Política e Resenha

Larissa Gomes e Thiago Aquino são as primeiras atrações confirmadas da 10ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia

A tradicional Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia chega à sua décima edição prometendo mais uma vez agitar toda a região. As primeiras atrações confirmadas são Larissa Gomes e Thiago Aquino, dois grandes nomes da música que garantem levantar o público com muito ritmo e animação.

 

O evento será realizado nos dias 8 e 9 de novembro, coincidindo com o aniversário de Vitória da Conquista, e promete reunir uma multidão. Outras atrações ainda serão anunciadas nos próximos dias, reforçando o clima de expectativa para a grande festa.

 

A Festa da Bandeira é uma realização do mandato do vereador Luciano Gomes, idealizador e apoiador do evento, que todos os anos traz grandes artistas de nível nacional para a comunidade, valorizando a cultura local e proporcionando momentos de lazer e diversão para toda a população.

 

🎉 Cabeceira do Jibóia se prepara para viver dois dias de muita festa, música e tradição!

Larissa Gomes e Thiago Aquino são as primeiras atrações confirmadas da 10ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia

A tradicional Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia chega à sua décima edição prometendo mais uma vez agitar toda a região. As primeiras atrações confirmadas são Larissa Gomes e Thiago Aquino, dois grandes nomes da música que garantem levantar o público com muito ritmo e animação.

 

O evento será realizado nos dias 8 e 9 de novembro, coincidindo com o aniversário de Vitória da Conquista, e promete reunir uma multidão. Outras atrações ainda serão anunciadas nos próximos dias, reforçando o clima de expectativa para a grande festa.

 

A Festa da Bandeira é uma realização do mandato do vereador Luciano Gomes, idealizador e apoiador do evento, que todos os anos traz grandes artistas de nível nacional para a comunidade, valorizando a cultura local e proporcionando momentos de lazer e diversão para toda a população.

 

🎉 Cabeceira do Jibóia se prepara para viver dois dias de muita festa, música e tradição!

Décima Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia será marcada por grandes atrações e pela presença do governador Jerônimo Rodrigues

A 10ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia vem com tudo este ano! Em clima de comemoração pelo aniversário da comunidade de Cabeceira do Jibóia, o evento será realizado em dois dias de festa — 8 e 9 de novembro, coincidindo com o aniversário de Vitória da Conquista.

As primeiras atrações confirmadas já prometem agitar o público: Thiago Aquino e Larissa Gomes estão garantidos no palco, levando muita música e animação. E tem muito mais atrações a serem divulgadas em breve, garantindo uma programação inesquecível!

Um dos grandes momentos será a presença do governador Jerônimo Rodrigues, que prestigiará o evento e reforçará a importância das tradições culturais da região.

A Festa da Bandeira é uma realização do mandato do vereador Luciano Gomes, que tem se dedicado a fortalecer as manifestações culturais e valorizar as comunidades do interior de Vitória da Conquista.

🌟 Prepare-se! Nos dias 8 e 9 de novembro, Cabeceira do Jibóia será o ponto de encontro da alegria, cultura e tradição do povo conquistense!

Décima Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia será marcada por grandes atrações e pela presença do governador Jerônimo Rodrigues

A 10ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jibóia vem com tudo este ano! Em clima de comemoração pelo aniversário da comunidade de Cabeceira do Jibóia, o evento será realizado em dois dias de festa — 8 e 9 de novembro, coincidindo com o aniversário de Vitória da Conquista.

As primeiras atrações confirmadas já prometem agitar o público: Thiago Aquino e Larissa Gomes estão garantidos no palco, levando muita música e animação. E tem muito mais atrações a serem divulgadas em breve, garantindo uma programação inesquecível!

Um dos grandes momentos será a presença do governador Jerônimo Rodrigues, que prestigiará o evento e reforçará a importância das tradições culturais da região.

A Festa da Bandeira é uma realização do mandato do vereador Luciano Gomes, que tem se dedicado a fortalecer as manifestações culturais e valorizar as comunidades do interior de Vitória da Conquista.

🌟 Prepare-se! Nos dias 8 e 9 de novembro, Cabeceira do Jibóia será o ponto de encontro da alegria, cultura e tradição do povo conquistense!

Governo do Estado e Petrobras assinam acordo para implantar canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica no Estaleiro São Roque*

O governador Jerônimo Rodrigues e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, assinaram, na tarde desta quinta-feira (9), um protocolo de intenções que prevê a utilização do Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, como canteiro de obras do novo Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Itaparica. O acordo foi celebrado durante evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

 

Atualmente sem utilização, o estaleiro pertence à Petrobras, que planeja retomar sua operação. O documento firmado com o Governo do Estado estabelece, entre outros pontos, a cessão de parte da área do Estaleiro São Roque para utilização como apoio na construção da Ponte Salvador-Itaparica. A medida reforça a integração entre os grandes projetos estruturantes em curso na Bahia e o compromisso dos governos estadual e federal com a implantação do novo sistema rodoviário a partir da Baía de Todos-os-Santos.

 

De acordo com a Concessionária Ponte-Salvador Itaparica, responsável pela execução do projeto, o canteiro de São Roque do Paraguaçu será destinado à produção de pré-moldados da ponte. Os outros dois canteiros de obras serão implantados na região da Jequitaia, em Salvador, e no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.

 

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

Governo do Estado e Petrobras assinam acordo para implantar canteiro de obras da Ponte Salvador-Itaparica no Estaleiro São Roque*

O governador Jerônimo Rodrigues e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, assinaram, na tarde desta quinta-feira (9), um protocolo de intenções que prevê a utilização do Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, como canteiro de obras do novo Sistema Rodoviário Ponte Salvador-Itaparica. O acordo foi celebrado durante evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

 

Atualmente sem utilização, o estaleiro pertence à Petrobras, que planeja retomar sua operação. O documento firmado com o Governo do Estado estabelece, entre outros pontos, a cessão de parte da área do Estaleiro São Roque para utilização como apoio na construção da Ponte Salvador-Itaparica. A medida reforça a integração entre os grandes projetos estruturantes em curso na Bahia e o compromisso dos governos estadual e federal com a implantação do novo sistema rodoviário a partir da Baía de Todos-os-Santos.

 

De acordo com a Concessionária Ponte-Salvador Itaparica, responsável pela execução do projeto, o canteiro de São Roque do Paraguaçu será destinado à produção de pré-moldados da ponte. Os outros dois canteiros de obras serão implantados na região da Jequitaia, em Salvador, e no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.

 

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

“Padre Joselito: Da periferia ao altar”

 

por Padre Carlos

Nasceu entre serras, lá de Itambé, o menino,
com os olhos brilhando de sol e destino.
Mas foi nas Pedrinhas, de chão batido e fé,
que aprendeu que o amor é o maior catecismo.

Entre risos de rua e o sino da Catedral,
o pequeno coroinha acendia a esperança,
segurava o incenso como quem segura um ideal,
e o altar era já o espelho de sua bonança.

Filho da periferia, irmão dos humildes,
caminhou entre becos, rezas e sonhos,
e fez do Evangelho um gesto fecundo,
levando ternura aos cantos do mundo.

O tempo passou — mas não a pureza,
do olhar que um dia fitou o altar;
Padre Joselito, tua maior riqueza
é servir sem nunca deixar de amar.

Hoje, tua voz ecoa entre o povo,
não como quem prega, mas quem acolhe e sente.
Porque o Deus que moldou teu chamado novo,
habita o coração de quem é gente.

Das Pedrinhas ao céu, tua história ensina:
que a santidade nasce na esquina,
que a fé pode brotar da infância simples —
e que o altar começa, sempre,
no coração de um menino.

“Padre Joselito: Da periferia ao altar”

 

por Padre Carlos

Nasceu entre serras, lá de Itambé, o menino,
com os olhos brilhando de sol e destino.
Mas foi nas Pedrinhas, de chão batido e fé,
que aprendeu que o amor é o maior catecismo.

Entre risos de rua e o sino da Catedral,
o pequeno coroinha acendia a esperança,
segurava o incenso como quem segura um ideal,
e o altar era já o espelho de sua bonança.

Filho da periferia, irmão dos humildes,
caminhou entre becos, rezas e sonhos,
e fez do Evangelho um gesto fecundo,
levando ternura aos cantos do mundo.

O tempo passou — mas não a pureza,
do olhar que um dia fitou o altar;
Padre Joselito, tua maior riqueza
é servir sem nunca deixar de amar.

Hoje, tua voz ecoa entre o povo,
não como quem prega, mas quem acolhe e sente.
Porque o Deus que moldou teu chamado novo,
habita o coração de quem é gente.

Das Pedrinhas ao céu, tua história ensina:
que a santidade nasce na esquina,
que a fé pode brotar da infância simples —
e que o altar começa, sempre,
no coração de um menino.

Nota de Falecimento — João Carlos Moreira de Santana (1952–2025)

 

(por Padre Carlos)

Vitória da Conquista se despede, com pesar, de João Carlos Moreira de Santana, que faleceu aos 73 anos, nesta quarta-feira, no Hospital de Base, em decorrência de complicações de saúde.

Figura muito querida e conhecida por amigos e familiares, João Carlos deixa uma lacuna profunda na vida de todos que compartilharam de sua amizade, alegria e sabedoria. Homem de convicções firmes e coração generoso, foi exemplo de dedicação à família e de serenidade diante dos desafios da vida.

Casado, pai de três filhos e avô de seis netos, João Carlos será lembrado pelo amor à vida, pelo sorriso fácil e pelas histórias que marcaram as gerações que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

O velório acontece no Salão Prime da Pax, localizado na Rua Olavo Bilac, fundos do Hospital São Vicente. O sepultamento está programado para as 16h, no Cemitério Parque da Cidade.

À família e aos amigos, o Blog Política e Resenha e toda a comunidade expressam solidariedade e conforto neste momento de dor.

Nota de Falecimento — João Carlos Moreira de Santana (1952–2025)

 

(por Padre Carlos)

Vitória da Conquista se despede, com pesar, de João Carlos Moreira de Santana, que faleceu aos 73 anos, nesta quarta-feira, no Hospital de Base, em decorrência de complicações de saúde.

Figura muito querida e conhecida por amigos e familiares, João Carlos deixa uma lacuna profunda na vida de todos que compartilharam de sua amizade, alegria e sabedoria. Homem de convicções firmes e coração generoso, foi exemplo de dedicação à família e de serenidade diante dos desafios da vida.

Casado, pai de três filhos e avô de seis netos, João Carlos será lembrado pelo amor à vida, pelo sorriso fácil e pelas histórias que marcaram as gerações que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

O velório acontece no Salão Prime da Pax, localizado na Rua Olavo Bilac, fundos do Hospital São Vicente. O sepultamento está programado para as 16h, no Cemitério Parque da Cidade.

À família e aos amigos, o Blog Política e Resenha e toda a comunidade expressam solidariedade e conforto neste momento de dor.

ARTIGO – O Feitiço do Centrão e a Armadilha do Congresso

 

 

(Padre Carlos)

O que assistimos ontem em Brasília é mais do que um embate entre governo e oposição — é uma tragédia política em capítulos repetidos. O centrão e a oposição, de mãos dadas quando lhes convém, miram no presidente Lula, mas acertam em cheio o Brasil e a população brasileira. Esse é o ponto mais dramático dessa novela que, a cada legislatura, ganha novos atores, mas o mesmo roteiro: o Congresso Nacional transformado em um poder que captura o orçamento público e dita a pauta fiscal.

O economista Marcos Mendes tem razão ao afirmar que, desde Dilma Rousseff, o Congresso passou a interferir de forma determinante na política fiscal. A consequência disso é visível: o governo federal fica refém de uma estrutura de poder que se alimenta de emendas, cargos e benesses. O equilíbrio entre arrecadação e investimento estrutural foi substituído por um modelo de “sobrevivência política”, onde o presidente da República precisa negociar cada centavo como se fosse refém do próprio Parlamento.

E não é de hoje. Michel Temer, um político que conhecia como poucos os corredores da Câmara, acabou de joelhos diante do centrão. Se nem ele, com toda sua habilidade de bastidor, conseguiu governar sem entregar parte do orçamento, o que dizer de outros governos? Dilma caiu sob a mesma pressão. Bolsonaro, que prometeu enfrentar o sistema, rendeu-se a ele. E agora Lula enfrenta o mesmo dilema: governar com o Congresso ou ser engolido por ele.

O Brasil vive um feitiço perigoso — o feitiço do centrão. A cada governo, o Parlamento amplia o seu poder sobre o Orçamento, transformando a política em um balcão de negócios. É uma armadilha institucional, talvez a mais grave da Nova República. O risco é que nenhum presidente, por mais popular que seja, consiga romper esse ciclo. Nem Jesus Cristo, como ironizou um analista, conseguiria enfrentar esse Congresso Nacional.

A saída? Talvez esteja onde menos se espera: no Supremo Tribunal Federal. Se o STF não colocar freio na farra das emendas de relator e não restabelecer o princípio republicano do orçamento público — aquele que serve ao povo e não aos parlamentares —, ficaremos condenados a repetir a história.

O problema não é apenas fiscal, é estrutural. É a subversão do papel dos Poderes. Enquanto isso, o Brasil segue paralisado, e o povo continua pagando a conta.

ARTIGO – O Feitiço do Centrão e a Armadilha do Congresso

 

 

(Padre Carlos)

O que assistimos ontem em Brasília é mais do que um embate entre governo e oposição — é uma tragédia política em capítulos repetidos. O centrão e a oposição, de mãos dadas quando lhes convém, miram no presidente Lula, mas acertam em cheio o Brasil e a população brasileira. Esse é o ponto mais dramático dessa novela que, a cada legislatura, ganha novos atores, mas o mesmo roteiro: o Congresso Nacional transformado em um poder que captura o orçamento público e dita a pauta fiscal.

O economista Marcos Mendes tem razão ao afirmar que, desde Dilma Rousseff, o Congresso passou a interferir de forma determinante na política fiscal. A consequência disso é visível: o governo federal fica refém de uma estrutura de poder que se alimenta de emendas, cargos e benesses. O equilíbrio entre arrecadação e investimento estrutural foi substituído por um modelo de “sobrevivência política”, onde o presidente da República precisa negociar cada centavo como se fosse refém do próprio Parlamento.

E não é de hoje. Michel Temer, um político que conhecia como poucos os corredores da Câmara, acabou de joelhos diante do centrão. Se nem ele, com toda sua habilidade de bastidor, conseguiu governar sem entregar parte do orçamento, o que dizer de outros governos? Dilma caiu sob a mesma pressão. Bolsonaro, que prometeu enfrentar o sistema, rendeu-se a ele. E agora Lula enfrenta o mesmo dilema: governar com o Congresso ou ser engolido por ele.

O Brasil vive um feitiço perigoso — o feitiço do centrão. A cada governo, o Parlamento amplia o seu poder sobre o Orçamento, transformando a política em um balcão de negócios. É uma armadilha institucional, talvez a mais grave da Nova República. O risco é que nenhum presidente, por mais popular que seja, consiga romper esse ciclo. Nem Jesus Cristo, como ironizou um analista, conseguiria enfrentar esse Congresso Nacional.

A saída? Talvez esteja onde menos se espera: no Supremo Tribunal Federal. Se o STF não colocar freio na farra das emendas de relator e não restabelecer o princípio republicano do orçamento público — aquele que serve ao povo e não aos parlamentares —, ficaremos condenados a repetir a história.

O problema não é apenas fiscal, é estrutural. É a subversão do papel dos Poderes. Enquanto isso, o Brasil segue paralisado, e o povo continua pagando a conta.

O preço da mobilidade: quando o subsídio não se traduz em transporte digno

 

Por Padre Carlos

Há um momento em que as cidades precisam encarar o espelho — e Vitória da Conquista está diante desse reflexo incômodo. A fala do presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), nesta quarta-feira (9), trouxe à tona uma questão que há muito tempo é sussurrada nos pontos de ônibus, mas raramente ecoa com força nas tribunas: como é possível que um sistema de transporte coletivo subsidiado em R$ 9 milhões por mês continue tão distante das reais necessidades da população?

A pergunta de Ivan não é apenas contábil; é moral. O transporte público, ao lado da saúde e da educação, é um dos pilares da dignidade urbana. Quando ele falha, a cidade se torna menor — mais segregada, mais injusta e mais cansada. O vereador, ao propor a ampliação da gratuidade para pessoas a partir de 60 anos, não faz um favor: ele aponta para uma dívida social que cresce silenciosa, dia após dia, nos bancos frios dos terminais.

O Estatuto do Idoso garante o benefício a partir dos 65 anos, é verdade. Mas quem vive a realidade das ruas de Conquista sabe que o corpo de quem tem 60 muitas vezes carrega o peso de 80. São pessoas que ainda precisam trabalhar, buscar remédio, cuidar dos netos — e que, não raramente, deixam de se deslocar por falta de dinheiro para a passagem. Ampliar o direito à mobilidade é, portanto, um gesto de humanidade, e não um luxo orçamentário.

Mas o discurso de Ivan vai além da questão etária. Ele toca num ponto sensível: a transparência e a eficiência do subsídio público. Se o município destina R$ 9 milhões mensais às empresas de ônibus, é legítimo — e urgente — que a sociedade saiba o que está recebendo em troca. Linhas reduzidas, horários escassos e veículos sucateados não condizem com o peso desse investimento.

O vereador acerta também ao propor uma audiência pública. É nesse espaço que a democracia se oxigena, e que o cidadão pode questionar, sem filtros, onde estão os resultados desse aporte milionário. Afinal, se o transporte é público, a discussão sobre ele deve ser igualmente pública.

A lembrança feita por Ivan sobre o atual coordenador de transporte, Sérgio Hubner — que já esteve “dos dois lados do balcão”, como ele disse —, não é mero detalhe. Trata-se de um convite à coerência administrativa. Conhecer o sistema de dentro é uma vantagem, mas também uma responsabilidade. A experiência não pode ser usada como escudo, e sim como ferramenta de reforma.

Por fim, há algo de simbólico na sugestão de expansão das linhas para regiões como Bate-Pé, o Parque Logístico e o Condomínio Europa Unida. A cidade cresce, mas o transporte parece encolher. O poder público precisa acompanhar esse movimento — não apenas com ônibus, mas com visão de futuro.

O debate levantado por Ivan Cordeiro é mais do que oportuno: é necessário e corajoso. Porque discutir o transporte coletivo é discutir o próprio direito de existir plenamente na cidade.

E talvez o verdadeiro desafio de Vitória da Conquista não seja apenas o de gastar R$ 9 milhões com ônibus — mas o de fazer com que cada real investido faça o povo andar com dignidade.

O preço da mobilidade: quando o subsídio não se traduz em transporte digno

 

Por Padre Carlos

Há um momento em que as cidades precisam encarar o espelho — e Vitória da Conquista está diante desse reflexo incômodo. A fala do presidente da Câmara, vereador Ivan Cordeiro (PL), nesta quarta-feira (9), trouxe à tona uma questão que há muito tempo é sussurrada nos pontos de ônibus, mas raramente ecoa com força nas tribunas: como é possível que um sistema de transporte coletivo subsidiado em R$ 9 milhões por mês continue tão distante das reais necessidades da população?

A pergunta de Ivan não é apenas contábil; é moral. O transporte público, ao lado da saúde e da educação, é um dos pilares da dignidade urbana. Quando ele falha, a cidade se torna menor — mais segregada, mais injusta e mais cansada. O vereador, ao propor a ampliação da gratuidade para pessoas a partir de 60 anos, não faz um favor: ele aponta para uma dívida social que cresce silenciosa, dia após dia, nos bancos frios dos terminais.

O Estatuto do Idoso garante o benefício a partir dos 65 anos, é verdade. Mas quem vive a realidade das ruas de Conquista sabe que o corpo de quem tem 60 muitas vezes carrega o peso de 80. São pessoas que ainda precisam trabalhar, buscar remédio, cuidar dos netos — e que, não raramente, deixam de se deslocar por falta de dinheiro para a passagem. Ampliar o direito à mobilidade é, portanto, um gesto de humanidade, e não um luxo orçamentário.

Mas o discurso de Ivan vai além da questão etária. Ele toca num ponto sensível: a transparência e a eficiência do subsídio público. Se o município destina R$ 9 milhões mensais às empresas de ônibus, é legítimo — e urgente — que a sociedade saiba o que está recebendo em troca. Linhas reduzidas, horários escassos e veículos sucateados não condizem com o peso desse investimento.

O vereador acerta também ao propor uma audiência pública. É nesse espaço que a democracia se oxigena, e que o cidadão pode questionar, sem filtros, onde estão os resultados desse aporte milionário. Afinal, se o transporte é público, a discussão sobre ele deve ser igualmente pública.

A lembrança feita por Ivan sobre o atual coordenador de transporte, Sérgio Hubner — que já esteve “dos dois lados do balcão”, como ele disse —, não é mero detalhe. Trata-se de um convite à coerência administrativa. Conhecer o sistema de dentro é uma vantagem, mas também uma responsabilidade. A experiência não pode ser usada como escudo, e sim como ferramenta de reforma.

Por fim, há algo de simbólico na sugestão de expansão das linhas para regiões como Bate-Pé, o Parque Logístico e o Condomínio Europa Unida. A cidade cresce, mas o transporte parece encolher. O poder público precisa acompanhar esse movimento — não apenas com ônibus, mas com visão de futuro.

O debate levantado por Ivan Cordeiro é mais do que oportuno: é necessário e corajoso. Porque discutir o transporte coletivo é discutir o próprio direito de existir plenamente na cidade.

E talvez o verdadeiro desafio de Vitória da Conquista não seja apenas o de gastar R$ 9 milhões com ônibus — mas o de fazer com que cada real investido faça o povo andar com dignidade.

ARTIGO — “Governando com as Pessoas: democracia participativa e cidadania ativa em Vitória da Conquista”

 

 

 

(Padre Carlos)

Em tempos de descrença na política, Vitória da Conquista dá um passo à frente e mostra que a democracia participativa ainda é o melhor caminho para aproximar governo e povo. O projeto “Governando com as Pessoas”, idealizado pela prefeita Sheila Lemos, é mais do que uma proposta administrativa — é uma nova forma de pensar as políticas públicas: com o cidadão no centro das decisões.

A iniciativa é inovadora porque rompe com a lógica tradicional do poder. Diferente do antigo Orçamento Participativo, que limitava a participação a percentuais fixos e a obras específicas, o novo projeto amplia o campo de atuação e elimina barreiras temáticas e orçamentárias. Aqui, a prioridade é a voz da comunidade — independente de credo, classe social ou orientação política.

Quando o governo escuta diretamente as pessoas, ele não apenas descentraliza o poder — ele o devolve à sociedade. Essa é a essência da gestão pública inclusiva, que reconhece na diversidade da população sua maior riqueza.

“Governando com as Pessoas” é, portanto, uma política que não apenas melhora a cidade, mas também educa para a cidadania ativa, resgatando o espírito de participação que sempre marcou a história conquistense.

Em cada assembleia, em cada debate comunitário, em cada sugestão acolhida, nasce um novo pacto social — onde o governo deixa de ser distante e o povo deixa de ser espectador. Vitória da Conquista volta a ser, assim, referência nacional em gestão democrática, mostrando que o verdadeiro progresso nasce da escuta e do diálogo.

A cidade que resistiu na ditadura, agora avança na democracia. E o que se constrói, quando o povo participa, tem raízes mais fortes, mais humanas e mais duradouras.

ARTIGO — “Governando com as Pessoas: democracia participativa e cidadania ativa em Vitória da Conquista”

 

 

 

(Padre Carlos)

Em tempos de descrença na política, Vitória da Conquista dá um passo à frente e mostra que a democracia participativa ainda é o melhor caminho para aproximar governo e povo. O projeto “Governando com as Pessoas”, idealizado pela prefeita Sheila Lemos, é mais do que uma proposta administrativa — é uma nova forma de pensar as políticas públicas: com o cidadão no centro das decisões.

A iniciativa é inovadora porque rompe com a lógica tradicional do poder. Diferente do antigo Orçamento Participativo, que limitava a participação a percentuais fixos e a obras específicas, o novo projeto amplia o campo de atuação e elimina barreiras temáticas e orçamentárias. Aqui, a prioridade é a voz da comunidade — independente de credo, classe social ou orientação política.

Quando o governo escuta diretamente as pessoas, ele não apenas descentraliza o poder — ele o devolve à sociedade. Essa é a essência da gestão pública inclusiva, que reconhece na diversidade da população sua maior riqueza.

“Governando com as Pessoas” é, portanto, uma política que não apenas melhora a cidade, mas também educa para a cidadania ativa, resgatando o espírito de participação que sempre marcou a história conquistense.

Em cada assembleia, em cada debate comunitário, em cada sugestão acolhida, nasce um novo pacto social — onde o governo deixa de ser distante e o povo deixa de ser espectador. Vitória da Conquista volta a ser, assim, referência nacional em gestão democrática, mostrando que o verdadeiro progresso nasce da escuta e do diálogo.

A cidade que resistiu na ditadura, agora avança na democracia. E o que se constrói, quando o povo participa, tem raízes mais fortes, mais humanas e mais duradouras.

A voz que defende o silêncio do ventre

 

 

 

Na tribuna da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira, 8 de outubro, a vereadora Lara subiu ao púlpito com a convicção de quem carrega, não apenas um discurso, mas uma cruz — a da defesa incondicional da vida. Sua fala, marcada por emoção e firmeza, tocou em temas que desafiam não só a política, mas também a consciência moral e espiritual de uma nação inteira.

Logo no início, a vereadora expressou solidariedade à família de Júlia Toche, lembrando a brevidade da vida e o valor que cada existência, mesmo a mais curta, carrega. Mas o que se seguiu foi mais do que uma homenagem: foi um chamado à reflexão sobre o que estamos fazendo com as vidas que ainda nem começaram.

Lara trouxe à tribuna o debate sobre o Dia do Nascituro, data que celebra o direito à vida do ser humano ainda no ventre materno. Ao citar a Resolução nº 258 do Conanda, a parlamentar denunciou o que considera uma afronta à Constituição e ao Estatuto da Criança e do Adolescente — um dispositivo que, segundo ela, permitiria o aborto sem o consentimento da gestante ou dos responsáveis legais. A vereadora apelou pela aprovação urgente do Projeto de Decreto Legislativo nº 3, que visa suspender essa resolução e restaurar, nas suas palavras, “a dignidade das crianças por nascer”.

Mas foi ao abordar o tema da cistolia fetal — procedimento médico usado em abortos tardios — que Lara deu o tom mais contundente de sua fala. Descreveu com dureza o método, comparando-o ao sofrimento de uma execução cruel, e indagou: “Como podemos aceitar o que nem é permitido em pena de morte, nem em sacrifício de animais, ser praticado contra bebês dentro do ventre de suas mães?”
A imagem é dura, incômoda — e talvez seja justamente essa a intenção: sacudir uma sociedade anestesiada pela retórica do “meu corpo, minhas regras”, expressão que, segundo ela, ignora o corpo e a vida que crescem dentro de outro.

Ao mesmo tempo em que defendeu o direito à vida, a vereadora aproveitou para contextualizar a sua visão política, citando o legado do governo Bolsonaro e criticando duramente o atual governo federal, ao qual atribuiu o descontrole econômico e a corrosão moral das instituições. A fala, evidentemente, tem um viés ideológico nítido, mas isso não anula o mérito do debate que ela levanta — um debate ético, profundo e necessário.

Lara terminou com uma frase que ressoa além da política:

“Como posso acreditar em uma justiça que me deixou desprotegida na minha primeira fase de vida e agora orienta que eu mate o ser que foi gerado em meu próprio ventre?”

É uma pergunta que ecoa no coração de quem ainda acredita que a defesa da vida não é uma pauta partidária, mas um princípio civilizatório.

Em tempos de relativismos morais e discursos moldados por algoritmos, ouvir uma voz que se ergue em defesa dos indefesos é, por si só, um ato de coragem.
Podemos discordar da retórica, do partido, ou da ideologia — mas é impossível ignorar a verdade que pulsa por trás de cada palavra dita: a vida não é uma escolha. É um direito.

E, enquanto houver quem a defenda na tribuna, ainda há esperança de que o silêncio do ventre continue sendo ouvido antes que seja interrompido.

Padre Carlos

A voz que defende o silêncio do ventre

 

 

 

Na tribuna da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira, 8 de outubro, a vereadora Lara subiu ao púlpito com a convicção de quem carrega, não apenas um discurso, mas uma cruz — a da defesa incondicional da vida. Sua fala, marcada por emoção e firmeza, tocou em temas que desafiam não só a política, mas também a consciência moral e espiritual de uma nação inteira.

Logo no início, a vereadora expressou solidariedade à família de Júlia Toche, lembrando a brevidade da vida e o valor que cada existência, mesmo a mais curta, carrega. Mas o que se seguiu foi mais do que uma homenagem: foi um chamado à reflexão sobre o que estamos fazendo com as vidas que ainda nem começaram.

Lara trouxe à tribuna o debate sobre o Dia do Nascituro, data que celebra o direito à vida do ser humano ainda no ventre materno. Ao citar a Resolução nº 258 do Conanda, a parlamentar denunciou o que considera uma afronta à Constituição e ao Estatuto da Criança e do Adolescente — um dispositivo que, segundo ela, permitiria o aborto sem o consentimento da gestante ou dos responsáveis legais. A vereadora apelou pela aprovação urgente do Projeto de Decreto Legislativo nº 3, que visa suspender essa resolução e restaurar, nas suas palavras, “a dignidade das crianças por nascer”.

Mas foi ao abordar o tema da cistolia fetal — procedimento médico usado em abortos tardios — que Lara deu o tom mais contundente de sua fala. Descreveu com dureza o método, comparando-o ao sofrimento de uma execução cruel, e indagou: “Como podemos aceitar o que nem é permitido em pena de morte, nem em sacrifício de animais, ser praticado contra bebês dentro do ventre de suas mães?”
A imagem é dura, incômoda — e talvez seja justamente essa a intenção: sacudir uma sociedade anestesiada pela retórica do “meu corpo, minhas regras”, expressão que, segundo ela, ignora o corpo e a vida que crescem dentro de outro.

Ao mesmo tempo em que defendeu o direito à vida, a vereadora aproveitou para contextualizar a sua visão política, citando o legado do governo Bolsonaro e criticando duramente o atual governo federal, ao qual atribuiu o descontrole econômico e a corrosão moral das instituições. A fala, evidentemente, tem um viés ideológico nítido, mas isso não anula o mérito do debate que ela levanta — um debate ético, profundo e necessário.

Lara terminou com uma frase que ressoa além da política:

“Como posso acreditar em uma justiça que me deixou desprotegida na minha primeira fase de vida e agora orienta que eu mate o ser que foi gerado em meu próprio ventre?”

É uma pergunta que ecoa no coração de quem ainda acredita que a defesa da vida não é uma pauta partidária, mas um princípio civilizatório.

Em tempos de relativismos morais e discursos moldados por algoritmos, ouvir uma voz que se ergue em defesa dos indefesos é, por si só, um ato de coragem.
Podemos discordar da retórica, do partido, ou da ideologia — mas é impossível ignorar a verdade que pulsa por trás de cada palavra dita: a vida não é uma escolha. É um direito.

E, enquanto houver quem a defenda na tribuna, ainda há esperança de que o silêncio do ventre continue sendo ouvido antes que seja interrompido.

Padre Carlos

A Voz da Razão na Tribuna: Edvaldo Ferreira e o Dever da Verdade Pública

 

(Por Padre Carlos)

Há momentos na vida política de uma cidade em que o silêncio é cúmplice e a palavra torna-se um ato de coragem. Foi exatamente isso que se viu na manhã desta quarta-feira, 8 de outubro, na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, quando o vereador Edvaldo Ferreira subiu à tribuna — não para inflamar paixões, mas para restabelecer fatos, trazer luz e memória ao debate público.

Com serenidade e firmeza, o parlamentar fez o que se espera de um verdadeiro representante do povo: esclareceu, pontuou e corrigiu distorções que, em tempos de desinformação, se espalham com a velocidade de um clique e o peso da mentira.

Minha Casa, Minha Vida: responsabilidade e transparência

Ao abordar o programa Minha Casa, Minha Vida, Edvaldo Ferreira demonstrou não apenas conhecimento de causa, mas também respeito pela população que mais precisa — aquela que sonha com o direito básico à moradia digna.
Reforçou o compromisso do governo municipal com a transparência nos cadastros, conduzidos por uma equipe técnica sob a coordenação de Nildo Freitas, nome que o vereador fez questão de destacar pela competência e responsabilidade.

Não há sorteio apressado, nem “fila amiga” de apadrinhados políticos, como em outros tempos. O processo segue critérios técnicos, datas definidas e comunicação clara — algo que, convenhamos, é raro em gestões passadas marcadas por sombras de favorecimento.

Ferreira, ao lembrar episódios em que “pessoas foram contempladas sem cadastro”, tocou numa ferida que muitos preferem encobrir: o uso político da esperança alheia. Sua fala foi um recado direto aos que ainda tentam transformar políticas públicas em moeda eleitoral.

A verdade sobre a COSIP: entre a memória e a má-fé

Mas foi ao tratar da COSIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública) que o vereador demonstrou a importância de se fazer política com memória.
Com didatismo raro na tribuna, ele explicou — e reafirmou — que a COSIP não é uma invenção do atual governo, tampouco um novo tributo.
Ela existe desde 2002, inserida no Código Tributário Municipal durante um governo do Partido dos Trabalhadores.

O que está sendo feito agora é apenas a regulamentação e ampliação da aplicação dos recursos, para que a cidade tenha um serviço de iluminação mais eficiente, moderno e seguro.
Ou seja, trata-se de aperfeiçoar o que já existe — e não de criar um novo peso para o bolso do cidadão.

Ferreira lembrou ainda que fazer política sem memória é flertar com a hipocrisia, e que há quem pratique uma “amnésia seletiva” conveniente, omitindo o passado quando este lhes convém. Uma fala necessária num tempo em que fake news se tornaram ferramenta de oposição vazia, movida mais por oportunismo do que por compromisso com a verdade.

Política com propósito

O pronunciamento de Edvaldo Ferreira foi mais que um discurso — foi um ato de responsabilidade pública.
Em meio à crescente desinformação, sua postura mostra que a Câmara Municipal ainda pode ser espaço de lucidez, coerência e serviço ao bem comum.
Num cenário em que tantos buscam palco, Ferreira buscou o esclarecimento.
Num ambiente onde muitos jogam para a plateia, ele defendeu o direito do povo à verdade.

E é exatamente aí que se revela o verdadeiro papel de um vereador: não o de gritar mais alto, mas o de falar com mais clareza.

Vitória da Conquista precisa de mais vozes como a de Edvaldo Ferreira — firmes, serenas e guiadas pela ética da verdade. Porque, como ensinava Rui Barbosa, “a força do direito deve superar o direito da força”.

E nesta quarta-feira, a tribuna da Câmara foi, mais do que nunca, o altar da verdade pública.

A Voz da Razão na Tribuna: Edvaldo Ferreira e o Dever da Verdade Pública

 

(Por Padre Carlos)

Há momentos na vida política de uma cidade em que o silêncio é cúmplice e a palavra torna-se um ato de coragem. Foi exatamente isso que se viu na manhã desta quarta-feira, 8 de outubro, na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, quando o vereador Edvaldo Ferreira subiu à tribuna — não para inflamar paixões, mas para restabelecer fatos, trazer luz e memória ao debate público.

Com serenidade e firmeza, o parlamentar fez o que se espera de um verdadeiro representante do povo: esclareceu, pontuou e corrigiu distorções que, em tempos de desinformação, se espalham com a velocidade de um clique e o peso da mentira.

Minha Casa, Minha Vida: responsabilidade e transparência

Ao abordar o programa Minha Casa, Minha Vida, Edvaldo Ferreira demonstrou não apenas conhecimento de causa, mas também respeito pela população que mais precisa — aquela que sonha com o direito básico à moradia digna.
Reforçou o compromisso do governo municipal com a transparência nos cadastros, conduzidos por uma equipe técnica sob a coordenação de Nildo Freitas, nome que o vereador fez questão de destacar pela competência e responsabilidade.

Não há sorteio apressado, nem “fila amiga” de apadrinhados políticos, como em outros tempos. O processo segue critérios técnicos, datas definidas e comunicação clara — algo que, convenhamos, é raro em gestões passadas marcadas por sombras de favorecimento.

Ferreira, ao lembrar episódios em que “pessoas foram contempladas sem cadastro”, tocou numa ferida que muitos preferem encobrir: o uso político da esperança alheia. Sua fala foi um recado direto aos que ainda tentam transformar políticas públicas em moeda eleitoral.

A verdade sobre a COSIP: entre a memória e a má-fé

Mas foi ao tratar da COSIP (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública) que o vereador demonstrou a importância de se fazer política com memória.
Com didatismo raro na tribuna, ele explicou — e reafirmou — que a COSIP não é uma invenção do atual governo, tampouco um novo tributo.
Ela existe desde 2002, inserida no Código Tributário Municipal durante um governo do Partido dos Trabalhadores.

O que está sendo feito agora é apenas a regulamentação e ampliação da aplicação dos recursos, para que a cidade tenha um serviço de iluminação mais eficiente, moderno e seguro.
Ou seja, trata-se de aperfeiçoar o que já existe — e não de criar um novo peso para o bolso do cidadão.

Ferreira lembrou ainda que fazer política sem memória é flertar com a hipocrisia, e que há quem pratique uma “amnésia seletiva” conveniente, omitindo o passado quando este lhes convém. Uma fala necessária num tempo em que fake news se tornaram ferramenta de oposição vazia, movida mais por oportunismo do que por compromisso com a verdade.

Política com propósito

O pronunciamento de Edvaldo Ferreira foi mais que um discurso — foi um ato de responsabilidade pública.
Em meio à crescente desinformação, sua postura mostra que a Câmara Municipal ainda pode ser espaço de lucidez, coerência e serviço ao bem comum.
Num cenário em que tantos buscam palco, Ferreira buscou o esclarecimento.
Num ambiente onde muitos jogam para a plateia, ele defendeu o direito do povo à verdade.

E é exatamente aí que se revela o verdadeiro papel de um vereador: não o de gritar mais alto, mas o de falar com mais clareza.

Vitória da Conquista precisa de mais vozes como a de Edvaldo Ferreira — firmes, serenas e guiadas pela ética da verdade. Porque, como ensinava Rui Barbosa, “a força do direito deve superar o direito da força”.

E nesta quarta-feira, a tribuna da Câmara foi, mais do que nunca, o altar da verdade pública.