Política e Resenha

ARTIGO – Duas Tragédias, Dois Pesos, Duas Medidas

 

(Padre Carlos)

É profundamente lamentável o que ocorreu com o míssil iraniano que atingiu um hospital. Como homem de fé e defensor da dignidade humana, não posso – nem devo – me calar diante de tal barbaridade. A vida é sagrada. Um hospital, símbolo de cuidado e acolhimento, jamais pode ser transformado em alvo militar. Independentemente da geopolítica envolvida, não há justificativa moral para esse tipo de ataque. Famílias foram destruídas, crianças morreram, e mais uma vez o sangue inocente escorre por entre os escombros da vaidade dos poderosos.

Mas, com a mesma firmeza com que condeno este ato, me pergunto: onde estava essa mesma comoção internacional quando Israel bombardeou hospitais e escolas em Gaza?

Quem não se lembra do hospital Al-Ahli, destruído sob a justificativa – repetida como mantra – de que ali haveria combatentes ou esconderijos de armas? E a escola da ONU bombardeada, onde dormiam crianças e civis desesperados? A resposta israelense foi sempre a mesma: “usavam escudos humanos”, “eram alvos legítimos”, “foi um erro técnico”. E a imprensa internacional, na sua maioria, acatou. Tratou o assunto com luvas de pelica. Em vez de manchetes indignadas, viu-se silêncio, tergiversação ou a tentativa de diluir a culpa com supostas dúvidas sobre a autoria.

Por que dois pesos e duas medidas? Um míssil iraniano é uma atrocidade. Um míssil israelense, uma “tragédia complexa”. Um ataque do Irã é “terrorismo”. Um bombardeio de Israel é “autodefesa”.

Há algo podre nessa narrativa. E precisamos ter coragem para dizer isso. Porque o sangue das crianças palestinas não é menos precioso do que o das israelenses. A dor de uma mãe em Teerã ou em Tel Aviv é tão real quanto a de uma mãe em Gaza. A morte de inocentes, em qualquer território, não pode ser relativizada nem por ideologia, nem por conveniência diplomática.

A memória ainda guarda, com indignação, as palavras de uma deputada israelense que afirmou, com frieza assombrosa, que “matar crianças palestinas é normal”. Como normalizar o assassinato de crianças? Como aceitar isso de forma silenciosa?

Minha crítica aqui é dupla: aos que lançam bombas sobre hospitais – sejam iranianos, israelenses ou quem quer que seja – e à hipocrisia da cobertura midiática que se cala seletivamente, que chora por uns e ignora os gritos de outros. A verdade deve ser íntegra, ainda que desconfortável. Porque só há paz onde há justiça. E justiça não é feita com mísseis, mas com humanidade.

A luta contra o terrorismo não pode ser feita com métodos terroristas. A segurança de um povo não pode se basear na destruição sistemática de outro. Não há caminho para a paz onde crianças são vistas como escudos e hospitais como bunkers.

Sejamos francos: o mundo precisa aprender a olhar com os mesmos olhos para todas as vítimas. Porque a humanidade não pode ter lado. Ou ela se levanta em defesa da vida, ou afunda de vez na lama da cumplicidade.

ARTIGO – Duas Tragédias, Dois Pesos, Duas Medidas

 

(Padre Carlos)

É profundamente lamentável o que ocorreu com o míssil iraniano que atingiu um hospital. Como homem de fé e defensor da dignidade humana, não posso – nem devo – me calar diante de tal barbaridade. A vida é sagrada. Um hospital, símbolo de cuidado e acolhimento, jamais pode ser transformado em alvo militar. Independentemente da geopolítica envolvida, não há justificativa moral para esse tipo de ataque. Famílias foram destruídas, crianças morreram, e mais uma vez o sangue inocente escorre por entre os escombros da vaidade dos poderosos.

Mas, com a mesma firmeza com que condeno este ato, me pergunto: onde estava essa mesma comoção internacional quando Israel bombardeou hospitais e escolas em Gaza?

Quem não se lembra do hospital Al-Ahli, destruído sob a justificativa – repetida como mantra – de que ali haveria combatentes ou esconderijos de armas? E a escola da ONU bombardeada, onde dormiam crianças e civis desesperados? A resposta israelense foi sempre a mesma: “usavam escudos humanos”, “eram alvos legítimos”, “foi um erro técnico”. E a imprensa internacional, na sua maioria, acatou. Tratou o assunto com luvas de pelica. Em vez de manchetes indignadas, viu-se silêncio, tergiversação ou a tentativa de diluir a culpa com supostas dúvidas sobre a autoria.

Por que dois pesos e duas medidas? Um míssil iraniano é uma atrocidade. Um míssil israelense, uma “tragédia complexa”. Um ataque do Irã é “terrorismo”. Um bombardeio de Israel é “autodefesa”.

Há algo podre nessa narrativa. E precisamos ter coragem para dizer isso. Porque o sangue das crianças palestinas não é menos precioso do que o das israelenses. A dor de uma mãe em Teerã ou em Tel Aviv é tão real quanto a de uma mãe em Gaza. A morte de inocentes, em qualquer território, não pode ser relativizada nem por ideologia, nem por conveniência diplomática.

A memória ainda guarda, com indignação, as palavras de uma deputada israelense que afirmou, com frieza assombrosa, que “matar crianças palestinas é normal”. Como normalizar o assassinato de crianças? Como aceitar isso de forma silenciosa?

Minha crítica aqui é dupla: aos que lançam bombas sobre hospitais – sejam iranianos, israelenses ou quem quer que seja – e à hipocrisia da cobertura midiática que se cala seletivamente, que chora por uns e ignora os gritos de outros. A verdade deve ser íntegra, ainda que desconfortável. Porque só há paz onde há justiça. E justiça não é feita com mísseis, mas com humanidade.

A luta contra o terrorismo não pode ser feita com métodos terroristas. A segurança de um povo não pode se basear na destruição sistemática de outro. Não há caminho para a paz onde crianças são vistas como escudos e hospitais como bunkers.

Sejamos francos: o mundo precisa aprender a olhar com os mesmos olhos para todas as vítimas. Porque a humanidade não pode ter lado. Ou ela se levanta em defesa da vida, ou afunda de vez na lama da cumplicidade.

Francisco Cuoco (1933‑2025): a despedida de um ícone da teledramaturgia brasileira

 

 

São Paulo, 19 de junho de 2025 – O Brasil se despede de Francisco Cuoco, grande nome da televisão, cinema e teatro. Aos 91 anos, o ator faleceu hoje em São Paulo, encerrando uma carreira que atravessou décadas e deixou marcas inesquecíveis na dramaturgia nacional

🕯️ O adeus a um galã inesquecível

Conhecido como referência de galã sofisticado e versátil, Cuoco estreou na TV Tupi em 1957 e posteriormente brilhou em emissoras como Excelsior, Record e, principalmente, na Globo, a partir de 1970  Em suas décadas de atuação, protagonizou personagens que se tornaram parte da cultura brasileira.

Retrato de grandes interpretações

  • Gilberto Athayde em O Cafona (1971): um jovem idealista e sonhador, papel que desafiou estereótipos e lançou uma narrativa da elite urbana

  • Cristiano Vilhena em Selva de Pedra (1972): personagem que marcou sua habilidade em encarnar dramas e conflitos familiares

  • Carlão em Pecado Capital (1975): inesquecível taxista cujo trágico fim chocou o Brasil — o primeiro protagonista a morrer no final de novela .

  • Herculano Quintanilha em O Astro (1977): vidente carismático e enigmático, que consolidou seu talento em personagens complexos .

  • Paulo Della Santa/Denizard em O Outro (1987): dupla interpretação perfeita, que mostrou sua versatilidade ao interpretar sósias com perfis opostos .

Legado e reconhecimento

Ao longo de sua carreira, Cuoco recebeu prêmios como APCA, Arte Qualidade Brasil e quatro Troféus Imprensa . Referência de novos atores, era cultuado por colegas e jovens talentos, como Elizabeth Savalla, que o definiu como “o ator certo, na hora certa”

O homem por trás dos papéis

Em seus últimos anos, enfrentou questões de saúde – enfrentava sobrepeso, problemas de locomoção e ansiedade –, mas mantinha o orgulho pela trajetória construída . Mesmo afastado das novelas desde 2020, participou do especial “Tributo”, exibido em junho, onde refletiu com sensibilidade sobre a arte de atuar

A ausência de um protagonista

Francisco Cuoco deixa um vazio imenso na dramaturgia brasileira. Sua morte marca o fim de uma era, mas seu trabalho permanecerá vivo através de personagens marcantes, cenas memoráveis e inspiradoras para muitas gerações.

Que sua trajetória continue a ser exemplo de talento, dedicação e elegância. Como disse ele mesmo em homenagem, “ser ator é viver num estado de desamparo que só cessa no encontro com o outro” . E, de fato, esse encontro com o público eternizou sua arte.


Viva Francisco Cuoco (29/11/1933 – 19/6/2025). Obrigado por tantos momentos de emoção e beleza – sua obra continuará a nos inspirar.

Francisco Cuoco (1933‑2025): a despedida de um ícone da teledramaturgia brasileira

 

 

São Paulo, 19 de junho de 2025 – O Brasil se despede de Francisco Cuoco, grande nome da televisão, cinema e teatro. Aos 91 anos, o ator faleceu hoje em São Paulo, encerrando uma carreira que atravessou décadas e deixou marcas inesquecíveis na dramaturgia nacional

🕯️ O adeus a um galã inesquecível

Conhecido como referência de galã sofisticado e versátil, Cuoco estreou na TV Tupi em 1957 e posteriormente brilhou em emissoras como Excelsior, Record e, principalmente, na Globo, a partir de 1970  Em suas décadas de atuação, protagonizou personagens que se tornaram parte da cultura brasileira.

Retrato de grandes interpretações

  • Gilberto Athayde em O Cafona (1971): um jovem idealista e sonhador, papel que desafiou estereótipos e lançou uma narrativa da elite urbana

  • Cristiano Vilhena em Selva de Pedra (1972): personagem que marcou sua habilidade em encarnar dramas e conflitos familiares

  • Carlão em Pecado Capital (1975): inesquecível taxista cujo trágico fim chocou o Brasil — o primeiro protagonista a morrer no final de novela .

  • Herculano Quintanilha em O Astro (1977): vidente carismático e enigmático, que consolidou seu talento em personagens complexos .

  • Paulo Della Santa/Denizard em O Outro (1987): dupla interpretação perfeita, que mostrou sua versatilidade ao interpretar sósias com perfis opostos .

Legado e reconhecimento

Ao longo de sua carreira, Cuoco recebeu prêmios como APCA, Arte Qualidade Brasil e quatro Troféus Imprensa . Referência de novos atores, era cultuado por colegas e jovens talentos, como Elizabeth Savalla, que o definiu como “o ator certo, na hora certa”

O homem por trás dos papéis

Em seus últimos anos, enfrentou questões de saúde – enfrentava sobrepeso, problemas de locomoção e ansiedade –, mas mantinha o orgulho pela trajetória construída . Mesmo afastado das novelas desde 2020, participou do especial “Tributo”, exibido em junho, onde refletiu com sensibilidade sobre a arte de atuar

A ausência de um protagonista

Francisco Cuoco deixa um vazio imenso na dramaturgia brasileira. Sua morte marca o fim de uma era, mas seu trabalho permanecerá vivo através de personagens marcantes, cenas memoráveis e inspiradoras para muitas gerações.

Que sua trajetória continue a ser exemplo de talento, dedicação e elegância. Como disse ele mesmo em homenagem, “ser ator é viver num estado de desamparo que só cessa no encontro com o outro” . E, de fato, esse encontro com o público eternizou sua arte.


Viva Francisco Cuoco (29/11/1933 – 19/6/2025). Obrigado por tantos momentos de emoção e beleza – sua obra continuará a nos inspirar.

Cobertura do Oriente Médio em chamas – notícias de 19 de junho 2025

 

 

 

💥 CENTRAIS DO CONFLITO

 

 

Deflagra-se hoje uma cruzada sem retorno. Quando um hospital é transformado em alvo e um líder estatal é colocado na mira de assassinato, sabemos que as avenidas do diálogo estão bloqueadas.
Israel, com apoio ocidental, empurra os limites da força: não destrói apenas instalações, mas ataca o próprio símbolo do regime. A pergunta que paira no ar: é guerra ou aniquilação?

O Irã, por sua vez, reage com fúria — mas também com inteligência: ataques massivos de mísseis, ameaças de fechar rotas vitais e um esforço diplomático desesperado em Genebra .
O mundo, incrédulo, se posiciona: há nações que bancam a escalada, outras que pedem arrego. Mas a única certeza é que nem Trump consegue segurar a tênue corda deste precipício.

Se o Estreito de Ormuz for realmente bloqueado, estaremos diante de outra crise petrolífera… e de outra crise mundial. O óleo que move a economia pode parar — e com ele, a estabilidade de bilhões.

A região está em brasa. O que parecia uma guerra regional já é um risco global. Israel e Irã cruzaram a linha: agora, ou o mundo intervém, ou mergulhamos em cenários ainda mais catastróficos.

1. Hospital atingido, síndrome global

Na madrugada desta quinta, um míssil iraniano Sejjil atingiu o Soroka Medical Center, em Beersheba – centro de referência no sul de Israel – deixando mais de 240 feridos, entre pacientes e equipe médica, e danificando gravemente alas do hospital, incluindo riscos de vazamento químico apnews.com+11apnews.com+11en.wikipedia.org+11.
O ataque foi condenado como crime de guerra por autoridades israelenses.

2. Israel reage com força extrema

Em retaliação, Israel mobilizou um ataque aéreo feroz contra o reator de água pesada de Arak e outros alvos nucleares em Iran – Natanz, Isfahan, Khondab – parte da operação “Rising Lion”, objetivando desativar tanto capacidades militares quanto o regime de Khamenei bild.de+1en.wikipedia.org+1en.wikipedia.org+6reuters.com+6reuters.com+6.
O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que “Khamenei não deve continuar existindo” en.wikipedia.org+3apnews.com+3apnews.com+3.

3. Mossad infiltrações inéditas

Operações secretas do Mossad no Irã, com drones sabotando defesas e infraestrutura de mísseis antes dos ataques aéreos, revelam uma nova fase de guerra híbrida, minando a capacidade iraniana de resposta reuters.com+2en.wikipedia.org+2theguardian.com+2.

4. O tabuleiro global: EUA, Europa e Golfo em xeque

– O ex‑presidente Trump examina a possibilidade de participação dos EUA, com vistas a um ataque à instalação nuclear Fordow, decisão pode sair em até duas semanas aljazeera.com+5theguardian.com+5theguardian.com+5.
– A Alemanha, por sua vez, elogia o “serviço sujo” realizado por Israel, enquanto a ONU, China, Rússia e Reino Unido pedem contenção imediata .
– O Irã ameaça — e cogita — fechar o Estreito de Ormuz, o calcanhar global do petróleo, o que elevaria preços a níveis históricos .

5. A diáspora iraniana

Teerã enfrenta uma exodus maciça: centenas de milhares fugiram após avisos de bomba, gerando caos e instabilidade interna — um panorama assombroso que remete ao pré‑revolução de 1979 .

 

🔮 O FUTURO IMINENTE

✔️ Trump tem até meados de julho para dizer se os EUA entram na guerra.
✔️ A secretária‑geral ONU prepara mais uma rodada de sanções e apelos à paz.
✔️ O Irã pode acionar o fechamento do Estreito, desencadeando um choque econômico mundial.
✔️ O regime Khamenei está na corda bamba — mas a queda pode gerar caos profundo e vácuo de poder.

É hora de o mundo acordar: ou impomos freio imediato — e de maneira unificada — ou assistiremos ao início de uma conflagração que reescreverá o século em chamas.

 

Cobertura do Oriente Médio em chamas – notícias de 19 de junho 2025

 

 

 

💥 CENTRAIS DO CONFLITO

 

 

Deflagra-se hoje uma cruzada sem retorno. Quando um hospital é transformado em alvo e um líder estatal é colocado na mira de assassinato, sabemos que as avenidas do diálogo estão bloqueadas.
Israel, com apoio ocidental, empurra os limites da força: não destrói apenas instalações, mas ataca o próprio símbolo do regime. A pergunta que paira no ar: é guerra ou aniquilação?

O Irã, por sua vez, reage com fúria — mas também com inteligência: ataques massivos de mísseis, ameaças de fechar rotas vitais e um esforço diplomático desesperado em Genebra .
O mundo, incrédulo, se posiciona: há nações que bancam a escalada, outras que pedem arrego. Mas a única certeza é que nem Trump consegue segurar a tênue corda deste precipício.

Se o Estreito de Ormuz for realmente bloqueado, estaremos diante de outra crise petrolífera… e de outra crise mundial. O óleo que move a economia pode parar — e com ele, a estabilidade de bilhões.

A região está em brasa. O que parecia uma guerra regional já é um risco global. Israel e Irã cruzaram a linha: agora, ou o mundo intervém, ou mergulhamos em cenários ainda mais catastróficos.

1. Hospital atingido, síndrome global

Na madrugada desta quinta, um míssil iraniano Sejjil atingiu o Soroka Medical Center, em Beersheba – centro de referência no sul de Israel – deixando mais de 240 feridos, entre pacientes e equipe médica, e danificando gravemente alas do hospital, incluindo riscos de vazamento químico apnews.com+11apnews.com+11en.wikipedia.org+11.
O ataque foi condenado como crime de guerra por autoridades israelenses.

2. Israel reage com força extrema

Em retaliação, Israel mobilizou um ataque aéreo feroz contra o reator de água pesada de Arak e outros alvos nucleares em Iran – Natanz, Isfahan, Khondab – parte da operação “Rising Lion”, objetivando desativar tanto capacidades militares quanto o regime de Khamenei bild.de+1en.wikipedia.org+1en.wikipedia.org+6reuters.com+6reuters.com+6.
O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que “Khamenei não deve continuar existindo” en.wikipedia.org+3apnews.com+3apnews.com+3.

3. Mossad infiltrações inéditas

Operações secretas do Mossad no Irã, com drones sabotando defesas e infraestrutura de mísseis antes dos ataques aéreos, revelam uma nova fase de guerra híbrida, minando a capacidade iraniana de resposta reuters.com+2en.wikipedia.org+2theguardian.com+2.

4. O tabuleiro global: EUA, Europa e Golfo em xeque

– O ex‑presidente Trump examina a possibilidade de participação dos EUA, com vistas a um ataque à instalação nuclear Fordow, decisão pode sair em até duas semanas aljazeera.com+5theguardian.com+5theguardian.com+5.
– A Alemanha, por sua vez, elogia o “serviço sujo” realizado por Israel, enquanto a ONU, China, Rússia e Reino Unido pedem contenção imediata .
– O Irã ameaça — e cogita — fechar o Estreito de Ormuz, o calcanhar global do petróleo, o que elevaria preços a níveis históricos .

5. A diáspora iraniana

Teerã enfrenta uma exodus maciça: centenas de milhares fugiram após avisos de bomba, gerando caos e instabilidade interna — um panorama assombroso que remete ao pré‑revolução de 1979 .

 

🔮 O FUTURO IMINENTE

✔️ Trump tem até meados de julho para dizer se os EUA entram na guerra.
✔️ A secretária‑geral ONU prepara mais uma rodada de sanções e apelos à paz.
✔️ O Irã pode acionar o fechamento do Estreito, desencadeando um choque econômico mundial.
✔️ O regime Khamenei está na corda bamba — mas a queda pode gerar caos profundo e vácuo de poder.

É hora de o mundo acordar: ou impomos freio imediato — e de maneira unificada — ou assistiremos ao início de uma conflagração que reescreverá o século em chamas.

 

ARTIGO – “O São João da Esperança: a fala de Luciano Gomes e o papel da cultura popular no parlamento”

 

(Padre Carlos)

A fala do vereador Luciano Gomes na tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta semana, é mais do que um pronunciamento sobre festas juninas. É um discurso político revestido de sensibilidade popular, enraizado nas tradições culturais do povo nordestino. Ao anunciar, com entusiasmo e orgulho, o apoio ao São João de mais de 20 povoados da zona rural do município, o vereador faz uma escolha que é, ao mesmo tempo, simbólica e estratégica: ele fala a língua do povo, reverencia sua cultura e reafirma sua identidade como legítimo representante das raízes populares da “Suíça Baiana”.

Luciano Gomes não apenas anuncia atrações e confirma emendas parlamentares; ele inscreve a política no terreno da cultura, onde as pessoas encontram sentido, alegria, pertencimento e, muitas vezes, as únicas políticas públicas que chegam com alguma regularidade. O São João, como bem afirmou o vereador, é a festa democrática por excelência — onde ricos e pobres dançam no mesmo compasso, sob a mesma fogueira, embalados pelo mesmo forró e iluminados pela mesma esperança.

Essa fala, carregada de emoção e gratidão, também revela uma forma de atuação parlamentar que compreende a política como serviço e presença. Ao mencionar o apoio do deputado federal João Carlos Barcelar e do estadual Fabrício Falcão, Luciano demonstra articulação e compromisso em trazer recursos que movimentam não só a economia local — através do turismo, do comércio informal e do fortalecimento das tradições — como também revitalizam o tecido social das comunidades mais esquecidas pelas grandes políticas públicas.

Mas a fala vai além das festas. Luciano Gomes lembra de sua ida a Brasília e da cobrança direta ao ministro dos Transportes por ações imediatas para a segurança viária da BR-116, principalmente na saída para Itambé. Essa combinação entre celebração e cobrança institucional mostra que o vereador sabe equilibrar o sorriso da festa com o suor da luta política.

A zona rural, tantas vezes invisibilizada, encontra eco em sua voz. Cabeceira de Gibóia, Gameleira, Itapirema e tantas outras localidades voltam a aparecer no mapa político não por meio de estatísticas frias, mas pelo calor humano da festa junina. Quando o vereador diz que são mais de 35 anos de tradição e 17 de mandato apoiando o São João, ele está reivindicando uma memória, uma história que merece ser escrita com dignidade.

Se há algo que os tempos pedem — tempos de ódio político, indiferença social e tecnocracia fria — é exatamente essa política do afeto, da escuta e da proximidade. Luciano Gomes dá uma aula ao transformar um pronunciamento sobre festas populares em um manifesto pela dignidade da cultura nordestina.

Que outros parlamentares aprendam com ele: a política que transforma é aquela que se faz com o pé no chão batido do povoado, o coração aquecido pela fogueira do São João e a cabeça voltada para o bem comum.

ARTIGO – “O São João da Esperança: a fala de Luciano Gomes e o papel da cultura popular no parlamento”

 

(Padre Carlos)

A fala do vereador Luciano Gomes na tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta semana, é mais do que um pronunciamento sobre festas juninas. É um discurso político revestido de sensibilidade popular, enraizado nas tradições culturais do povo nordestino. Ao anunciar, com entusiasmo e orgulho, o apoio ao São João de mais de 20 povoados da zona rural do município, o vereador faz uma escolha que é, ao mesmo tempo, simbólica e estratégica: ele fala a língua do povo, reverencia sua cultura e reafirma sua identidade como legítimo representante das raízes populares da “Suíça Baiana”.

Luciano Gomes não apenas anuncia atrações e confirma emendas parlamentares; ele inscreve a política no terreno da cultura, onde as pessoas encontram sentido, alegria, pertencimento e, muitas vezes, as únicas políticas públicas que chegam com alguma regularidade. O São João, como bem afirmou o vereador, é a festa democrática por excelência — onde ricos e pobres dançam no mesmo compasso, sob a mesma fogueira, embalados pelo mesmo forró e iluminados pela mesma esperança.

Essa fala, carregada de emoção e gratidão, também revela uma forma de atuação parlamentar que compreende a política como serviço e presença. Ao mencionar o apoio do deputado federal João Carlos Barcelar e do estadual Fabrício Falcão, Luciano demonstra articulação e compromisso em trazer recursos que movimentam não só a economia local — através do turismo, do comércio informal e do fortalecimento das tradições — como também revitalizam o tecido social das comunidades mais esquecidas pelas grandes políticas públicas.

Mas a fala vai além das festas. Luciano Gomes lembra de sua ida a Brasília e da cobrança direta ao ministro dos Transportes por ações imediatas para a segurança viária da BR-116, principalmente na saída para Itambé. Essa combinação entre celebração e cobrança institucional mostra que o vereador sabe equilibrar o sorriso da festa com o suor da luta política.

A zona rural, tantas vezes invisibilizada, encontra eco em sua voz. Cabeceira de Gibóia, Gameleira, Itapirema e tantas outras localidades voltam a aparecer no mapa político não por meio de estatísticas frias, mas pelo calor humano da festa junina. Quando o vereador diz que são mais de 35 anos de tradição e 17 de mandato apoiando o São João, ele está reivindicando uma memória, uma história que merece ser escrita com dignidade.

Se há algo que os tempos pedem — tempos de ódio político, indiferença social e tecnocracia fria — é exatamente essa política do afeto, da escuta e da proximidade. Luciano Gomes dá uma aula ao transformar um pronunciamento sobre festas populares em um manifesto pela dignidade da cultura nordestina.

Que outros parlamentares aprendam com ele: a política que transforma é aquela que se faz com o pé no chão batido do povoado, o coração aquecido pela fogueira do São João e a cabeça voltada para o bem comum.

*Projeto “No Pé do Forró” realiza ativações culturais em Senhor do Bonfim durante o São João 2025*

_Ação itinerante leva van personalizada, distribuição de brindes e produção de conteúdos digitais às ruas da cidade_

Senhor do Bonfim é uma das cidades a receber o projeto itinerante “No Pé do Forró” durante o São João 2025. A iniciativa, promovida pela Xirê Produções com patrocínio da Embasa e do Governo do Estado da Bahia, integra um circuito de ações culturais e interativas que percorre sete municípios baianos.

Durante sua passagem por Senhor do Bonfim, o projeto contará com uma van caracterizada com elementos juninos, que circulará por pontos estratégicos da cidade promovendo ativações com distribuição de brindes, entrega de materiais informativos e interação com o público. Um apresentador acompanhará as ações, dialogando com moradores, visitantes e influenciadores locais.

A programação inclui a contratação de um influenciador da região para colaborar na criação de conteúdos digitais, além da gravação e veiculação de um jingle junino exclusivo. As atividades serão registradas em fotos e vídeos, que comporão um banco de imagens a ser disponibilizado para fins institucionais.

Em cada cidade, o projeto prevê a realização de ativações presenciais e a distribuição de copos, bonés e brindes diversos, com metas de engajamento nas redes sociais e produção de relatório técnico ao final do circuito.

Além de Senhor do Bonfim, o projeto “No Pé do Forró” também passará por Amargosa, Cruz das Almas, Jequié, Serrinha, Irecê e Santo Antônio de Jesus, com expectativa de alcançar diretamente cerca de 80 mil pessoas nas sete cidades participantes.

*Projeto “No Pé do Forró” realiza ativações culturais em Senhor do Bonfim durante o São João 2025*

_Ação itinerante leva van personalizada, distribuição de brindes e produção de conteúdos digitais às ruas da cidade_

Senhor do Bonfim é uma das cidades a receber o projeto itinerante “No Pé do Forró” durante o São João 2025. A iniciativa, promovida pela Xirê Produções com patrocínio da Embasa e do Governo do Estado da Bahia, integra um circuito de ações culturais e interativas que percorre sete municípios baianos.

Durante sua passagem por Senhor do Bonfim, o projeto contará com uma van caracterizada com elementos juninos, que circulará por pontos estratégicos da cidade promovendo ativações com distribuição de brindes, entrega de materiais informativos e interação com o público. Um apresentador acompanhará as ações, dialogando com moradores, visitantes e influenciadores locais.

A programação inclui a contratação de um influenciador da região para colaborar na criação de conteúdos digitais, além da gravação e veiculação de um jingle junino exclusivo. As atividades serão registradas em fotos e vídeos, que comporão um banco de imagens a ser disponibilizado para fins institucionais.

Em cada cidade, o projeto prevê a realização de ativações presenciais e a distribuição de copos, bonés e brindes diversos, com metas de engajamento nas redes sociais e produção de relatório técnico ao final do circuito.

Além de Senhor do Bonfim, o projeto “No Pé do Forró” também passará por Amargosa, Cruz das Almas, Jequié, Serrinha, Irecê e Santo Antônio de Jesus, com expectativa de alcançar diretamente cerca de 80 mil pessoas nas sete cidades participantes.

ARTIGO – Selic a 15%: Quando a omissão é cumplicidade

 

 

(Padre Carlos)

Quem nomeou o presidente do Banco Central? Foi Jair Bolsonaro? Não, foi o atual governo. Essa escolha estratégica – ou trágica – tem hoje um preço amargo: a taxa Selic atingindo 15% ao ano, um índice indecente, injustificável e destrutivo para a economia nacional.

A esquerda se cala? Pior: balbucia críticas tímidas, enquanto a política monetária imposta por Gabriel Galípolo segue atropelando a indústria, os pequenos empreendedores e, sobretudo, os pobres. Se em outros tempos bradava-se contra o entreguismo, contra o desmonte do Estado, onde estão agora essas mesmas vozes? A omissão, nesse caso, é sim uma forma de participação. A política econômica é conduzida como se ainda estivéssemos sob a lógica de Roberto Campos.

A desculpa da “autonomia do Banco Central” é uma cortina de fumaça. Autonomia não é impunidade, nem autorização para governar sem prestar contas à sociedade. Quem foi eleito para tomar decisões é o presidente da República – e permitir que um presidente do BC nomeado por um governo que se diz de esquerda conduza os rumos da economia ao bel prazer do mercado, é abrir mão de suas políticas e promessas de palanque e da soberania democrática.

Selic a 15% é uma sentença de morte para o crescimento econômico. É um freio nos investimentos, um incentivo à especulação financeira, um golpe no mercado de trabalho. Onde estão os responsáveis por nomear e manter figuras-chave como Gabriel Galípolo? O Brasil precisa saber.

Se Bolsonaro, com sua gestão errática, ao escolher Roberto Campos foi acusado de crime de lesa-pátria, o que dizer agora? A manutenção de juros abusivos em um país com tamanhas desigualdades sociais é, sim, uma forma de violência institucional.

O povo não pode continuar pagando a conta de uma política monetária que privilegia rentistas. Quebraram a narrativa da “terra arrasada” e, agora, estão arrasando o próprio campo da esperança. A crítica deve ser clara: ou o governo assume o leme da economia, ou será tragado pela mesma elite financeira que historicamente sabota o desenvolvimento nacional.

 

ARTIGO – Selic a 15%: Quando a omissão é cumplicidade

 

 

(Padre Carlos)

Quem nomeou o presidente do Banco Central? Foi Jair Bolsonaro? Não, foi o atual governo. Essa escolha estratégica – ou trágica – tem hoje um preço amargo: a taxa Selic atingindo 15% ao ano, um índice indecente, injustificável e destrutivo para a economia nacional.

A esquerda se cala? Pior: balbucia críticas tímidas, enquanto a política monetária imposta por Gabriel Galípolo segue atropelando a indústria, os pequenos empreendedores e, sobretudo, os pobres. Se em outros tempos bradava-se contra o entreguismo, contra o desmonte do Estado, onde estão agora essas mesmas vozes? A omissão, nesse caso, é sim uma forma de participação. A política econômica é conduzida como se ainda estivéssemos sob a lógica de Roberto Campos.

A desculpa da “autonomia do Banco Central” é uma cortina de fumaça. Autonomia não é impunidade, nem autorização para governar sem prestar contas à sociedade. Quem foi eleito para tomar decisões é o presidente da República – e permitir que um presidente do BC nomeado por um governo que se diz de esquerda conduza os rumos da economia ao bel prazer do mercado, é abrir mão de suas políticas e promessas de palanque e da soberania democrática.

Selic a 15% é uma sentença de morte para o crescimento econômico. É um freio nos investimentos, um incentivo à especulação financeira, um golpe no mercado de trabalho. Onde estão os responsáveis por nomear e manter figuras-chave como Gabriel Galípolo? O Brasil precisa saber.

Se Bolsonaro, com sua gestão errática, ao escolher Roberto Campos foi acusado de crime de lesa-pátria, o que dizer agora? A manutenção de juros abusivos em um país com tamanhas desigualdades sociais é, sim, uma forma de violência institucional.

O povo não pode continuar pagando a conta de uma política monetária que privilegia rentistas. Quebraram a narrativa da “terra arrasada” e, agora, estão arrasando o próprio campo da esperança. A crítica deve ser clara: ou o governo assume o leme da economia, ou será tragado pela mesma elite financeira que historicamente sabota o desenvolvimento nacional.

 

ARTIGO – “Corpos Feridos, Corpo de Cristo”

 

(Padre Carlos)

Corpos mutilados nas guerras. Corpos dilacerados nos cárceres das ditaduras. Corpos estraçalhados nos becos das cidades pelas balas do Estado e pelos fuzis dos cartéis. Corpos desprezados, silenciados, enterrados como lixo humano. É diante desses corpos — carne marcada pelo sofrimento, sangue derramado pela injustiça — que precisamos redescobrir o Corpo de Cristo.

Sim, o Corpo de Cristo — o mesmo que foi partido, pregado na cruz, esvaziado na humilhação — continua sendo ferido hoje. Mas muitos cristãos esqueceram que Ele está presente no corpo do preso torturado, da criança morta pela bala perdida, da mulher violentada pela força policial, do jovem assassinado por disputas do tráfico ou do poder. O Corpo de Cristo banalizado, ignorado, pisoteado.

Na Igreja primitiva, a Eucaristia não era espetáculo nem dogma abstrato. Era refeição partilhada, pão repartido nas casas, celebração entre irmãos. Quando os mártires iam morrer, levavam o pão como viaticum — o alimento para a última viagem. O corpo se encontrava com o Corpo. A carne ferida se unia ao mistério do amor que se entrega.

Com o tempo, a teologia foi se refinando, as heresias se combatendo, os sacrários se fechando. A festa de Corpus Christi nasceu para afirmar a presença real de Jesus na Eucaristia. Mas o que adianta proclamar essa presença real no pão eucarístico, se negamos essa mesma presença real nos corpos reais dos que sofrem? Se adoramos o Corpo na hóstia, mas desprezamos o corpo do pobre?

É na carne humana que Deus insiste em habitar. Do céu ao ventre de Maria. Da manjedoura à cruz. Da cruz ao pão. Do pão ao coração da comunidade. O Corpo de Cristo atravessa a história. E onde há dor humana, Ele está.

O pão eucarístico alimenta, sim. Mas não apenas o espírito. Ele provoca fome de justiça, sede de misericórdia, desejo de comunhão verdadeira. Pão partido que exige que partamos também a nossa vida. Sangue derramado que denuncia os ídolos que ainda hoje pedem sangue: o ídolo do poder, o ídolo do lucro, o ídolo da segurança armada.

Celebrar Corpus Christi é mais do que fazer procissões belas. É fazer passeatas de fé que enfrentem as feridas do mundo. É reconhecer que a Eucaristia, quando bem vivida, destrói as cercas, rompe os muros, reconcilia os inimigos, cura os traumas do passado e fortalece os passos no presente.

A Eucaristia é memória viva da paixão e ressurreição. É missão de paz, é clamor por vida plena. É protesto contra a injustiça. É gesto revolucionário de amor. Quando um cristão comunga, ele se compromete com o Reino. E o Reino de Deus é lugar onde “ninguém tenha demais e ninguém tenha de menos”. Onde a carne de ninguém mais seja descartada. Onde o sangue de ninguém mais seja derramado por omissão ou opressão.

No corpo massacrado do mundo, celebramos o Corpo glorioso do Ressuscitado. Quando lavarmos os pés uns dos outros, quando partilharmos o pão e a dor, quando deixarmos cair as máscaras da indiferença, então sim, haverá uma verdadeira procissão de fé. E Deus habitará novamente entre nós. Ele será o nosso Deus e nós seremos o seu povo. E não haverá mais morte, nem grito, nem dor.

Corpus Christi não é apenas festa litúrgica. É protesto contra a mutilação da dignidade humana. É esperança que caminha nas ruas. É amor que se dá em forma de pão.

ARTIGO – “Corpos Feridos, Corpo de Cristo”

 

(Padre Carlos)

Corpos mutilados nas guerras. Corpos dilacerados nos cárceres das ditaduras. Corpos estraçalhados nos becos das cidades pelas balas do Estado e pelos fuzis dos cartéis. Corpos desprezados, silenciados, enterrados como lixo humano. É diante desses corpos — carne marcada pelo sofrimento, sangue derramado pela injustiça — que precisamos redescobrir o Corpo de Cristo.

Sim, o Corpo de Cristo — o mesmo que foi partido, pregado na cruz, esvaziado na humilhação — continua sendo ferido hoje. Mas muitos cristãos esqueceram que Ele está presente no corpo do preso torturado, da criança morta pela bala perdida, da mulher violentada pela força policial, do jovem assassinado por disputas do tráfico ou do poder. O Corpo de Cristo banalizado, ignorado, pisoteado.

Na Igreja primitiva, a Eucaristia não era espetáculo nem dogma abstrato. Era refeição partilhada, pão repartido nas casas, celebração entre irmãos. Quando os mártires iam morrer, levavam o pão como viaticum — o alimento para a última viagem. O corpo se encontrava com o Corpo. A carne ferida se unia ao mistério do amor que se entrega.

Com o tempo, a teologia foi se refinando, as heresias se combatendo, os sacrários se fechando. A festa de Corpus Christi nasceu para afirmar a presença real de Jesus na Eucaristia. Mas o que adianta proclamar essa presença real no pão eucarístico, se negamos essa mesma presença real nos corpos reais dos que sofrem? Se adoramos o Corpo na hóstia, mas desprezamos o corpo do pobre?

É na carne humana que Deus insiste em habitar. Do céu ao ventre de Maria. Da manjedoura à cruz. Da cruz ao pão. Do pão ao coração da comunidade. O Corpo de Cristo atravessa a história. E onde há dor humana, Ele está.

O pão eucarístico alimenta, sim. Mas não apenas o espírito. Ele provoca fome de justiça, sede de misericórdia, desejo de comunhão verdadeira. Pão partido que exige que partamos também a nossa vida. Sangue derramado que denuncia os ídolos que ainda hoje pedem sangue: o ídolo do poder, o ídolo do lucro, o ídolo da segurança armada.

Celebrar Corpus Christi é mais do que fazer procissões belas. É fazer passeatas de fé que enfrentem as feridas do mundo. É reconhecer que a Eucaristia, quando bem vivida, destrói as cercas, rompe os muros, reconcilia os inimigos, cura os traumas do passado e fortalece os passos no presente.

A Eucaristia é memória viva da paixão e ressurreição. É missão de paz, é clamor por vida plena. É protesto contra a injustiça. É gesto revolucionário de amor. Quando um cristão comunga, ele se compromete com o Reino. E o Reino de Deus é lugar onde “ninguém tenha demais e ninguém tenha de menos”. Onde a carne de ninguém mais seja descartada. Onde o sangue de ninguém mais seja derramado por omissão ou opressão.

No corpo massacrado do mundo, celebramos o Corpo glorioso do Ressuscitado. Quando lavarmos os pés uns dos outros, quando partilharmos o pão e a dor, quando deixarmos cair as máscaras da indiferença, então sim, haverá uma verdadeira procissão de fé. E Deus habitará novamente entre nós. Ele será o nosso Deus e nós seremos o seu povo. E não haverá mais morte, nem grito, nem dor.

Corpus Christi não é apenas festa litúrgica. É protesto contra a mutilação da dignidade humana. É esperança que caminha nas ruas. É amor que se dá em forma de pão.

Manchetes desta quinta-feira dos principais jornais nacionais

 

 

 

Da Redação
Publicado em 19 de junho de 2025

 

Folha de S. Paulo
Banco Central eleva juros a 15% ao ano e sinaliza fim do ciclo de alta

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/bc-avanca-no-ciclo-de-alta-de-juros-e-eleva-selic-em-025-ponto-para-15-ao-ano.shtml

 

O Estado de S. Paulo
BC eleva Selic a 15% e sinaliza possível pausa na alta em julho

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-bc-eleva-selic-a-15-e-sinaliza-possivel-pausa-na-alta-em-julho/?srsltid=AfmBOoovxgvPC7yOmeuD5GN459gtpOr8_zBsscJIdglAFDCgiqyWH7F9

 

Correio Braziliense
O ataque dos piratas das joias

https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/06/7177758-dos-dutos-aos-cofres-quadrilha-saqueou-mais-de-rs-32-milhoes-em-joalherias-do-pais.html

 

A Tarde (BA)
Cancelas de pedágio fechadas travam BRs

https://www.bnews.com.br/noticias/geral/dnit-desiste-de-abrir-mais-cancelas-de-pedagios-na-br-324-durante-o-feriado-entenda.html

 

O Dia (RJ)
PM de folga é morto na Avenida Brasil

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/06/7077059-pm-de-folga-e-morto-na-avenida-brasil.html

 

Folha de Pernambuco
Em ritmo de São João!

https://www.folhape.com.br/economia/economia-de-pernambuco-ja-entra-no-ritmo-de-sao-joao/105971/

 

Jornal do Commercio (PE)
Bolsonaro e Carlos lideraram “Abin paralela”, aponta PF

https://jc.uol.com.br/politica/2025/06/18/abin-paralela-bolsonaro-e-carlos-bolsonaro-aparelharam-abin-aponta-policia-federal.html

 

Estado de Minas
Estado dá largada para a fusão de 4 hospitais

https://www.em.com.br/

 

O Globo
BC aumenta juros para 15%, maior índice em 19 anos

https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2025/06/19/bc-eleva-os-juros-entenda-os-5-recados-do-copom-ao-subir-a-selic-para-15percent.ghtml

 

Diário de Pernambuco
Taxa básica de juros a 15% terá peso nas inadimplência

https://www.diariodepernambuco.com.br/colunas/ecnomiaemfoco/2024/12/selic-a-15-inviabiliza-negocios.html

 

Diário do Nordeste (CE)
Corte no orçamento inviabiliza o Dnocs

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/egidio-serpa/paywall-7.100?wall=0&aId=1.3661713

 

Correio do Povo (RS)
Chuvarada faz rios transbordarem e deixa desabrigados no Estado

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/chuvas-deixam-centenas-de-desabrigados-e-ao-menos-uma-morte-no-rs-1.1619878

 

Correio da Bahia
Aluguel por temporada cresce 35% em Salvador no período do São João

https://www.correio24horas.com.br/saojoao/roca-que-nada-tem-sao-joao-na-capital-aluguel-por-temporada-cresce-25-em-salvador-no-mes-de-junho-0625

 

Zero Hora (RS)
Rio Grande do Sul revive tensão da cheia

https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2025/06/temporal-no-rs-provoca-mortes-bloqueio-de-estradas-e-alagamentos-em-varios-municipios-cmc22nlwh000l01ar9u069js2.html

 

 

Manchetes desta quinta-feira dos principais jornais nacionais

 

 

 

Da Redação
Publicado em 19 de junho de 2025

 

Folha de S. Paulo
Banco Central eleva juros a 15% ao ano e sinaliza fim do ciclo de alta

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/bc-avanca-no-ciclo-de-alta-de-juros-e-eleva-selic-em-025-ponto-para-15-ao-ano.shtml

 

O Estado de S. Paulo
BC eleva Selic a 15% e sinaliza possível pausa na alta em julho

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-bc-eleva-selic-a-15-e-sinaliza-possivel-pausa-na-alta-em-julho/?srsltid=AfmBOoovxgvPC7yOmeuD5GN459gtpOr8_zBsscJIdglAFDCgiqyWH7F9

 

Correio Braziliense
O ataque dos piratas das joias

https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/06/7177758-dos-dutos-aos-cofres-quadrilha-saqueou-mais-de-rs-32-milhoes-em-joalherias-do-pais.html

 

A Tarde (BA)
Cancelas de pedágio fechadas travam BRs

https://www.bnews.com.br/noticias/geral/dnit-desiste-de-abrir-mais-cancelas-de-pedagios-na-br-324-durante-o-feriado-entenda.html

 

O Dia (RJ)
PM de folga é morto na Avenida Brasil

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/06/7077059-pm-de-folga-e-morto-na-avenida-brasil.html

 

Folha de Pernambuco
Em ritmo de São João!

https://www.folhape.com.br/economia/economia-de-pernambuco-ja-entra-no-ritmo-de-sao-joao/105971/

 

Jornal do Commercio (PE)
Bolsonaro e Carlos lideraram “Abin paralela”, aponta PF

https://jc.uol.com.br/politica/2025/06/18/abin-paralela-bolsonaro-e-carlos-bolsonaro-aparelharam-abin-aponta-policia-federal.html

 

Estado de Minas
Estado dá largada para a fusão de 4 hospitais

https://www.em.com.br/

 

O Globo
BC aumenta juros para 15%, maior índice em 19 anos

https://oglobo.globo.com/economia/financas/noticia/2025/06/19/bc-eleva-os-juros-entenda-os-5-recados-do-copom-ao-subir-a-selic-para-15percent.ghtml

 

Diário de Pernambuco
Taxa básica de juros a 15% terá peso nas inadimplência

https://www.diariodepernambuco.com.br/colunas/ecnomiaemfoco/2024/12/selic-a-15-inviabiliza-negocios.html

 

Diário do Nordeste (CE)
Corte no orçamento inviabiliza o Dnocs

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/egidio-serpa/paywall-7.100?wall=0&aId=1.3661713

 

Correio do Povo (RS)
Chuvarada faz rios transbordarem e deixa desabrigados no Estado

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/chuvas-deixam-centenas-de-desabrigados-e-ao-menos-uma-morte-no-rs-1.1619878

 

Correio da Bahia
Aluguel por temporada cresce 35% em Salvador no período do São João

https://www.correio24horas.com.br/saojoao/roca-que-nada-tem-sao-joao-na-capital-aluguel-por-temporada-cresce-25-em-salvador-no-mes-de-junho-0625

 

Zero Hora (RS)
Rio Grande do Sul revive tensão da cheia

https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2025/06/temporal-no-rs-provoca-mortes-bloqueio-de-estradas-e-alagamentos-em-varios-municipios-cmc22nlwh000l01ar9u069js2.html

 

 

ARTIGO – Espionagem, poder e manipulação: Carlos Bolsonaro no centro do escândalo da Abin Paralela

 

(Padre Carlos)

A bomba explodiu: Carlos Bolsonaro é apontado como o cérebro por trás da Abin Paralela, um sistema clandestino de espionagem operado a partir do coração do Estado. Segundo a Polícia Federal, ele idealizou, coordenou e se beneficiou diretamente da estrutura que transformou a Agência Brasileira de Inteligência numa máquina de vigilância contra opositores, críticos e até servidores públicos.

É a confirmação oficial de que, durante os anos do governo Bolsonaro, a lógica de guerra cultural e paranoia conspiratória não ficou restrita às redes sociais. Ela penetrou nas instituições. Transformou a máquina do Estado num bunker de combate ideológico, onde a legalidade era atropelada por interesses pessoais.

Essa operação ilegal, revelada pela PF e corroborada por diversos elementos de prova, mostra que o bolsonarismo não apenas ensaiou o autoritarismo: ele o praticou na surdina, nos porões da República. Carlos Bolsonaro, que nunca ocupou cargo no governo federal, teve acesso privilegiado a informações sensíveis e se envolveu diretamente na articulação dessa espionagem institucional.

A pergunta inevitável é: quantas decisões foram tomadas com base nessas informações ilegais? Quantas reputações foram destruídas? Quantos direitos foram violados?

O Brasil precisa reagir. É preciso garantir que crimes de Estado não sejam tratados como erros políticos. E que Carlos Bolsonaro e todos os envolvidos sejam responsabilizados nos rigores da lei.

Mais que um escândalo político, estamos diante de um divisor de águas. Ou consolidamos o Estado de Direito com transparência, responsabilização e justiça, ou continuaremos reféns de oligarquias familiares com sede de poder e desprezo pelas regras democráticas.

ARTIGO – Espionagem, poder e manipulação: Carlos Bolsonaro no centro do escândalo da Abin Paralela

 

(Padre Carlos)

A bomba explodiu: Carlos Bolsonaro é apontado como o cérebro por trás da Abin Paralela, um sistema clandestino de espionagem operado a partir do coração do Estado. Segundo a Polícia Federal, ele idealizou, coordenou e se beneficiou diretamente da estrutura que transformou a Agência Brasileira de Inteligência numa máquina de vigilância contra opositores, críticos e até servidores públicos.

É a confirmação oficial de que, durante os anos do governo Bolsonaro, a lógica de guerra cultural e paranoia conspiratória não ficou restrita às redes sociais. Ela penetrou nas instituições. Transformou a máquina do Estado num bunker de combate ideológico, onde a legalidade era atropelada por interesses pessoais.

Essa operação ilegal, revelada pela PF e corroborada por diversos elementos de prova, mostra que o bolsonarismo não apenas ensaiou o autoritarismo: ele o praticou na surdina, nos porões da República. Carlos Bolsonaro, que nunca ocupou cargo no governo federal, teve acesso privilegiado a informações sensíveis e se envolveu diretamente na articulação dessa espionagem institucional.

A pergunta inevitável é: quantas decisões foram tomadas com base nessas informações ilegais? Quantas reputações foram destruídas? Quantos direitos foram violados?

O Brasil precisa reagir. É preciso garantir que crimes de Estado não sejam tratados como erros políticos. E que Carlos Bolsonaro e todos os envolvidos sejam responsabilizados nos rigores da lei.

Mais que um escândalo político, estamos diante de um divisor de águas. Ou consolidamos o Estado de Direito com transparência, responsabilização e justiça, ou continuaremos reféns de oligarquias familiares com sede de poder e desprezo pelas regras democráticas.

ARTIGO – Justiça firme em tempos de incerteza: a prisão de Marcelo Câmara e a coragem de Alexandre de Moraes

 

(Padre Carlos)

A prisão preventiva de Marcelo Câmara, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 18 de junho de 2025, é mais do que um ato jurídico: é um recado claro de que a Justiça brasileira está vigilante e não tolerará o desrespeito à ordem democrática. Ao tomar essa medida, Moraes reafirma sua posição como um dos principais guardiões da Constituição diante de um Brasil ainda mergulhado na polarização política e nas ameaças de rupturas institucionais.

Marcelo Câmara não é uma figura qualquer no tabuleiro político nacional. Sua proximidade com Bolsonaro, sua atuação nos bastidores e seu envolvimento direto em episódios controversos, como a tentativa de desestabilização institucional no pós-eleição de 2022, fazem dele um símbolo da ala mais radicalizada do bolsonarismo. Ao ignorar medidas cautelares impostas pelo STF — como a proibição de usar redes sociais e de manter contato com outros investigados — Câmara assumiu deliberadamente uma postura de afronta à autoridade judicial. Moraes, corretamente, não contemporizou.

É preciso coragem para agir como Alexandre de Moraes está agindo. Num país onde o discurso de ódio tem sido travestido de liberdade de expressão e onde muitos confundem impunidade com imunidade, aplicar a lei com rigor é uma atitude revolucionária. O ministro vem sendo alvo de ataques constantes justamente por sua firmeza e por não recuar diante dos que querem fazer da desordem uma estratégia política.

O Brasil de 2025 ainda sofre os efeitos da extrema polarização. E nesse contexto, qualquer decisão da Suprema Corte ganha contornos políticos inevitáveis. Mas é fundamental lembrar que, acima de tudo, o papel do Judiciário é garantir a legalidade, a democracia e os direitos fundamentais. Quando alguém, seja ele um ex-assessor presidencial ou um cidadão comum, desacata medidas judiciais, está desafiando o próprio Estado de Direito. E, nesses casos, a resposta não pode ser a leniência — deve ser a firmeza da lei.

Redes sociais, desinformação e manipulação digital tornaram-se armas poderosas contra a democracia. A determinação do ministro Moraes de impedir que investigados usem essas plataformas não é uma afronta à liberdade de expressão, mas uma medida de precaução diante de evidências claras de seu uso para coordenação de ataques às instituições. Quando Marcelo Câmara ignora essa limitação, ele não comete apenas uma infração técnica — ele reafirma seu alinhamento com estratégias que ameaçam o processo democrático.

Portanto, a prisão de Marcelo Câmara é justa, necessária e exemplar. Serve como alerta para todos aqueles que acreditam que podem driblar a Justiça com arrogância e impunidade. E reforça que, neste momento delicado da nossa história, precisamos de ministros que, como Alexandre de Moraes, tenham a ousadia de enfrentar as sombras que pairam sobre a República.

A democracia brasileira está de pé — e isso, em grande medida, se deve àqueles que, mesmo diante das pressões, não se curvam. Parabéns, ministro Moraes. Sua coragem fortalece nossa esperança.

ARTIGO – Justiça firme em tempos de incerteza: a prisão de Marcelo Câmara e a coragem de Alexandre de Moraes

 

(Padre Carlos)

A prisão preventiva de Marcelo Câmara, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 18 de junho de 2025, é mais do que um ato jurídico: é um recado claro de que a Justiça brasileira está vigilante e não tolerará o desrespeito à ordem democrática. Ao tomar essa medida, Moraes reafirma sua posição como um dos principais guardiões da Constituição diante de um Brasil ainda mergulhado na polarização política e nas ameaças de rupturas institucionais.

Marcelo Câmara não é uma figura qualquer no tabuleiro político nacional. Sua proximidade com Bolsonaro, sua atuação nos bastidores e seu envolvimento direto em episódios controversos, como a tentativa de desestabilização institucional no pós-eleição de 2022, fazem dele um símbolo da ala mais radicalizada do bolsonarismo. Ao ignorar medidas cautelares impostas pelo STF — como a proibição de usar redes sociais e de manter contato com outros investigados — Câmara assumiu deliberadamente uma postura de afronta à autoridade judicial. Moraes, corretamente, não contemporizou.

É preciso coragem para agir como Alexandre de Moraes está agindo. Num país onde o discurso de ódio tem sido travestido de liberdade de expressão e onde muitos confundem impunidade com imunidade, aplicar a lei com rigor é uma atitude revolucionária. O ministro vem sendo alvo de ataques constantes justamente por sua firmeza e por não recuar diante dos que querem fazer da desordem uma estratégia política.

O Brasil de 2025 ainda sofre os efeitos da extrema polarização. E nesse contexto, qualquer decisão da Suprema Corte ganha contornos políticos inevitáveis. Mas é fundamental lembrar que, acima de tudo, o papel do Judiciário é garantir a legalidade, a democracia e os direitos fundamentais. Quando alguém, seja ele um ex-assessor presidencial ou um cidadão comum, desacata medidas judiciais, está desafiando o próprio Estado de Direito. E, nesses casos, a resposta não pode ser a leniência — deve ser a firmeza da lei.

Redes sociais, desinformação e manipulação digital tornaram-se armas poderosas contra a democracia. A determinação do ministro Moraes de impedir que investigados usem essas plataformas não é uma afronta à liberdade de expressão, mas uma medida de precaução diante de evidências claras de seu uso para coordenação de ataques às instituições. Quando Marcelo Câmara ignora essa limitação, ele não comete apenas uma infração técnica — ele reafirma seu alinhamento com estratégias que ameaçam o processo democrático.

Portanto, a prisão de Marcelo Câmara é justa, necessária e exemplar. Serve como alerta para todos aqueles que acreditam que podem driblar a Justiça com arrogância e impunidade. E reforça que, neste momento delicado da nossa história, precisamos de ministros que, como Alexandre de Moraes, tenham a ousadia de enfrentar as sombras que pairam sobre a República.

A democracia brasileira está de pé — e isso, em grande medida, se deve àqueles que, mesmo diante das pressões, não se curvam. Parabéns, ministro Moraes. Sua coragem fortalece nossa esperança.