas vocações, como aquela que um dia te trouxe até nós.

Amém e Axé.

A Catedral da Memória: Quando um Amigo Chega ao Episcopado

 

 

 

Hoje, um filme inteiro passou pela minha mente. Daqueles que não se assistem com os olhos, mas com a alma. Um daqueles roteiros que não precisam de palavras, porque o que se sente fala mais alto. A notícia da nomeação de Monsenhor Gilvan Pereira Rodrigues como bispo auxiliar de São Salvador da Bahia tocou fundo, não apenas pelo peso da missão que ele agora abraça, mas pela memória viva que ele desperta em mim — e, ouso dizer, em tantos de nós que fomos marcados por uma geração inesquecível.

Sim, mais um amigo de seminário chamado ao episcopado. E embora os anos tenham se acumulado como folhas sobre folhas — quase três décadas desde o último encontro — o sentimento permanece intacto. Porque quem compartilha os anos de formação, os silêncios do discernimento vocacional, as alegrias discretas e os dramas da juventude consagrada, forma laços que o tempo não dissolve. Apenas amadurece.

Nosso tempo de formação foi algo raro. A geração que atravessou os corredores das casas de formação nas décadas de 1980 e 1990 foi forjada no ferro da profundidade intelectual e na argila sensível da espiritualidade. Vivíamos a transição do mundo, da Igreja e do pensamento teológico. E estávamos lá, no olho do furacão, dentro de uma verdadeira incubadora de vocações sólidas e lideranças eclesiais que hoje florescem nas catedrais do Brasil.

Belo Horizonte era, então, mais do que uma capital mineira. Era o centro nervoso da teologia brasileira. Uma cidade onde os institutos de formação pululavam, os centros religiosos fervilhavam de ideias, e as congregações disputavam espaço com um entusiasmo que beirava o profético. Era difícil encontrar uma ordem ou congregação que não tivesse ao menos uma casa em BH — ou ao menos um estudante frequentando as salas dos nossos teólogos mais inspirados.

Recordo-me dos dias em que discutíamos Rahner, guardávamos silêncio diante de Balthasar, e nos apaixonávamos pela simplicidade complexa de Teresa e João da Cruz. Os corredores, os claustros, as capelas. Cada espaço tinha seu eco, sua marca, sua centelha. E no meio disso tudo, Gilvan. Discreto, constante, com aquele olhar de quem sabe ouvir antes de falar — um traço raro e precioso.

Hoje, ao vê-lo chamado ao episcopado, sinto como se uma parte de todos nós também estivesse sendo levada junto. Não por vaidade, mas por reconhecimento. Reconhecimento de um tempo em que o chamado de Deus encontrava eco numa juventude que buscava, com zelo, verdade e entrega. Um tempo que deixou frutos — e que ainda frutifica.

Parabéns, Gilvan. Não apenas pelo título, mas pela trajetória silenciosa que agora ganha o som dos sinos episcopais. Que tua missão em Salvador seja regida pela mesma serenidade e firmeza com que viveste tua formação. E que tua presença, como bispo, continue sendo luz para os que caminham, e consolo para os que ainda buscam.

Nós, teus amigos de outrora, seguimos aqui — na distância dos corpos, mas na intimidade das lembranças e na comunhão da fé. Que o filme de hoje nunca se apague, e que tua história inspire novas vocações, como aquela que um dia te trouxe até nós.

Amém e Axé.

ARTIGO – Edlane Luz e o silêncio que mata: até quando a Bahia vai enterrar suas mulheres?

 

(Padre Carlos)

Neste sábado, 5 de julho, a cidade de Planalto, no sudoeste da Bahia, amanheceu de luto e com a alma dilacerada por um crime que é mais do que brutal: é simbólico. Edlane Luz, uma mulher, uma filha, uma cidadã, foi assassinada com requintes de ódio e perversidade pelo ex-companheiro — em plena via pública, aos olhos da população.

Ela caminhava pela rua quando foi atropelada de forma intencional. Mesmo depois de derrubá-la com o carro, o agressor desceu do veículo, a perseguiu como se caçasse um inimigo, e deferiu contra ela diversos golpes de faca. Uma execução. Uma barbárie. Um crime que não é isolado, mas sim parte de um ciclo cruel e repetido que chamamos de feminicídio.

Não é apenas Edlane que morreu neste sábado. Morreu mais uma mulher que confiou, amou e acreditou que podia seguir sua vida em paz. Morreu mais uma vida ceifada por um homem que achou que tinha o direito de decidir se ela podia viver ou não. E infelizmente, essa morte não foi suficiente para impedir que o assassino fugisse. Ele segue foragido. Livre. Enquanto isso, a cidade de Planalto enterra não só um corpo, mas também um grito por justiça.

A Polícia Civil trata o caso como feminicídio. Mas será que basta classificar juridicamente? Será que nomear é suficiente quando sabemos que tantas outras mulheres caminham hoje pelas ruas de suas cidades, em silêncio, com medo, sendo perseguidas por seus agressores?

Quantas Edlanes ainda vão morrer até que políticas públicas saiam do papel e cheguem aos municípios pequenos como Planalto? Quantas vão precisar sangrar nas calçadas para que os sistemas de proteção funcionem?

A dor dessa cidade deve ecoar em Vitória da Conquista, em Salvador, em Brasília. Deve ecoar nos tribunais, nas delegacias, nas igrejas, nas escolas. Porque quando uma mulher morre por ser mulher, toda a sociedade fracassa.

Edlane foi assassinada. Sim. Mas também foi negligenciada. Ela não morreu apenas pelas mãos de um homem: ela morreu também pelo silêncio, pela omissão e pela demora de um Estado que ainda falha em proteger suas cidadãs.

Que a morte de Edlane Luz não seja apenas mais uma estatística na crônica policial. Que ela seja um marco. Um basta. Que sua memória nos convide à revolta, à ação e ao compromisso com a vida.

Porque nenhuma mulher deve morrer por querer viver em paz.

ARTIGO – Edlane Luz e o silêncio que mata: até quando a Bahia vai enterrar suas mulheres?

 

(Padre Carlos)

Neste sábado, 5 de julho, a cidade de Planalto, no sudoeste da Bahia, amanheceu de luto e com a alma dilacerada por um crime que é mais do que brutal: é simbólico. Edlane Luz, uma mulher, uma filha, uma cidadã, foi assassinada com requintes de ódio e perversidade pelo ex-companheiro — em plena via pública, aos olhos da população.

Ela caminhava pela rua quando foi atropelada de forma intencional. Mesmo depois de derrubá-la com o carro, o agressor desceu do veículo, a perseguiu como se caçasse um inimigo, e deferiu contra ela diversos golpes de faca. Uma execução. Uma barbárie. Um crime que não é isolado, mas sim parte de um ciclo cruel e repetido que chamamos de feminicídio.

Não é apenas Edlane que morreu neste sábado. Morreu mais uma mulher que confiou, amou e acreditou que podia seguir sua vida em paz. Morreu mais uma vida ceifada por um homem que achou que tinha o direito de decidir se ela podia viver ou não. E infelizmente, essa morte não foi suficiente para impedir que o assassino fugisse. Ele segue foragido. Livre. Enquanto isso, a cidade de Planalto enterra não só um corpo, mas também um grito por justiça.

A Polícia Civil trata o caso como feminicídio. Mas será que basta classificar juridicamente? Será que nomear é suficiente quando sabemos que tantas outras mulheres caminham hoje pelas ruas de suas cidades, em silêncio, com medo, sendo perseguidas por seus agressores?

Quantas Edlanes ainda vão morrer até que políticas públicas saiam do papel e cheguem aos municípios pequenos como Planalto? Quantas vão precisar sangrar nas calçadas para que os sistemas de proteção funcionem?

A dor dessa cidade deve ecoar em Vitória da Conquista, em Salvador, em Brasília. Deve ecoar nos tribunais, nas delegacias, nas igrejas, nas escolas. Porque quando uma mulher morre por ser mulher, toda a sociedade fracassa.

Edlane foi assassinada. Sim. Mas também foi negligenciada. Ela não morreu apenas pelas mãos de um homem: ela morreu também pelo silêncio, pela omissão e pela demora de um Estado que ainda falha em proteger suas cidadãs.

Que a morte de Edlane Luz não seja apenas mais uma estatística na crônica policial. Que ela seja um marco. Um basta. Que sua memória nos convide à revolta, à ação e ao compromisso com a vida.

Porque nenhuma mulher deve morrer por querer viver em paz.

ARTIGO – Política, Facção e Presídio: O Tríplice Inferno da Vergonha Baiana

 

(Padre Carlos)

A Bahia, mais uma vez, se vê mergulhada no pântano turvo da mistura entre política e criminalidade. E quando o cheiro pútrido do poder podre começa a escapar das celas trancadas de um presídio, não há nota oficial que oculte a podridão que corrói as instituições. A denúncia do Ministério Público da Bahia contra o ex-deputado federal Uldurico Júnior, por supostas conexões com uma facção criminosa, revela muito mais do que uma trama de bastidores. Ela expõe, de forma nua e crua, como o crime e o poder andam de mãos dadas quando a ética é esquecida nas urnas e nos gabinetes.

O nome de Uldurico surge como o “padrinho político” de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, envolvida até o pescoço com o Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) — organização criminosa com laços diretos com o temido PCC. Essa mulher, nomeada por apadrinhamento político, não só foi colocada em um cargo de responsabilidade pública como também — segundo o MP — manteve um relacionamento amoroso com o líder da facção. Um vínculo afetivo que se transformou em aliança funcional entre a estrutura do Estado e o crime organizado.

Não se trata apenas de um caso isolado. Trata-se de uma ferida aberta em nosso sistema político e penitenciário. Um presídio transformado em gabinete paralelo onde encontros entre criminosos e representantes políticos ocorriam longe dos olhos das câmeras, protegidos por protocolos violados e pela certeza de impunidade.

O ex-deputado, que nas urnas coleciona derrotas consecutivas — a última delas na disputa pela prefeitura de Teixeira de Freitas — agora enfrenta um julgamento mais grave: o da opinião pública, que assiste atônita ao surgimento de novas provas e revelações. Sua justificativa — de que esteve no presídio para discutir “direitos humanos” — soa cínica diante do nível de sofisticação e sigilo relatado pela denúncia. Que tipo de direito humano é negociado em encontros secretos com líderes de facção, sem registro, sem transparência, sem testemunhas?

O mais grave, contudo, não é a denúncia em si, mas o padrão que ela confirma. A banalização das nomeações políticas em cargos sensíveis. A permissividade com que a política se rende ao crime para manter influência, voto e controle territorial. A verdade é que enquanto cargos públicos forem utilizados como moeda de troca, o Estado será cada vez mais refém daqueles que o violam por dentro.

Esta não é apenas uma denúncia. É um grito de alerta. Ou enfrentamos com firmeza essa simbiose perversa entre política e facção, ou em breve não saberemos mais onde termina o poder legítimo e onde começa o império da criminalidade institucionalizada.

O povo da Bahia merece mais. Merece políticos que tenham vergonha na cara, não vergonha nas páginas policiais. Merece uma justiça que vá até o fim, doa a quem doer. E merece — acima de tudo — o fim do silêncio conivente que por décadas vem sustentando os bastidores desse teatro macabro de corrupção e violência.

O caso Uldurico pode ser o início de uma faxina ou o prenúncio de mais uma pizza servida em bandeja institucional. A escolha é nossa — como sociedade, como eleitores, como cidadãos.

E que não digam depois que não sabíamos.

ARTIGO – Política, Facção e Presídio: O Tríplice Inferno da Vergonha Baiana

 

(Padre Carlos)

A Bahia, mais uma vez, se vê mergulhada no pântano turvo da mistura entre política e criminalidade. E quando o cheiro pútrido do poder podre começa a escapar das celas trancadas de um presídio, não há nota oficial que oculte a podridão que corrói as instituições. A denúncia do Ministério Público da Bahia contra o ex-deputado federal Uldurico Júnior, por supostas conexões com uma facção criminosa, revela muito mais do que uma trama de bastidores. Ela expõe, de forma nua e crua, como o crime e o poder andam de mãos dadas quando a ética é esquecida nas urnas e nos gabinetes.

O nome de Uldurico surge como o “padrinho político” de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, envolvida até o pescoço com o Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) — organização criminosa com laços diretos com o temido PCC. Essa mulher, nomeada por apadrinhamento político, não só foi colocada em um cargo de responsabilidade pública como também — segundo o MP — manteve um relacionamento amoroso com o líder da facção. Um vínculo afetivo que se transformou em aliança funcional entre a estrutura do Estado e o crime organizado.

Não se trata apenas de um caso isolado. Trata-se de uma ferida aberta em nosso sistema político e penitenciário. Um presídio transformado em gabinete paralelo onde encontros entre criminosos e representantes políticos ocorriam longe dos olhos das câmeras, protegidos por protocolos violados e pela certeza de impunidade.

O ex-deputado, que nas urnas coleciona derrotas consecutivas — a última delas na disputa pela prefeitura de Teixeira de Freitas — agora enfrenta um julgamento mais grave: o da opinião pública, que assiste atônita ao surgimento de novas provas e revelações. Sua justificativa — de que esteve no presídio para discutir “direitos humanos” — soa cínica diante do nível de sofisticação e sigilo relatado pela denúncia. Que tipo de direito humano é negociado em encontros secretos com líderes de facção, sem registro, sem transparência, sem testemunhas?

O mais grave, contudo, não é a denúncia em si, mas o padrão que ela confirma. A banalização das nomeações políticas em cargos sensíveis. A permissividade com que a política se rende ao crime para manter influência, voto e controle territorial. A verdade é que enquanto cargos públicos forem utilizados como moeda de troca, o Estado será cada vez mais refém daqueles que o violam por dentro.

Esta não é apenas uma denúncia. É um grito de alerta. Ou enfrentamos com firmeza essa simbiose perversa entre política e facção, ou em breve não saberemos mais onde termina o poder legítimo e onde começa o império da criminalidade institucionalizada.

O povo da Bahia merece mais. Merece políticos que tenham vergonha na cara, não vergonha nas páginas policiais. Merece uma justiça que vá até o fim, doa a quem doer. E merece — acima de tudo — o fim do silêncio conivente que por décadas vem sustentando os bastidores desse teatro macabro de corrupção e violência.

O caso Uldurico pode ser o início de uma faxina ou o prenúncio de mais uma pizza servida em bandeja institucional. A escolha é nossa — como sociedade, como eleitores, como cidadãos.

E que não digam depois que não sabíamos.

Manchetes dos principais jornais nacionais deste sábado

 

 

 

Da Redação
Publicado em 5 de julho de 2025 às 8:33

 

Folha de S. Paulo
Moraes suspende decretos do IOF de Lula e Congresso e chama reunião

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/moraes-determina-suspensao-de-decretos-do-iof-de-lula-e-do-congresso.shtml

O Estado de S. Paulo
Moraes suspende atos sobre IOF e marca audiência de conciliação

https://www.estadao.com.br/economia/moraes-suspende-atos-iof-audiencia-conciliacao-governo-congresso/?srsltid=AfmBOorezG2mQpkIyylq-ihhrfS4miKSZftG_MsWVtt6IwSZstWe13Lt

Zero Hora (RS)
STF barra mudanças no IOF e impõe negociação

https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2025/07/moraes-suspende-decreto-de-lula-e-decisao-do-congresso-sobre-iof-e-determina-audiencia-de-conciliacao-cmcov3u80002m016r1w2dlf25.html

 

Correio Braziliense
Moraes trava briga do IOF para STF mediar um acordo

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/07/7192597-indesejavel-embate-moraes-zera-disputa-do-iof-e-chama-conciliacao.html

Folha de Pernambuco
Mês de brincar e aprender

https://www.folhape.com.br/noticias/opiniao/brincar-e-coisa-seria-na-educacao-infantil/418624/

 

O Globo
Moraes suspende decretos do IOF e marca conciliação entre governo e Congresso

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/07/04/moraes-iof.ghtml

A Tarde (BA)
Punições de médicos por infrações nas redes sociais crescem 35%

https://atarde.com.br/bahia/punicao-por-publicidade-medica-em-redes-sociais-cresce-35-na-bahia-1332977

 

Manchetes dos principais jornais nacionais deste sábado

 

 

 

Da Redação
Publicado em 5 de julho de 2025 às 8:33

 

Folha de S. Paulo
Moraes suspende decretos do IOF de Lula e Congresso e chama reunião

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/07/moraes-determina-suspensao-de-decretos-do-iof-de-lula-e-do-congresso.shtml

O Estado de S. Paulo
Moraes suspende atos sobre IOF e marca audiência de conciliação

https://www.estadao.com.br/economia/moraes-suspende-atos-iof-audiencia-conciliacao-governo-congresso/?srsltid=AfmBOorezG2mQpkIyylq-ihhrfS4miKSZftG_MsWVtt6IwSZstWe13Lt

Zero Hora (RS)
STF barra mudanças no IOF e impõe negociação

https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2025/07/moraes-suspende-decreto-de-lula-e-decisao-do-congresso-sobre-iof-e-determina-audiencia-de-conciliacao-cmcov3u80002m016r1w2dlf25.html

 

Correio Braziliense
Moraes trava briga do IOF para STF mediar um acordo

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/07/7192597-indesejavel-embate-moraes-zera-disputa-do-iof-e-chama-conciliacao.html

Folha de Pernambuco
Mês de brincar e aprender

https://www.folhape.com.br/noticias/opiniao/brincar-e-coisa-seria-na-educacao-infantil/418624/

 

O Globo
Moraes suspende decretos do IOF e marca conciliação entre governo e Congresso

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/07/04/moraes-iof.ghtml

A Tarde (BA)
Punições de médicos por infrações nas redes sociais crescem 35%

https://atarde.com.br/bahia/punicao-por-publicidade-medica-em-redes-sociais-cresce-35-na-bahia-1332977

 

ARTIGO – O mundo é tricolor, sim senhor

 

 

(Padre Carlos)

Hoje, mais do que uma vitória, o Fluminense me deu um reencontro com a saudade. Uma tarde de futebol, que para muitos foi apenas mais um jogo do Mundial de Clubes, para mim teve gosto de lágrima contida e memória viva. Ao ver o tricolor carioca derrubar o Al-Hilal por 2 a 1 e garantir sua vaga na semifinal do mundo, senti uma falta imensa de Murilo Marmore – um amigo, um irmão de alma e coração tricolor, que já não está entre nós.

Murilo era daqueles torcedores raros, que transformavam cada jogo em liturgia e cada gol em comunhão. Tinha no peito a paixão do Fluminense e no olhar uma esperança que não se dobrava nem nos piores momentos. Quantas vezes o vi acreditar no impossível, vibrar no limite do fôlego, discutir táticas como um técnico à beira do campo. Hoje, cada tricolor que vibrou aqui em Vitória da Conquista, ou lá em Orlando, carrega um pouco do que foi Murilo – sua fé, sua ternura e sua fidelidade ao clube das Laranjeiras.

O Fluminense, neste 4 de julho, não venceu apenas com Martinelli e Hércules. Venceu com a força de uma torcida espalhada pelo mundo, que carrega o clube como quem carrega um estandarte da infância, da família, da identidade. Venceu com a alma de Murilo, com a emoção dos que ainda estão entre nós, com os gritos sufocados daqueles que partiram, mas continuam torcendo em outra dimensão.

Esta vitória, eu dedico a ele. E a todos os tricolores desta terra, desta cidade, desta Bahia tão plural, que mesmo longe do Maracanã, pintam de grená, verde e branco suas bandeiras e seus corações. Aos amigos que vibraram juntos, aos que mandaram mensagens, aos que não conseguiram conter as lágrimas – saibam: cada gol foi também um tributo à memória dos nossos.

Sim, o Fluminense está na semifinal do mundo. Mas o que realmente importa é que, mesmo nos campos distantes da Flórida, carregamos conosco o que há de mais sagrado: a memória de quem amamos, a beleza da amizade, e o milagre da paixão pelo futebol, que continua nos unindo — vivos e saudosos, lado a lado.

Murilo, essa vitória é tua.

 

ARTIGO – O mundo é tricolor, sim senhor

 

 

(Padre Carlos)

Hoje, mais do que uma vitória, o Fluminense me deu um reencontro com a saudade. Uma tarde de futebol, que para muitos foi apenas mais um jogo do Mundial de Clubes, para mim teve gosto de lágrima contida e memória viva. Ao ver o tricolor carioca derrubar o Al-Hilal por 2 a 1 e garantir sua vaga na semifinal do mundo, senti uma falta imensa de Murilo Marmore – um amigo, um irmão de alma e coração tricolor, que já não está entre nós.

Murilo era daqueles torcedores raros, que transformavam cada jogo em liturgia e cada gol em comunhão. Tinha no peito a paixão do Fluminense e no olhar uma esperança que não se dobrava nem nos piores momentos. Quantas vezes o vi acreditar no impossível, vibrar no limite do fôlego, discutir táticas como um técnico à beira do campo. Hoje, cada tricolor que vibrou aqui em Vitória da Conquista, ou lá em Orlando, carrega um pouco do que foi Murilo – sua fé, sua ternura e sua fidelidade ao clube das Laranjeiras.

O Fluminense, neste 4 de julho, não venceu apenas com Martinelli e Hércules. Venceu com a força de uma torcida espalhada pelo mundo, que carrega o clube como quem carrega um estandarte da infância, da família, da identidade. Venceu com a alma de Murilo, com a emoção dos que ainda estão entre nós, com os gritos sufocados daqueles que partiram, mas continuam torcendo em outra dimensão.

Esta vitória, eu dedico a ele. E a todos os tricolores desta terra, desta cidade, desta Bahia tão plural, que mesmo longe do Maracanã, pintam de grená, verde e branco suas bandeiras e seus corações. Aos amigos que vibraram juntos, aos que mandaram mensagens, aos que não conseguiram conter as lágrimas – saibam: cada gol foi também um tributo à memória dos nossos.

Sim, o Fluminense está na semifinal do mundo. Mas o que realmente importa é que, mesmo nos campos distantes da Flórida, carregamos conosco o que há de mais sagrado: a memória de quem amamos, a beleza da amizade, e o milagre da paixão pelo futebol, que continua nos unindo — vivos e saudosos, lado a lado.

Murilo, essa vitória é tua.